domingo, junho 03, 2012

EM JOGAÇO, AMÉRICA/MG VENCE CRICIÚMA E SEGUE 100%

Por Danilo Silveira



América/MG e Criciúma fizeram um dos melhores jogos que eu assisti em 2012 até aqui. Jogos da Libertadores, finais de Estaduais e jogos da Série A tendem a ter um número maior de espectadores, por isso, a repercussão desse jogo deve ser pequena. Mas isso não tira a beleza do espetáculo protagonizado no Estádio Independência, por duas equipes que têm boas chances de estarem na Série A em 2013, caso mantenham o futebol apresentado neste sábado.

Contando com experientes jogadores, como Gilberto e Fábio júnior, o América/MG partiu para o ataque assim que a bola rolou. E o Coelho balançou a rede logo aos 2 minutos, quando após chute de Fábio Júnior, Leandro Ferreira desviou para as redes, mas o impedimento foi assinalado. Porém, não demorou muito para o placar ser aberto pela equipe mineira. Aos 12, Bruno Meneghel recebeu falta na ponta esquerda, a bola foi alçada na área, Gabriel (em posição irregular, por poucos centímetros), cabeceou para boa defesa de Douglas, e no rebote, Bruno Meneghel também usou a cabeça, para estufar as redes adversárias. Após o gol, o Coelho seguiu jogando melhor, apresentando um bom futebol diante de seus torcedores. O Criciúma tentava não se encolher, mas não conseguia muita coisa no campo ofensivo. Aos 21, o zagueiro Gabriel quase ampliou em chute de fora da área, mas a bola subiu demais. E aos 29 minutos, veio o lance mais polêmico da partida. Ezequiel, do Criciúma, recebeu pela ponta direita e quando o bandeira assinalou corretamente o impedimento, ao levantar a bandeira, o jogador do Tigre parou no lance, assim como o sistema defensivo do América/MG. Só que o árbitro Paulo César de Oliveira mandou o lance seguir, e Zé Carlos, em posição legal, recolheu a bola e saiu na cara de Neneca, que fez boa defesa, evitando o empate. Para mim, a jogada deveria sim ser parada, pois Ezequiel faz menção de ir a direção a bola, caracterizando o impedimento. E foi mais ou menos a partir daí que o Criciúma melhorou na partida e o América/MG deu uma encolhida. Aos 37, em chute de fora, Fransérgio assustou Neneca, em chute no canto direito, que aparentemente sairia raspando a trave, mas o goleiro do time mineiro defendeu, espalmando para escanteio. E quando parecia que o América iria com diferença mínima para o intervalo, Gilberto apareceu pela ponta direita, fez o chuveirinho na cabeça do estreante Agenor, que dividiu com o goleiro Douglas e ampliou o marcador, para festa dos torcedores do Coelho no Independência.

Para a segunda etapa, Paulo Comelli resolveu mexer no Tigre, lançando Giovanni Augusto na vaga de Gilmar. E o jovem meio-campista entrou bem na equipe, sendo um dos melhores em campo no segundo tempo. Aliás, que segundo tempo tivemos no Independência. Um jogo eletrizante, com chances claras para ambos os lados. O América seguia com a sua vocação ofensiva e o Criciúma conseguiu sair mais para o ataque, então tivemos um jogo lá e cá; aos 15 minutos, Zé Carlos fez bela jogada individual pela esquerda e cruzou para Fransérgio, que chutou na direção do gol, e quando Neneca estava praticamente vencido, Bryan apareceu para impedir o gol do time catarinense. Dois minutos mais tarde, Fábio júnior apareceu de frente para o goleiro Douglas e perdeu grande oportunidade de fazer o terceiro, finalizando à esquerda do gol, perto da trave. Aos 20, o experiente Gilberto, que fez um bom segundo tempo, recebeu na frente de Bruno Meneghel, cortou Douglas e chutou, mas o arqueiro se recuperou no lance e evitou o terceiro gol da equipe da casa. As chances não paravam de acontecer e aos 21, Giovanni Augusto recebeu na esquerda, bateu rasteiro, tirando do goleiro Neneca, e a bola caprichosamente tocou a trave direita. E depois de 21 minutos de um segundo tempo eletrizante, as redes enfim balançaram, em um chutaço de fora de Leandro Ferreira, que entrou no canto esquerdo de Douglas: 3 a 0. Com seu time jogando bem, mas com três gols de desvantagem, Paulo Comelli resolveu mexer duplamente aos 26, sacando Fransérgio e Diego Oliveira, para colocar Diego Felipe e Elias. Já Givanildo, que tinha lançado Gilberto Souza na vaga de Agenor aos 19, ainda colocou Pará e Junior Timbó, durante a segunda etapa, nas vagas de Bryan e Gilberto. Somado a isso, o Criciúma ainda teve perto de balançar as redes do América duas vezes; em cobrança de falta de Giovanni Augusto, que bateu na trave direita e em chute de Zé Carlos, que passou à direita do gol.

Com o resultado, o América chegou a quatro vitórias em 4 jogos e está na liderança da competição, enquanto o Criciúma, com três vitórias e uma derrota, está em terceiro.

O AUTÊNTICO MELHOR DO MUNDO, O AUTÊNTICO MESSI

Por Danilo Silveira



Pelo menos desde a Copa de 2010, Messi é o jogador que melhor se apresenta vestindo a camisa da Argentina. Neste sábado, mais uma vez, o melhor jogador do mundo teve uma atuação digna do posto que ocupa. Lionel foi o melhor em campo diante do Equador, sendo incisivo durante todo o jogo, com arrancadas sensacionais e participação nos quatro gols, na goleada por 4 a 0 dos hermanos.

Portanto, acho que não se justifica a frase que ficou até certo ponto famosa ultimamente, dizendo que Messi não produz na seleção o que produz no Barcelona. Com o camisa 10 jogando o que jogou diante dos equatorianos, a Argentina fica muito forte, sendo uma das melhores seleções do mundo. Hoje, não vejo nenhum jogador perto do nível de Messi, que tem ao seu lado na Argentina, jogadores de muita qualidade, como Aguero, Higuaín e Di Maria.

E no primeiro gol dos hermanos no jogo, Messi tocou para Di María, que deu belíssima assistência para Aguero. Depois, Messi colocou Higuaín na cara do gol, era o 2 a 0. Minutos mais tarde, o melhor do mundo arrancou de trás do meio-campo, tocou para Higuaín, que devolveu de primeira, e também de primeira, Messi apareceu para finalizar e fazer o terceiro. E com isso tudo, ainda estávamos no primeiro tempo. Na segunda etapa, Messi continuou endiabrado. E em uma de suas jogadas, saiu costurando os jogadores que vestiam amarelo, teve seu chute bloqueado, e na sobra, viu Sosa cruzar para Di María pegar de primeira e ampliar.

Resumindo, ver Messi jogar é muito bom, seja no Barcelona ou na Argentina!

sábado, junho 02, 2012

PAULO BAIER FAZ DOIS E MESMO SEM SER BRILHANTE, FURACÃO FAZ 3 A 0 NO BARUERI

Por Danilo Silveira



Nesta sexta-feira, o Atlético/PR venceu o Grêmio Barueri, por 3 a 0, jogando em casa, na Vila Capanema, já que a famosa Arena da Baixada está em obras. Tratou-se de uma partida muito fraca e até mesmo monótona. O elástico placar pode levar quem não viu o jogo a pensar que o time paranaense foi muito superior, mas não foi bem assim.

Golaço de Paulo Baier salva um fraco primeiro tempo

O Barueri entrava em campo contando com a estréia de Jóbson e com outros nomes bastante conhecidos, como Marcelinho Paraíba, que atuou como meio-campo de ligação e o zagueiro Ronaldo Angelim. E mesmo longe de fazer uma grande partida, a equipe paulista conseguiu equilibrar as ações, diante de um ofensivo Atlético/PR, que jogava com três atacantes (Edgar Junior, Bruno Mineiro e Tiago Adan), um meia (Liguera) e Paulo Baier como volante. Apesar disso, a equipe não conseguia se organizar no campo ofensivo para criar boas chances de gol. Sendo assim, o jogo ficou chato, truncado e sem emoção. A primeira chance de maior destaque aconteceu somente aos 36, quando Thiago Adan recebeu na ponta esquerda e bateu cruzado, para boa defesa de Fernando Leal. No minuto seguinte, Paulo Baier acertou um belo chute de fora da área e dessa vez o goleiro, que até pulou na bola, não conseguiu evitar o gol. E mais nada de destaque ocorreu nos 45 minutos iniciais.

Mesmo sem brilho, Furacão amplia e vence com certa tranquilidade

O Furacão voltou do intervalo com duas mexidas: Zezinho e Fernandão (o mesmo que recentemente estava no Palmeiras) nas vagas de Liguera e Bruno Mineiro. O Barueri, por sua vez, voltou o mesmo, mas aos 9 minutos, o estreante da noite, Jóbson, deu lugar para William Henrique. E dois minutos mais tarde, o Furacão chegou ao segundo gol. Fernandão apareceu pela esquerda, chutou e no rebote do goleiro Fernando leal, Paulo Baier apareceu para empurrar para as redes. Aos 21, Carrasco fez sua última mexida, lançando Renan na vaga de Deivid. Mesmo longe de ser brilhante, o Furacão se aproximava da conquista de três pontos. O Barueri, por sua vez, até tentava chegar ao ataque, William Henrique que tinha acabado de entrar, corria bastante, buscava muito o jogo, mas no coletivo a equipe do técnico Vinícius Eutrópio mostrava-se muito desajeitada. Nem as entradas de Leonardo e Marcelinho, nas vagas de Marcus Vinícius e Tadeu mudaram o panorama do jogo. Com a vantagem de dois gols, o Atlético/PR não se encolhia, mas também não pressionava o adversário e via o tempo passar. E aos 46 minutos, Fernandão chutou, venceu o goleiro Fernando Leal e fechou a conta: 3 a 0 para o Furacão. 

Com apenas um ponto em quatro jogos, o Barueri ocupa o último lugar na tabela. Já o Atlético/PR, com apenas três partidas já realizadas, tem 6 pontos, tendo vencido duas e perdido uma, ocupando a quarta colocação