sábado, julho 05, 2014

JOGO 56: SE MELHORAR ESTRAGA: BÉLGICA ELIMINA ESTADOS UNIDOS COM ATUAÇÃO DE GALA

Por Eduardo Riviello


Salvador foi mais uma vez o endereço de um grande jogo nessa Copa do Mundo. Desde a goleada holandesa sobre a Espanha, a Fonte Nova vem sendo agraciada com apresentações para serem guardadas na memória. E se a Bélgica jogou toda a fase de grupos na região Sudeste, era chegada a hora de os comandados de Marc Wilmots darem o ar da graça na capital baiana. Deram não somente o ar da graça como também um espetáculo para nordestino nenhum colocar defeito: com sua melhor atuação na Copa até então, a seleção belga conseguiu superar a bem postada seleção estadunidense para arrancar uma classificação que só saiu na prorrogação, em mais um jogo de oitavas-de-final dramático. Foi o quinto jogo nessa fase que excedeu os noventa minutos regulamentares, um recorde na história do torneio. Bom para os amantes do futebol, pois assistir cento e vinte minutos de um bom jogo não acontece todo dia - embora esse Mundial possa estar a deixar-nos mal acostumados.

Logo no início da partida, Divock Origi mostrou por que ganhou a titularidade no time vermelho: acionado em lance de enfiada de bola, ultrapassou o adversário na base da velocidade e chutou firme, parando na primeira das muitas defesas do goleiro Tim Howard no jogo.

Aliás, para falar das defesas do goleiro Tim Howard no jogo talvez fosse necessário fazer um texto só para isso: durante os noventa minutos, o camisa um de barba avantajada realizou nada menos do que doze intervenções para assegurar o zero no placar, estabelecendo um novo recorde na competição (no total, foram dezesseis defesas!). Atuação antológica, para ratificar de uma vez por todas o quanto essa Copa vem tendo nos goleiros os seus principais protagonistas em diversas ocasiões.

A Bélgica tinha na agilidade do seu meio-campo e no constante apoio de seus laterais (principalmente o canhoto Vertonghen) duas ótimas ferramentas para criar chances. E os Estados Unidos da América eram algo mais do que um time que começa por um goleiro excepcional: tinham uma defesa compacta desde o esforçado Cameron até o inesgotável Beasley, passando pelas muralhas Gonzalez e Besler, contando ainda com a proteção de um Jones que contagiava pela entrega e determinação. Um volante que vale por dois! Tanto é assim que Zusi e Bradley tinham a liberdade de avançarem com alguma freqüência (Bradley mais do que Zusi), compondo com Johnson e Bedoya as principais parcerias para Clint Dempsey. Mas a verdade é que o time comandado por Jürgen Klinsmann ficou a maior parte do tempo mais preocupado em como deter os belgas do que em como chegar à meta defendida por Courtois. Até porque aquele monte de jogador talentoso vestindo vermelho do pescoço ao tornozelo era um constante tormento para os estadunidenses. Entre as muitas oportunidades criadas pela Bélgica, uma merece destaque pela incrível intervenção de Howard. Sem desmerecer nenhuma das outras, mas quando Origi passou para Mirallas e o chute do camisa onze foi parado pelas pernas de Howard, estávamos diante de uma das maiores defesas nessa Copa repleta de grandes goleiros. Simplesmente sensacional.

Aí você pensa: então tudo bem, diante disso, o destino é mesmo a prorrogação. Correto raciocínio. Afinal, a Bélgica criou, tentou, construiu, infiltrou, tabelou, finalizou e... nada de gol, tudo de Howard ou da defesa estadunidense. Só que o jogo teve como destino a prorrogação também por um outro motivo, e esse motivo em particular levou Klinsmann à loucura: é que, no último lance, Wondolowski (que entrara no lugar de Zusi), chutou para fora quando estava de frente para o gol. Era a bola do jogo!

Veio a prorrogação. E se quem procura, acha, a Bélgica finalmente encontrou aquilo que buscou o jogo inteiro. Aos dois minutos, De Bruyne recebeu de Lukaku, se livrou de dois adversários e não desperdiçou a chance, conseguindo superar Howard com uma finalização firme no canto direito. 1a0 Bélgica, enfim!

Se o primeiro tempo na prorrogação começou bem para a Bélgica, o final foi ainda melhor: aos catorze, De Bruyne devolveu a gentileza e, em contra-ataque velocíssimo, acionou Lukaku. O camisa nove, outrora titular mas que dessa vez veio do banco, chutou com força para marcar o segundo gol belga e mostrar que a disputa com Origi por um lugar no time é boa para todos.

No intervalo, vi gente em rede social dizendo que já estava certa a classificação belga para enfrentar a Argentina e o adeus estadunidense para passar a pensar na Rússia-2018. Calma, pessoal. Vimos no dia anterior a Alemanha abrir 2a0 na prorrogação e sofrer para não ceder o empate para a Argélia. Calminha aí que o assunto aqui é futebol. E logo no começo do segundo tempo, os fatos me deram razão: Green, que acabara de entrar em campo no lugar de Bedoya, recebeu ótimo passe de Bradley na área e "inventou" de marcar seu primeiro gol com a camisa da seleção em plena prorrogação de Copa do Mundo.

Na base da garra, os EUA foram com tudo para tentar o empate. Era tanto empenho e entrega que chegava a ser difícil não desejar que houvesse sucesso nessa empreitada. Só que, pelo conjunto dos cento e vinte minutos, aquela vaga nas quartas-de-final não poderia ter outro destinatário que não fosse a Bélgica. A equipe conseguiu se segurar e, mais do que isso, avançar em contra-ataques que deixaram o jogo frenético. Nem o cansaço teve vez para aquela molecada boa de bola - e de cabeça. Disciplinada taticamente, esbanjando talento e sem abdicar de atacar em momento algum, a Bélgica fez por merecer a classificação. E traz com essa classificação uma certeza: esse blogueiro é um sortudo por ter ingressos para assistir Argentina e Bélgica pela fase quartas-de-final. Como não pensar nisso nos próximos três dias?

JOGO 55: QUANDO O ANJO DIZ AMÉM: ARGENTINA ELIMINA SUÍÇA

Por Eduardo Riviello


Argentina e Suíça encontraram conjuntamente o equilíbrio de seus times. Na fase de grupos, ambas as seleções oscilaram de um jogo para outro e também dentro de cada partida analisada isoladamente. Dessa vez, nas oitavas-de-final, Alejandro Sabella e Ottmar Hitzfeld parecem ter conseguido um ponto ideal para balancear defesa e ataque. Aparentemente simples, tal tarefa é digna de elogios. Ainda mais quando se trata de um torneio curto e competitivo como uma Copa do Mundo.

O equilíbrio da Argentina enquanto Argentina e o da Suíça enquanto Suíça proporcionaram um jogo que só poderia ser... equilibrado. Isso já bastaria para dizermos que estávamos diante de mais uma boa partida no Mundial. Só que o jogo em São Paulo foi mais que isso. E muito se deve à postura suíça, pois os argentinos fizeram exatamente aquilo que deles se espera. Gökhan Inler e Valon Behrami, parceiros de Napoli, eram as pilastras que sustentavam todo o esquema tático vermelho. Mas que desabariam se não fossem as bases bem acimentadas com Stephen Lichtsteiner e Ricardo Rodríguez nos flancos, Granít Xhaka ao centro e a dupla Xherdan Shaqiri (possivelmente o melhor jogador da equipe no jogo) e Admir Mehmedi. Claro que todo o esforço desses atletas seria em vão se não fosse a determinação de Johan Djourou e a de seu companheiro de zaga Fabian Schär. Com todos os méritos de conseguir conter jogadores como Lionel Messi, Ezequiel Lavezzi e Ángel di María (o que por conseqüência acaba neutralizando aquele que é abastecido por esses três, o centroavante Gonzalo Higuaín), a Suíça teve como principal - e talvez único - pecado no primeiro tempo o fato de não aproveitar as oportunidades que lhe surgiram. Uma foi com Xhaka, que chutou rasteiro e o goleiro Sergio Romero conseguiu rebater com a perna. Outra foi com Josip Drmic, que recebeu ótima passe de Shaqiri, avançou livre e, na tentativa de fazer um golaço por cobertura, acabou facilitando a defesa de Romero.

A Argentina cresceu no segundo tempo. Cresceu porque conseguiu manter-se firme na defesa ao mesmo tempo que subiu de rendimento quando com a posse de bola. Higuaín teve uma oportunidade em cabeceio, defendida por Diego Benaglio. Messi atraía a marcação de três adversários quando carregava a bola, conseguindo distribuir a redonda para os companheiros desmarcados. O lateral-esquerdo Marcos Rojo desperdiçou um desses presentes do camisa dez.

Com Xhaka amarelado e pouco efetivo, Hitzfeld optou por colocar o cabo-verdiano Gelson Fernandes em seu lugar. Sabella trocou Lavezzi por Rodrigo Palacio. E foi a alteração de Sabella que deu maior efeito prático no jogo: a aproximação entre Palacio e Higuaín possibilitou mais opções para Messi e Di María no momento da criação de jogadas, e a bola parecia ficar cada vez mais próxima da área suíça. Só que entre colocar a bola na área e colocar a bola na rede vai uma diferença. Então, o jogo foi para a prorrogação.

Na prorrogação, quem subiu de produção de maneira decisiva foi Di María. Era visivelmente o jogador argentino em melhor forma física, conseguindo causar grandes dificuldades à defesa adversária com arrancadas que se dava ora pela esquerda, ora pela direita. Um lindo chute de fora da área só não entrou no ângulo esquerdo porque Benaglio conseguiu ir até lá para espalmar. Só que se Di María sobrava, outros jogadores sentiam o peso do cansaço de um jogo duro e em horário ingrato. Rojo e Fernando Gago, exaustos, deram lugar para Basanta e Biglia. Sabella mostrava com essas alterações que não desejava realizar transformações estruturais na equipe, confiando naquela disposição tática. E seu instinto mostrou-se preciso: aos doze minutos no tempo derradeiro, Messi mandou para Di María e o camisa sete mandou cruzado para fazer o gol argentino. Um verdadeiro Ángel di María!

A partir dali, cada minuto restante pareceu uma eternidade para a Argentina manter a vantagem no placar. O goleiro Benaglio virou atacante, juntando-se a sete ou oito suíços na área adversária. Na oportunidade mais incrível, Blerim Dzemaili, que entrara no segundo tempo na prorrogação, cabeceou na trave direita de Romero. A bola ainda voltou nele, só que não foi possível direcioná-la para dentro. Shaqiri ainda cobrou uma falta que representava a última chance de levar o jogo para os pênaltis. E a Brazuca ficou na barreira.

A Argentina, com as bênçãos do papa Francisco, a colaboração do gênio Messi e a graça do anjo de Maria, avança em direção ao paraíso. E se a maçã era o símbolo do pecado na história de Adão e Eva, agora é outro fruto que passa a requerer todo o cuidado do mundo à seleção albiceleste: a laranja. Só que antes, muito antes de pensar nela (ou na perigosíssima Costa Rica), há que se ter vigilância com os Diabos Vermelhos.

sexta-feira, julho 04, 2014

JOGO 54: APÓS JOGAÇO DE DUAS HORAS, ALEMANHA ELIMINA ARGÉLIA

 Por Eduardo Riviello


Alemanha e Argélia jogaram a última partida sediada no estádio Beira-Rio nessa Copa do Mundo. E fizeram o melhor jogo de oitavas-de-final até o momento no Mundial. Num confronto tático em todos os setores do campo, dinâmico na posse de bola de ambas as seleções e surpreendente na mútua intensidade apresentada pelas equipes, alemães e argelinos proporcionaram duas horas de bom futebol em Porto Alegre. Para felicidade dos amantes desse esporte. E para aniquiliar aquele papo de que "camisa faz diferença". Não faz nenhuma! Arranque os escudos de ambos os uniformes e duvido que alguém seja capaz de dizer quem era a tricampeã mundial e quem era a equipe que muitos diziam que não passaria da fase de grupos.

Aliás, temos muito a aprender com a representante do norte da África. Sem nenhuma badalação antes da Copa começar, fizeram uma campanha onde jogaram de igual para igual com a elogiada Bélgica, anotaram quatro gols na Coréia do Sul após grande performance no primeiro tempo, foram buscar o empate da classificação diante da disciplinada e competitiva seleção da Rússia e fizeram uma atuação maiúscula do primeiro ao último apito diante da poderosa Alemanha. Cento e vinte minutos marcados por um equilíbrio brutal, conseguindo anular muitas das virtudes de um adversário repleto de qualidades e explorar falhas que não tinham aparecido na fase de grupos - possivelmente porque portugueses, ganeses e estadunidenses não foram capazes de encontrá-las. Ou talvez de "inventá-las".

Manuel Neuer, um dos melhores goleiros do mundo, jamais mostrou tantas vezes com a camisa da seleção alemã o quanto o convívio com Josep Guardiola no Bayern de Munique lhe é proveitoso. Vimos no Rio Grande do Sul um Neuer mais líbero do que nunca, precisando abandonar a grande área diversas vezes para ser aquele jogador alemão a evitar o gol no contra-ataque adversário. E que contra-ataques! Já com dez minutos de jogo, a equipe comandada por Vahid Halihodzic deu duas mostras de que os lances de velocidade seriam um recurso interessante para entrar na defesa da Alemanha: Islam Slimani, sempre atento, conseguia deixar qualquer um para trás quando lançado. Mas Neuer, no melhor estilo goleiro-linha, fazia uma leitura perfeita do lance para realizar a interceptação.

Para criar ainda mais dificuldades a uma defesa vulnerável à velocidade de Slimani, a Argélia tinha também no talento de Sofiane Feghouli uma ótima opção para bagunçar o sistema defensivo alemão. Na marcação individual, não houve quem desse conta de neutralizá-lo. Foram cerca de dezoito minutos de domínio argelino, com direito a gol anulado para manter o placar zerado. E se Feghouli e Slimani apareciam bem no setor ofensivo, há que se destacar também as participações de jogadores como Ghoulam e Mandi, que fechavam os flancos e detinham jogadores como Schweinsteiger, Kroos, Götze e Özil, além de serem ágeis na hora de ligar os contra-ataques. E o goleiro M'Bolhi, que fez uma defesa espetacular no primeiro tempo, viria a aparecer mais tarde como grande nome no jogo.

Joachim Löw mexeu no intervalo: trocou Götze por Schürrle. Uma tentativa de ter maior presença na área e de aumentar a participação de Müller. Válida tentativa. Só que esse tipo de alteração não cria imunidade ao contra-ataque e a Argélia quase abriu o placar em rápida escapada de quatro contra quatro. Não estava nada fácil para Mustafi, Mertesacker, Boateng e Höwedes!

Com dificuldade para entrar numa zaga muito bem postada, a Alemanha tentou de fora da área: aos nove minutos, Lahm acertou lindo chute e somente não abriu o placar porque M'Bolhi fez o que considero ter sido a mais espetacular defesa na Copa do Mundo até o presente momento. Simplesmente sensacional o sutil desvio conseguido pelo goleiro argelino, que saltou em direção ao ângulo direito em lance de uma plasticidade cinematográfica.

Aos vinte e quatro minutos, uma contusão de Mustafi obrigou Löw a tirá-lo do jogo. Mustafi havia aparecido bem em lance pelo alto (defendido por M'Bolhi), mas fora isso, foi elemento pouco participativo quando a Alemanha tinha a posse de bola e facilmente envolvido quando a Argélia atacava. Ou seja, a sua saída acabou não sendo um mau negócio - uma pena, é claro, que por motivo de contusão. Khedira entrou em seu lugar, assumiu a posição de volante ao lado de Schweinsteiger e Lahm passou a ficar mais aberto pela direita.

A Alemanha cresceu. E, junto com ela, se agigantou a defesa da Argélia. Mostefa, Belkalem, Halliche e o incansável Ghoulam eram cada vez mais convidados (leia-se intimados) a agir para salvar a pátria. Importante não esquecer a contribuição de Lacen, uma barreira entre o meio-campo e a defesa. E para assegurar o placar zerado, M'Bolhi não permitia que bola nem pensamento passassem por ele. Halihodzic acrescentou habilidade no setor de meio-campo quando, aos trinta e dois, colocou Brahimi no lugar de Taider. Só que os últimos minutos foram, no geral, de predomínio alemão. E o 0a0 persistiu só para enganar os desavisados - um resultado que em nada refletia o que se tinha em campo.

Veio a prorrogação e, já no segundo minuto, o gol alemão: Müller cruzou da esquerda, Schürrle se antecipou à marcação e estufou a rede argelina, em bonita finalização. Era o vigésimo sexto gol na Copa de alguém vindo do banco de reservas, um recorde na história do torneio. Aos seis minutos, novo golpe na Argélia: o capitão Halliche, de precisão quase impecável no tempo de cada jogada que exigia sua participação, não tinha mais condição de continuar em campo e saiu para a entrada de Bougherra. Três minutos depois, o bósnio Halihodzic trocou Soudani, figura isolada no comando de ataque, por Djabou. E passou a ganhar território no meio-campo. Ainda antes do intervalo, Mostefa quase empatou a partida.

Veio o segundo (leia-se quarto) tempo do ótimo jogo. Se a Argélia tinha conseguido ganhar presença na meiuca quando da entrada de Djabou, a Alemanha sofria um revés: por cansaço, Schweinsteiger precisou ser substituído. Kramer foi o escolhido para entrar em seu lugar, aos 3' (ou 108'). No novo rearranjo de jogadores e nas novas disputas por posse de bola e espaço no gramado, a Alemanha conseguiu conter o ímpeto argelino e ainda levava perigo no ataque. Principalmente porque, naquela altura da partida, surgiam clarões na defesa da Argélia. Num deles, Schürrle e Özil entraram na área como quiseram, a defesa salvou praticamente em cima da linha a finalização de Schürrle mas, no rebote, Özil mandou firme para a rede. Um 2a0 para confirmar a classificação. Certo?

Errado. Era a Argélia, a valente Argélia do outro lado. Mesmo depois de sofrer o segundo gol aos catorze do segundo tempo da prorrogação, o time se lançou ao ataque na base da garra e da determinação. E, também do talento e da organização. Aos dezesseis, Feghouli cruzou da direita e Djabou completou de primeira, descontando e mostrando que nada estava definido. Os alemães queriam o apito final. Os argelinos, movidos pela esperança, ainda tiveram oportunidade em uma bola alçada na área. Slimani cabeceou. E Neuer ficou com ela: a bola. Para a Alemanha ficar com ela: a classificação. E nós, amantes do futebol, ficarmos com ela: a sensação de ter assistido um grande jogo.
Argelinos relembram vitória sobre os alemães no Mundial de 1982: equipe africana mostrou força e por pouco não conseguiu novo triunfo diante dos europeus numa Copa do Mundo. Fica a lembrança de uma grande partida.