terça-feira, novembro 22, 2022

Jogo 6 - dinamarca e Tunísia nao saem do zero

 Por Danilo Silveira 

Dinamarca e Tunísia fizeram um duelo bem interessante na cidade de Rayyan.

Se alguém esperava facilidsde para a Dinamarca, esperou errado. É jogo de Copa do Mundo! Facilidade é raridade.  A Tunísia mostrou um conjunto para lá de interessante, que conseguiu bater de frente com os dinamarqueses. Qualidade com a bola no pé, sistema de marcação sólido, velocidade para contra atacar e bolas lançadas atrás da defesa dinamarquesa foram alguns dos artifícios usados pela seleção africana para fazer um jogo de igual para igual.

Verdade seja dita, a Dinamarca ficou devendo um pouco de futebol na estreia. A equipe teve muita dificuldade para fazer fluir o jogo ofensivo, a porta parecia fechada pelos francos e pelo meio. Christian Eriksen é talvez de quem mais deva se esperar a qualidade para quebrar sistemas defensivos sólidos. E ele quase abriu o marcador em chute de média distância, já na segunda etapa, mas o goleiro Dahmen fez boa defesa.

Aliás, vale um parágrafo especial ao camisa 10 dinamarquês. É muito bom ver Christian Eriksen jogando com a camisa da Dinamarca. Para quem não sabe, no ano passado, ele sofreu um mau súbito durante uma partida da Eurocopa entre Dinamarca X Finlândia. Foram momentos muito tensos e se temia até pela perda da vida do atleta. Ele deu a volta por cima, recuperou-se de um problema cardíaco e lá está no Catar jogando o Mundial.

Volyando ao duelo, vale aqui destacar que do meio para o final da segunda etapa, a Tunísia parece ter perdido fôlego. Começou a ser mais comum a Dinamarca conseguir trabalhar a bola com mais espaço livre. Já foi citado anteriormente a chance que Eriksen teve de fazer o primeiro gol, mas a jogada mais clara aconteceu na bola parada. Escanteio cobrado pela direita, bola desviada para o canto direito e Cornelius, que veio do banco de reservas, deu um peixinho, desviou a bola, que caprichosamente beijou a trave tunisiana. Fim de papo e nada de gols!

É de se esperar muitas emoções no grupo D, que conta ainda com França e Austrália.

Jogo 5 - Concentração, disciplina, sorte...a Arábia Saudita venceu a Argentina!

 Por Danilo Silveira

Senhoras e senhores, a Copa do Mundo começou!

Um daqueles resultados históricos, para dar uma sacudida daquelas no Mundial do Catar. Uma das favoritas ao título, a Argentina sofreu uma virada da Arábia Saudita em 5 minutos e saiu derrotada do gramado do estádio Lusail Iconic.

A bem da verdade, os sauditas apresentaram todas as virtudes necessárias para um time de futebol triunfar.

Sorte! Na primeira etapa, Messi fez 1x0 de pênalti aos 5 minutos, e depois disso, a Argentina balançou a rede mais 3 vezes, porém os 3 gols foram anulados por impedimento. Num deles, Lautaro Martínez estava pouco, mas muito pouco à frente do penúltimo defensor saudita.

Vigor físico! Um preparo físico invejável foi visto dentro de campo por parte da seleção comandada pelo francês Hervé Renard. Mesmo com o relógio avançado na segunda etapa, a equipe não perdeu a capacidade de chegar inteira nas divididas, de marcar alto e de sair jogando em velocidade.

Vontade! A equipe jogou, literalmente, "uma partida de Copa do Mundo". Uma vontade sobrenatural, de um time que já entra para história, no terceiro dia da Copa.

Concentração! Esse que vos escreve, não lembra de sequer um momento de desatenção por parte daqueles que vestiam verde dentro de campo. Um time absurdamente focado e disciplinado. As linhas de marcação altas, deixavam o cenário suscetível para a Argentina explorar a "bola nas costas" da zaga árabe. Assim, era necessário muita concentração saudita para acertar a linha de impedimento. Tarefa executada com sucesso, visto que a Argentina balançou as redes 3 vezes, mas os gols foram anulados graças à perfeição da linha de impedimento.

Um resultado como esse, faz o mundo virar as atenções ainda mais para a Copa do Mundo. e há quem diga que a emoção da Copa só começa nas oitavas de final!


A Argentina está longe de ser eliminada. Esse time ainda pode vir muito forte na competição. Tem pela frente, Polônia e México. 



segunda-feira, novembro 21, 2022

Jogo 4 - Em duelo fraco tecnicamente, EUA e Gales protagonizam primeiro empate da Copa

 Por Danilo Silveira

Gales e EUA protagonizaram um duelo que provavelmente será lembrado como um dos piores do Mundial do Catar. 

Do apito inicial ao apito final, se viu muito mais erros do que acertos. Talvez por nervosismo, talvez por não estarem na forma ideal, o fato é que se viu jogadores errando mais do que acertando. Um time que tem Gareth Bale e Ramsey, deveria ter muito mais qualidade no meio-campo do que Gales apresentou. No primeiro tempo, os dois não produziram quase nada. Ainda que não apresentasse um futebol brilhante (longe disso), os EUA foram os donos da primeira etapa. O time que mais atacou, mais pressionou e mais buscou o gol. O prêmio veio em um lance de beleza plástica elevadíssima, fato raro visto no gramado do estádio Ahmad Bin Ali na noite de hoje. Pulisic deu uma enfiada genial para Tarpeh Weah, que frente a frente com Hennessey, conseguiu executar uma finalização muito estilosa de perna direita, quando o lance parecia mais propício a uma finalização de canhota: 1x0 para os americanos.

Se você está achando que esse Weah no nome do autor do gol tem alguma coisa a ver com o ex jogador liberiano, você está coberto de razão. Tarpeh Weah é filho de George Weah, ex jogador que já foi eleito melhor do mundo e hoje é Presidente da Libéria. Por sinal, George Weah nunca teve a oportunidade de participar de uma Copa do Mundo. Seu filho teve tal oportunidade e aproveitou para balançar as redes logo na estreia.

Se o primeiro tempo foi americano, o segundo tempo foi de Gales. A equipe dirigida por Robert Page parece ter acordado, e ainda que esbarrasse em erros técnicos corriqueiros, provenientes de uma noite de pouca inspiração, a equipe tentava encurralar os EUA, que por sua vez, parecem ter esquecido o futebol apresentado na primeira etapa, no vestiário.

Se o apresentado dentro de campo parecia pouco para vir o empate, veio das arquibancadas o combustível que faltava. Os torcedores galeses cantavam
alto, empurrando para o ataque uma seleção que não ia a uma Copa do Mundo há 64 anos. Desde o Mundial de 1958, o País de Gales não sabia o que era disputar uma Copa. Me arrisco a dizer que a maioria dos torcedores ali presentes torcendo para Gales, não eram nascidos em 1958. E a alegria desse povo veio aos 36 minutos. Gareth Bale, batendo pênalti, deixou tudo igual, dando números finais ao jogo.

A impressão que passa é que os dois treinadores terão muito o que corrigir nas duas equipes para a sequência do Mundial. Caso contrário, fica difícil imaginar que alguma das duas seleções tenha uma vida muito longa no Catar.