sábado, julho 09, 2011

JOGO 10: SUPERIOR QUASE O JOGO TODO, PERU VENCE MÉXICO POR 1 A 0

Por Danilo Silveira
Depois do duelo entre Uruguai e Chile, México e Peru entraram em campo no mesmo estádio, na cidade de Mendoza. A equipe peruana pressionou grande parte da segunda etapa e foi premiada com um gol aos 37 da segunda etapa e agora está com quatro pontos, empatada com o Chile na liderança, mas atrás por causa do número de gols marcados. Já o México, é a única seleção que ainda não conquistou pontos até aqui nesta edição da Copa América.

Peru é superior, mas pouco cria na primeira etapa

Enquanto o México usava o mesmo time que foi derrotado para o Chile, o Peru trocou três peças da estréia para este confronto. Vargas e Lobatón, que entraram bem contra o Uruguai, além de Carmona, entraram na equipe titular, com as saídas de Yotún, Guevara e Revoredo. Nos minutos iniciais, o peru conseguiu assustar o gol mexicano em chutes de fora, com o arremate de Lobatón passando à direita e

com Guerrero obrigando o goleiro Michel a trabalhar. Se contra o Chile o México se acuou, contra o peru a equipe de Luis Tena estava mais solta em campo, tentando investidas no ataque. Quando tinha a bola nos pés, o Peru tentava sair jogando por baixo, fazendo a redonda rolar na grama. Porém, as chances de gol eram escassas. Giovani dos Santos era a figura que mais se destacava na equipe mexicana e aos 33, ele fez fila pela esquerda e chutou cruzado para defesa do goleiro Fernández. Sem muito mais, a primeira etapa chegou ao fim.


Peruanos voltam do intervalo a mil e são premiados com gol no fim


Na volta dos intervalo, Luiz Tena lançou Pacheco na vaga de Aguilar no México, enq
uanto o técnico uruguaio, Sergio Markarián, da equipe peruana, colocou Yotún na vaga de do lateral-direito Advíncula. Se no primeiro tempo o México se aventurou no ataque, no segundo isso aconteceu com menos freqüência. O Peru começou a mil, criando chances para abrir a contagem. Aos 5, após cruzamento das esquerda, Guerrero apareceu livre no segundo pau e sua finalização de cabeça saiu à esquerda do arqueiro adversário, próximo à trave. Aos 13, Vargas, um dos melhores em campo, que atuou pela ponta esquerda o jogo quase todo, recebeu na área e chutou cruzado, carimbando o poste esquerdo de Michel. O gol peruano parecia questão de tempo. Guerrero apresentava-se como uma das figuras mais perigosas do ataque peruano, mas o atacante do Hamburgo foi fominha ao tentar o chute da altura da meia-lua, quando Yotún passava em liberdade pela direita. Sobre os homens de frente do México, pouco pode se falar, já que a equipe mal conseguia ultrapassar a linha de meio-campo. Se com jogadas trabalhadas o Peru chegava próximo ao gol, o mesmo aconteceu em bola parada, quando Vargas executou cobrança de falta quase perfeita, com a bola tocando na trave esquerda e por pouco não entrando na gaveta. Aos 29, Ponce entrou na vaga de Chavez no México e quatro minutos mais tarde, guevara substituiu Cruzado na Seleção Peruana. Aos 36, o goleiro Michel saiu bem do gol, para se agigantar e parar o chute de Vargas pela ponta esquerda. O gol do Peru poderia ter saído em jogada bem trabalhada, com troca de passes, já que essa era a proposta da equipe. Mas se assim não foi possível, aos 37, após bate rebate na área, Guevara chutou cruzado pela direita e encontrou Guerrero, sem marcação,
em posição legal, debaixo do gol mexicano para empurrar para as redes e garantir a vitória peruana. Vale lembrar que contra o Uruguai, Guevara também serviu o atacante, quando os peruanos abriram o placar do jogo. Agora, o Peru estava chegando a quatro pontos e faltava um gol para a equipe ultrapassar o Chile e assumir a liderança do grupo C. Porém, a vitória mínima persistiu. Se tivesse conseguido vencer por 2 a 0, o Peru jogaria o último jogo, contra o Chile, precisando apenas do empate para terminar na frente do rival. Ballón ainda entrou na vaga de Lobatón no peru, enquanto no México, Peralta foi para o jogo na vaga de Aquino. Mas, nada mais alterava o marcador.

JOGO 9: URUGUAI ABRE O PLACAR, VÊ CHILE EMPATAR E TERMINA JOGO PRESSIONADO

Danilo Silveira

Chile contra Uruguai era um jogo que este que vos escreve esperou ansiosamente. Com a bola rolando, um duelo bastante equilibrado, onde chamou atenção a proposta de jogo imposta pela equipe chilena, que tentou atacar o Uruguai com todas as forças, principalmente na segunda etapa. A Seleção Celeste, por sua vez, aproveitou-se de falhas defensivas do adversário, mas acabou que não conteve a pressão chilena e acabou o jogo sofrendo uma grande pressão e o empate acabou de bom tamanho.

Uruguai começa melhor, mas Chile iguala as ações

Mal rolou a bola e um lance de destaque aconteceu quando o zagueiro Jara perdeu o tempo de bola e acabou fazendo falta dura em Cavani, com menos de um minuto, mas o árbitro nem cartão deu. Parecia que a zaga chilena andava um pouco insegura na partida e o Uruguai tentava aproveitar isso com seu trio ofensivo Forlán-Suárez-Cavani. E foram justamente esses três jogadores que participaram de jogada de ataque aos 18 minutos. Forlán ganhou dividida no alto, a bola sobrou para Cavani,

que tocou para Suárez, de frente para o gol, finalizar e acertar o travessão do goleiro Bravo. Aos 26, Contreras falhou, Suaréz roubou bola na frente, driblou Bravo e, sem ângulo, cruzou para Forlán cabecear, mas o defensor chileno que havia errado voltou para salvar o gol uruguaio usando o peito. O jogo era quente, tenso, com faltas duras, principalmente da equipe chilena. Quando o time que vestia vermelho resolvia trocar passes com a bola na grama, as coisas começavam a fluir, mas a melhor chance da equipe na primeira etapa saiu em um lance casual. Pela ponta direita de ataque, Isla chegou para dividir com Coates e o zagueiro uruguaio chutou para onde o nariz apontava, mas acontece que em sua frente estava justamente o jogador chileno; a bola bateu nele e voltou na direção do gol, encobrindo Muslera. Se o azar do Uruguai pelo lance parecia grande, transformou-se todo em sorte quando a bola tocou caprichosamente no travessão. Aos 43, após troca de passes, Beausejour chutou cruzado pela esquerda, para fora. O intervalo se aproximava e os gols ficaram para o segundo tempo.

Celeste abre o placar, mas vê Chile empatar e sufocar nos minutos finais
O Uruguai voltou com mexida após o intervalo, com Álvaro González na vaga de Cavani. E a segunda etapa começou a todo vapor. Antes do relógio completar um minuto, Suazo recebeu pela direita, dominou, pensou e rolou para Jiménez, que na cara do gol se enrolou um pouco, mas ainda conseguiu finalizar de letra para defesa de Muslera. Vale aqui ressaltar que as duas seleções tinham mudanças em relação à equipe titular que jogou na estreia, e ambas no meio-campo. No Uruguai, Lodeiro cedeu lugar para Álvaro Pereira, enquanto no Chile, Jiménez atuava no lugar de Fernández. Aos 2 minutos, Arévalo e Jiménez se desentenderam e um estufou o peito para o outro e o jogo começou a ficar quente de vez. Isso porque no minuto seguinte, Cáceres deu forte entrada em Sanches, pela ponta esquerda de defesa e recebeu cartão amarelo, sendo suspenso da próxima partida, já que também foi amarelado na estréia. Mas logo o futebol, que é o que de fato interessa, voltou a aparecer. Aos sete, Isla disputou bola com Álvaro pereira dentro da área chilena, Suárez apareceu para recolher a redonda, levar para a esquerda e cruzar para o próprio Álvaro Pereira chutar para abrir o marcador para a Seleção Celeste. E a

zaga chilena acusou o golpe e o Uruguai parecia ter forças para ampliar. Com o sistema defensivo mal e a perda do meio-campo, o que restava a Cláudio Borghi fazer? Bem, em uma atitude corajosa até demais, ele tirou o zagueiro Jara e lançou Valdívia no jogo. Coincidência ou não, o fato é que o jogo mudou de figura logo e o Chile veio para o ataque. Aos 18, porém, a chance de ampliar foi do Uruguai e Suaréz arriscou pela ponta direita para defesa de Bravo. No minuto seguinte, um gol com a cara do Chile. Valdívia deu bela enfiada de bola para Beausejour na esquerda, o atacante dominou, avançou , rolou para o meio e Sanches teve a calma e paciência para finalizar rasteiro, com um biquinho, para empatar a partida. Um gol com a bola no chão, rolando na grama, de forma belíssima. O Chile se animou e aos 28, duas novas mexidas: Paredes e Carmona entravam na vaga de Suazo e Beausejour. A essa altura era o Chile que parecia mais próximo ao gol e aos 32, Sanches, o melhor em campo, apareceu pela direita e cruzou na medida para Jiménez, com um carimbo escrito “faz”, mas o meio-campista cabeceou e muslera conseguiu fazer bela defesa. Vendo o Chile crescer, Óscar Tabárez lançou o meio-campista Lodeiro na vaga do lateral-esquerdo Maxi Pereira. Mas o Chile parecia disposto a sufocar o Uruguai no campo ofensivo até o fim, e aos 36, Isla pegou sobra de bola de fora da área e chutou para defesa de Muslera. Três minutos mais tarde, Paredes cobrou falta com perigo, à direita do goleiro uruguaio. Oscar Tabárez fez sua última mexida, sacando Arévalo e colocando Eguren e quando chegou o apito final, creio eu que foi um alívio para o Uruguai, que via aos poucos um precioso ponto indo embora.

JOGO 8: COSTA RICA DE CAMPBELL 2, BOLÍVIA DESORGANIZADA 0

Por Danilo Silveira

Dois dos times mais limitados da Copa América se enfrentaram em Jujuy. Trata-se de Bolívia e Costa Rica. Aproveitando-se da expulsão de dois jogadores bolivianos e da exposição da defesa adversária, a Costa Rica venceu por 2 a 0. Destaque para o veloz atacante Campbell, que começou a jogada do primeiro gol, fez o segundo e foi o nome do jogo.

Poucas chances e nada de muito destaque na primeira etapa

Os primeiros minutos de partidas foram bem fracos, com chutões, erros de passes e duas equipes que não se encontravam no campo de jogo. A primeira jogada de destaque aconteceu quando Gutíerrez achou Arce na ponta esquerda da área e o atacante chutou cruzado para Marcelo Moreno, que por pouco não alcançou para empurrar para o gol. Alías, o lateral-esquerdo Gutíerrez mais parecia um ponta e a Bolívia começava a explorar aquele setor do campo. Os minutos foram passando e as chances de gol eram raras. Apesar da Bolívia encontrar-se ligeiramente melhor na partida, as duas melhores oportunidades que ainda surgiram na primeira etapa foram pelo lado costarriquenho. Primeiro, Leal cruzou pela esquerda achando Martinez no segundo pau; o jogador cabeceou e a bola só não entrou porque bateu em um adversário e perdeu o endereço do gol. Aos 30 minutos, contra-ataque da Seleção da América Central, Campbell serviu Madrigal, que acabou desarmado na hora que foi cortar um adversário para ficar de frente para o goleiro Arias. Antes do final da primeira etapa, um princípio de confusão entre Duarte e Marcelo Moreno, logo contornado pela arbitragem da partida e pelos outros jogadores. As maiores emoções da partida estavam guardadas para o segundo tempo.

Costa Rica cria bastante, perde pênalti, acerta duas na trave e ainda faz dois gols

Para a segunda etapa, o técnico argentino da Seleção costarriquenha, Ricardo La Volpe, promoveu uma alteração, sacando Madrigal e colocando Guevara em campo. E a Bolívia começou a segunda etapa melhor, criando chances. Aos 4, Marcelo Moreno cobrou falta perigosa, que acabou desviando na barreira. Aos 8, Álvarez recebeu pela ponta direita e chutou, com a bola batendo do ferro da trave, do lado de fora do campo de jogo. A Costa Rica respondeu com Mora pela direita; ele passou por Gutíerrez, invadiu a área, mas acabou finalizando mal. Aos 14, começou a aparecer o nome do jogo: Campbell. Ele arrancou pelo meio e tocou para Guevara, que driblou Gutíerrez e chutou para defesa de Arias, mas na sobra, Martinez acabou completando para as redes, abrindo o marcador em Jujuy. Seis minutos mais tarde, Campbell recebeu falta próximo a entrada da área e ele mesmo cobrou, acertando a trave adversária. Nesse momento da partida, a Bolívia se mandava ao ataque de maneira irresponsável, deixando a defesa toda aberta. O argentino comandante da Bolívia, G. Quinteros, resolveu fazer dupla alteração aos 22: ele tirou Robles e um sumido Edivaldo, para as entradas de Chavez e Peña. Aos 25, Martínez teve a chance de fazer o segundo dele no jogo, mas cara a cara com Arias, atrapalhou-se, mas ainda conseguiu tocar para Mora, que de frente chutou, mas antes que a bola entrasse, Rivero colocou o braço na redonda, evitando o gol: pênalti assinalado e o boliviano acabou expulso. Guevara partiu para bola, chutou no canto direito de Arias, que pulou e defendeu e no rebote, el completou para nova defesa do arqueiro. Aos 30, jogada individual de Campbell e ele sofreu nova falta e o boliviano Flores acabou expulso diretamente, acredito que o árbitro tenha visto uma agressão do jogador no costarriquenho, quando este já estava caído. Desta vez, Campbell não bateu, mas mesmo assim a cobrança foi bem executada e tocou a trave de Arias. Para empatar o número de bolas na trave e de gols, Campmbell recebeu na frente de Mora e chutou para estufar as redes de uma desorganizada Bolívia e fechar o marcador. Na Bolívia, García ainda entrou na vaga de Campos , enquanto na Costa Rica, Elizondo e Cubero foram para o jogo nos lugares de Martinez e Mora. Nada mais alterava o placar da partida e a Costa Rica, recheada de jovens jogadores conseguiu venceu uma equipe frágil defensivamente que a Argentina de Messi, Tévez e companhia conseguiu empatar.