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sábado, agosto 16, 2014

NEWELLS ESBARRA NO GYMNASIA E NÃO CONSEGUE MANTER 100%

Por Danilo Silveira

Depois de vencer o Boca Juniors na Bombonera na estreia do Campeonato Argentino, o Newells Old Boys recebeu o Gimnasia no Coloso del Parque para tentar manter os 100%. No entanto, a equipe comandada por Gustavo Raggio criou poucas chances de gol e acabou empatando em 1 x 1.


O duelo começou e logo ficou nítido a proposta de ambas as equipes. O NOB valoriza a posse de bola enquanto o Gimnasia se posicionava todo atrás da linha da bola para tentar impedir que o adversário avançasse para dentro do seu campo. Acontece que a posse de bola do NOB não era aquela envolvente e ofensiva, que culmina na criação de chances de gol. Era sim aquela posse defensiva, passando constantemente entre os zagueiros. O time encontrava dificuldades para avançar e quando tentava acabava parando na marcação adversária.

O panorama da partida culminou em um duelo com raríssimas chances de gol. Cabe destacar que o Gimnasia mostrou-se muito faltoso na primeira parte do jogo. Aos 25 minutos, por exemplo, a equipe já havia feito oito infrações. O atacante Scocco, recém-repatriado pelo Newells, cabeceou à esquerda do gol defendido por Monetti após cruzamento da esquerda. Foi uma das raras oportunidades na primeira etapa. O mesmo Scocco protagonizou ainda na primeira etapa uma cena lamentável, ao cuspir na nuca de Barsottini, de forma totalmente antidesportiva. As câmeras mostraram os dois jogadores recebendo cartão amarelo. Provavelmente o árbitro não visualizou a cusparada e viu apenas algum tipo de desentendimento entre os dois atletas. Lamentável!

Veio a segunda etapa e o gol do Newells não demorou muito a sair. Aos dois minutos o garoto Tévez, de apenas 17 anos, cruzou da direita e Figueroa (que entrou na primeira etapa na vaga do contundido Villalba) cabeceou acertando a trave direita e no rebote Maxi Rodríguez chutou para estufar as redes. Era o gol que premiava uma equipe, que mesmo sem fazer uma partida brilhante, presava pela posse de bola e tentava o ataque.

Abria-se, portanto, um caminho muito promissor para o Newells dentro do jogo. Atrás no duelo, o Gimnasia provavelmente sairia mais para o ataque oferecendo espaços para o contra-ataque. Acontece que não demorou muito tempo para os visitantes empatarem o confronto. Aos 13, após cruzamento da direita, Barsottini executou forte cabeçada para colocar tudo igual no marcador. Por ironia, o mesmo jogador que levou a cusparada de Scocco. Talvez uma espécie de sanção aplicada pelos deuses do futebol à falta de fair-play do jogador do Newells. O Gimnasia, depois de conseguir empatar o jogo diante do River na estreia, conseguia o mesmo feito diante do Newells.

A partir desse momento, os visitantes passaram a ser melhor no confronto, sendo um time mais ofensivo do que havia sido durante todo o primeiro tempo. Demorou alguns minutos para o NOB voltar a dominar o jogo, manter a posse e estudar a melhor forma de chegar ao campo ofensivo e criar chances de gol. O tempo foi se passando e o gol parecia distante para ambos. Aos 45, o Gimnasia perdeu Quiroga, expulso em decorrência do segundo cartão amarelo. O Newells ganhava alguns minutos com um homem a mais para tentar chegar ao gol. No entanto, o 1 x 1 persistiu e ambas equipes seguem invictas no torneio.


O Gimnasia me pareceu um time que mesmo sem ser brilhante, vai ser daqueles que vai dar muito trabalho para gigantes. Aliás, já na estreia arrancou um ponto do atual campeão River Plate. Já o Newells pareceu um time bem arrumado, que ainda tem muito que evoluir e pode brigar forte pelo título.

PS: Cabe ainda destacar que Tatá Martino, novo técnico da Seleção Argentina, encontrava-se no estádio acompanhando a partida.

terça-feira, agosto 28, 2012

COLÓN VAI A LA PLATA, VENCE O ESTUDIANTES E ASSUME A PONTA DO ARGENTINO

Por Danilo Silveira



Pela primeira vez, Os Craques na Rede está fazendo uma publicação que tem como tema o Campeonato Argentino. Nesta segunda-feira, pela 4ª rodada, o Colón, de Santa Fé, foi até La Plata para enfrentar o Estudiantes, no estádio Ciudad de La Plata. E após o apito final, o time visitante pode comemorar a terceira vitória na competição, a conquista da liderança e a manutenção da invencibilidade.

Estudiantes cria mais, porém, sai em desvantagem.

O primeiro lance que chamou a atenção teve o zagueiro Desábato, do Estudiantes, como protagonista. Ainda nos minutos iniciais, ele machucou o rosto e mesmo com um grande “galo” um pouco acima do olho, teve a coragem de continuar no campo de jogo. Com a bola rolando, aos poucos o Estudiantes foi se mostrando melhor e mais perigoso na partida. Aos 14, Carrillo arriscou de fora da área e o goleiro Pozo precisou trabalhar, rebatendo o chute. Aos 24, foi a vez e Gastón Fernández arriscar, também de fora da área, mas o chute do camisa 10 passou rasteiro à direita do gol. E na primeira grande chance criada pelo Colón, as redes foram balançadas. Prediger apareceu pela intermediária e deu um passe perfeito para Caire chegar batendo cruzado e vencer o goleiro paraguaio Villar, que ainda tocou na bola antes dela entrar: 1 a 0. Ainda na primeira etapa, Maximiliano Nunez teve duas chances de para empatar o confronto. Aos 41, ele pegou uma sobra de bola aérea e emendou de primeira, mas o chute saiu à esquerda do gol. Aos 46, ele recebeu ótimo passe de Gastón Fernández e chutou para defesa de Pozo. Resumindo, o time que mais criou na primeira etapa foi para o intervalo atrás no marcador.

Estudiantes até empata, mas Colón vence com gol de pênalti no fim.

Para a segunda etapa, as duas equipes voltaram sem modificações e as chances de gol, que já não foram tantas no primeiro tempo, diminuíram ainda mais. O Colón conseguia neutralizar as investidas ofensivas do Estudiantes, mas também não criava quase nada. Aos 15, Cagna resolveu mexer pela primeira vez no Estudiantes, tirando Benítez e lançando Gelabert. Os minutos se passavam, o Estudiantes rondava a área adversária, mas tinha muita dificuldade na criação de jogadas. Pode-se dizer que Gastón Fernández mostrou-se o jogador mais perigoso da equipe, mas na segunda etapa ele estava enfrentando muita dificuldade no meio da marcação adversária. Aos 27, mais duas substituições na partida, uma para cada lado. No Estudiantes, Auzqui entrou na vaga de Jara, enquanto no Colón, o técnico Sensini lançou Graciani na vaga de Mugni. Três minutos mais tarde, nova mexida no time visitante: o paraguaio Achucarro entrou na vaga de Curuchet. Lembra que falei há pouco que Gastón Fernándes estava tendo dificuldades com a marcação adversária? Pois aos 33, ele conseguiu descolar um belo lançamento por elevação para Auzqui, que deu uma boa ajeitada de cabeça para Carrillo, que apareceu pelo meio, invadiu a área e finalizou para empatar o jogo. A torcida passou a cantar mais alto e o desenrolar do jogo indicava que teríamos uma pressão do Estudiantes em busca da virada. Porém, aos 39, após falta cobrada na área, o árbitro assinalou mão de um jogador do Estudiantes: pênalti para o Colón. Moreno y Fabianesi foi para a cobrança, bateu entre o meio e o canto esquerdo de Villar, que pulou para o outro lado: 2 a 1 para o Colón e festa da torcida visitante em La Plata. Nem os cinco minutos de acréscimos tiraram a vitória e a liderança do time de Santa Fé