terça-feira, dezembro 18, 2012
DA SEGUNDA DIVISÃO AO TÍTULO MUNDIAL EM QUATRO ANOS! PRAZER, ME CHAMO CORINTHIANS!
E o tão esperado jogo do mês de dezembro no cenário do futebol, terminou com um final feliz para apaixonada torcida corintiana. Muito aplicado taticamente, jogando um bom futebol dentro daquilo que se propôs e contando com uma atuação de gala do goleiro Cássio, o Corinthians derrotou o Chelsea por 1 x 0, gol de Guerrero, sagrando-se campeão mundial.
Antes de qualquer consideração sobre a bola rolando, vale destacar uma festa inenarrável, arrepiante e emblemática, dada pela fiel torcida corintiana, que lotou o estádio de Yokohama, cantando e apoiando o time. O cântico "vamos...Corinthians, essa noite te quero ver ganhar" ecoava bonito nos ares do Japão e embalou o Timão na grande final.
Na primeira etapa, o Chelsea foi superior e o maior responsável pelo duelo ter ido para o intervalo sem gols, foi o goleiro Cássio. Em uma sobra de bola aérea, o zagueiro Cahill chutou e o paredão corintiano defendeu a queima-roupa. Depois, o goleiro fez uma defesa belíssima e com alto grau de dificuldade, em chute cruzado da ponta esquerda, efetuado por Moses. Mesmo sem ter criado muitas chances, o Corinthians conseguiu chegar ao ataque, não se limitou a defender e se não fez um primeiro tempo de igual para igual, foi perto disso.
Veio a segunda etapa e ali, o mundo ainda não sabia, mas cerca de 45 minutos separavam o Corinthians do título mais cobiçado por um clube Sul-americano. Minutos esses que tiveram como ponto chave, o gol. Paulinho arrancou do meio para esquerda, a bola sobrou para Danilo, que cortou o marcador e chutou na direção do goleiro Cech que se agigantava no lance, mas a bola desviou no zagueiro Cahill, encobriu Cech e escolheu a cabeça de Guerrero como destino. O peruano não se apavorou com os três jogadores do Chelsea próximo da linha final do gol e cabeceou para o fundo das redes, carimbando seu nome na história de glórias do Timão. Era o gol do título. Era um indício que o Corinthians venceria, mas não era o apito final. Antes dele vir, Cássio ainda tratou de defender um chute de Torres cara a cara, salvando mais uma vez o Timão. O apito final veio e a festa estava completa.
Parabéns ao Corinthians, que se não é um time que encanta, que joga um futebol vistoso, é um time muito aplicado e raçudo. Vale destacar que em 2008 o Corinthians subiu da Segunda para a Primeira Divisão, em 2009 ganhou a Copa do Brasil e o Paulistão, em 2011 ganhou o Brasileirão e em 2012 venceu a Libertadores e o Mundial.
quinta-feira, dezembro 13, 2012
AS DIFERENÇAS NAS TRAJETÓRIAS DE CORINTHIANS E CHELSEA ATÉ O MUNDIAL
Se o Corinthians jogou mal contra o Al Ahly e suou para vencer, aconteceu justamente o contrário com o Chelsea, que jogou bem e bateu com certa tranquilidade o Monterrey na estreia do Mundial. Um gol de Mata no primeiro tempo e dois gols relâmpagos na segunda etapa, um de Torres e um contra, deram tranquilidade e calma ao time londrino, que ainda viu um Monterrey fazer seu gol de honra nos minutos finais. Placar final: 3 x 1!
O fato é que ao compararmos as trajetórias de Corinthians e Chelsea até o Mundial, nos deparamos com diferenças muito grandes. o Corinthians venceu a Libertadores invicto, sem levar um gol sequer no mata-mata, mostrando à América um time muito aplicado na marcação, um time que não é encantador e se destaca muito mais pelo coletivo que pelo individual. Já o Chelsea, venceu a Champions League em um daqueles acasos futebolísticos. Completamente dominado pelo Barcelona em 180 minutos de semifinal, os Blues contaram com uma sorte sobrenatural e com o São Cech debaixo das traves para chegar à final. Contra o Bayern, a equipe superou mais um domínio adversário em 120 minutos (jogo foi para a prorrogação) e o título veio nos pênaltis.
Agora que já fiz a retrospectiva das duas equipes, nos títulos que as credenciaram para ir ao Mundial, vem a grande diferença. O Corinthians se manteve quase o mesmo, tanto no ponto de vista da atuação coletiva dentro das quatro linhas, quanto na escalação, passando ainda na manutenção do técnico Tite. Já o Chelsea, mudou demais. Vieram as férias do meio do ano, os Blues contrataram dois meias de extrema qualidade, que hoje são titulares: Hazard e Oscar. Fernando Torres hoje é titular, na vaga de Drogba, que foi embora da equipe. O Chelsea retrancado, feio de se ver jogar, deu lugar a um Chelsea bem mais ofensivo, com muito mais qualidade. Oscar e Hazard chegaram para dar mais mobilidade ao time, mais leveza, um toque de bola mais rápido, mais envolvente. Apesar de ter um time mais leve em campo, o Chelsea por vezes nao conseguiu render, não conseguiu jogar bem e entrou em uma maré de resultados ruins, que culminaram na eliminação precoce da Liga dos
Campeões. Roberto Di Matteo foi demitido do comando técnico e Rafael Benítez assumiu um Chelsea em crise, que chegou ao Mundial pressionado.
Mesmo com a fase ruim recente, eu confio mais nesse Chelsea atual do que naquele campeão. Muito por conta de Oscar e Hazard, que jogam com auxílio ofensivo de Mata e Fernando Torres. O Chelsea abandonou o defensivismo e vai se reformulando com base na qualidade ofensiva. Se o Chelsea é favorito contra o Corinthians? É! Não é tão favorito quanto o Barcelona era contra o Santos e acredito que dificilmente veremos um passeio igual aquele de um ano atrás. Mas, acredito na vitória dos
Blues.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
NO SUFOCO E NA CABEÇADA DE GUERRERO, TIMÃO DERROTA AL AHLY E VAI À FINAL
Reconheço méritos nesse atual Corinthians, é um time forte, competitivo e bem arrumado em campo. Mas não trata-se de um time que encanta, é uma equipe que tem tendências defensivas, principalmente quando encontra-se em vantagem no marcador.
Hoje, na estreia do Mundial de Clubes, o Corinthians aumentou o seu histórico de jogos onde joga todo recuado quando está vencendo por 1 x 0. Foi assim contra o Santos na Vila Belmiro e no primeiro jogo da semifinal da Libertadores e assim contra o Fluminense no Engenhão, no Brasileirão 2012. É perigoso, arriscado, mas, mais uma vez a Fiel pôde comemorar um magrinho 1 x 0, que coloca o Timão na final, à espera de Chelsea ou Monterrey.
Até o gol, o corinthians dominou por completo a partida, mesmo sem fazer uma grande atuação. O Al AhLy entrou todo fechado e o Timão tinha a posse de bola na maior parte do tempo. Mas, ter a de bola nem sempre é bom, é preciso utiliza-la de forma proveitosa e o Corinthians não fazia isso. Os volantes, meias e atacante estavam com dificuldades para buscar o jogo e a pelota ficava rodando na primeira linha de quatro, entre os dois laterais e os dois zagueiros, configurando uma partida até certo
ponto chata de se assistir. As chances de gol praticamente inexistiram até os 28 minutos, quando Douglas cruzou da esquerda e Guerrero apareceu para dar uam bonita cabeçada, no canto direito do goleiro Sherif Ekramy: 1 x 0. Automaticamente, o Al Ahly mudou a postura, passou a atacar mais o Corinthians, que segurou bem até o intervalo a vantagem que tinha.
Começou a segunda etapa e o que se viu em campo foi o Al AhLy jogar melhor durante 45 minutos, dando muito trabalho a um Corinthians recuado, acuado e sem saída de contra ataque. O time egípcio, que mostrou bom toque de bola, tinha dificuldades de penetrar na zaga corintiana e acabava arriscando chutes de média distância. Aos 20 minutos, o sólido sistema defensivo corintiano falhou e Ahmed Fathy recebeu livre na área pela ponta direito e bateu na saída de Cássio e a sorte da Fiel corintiana foi que a bola tocou na rede, só que pelo lado externo. Tite tirou Douglas e pouco depois Guerrero, lançando Romarinho, depois Jorge Henrique, colocando um em cada lado, Roomarinho pela direita e Jorge henrique pela esquerda. O que a torcida poderia esperar era a velocidade na saída de contra ataque, mas isso não se desenhou. O que se viu foi um Corinthians fazendo cera, demosntrando estar louco para ouvir o apito final. E quando ele veio, acredito que o primeiro sentimento da imensa Fiel Corintiana e do técnico Tite foi o alívio.
domingo, dezembro 18, 2011
BAILE ESPANHOL EM TERRAS JAPONESAS: BARCELONA É CAMPEÃO MUNDIAL DE 2011!

Por Danilo Silveira
O tão esperado duelo entre Barcelona e Santos deve ter frustrado bastante aquele torcedor que acreditava e queria uma vitória do Santos. Em um dos melhores dos seus dias, o Barcelona deu mais uma aula de futebol, goleou o Peixe por 4 a 0 e teve ainda boas chances de fazer mais gols.
Tratando-se de Muricy Ramalho e do fato do Santos ter passado cerca de seis meses se preparando para enfrentar o Barcelona, acreditava que o sistema defensivo santista fosse oferecer muito mais resistência do que ofereceu. No entanto, não demorou muito para Messi entrar cara a cara com o goleiro Rafael, dar um sutil toque por cobertura e abrir o marcador. Incisivo no ataque, como lhe é peculiar, a equipe espanhola sufocava o Santos, que pouco conseguia fazer no campo ofensivo. Ainda na primeira etapa, Xavi ampliou e nos minutos finais Fabregás fez o terceiro, jogando o sonho do tricampeonato santista para muito longe.
Para a segunda etapa, Muricy Ramalho não abriu mão do seu sistema com três zagueiros e dois volantes, mas o Santos melhorou a postura, passou a figurar mais no campo ofensivo. Acontece que a marcação do Barcelona era implacável, não deixando Neymar levar vantagem em praticamente nenhuma jogada individual, principalmente o zagueiro Puyol, o melhor jogador do Barça na parte defensiva na partida de hoje. Muricy lançou Allan Kardec na vaga de Borges e tempo depois lançou Íbson na vaga de Ganso. Isto é, perdendo de 3 a 0 o cidadão que dirige o Santos lançava um volante na vaga de um meia de ligação. Mas aqui não vale perder tempo falando do que não acrescenta muito para o bom futebol, portanto, vou continuar falando do Barcelona. A equipe comandada por Pepe Guardiola tirou um, pouco o pé do acelerador e acredito que se isso não tivesse ocorrido o Santos poderia ter saído de Yokohama com uma goleada histórica. E para fechar a conta, Messi fez mais um golaço, driblando o goleiro Rafael e empurrando para o gol vazio.
Acredito que de todos os jogos do Barcelona do ano, esse tenha sido o de maior audiência no Brasil, pelo fato de ter sido contra uma equipe brasileira e pela propaganda feita pela Rede Globo, que transmitiu a partida. Quem já conhecia o Barça, viu mais uma grande atuação, e quem não conhecia, teve a oportunidade de conhecer, melhor dizendo, teve a felicidade de conhecer. O que eu mais espero é que esse jogo sirva para o povo brasileiro pensar em torno do futebol como um todo, como um espetáculo, como algo que pode encantar e ao mesmo tempo dar resultado, mas que mesmo quando o resultado não vem, a beleza que esse esporte pode proporcionar vale a pena. Ver o futebol como uma filosofia, pensar e compreender esse esporte além do placar final do jogo é algo bastante interessante e o Barcelona pode ajudar muito nesse caso.
Parabéns ao Barça, campeão do mundo de 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
QUATRO ZAGUEIROS E TRÊS VOLANTES!!!
Por Danilo SilveiraDepois de tanto fazer vergonha e esbanjar ser um técnico medroso em território nacional. Muricy Ramalho alçou vôos mais altos. Agora, dirigindo o Santos no Mundial de Clubes, ele resolveu esbanjar sua falta de comprometimento com o futebol bonito fora do país.
Jogando em terras japonesas, contra o aplicado e arrumado time do Kashiwa Reysol, o tetracampeão brasileiro tanto aprontou que conseguiu terminar o jogo com quatro zagueirose três volantes em seu time. Tenho pena dos meias de-ligação e atacantes reservas da equipe santista. No primeiro tempo, o time da Vila não jogou bem, mas dois chutes de fora de área, em curto espaço de tempo, deram folga no marcador à equipe. Aos 19, Neymar deu um belo corte em um adversário e bateu de perna esquerda no ângulo direito superior do goleiro Sugeno. Quatro minutos mais tarde, Borges bateu, ao contrário de Neymar, de perna direita e acertou o ângulo superior esquerdo do goleiro do time japonês. O Kashiwa Reysol, por sua vez, apostava em jogadas criativas de Leandro Domingues no meio e Jorge Wagner pela esquerda, mas o time pouco conseguiu criar. Os atacantes Kudo e Tanaka pouco conseguiram produzir.
Veio a segunda etapa e o Santos se soltou em campo. Na jogada mais bonita da equipe, Ganso apareceu pela direita e deu um lançamento belíssimo para Durval, que desceu pela esquerda e a jogada terminou com finalização de Danilo para defesa de Sugeno. E no melhor momento do Santos no jogo, o bom lateral-direito Sakai, de cabeça, diminuiu o marcador para os japoneses. O melhor momento do Santos na partida logo se transformou no momento da maior instabilidade. O Kashiwa cresceu na partida e dava sinais de forças para empatar, enquanto o Santos se enrolava defensivamente. Foi quando aos 18, Danilo acertou uma cobrança de falta perfeita para marcar o terceiro do Santos. Era hora da tranqüilidade voltar ao time da Vila; Muricy lançou Allan Kardec na vaga de Elano. O Kashiwa veio com tudo para cima e nos minutos finais, Muricy fez aquilo que mais sabe fazer: demonstrar ser um técnico medroso, fraco e sem princípios condizentes com o futebol ofensivo. Ele sacou Borges e Danilo, lançando Íbson e Bruno Aguiar, terminando a partida sofrendo uma incisiva pressão da equipe japonesa e com quatro zagueiros e três volantes em campo.
Dizem que o Santos representa o Brasil no Mundial; se eu for acreditar nisso, chegarei à conclusão que o futebol brasileiro é uma vergonha. Prefiro acreditar que o Santos dirigido pelo Muricy no Mundial é um pesadelo que logo vai terminar. Mostro-me solidário ao torcedor santista que está envergonhado.


