terça-feira, maio 20, 2014

PONTO FINAL NA AGONIA: COM TÍTULO, ARSENAL É SÓ ALEGRIA

Por Eduardo Riviello

Teve fim a seqüência de quase uma década sem títulos oficiais. Fiel ao estilo de posse de bola com velocidade e infiltração, o Arsenal demorou para acordar para o jogo. Só que, depois de despertar, partiu pra própria felicidade: virou o jogo diante de um valente Hull City e, após prorrogação, gritou "é campeão" em Wembley.

As coisas começaram altamente favoráveis aos Tigres: com duas chegadas ao ataque, a equipe aproveitou-se de vacilos na marcação adversária para já abrir 2a0 com oito minutos. Os autores dos gols foram os defensores Chester e Davies. Porém, nove minutos depois, Cazorla foi muito feliz em cobrança de falta e diminuiu o impensável prejuízo para um gol de diferença.

O que era uma partida até então frenética foi se tornando um jogo mais estudado. Ou seja, um andamento no mínimo inusitado para uma partida de futebol - sobretudo se tratando de uma final, quando costumamos ver o confronto sendo primeiro "pensado" e depois "jogado".

No segundo tempo, o Arsenal passou a mostrar quem é que manda. E subiu visivelmente de produção após a primeira mexida de Wenger: Sanogo no lugar de Podolski. O atacante francês marcou presença em campo com estilo e causou diversos transtornos a até então aparentemente tranqüila defesa do Hull. O empate veio com Koscielny, que sentiu as dores do choque com o goleiro McGregor e não pôde comemorar o gol com o entusiasmo que a ocasião merecia: era o início da redenção de um zagueiro que ficou marcado por vacilar numa final de Copa da Liga Inglesa.

O destino da final era a prorrogação. No intervalo do primeiro para o segundo tempo, Wenger fez outras duas substituições: saíram Cazorla e Özil, entraram Wilshere e Rosicky. Ganhou solidez no meio a ponto de assumir quase que inteiramente o controle das ações. E o prêmio pela superioridade caiu para aquele que mais merecia: Aaron Ramsey, que, embora bastante tempo afastado por lesões, foi o grande destaque do clube na temporada. Aliás, vai saber até que ponto a saída da disputa pelo título na Premiership não tenha sido derivada exatamente da contusão do meio-campista galês. Pois foi de Ramsey o gol do título. Título que só se confirmou com o apito final de Lee Probert. Houve tempo ainda para o Hull quase empatar a partida, em lance que contou com escorregão de Mertesacker, saída em vão de Fabianski e quase-gol-contra de Gibbs após a finalização/cruzamento de Aluko, que ainda apareceu bem em finalização de média distância muito bem defendida por Fabianski.

Quem não infartou, celebrou. O Arsenal é campeão na Copa da Inglaterra 2013-4. E que venha a próxima temporada.


 Aaron Ramsey com o troféu de campeão na Copa da Inglaterra (a "FA Cup"): meia galês marcou o gol do título e foi um dos destaques na temporada.

quarta-feira, maio 14, 2014

UNA NOCHE DIABÓLICA EN EL ESTADIO DE CLUB ATLETICO INDEPENDIENTE

Por Danilo Silveira

Avellaneda é uma cidade Argentina, que fica na província Buenos Aires. Lá encontra-se o fascinante Club Atletico Independiente.  Trinta minutos foi mais ou menos o tempo que o coletivo (assim são chamados os ônibus por lá) número 100 me levou do microcentro de Buenos Aires até uma espécie de estradinha, que fica praticamente ao lado do Tenis Club Independiente. E ao lado do clube fica o belo estádio Libertadores da América, a cancha onde os Diabos Vermelhos, como são chamados, mandam os seus jogos.

Placa que fica na recepção do clube
Com sete Libertadores no currículo e conhecido como rei das copas, o Independiente disputa hoje a segunda divisão do Campeonato Argentino, lutando no pelotão da frente buscando uma vaga na elite. O duelo o qual fui assistir era contra o San Martín, de San Juan. A pelota ia rolar somente as 20h10 e quando cheguei ao Clube o relógio ainda marcava umas 16hrs. Fui muito bem recebido pelos funcionários, que me informaram que a venda de ingressos se iniciaria por volta das 17h30, lá mesmo. Dito e feito. Paguei 220 pesos por ele (cerca de 55 reais) e lá fui em direção ao estádio. Fui um dos primeiros a entrar e logo fiquei fascinado com a beleza que ele nos proporciona aos olhos. Um estádio tipicamente argentino, longe daquele padrão FIFA, que serve para unificar o mundo da bola e distanciar os países da sua cultura esportiva. Aos poucos os torcedores foram entrando e a ornamentação das grades e arquibancadas deixavam o estádio cada vez mais belo.

Libertadores da América visto de fora
Devia estar uns 15 graus e a cantoria da torcida serviu para esquentar o ambiente. Impressiona como se comporta a torcida, barulhenta durante praticamente todos os 90 minutos. Dentro de campo, o jogo não foi lá dos mais bonitos. O nível técnico do duelo pareceu fraco e o Independiente comportou-se melhor que seu adversário, dominando as ações em boa parte do tempo. Domínio esse que se traduziu em gols, um em cada tempo. O 2 x 0 serviu para deixar o gigante colado no G3 (três clubes sobem para a primeira divisão). Faltam 5 partidas para o término da competição e o Independiente é o quarto colocado, com 58 pontos, dois a menos que o terceiro, o Instituto, que soma 56.

Confira a entrada em campo do Independiente:


A diabólica noite em Avelleaneda não acabou por aí. Ao sair do estádio caminhei cerca de dois minutos e me deparei com o estádio Juan Domingo Perón, do Racing, o rival do Independiente. Sem exageros, a cancha do rival deve ficar a uns 150 metros do Libertadores da América. Como se você saísse de São Januário, andasse dois minutos e chegasse na Gávea. Tão louco, tão fascinante!

Vale ainda destacar que hoje em dia os jogos entre times argentinos acontecem com torcida única. Ou seja, a torcida visitante não tem o direito de entrar no estádio do rival. Medida essa, adotada por conta da violência, que até hoje atrapalha a beleza do futebol, não só brasileiro, mais mundial.

A visita ao estádio dos Diablos Rojos ficará eternamente na minha lembrança. Foi um inferno de emoção.

quinta-feira, maio 08, 2014

INOFENSIVO, CRUZEIRO SAI DERROTADO DO NUEVO GASÓMETRO

Por Danilo Silveira

Na noite desta quarta-feira o Cruzeiro não chegou nem perto de ser aquele time que encantou o país em 2013, com uma força ofensiva invejável, que mais parecia uma máquina de fazer gols. A equipe comandada por Marcelo Oliveira não criou praticamente nenhuma chance clara de gol e saiu do Nuevo Gasómetro derrotada por 1 x 0 por um compacto e arrumado San Lorenzo, comandado por Edgardo Bauza.

A tônica do primeiro tempo foi um San Lorenzo mais presente na parte ofensiva, mas sem criar muitas chances de gol. Apesar de termos um duelo tático interessante no campo de jogo, a falta de emoção acabou tornando os 45 minutos iniciais meio chatos.

Veio a segunda etapa e o Cruzeiro melhorou passando a atacar mais. Como seu aliado, o time do Papa tinha uma torcida impressionante, que cantava quase que ininterruptamente. E ironicamente, foi quando o time visitante melhorou no jogo que o San Lorenzo criou suas melhores chances. Primeiro, Fábio conseguiu salvar o Cruzeiro em duas defesas sequenciais espetaculares: primeiro em uma cabeçada e depois, mesmo caído, ele conseguiu parar um chute adversário. Só que nem o goleiro cruzeirense foi capaz de impedir que Santiago Gentiletti abrisse o placar pouco tempo depois. Jogada que nasceu em uma bola parada e terminou com a cabeçada do jogador para as redes celestes, aos 19 minutos.

Marcelo Oliveira mexeu no ataque da sua equipe, sacando Júlio Baptista e Willian, lançando Borges e Dagoberto. Mas a mudança não surtiu um efeito muito positivo não. O Cruzeiro continuou sem criar e distante do gol defendido por Torrico. O apito final veio e com ele a impressão de que teremos na próxima quarta-feira um duelo bem mais interessante que o de hoje. O palco é o Mineirão e de lá sairá um dos semifinalistas da competição.


Meu palpite? San Lorenzo passa!