domingo, junho 13, 2021

Jogo 5: INGLATERRA MOSTRA BOM JOGO COLETIVO E VENCE NA REEDIÇÃO DA SEMIFINAL DA COPA DE 2018

 Por Danilo Silveira

O estádio de Wembley recebeu na manhã deste domingo, o que podemos chamar de jogo grande. Um dos duelos mais aguardados da primeira fase da Euro. Duas seleções organizadas, que estão com o mesmo técnico há mais de 3 anos e que duelaram na última semifinal da Copa do Mundo, em 2018. E se na Rússia, há 3 anos, deu Croácia, dessa vez deu Inglaterra.

Com um grande volume ofensivo e uma ideia de jogo bem interessante, os comandados de Gareth Southgate dominaram a Croácia de Zlatko Dalic na maior parte do tempo. Talvez o fato mais importante para a Inglaterra ter sido superior, tenha sido a forma como tratar a bola no campo ofensivo. De pé em pé, com muita qualidade técnica e paciência para tentar criar jogadas, a equipe parecia solta e desenvolta dentro das 4 linhas. Enquanto do outro lado, a Croácia até tentava marcar alto e atacar, mas faltava qualidade individual de seus jogadores. A equipe mostrou-se altamente dependente de Luka Modric, o camisa 10 e craque dessa seleção croata. De fato, quando a bola passa por ele, é de se esperar algo positivo. Mas, foi muito pouco para conseguir produzir chances reais de gol no meio de uma marcação forte, aliada a um sistema de jogo muito equilibrado da seleção inglesa.

Apesar da superioridade tão notória dos donos da casa, não tivemos uma enxurrada de chances de gols na partida. Uma bola de Philip Foden na trave na primeira etapa e o gol de Sterling na segunda etapa, foram as jogadas ofensivas de maior destaque durante os 90 minutos. No gol único da partida, destaque para a bela enfiada de bola executada por Kalvin Phillips.

Difícil dizer que a Inglaterra é favorita ao título, já que estamos falando de um dos torneios mais difíceis do mundo. Mas, pode-se dizer que Southgate tem um timaço a sua disposição, e pela atuação na estreia, ele parece ter o time na mão. A Inglaterra vem forte! Muito forte!



sábado, junho 12, 2021

JOGO 3: FINLÂNDIA VENCE DINAMARCA, EM JOGO QUE FUTEBOL FICOU EM SEGUNDO PLANO #FORÇAERIKSEN

 Por Danilo Silveira

Dinamarca x Finlândia será um dos jogos mais lembrados da Eurocopa de 2021. Infelizmente, não pelo futebol, mas por uma situação dramática, que transcende os limites das 4 linhas. Aos 42 minutos de primeira etapa, Christian Eriksen, camisa 10 e jogador mais conhecido da seleção dinamarquesa, apresentou-se para receber uma cobrança de lateral e quando a bola chegava perto das suas pernas, ele simplesmente caiu no gramado. Imóvel, com os olhos revirados. O desespero instalou-se no estádio Parken, na cidade de Copenhagem.

O mau súbito sofrido pelo jogador mais famoso da Dinamarca trazia lágrimas, apreensão e comoção a todos os presentes no estádio. O choro vindo das arquibancadas, o nervosismo da esposa de Eriksen à beira do gramado e o semblante de desespero na face dos jogadores em campo traziam a tônica da situação, enquanto médicos tentavam a reabilitação cardíaca do camisa 10 dinamarquês.

Eriksen foi retirado do estádio com balão de oxigênio, com diversos médicos e seus companheiros de equipes à sua volta. A apreensão por notícias tomou conta de toda a comunidade futebolística mundo afora. Felizmente, minutos depois, veio a notícia que Eriksen estava com vida, recebendo tratamento médico em um hospital.

A Fifa havia suspendido o jogo, minutos após o incidente com o camisa 10 dinamarquês. Mas, ao saber que o jogador estava se recuperando aparentemente bem, tanto a entidade, como os jogadores, resolveram retomar a partida.

Dentro das 4 linhas, a vitória da Finlândia foi histórica! O gol de cabeça de Pohjanpalo aos 15 da segunda etapa decretou o 1x0 no marcador. Podemos dizer que a Dinamarca jogou muito melhor. Pressionou, criou chances, foi mais envolvente, apresentou mais qualidade técnica e até perdeu pênalti, durante os 90 minutos. Mas, com todo o cenário que o duelo apresentou, é difícil dizer que o futebol dinamarquês perdeu. A melhora, a saúde e a vida de Christian Eriksen são maiores do que qualquer placar numérico no âmbito desportivo.



JOGO 1: ITÁLIA BATE A TURQUIA EM UMA PROMISSORA ESTREIA NA EUROCOPA

 Por Danilo Silveira

Sob o céu do estádio Olímpico de Roma, a Itália teve uma promissora estreia, no jogo inaugural da Eurocopa 2021. Diante de uma frágil e inoperante Turquia, a Azurra anotou chamativos 3x0.

Não precisou de muito tempo após o apito inicial, para ficar perceptivo qual a proposta adotada pelas equipes. A Itália tomava a iniciativa de partir para o ataque, enquanto a Turquia se fechava, num aglomerado de jogadores de vermelho jogando em um quarto do campo de jogo.

Era do meio para o lado esquerdo onde a Itália mais tentava produzir jogadas de maior perigo. Foi por lá que Insigne tabelou e bateu cruzado, assustando a meta do goleiro Cakir, aos 17 minutos. Quatro minutos mais tarde, Chielini cabeceou livre após cobrança de escanteio e Cakir fez bela defesa. A atuação de Turquia pode ser definida como péssima, uma vez que o time mal conseguia contra atacar e passou longe de mostrar uma consistência defensiva, que deve ser o mínimo que uma equipe que joga nesses moldes consiga apresentar. Ainda assim, os comandados de Gunes conseguiram levar o placar intacto ao intervalo.

Para a segunda etapa, a Itália voltou com Di Lorenzo na vaga de Florenzi e conseguiu equilibrar mais as suas ações ofensivas no campo de jogo. Passou a atacar também pelo lado direito. E foi por lá que saiu o gol. Berardi driblou Yazici e fez o cruzamento; Demiral tentou cortar com o peito e acabou marcando contra.

Precisando sair para o jogo e buscar o empate, o time turco passou a expor ainda mais pontos negativos na sua estrutura. Além de não conseguir produzir nada de efetivo no campo de ataque, a equipe passou a deixar buracos e mais buracos para a seleção italiana atacar. Interessante da seleção comandada por Roberto Mancini foi o fato de não abrir mão do ataque, e continuar pressionando, ainda que em vantagem no marcador. Cada vez mais solta em campo, a Azurra chegou com tranquilidade aos 3x0. Immobile aproveitou rebote do goleiro aos 21 e Insigne finalizou com categoria aos 34.

Foi bom ver uma Itália que joga diferente dos moldes que se espera de uma seleção italiana, por conta do histórico recente. Obviamente que assistindo apenas um jogo da Eurocopa, é cedo para cravar um novo DNA da seleção italiana. Mas, talvez a ausência da Copa do Mundo de 2018, tenha sido o sinal de alerta para a Itália entender que precisava mudar.