domingo, maio 29, 2011

EM ENGENHÃO GELADO, BOTAFOGO CONSEGUE VITÓRIA FRIA DIANTE DO SANTOS.

Por Danilo Silveira

No último sábado, dia 28 de maio, o Barcelona encantou o mundo mais uma vez, com seu futebol vistoso, belo e de resultado. Após a partida que decretou o título do maior torneio europeu para os catalães, me dirigi até o estádio João Havelange, o Engenhão. Lá o Botafogo enfrentava os reservas do Santos, buscando a primeira vitória no Brasileirão. Um pouco mais de 8 mil espectadores estavam no estádio para acompanhar a estréia de Elkerson, que teve atuação discreta, com a camisa do Alvinegro Carioca. Fazia muito frio nas arquibancadas e o os times em campo apreciam fazer muito pouco para esquentar os torcedores.

Gol de Fábio Ferreira coloca Bota na frente.

A partida começou equilibrada, com as duas equipes tentando chegar ao ataque. Mas isso não significa que a partida tivesse um bom ritmo. A baixa temperatura da cidade do Rio de Janeiro parecia estar fazendo com que as equipes não acelerassem o jogo. O Santos teve uma bela chance de abrir o placar ainda na primeira metade da etapa inicial. Cruzamento da esquerda, Antônio Carlos falhou e Keirrison teve a chance, mas chutou à direita do goleiro Jefferson. E a torcida do Botafogo pôde comemorar aos 35 minutos, quando em jogada na área, Fábio Ferreira completou para as redes, inaugurando o placar no Engenhão. Isso foi o que basicamente aconteceu na primeira etapa, e é possível destacar Maicosuel e Cortês, os melhores em campo com a camisa alvinegra.

Sem emoções, segundo tempo se arrasta e bota garante vitória.

Para a segunda etapa, Muricy Ramalho promoveu duas substituições, tirando Allan Patrick e Tiago Alves para as entradas de Rychely e Maikon Leite. O jogo recomeçou no mesmo ritmo do primeiro tempo. O tempo se passava e do assento do Engenhão dava para sentir um vento gelado e o sono começava a bater. Nada de bom acontecia, Jefferson e Aranha eram quase que espectadores. O tempo passou até que Caio Júnior resolveu mexer, tirando Alex e Everton para as entradas de Caio e Cidinho. E este segundo entrou bem, buscando o jogo, finalizando uma bola próximo à meta de Aranha. Aos 30, a torcida do Botafogo gritou o nome do estreante Elkerson, que saía para a entrada de Thiago Galhardo. Pouco depois, Muricy lançou Roger na vaga de Charles. Pouco antes do apito final um chute cruzado que passou próximo ao gol de Jefferson evitou o empate e o Botafogo saiu de campo sem encantar, sem jogar bem, mas com três pontos no bolso.

MESSI ENTRA EM CENA, DITA O RITMO DO ESPETÁCULO E APRESENTA ALGO INÉDITO ATÉ ENTÃO AOS INGLESES.

Por Danilo Silveira

Aproximadamente às 17h35m, horário de Brasília, Van Der Saar dava seu último chute em uma bola de futebol como jogador profissional. Após esse fato, o árbitro húngaroViktor Kassai dava o sopro do merecimento. Ele apitava decretando o final da decisão da UEFA Champions League, quando o placar apontava 3 a 1 para o Barcelona, a melhor equipe que eu já vi jogar.

Logo as cortinas se abrem e o espetáculo começa.

O jogo ofensivo do Manchester durou cerca de 10 minutos, tempo esse que a equipe inglesa jogava no campo de ataque tentando sufocar o Barcelona. E nesse tempo, uma única chance que eu destaco, quando Van Der Saar lançou Rooney do campo defensivo e Valdéz saiu para evitar que o Sherek chegasse até a bola. Mas logo as cortinas se abriram, os atores principais chegaram e a sirene decretou o começo de um espetáculo. A primeira grande cena protagonizada por esse elenco foi quando Villa abriu na direita para Xavi, que cruzou para Pedro Rodríguez se antecipar e finalizar no canto direito. E nos minutos iniciais, Villa começou a se destacar atuando muito bem. Ele arriscou duas vezes, aos 19 e aos 20 minutos, mas não obteve muito sucesso. Em muitas peças, as cenas de maiores emoções chegam quando vai se aproximando o final, mas como bom diretor, Pepe Guardiola preparou bem o espetáculo de hoje, e aos 27 minutos, Xavi deu bela enfiada de bola para Pedro tocar para o fundo das redes. Era os atores espanhóis fazendo 1 a 0. O inesperado também faz parte das peças bem feitas, e quando esse que vos escreve menos imaginava, Rooney apareceu tabelando com Giggs e chutando para as redes de Váldez, deixando tudo igual no marcador. A peça continuou naturalmente e aos 43, o protagonista apareceu. Lionel Messi deu uma caneta desconcertante em Vidic, avançou e abriu na direita para Villa, que tentou voltar a jogada para o personagem principal, que não conseguiu alcançar. Com 45 minutos de espetáculo, um apito decretou que os atores descansariam por 15 minutos.

Um final feliz de uma bela peça teatral.

Parece que a pausa fez a peça voltar até mais animada que antes. Com oito minutos após a volta do intervalo, o protagonista resolveu fazer a platéia levantar. Ele recebeu de Iniesta e chutou de fora da área, uma bola defensável, que Van Der Saar não conseguiu parar, e a redonda morreu nos fundo das redes. Pela primeira vez Messi apresentava essa cena em território inglês. Ainda estava no script o argentino correr até a placa de publicidade, dar um chute nela e vibrar muito com o público. Alex Ferguson mexeu, tentando dificultar as coisas para os atores principais, tirando Fábio para entrada de Nani. O elenco inglês merece todo o respeito, mas hoje digo que eles eram meros codjuvantes, o evento principal, a peça mais esperada, era a dos espanhóis. A sintonia atores-plateia era perfeita. Muita cantoria, muitos pulos e bandeiras ditavam o ritmo e o astral. E os atores não deixavam quase um sequer minuto o público sem uma cena de emoção. Aos 23, Busquets, um ator que aparece menos, mas que desempenha um papel importante, tocou para David Villa, que acertou o canto esquerdo alto de Van Der Saar e marcou o terceiro. Um sumido Carrick deu lugar a Scholes no elenco inglês. Mas isso pouco era notado e pouco influenciava no resultado final da coisa nesse momento. Os espanhóis ali já tinham mostrado um espetáculo aos ingleses, com diversas cenas até então inéditas. O que viesse dali em diante era bônus. Os ingleses lutavam bravamente para tentar chamar a atenção do público e roubar a cena, mas era impossível. Nos minutos finais, o diretor Guardiola tirou os personagens Villa, Daniel Alves e Pedro, substituindo-os por Keita, Puyol e Afellay respectivamente. As cortinas se fecharam e o mundo todo pôde ver um desfecho feliz. Sorte daqueles que viram ao vivo, azar daqueles que não viram. Ver pela tevê já me fez ficar muito feliz!

Todo bom diretor prepara um algo mais, uma volta do elenco ao palco para fazer mais alguma cena com o público, mostrar alguma cosia interessante a mais. E a surpresa já parecia estar preparada. Um dos personagens principais, Xavi entregou a braçadeira de capitão para Abidal, ator que recentemente precisou fazer uma cirurgia para extrair um tumor do fígado e mostrando superação voltou a encenar com o grupo espanhol. E Abidal, com a faixa de capitão, ergueu o troféu que decretava que aquele elenco era o vitorioso. Aquele elenco tinha hoje o direito de comemorar, e muito. Aquele elenco, o melhor que eu já vi na minha vida, carimbava mais uma vez o seu nome na história do futebol mundial!

sábado, maio 28, 2011

ÚLTIMA ESTAÇÃO: CORITIBA.


Trem-Bala vascaíno atropela o Avaí em plena Ressacadae decide a final da Copa do Brasil contra o Coritiba.

Por Vitor Rangel

O Vasco entrou em campo nesta quarta-feira precisando fazer, pelo menos, um gol para buscar a sua classificação após o jogo de ida, em São Januário, ter terminado em 1 a 1. Para isso, o técnico Ricardo Gomes contava com a capacidade de seu quarteto ofensivo, que precisava jogar bem para conseguir cumprir a difícil missão de eliminar o Avaí no estádio da Ressacada. E para felicidade geral da nação cruzmaltina, Felipe, Éder Luís, Alecsandro e Diego Souza, em noite inspiradíssima, não tomaram conhecimento e venceram os catarinenses por 2 a 0. E poderia até ser uma goleada, caso o goleiro Renan não fizesse algumas boas defesas. Os vascaínos, que viram Marcinho Guerreiro tirar uma bola em cima da linha na partida de ida com um minuto de jogo, temiam a possibilidade desse gol fazer falta ao final do segundo duelo entre as equipes. Mas, desta vez, também no início do jogo, a cabeça de um jogador do Avaí acabou ajudando o Vasco. Com apenas 3 minutos de jogo, Revson cabeceou contra o próprio gol após falta cobrada por Felipe. Logo no início da partida, a vantagem do Avaí não existia mais. Quem esperava um Vasco recuado, tentando os contra-ataques para fazer o segundo gol, se enganou. Com a escalação de Eduardo Costa no lugar de Felipe Bastos, que teve atuação apagada no primeiro jogo, Felipe teve mais liberdade para a criação de jogadas. O Maestro, ao lado de um Diego Souza que fez sua melhor partida no ano, envolveram até com certa facilidade a defesa do Avaí, que tinha três zagueiros e dois volantes, até Silas trocar Acleisson por Rafael Coelho aos 30 minutos de jogo. O time da casa tentava, mas não conseguia criar jogadas esbarrando no excesso de nervosismo, diferente do que foi visto na partida contra o São Paulo, onde o Avaí também sofreu um gol logo no início do jogo, mas conseguiu ter calma e competência para fazer três gols. E, enquanto os catarinenses batiam cabeça, o Vasco chegava com perigo, e o segundo gol saiu. Aos 35, Alecsandro buscou a bola no meio campo, tabelou com Éder Luís e carregou a bola até o momento certo. Ele acertou passe milimétrico e Diego Souza, com categoria, encobriu o goleiro Renan. 2 a 0 para os visitantes e, agora, o Avaí precisava virar o jogo. O time de Silas ainda acertou uma bola na trave em chute de Julinho antes do fim do primeiro tempo, mas foi um dos raros momentos de apagão da defesa vascaína. No segundo tempo a história do jogo pouco mudou. A defesa dos comandados de Ricardo Gomes, que contava com Dedé, Anderson Martins e Eduardo Costa totalmente atentos, dava pouquíssimo espaço para o ataque avaiano. Enquanto isso, o Vasco chegava ao ataque com perigo, acertando a trave em chutes de Diego Souza e Ramon. O técnico vascaíno precisou substituir o próprio lateral esquerdo e Éder Luís, que saíram com problemas musculares, mas não devem ficar de fora da primeira partida da final. O Avaí tinha vontade, mas pouco conseguia criar. O Vasco fazia o tempo passar e ouvia o grande número de vascaínos presentes na Ressacada gritar olé a cada troca de passe. O placar do fim do primeiro tempo se manteve e os integrantes do Trem-Bala enfrentam, na decisão da Copa do Brasil, o Coritiba, que eliminou o Ceará na outra semi-final. Dois grandes jogos (O primeiro em São Januário, dia 1º de junho, e o segundo no Couto Pereira, no dia 8) decidirão quem será o campeão inédito da Copa do Brasil