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segunda-feira, dezembro 05, 2011

SALVE O CORINTHIANS!


Clássicos no Rio e em São Paulo terminam empatados e Timão consegue quinto título brasileiro
Por Danilo Silveira

O Corinthians é o campeão brasileiro de 2011. Depois de superar fases complicadas, conseguir vitórias heróicas, o Timão chegou à última rodada precisando apenas de um empate ou um tropeço do Vasco diante do Flamengo. E as duas coisas aconteceram. A equipe paulista empatou sem gols e o Vasco ficou no 1 a 1 com o Flamengo.

Acreditando em uma vitória do seu time e torcendo por uma derrota do Timão, os vascaínos foram em peso ao Engenhão. Igualmente aconteceu coma torcida do Flamengo, que queria um empate ou uma vitória para garantir-se na Liberatdores e tirar as possibilidade de título do rival.

No Engenhão, tudo igual entre Vasco e Flamengo

A bola rolou e logo com dois minutos o Flamengo teve boa chance, quando Leo Moura tocou para Fierro, que de fora da área, bateu à direita do gol defendido por Fernando Prass. O Vasco respondeu em jogada pela direita, quando Fagner invadiu a área e bateu cruzado com efeito, assustando Felipe. Aos 10, uma nova jogada rubro-negra que passou pelos pés do chileno Fierro. Ele tabelou com Negueba e ajeitou para Thiago Neves, que de fora da área, bateu com perigo à esquerda. O Vasco, precisando da vitória, tentava pressionar o Flamengo, marcando no campo ofensivo, tentando dificultar a saída de bola da equipe de vermelho e preto. Aos 18, a equipe do técnico Cristóvão Borges poderia ter aberto o placar quando Diego Souza invadiu a área e foi puxado por Willians, mas o árbitro Péricles Bassols ignorou a penalidade. E aos 29, Nilton apareceu pela direita, deu um belo come em Fierro e cruzou na cabeça de Diego Souza, que, por trás da marcação, cabeceou para o fundo das redes. Nos minutos finais da primeira etapa o jogo esquentou e teve jogadas violentas. Primeiro, Negueba deu forte entrada em Felipe Bastos, recebendo amarelo e pouco depois foi a vez de Fagner, em disputa pelo alto, atingir Willians com o braço; difícil dizer se ele teve intenção, mas foi imprudente, mas não recebeu cartão no lance. A primeira etapa não teve mais lances de muito perigo e foi para o intervalo com o Vasco na frente, mas o empate entre Corinthians e Palmeiras dava o título ao Corinthians. Em Sete Lagoas, o Cruzeiro goleava o Atlético/MG e estava se garantindo na Primeira Divisão.

Para a segunda etapa, Vanderlei Luxemburgo sacou Fierro, um dos melhores no meio-campo rubro-negro e lançou Muralha, além de colocar Deivid na vaga de um inoperante Negueba. E logo aos cincominutos, foi o Vasco que teve a chance de ampliar; Fagner apareceu na área, limpou Negueba e Muralha e bateu para ótima defesa de Felipe. Aos 9, veio o gol rubro-negro. Ronaldinho deu belo lançamento para Deivid, que dominou, esperou Renato Abreu se apresentar e serviu o companheiro, que limpou o marcador e bateu no canto direito de Fernando Prass para empatar o jogo. Sem conseguir criar muitas jogadas de perigo, tudo levava a crer que era a hora do técnico Cristóvão Borges lançar Bernardo e sacar um Nilton, Rômulo ou Felipe Bastos. Porém, o treinador vascaíno só fez isso aos 21 e tirou Felipe, para a entrada do jovem talismã, além de lançar Eduardo Costa na vaga de Felipe Bastos. Um minuto antes das duas mexidas, a meu ver ruins, ocorreu uma penalidade de Dedé em Ronaldinho, ignorada pelo árbitro Péricles Bassols. Pouco depois, o lateral esquerdo Jumar deu forte entrada em Júnior César e já com amarelo, foi expulso. Mesmo com um a menos o Vasco tentava pressionar e a melhor chance aconteceu aos 32, quando Dedé achou Bernardo, que bateu para outra boa defesa de Felipe. O Flamengo respondeu em um contra ataque aos 38, onde Leo Moura serviu Ronaldinho, que bateu para boa defesa de Fernando Prass. Enquanto isso, o 0 a 0 persistia no Pacaembu e não demorou muito para Péricles Bassols apitar o final do clássico carioca e dar o título ao Corinthians antes mesmo do término do clássico paulista.

Fatores importantes para o título

Na maioria dos jogos que vi do Timão, a equipe não encantou, não jogou um futebol dos melhores, mas os gols espíritas, a sorte, a força do time, a estrela do Adriano e o faro de gol de Liédson, foram muitos dos quesitos importantes para o Timão conquistar seu quinto título brasileiro no dia do falecimento de Sócrastes.

Contra o Avaí, com um a menos, o Timão conseguiu virar o jogo, contra o Atlético/MG, nos dois jogos o Timão estava perdendo, mas conseguiu virar, sendo que na partida do segundo turno o gol de Adriano saiu aos 43 da segunda etapa. Contra o Flamengo, o melhor jogo do Timão que eu vi, o gol da vitória saiu perto do apito final. Esses são alguns exemplos de jogos dramáticos para o Corinthians em que a equipe conseguiu vencer.

Parabéns ao Timão!

domingo, dezembro 04, 2011

GATO MESTRE - 38ª RODADA


Corinthians vai ser derrotado, mas graças ao empate no clássico carioca será campeão brasileiro
Por Danilo Silveira

Assim como na penúltima rodada do Brasileirão, vou dar uma de gato mestre. Vamos aos palpites:

Botafogo 0 x 2 Fluminense

Se o término do Brasileirão para o Botafogo já é catastrófico antes mesmo da última rodada, vai ficar pior ainda. Com 2 de Fred, o Fluminense vai vencer e garantir-se diretamente na Libertadores, sem precisar disputar a repescagem.

Avaí 0 a 1 Figueirense

Em busca de uma vaga na Libertadores, o Figueira vai fazer seu papel na rodada, derrotar o já rebaixado Avaí, mas o resultado não será suficiente para a equipe conseguir a vaga na maior competição Sul-Americana de clubes em 2012.

Inter 2 a 1 Grêmio

O Colorado, a exemplo do Figueirense, vai vencer seu clássico, mas não vai conseguir a vaga na Libertadores de 2012. Apesar do placar apertado o jogo vai se razoavelmente tranqüilo para a equipe de Dorival Júnior.

Atlético/GO 3 a 0 América/MG

Duelo entre dois times que incomodaram muito time grande durante a competição. Já rebaixado, o Coelho vai ser facilmente derrotado para o Dragão, que disputará a Sul-Americana de 2012 .

Bahia 0 a 2 Ceará

Com raça, o Vozão vai para cima do Bahia e conseguir um heróico resultado em Pituaçu, livrando-se do rebaixamento.

Cruzeiro 0 a 1 Atlético/MG

Depois de um primeiro semestre mágico, o Cruzeiro vai ser rebaixado pelo seu maior rival. Com a vitória, o Galo vai acabar o ano muito bem e com a vaga na Sul-Americana nas mãos.

Atlético/PR 0 a 1 Coritiba

Ainda com chances de fugir da degola, o Atlético/PR vai ser derrotado, cair para a Segunda Divisão e ver o Coritiba, seu maior rival, garantir vaga na Libertadores de 2012.

Vasco 0 a 0 Flamengo

Um Engenhão abarrotado de gente vai ser palco de um jogo emocionante, onde o Vasco vai jogar melhor, vai encurralar o Flamengo, mas vai ficar no empate sem gols, que dá o time da colina o vice-campeonato e garante uma vaga na Libertadores ao Rubro-Negro.

São Paulo 0 a 0 Santos

Já de olho no mundial, o Santos vai a campo com seus reservas e vai empatar sem gols com o São Paulo, que depois de começar a competição vencendo cinco seguidas, não vai nem para Libertadores.

Palmeiras 1 a 0 Corinthians

Vai ter corintiano quase tendo ataque cardíaco em um jogo com doses cavalares de drama. Porém, nunca a torcida corintiana vai comemorar tanto após uma derrota, pois o empate entre Vasco e Flamengo vai garantir o título ao time do Parque São Jorge.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

APÓS QUASE UM TURNO E MAIS DE TRÊS MESES DE MAGIA #FORÇARICARDOGOMES

Treinador sofreu um grave AVC no dia 28 de agosto, quando o Vasco empatou sem gols com o Flamengo


Por Danilo Silveira

No dia 28 de agosto de 2011, ou seja, há pouco mais de meses, o Vasco enfrentava Flamengo, no Engenhão, pelo primeiro turno do Brasileirão. O 0 a 0 persistia e o Vasco, com um homem a mais em campo, estava mais próximo do gol, porém, o time teve dificuldades para furar a defesa rubro-negra e a partida terminou sem gols. Até aí nada de muito anormal de se ver no mundo da bola. Mas, um fato extra campo fazia aquele jogo entrar para a história do Vasco. Nos minutos iniciais da segunda etapa, o treinador Ricardo Gomes sentiu-se mal no banco de reservas e precisou deixar o estádio do Engenhão de ambulância.

Logo, foi diagnosticado um AVC, de muita gravidade, que quase custou a vida do treinador. Já campeão da Copa do Brasil e garantido na próxima edição da Taça Libertadores da América, tudo levava a crer que o elenco vascaíno ficaria abalado e a simples fuga do rebaixamento, aliada à melhora no quadro de saúde do treinador seria suficiente para terminar 2011 em festa. Porém,um mero engano pensar que ao Vasco seria coadjuvante daí em diante.

O incidente de Ricardo Gomes uniu o time, comoveu a torcida e foi transformado em motivo para o clube alçar vôos maiores. No jogo seguinte, em São Januário, muitas homenagens a Ricardo Gomes, e no campo a equipe venceu o Ceará por 3 a 1. E a partir daí, o Vasco fez uma campanha que pode ser simplificada em uma simples palavra: superação. Contratar um novo técnico? Não. A diretoria resolveu colocar no comando do time o até então desconhecido Cristovão Borges. Em um cenário E o time correspondeu. Cada jogo em São Januário, faixas estendidas para Ricardo Gomes e quanto mais o tempo passava, mais Ricardo Gomes melhorava e mais o Vasco figurava entre os favoritos ao título brasileiro. Sua imensa torcida, bem feliz, apoiava o time de norte a sul do país e o Vasco ia cada vez mais se tornando um adversário difícil de ser batido. Não só pelo futebol apresentado, os resultados apresentados muito se deveram à entrega, a luta, a garra dos jogadores, ao apoio da torcida.

Em 2011 torcedor vascaíno deve se orgulhar do que o time fez. Após o título da Copa do Brasil, eu vim aqui neste Blog criticar Ricardo Gomes e a atuação do Vasco no jogo final, mas tudo isso foi superado. Nos minutos finais do jogo contra o Coritiba, o Vasco se postou como time pequeno, recuado, acuado, mas hoje o Vasco mostra por que é apelidado de gigante.

A chegada de Juninho ganhando um salário mínimo, a superação psicológica do problema de Ricardo Gomes, o apoio da torcida, a virada sobre o Universitário, o belo jogo diante da Universidad do Chile, a incansável caça ao líder Corinthians, as vitórias sobre Avaí, Botafogo e Fluminense na reta final, o comovente choro de Bernardo e um sonho vivo até pelo menos o dia 4 de dezembro. O lema do Vasco no segundo semestre de 2011 pode ser traduzido pela letra de uma música: “O impossível é só questão de opinião”. Alguém ainda duvida que o Vasco pode ser campeão brasileiro?

domingo, novembro 27, 2011

NO APAGAR DAS LUZES, BRASILEIRÃO FICA ABERTO TANTO NA PARTE DE CIMA, QUANTO NA PARTE DE BAIXO

Pelo terceiro ano consecutivo, título será decidido na última rodada; Corinthians e Vasco são os dois candidatos.



Por Danilo Silveira

O Corinthians chegou muito, mas muito perto de garantir o título de campeão brasileiro. O Cruzeiro chegou muito, mas muito perto de garantir-se na Primeira Divisão e rebaixar Atlético/PR e Ceará, mas quis os deuses desse maravilhoso e emocionante esporte que o dia 4 de dezembro fosse a data marcada para essas definições.

O Corinthians venceu o Figueirense, por 1 a 0, gol de Liédson e quando o árbitro apitou o término do jogo, faltavam cerca de dez minutos para o término do jogo entre Vasco x Fluminense. O 1 a 1 de momento dava o título ao Timão, mas o gol de Bernardo veio para dar uma ponta de esperança ao Vasco e jogar uma ducha de água fria nos corintianos. Agora, o Vasco precisa vencer o Flamengo e o Corinthians ser derrotado para o Palmeiras, para que o título não vá para o Parque São Jorge e o caneco pare na sala de troféus de São Januário.

Já na parte de baixo da tabela, a derrota do Atlético/PR por 2 a 1 para o América/MG, conjugada com a derrota do Ceará para o Cruzeiro estava rebaixando o Vozão e o Furacão, mas nos minutos finais o time cearense chegou ao empate diante da Raposa, deixando tudo em aberto. Agora, o Vozão enfrenta o Bahia, na última rodada, fora de casa, precisando vencer e torcer por um tropeço do Cruzeiro. Já o time mineiro, para não depender de outros resultados, precisa vencer o Atlético/MG, que hoje livrou-se do rebaixamento ao derrotar, em casa, o Botafogo, por 4 a 0. Já o Atlético/PR precisa na última rodada vencer o Coritiba e torcer para derrota do Cruzeiro e empate do Ceará. Se o Ceará e Cruzeiro empatarem o Furacão empata em pontos e números de vitória com o Cruzeiro, mas tem um saldo de gols a menos em relação aos mineiros.

E quem acha que a emoção acabou por aí, engana-se. Na briga por vagas na Libertadores, mudanças. O Flamengo, que encontrava-se em sexto, atrás de Figueirense e Inter, venceu o Colorado em Macaé, com gol único de Ronaldinho Gaúcho e pulou para quarto lugar, ultrapassando, além do próprio Inter, o Figueirense, derrotado pelo Corinthians. Botafogo e São Paulo poderiam entrar no G-5 também, mas o Glorioso perdeu para o Galo e o Tricolor Paulista foi derrotado pelo Palmeiras. Com isso, o Coritiba, que venceu em casa o já rebaixado Avaí, por 1 a 0, pulou de nono para quinto lugar. Com isso, Flamengo e Coxa dependem só dos seus resultados para irem para Libertadores de 2012. O Coritiba enfrenta o Atlético/PR, que ainda sonha em permanecer na elite, na Arena da Baixada e o Flamengo enfrenta o Vasco. O Rubro-Negro precisa apenas de um empate para garantir-se na competição Sul-Americana e com esse placar ainda tiraria do Vasco qualquer possibilidade de título. O Fluminense, com 62 pontos, já está garantido na competição, mas precisa de um empate, ou então de um tropeço do Flamengo para se livrar da Pré Libertadores. Uma derrota do Tricolor para o Botafogo, conjugada com uma vitória do Flamengo, coloca o Rubro-Negro direto na fase de grupos e empurra a equipe das Laranjeiras para a Pré-Libertadores.

Por fim: Alguém ainda acha que o sistema de pontos corridos, no Brasil, tira a emoção do campeonato?

sábado, novembro 26, 2011

DANDO UMA DE GATO MESTRE



Por Danilo Silveira

Resolvi dar uma de Gato Mestre para a 37ª rodada do Brasileirão. Vamos lá:

Palmeiras 1 x 2 São Paulo

O enjoado time do Palmeiras vai até dar trabalho para o São Paulo, mas no fim vai prevalecer a qualidade do Tricolor Paulista, que vai seguir vivo na luta por uma vaga na Libertadores do próximo ano.

Santos 2 x 0 Bahia

Precisando vencer para não depender mais de nada para permanecer na elite, o Bahia vai perder para o Santos, que vai usar o jogo como teste para o Mundial de Clubes.

Flamengo 1 x 0 Inter

Vai ser mais uma atuação ruim do time da Gávea, mais a massa rubro-negra vai empurrar e o time conseguir uma vitória suada diante do Inter e entrar na zona de classificação para a Libertadores.

Fluminense 2 x 2 Vasco

Vai ser um dos melhores jogos do campeonato, recheado de gols das duas equipes. O empate vai tirar o Fluminense da briga pelo título, mas via manter o Vasco vivo, por conta do tropeço corintiano.

Grêmio 1 x 1 Atlético/GO

Com o Dragão praticamente livre do rebaixamento e o grêmio quase garantido na Sul-Americana, teremos um jogo chato no Olímpico e um empate com um gol para cada lado.

Atlético/MG 2 x 0 Botafogo

O Botafogo até que vai jogar bem, mas não vai conseguir segurar o Galo, que vai afzer boa partida e livrar-se de uma vez por todas da degola.

Figueirense 1 x 0 Corinthians

Na raça e na vontade, o Figueira vai superar o Corinthians, ganhar fôlego na briga pela Libertadores e jogar a decisão do título, pelo terceiro ano consecutivo, para última rodada.

Coritiba 3 x 0 Avaí

Diante do rebaixado time catarinense, o Coxa vai vencer bem, mostrar mais uma vez sua força em casa e continuar com chances remotas de Libertadores.

América/MG 2 x 1 Atlético/PR

Já rebaixado, o América/MG vai contribuir para ter a companhia do Furacão na Série B de 2012. Com boa atuação, a equipe de Givanildo vai vencer e apertar a corda no pescoço do time paranaense.

Ceará 0 x 0 Cruzeiro

Vai ser um jogo com cara de decisão. Muita correria, muita vontade, pouca inspiração e nada de gols.

domingo, novembro 20, 2011

BALANÇO DOS CARIOCAS NA 36ª RODADA

Flu goleia e quebra série invicta do Figueira, Vasco vence Avaí, enquanto Flamengo e Botafogo decepcionam

Por Danilo Silveira

Peço Desculpa a todos os botafoguenses, mas não vou poder me aprofundar em detalhes de Botafogo 1 a 2 Inter, pois não assisti ao jogo. Mas, cabe destacar que o Glorioso chegou à quarta derrota seguida e vê o sonho de disputar a Libertadores de 2012 cada vez mais longe.

Vasco 2 a 0 Avaí

No sábado, o time cruzmaltino fez o seu dever de casa muito bem ao vencer o Avaí, por 2 a 0, com uma boa apresentação. Na primeira etapa, o goleiro Moretto, da equipe catarinense, teve bela atuação e foi determinante para a partida chegar sem gols ao intervalo. Mas, logo nos minutos iniciais do segundo tempo, Felipe, um dos principais nomes do jogo, marcou um golaço, ao driblar um marcador e chutar com estilo, no canto esquerdo do goleiro, que nada pôde fazer. Pouco tempo depois, Bernardo foi para o jogo e assim que entrou em campo, cruzou da esquerda uma bola na cabeça de Élton, que de cabeça, ampliou e fechou o placar. No domingo, a torcida vascaína secou o Corinthians e chegou a ficar contente quando o Atlético/MG fez 1 a 0. Mas com um gol de Liédson e outro de Adriano, aos 43 minutos, o Timão virou e segue na liderança, com dois pontos de vantagem.

Figueirense 0 a 4 Fluminense

Na última quarta-feira, Fred fez quatro gols na vitória do Tricolor sobre o Grêmio, por 5 a 4 e hoje mais uma vez o artilheiro apareceu, balançando as redes três vezes e ajudando o Fluminense a quebrar a série invicta de 14 jogos sem perder do Figueirense. Na primeira etapa, o Flu não jogou bem. Com um sistema defensivo muito bagunçado, a equipe de Abel Braga viu o time catarinense desperdiçar algumas chances de gol. Porém, nos minutos finais, Sóbis poderia ter colocado o Tricolor em vantagem, mas de frente para o gol chutou fraco, para tranqüila defesa de Wilson. Na segunda etapa, o Tricolor logo abriu o placar com Fred. O Figueirense saiu em busca do empate, mas o Tricolor melhorou a marcação e passou a jogar muito bem taticamente. Foi a vez do Figueira se desorganizar na parte defensiva e tomar mais três gols, dois de Fred e um de Marquinhos. Se conseguir duas vitórias nas duas rodadas que faltam e o Corinthians não somar mais que um ponto, o Fluminense chegará ao título brasileiro de 2011, assim como em 2010.

Atlético/GO 0 a 0 Flamengo

Apesar de não ter perdido, o Flamengo mais uma vez deu vexame. Com o Serra Dourada cheio de torcedores rubro-negros, a equipe de Vanderlei Luxemburgo fez uma partida nada mais que bisonha e chegou ao terceiro jogo seguido sem marcar gols. Mesmo com atuações péssimas em seqüência, a equipe continua viva na briga por uma vaga na Libertadores. Durante quase todo o jogo, praticamente nenhuma chance de gol. Ronaldinho mostrou-se apagado e criou muito pouco. Thiago Neves até apareceu bastante, mas errando basicamente tudo que tentava. Enquanto isso, o Atlético/GO dominou o campo ofensivo por grande parte do tempo, criou algumas chances, mas faltou um pouco de competência e sorte para abrir o placar. Com o empate, o Flamengo saiu do G-5, cedendo lugar ao Inter. Na próxima rodada, o Rubro-Negro recebe o Colorado, em Macaé, e se vencer volta à zona de classificação para a Libertadores.

quinta-feira, novembro 17, 2011

UM DIA A PACIÊNCIA ACABA

Em dia de xinagmentos a Luxemburgo e Ronaldinho, Fla tem atuação péssima e pênalti defendido por Paulo Victor garante empate sem gols

Por Danilo Silveira

A torcida do Flamengo, que deu show durante todo o Campeonato Brasileiro, apoiando o time mesmo nos momentos mais complicados, perdeu de vez a paciência. A péssima atuação diante de um arrumado Figueirense, rendeu vaias para o técnico Vanderlei Luxemburgo e até para Ronaldinho Gaúcho, que teve uma das suas piores atuações desde que chegou à Gávea.

Um passe do R10 para Leo Moura, somado a uma assistência perfeita do lateral para Deivid, que debaixo da trave perdeu a chance de abrir o placar, ao ter seu chute defendido por Wilson. Isso foi o que de melhor o Flamengo conseguiu produzir dentro dos 90 minutos e olha que o fato aconteceu logo aos dois minutos de jogo. Fora isso, passes errados, uma zaga enrolada, um meio-campo sem criatividade, laterais fora de forma e um treinador perdido. Foi isso que se viu em um Engenhão com bom público. Os passes que o Flamengo acertava eram laterais, sem objetividade e quando os jogadores tentavam algo mais bem elaborado, os pés dos adversários costumavam ser o destino da bola. Por outro lado, quando o Figueirense tinha a bola, a rodava com tranqüilidade, calma e muito mais lucidez. O lateral-direito Bruno se destacava e em um dos raros lances de perigo da equipe catarinense na primeira etapa, ele driblou Júnior César e David Braz, ganhou na corrida de Aírton, foi ao fundo e cruzou; a bola rodou a área e chegou ao pés de Elias, que rolou para trás para Túlio chegar chutando, mas a bola acabou explodindo em um jogador rubro-negro. A velocidade de Welington Ném nos contra ataques não surtia muito efeito e o time catarinense ainda perdeu Júlio César, nos minutos iniciais do jogo. Contundido, o artilheiro da equipe deixou o campo para a entrada de Aloísio.Para a segunda etapa, as equipes voltaram com a mesma formação. Mas não demorou e Jorginho precisou mexer novamente, sacando Túlio, machucado, e lançando Jônatas, aquele mesmo, revelado pelo Flamengo. Enquanto isso, a torcida rubro-negra pediu o garoto Thomás e logo foi atendida. Luxemburgo lançou o jovem meia atacante e Muralha, nas vagas de Willians e Renato, que saiu vaiado por parte da torcida e teve seu nome gritado por outra parte. Olhando a característica dos jogadores trocados, esperava-se uma melhora do Flamengo, mas o time piorou ainda mais e em um erro de passe de Ronaldinho Gaúcho no ataque, o Figueira puxou contra ataque, Jônatas entregou para Aloísio, que serviu Welington Ném, que driblou Paulo Victor, mas acabou derrubado pelo goleiro; pênalti assinalado. Aloísio foi para a cobrança, mas bateu fraco, no canto direito do goleiro rubro-negro, que defendeu. Luxemburgo resolveu mexer novamente e chamou Fierro, mas as vaias e os gritos de burro vieram antes mesmo do chileno entrar em campo e o treinador rubro negro desistiu da mexida. Pouco depois, ele lançou Jael na vaga de Deivid, enquanto Jorginho tirava Elias para colocar Fernandes. A calma e tranqüilidade do Figueirense contrastavam com os erros do Flamengo e aos poucos o desespero foi batendo à porta da equipe da Gávea. As tentativas de Alex Silva de chegar ao ataque driblando os jogadores do Figueira demonstravam a falta de organização e padrão tático do time. Se Ronaldinho não errava tudo que fazia, errava quase tudo e em troca ganhou vaias da torcida nos minutos finais de jogo.

Título? Quem sabe no Cariocão 2012! Vaga na Libertadores? Quem sabe por um milagre divino! Técnico? O Flamengo precisa de um há algum tempo!

EMPATE COM SABOR DE DERROTA


Vasco faz 1 a 0, tem chance de ampliar, mas acaba cedendo empate ao Palmeiras
Por Danilo Silveira

Em um jogo pegado, amarrado, disputado, o Vasco perdeu a chances de continuar com o mesmo número de pontos do Corinthians. A equipe cruzmaltina chegou a assumir provisoriamente a liderança, ao estar ganhando de 1 a 0 do Palmeiras, enquanto o Timão empatava com o Ceará. Porém, o Verdão acabou chegando ao empate e o Corinthians marcou um único gol e conseguiu os três pontos em cima do Vozão.

Dedé abre o placar aos 3 minutos

Logo aos 3 minutos de jogo, o ídolo recente do Vasco, o zagueiro Dedé, subiu na área adversária e cabeceou para o fundo das redes para abrir o placar no Pacaembu. Era o início dos sonhos da equipe cruzmaltina. Logo, o Vasco definiu uma proposta de jogo: recuou, marcou muito bem e esperou o melhor momento para sair em contra ataque. Aos 15 minutos, uma bola enfiada na frente e João Vitor ia sair na cara do gol, mas acabou derrubado por Renato Silva. A opção certa do árbitro Leandro Vuaden seria dar o cartão vermelho para o defensor vascaíno, mas ele acabou agindo de maneira equivocada, dando somente o amarelo. E essa falta levou perigo: Marcos Assunção cobrou no canto direito e Fernando Prass fez boa defesa. Renato Silva não fazia uma boa partida, enquanto Dedé assustava talvez pelo excesso de confiança, ao tentar sair jogando driblando. Pelo lado esquerdo, Jumar fazia uma boa partida e o Vasco foi se segurando bem. Nos minutos finais da primeira etapa o Vasco conseguiu explorar melhor os contra ataques e em um deles, Felipe serviu Diego Souza que de cabeça quase ampliou, mas com a defesa de Deola, a equipe carioca foi mesmo com a vantagem mínima para o intervalo.

Luan empata e Vasco vê Corinthians abrir vantagem

Sem alterações, as equipes voltaram para a segunda etapa. E nos minutos iniciais, após uma jogada bem trabalhada pela direita, Allan arriscou e a bola passou à direita de Deola. Dedé, se não foi tão bem na primeira etapa, começou os 45 minutos finais de forma impecável, muito bem nas bolas aéreas. A torcida do Vasco cantava nas arquibancadas do Pacaembu e a essa altura do campeonato o time assumia a liderança, já que o Corinthians estava empatando em 0 a 0 com o Ceará. Aos 13, o sistema defensivo palmeirense cometeu a besteira de deixar Dedé livre após cobrança de escanteio e o “mito”, como é chamado pela torcida vascaína, obrigou Deola a fazer boa defesa em cabeçada. Aos 14, Felipão resolveu mexer duplamente, tirando Patrick e Ricardo Bueno e lançando Pedro Carmona e Dinei. Aos 16, em jogada pela ponta esquerda de ataque do Palmeiras, Dedé cometeu pênalti em Luan, mas Leandro Vuaden ignorou, mas pouco depois, veio a justiça. Escanteio cobrado e após bate rebate na área, Luan empurrou para as redes e empatou a partida. Logo depois do gol, Cristóvão Borges sacou Éder Luis, que não vinha bem e lançou Bernardo, que também não entrou bem. Os minutos se passavam e a grande chance do Vasco poderia ter vindo, mas o árbitro acabou ignorando uma penalidade em Felipe, por sinal, o segundo pênalti que Leandro Vuaden deixou de assinalar, que bom que foi um para cada lado, pelo menos o prejuízo é menor ao andamento do jogo. Diego Rosa e Elton entraram na equipe vascaína, nas vagas de Allan e Diego Souza. E em belo passe de Felipe, Diego Rosa teve a chance de desempatar o jogo, mas chutou por cima da meta. Felipão lançou Chico na vaga de João Vitor, os minutos se passaram e após o apito final, pior para o Vasco, que vê o Corinthians abrir dois pontos na luta pelo caneco. Já o Palmeiras, chegou aos 42 e segue a uma considerável distância da zona de rebaixamento.

sábado, novembro 12, 2011

COM BELA ATUAÇÃO, FIGUEIRENSE VENCE GALO E FICA A DOIS PONTOS DOS LÍDERES

Depois de sair atrás, equipe pressionou o Galo durante toda a segunda etapa e conseguiu a virada

Por Danilo Silveira

Uma justa e bela vitória do time do Figueirense em Santa Catarina. A torcida compareceu e apoiou o time durante os 90 minutos e um gol aos 43 minutos de jogo decretou a vitória de virada, por 2 a 1 da equipe comandada pelo técnico Jorginho, sobre o Atlético/MG de Cuca, que tinha vencido as três últimas partidas.

O jogo começou bem equilibrado. As duas equipes jogavam com três volantes, mas Richarlyson atuava bem avançado no Galo, quase como um meia. Aos 8, próximo da meia lua, André arriscou e a bola saiu à direita do gol defendido por Wilson. O jogo era bom, movimentado e mais ou menos na metade da primeira etapa o Figueira passou a acelerar mais o jogo, tentando levar perigo com Júlio César e Welington Nem. No lado mineiro, Daniel Carvalho e Carlos César faziam boa partida. E o Galo acabou conseguindo levar uma vantagem para o intervalo. Escanteio cobrado da direita e Werley, que vinha bem defensivamente, fez de cabeça o primeiro gol da partida. Aos 47, o Figueira poderia ter empatado em boa jogada; Welington Nem entregou para Júlio César, que driblou dois atleticanos, mas de frente para o gol acabou chutando para fora.

Para a segunda etapa, Jorginho abriu mão de um volante, sacando Túlio para a entrada de Fernandes. E o Figueira voltou pressionando o Galo e o lateral-direito Bruno Vieira aos poucos foi se tornando o melhor jogador em campo; com um minuto ele fez boa jogada, cruzou e a bola chegou para Elias, no segundo pau, emendar de primeira e a bola sair à direita. Três minutos mais tarde, Welington Nem recebeu na frente, girou em cima da marcação e chutou com perigo, coma bola passando à esquerda. E aos 6, Welington Nem tabelou com Elias e chutou de fora; a bola tpocou no chamado “montinho artilheiro”, Renan Ribeiro acabou perdendo o tempo do lance e a bola entrou. Logo, Cuca mexeu na equipe, tirando Daniel Carvalho e lançando Marquinhos Cambalhota. Mas o Figueira tinha o amplo domínio do jogo e o Galo não conseguia ficar com a bola no campo ofensivo por muito tempo. A equipe comandada por Jorginho não parava de criar chances. Júlio César, Helder, Fernandes, todos tiveram a chances de virar o marcador. Enquanto isso, Cuca tirou Richarlyson e lançou Dudu Cearense e aos 21, Jorginho lançou Aloísio na vaga de Elias. Fillipi Souto ainda saiu para a entrada de Serginho e Éber entrou na vaga de Welington Nem, que fez boa partida. Os técnicos já tinham feito todas as alterações e o Figueira continuava em cima do Galo. E aos 42, Bruno Vieira, o melhor jogador em campo, deu um drible da vaca em Triguinho, cruzou rasteiro e Júlio César apareceu livre no segundo pau para marcar o gol da vitória. O estádio quase veio abaixo e o Galo, desorganizado, se lançou ao ataque, mas bravamente o Figueira se segurou até o apito final.

Com 56 pontos, o time catarinense está a dois dos líderes Vasco e Corinthians e seca os rivais, que entram em campo neste domingo. O sonho da Libertadores e até do título está mais vivo do que nunca no coração dos torcedores do Figueira.

domingo, novembro 06, 2011

AGORA SIM, FLAMENGO!


Flamengo joga bem, goleia o Cruzeiro e fica apenas três pontos atrás do topo

Por Danilo Silveira

Hoje foi o dia dos rubro-negros lavarem a alma. Vanderley Luxemburgo, que tanto errou sob comando do Flamengo, tanto escalou o time mal, fez o óbvio, escalou o time certo e o resultado acabou vindo naturalmente. Com um segundo tempo arrasador, com direito a três gols de Thiago Neves, o Flamengo fez 5 a 1 no Cruzeiro e colocou o time mineiro na zona de rebaixamento. E longe do Rio de Janeiro, os ventos sopraram a favor também. O Vasco perdeu para o Santos na Vila Belmiro, por 2 a 0, enquanto o Corinthians foi derrotado pelo América/MG, em Sete Lagoas, por 2 a 1. Com isso, o Fla está somente três pontos atrás do topo da tabela.

O jogo

O Flamengo começou a partida bem, avançando seus jogadores, marcando o Cruzeiro no campo de ataque. Mas, logo a Raposa equilibrou a partida, com o Montillo sendo a figura mais incisiva no meio-campo. O argentino partia para cima da marcação rubro-negra, esbanjando qualidade e levando perigo. Os minutos se passaram e aos 23, uma pane no sistema defensivo rubro-negro originou o primeiro gol cruzeirense. Escanteio cobrado da direita, desvio no primeiro pau e Anselmo Ramon apareceu livre de marcação, próximo à marca penal e emendou para as redes. E o gol animou a equipe celeste, que minutos depois, entrou tabelando na área rubro-negra e só não ampliou porque o chute de Farias carimbou o travessão. E a equipe mineira teve mais uma grande chance de ampliar; Montillo apareceu na área pela direita e Alex Silva chegou de carrinho, na bola, mas usando força desproporcional e o pênalti foi certamente assinalado. Victorino partiu para a cobrança e novamente o travessão salvou o Flamengo. E a ajuda do poste superior não parou por aí. Aos 35, Deivid arriscou de longe, a bola tocou no travessão, bateu nas costas do goleiro Fábio e entrou. Era o empate rubro-negro. E o Flamengo passou os minutos finais da primeira etapa bem e um chute de Thiago Neves, no canto superior direito de Fábio poderia ter virado o jogo, mas o goleiro cruzeirense fez ótima defesa. E a alegria dos flamenguistas viria na segunda etapa.

Sabe quando dá tudo certo para um lado e tudo errado para o outro? Essa foi a tônica da segunda etapa. Vanerlei Luxemburgo mexeu bem, lançando Muralha na vaga de Maldonado. E logo aos 3, Ronaldinho bateu escanteio no segundo pau e Deivid cabeceou para virar a partida. Três minutos mais tarde, Montillo, o melhor em campo do time celeste, acabou sentindo uma contusão e precisou ser substituído e assim Roger foi para o jogo. Aos 8, Muralha deu linda enfiada para Thiago Neves, que pela ponta esquerda dominou e chutou cruzado, para aumentar o marcador. Quatro minutos mais tarde, a dobradinha apareceu novamente. Muralha apareceu pela direita na grande área, cruzou para Thiago Neves, de cabeça, ampliar o marcador. Atordoado, o Cruzeiro não sabia o que fazer. Vagner Mancini lançou Élber e W. Paulista, nas vagas de Charles e Farías, mas pouca coisa mudou. O desequilíbrio emocional e a desorganização parecem ter tomado conta da equipe. Fábio, um dos líderes do time, apresentava uma expressão muito fechada, de tristeza. E aos 24, ele saiu jogando mal, nos pés de Thiago Neves, que deu um lindo toque encobrindo o goleiro, fazendo o quinto gol do Flamengo no jogo e o terceiro seu. Após o gol, Luxemburgo fez suas duas últimas mudanças, lançando David Braz e Fierro, nas vagas de Welinton e do garoto Thomás, que fez bela partida O jovem Anselmo Ramon, atacante do Cruzeiro e autor do gol, que tem qualidades, perdeu a cabeça. Aos 28 minutos, ele agrediu covardemente Fierro, atingindo o chileno na altura do pescoço com os pés, sendo expulso de campo. Os minutos passavam, a torcida rubro-negra fazia a festa, gritava “olé” e o Flamengo esperava o apito final. Um fato engraçado é que Ronaldinho, que tem feito grandes atuações, não fez um bom jogo, mostrando displicência em alguns lances. Mas, o Fla teve outro craque, Thiago Neves, que foi o melhor em campo e fez três merecidos gols.

Agora, o Flamengo chegou aos 55 pontos, contra 58 de Vasco e Corinthians e 56 do Fluminense. Se não fosse a teimosia de Vanderlei Luxemburgo, acredito que o Flamengo já seria campeão brasileiro à essa altura. Hoje, que ele resolveu colocar o time certo e equilibrado em campo, a equipe correspondeu, venceu e convenceu. Falando nisso, algum rubro-negro sentiu falta da dupla Reato Abreu e Willians?

sábado, outubro 29, 2011

BONITO DE SE VER!

Com bela atuação coletiva e gol de Loco Abreu, Botafogo bate o Cruzeiro no Engenhão

Por Danilo Silveira

Certamente a melhor atuação coletiva que eu presenciei dentro de um estádio de futebol em 2011 (e olha que não foram poucas). Assim posso definir o jogo entre Botafogo e Cruzeiro hoje. A vitória por 1 a 0 da equipe comandada por Caio Júnior poderia ter tido um placar bem mais elástico, se não fosse a quantidade de gols perdidos pelo time.

O Cruzeiro, bastante ameaçado pelo rebaixamento, entrou em campo com dois meias (Montillo e Roger) e dois atacante (Anselmo Ramon e Farias). Apesar do time de Vagner Manicini não ter sido escalado de forma defensiva, acabou tendo que ficar a maior parte do primeiro tempo atrás. Isso porque o Botafogo avançou de maneira avassaladora, em busca do gol. Maicosuel, Elkeson, Cortês, Herrera e Loco Abreu eram os mais atuantes na parte ofensiva. Maicosuel era o melhor do jogo, junto com Cortês dando muito trabalho à defesa cruzeirense. Na equipe celeste, Naldo e Victorino formavam dupla de zaga, mas outro defensor, Leo, fazia a lateral esquerda reforçando a marcação. Quando se aventurava ao ataque, o Cruzeiro via nos pés de Montillo a melhor arma. O argentino aproveitou dois passes errados do adversário, um de Renato e um de Fábio Ferreira, para dar dois chutes para fora. Já na segunda metade do primeiro tempo, Lucas Zen sentiu e acabou substituído por Leo. A forte marcação cruzeirense fez com que o Botafogo alçasse muitas bolas na área, já que penetrar estava muito complicado. Mas, pelo chão o Glorioso criou duas grandes jogadas. Primeiro, Elkeson cruzou rasteiro da esquerda e Herrera chutou errado debaixo da trave. Pouco antes do apito final, novamente o argentino teve grande chance, chegando na cara do gol pela ponta direita, mas chutando na rede pelo lado de fora. Um dos últimos lances da primeira etapa gerou revolta na torcida alvinegra. Diego Renan, na altura da intermediária, pela ponta esquerda, deu um chute para trás, na direção do próprio gol e Fábio acabou defendendo com as mãos. A torcida botafoguense pediu recuo de bola; lance duvidoso, acredito que em sã consciência nenhum jogador daria um recuo para o goleiro dessa forma, já que a bola chegou até Fábio forte e em meia altura.

Para a segunda etapa, Caio Júnior tirou Herrera, lançando Caio em campo. O Botafogo não retornou tão bem quanto acabou a primeira etapa, mas aos 9, Elkeson cruzou da esquerda e encontrou Loco Abreu, que usou a cabeça para fazer o único gol, do jogo. E a torcida alvinegra inflamou e começou a gritar alto no estádio e o time voltou a jogar bem. Um chute de Elkeson de fora e uma bela jogada de Maicosuel, que limpou quase todo o sistema defensivo cruzeirense, poderiam ter resultado em mais dois gols. Por volta dos 25 minutos, o Botafogo viveu seu momento mais crítico na partida. O Cruzeiro, que contou com as entradas de Welington Paulista e Elber, nas vagas de Farias e Charles, cresceu na partida, passou a dominar o campo de ataque. Está certo que o time celeste não conseguia triangular jogadas muito boas mas o Botafogo marcava mal e via em Alessandro um ponto positivo no quesito raça e entrega. O lateral-direito cresceu muito no jogo e passou a ser um dos melhores jogadores em campo, desarmando muito bem, dando bons passes e correndo o campo todo, tentando evitar as chegadas cruzeirenses. Apesar da boa exibição coletiva, um simples gol cruzeirense poderia complicar a vida do Alvinegro na partida. Loco Abreu teve a chance de ampliar, driblou Fábio, mas o goleiro cruzeirense acabou dando um tapa na bola, que fez o uruguaio perder tempo para finalizar, e quando o fez, um homem de azul apareceu quase em cima da linha para cortar. Caio também teve uma chance cara a cara para ampliar, mas perdeu. Gols não feitos que não fizeram falta a um time que apresenta o melhor futebol do Campeonato Brasileiro.


sábado, outubro 22, 2011

FLU TOMA NÓ TÁTICO E PERDE PARA O GALO

Por Danilo Silveira

Neste sábado, Fluminense e Atlético/MG se encontraram no Engenhão em situações opostas na tabela de classificação. Enquanto o Tricolor das Laranjeiras, comandado por Abel Braga, precisava de três pontos para se aproximar dos líderes do Brasileirão, o Galo, do técnico Cuca, queria uma vitória para dormir fora da zona de rebaixamento. E o resultado final foi que o treinador da equipe mineira deu um nó tático no comandante tricolor e o Galo venceu por 2 a 0.

Antes da bola rolar, uma prova de gratidão da torcida tricolor, que compareceu em peso, já que haviam mais de 24 mil pessoas no estádio. Ecoava alto das arquibancadas o canto de “Olê, olê, olé, olá, Cuca, Cuca”, certamente relembrando a campanha do treinador com o time em 2009, quando o clube estava virtualmente rebaixado e acabou permanecendo na Primeira Divisão. E quando a bola rolou, foi possível de cara perceber um Atlético Mineiro mais organizado que o Fluminense. A equipe carioca, apoiada pelo seu torcedor, ia para o ataque, mas esbarrava em uma forte marcação do adversário, que conseguia ser mais inteligente com a bola nos pés. E nos minutos iniciais, aconteceram três lances duvidosos dentro da área. E os dois possíveis pênaltis para o Tricolor não foram assinalados, enquanto o para o Galo foi. Daniel Carvalho cobrou no canto esquerdo de Cavalieri e abriu o marcador. Veja o lance no vídeo abaixo. Com três volantes (Edinho, Fernando Bob e Rodrigo Caio), o Fluminense tinha nos pés de Lanzini a maior esperanças de criação de jogadas. Carlos César e Bernard, laterais do Galo, conseguiam executar excelente marcação em Carlinhos e Mariano, fazendo o Fluminense perder as jogadas pelas pontas. Enquanto isso, Réver e Leonardo Silva marcavam os atacantes Rafael Sóbis e Martinuccio. Assim, a meta atleticana pouco era ameaçada. Investidas de Leandro Eusébio ao ataque com a bola nos pés e um chute a gol de Márcio Rosário quase do meio-campo, refletiam o nervosismo e a impaciência tricolor. O tempo foi passando e o Atlético cozinhava o jogo no melhor sentido da palavra. Isto é, quando tinha a bola o time de Cuca sabia direitinho como rodá-la em busca do melhor momento para atacar e quando estava sem ela, marcava com qualidade. O apito final se aproximava e o Fluminense não tinha criado quase nada. Em um dos últimos lances do primeiro tempo, um cruzamento da direita de Daniel carvalho parou na cabeça de André, que desviou para o gol tricolor, aumentando a vantagem atleticana.

Para a segunda etapa, Abel Braga fez o mínimo que se esperava dele: tirou Rodrigo Caio, um dos seus volantes, para colocar Araújo em campo. Verdade seja dita, o Fluminense não melhorou. E em duas bobeadas de Márcio Rosário, que fez péssima partidas, o Atlético quase chegou ao terceiro gol. Na chance mais aguda, Mancini acabou errando uma finalização pela ponta direita. Das arquibancadas, os gritos de “Souza, Souza” ecoavam cada vez mais alto, e as vaias para Fernando Bob também cresciam. Até que Abel Braga resolveu lançar o jogador que a torcida pedia, sacando Bob do time. A verdade é que Souza pouco conseguiu fazer, ele atuou perto de Lanzini, na criação, mas a marcação atleticana era tão bem executada que o Fluminense não conseguia penetrar. Logo depois da mexida de Abel, Cuca lançou Richarlyson na vaga de um sumido Mancini. E o ex-são Paulino entrou na ponta esquerda enquanto Bernard passou a atuar no lado direito. O tempo se passou, o Fluminense não deu sinais de reação e Abel queimou sua última alteração, lançando Ciro na vaga de Martinuccio. Cada vez mais o torcedor perdia a paciência e o Atlético se aproveitava dos erros do adversário para ter o jogo sob controle. Os gritos de “burro” para Abel Braga não demoraram a surgir. Cuca ainda lançou Neto Berola e Eron, nas vagas de André e Daniel Carvalho e o Fluminense ainda teve Leandro Eusébio expulso, ao tomar o segundo amarelo, por reclamação. Com um a menos, a coisa só piorou para o Tricolor, que atrás no placar se lançava ao ataque e deixava um buraco para o Galo explorar suas jogadas ofensivas. O apito final não demorou a chegar e uma tarde-noite fria no Engenhão terminou ruim para o Fluminense, que vê o título muito distante e excelente para o Galo, que respira.

Por fim, cabe ressaltar que o Galo foi superior taticamente durante toda a partida, manteve uma postura interessante de jogo durante os 90 minutos, enquanto o Fluminense não soube ter calma e tranqüilidade para furar a boa marcação do time mineiro e acabou saindo derrotado merecidamente.

quarta-feira, outubro 12, 2011

SÃO PAULO 0 X 0 INTER: RUIM PARA OS DOIS

Por Danilo Silveira

Muitos consideram o São Paulo o melhor elenco do Brasil. Eu digo que se não é o melhor, é um dos melhores. Mas, o time não encaixa de jeito nenhum e cada rodada que passa, mais o Tricolor Paulista fica longe do título brasileiro. Os tropeços em casa são constantes, basta analisar que o time perdeu para os quatro cariocas jogando em seus domínios. E hoje, mais um tropeço. Jogando contra o Inter, a equipe de Adilson Batista pouco criou, viu o Inter ser levemente superior e viu o seu torcedor vaiar o empate em 0 a 0. Agora, já são cinco jogos sem vitórias.

Cícero, Rivaldo, Dagoberto e Luis Fabiano. O poderio ofensivo do São Paulo é de respeito, mas o time pouco conseguiu produzir durante a primeira etapa. O Inter, por sua vez, não se acuou e também buscou o ataque, mas conseguiu pouco sucesso com Delatorre como único atacante. Andrezinho e D’Alessandro eram os principais responsáveis por criar as jogadas do Internacional. Mas o fato é que no geral a primeira etapa ficou devendo.

Veio a segunda etapa e a impaciência parecia tomar conta do time são Paulino. Algumas faltas de ataque e a todo instante o jogo era paralisado. O Inter seguia com sua proposta de jogo, não acuando. Não demorou muito e Dorival Júnior sacou Delatorre, que muito lutou, mas pouco conseguiu para lançar o lateral-esquerdo João Paulo. Isso mesmo, um lateral entrava no lugar de um único atacante. Andrezinho e D’Alessandro faziam o Inter ser superior ao São Paulo, mas faltava um homem de área. E o São Paulo criou a sua melhor chance em uma bela jogada pelo alto. Xandão lançou Luis Fabiano, que tocou de cabeça para Dagoberto, que também usou a cabeça para colocar Rivaldo na cara do gol; o pentacampeão chutou com estilo, sem deixar a bola cair e a redonda passou pelo lado esquerdo de Muriel e foi pela linha de fundo. Os minutos passavam, os talentos individuais do São Paulo não conseguiam fazer o time jogar bem e Adilson resolveu mexer. Primeiro ele trocou Carlinhos Paraíba por Casemiro e depois lançou Marlos na vaga de Dagoberto, que pediu para sair. E Marlos até mostrou vontade, velocidade, mas o foi o Inter quem teve a melhor chance nos minutos finais. João Paulo, que entrou na vaga de Ilsinho minutos antes, apareceu pela esquerda, cortou para o meio, mas bateu para fora.

Se o resultado foi ruim para o Inter, que precisa desesperadamente de vitórias se ainda quiser pensar em título, foi péssimo para o São Paulo, líder do Brasileirão nas cinco primeiras rodadas, que agora vê cada vez mais distante o sonho de voltar a vencer o Brasileiro, coisa que não acontece desde 2008.

segunda-feira, outubro 10, 2011

FLAMENGO COM FUTEBOL DE TIME PEQUENO E FLUMINENSE COM ATITUDE DE TIME PEQUENO

Por Danilo Silveira

Flamengo e Fluminense fizeram um duelo emocionante. E podem acreditar: Botinelli foi o herói da partida. Isso mesmo que vocês acabaram de ler. O argentino saiu do banco de reservas para fazer dois gols e dar a vitória ao time da Gávea, por 3 a 2.

As torcidas dos dois últimos campeões brasileiros compareceram ao Engenhão, esperançosas de ver o seu time de coração conquistar três pontos e subir na tabela de classificação. Dentro de campo, o Fluminense foi o time que mais fez por onde chegar à vitória. A equipe do técnico Abel Braga encurralou o Flamengo no campo de defesa e tentava criar chances de gol. Enquanto isso, o Flamengo se defendia como time pequeno, se acovardava. Feio era ver um time com o tamanho do Flamengo jogar de uma maneira tão medíocre. Mas a proposta de não deixar o Fluminense balançar as redes funcionou. E quando se opta por jogar dessa maneira, as chances são raras. E cabe destacar somente uma na primeira etapa, em chute de Deivid, defendido por Diego Cavalieri. Com He-Man brigando o tempo inteiro enfiado por entre os zagueiros do Flamengo, Rafael Sóbis aberto pela ponta e Deco (joga fácil esse português) com Marquinhos na criação, o Fluminense rodava a boa esperando a melhor oportunidade, que não vinha, muito por conta do bloqueio feito pelos muitos jogadores do Flamengo, que muito marcavam e pouco criavam.

Veio a segunda etapa e Vanderley Luxemburgo conseguiu a proeza de não mexer no time, talvez tenha gostado do que viu nos 45 minutos iniciais. E o Flamengo continuou como time pequeno, fechado, esperando o Fluminense chegar. O gol parecia questão de tempo e saiu em uma jogada duvidosa, onde Marquinhos roubou a bola pela ponta direita, em lance que pareceu falta em Diego Maurício. Mas o árbitro nada marcou, a jogada prosseguiu e Rafael Sóbis cabeceou para abrir o marcador. E antes mesmo do gol, Vanderley Luxemburgo já tinha à beira do campo Negueba e Jael, prontos para entrar. E nem o gol tricolor fez o treinador ousar, fazer algo que demonstrasse que o time buscaria mais o ataque. Burocrático, tirou Deivid e Diego Maurício, que pouco fizeram, deixando em campo um sonolento Renato junto com Maldonado e Muralha (que fez muito boa partida). Como é costume de alguns técnicos, quando o placar lhe é adverso, a tarefa de soltar o time é válida, mas do contrário, todo mundo fechado atrás segurando o resultado é praticamente uma lei. E como o Flamengo estava atrás no marcador, Luxa resolveu lançar a campo o argentino Botinelli, tirando Maldonado.

As atuações pífias de Botinelli durante o Brasileirão, coroadas com chutes bisonhos, fazia o torcedor rubro-negro ter pouca esperança que dos pés do argentino algo de bom acontecesse. Mas o desfecho de todo o Fla-Flu, passou invariavelmente por Botinelli. O Flamengo saiu para o jogo e não demorou muito a empatar, com Thiago Neves, que apenas escorou o chute cruzado de Negueba. Pela primeira vez na partida, o Flamengo dava mostras de bom futebol e pela primeira vez passava a ser superior que o Fluminense. Abel Braga resolveu mexer triplamente, lançando Martinuchio, Lanzini e Souza nas vagas de Sóbis, Deco e Diguinho. E o segundo gol do Flu saiu em lance polêmico. Botinelli tinha a bola dominada no campo defensivo, chutou-a contra o corpo de um adversário e ganhou o lateral. Pelo menos foi o que pareceu à primeira vista. Mas a auxiliar deu posse de bola para o Flu e foi daí que nasceu o gol, em cabeçada de Lanzini. Infelizmente, não consegui ver o replay do lateral, as câmeras mostraram apenas a seqüência do lance.

E quanto mais o relógio se aproximava dos 45 minutos, mais o Flamengo corria atrás do prejuízo. Talvez os deuses do futebol devessem punir a equipe da Gávea, por tanta inoperância demonstrada durante mais da metade do jogo. Mas os deuses flamengusitas atuaram no Engenhão e aos 41, Botinelli cobrou falta no travessão e a bola voltou tocando em Cavalieri e tomando a direção do gol. Era o time que menos fez por merecer os gols empatando a partida. A massa rubro-negra foi à loucura no Engenhão e aos 44, Botinelli mostrou que estava mesmo em um dia inspirado e com o pé calibrado, chutando de fora da área, no canto direito de Cavalieri, marcando um belíssimo gol, seu segundo no jogo, e garantindo a vitória rubro-negra.

Parecia um clássico que terminaria sem confusões, mas nos minutos finais, os tricolores mostraram-se nervosos demais com a arbitragem. Os jogadores e Abel Braga reclamavam de um pênalti não marcado pela arbitragem, que realmente houve, quando a partida estava 2 a 2. Mas os ânimos dos tricolores estavam muito exaltados, Abel Braga já tinha sido expulso, He-Man esbravejava com o árbitro. Por falar nisso, o homem do apito mostrou uma falta de preparo e de profissionalismo muito grande, ao proferir um empurrão em He-Man. Nas entrevistas pós jogo, os jogadores do Fluminense reclamavam muito da arbitragem, insinuando que ela tivesse favorecido o Flamengo. Lamentável. Um time que foi muito superior dentro das quatro linhas, mostrava ali ser pequeno fora de campo. Não cabia ali atribuir a derrota ao árbitro.

Enquanto o Flamengo foi pequeno na sua maneira de atuar durante a maior parte do jogo, o Fluminense foi pequeno ao não saber assumir a derrota de cabeça erguida,o que seria o natural. Nos acostumamos a ver o fluminense de Muricy Ramalho jogar como time pequeno, mas hoje, o Fluminense perdeu para um grande time, mas que atuou como se fosse do tamanho inversamente proporcional ao da sua imensa torcida.

quinta-feira, outubro 06, 2011

EM JOGO EMOCIONANTE, CRUZEIRO E SÃO PAULO MOSTRAM FRAGILIDADES DEFENSIVAS E EMPATAM EM SETE LAGOAS


Por Danilo Silveira

Um grande jogo de futebol em Sete Lagoas. Cruzeiro e São Paulo precisavam muito da vitória. Ambos vinham de derrota e o Cruzeiro precisava se afastar da zona de rebaixamento, enquanto o Tricolor paulista necessitava dos pontos para chegar mais perto do topo da tabela. E após o apito final, um empate cheio de gols e emoção: 3 a 3.

Com Roger e Montillo na armação, a equipe do técnico Vagner Mancini tomou a iniciativa da partida, se lançando para o ataque. Mas a primeira grande chance foi da equipe paulista. Aos 8, Jena tabelou com Luis Fabiano pela ponta direita e chutou cruzado com perigo. Porém, quatro minutos mais tarde, o Cruzeiro abriu o placar. Marquinhos Paraná achou Montillo na ponta esquerda, o argentino cruzou rasteiro para Keirisson chegar na frente dos marcadores e estufar as redes são paulinas. E a equipe celeste, apoiada pelo seu torcedor que comparecia em bom número à Arena do Jacaré, jogava bem, com destaque para Montillo, sempre ele! Mas o São Paulo era perigoso. E aos 23, novamente Jean apareceu pela direita e chutou cruzado, com a bola tocando a trave de Fábio. Seis minutos mais tarde, Cícero arrancou pelo meio em velocidade, não encontrou dificuldades maiores para dar um drible da vaca em um marcador, sair na cara de Fábio e driblar o goleiro. Porém, após isso, o jogador resolveu se atirar na área cavando uma penalidade, que erradamente o árbitro Paulo Godoy assinalou. Era a chance de Luís Fabiano marcar seu primeiro gol na volta ao São Paulo, mas Fábio pulou para o canto esquerdo e pegou a cobrança do Fabuloso. E as chances de gol eram criadas pelas duas equipes. Aos 38, Everton chutou de fora, obrigando Rogério Ceni a trabalhar. Pouco depois, Luis Fabiano, que mostrou muita presença de área, deu de calcanhar para Dagoberto, que tocou de cobertura, fazendo a bola ultrapassar Fábio e só ser cortada por Everton.

Após o bom primeiro tempo, as equipes voltavam para a disputa dos 45 minutos finais que foram emocionantes. O São Paulo começou bem melhor, se aproveitando da péssima marcação exercida pelos jogadores cruzeirenses. Aos 11, Vagner Mancini lançou Welington Paulista, que atuava pela primeira vez no segundo turno, já que estava contundido, na vaga de Keirisson. Mas o São Paulo era melhor e Dagoberto começou a ser o destaque da partida, flutuando pelos lados do campo e dando muito trabalho à marcação adversária. Um detalhe curioso é que, no último domingo, o atacante são Paulino deu uma entrada muito forte em jogador do Flamengo e poderia ter sido expulso, mas o árbitro não aplicou o cartão vermelho. Ou seja, Dagoberto teria que estar cumprindo suspensão nessa partida, caso a regra tivesse sido bem aplicada. Voltando ao jogo de Sete Lagoas, aos 14, Luis Fabiano recebeu na área e tocou para Cícero, que pela ponta esquerda, com pouco ângulo, chutou para empatar a partida. Aos 19, nova chance do Tricolor Paulista. Falta cobrada da esquerda, a defesa do Cruzeiro saiu e João Felipe recebeu na direita em posição legal, dominou e rolou para Luis Fabiano completar para as redes em posição duvidosa, acredito que centímetros impedido. Mas logo depois, Dagoberto, o mesmo que deveria estar cumprindo suspensão, arrancou pelo meio, driblou Leo e marquinhos Paraná, não foi alcançado por Welington Paulista, quer acompanhava na marcação, e chutou encobrindo o goleiro Fábio, para marcar um golaço e virar a partida.

Era o Cruzeiro em apuros, chegando à marca de nove jogos sem vencer. Aos 22, Roger deu lugar a Elber. A equipe cruzeirense, atrás no marcador, tentava sair do campo de defesa. E o gol de empate veio aos 26. Falta cobrada na área são paulina, Rogério Ceni saiu mal, a marcação afastou parcialmente o perigo e Charles pegou de primeira para empatar novamente o jogo. Detalhe é que a bola área novamente prejudicava o São Paulo, já que no jogo contra o Flamengo, a marcação esteve muito mal pelo alto. A torcida cruzeirense teve o gostinho de ver o time novamente não se encontrar atrás do marcador, mas somente por cinco minutos. Isso porque aos 31, Dagoberto, o nome do jogo, deu belíssimo lançamento da ponta direita para Juan, que se encontrava no segundo pau. O lateral cabeceou sem dificuldades para recolocar o São Paulo na frente. Vagner Mancini lançou Anselmo Ramon e o garoto teve estrela. Aos 34, escanteio cobrado da esquerda, Everton desviou para o segundo pau e Anselmo Ramon apareceu livre para escorar para o gol. Era novamente a bola aérea traindo o São Paulo e seu plano de assumir a liderança da competição. Aos 43, Adilson Batista tirou Dagoberto e lançou Marlos, porque eu não sei, só se explica em caso de contusão ou cansaço do atacante são Paulino. Aqui não foi dito, mas Rivaldo atuou os 90 minutos, tendo atuação discreta, mas não demonstrando cansaço.

Na verdade, o empate não foi bom para nenhum dos dois. O Cruzeiro segue sem vencer e cada vez mais favorito a freqüentar a Segundona em 2012, enquanto o São Paulo fica cada vez mais distante do título brasileiro.

domingo, agosto 07, 2011

JAEL: CRUEL E SALVADOR


Por Danilo Silveira

Tudo parece conspirar a favor do Flamengo. No último sábado, a equipe carioca enfrentou o Coritiba no Engenhão, e no apagar das luzes, aos 44 do segundo tempo, Jael, que veio do banco de reservas, deu uma bonita cabeçada após cruzamento de Ronaldinho Gaúcho e deu uma grande felicidade para a Nação Rubro-Negra, que esteve em bom número no estádio.

Na primeira etapa, é possível dizer que o Coritiba jogou melhor. Com Rafinha aproveitando o lado esquerdo de ataque e Bill pelo meio, dando trabalho à zaga rubro-negra, o Coxa mostrou-se um time bom, que não retrancou-se. Thiago neves e Ronaldinho estavam sumidos e o Flamengo não estava com cara de Flamengo.

Porém, quando veio a segunda etapa, Luxa lançou Botinelli na vaga de Muralha e o Flamengo melhorou significativamente. Com a proposta de rodar a bola à procura de uma oportunidade, a equipe carioca conseguiu envolver o Coxa, que tinha muito mais dificuldades para sair jogando. O futebol de Willians cresceu de produção e o Pitbull da Gávea dava conta da marcação no meio-campo. o tempo passou o Luxemburgo resolveu lançar Jael e Diego Maurício, nas vagas de Deivid e Thiago Neves. Ronaldinho fazia uma boa apresentação, mas o lance genial ficou para os minutos finais. Aos 44, a bola veio pelo ar para a ponta esquerda, ele dominou jogando para o vazio, balançou na frente da marcação e cruzou na cabeça de Jael, (apelidado de "o Cruel") que cabeceou no canto direito de Edson bastos, que nada pode fazer.

Com a vitória por 1 a 0, o Flamengo assumiu a liderança do Brasileirão, pelo menos até o Corinthians entrar em campo. A equipe paulista enfrenta o Atlético/PR, fora de casa, neste domingo.

domingo, julho 31, 2011

MAIS UMA VEZ COM O TALENTO DE RONALDINHO


Por Danilo Silveira

Ronaldinho vive uma lua-de-mel perfeita com a torcida rubro-negra. Depois da atuação de gala na Vila Belmiro, o camisa 10 foi novamente decisivo, em partida que o Flamengo venceu o Grêmio por 2 a 0 no Engenhão.

Fla não faz bom primeiro tempo

O jogo não começou bom para a equipe carioca, que pouco criava e via o Grêmio atuar melhor, explorando o lado esquerdo de ataque. Não era incomum ver Leo Moura no mano a mano marcando algum adversário. E o panorama do primeiro não mudou, com os dois goleiros pouco trabalhando. Mas todo mundo sabe que o Flamengo esbanja talento em campo e conta com jogadores que decidem em questões de segundos. Pois bem, antes do final da primeira etapa, Ronaldinho Gaúcho, pela ponta esquerda, colocou na cabeça de Thiago Neves, que finalizou bem para abrir o marcador. Apesar de estar à frente no marcador, algo não me agradava no Flamengo. Um meio-campo povoado por jogadores fortes, que não são leves, como Airton e Renato, a equipe carioca sofria na ligação do meio com o ataque. Uma boa opção seria trocar Airton por Botinelli, porém, Luxa resolveu lançar a mesma equipe após o intervalo.

Flamengo melhora e R10 aparece

E o Flamengo melhorou muito no segundo tempo, ganhando mais velocidade, explorando o lado esquerdo com Ronaldinho e Júnior César. Porém, o segundo gol não saiu e o Grêmio voltou a arriscar mais jogadas ofensivas. Quando o Flamengo vivia uma situação não tão confortável na partida, o goleiro gremista Victor se enrolou com a bola nos pés e acabou perdendo-a para Ronaldinho, que chutou para o fundo das redes e foi para a galera. Era o bastante para o torcedor rubro-negro sair feliz da vida do Engenhão em um sábado a noite.

Se não foi brilhante, o Flamengo foi eficiente. Se não conseguiu criar muitas chances de gol, evitou que o Grêmio ameaçasse muito a meta de Felipe. Se oscila muito de partida para partida, contra o Grêmio o Flamengo foi compacto e seguro e saiu de campo ovacionado pelo seu torcedor. Invicto nos 13 jogos do brasileirão, o Flamengo desponta como um dos favoritos ao título.

quinta-feira, julho 28, 2011

ÉPICO, MÁGICO: RONALDINHO BRILHA EM TERRA DE REI


Por Danilo Silveira

No duelo entre Ronaldinho Gaúcho e Neymar, quem ganhou foi o amante de um bom futebol. Um jogo épico na Vila Belmiro, onde um improvável placar de 5 a 4 deu a vitória ao Rubro-Negro da Gávea. R10 fez três, Neymar fez dois e o jogo teve de tudo um pouco.

Aos 30 minutos da primeira etapa, o placar apontava 3 a 0 para o Santos, com Neymar participando de todos os gols. Vale destacar o terceiro gol, quando o jogador vem costurando os marcadores da esquerda para o meio e finalizou para vencer Felipe após um drible desconcertante em Ronaldo Angelim. Apesar disso, o Flamengo não fazia uma partida ruim. Deivid já havia perdido um gol incrível, debaixo da trave e Ronaldinho já tinha arriscado um chute perigoso, que saiu à direita. Mas o placar elástico para a equipe da Vila deve ter deixado os Rubro-Negros bem preocupados. Porém, em falha do goleiro Rafael e do zagueiro Edu Dracena após cruzamento rasteiro da direita, Ronaldinho estava na área para empurrar para o gol vazio e diminuir. Ainda pelo lado direito, o Flamengo chegou ao segundo gol. Após cruzamento de Léo Moura, Thiago Neves apareceu para, de cabeça, marcar o segundo gol do Flamengo. O ritmo da partida era eletrizante e Neymar era o melhor jogador em campo. Ele desceu pela esquerda, venceu Willians na corrida e acabou sendo derrubado pelo volante rubro-negro. Fica a dúvida se foi dentro ou fora da área, mas o fato é que o árbitro assinalou a penalidade máxima. Elano, que recentemente isolou um pênalti na Copa América, inventou de cobrar com cavadinha, fazendo com que Felipe defendesse facilmente e ainda saísse fazendo embaixadinhas. Logo depois, o Flamengo chegou ao empate. Após escanteio cobrado da esquerda, Deivid apareceu no primeiro pau e cabeceou para o fundo das redes. Chegava o intervalo e ainda viriam muitas emoções na segunda etapa.

Um show particular de R10

Se o Santos abriu o placar no início do jogo, no começo do segundo tempo a equipe também balançou as redes, em um belo gol de Neymar, que apareceu pela esquerda e tocou por cima de Felipe para desempatar novamente a partida. Se de um lado tínhamos uma jovem promessa do futebol brasileiro, do outro tínhamos o consagrado Ronaldinho. E ele queria jogo. Em jogada individual, o ex-melhor do mundo se viu no meio de três jogadores, que tiveram dificuldades para lhe tomar a bola e a falta acabou sendo cometida. Na cobrança, Ronaldinho fez algo genial, magnífico, cobrando rasteiro, aproveitando o pulo da barreira para ver a bola entrar tranquila no gol santista. Na casa de Pelé, Ronaldinho roubou a coroa por um dia e reinou. Quando a partida aproximava-se do fim, ele recebeu pela ponta esquerda e finalizou para marcar o seu terceiro gol na partida e definir o placar final. O verdadeiro comandante da equipe que aplicou cinco gols em uma equipe de Muricy Ramalho, conhecido por tomar pouquíssimos gols: digno de melhor do mundo. Na casa de Pelé, Ronaldinho teve uma noite de rei!

Vale ressaltar ainda que a partida marcou o encontro de Vanderley Luxemburgo e Muricy Ramalho, os mais vitoriosos de Brasileirões, já que o técnico rubro-negro possui cinco títulos, enquanto o santista tem quatro. Alguma semelhança com o placar final da partida?

domingo, junho 26, 2011

O PESO DE UM CRAQUE

Por Danilo Silveira

Flamengo e Atlético/MG fizeram um duelo no Engenhão que podemos dividir em duas partes. Mas não esotu falando da dvisão feita através do tempo de 15 minutos, denominado intervalo. Estou falando do momento em que Ronaldinho Gaúcho apareceu. O jogo foi equilibrado, morno até o craque mudar o rumo da partida e o Flamengo ganhar por 4 a 1.

Nos minutos iniciais, o Galo aprtiu pra cimna, pressionou a saída de bola do Fla, que logo conseguiu equilibrar o duelo. Porém, a equipe da casa errava muitos passes, não conseguia ter um padrão tático definido. Ronaldinho hora ficava muito avançado, hora caía pelos lados, mas a movimentação não se encaixava e o time não conseguia fazer o jogo fluir, se mostrando fora de sintonia. Aos 23 minutos, Renato Abreu chutou com perigo e a bola passou à esquerda do gol de Renan Ribeiro. O jogo seguiu morno, nada de muito destaque acontecia. Aos 34, talvez a melhor chance do Galo; Guilherme Santos cruzou da esquerda e o seu xará, o atacante, pegou de primeira obrigando Felipe a trabalhar.

A segunda etapa começou e o Flamengo tentava chegar, mas foi o Galo quem abriu o palcar; Welinton rifou uma bola do campo defensivo, o Galo tomou a redonda e Luiz Antônio cometeu falta na intermediária. Bola alçada na área e Dudu Cearense cabeceou de costas, no canto esquerdo de Felipe para abrir a contagem. Tudo indicava que o Flamengo fosse ter muitas dificuldades para virar o jogo. Luxa lançou Negueba e Deivid nas vagas de Dasvid Braz e Vanderlwey. Aos 21 minutos, o lance que mudou a partida. Ronaldinho Gaúcho dominou na área, e emendou no canto esquerdo de Renan Ribeiro, marcando um golaço. A torcida inflamou, o craque se soltou, o Flamengo bailou e o Atlético olhouRonaldinho tocou para Thiago Neves que arriscou mas um atleticano cortou o chute, pouco depois, Ronladinho pegou sobra de cruzamento e chutou, mas a redonda passou à direita do gol. Dorival Junior, que havia tirado Daniel Carvalho e Magno Alves na volta do intervalo, para colocar Renan Oliveira e Neto Berola, dessa vez lançou Toró, na vaga de Giovanni Augusto. Aos 30, Negueba bateu cruzado da direita e Thiago Neves, embaixo de trave, empurrou a bola para dentrou do gol, virando a partida. A zaga atleticana se perdeu, aprecia nem sabe ronde estava nem o que estava fazendo. Ronaldinho abriu para Thiago Neves, que deixou Negueba na cara do gol, mas o jogador chutou nas mãos do goleiro. Em seguida, cruzamento da direita e Deivid, sem goleiro, cabeceou pra trás. Era visto um baile rubro-negro, com Ronaldinho Gaúcho dando arrancadas, fazendo jogadas de efeito e fazendo quem tinha se esquecido, lembrar que ele já foi eleito o melhor do mundo. Deivid se redimiu do gol perdido ao receber passe de Muralha, que entrou na vaga de Luiz AntÔnio (que fez boa partida), e chutar forte para ampliar. Em 25 minutos, um baile, um time como este que vos escreve gosta de ver. E para fechar a conta, Deivid completou cruzamneto de Léo Moura e deu números finais ao jogo: 4 a 1.

Sorte do Atlético/MG que o Flamengo só acordou nos minutos finais, pois se fosse nesse ritmo desde o começo, sabe-se lá quanto poderia ter acabado a partida.

segunda-feira, junho 20, 2011

SEM GOLS, SEM EMOÇÃO, SEM GRAÇA.

Por Danilo Silveira

Quando o Flamengo entrou no gramado do engenhão no último domingo, defendia um longo tabu: não perdia para o Botafogo em Campeonatos Brasileiros desde 2000. Virou rotina essas duas equipes empatarem freqüentemente, nos últimos anos, e ontem não foi diferente. Em um jogo fraco, feio, as duas equipes não saíram do 0 a 0, frustrando aqueles que foram ao estádio na esperança de ver um bom jogo.

Botinelli expulso e jogo equilibrado.

A partida começou e o Botafogo se organizava melhor em campo, com Maicosuel caindo pela direita, Everton e Cortês dando trabalho pela esquerda e Elkerson pelo meio. Enquanto isso, Diego Maurício atuava pela lado direito da ataque do Fla, Ronaldinho centralizado e Thiago Neves e Botinelli mais pelo meio. Chances de gol, quase nada. O Flamengo impedia que o Alvinegro jogasse bola, tamanha quantidade de faltas cometia a equipe de Vanderley Luxemburgo, principalmente com o Pitbull Willians. Na metade da primeira etapa, um lance que deu o que falar, pela esquerda da área do Bota. Botinelli foi ao chão, Cortês vinha próximo de carrinho e Jefferson acompanhava o lance. O árbitro da partida entendeu simulação e deu cartão amarelo para o argentino, que como já estava amarelado, recebeu o vermelho em seguida. A tendência era que o Botafogo partisse pro ataque, mas não. O Flamengo, com um a menos, ocupava bem o campo ofensivo, tentando envolver a equipe adversária. A melhor chance, porém, veio de bola parada, e o goleiro alvinegro fez boa defesa em cobrança de Thiago Neves. O tempo se passou e nada de gols.

Segundo tempo de dar sono.

No intervalo quatro mudanças: No botafogo Elkerson e Lucas Zen saíram segundo informações machucados e Bruno Thiago e Alex entraram, enquanto no Flamengo, Diego Maurício saiu e Luiz Antônio fez sua estréia. A panorama do jogo mudou e viu-se em campo um ataque (Botafogo) contra defesa (Flamengo). Só que o time que estava no ataque era insconstante, lento, sem criatividade e penetração, e assim, o jogo ficou chato. O Flamengo tinha no ataque um apagado, burocrático e vaiado pela torcida, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Com todos esses detalhes, o Ribro-Negro conseguiu se mais perigoso, e criou duas grandes chances. Primeiro, Willians deu belo lançamento para Luiz Antônio que livre, cabeceou mão para defesa tranqüila de Jefferson. Depois, R10 tocou para Thiago Neves, que serviu Willians; o volante deu lindo toque de calcanhar na saída de Jefferson e a bola saiu à esquerda da meta. O chove não molha do Botafogo gerou apenas um bom chute de Bruno Thiago, que Felipe esticou-se para pegar. Vanderley Luxemburgo demorou 40 minutos para perceber que algo estava errado, foi quando tirou R10 e Thiago Neves para as entradas de Negueba e Vanderley. Mas ali não havia tempo para mais nada e os poucos mais de 20 mil presentes devem ter se arrependido de terem se dirigido ao estádio Olímpico João Havelange em uma bela tarde de domingo.