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quinta-feira, agosto 13, 2015

CRISTÓVÃO BORGES: DESFAZENDO A CONFUSÃO QUE LUXEMBURGO DEIXOU NO FLAMENGO

Por Danilo Silveira

O Flamengo mudou. E mudou para melhor. Desde a saída de Vanderlei Luxemburgo e chegada de Cristóvão Borges, há cerca de dois meses, o Flamengo só vem melhorando o nível do futebol apresentado e, atrelando a isso bons resultados. Nas últimas seis partidas, o time venceu quatro, empatou uma e perdeu apenas uma, tendo apresentações de nível que dificilmente seria alcançado sob comando de Luxemburgo.

Além da melhora técnica e tática em geral, Cristóvão conseguiu dar ao Flamengo algo que o time parecia carecer: consciência. Contra o Atlético-PR, mais uma vez isso ficou nítido. Os jogadores parecem saber onde estão dentro de campo e porque ali estão. O time soube jogar marcando pressão, tentando roubar a bola rapidamente, como soube jogar com a primeira linha de marcação ofensiva na altura do meio-campo, impedindo assim a progressão adversária para o campo de ataque. Os jogadores do Flamengo hoje não se livram da bola de qualquer maneira, trocam passes com muito mais qualidade e não se afobam quando a marcação aperta. Parece ser o início de uma reconstrução do Futebol do clube. Não falo de resultados, vou além: falo de uma filosofia de jogo diferente da que vinha sendo implementada por Luxemburgo.

Aquela bagunça que Luxemburgo promovia e ainda parecia achar fazer parte do processo, hoje não mais existe. Luxemburgo parecia preocupado somente com a zona da confusão na tabela de classificação. Cristóvão, não. O Flamengo está distante da confusão na tabela e Cristóvão vem, dia após dia, desfazendo a confusão tática que Luxemburgo implementou naquilo que mais parecia um conjunto de onze cidadãos perdidos do que propriamente um time de futebol.


Sinceramente, quando Luxemburgo saiu do comando técnico, imaginava eu que o Flamengo demoraria muito mais que dois meses e meio para chegar ao nível que hoje se encontra. Cristóvão parece o principal responsável pela aceleração desse processo. Jogando da maneira a qual tem jogado desde o início do campeonato, seria o Flamengo um dos fortes candidatos ao título brasileiro. Ainda assim, é importante colocar os pés bem no chão e ter como principal meta nessa competição, não figurar entre os quatro últimos ao término da rodada. Se no futebol o céu e o inferno são pra lá de próximos, no Flamengo essa distância parece ser ainda mais curta. 

quinta-feira, outubro 30, 2014

QUANDO A SEDE POR VITÓRIAS SE SOBREPÕE A BELEZA DO JOGO PROPOSTO.

Por Danilo Silveira



Marca, Combate, Marca, Combate...quando tem a posse de bola a inspiração é muita pouca e sucumbe à correria. Corre, corre, corre, falta lucidez, falta toque de bola qualificado. Jogando em casa, três volantes são escalados. Futebol feio, pragmático, pouco admirável. Agora, possui uma vontade incrível, um empenho impressionante, o tal “sangue nos olhos” parece imperar nos onze que tem por incumbência vencer o oponente dentro das quatro linhas.

Os noventa minutos que separam o apito inicial e o apito final são de muito mais transpiração que inspiração. Se para alguns, o objetivo é fazer com que a inspiração ofensiva vença a marcação adversária, para Vanderlei Luxemburgo o objetivo é inverso: é fazer com que a sua marcação impeça que a inspiração adversária evolua dentro do gramado. O tal do “joga e deixa jogar” é substituído pelo “não deixo jogar e jogo na base da correria, não da inspiração”. Vence e convence a massa rubro-negra, carente de bom futebol apresentado pelos seus times recentes, que esse é o melhor método para se dirigir uma equipe de futebol.

Por lógica, deveria o Flamengo esbarrar, parar, nos melhores times do Brasil. Mas a lógica do futebol se diferencia da lógica das demais áreas da vida. E a lógica rubro-negra venceu Cruzeiro, Atlético/MG (duas vezes) e Internacional. O rubro-negro fanático, apaixonado, louco pelo seu time do coração, senta à frente da televisão ou nas cadeiras do Novo Maracanã, não para ver o time jogar bem, apresentar-se de forma brilhante; ele senta para ver o time ganhar, e mais nada. Se perder, sai reclamando da qualidade do time, se ganhar, sai comemorando, sem exercer qualquer comentário em relação à qualidade do futebol apresentado.

E a magia rubro-negra, espalhada por cada metro quadrado do Maracanã, é capaz de tornar o improvável, real. Um contra-ataque, onde há dois rubro-negros contra cinco alvinegros, transforma-se em penalidade máxima. Gabriel driblou dois adversários e foi derrubado pelo terceiro. Chicão estufou as redes: 2 x 0! E lá vai o Flamengo para Minas Gerais, carente por bom futebol, sedento pelo título. Carente de um treinador que preza pela beleza do futebol apresentado, mas que tem seu nome gritado pela massa, que pouco tem se importado com qualidade do futebol apresentado, se apegando ao resultado o qual o jogo acaba.

Quando se fala em futebol, em torcida, fica muito difícil separar a razão da emoção. E talvez seja mesmo melhor para o torcedor rubro-negro, deixar se levar pela emoção. Porque pela razão, fica muito difícil concordar com Vanderlei Luxemburgo à beira do campo, vestindo vermelho e preto. Fica difícil concordar que o Flamengo entre para um jogo no Maracanã com três volantes e termine esse mesmo jogo com quatro volantes, atuando igual um time pequeno, enquanto o adversário possui somente um volante entre os onze que em campo estão.

Talvez seja difícil analisar de forma fria quando se está no meio de uma competição. A sede pela vitória tem muitas vezes como resultado a não preocupação com a qualidade do jogo proposto. Isso eu já estou mais do que acostumado a ver. Aliás, não precisamos remeter a histórias muito antigas. Basta ver o desempenho da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo. Os rostos pintados de verde e amarelo, as bandeiras tremulando país afora e o sentimento dito nacionalista, contrastavam com uma equipe bisonha dentro de campo, abaixo da linha do aceitável. O Mineirão veio a ser o placo que devolveu aos brasileiros a consciência de que aquele time estava muito, mas muito aquém do que se imaginava: SETE A UM! E que o trabalho estava sendo desenvolvido de uma maneira equivocada, contribuindo e compactuando para o retrocesso do futebol brasileiro.


O mesmo Mineirão onde o Flamengo enfrentará, na próxima quarta-feira, o Atlético/MG, buscando garantir vaga na final da Copa do Brasil.

domingo, outubro 12, 2014

NA RAÇA, FLAMENGO DERROTA O LÍDER CRUZEIRO NO MARACANÃ

Por Danilo Silveira

Empurrado pelo seu torcedor e com uma atuação baseada na raça, o Flamengo conseguiu um belo resultado diante do poderoso e líder Cruzeiro, no Maracanã: 3 x 0. Não podemos dizer que o time de Vanderlei Luxemburgo teve uma atuação de gala, mas foi melhor do que em outros jogos recentes. 
Do outro lado, o Cruzeiro, mesmo levando em conta os desfalques de Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, deixou a desejar.

O primeiro tempo foi fraco, com as duas equipes pouco conseguindo criar na parte ofensiva. O único gol saiu em falha do zagueiro Dedé, que após cruzamento da direita, cortou mal, empurrando a bola para dentro das próprias redes. Fora o gol contra, a melhor chance foi cruzeirense, com Marcelo Moreno, que conseguiu errar o gol em cabeçada executada mais ou menos a dois metros do gol.

Veio a segunda etapa e o Cruzeiro voltou melhor, mais incisivo, pressionando, adiantando a marcação. E quando a equipe mineira estava em seu melhor momento no jogo, foi quando o Flamengo  decidiu o duelo. Canteros aproveitou falha dupla do zagueiro Manoel e do goleiro Fábio e chutou para o gol vazio. Pouco depois, Gabriel apareceu na área cruzeirense para completar cruzamento de Alecsandro e fechar  a conta.

Podemos dizer que o Flamengo jogou menos do que os 3 x 0 em cima do fantástico Cruzeiro sugerem. Mas, sem dúvida, uma vitória a ser muita comemorada; novamente a equipe consegue se afastar de maneira considerável do Z4. Para o Cruzeiro, o ônus da derrota pode ser minimizado, pois o São Paulo (vice líder até o início da rodada) também perdeu. O Inter venceu e assumiu a vice liderança novamente. Mesmo assim, o Cruzeiro ainda segue seis pontos na frente, faltando dez jogos para o término do campeonato.


Mesmo vivendo um período sem ser dos melhores em termos de resultados, acredito que o Cruzeiro vencerá o Brasileirão sem maiores sustos. Enquanto o Flamengo conseguirá não ser rebaixado sem maiores complicações. Porém, muita coisa deve ser revista na Gávea, para que em 2015 o Flamengo possa fazer um ano bem melhor. Para começar a revisão, digo que não manteria Vanderlei Luxemburgo, o atual treinador.  Para citar apenas um entre alguns motivos, digo que Luxemburgo, em 2011-2012,  para mim, foi o principal responsável pelo Flamengo não ter obtido resultados
melhores.

quinta-feira, abril 10, 2014

FLAMENGO ELIMINADO DA LIBERTADORES! VEXAME? POR QUE?

Por Danilo Silveira


Depois da derrota sofrida para o León ontem à noite no Maracanã, vi muitas pessoas classificando como um vexame ou algo do tipo a eliminação do Flamengo na Copa Libertadores da América. Tentei achar algum fato que sustentasse a tese de que tal eliminação pode ser considerada um vexame, mas confesso que não encontrei. Não ouvi da boca de nenhum flamenguista um argumento consistente, que me convença de que a eliminação do Flamengo tenha sido um vexame.

Se o quarteto de ataque do Flamengo fosse Bernard, Tardelli, Ronaldinho e Jô (quarteto fantástico do Galo campeão em 2013), se a dupla de volantes fosse Ralf e Paulinho (dupla do Corinthians campeão em 2012), aí sim eu poderia tentar classificar a eliminação como vexaminosa. Só que o cenário em que se encontra o time do Flamengo é outro, completamente diferente. Se o Flamengo goleasse o León por 5 x 0, com um show de bola, com o Muralha tendo uma atuação de gala na marcação, com o Gabriel fazendo chover e com os laterais Léo Moura e André Santos demonstrando um vigor físico invejável, aí eu classificaria a vitória como surpreendente.

Ontem, no Maracanã, não se teve surpresa. Já era esperado um jogo difícil, “encardido”, sofrido e uma classificação, caso ocorresse, poderia ser taxada de heroica. Heróica porque Léo Moura e André Santos voltavam de contusão e demonstraram nítida falta de ritmo de jogo. Heróica porque Elano, referência técnica da equipe, se arrasta em campo sofrendo com contusões. Heróica porque Luiz Antônio e Márcio Araújo não foram inscritos na Libertadores e Cáceres está machucado, fazendo o Flamengo ficar sem muitas opções de volantes (e a torcida precisando aturar a falta de atitude do Muralha, que pouco acrescenta ao time). Heróica porque Elias, destaque de 2013, foi embora e não temos um substituto à altura. Heróica porque o Flamengo não consegue repetir a escalação de um jogo para outro, porque as contusões dos atletas impedem. Heróica porque há algum tempo o Flamengo vive escravo de improvisações, para suprir à falta de condição de jogo de uma lista imensa de atletas. Heróica porque Hernane, iluminado e goleador, está fora de combate. Heróica porque você olha para o banco de reservas na segunda etapa e vê como solução para a falta de criatividade da equipe, Negueba e Nixon.

Deve-se aplaudir a entrega de Welinton contra o Emelec, a atuação esplendorosa de Samir ontem no Maracanã, a garra e vontade de Paulinho, que o ajudam a superar limitações técnicas. Deve-se comemorar o fato de Jayme de Almeida ser o treinador. Afinal, se tivéssemos ao banco de reservas Joel Santana ou Luxemburgo, sabe Deus de quanto o Flamengo perderia para o León na estreia, com um a menos quase o jogo inteiro. Porque se o técnico fosse Mano Menezes ou Dorival Júnior, talvez o Flamengo não tivesse o direito de disputar a Libertadores 2014 e teria boas chances de amargurar a disputa da Segunda Divisão.

A tendência do povo brasileiro, assim como a da imprensa esportiva do nosso país é classificar insucessos e derrotas como vexame. Não se deve analisar futebol como início e fim somente, porque existe um meio! E esse meio é cheio de nuances, peculiaridades, surpresas. Esse meio é composto por um escorregão do Samir, uma expulsão infantil do Amaral, um zagueiro sem ritmo de jogo escalado na lateral direita por falta de opção, um time do León arrumado. E assim por diante.

domingo, abril 06, 2014

61 FALTAS, 9 CARTÕES E UM ÁRBITRO PERDIDO DENTRO DE CAMPO.

Por Danilo Silveira

A atuação do árbitro Rodrigo Nunes de Sá no clássico de hoje entre Vasco e Flamengo foi uma vergonha para o estado do Rio de Janeiro e para o Brasil. Bisonha! Lamentável! Um absurdo o que esse cidadão fez no palco da final da próxima edição da Copa do Mundo. Em anos que acompanho futebol, acho que nunca vi um desempenho tão desastroso de um árbitro.  O espetáculo foi comprometido por conta de quem mais deveria passar despercebido em campo. Tudo começou quando ele deu um minuto de acréscimo no primeiro tempo. Deveria ter dado no mínimo uns 4, sendo que 6 não seria absurdo. Foram três atendimentos médicos a jogadores do Vasco.

Veio a segunda etapa e logo no início ele deu falta de Everton Costa em um jogador do Flamengo que vinha em velocidade para invadir a área. Falta que deve se discutir se foi para cartão amarelo ou vermelho, mas foi óbvio, evidente que o atacante vascaíno merecia ser punido com um cartão de alguma cor. Minutos depois, o mesmo Everton Costa cometeu uma falta normal, de jogo, e o árbitro resolveu expulsa-lo de campo com o segundo amarelo. Daí em diante, o valente (e violento) time vascaíno passou a abusar do direito de fazer cera, ajudado pelo árbitro, que perdido em campo, era conivente com o atraso na reposição de bola do time da Colina. Não foi incomum ver Rodrigo Nunes de Sá de costas para a bola, olhando para o lado contrário o qual se encontrava a jogada em disputa. Um verdadeiro show de horror proporcionado por esse cidadão, que deveria ficar algum tempo sem apitar esse esporte (talvez vôlei ou basquete seja a praia dele). Para complementar, 3 minutos de acréscimos na segunda etapa, que deveria ter no mínimo 7 (10 não seria absurdo).

Fora os lamentáveis incidentes oriundos do apito, tivemos um jogo de nível técnico baixo, com excesso de faltas e jogadas feias, que fogem daquilo que considero a prática do futebol em excelência. A lucidez do Douglas era nítida, o jogador que mais agregou tecnicamente ao espetáculo. A correria imposta por Negueba, Everton Costa, entre outros, foi válida, somatizando nos quesitos  vontade, entrega e disposição. Esses, totalmente válidos e necessários na prática desportiva. Mas faltou qualidade no futebol como essência, em jogadas bonitas, aplausíveis e encantadoras.

Resumindo, foram mais cartões (9!) que lançamentos bonitos, mais faltas (vendo pela arquibancada me pareceu que algumas das 61, segundo o scout do Globoesporte.com, o senhor do apito inventou) que tabelas envolventes. Por pouco Guinazu não acabou o jogo sem receber cartão amarelo, o que seria uma ironia do destino, quase como o Barcelona ganhar de 6 x 0 e o Messi não participar de nenhum gol.

Falei do talento de Douglas, mas também vale falar de Mugni. O argentino teve longe de fazer uma grande apresentação, mas seu toque de bola, sua maneira de conduzir a redonda e sua postura em campo me levam a crer que tem futuro e pode ser muito útil ao rubro-negro, carente de um camisa 10 a algum tempo.  Carente também de um primeiro volante de qualidade em 2014. O bom Amaral de 2013 deu lugar a um jogador atabalhoado, precipitado, que no primeiro tempo do jogo de hoje sofreu com as boas jogadas de Douglas.

Cabe ainda tecer altos elogios a Jayme de Almeida, o treinador que fez o melhor trabalho recentemente pelo Flamengo. Um futebol simples, feijão com arroz, atrelado a um jeito de falar simples e objetivo, em contraste com a arrogância e prepotência de alguns outros ditos professores sábios (não é, Luxemburgo?). Fez um Flamengo competitivo, forte, que muitas vezes joga mal (muito porque falta talento) e sofre com a escalação de muitos reservas (Elano, André Santos, Léo Moura e Hernane machucados). Outros tiveram a mesma chance que Jayme e pouco conseguiram acrescentar (não é mesmo, Dorival Júnior?). Futebol não se ganha no jeito de se vestir ou na forma rebuscada de falar (entendeu, Mano Menezes?). Muricy Ramalho passa longe de me agradar como técnico de futebol, mas uma vez falou uma frase interessante que ficou famosa: AQUI É TRABALHO! Jayme parece que entendeu bem! E o Flamengo é favorito ao título estadual em 2014. 

Que fique claro que não estou desmerecendo o time do Vasco, longe de ser encantador, mas que briga, luta, sua, se entrega. Aposentados com mais talentos que os titulares de hoje (valeu Felipe e Juninho) deram lugar a jogadores mais velozes, que conseguem somar mais ao time no aspecto físico (valeu Reginaldo e Everton Costa).


Por fim, que tenhamos um duelo melhor no próximo domingo (entenderam, Vasco e Flamengo?), com uma arbitragem melhor (entendeu, Rodrigo Nunes de Sá e FERJ).

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

INGRESSO COM PREÇO ABUSIVO = ESTÁDIO VAZIO: UMA SIMPLES MATEMÁTICA

Por Danilo Silveira

Foto tirada duante o 2º tempo de Flamengo x Madureira
Não pode o Flamengo jogar uma partida do Campeonato Carioca com 3.376 pessoas no estádio. Algo está errado, fora de sintonia. E o problema é de fácil constatação. O ingresso para um simples Flamengo x Madureira, em uma quarta-feira à noite, não pode custar abusivos R$ 60. Está fora do orçamento da maioria da população carioca, está fora da realidade em que vivemos no dia-dia.

Há vezes em que o baixo público é reflexo de uma fase ruim vivida por algum time, mas não é o caso. Tudo bem que não é de se esperar um público de 60 mil pessoas para um Flamengo x Madureira em uma quarta-feira à noite, mas 3.376 é muito pouca gente. Arrisco-me a dizer que muitos flamenguistas gostariam de estar no Maracanã em uma agradável quarta-feira à noite, para ver o seu time atuar, mas os fatores financeiros as impossibilitam. E os serviços prestados dentro do estádio acompanham os abusivos preços dos ingressos. Não pode um simples pacote da batata frita Ruffles ser vendido a R$ 7.

Dentro de campo os reservas do Flamengo não jogaram bem, mas conseguiram vencer o Madureira por 2 x 0, um gol contra e outro bonito gol de Negueba. Os seguidos triunfos em cima dos pequenos clubes do Rio de Janeiro não podem nem devem iludir o time, a comissão técnica e a torcida. A equipe do Flamengo não é ruim, mas passa longe de estar pronta. Precisa evoluir muito ainda para chegar nessa condição.

Elias faz muita falta. Ainda não foi encontrado alguém que o substitua à altura. Falta um camisa 10, Mugni e Carlos Eduardo ainda não deram conta do recado e Elano joga em outra posição, não se deve esperar que ele supra essa carência da equipe. O ponto alto é a defesa. Wallace e Samir estão muito bem e a zaga reserva (Chicão e Eraso) foi bem hoje.

No fim das contas, o que mais me impressionou não foi o jogo fraco entre Flamengo x Madureira, mas o preço dos ingressos e o público muito baixo: um reflexo do outro.

quinta-feira, outubro 24, 2013

UM NOITE DE (PROFUNDAS) REFLEXÕES NO MARACANÃ

Por Danilo Silveira


Se alguém, durante o primeiro semestre de 2013, dissesse que o Flamengo iria eliminar o Botafogo da Copa do Brasil, no segundo semestre, com uma vitória por 4 x 0, com direito a uma atuação excelente, infinitamente superior ao seu adversário, provavelmente seria tachado de maluco. Isso porque naquela circunstância, o Alvinegro de Oswaldo de Oliveira jogava um futebol envolvente, bonito, que estava dando resultado, como o título do Cariocão, com direito ao título dos dois turnos. Enquanto isso, o Flamengo de Dorival Júnior/Jorginho e um pouco depois Mano Menezes era um time infinitamente inferior ao seu rival.

O Brasileirão andou e as coisas mudaram. A entrada de Jayme de Almeida no Flamengo culminou com uma vertiginosa melhoria na forma de atuar da equipe e as perdas de Fellype Gabriel, Andrezinho e, principalmente Vitinho, enfraqueceram o Botafogo. A noite desta quarta-feira no Maracanã evidenciou como no futebol as coisas mudam muito de pressa.

O outrora forte candidato ao título brasileiro de 2013 foi massacrado por um time, até outro dia, forte candidato ao rebaixamento nesse mesmo campeonato. Seedorf caiu de produção e dá sinais nítidos de cansaço, Por que? Tem relação com a maratona de jogos, tão criticada pelos jogadores? E Mano Menezes? Por que não acertou o time do Flamengo? Deficiência do ex-treinador da Seleção Brasileira? Má vontade dos jogadores? E a venda de alguns jogadores no meio da temporada? Valeu a pena para o Botafogo? Não é certeza que o Botafogo estaria jogando melhor se ainda contasse com Fellype Gabriel, Andrezinho e Vitinho, mas acredito que as chances seriam bem maiores.

O futebol é um esporte que tem uma dose do “inexplicável”. Difícil entender por que o Chelsea eliminou o Barcelona em 2012 da Liga dos Campeões. Complicado explicar como a Seleção Brasileira fez 3 x 0 na Espanha na Copa das Confederações. Também é difícil explicar o 4 x 0 do Flamengo no Botafogo. Mas, seria pouco dizer que foi porque um time teve uma queda e o outro uma evolução. Isso me parece evidente. O x da questão é: Por que essa queda? Por que essa evolução? São reflexões importantes de serem feitas, para a melhoria do futebol brasileiro. Alguns botafoguenses culpam o Oswaldo de Oliveira, mas ele era o técnico na fase boa da equipe. Pode ele ter a sua parcela de culpa? Sim! Mas acho que não se pode depositar 100% da decepção nas costas dele. Como não se pode depositar 100% da melhoria do Flamengo nas costas do Jayme. Mas seria injusto não cita-lo ao comentar tal evolução.

Já passou da hora de tentarmos entender o futebol não apenas pelo resultado matemático final, isto é, quantos gols a equipe fez ou com quantos pontos ela terminou o campeonato. Claro que as vitórias e os pontos levam a equipe ao título. O time que faz mais pontos é o campeão e eles são adquiridos através de vitórias, logo, o mais importante é vencer. A frase anterior tem sim um sentido, mas analisa-la pura e simplesmente pode nos levar a equívocos, a juízos de valores mal feitos, a distorções.

No resumo da obra, tudo que o Botafogo fez de bom em grande parte de 2013 não pode ser jogado fora, assim como tudo de ruim que o Flamengo apresentou em boa parte do ano não pode ser esquecido. São fatores que precisam ser levados em conta para o planejamento de 2014. Reconhecer os erros, apontar os acertos e propor melhorias pode ser visto com um dos primeiros passos para um futuro de sucesso.

domingo, setembro 22, 2013

ACREDITO QUE A SAÍDA DE MANO MENEZES É BENÉFICA PARA O FLAMENGO

Por Danilo Silveira


No primeiro jogo após a saída de Mano Menezes, o Flamengo não saiu do 0 x 0 com o Náutico, na Arena Pernambuco. Dos dez pontos que a equipe nordestina soma na competição, quatro foram em cima do Flamengo. É provável que o Rubro-Negro venha a ser o único time a não vencer o Timbu no Brasileirão. No turno, derrota por 1 x 0.

A saída de Mano Menezes me parece benéfica para o Flamengo. Não sei ao certo quanto ganhava, mas acredito que um salário altíssimo. E Mano não estava conseguindo ser um bom treinador, não estava fazendo um bom trabalho. Um começo promissor se transformou em um meio confuso e irregular, com um fim muito ruim. Dizem que falta talento ao time do Flamengo e quando comento essa frase, gosto de dividir em duas respostas. Falta talento para se fazer um time do nível do Atlético/MG, Corinthians e Cruzeiro, por exemplo. No entanto, há outras equipes na competição que estão melhores posicionadas na tabela que o Flamengo, jogam um futebol melhor e que não necessariamente possuem um elenco do porte do Galo ou do Cruzeiro. Será que o Atlético-PR tem tantos jogadores bons assim que o Flamengo gostaria de ter no elenco? Será que o Elias e o André Santos não poderiam ser titulares no Furacão? Será que as peças do Goiás são tão melhores que as do Flamengo? Será que o Luiz Antônio, o Hernane e o Carlos Eduardo não poderiam ser úteis ao elenco goiano? Indagações, apenas indagações!

Voltando ao jogo deste domingo, durante a primeira etapa o Flamengo foi bem. Criou boas oportunidades, dominou a maior parte do tempo, mas faltou o gol. No chute de André Santos, Gideão salvou em cima da linha e em boa jogada de Paulinho, o goleiro novamente trabalhou. Foi em um chute de Martinez que se deu a melhor chance do Náutico, que parou em Paulo Victor.

Veio a segunda etapa e o Timbu melhorou, conseguindo sair um pouco da pressão rubro-negra. Porém, foi nos minutos iniciais que o Fla teve uma das suas melhores oportunidades, em chute de Elias, defendido por Gideão no canto esquerdo. Jayme de Almeida, que dirige interinamente o Flamengo, na minha visão, mexeu mal, sacanado Carlos Eduardo, que fez um primeiro tempo médio, para promover a entrada de Gabriel, que foi mal. O time perdeu organização, velocidade e força ofensiva. O 0 x 0 persistia, o tempo parecia passar depressa para o Flamengo, que precisava muito somar três pontos para ver mais distante o fantasma do rebaixamento. Para o Náutico, o empate também era ruim, mas acredito que os próprios jogadores e dirigentes do clube sabem que evitar a disputa da Série B em 2014 é um milagre que tange o impossível.

Nos acréscimos, Marcelo Moreno apareceu na área completando escanteio da direita e teve seu cabeceio defendido por Gideão, mas no rebote, Elias teve muito, mas muito perto de fazer o gol salvador, quase em cima da linha, mas conseguiu bater por cima. Elias, justo ele, um dos melhores jogadores do time, entrando para a categoria do Inacreditável Futebol Clube. Depois desse lance, só mesmo duas palavras para o encerramento do texto: QUE FASE!

domingo, agosto 18, 2013

FLAMENGO E SÃO PAULO FAZEM JOGO MOVIMENTADO, MAS SEM GOLS.

Por Danilo Silveira

Flamengo e São Paulo fizeram um bom jogo no Mané Garrincha, de duas etapas totalmente distintas. Na primeira, o Flamengo foi superior, jogou bem durante boa parte e esteve mais perto do gol do que o time são paulino. Já nos 45 minutos finais, a equipe comandada por Paulo Autuori foi melhor, inclusive criando mais chances do que o time rubro-negro havia criado nos 45 minutos iniciais.
Flamengo é melhor durante a primeira etapa.
Logo nos minutos iniciais, o Flamengo mostrou-se melhor dentro de campo. A equipe de Mano Menezes figurava mais na parte ofensiva, mas tinha dificuldades para criar contundentes chances de gol. O time esteve perto de abrir o placar quando André Santos cruzou da esquerda, mas Nixon não conseguiu alcançar no segundo pau, por poucos centímetros. Mas, a melhor chance rubro-negra aconteceu em cabeçada de Nixon no canto esquerdo, que Rogério Ceni salvou. Nos minutos finais do primeiro tempo, o São Paulo equilibrou a partida e chegou até a balançar as redes, mas o árbitro assinalou corretamente a mão de Aloísio, que levou cartão amarelo no lance.
Felipe pega pênalti e salva o Fla.
No início da segunda etapa, Mano Menezes tirou Nixon, que mostrou disposição e velocidade na primeira etapa, para colocar Paulinho na equipe, enquanto Paulo Autuori lançava Lucas Evangelista na vaga de Osvaldo. Mas, as substituições que mudaram de fato o jogo vieram em sequência, uma para cada lado. Enquanto Mano lançava Marcelo Moreno e tirava João Paulo, passando a jogar com dois centroavantes e colocando André Santos na lateral esquerda, Paulo Autuori tirava Aloísio para colocar Ademilson. E pouco tempo depois, Ademilson recebeu justamente nas costas de André Santos, pela ponta direita, mas parou em boa saída de Felipe. A mexida de Mano Menezes teve um efeito negativo, o Flamengo perdeu o meio-campo e a bola passou a não chegar com frequência e qualidade nos dois centroavantes. Já Ademilson, deu velocidade e qualidade à parte ofensiva do Tricolor. Em uma grande jogada, ele driblou Chicão, saindo na cara de Felipe, mas acabou finalizando para fora. E quando o relógio já marcava mais de quarenta minutos, o Tricolor Paulista teve um pênalti à seu favor. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou a infração em um choque na área entre Luiz Antônio e Lucas Evangelista. Rogério Ceni, que havia perdido os dois últimos pênaltis cobrados, não bateu dessa vez. Jádson cobrou no canto esquerdo e Felipe salvou o Rubro-Negro.
No geral, o São Paulo fez um bom jogo e se mantiver esse nível de atuação, muito provavelmente não ficará por muito tempo na incômoda zona de rebaixamento. Já o Flamengo, viveu altos e baixos durante 90 minutos. Um time que melhorou com a chegada de Mano Menezes, vai ganhando forma e hoje já é difícil de ser batido. Já são cinco jogos sem perder. As oscilações são comuns e devem permanecer por muito tempo, mas hoje o torcedor rubro-negro já não deve estar perdendo tanto o sono com a possibilidade de disputar a segunda divisão nacional em 2014.

quinta-feira, agosto 08, 2013

BOM SERIA SE O MAIOR DOS PROBLEMAS FOSSE O GOL DO LAURO

 
Por Danilo Silveira
Mais de quarenta e cinco minutos do segundo tempo passados, o Flamengo com um a mais em campo e em uma jogada de escanteio, o goleiro da Portuguesa, Lauro, faz de cabeça o gol de empate, tirando dois valiosos pontos do time rubro-negro. Talvez o impacto desse gol fosse menor se as perspectivas do Flamengo no ano fossem outras. Se tudo correr dentro do esperado, o Flamengo não vai ser campeão brasileiro nem vai para a Libertadores do próximo ano. Vai sim é disputar sua permanência na primeira divisão ponto a ponto com os concorrentes da parte de baixo da tabela. Não é pessimismo, tão menos torcer contra, é sim um preço que o clube está pagando pelo passado recente. Basta voltar um pouco no tempo para perceber isso.
Dia 6 de dezembro de 2009, maracanã lotado, em festa. Dezessete anos depois, o Flamengo voltava a conquistar o título do Campeonato Brasileiro, sob comando do técnico Andrade, com um time com grandes talentos como Adriano, Petckovic e Bruno, mas que apresentava grandes limitações.
A volta de Vagner Love em 2011 dava ao torcedor grandes esperanças e a Libertadores era um sonho possível. Mas, dentro de campo a equipe não apresentava o futebol dos melhores e mesmo ainda vivo na Libertadores, Andrade não suportou e foi demitido do cargo de treinador. Veio Rogério Lourenço e com ele a eliminação do torneio continental. Depois, veio Silas e a campanha no Brasileiro era tão desastrosa a ponto da palavra rebaixamento pairar sobre a Gávea, menos de um ano após o título da mesma competição. Com a missão de escapar da Série B, Vanderlei Luxemburgo foi contratado. Começou bem, cumpriu a missão de fazer a equipe permanecer na Primeira Divisão. No ano seguinte, Thiago Neves e Ronaldinho foram contratados e empurraram o time para o título estadual. Veio o Brasileiro e o título parecia altamente palpável. Só que no meio da competição, Luxemburgo perdeu a mão e começou a cometer erros atrás de erros. O time perdeu o padrão e a vaga na Libertadores parece ter caído do céu.
Para 2012, o Fla perdeu Thiago Neves para o Flu e começou a Libertadores sem maiores reforços. Porém, o maior de todos os problemas naquele momento era Luxemburgo, que começou com a mania de escalar o time de maneira defensiva. No jogo de estreia na Pré-Libertadores, o meio-campo era formado por Aírton, Luiz Antônio, Willians e Renato, com o talentoso meia-armador Bottinelli no banco de reservas. O defensivismo se tornou marca registrada do treinador, que  acabou demitido antes mesmo do início da fase de grupos da Libertadores. Há rumores de que foi preponderante a relação ruim entre ele e Ronaldinho Gaúcho. Falando no gaúcho (mineiro), não demorou muito para ele sair pela porta dos fundos, Ele forçou a recisão do contrato alegando não receber salários. Em meio a isso, Joel Santana substituía Luxemburgo e tentava melhorar uma equipe sem padrão. Foi prejudicado pela ausência de um tempo maior para treinamentos, já que a pré-temporada tinha sido realizada por Luxemburgo. O fato é que Joel foi muito mal e não demorou muito para ser eliminado da Libertadores (ainda na fase de grupos) e ser demitido. Do meio do ano em diante, o Flamengo apresentou algumas melhoras com Dorival Júnior, mas era muito difícil acreditar que jovens promissores como Adryan, Matheus, Luiz Antônio e Nixon estivessem prontos para aguentar o tranco. Mais uma vez a palavra rebaixamento era muito mais escutada do que título e mais uma vez o fim da competição fora das quatro últimas posições foi comemorado. Era a hora de rever tudo, olhar para trás e analisar todos os erros cometidos. Patrícia Amorim perdeu as eleições e Antônio Bandeira de Melo assumiu o cargo de Presidente do clube.
Para muitos, a esperança de uma nova era no clube. Como primeiro passo, o Presidente manteve Dorival Júnior, que fez sua pré-temporada sem muitos reforços de peso. Passaram cerca de três meses e lá estava Dorival sendo demitido, sob alegação de redução de custos. Será que não viram isso antes da Pré-temporada? Lá estava Jorginho assumindo um time que não tinha sido montado por ele. Mais uma vez o Flamengo dava para um treinador a oportunidade de fazer a pré-temporada e o demitia praticamente em seguida. De 2011 para 2012, foi com Vanderlei Luxemburgo e de 2012 para 2013, foi com Dorival Júnior. Jorginho teve vida curta no Flamengo. Em meio a um cenário de erros organizacionais da direção do clube, ele não conseguiu ter regularidade. O time até fez boas partidas, mas fazia outras terríveis. Foi demitido e pouco depois veio Mano Menezes para o cargo de treinador. Mano começou bem, mas não faz milagre. Carrega em suas costas um piano, onde as teclas são os erros dos três anos anteriores e o som que se ouve é de críticas da apaixonada torcida, que se acostumou a ver a falta de planejamento imperar. Mano está tendo um difícil trabalho e olha que está apenas começando. As perspectivas não são das melhores e pelo que parece, a torcida rubro-negra ainda vai sofrer muito com os erros do passado.
Tite, campeão da Libertadores e campeão mundial com o Corinthians, está no clube há cerca de dois anos e meio.
Cuca, vice-campeão brasileiro e campeão da Libertadores com o Atlético Mineiro, está há mais de dois anos no clube.
São dados que por si só podem representar pouco, já que ser campeão não significa que o trabalho foi bem feito pelo treinador, assim como não significa que um time não possa ter uma boa sequência com trocas sucessivas de treinadores. Mas, os dois casos acima são de dois treinadores que estão fazendo dois bons trabalhos, com equipes organizadas e entrosadas, que jogam junto há algum tempo.
Flamengo
2010 – Andrade, Rogério Lourenço, Silas e Vanderlei Luxemburgo
2011 – Vanderlei Luxemburgo
2012 – Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana e Dorival Júnior
2013 – Dorival Júnior, Jorginho e Mano Menezes.
Oito treinadores em menos de quatro anos. Em 2010, 2012 e 2013, o Flamengo teve nas mãos de pelo menos três técnicos. Em quatro anos, apenas Vanderlei Luxemburgo conseguiu começar e terminar o ano, que foi em 2011.
Desse histórico recente, pode-se concluir que há grandes possibilidades das contratações dos treinadores estarem sendo feitas de maneira equivocada ou as demissões desses treinadores estarem feitas de maneira errada.
Por fim, o gol do Lauro é o pior dos problemas?

terça-feira, julho 30, 2013

ELIAS MARCA NO FIM, TIRA O FLA DA ZONA DE REBAIXAMENTO E O BOTAFOGO DA LIDERANÇA

Por Danilo Silveira

Superior, Botafogo abre o placar.


Flamengo e Botafogo fizeram no último domingo, um clássico de dois tempos completamente diferentes. Na volta das duas equipes ao Maracanã, o resultado final foi o empate em 1 x 1. Nos 45 minutos iniciais o Botafogo foi muito superior, tendo grande atuação, comandada por Seedorf, que deu cobrou falta para Rafael Marques fazer 1 x 0 e em outra cobrança carimbou a trave de Felipe.  Além disso, o Botafogo criou outras oportunidades, como em contra-ataque rápido que terminou com chute para fora de Lodeiro. O fato é que o time alvinegro poderia ter ido para o intervalo com uma diferença de 3 ou 4 gols, que refletiria melhor o que foi a partida do que “apenas” 1 x 0. Para se ter uma ideia, aos 30 minutos de partida, o Glorioso havia finalizado 7 vezes, contra nenhuma de equipe comandado por Mano Menezes.

 
Superior, Flamengo empata nos acréscimos.

Para a segunda etapa, Mano Menezes lançou Luiz Antônio e Adryan, sacando Diego Silva e Gabriel. E o time melhorou. Acredito que não só por conta da atuação dos jogadores que entraram, mas de uma evolução tática do time inteiro e da mudança drástica de postura do time alvinegro. A equipe de Oswaldo de Oliveira parece ter esquecido no vestiário o futebol que apresentara na primeira etapa. E o Flamengo criava chances atrás de chances, com Adryan carimbando duas vezes a trave e Elias balançando duas vezes as redes de Jefferson, as duas com o gol sendo anulado pelo árbitro, com auxílio do bandeirinha. Uma delas, de forma correta, a outra em posição extremamente duvidosa. Em meio à superioridade do Flamengo, Oswaldo de Oliveira tirou Vitinho para a entrada de Renato, recuando a equipe. Mano lançou Hernane na vaga de Carlos Eduardo e por pouco o artilheiro do time no ano não empatou em bela dominada no peito e chute forte à esquerda do gol de Jefferson.  Próximo do apito final, Oswaldo lançou Lima na vaga de Lodeiro e Antônio Carlos no lugar de Gabriel. O fato é que o Botafogo, ao longo de todo o segundo tempo, pareceu estar cansado. A postura defensiva parecia um misto de superioridade física do Flamengo com “recuar, pois estamos vencendo”. Seja qual for a explicação, o fato é que a superioridade rubro-negra foi recompensada aos 49, quando Elias balançou as redes pela terceira vez, a primeira com o gol validado. Gol esse que impediu que o Botafogo assumisse novamente a liderança e tirou o Flamengo da zona de rebaixamento, empurrando para lá o Fluminense, atual campeão brasileiro.

segunda-feira, junho 10, 2013

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O BRASILEIRÃO

Por Danilo Silveira

Virtudes em Criciúma

Dos cinco jogos iniciais no Brasileirão, o Flamengo ganhou apenas 1. E pasmem, ganhou aquele que eu acho o mais difícil. Derrotou o Criciúma no Heriberto Hulse. E mais, ganhou jogando bem. Está certo que ainda na primeira metade da etapa inicial o atacante Fabinho foi expulso, deixando o time da casa com menos um, mas isso não tira o mérito rubro-negro. O time jogou bem, mostrou calma, organização e segurança, virtudes que atualmente são difíceis de ser ver no time do Flamengo. E agora? Mano vem? Muricy vem? Algum outro treinador está para chegar? Ou Jaime de Almeida vai ser efetivado? Dúvidas que devem desaparecer nos próximos dias.

Mais três pontos na conta do Glorioso

Não foi uma grande partida no Moisés Lucarelli, mas o resultado foi maravilhoso para o Botafogo. A equipe de Oswaldo de Oliveira venceu por 2 x 0, trouxe três pontos de Campinas e vai para a pausa para a Copa das Confederações com 10 pontos na tabela, em 15 disputados. O Botafogo é bom, é forte. Nos último três anos, com Joel Santana, Caio Júnior e Oswaldo de Olivera, respectivamente, o Glorioso bateu na trave e não conseguiu vaga na Libertadores. Em 2013, acho que enfim o Botafogo consegue sua vaguinha no almejado torneio Sul-americano.

Galo jogando como Galo


E a seca de vitórias do Galo foi espantada (eram seis jogos sem vencer). Jogando em sete Lagoas (o Independência está nas mãos da FIFA e será usado para treinamento na Copa das Confederações), a equipe do técnico Cuca foi bem, conseguiu fazer 2 x 0 e derrotar a dura equipe do Grêmio. A equipe voltou a ter a velocidade habitual, jogando em uma intensidade muito alta. Ronaldinho foi decisivo, converteu um pênalti e em um contra-ataque marcou o segundo também. Por sinal, vale lembrar que ontem o gaúcho completou 50 jogos com a  camisa do Galo. Após o jogo, ele foi informado sobre essa marca, disse que não sabia e falou que espera que venham mais 50 jogos com a camisa atleticana. Um casamento até então perfeito. Falando do Grêmio, trata-se sim de um time forte, mas não admiro tanto a forma da equipe jogar e não acho o trabalho de Vanderlei Luxemburgo dos melhores. Não consigo ver a equipe gremista lutando forte pelo título nesse Brasileirão, como muitos estão imaginando.

quinta-feira, maio 30, 2013

CENÁRIO DA BELEZA E DO CAOS

Com atraso de alguns dias, estou publicando o texto sobre o jogo entre Santos e Flamengo

Por Danilo Silveira


Domingo, dia 26 de maio, os holofotes do futebol brasileiro estavam voltados para Brasília, a capital do Brasil. Conhecido por ser o lugar da política, do poder, a cidade abria os portões para o esporte. Era dia de Flamengo e Santos duelarem no novo Mané Garrincha, estádio que vai receber a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. E mais: era dia da despedida de Neymar com a camisa do Santos. Além de um estádio maravilhoso, esperava-se também uma organização formidável, em todos os sentidos: facilidade no acesso ao estádio, pouca demora nas filas, infraestrutura de ponta.

Só que não! Por volta das 14h30, o que se via do lado de fora do Mané Garrincha, infelizmente, era um cenário caótico. Filas gigantescas para todos os lados e a sensação que algo tinha dado errado em termos estruturais. Torcedores que chegaram ao estádio por volta desse horário só conseguiram entrar instantes antes da partida. Isto é, torcedores ficaram na fila por mais de uma hora.

Depois de tanta espera, veio a recompensa. Os torcedores, santistas e flamenguistas (em sua imensa maioria flamenguistas) se depararam com um estádio maravilhoso. A sensação de chegar à parte interna do Mané Garrincha e ver o campo e as arquibancadas é fantástica. Dá um orgulho de ser brasileiro. Na hora bate um pensamento "Essa maravilha é nossa, foi feita por nós". Você acaba esquecendo por alguns instantes a desorganização e a falta de responsabilidade de autoridades.

Mas, tais problemas não podem nem devem ser esquecidos. E eles não se resumiram ao cenário caótico do pré-jogo. No intervalo, a fila de um dos banheiros femininos era gigante, uma das filas de compra de bebidas era "impraticável". Cenas que não devem ser vistas em nenhum estádio, mas que se tornam mais complicadas ainda em um estádio que está prestes a receber uma competição internacional, com turistas e mais turistas. Após a partida, saindo do estádio, mais um grande problema: a falta de iluminação. Na distância mais ou menos de 500 metros do Mané Garrincha, nos deparamos com um imenso terreno de grama, cheio de formigueiros e sem nenhum poste de iluminação por perto. Ou seja, os torcedores andavam na grama e precisavam desviar de formigueiros em um lugar onde não tinha iluminação. Não condiz com a beleza do estádio, não é mesmo?

Deixando um pouco de lado a parte organizacional da coisa, que deixou muito a desejar, dentro de campo Flamengo e Santos fizeram um jogo onde o placar não refletiu exatamente o que foi a partida, no sentido que o Flamengo foi infinitamente superior, esbarrando na sua ineficiência nas finalizações. Já o Santos, mostrou-se um time desorganizado e bagunçado. Sendo mais direto, o Santos mostrou-se um time ruim. Não me espantaria em ver o time da vila rebaixado ao final do ano. Já o Flamengo, parece estar no caminho certo, mas esse caminho ainda é muito longo.

domingo, março 31, 2013

ANÁLISE DA MÁ FASE RUBRO-NEGRA

Por Danilo Silveira

A análise dos jogadores do elenco do Flamengo atualmente deve ser feita usando um conhecido e velho ditado: nem 8, nem 80. O time do Flamengo não é tão ruim como andam falando por aí, mas também não é o ideal e está atrás de grandes clubes brasileiros, como Corinthians, Atlético/MG e Grêmio, por exemplo.

O Flamengo tem bons valores, como o goleiro Felipe, Léo Moura, González, Íbson, entre outros. Mas, o real problema é a fase em que alguns desses atletas, entre outros, se encontram. Léo Moura não consegue mais ser bom e decisivo como foi outrora. Íbson já teve seu tempo bom com a própria camisa rubro-negra, hoje em dia até esboça lampejos de bom jogador, mas não consegue uma sequência. Dizem que Elias foi bem no Corinthians, mas ele não vem bem no Flamengo. Carlos Eduardo talvez tenha sido importante para o Grêmio, mas ainda não se encontrou no Flamengo. Obviamente, a atuação individual dos jogadores são muito atrapalhadas por uma falta de padrão tático, que se dá muito pelo trabalho ruim realizado pelo Dorival Júnior. Acredito que o próprio Dorival reconheça que seu trabalho no Flamengo não foi bom.

Além dos fatores acima citados, o Flamengo sofre em algumas posições por falta sim de talento. Principalmente no ataque. Hoje, o time da Gávea tem apenas um centroavante no elenco: Hernane. É ruim? Não, não parece ser mau jogador. Hernane tem feito gols importantes, participado bem de algumas jogadas, mas o que acontece, é que outras equipes brasileiras estão muito fortes, então em um quadro comparativo, o Hernane fica desfavorecido. Hernane parece ser bom, mas não tanto quanto Fred, Damião, Barcos, Jô, entre outros que atuam em solo nacional. Rafinha e Nixon ainda são incógnitas. O primeiro fez bons jogos, mas ainda é muito cedo para qualquer avaliação mais profunda. Já o segundo tem ido muito mal, enfrentando dificuldades, talvez pela pressão.

No resumo da obra, o Flamengo tem um time médio (mas que vem jgoando um futebol horrível), com bons valores, mas ao mesmo tempo carências. É um time que deve enfrentar muitas dificuldades no Brasileirão. Apesar disso, não acho que o Flamengo esteja com um time fraco que justifique tanto sofrimento com os times pequenos do Rio de Janeiro. Mais do que os resultados negativos, o time não tem conseguido jogar bem, não se encontra em campo. Não atribuo culpa alguma ao Jorginho. Pelo menos não por enquanto. Foi o nome escolhido pela diretoria, então, simpatize ou não, os torcedores rubro-negros precisam ter paciência como o novo treinador.

Quanto ao futuro, acredito que não seja dos melhores. Título esse ano é algo que o time não deve nem sentir o cheiro. Se não sentir o cheiro da Segundona já me parece bom negócio!

domingo, março 03, 2013

BOTAFOGO VENCE FLA NO ENGENHÃO PELA PRIMEIRA VEZ E PEGA O VASCO NA FINAL DA TAÇA GUANABARA

Por Danilo Silveira


Depois de um duelo de dois tempos totalmente distintos, o Botafogo saiu vitorioso diante do Flamengo, credenciando-se assim para a disputa da final, contra o Vasco (que bateu o Fluminense no sábado), no próximo domingo. Vale lembrar que a vitória por 2 x 0 de hoje, onde os dois goleiros foram destaques, teve um sabor especial para os alvinegros, já que foi a primeira vez que o Glorioso derrotou o Flamengo no Engenhão. E semana que vem, novamente o time de Oswaldo de Oliveira poderá fazer história, já que nunca ergueu um troféu no Engenhão.

A primeira etapa foi toda dominada pelo Botafogo, que não demorou nem um minuto para abrir o placar. Em linda jogada, Júlio César trouxe da esquerda para o meio costurando por entre os marcadores rubro-negros, chutou no canto esquerdo de Felipe, que viu a bola tocar a trave antes de entrar. Vale ressaltar os dois esquemas totalmente distintos das duas equipes. O Botafogo usava quatro meias de armação (Fellype Gabriel, Andrezinho, Lodeiro e Seedorf), com Rafael Marques como atacante. Esquema esse que rendeu muita movimentação na primeira etapa, contando ainda com uma marcação avançada, que dificultava a saída de bola do Flamengo. Flamengo esse que atuava com três volantes (Ibson, Cáceres e Elias), que além de não darem conta de qualificar a saída de bola, não estavam conseguindo superar a velocidade do poder de frente alvinegro. Carlos Eduardo, aberto pela ponta esquerda, foi quase nulo, visivelmente fora de ritmo de jogo. Rafinha estava muito bem marcado pela direita e pouco criou, enquanto Hernane lutava bastante na frente, mas pouco conseguia. A superioridade do Botafogo não se refletiu em numerosas chances de gol, mas, em compensação, o Flamengo terminou a primeira etapa sem dar uma sequer finalização ao gol do mero expectador Jefferson.

Situação essa que se inverteu por completo na segunda etapa, quando o Flamengo foi superior. Dorival Júnior mexeu duplamente no intervalo, lançando Rodolfo na vaga de Carlos Eduardo (considerei boa mexida) e lançando Renato Abreu na vaga de Elias (não gostei dessa mexida. Por que não lançar o Cléber Santana ao invés do Renato? Por que não tirar o Ibson ou o Cáceres, ao invés do Elias?) Acabou que foi Renato Abreu responsável pelo primeiro arremate a gol, uma cabeçada bem defendida pelo goleiro Jefferson. Goleiro esse que foi um dos grandes responsáveis pela classificação alvinegra. A marcação avançada do Botafogo desapareceu, o Flamengo dominou territorialmente a parte ofensiva, mas não fez bom uso desse seu domínio. Bolas alçadas na área em sequência e poucas opções de jogadas ditavam o jogo rubro-negro. Em meio a isso, o Botafogo passou a tentar explorar os contra ataques. Ainda mais quando Cáceres saiu para a entrada de Gabriel e Vitinho entrou no lugar de Lodeiro. E o jovem alvinegro infernizou o sistema defensivo rubro-negro, com sua velocidade característica e bom domínio de bola. O Flamengo pressionava e na base da raça dava sinais que poderia empatar o jogo. A melhor chance poderia ter ocorrido após chute de Rodolfo, que Marcelo Mattos interceptou com o braço, mas o árbitro negou a penalidade, para mim, existente. Mas, o empate poderia também ter saído em cabeçada de Hernane, livre de marcação, mas Jefferson não só defendeu esse arremate, como usou o pé para defender o rebote, também executado por Hernane. O arqueiro alvinegro também defendeu muito bem um chute de Gabriel, de fora da área, no canto direito. Do outro lado, Felipe também trabalhava bem, como por exemplo, no lance onde defendeu um chute de Fellype Gabriel e o chute de Vitinho no rebote. Esse mesmo Felipe, nos acréscimos, foi para a área do Botafogo, tentar ajudar também na parte ofensiva, porém, o Botafogo quem se saiu beneficiado dessa história. Jefferson recolheu a bola, ligou o contra ataque de forma veloz e precisa e no fim das contas Vitinho chutou para o gol vazio, fazendo o segundo gol do finalista da Taça Guanabara.

 

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

CHUVA DE GOLS E DE ERROS NO ENGENHÃO COM VITÓRIA RUBRO-NEGRA

Por Danilo Silveira



Flamengo e Vasco fizeram um jogo movimentado nesta quinta-feira, no Engenhão. Os seis gols da partida (vitória de 4 x 2 para o Flamengo), talvez se expliquem pela grande quantidade de erros das duas defesas. Bola aérea na área do Flamengo era um Deus nos acuda, em contra partida, o Vasco deixava espaços gigantes em sua defesa e quando o Flamengo atacava em velocidade causava pânico nos torcedores vascaínos. A velocidade na troca de passes, com boa atuação de Elias, faziam do Flamengo o melhor time em campo e isso logo refletiu no placar, com a equipe de Dorival Júnior abrindo 2 x 0. Mas, logo em seguida o Vasco diminuiu, adivinha como: em jogada aérea e bonita cabeçada de Pedro Ken. Veio a segunda etapa e Dorival promoveu a entrada de Cléber Santana na vaga de Nixon, enquanto Gaúcho lançou Dakson no lugar do Jonh Cley. E não demorou muito para Cléber Santana ser notado em campo. Após boa jogada de Rafinha, ele acertou uma bomba de fora da área, marcando um golaço. Esse gol só não foi mais bonito do que o de que Rafinha anotou minutos depois, quando arrancou pelo meio, ganhou Dedé na corrida e completou na saída do goleiro vascaíno. Em festa, a nação rubro-negra começou a gritar olé  e a vitória parecia que seria fácil. Porém, Dakson acertou um bonito chute de fora da área para diminuir. Thomás não entrou bem na vaga de Rafinha e o Flamengo começou a ver o que parecia uma goleada se transformar em um jogo muito perigoso. Felipe apareceu de forma providencial para defender um chute cruzado da ponta esquerda, salvando o Flamengo. O Vasco começou a pressionar, o Flamengo perdeu força ofensiva e o final de jogo não foi lá dos mais tranquilos para a equipe rubro-negra. O jogo de ontem deu alguma esperança ao torcedor rubro-negro, que viu um time mais veloz em campo do que o habitual com Dorival Júnior. Um time mais objetivo, demonstrando mais qualidade, fazendo bonitos gols, porém, com graves erros na parte defensiva. Já o Vasco não foi bem, mostrou muitas fragilidades. A verdade é que hoje, analisando como time, o Botafogo está muito na frente de Vasco e Flamengo na briga pelo título estadual.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

FLAMENGO 1 X 0 VOLTA REDONDA - ANÁLISES DOS JOGADORES RUBRO-NEGROS.

Por Danilo Silveira



Felipe - Pouco foi exigido. Fez uma boa defesa na primeira etapa e em outros lances contou com a sorte da pontaria dos jogadores do Voltaço não estarem das melhores.

Léo Moura - Talvez nunca mais vejamos aquele Léo Moura veloz, rápido e decisivo de anos atrás. Mas, o jogador ainda pode ser útil ao time. Hoje, fez uma boa partida, aparecendo bem no ataque.

González - Não "brinca em serviço". Gosta muito de dar chutões, até mesmo quando não se faz necessário. Tem demonstrado segurança e é muito importante para a zaga rubro-negra.

Renato Santos - Parece ser daquele tipo de zagueiro discreto, que não aparece fazendo grandes jogadas, mas demonstra segurança e não costuma comprometer. Assim resume-se sua atuação.

João Paulo - Não precisou ser brilhante para apresentar-se melhor do que Ramon apresentou-se em 2012 com a camisa do Flamengo. Quase abriu o placar em uma boa cobrança de falta defendida pelo goleiro adversário.

Cáceres - Demonstra ter potencial para ajudar muito o Flamengo no ano. Parece que ainda está fora da forma ideal, foi lento na marcação em alguns momentos e no ataque pouco acrescentou.

Íbson - Demonstrou bastante vontade, correu por várias áreas do campo, foi muito participativo, mas demonstrou deficiência no quesito passe.

Cléber Santana - Entrou na vaga de Íbson e foi discreto em campo.

Elias - Não fez uma estreia brilhante, mas não foi mal. Foi bem participativo no meio campo e em sua melhor jogada deu uma bela enfiada de bola para Rafinha, que perdeu o gol.

Renato - Entrou na vaga de Elias nos minutos finais e pouco participou do jogo.

Nixon - O pior do Flamengo em campo. Errou demais, mostrou muitas limitações, inclusive perdendo uma excelente chance de gol.

Thomás - Entrou na vaga de Nixon e foi melhor que seu companheiro. Jogando pela ponta esquerda, deu trabalho ao sistema defensivo adversário, imprimindo velocidade às jogadas de ataque.

Rafinha - Foi o melhor jogador do time na primeira etapa, sendo bastante incisivo. Na segunda etapa, caiu muito de rendimento, errando jogadas em sequência.

Hernane - Oscilou demais dentro do jogo. Perdeu duas ótimas chances de gol e se afobou em algumas jogadas. Por outro lado, teve horas em que mostrou habilidade para jogar saindo da área e teve oportunismo para marcar o gol da vitória no apagar das luzes.

Dorival Júnior - Percebe-se melhoras do Flamengo do fim de 2012 para o começo de 2013, principalmente na velocidade de jogo imposta, com dois pontas e um centroavante. Apesar disso, está muito longe do ideal e ainda acredito que o treinador do Flamengo esteja bem ameaçado no cargo.

Volta Redonda - Deu trabalho ao Flamengo. Se defendeu mais do que atacou, mas levou bastante perigo em investidas na parte ofensiva. O grande problema da equipe de Alfredo Sampaio foram as finalizações mal executadas.

domingo, outubro 14, 2012

GOLEIROS SE DESTACAM E FLAMENGO E CRUZEIRO EMPATAM NO ENGENHÃO

Por Danilo Silveira



Neste sábado chuvoso no Rio de Janeiro, Flamengo e Cruzeiro fizeram um duelo corrido, movimentado, com os dois goleiros se destacando e ajudando suas equipes a não saírem derrotadas do Engenhão. O empate em 1 a 1 acabou refletindo fielmente o que aconteceu dentro das quatro linhas durante 90 minutos.

Fla começa melhor, mas cede empate e cai de produção

Mesmo que distante, o fantasma do rebaixamento ainda assombra a Gávea. Buscando três pontos para melhorar sua condição na tabela, o Flamengo começou o jogo pressionando a equipe comandada por Celso Roth. A primeira chance destacável aconteceu em uma cabeçada de Renato Santos após escanteio cobrado da direita, mas a bola não teve o endereço do gol. Mas, as redes cruzeirenses não demoraram a ser estufadas. Aos 10 minutos, Ramon cruzou da esquerda, Vágner Love ajeitou meio sem jeito com o braço, o árbitro nada assinalou e Liédson completou para as redes: 1 a 0 para o Rubro-Negro com um gol irregular. Os donos da casa faziam uma boa partida, dominando um Cruzeiro que não se encontrava em campo. Mas, aos 18 minutos, veio o fato que transformou a partida. Contra ataque cruzeirense, Martinuccio recebeu na esquerda e cruzou para Everton, que por conta de uma falha defensiva grotesca do Flamengo, estava livre para cabecear e empatar. O gol fez muito bem para os mineiros e mal aos cariocas, que caíram de rendimento no jogo. Aos 31, a virada poderia ter acontecido, mas Felipe apareceu para salvar duas vezes chutes do argentino Montillo, de frente para o gol. Aos 38, novo contra ataque cruzeirense e após cruzamento da direita, Martinuccio cabeceou mal, perdendo a chance de colocar seu time em vantagem. Antes do término da primeira etapa, o Flamengo acabou perdendo Léo Moura, que saiu contundido para a entrada de Adryan.

Equipes criam chances, mas placar segue inalterado até o fim

E a substituição forçada de Dorival Júnior acabou melhorando o Flamengo. Adryan pela esquerda e Welington Silva pela direita eram boas opções de ataque para o time carioca. Aos 2 minutos, Adryan ajeitou para Ramon, que bateu de fora, mas sem o endereço do gol. Aos 8, Celso Roth mexeu pela primeira vez, tirando o sumido Willian Magrão e promovendo a entrada de Charles. Os minutos foram se passando e o jogo foi ficando corrido, aberto, com boas chances de gol. Aos 17, novamente um contra ataque cruzeirense levou perigo. Anselmo Ramon ganhou de Renato Santos no meio, abriu na direita para Montillo, que bateu de primeira e novamente parou no goleiro Felipe. A resposta rubro negra veio de forma instantânea. Cléber Santana deu bela enfiada de bola para Vágner Love na ponta esquerda da área, mas o atacante bateu rasteiro, cruzado e fraco, para boa defesa de Fábio. Aos 20, o árbitro deixou de assinalar uma infração para o Flamengo. Bola na área do Cruzeiro e Ceará atrasou de letra para Fábio, que utilizou as mãos, quando não poderia. Os dois técnicos continuaram com suas mexidas, procurando armas para vencer o jogo. Dorival lançou Luiz Antônio e Wellington Bruno, nas vagas de Aírton e Íbson, enquanto Celso Roth colocou Diego Renan na vaga de Everton. E o Flamengo balançou as redes novamente aos 38, mas o árbitro anulou o gol de forma equivocada. Escanteio cobrado da esquerda, após o desvio, Liédson, em posição legal, empurrou para as redes, mas o impedimento foi assinalado. Vamos fazer de conta que o árbitro compensou o gol irregular do Flamengo que tinha sido validado na primeira etapa. E os minutos finais do jogo foram de pressão do Flamengo. O lance que levou mais perigo ocorreu aos 47, quando Wellington Bruno tabelou com Liédson e chutou forte de longe, para boa defesa de Fábio.

Com o empate, o Cruzeiro encontra-se em uma posição confortável na tabela em termos de rebaixamento e com pouquíssimas chances de chegar à Libertadores. Já o Flamengo, segue com o alerta ligado, mas com uma boa margem da temida zona do rebaixamento.

segunda-feira, setembro 24, 2012

COM DOSES DE SOFRIMENTO, FLA VENCE ATLÉTICO/GO E ACABA COM SECA DE VITÓRIAS

Por Danilo Silveira

Depois de sete jogos, o Flamengo conseguiu reencontrar o caminhos das vitórias. Para variar, o time não jogou bem, mas saiu com os três pontos os quais precisava urgentemente. Diante do lanterna Atlético/GO, Dorival JR promoveu a estreia do meia Cléber Santana, mas, para isso, não abriu mão dos três volantes, que se tornaram constantes em seu time. Só que no caso do Flamengo, jogar com três volantes não é sinônimo de ter um sistema defensivo sólido. A fraqueza e os buracos encontrados na defesa rubro-negra se repetiram e o Atlético/GO abriu o placar no início do jogo, com gol de Joílson. Analisando o nome do estádio (Serra Dourada), pode-se dizer que o Flamengo jogava fora de casa, mas olhando-se para as arquibancadas, pode-se dizer que o Rubro-Negro carioca estava em casa, por ter a maioria da torcida a seu favor. E essa imensa torcida vibrou ainda na primeira etapa, quando Cléber Santana fez uma bela jogada, tabelou com Vágner Love e chutou para estufar as redes atleticanas. Gol de estreante, gol para aliviar um pouco os corações dos flamenguistas, que atualmente andam mais sofrendo que vibrando.

Veio a segunda etapa e Dorival continuou com sua proposta medrosa de jogar com três volantes. Liédson entrou na vaga de Adryan e somente por volta dos 15 minutos, Botinelli entrou na vaga de Cáceres. E o gol da vitória estava próximo. Cléber Santana tocou para Vágner Love na ponta esquerda, o artilheiro foi veloz e esperto para ganhar a bola do seu defensor e cruzar na medida para Liédson estufar as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Nos 20 minutos finais do jogo, o Flamengo dominou por completo as ações. O Atlético/GO parecia entregue em campo, sem poder de reação, dando espaços na defesa. O Flamengo poderia ter ampliado o placar por algumas vezes. Botinelli sofreu falta fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Vágner Love cobrou no canto direito e Márcio defendeu. Minutos depois, Wellington Silva fez bela jogada pela ponta direita da área e cruzou na medida para Vágner Love, que a dois metros do gol, sem goleiro, conseguiu acertar o travessão, entrando para a galeria do Inacreditável Futebol Clube. Na atual fase, tudo é sofrido para o Flamengo. E o fim da seca de vitórias também foi assim. A frase "quem não faz leva" pode ter começado a incomodar a cabeça dos rubro-negros nos minutos finais. E já nos acréscimos, Felipe apareceu para defender uma cabeçada e concretizar a vitória rubro-negra.

Quarta-feira, o Flamengo enfrenta o Atlético/MG, no Engenhão, em partida atrasada. Analisando a bola que as duas equipes tem jogado, afirmo que o time mineiro é favorito. Acredito em vitória do Galo, mas não seria uma zebra a vitória rubro-negra.

quinta-feira, agosto 16, 2012

COM UM A MENOS, FLAMENGO É DERROTADO PELO PALMEIRAS POR 1 A 0

Expulsão de Íbson prejudica equipe carioca e gol de Barcos garante vitória do Verdão

Por Danilo Silveira


Embalado por duas vitórias consecutivas, o Flamengo foi até a Arena Barueri, nesta quarta-feira, enfrentar o Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil, que freqüentava a zona de rebaixamento do Brasileirão. E a vitória por 1 a 0, não só tirou a equipe de Felipão da zona da degola, como freou uma arrancada rubro-negra.

Logo nos minutos iniciais, o jogo se desenhou muito pegado e corrido. O Palmeiras tentava adiantar a marcação e impedir que o Flamengo ficasse muito tempo com a bola nos pés. O goleiro Felipe trabalhou pelo menos duas vezes para evitar que o placar fosse movimentado. Primeiro, ao sair nos pés de Barcos, que tinha recebido belo lançamento de Marcos Assunção nas costas do zagueiro Marllon. E depois, em chute de Valdívia, pela ponta direita. Como resposta, o Flamengo conseguiu assustar em um chute colocado de Negueba, que passou à esquerda do gol. O jogo também se desenhava muito faltoso. E foi em duas desssas faltas que o Flamengo viu o seu jogo altamente comprometido. Íbson cometeu uma infração aos 8 minutos e outra aos 28, tomando dois cartões amarelos e conseqüentemente o vermelho, sendo expulso de campo. Como se não bastasse a desvantagem no número de jogadores, o Flamengo viu o palmeiras abrir o placar aos 33 minutos. Artur recebeu pela ponta direita, bateu cruzado, Felipe espalmou mal e o perigoso atacante Barcos foi oportunista para empurrar para as redes. Daí até o fim do primeiro tempo, o Palmeiras dominou o jogo, apertou a marcação, deu poucos espaços para o Flamengo e parecia perto do segundo gol. O Flamengo aparentava ter sentido demais a expulsão de Íbson e pouco conseguia no campo ofensivo. Mesmo atrás no marcador, o Flamengo viu o intervalo chegar em boa hora.

Para a segunda etapa, o time carioca voltou sem mudanças, enquanto o Palmeiras voltou com Márcio Araújo na vaga de Marcos Assunção. O time paulista continuou com o estilo de jogo implementado na primeira etapa, marcando muito forte e tentando reduzir os espaços do adversário. O Flamengo retornou melhor do que acabou o primeiro tempo, diminuindo a superioridade do Palmeiras. Mas ainda era muito pouco e o goleiro do Bruno, continuou tendo pouco trabalho. Vale ressaltar que com menos de um minuto da segunda etapa, o jogo poderia ter ficado empatado no número de jogadores para cada lado. Thiago Heleno deu uma forte entrada em Negueba, colocando a sola da chuteira na coxa do atacante rubro-negro, mas acabou recebendo apenas o cartão amarelo pela infração. Barcos teve duas chances para ampliar, em dois chutes próximos da meia-lua. Os dois passaram perto do gol, um à direita e outro à esquerda. Dorival Júnior resolveu mexer na equipe e promoveu a estréia de Fernandinho na equipe profissional do Flamengo. O garoto entrou na vaga de Thomas e pouco conseguiu em meio à forte marcação adversária. Os minutos se passavam e era difícil imaginar que o Flamengo pudesse reverter o placar da partida. Dorival ainda lançou Mattheus na vaga de Renato Abreu e Deivid na vaga de Negueba, mas pouco adiantou. Felipão fez sua segunda mudança, lançando Fernandinho na vaga de Mazinho. Sendo assim, tínhamos em campo dois jogadores de mesmo nome, vindos do banco de reservas. E o Fernandinho que vestia camisa verde teve perto de ampliar o placar, mas acabou batendo por cima. A última substituição na partida foi Obina na vaga de Barcos, o autor do gol. E antes do apito final, o Anjo Negro ainda apareceu na área e tentou cavar uma penalidade, para cima do zagueiro Welinton. O árbitro nada assinalou e o Palmeiras acabou vencendo por um magro 1 a 0, que garantiu a saída da equipe da zona de rebaixamento. Já o Flamengo, segue na parte intermediária na tabela. Vale ainda ressaltar que o excesso de faltas fez o duelo terminar com um número abusivo de cartões aplicados: 14.