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domingo, maio 08, 2016

COM NENÊ E MURICY COMO HERÓIS, VASCO CONQUISTA O ESTADUAL 2016, QUE ESCANCAROU A FRAGILIDADE ATUAL DO FUTEBOL CARIOCA

Por Danilo Silveira

Se em 2015 o herói do título estadual do Vasco foi Vanderlei Luxemburgo, que com um Flamengo muito superior em termos de talento em mãos, não conseguiu dar minimamente um padrão tático ao Rubro-Ngero e acabou eliminado pelo cruzmaltino, em 2016 a dupla Nenê-Muricy Ramalho foi a grande responsável pelo bicampeonato do Gigante da Colina. O primeiro conseguiu a proeza de não conseguir fazer jogar de forma minimamente organizada, um dos melhores elencos recentes da história do Flamengo, enquanto o segundo foi líder e referência técnica do Vasco dentro das quatro linhas.

Muricy Ramalho conseguiu superar a incompetência de Luxemburgo em 2015. O elenco Rubro-Negro desse ano é superior ao de 2015, enquanto o do Vasco em 2016 é inferior ao Vasco de 2015, que tinha Dagoberto e Gilberto.

E quando o assunto é o Cariocão 2016, difícil é achar coisa boa para se comentar. Além de Muricy Ramalho, temos outras coisas constatadas, que não agregam positividade para o futebol bem jogado. Talvez a partida derradeira tenha sido o reflexo de todo o campeonato. Vasco e Botafogo fizeram um duelo horroroso, abaixo da linha do patético, que não merecia ser final nem de campeonato de pelada, quanto mais de um campeonato estadual, o que escancara ainda mais o péssimo trabalho de Muricy na Gávea.

Para quem não teve a oportunidade de assistir ao jogo, aconselho a NÃO ver o VT, pois seria um total desperdício de tempo, pois o futebol jogado foi muito pouco. Aliás, literalmente. Quando estávamos nos acréscimos, a Rede Globo mostrou a estatística de bola em jogo, que apontava 48% de bola rolando e 52% de bola parada. Isso mesmo! A bola ficou mais tempo parada que em jogo. A Fifa recomenda que o jogo tenha em média 2/3 do tempo de bola rolando. Talvez, a bola tenha rolado tão pouco pela quantidade abusiva e desrespeitosa de faltas, que extrapolou  limite do número 50. Uma delas, que curiosamente foi mal marcada pelo árbitro, acabou sendo alçada na área por Nenê e cabeceada para o fundo das redes pelo zagueiro Rafael Vaz. O gol do título cruzmaltino.

Aliás, podemos destacar que o Botafogo foi superior na maior parte do confronto disputado, apesar de não ter levantado o caneco. Talvez Ricardo Gomes seja um dos poucos personagens do Cariocão que mereça algum tipo de elogio. Talvez seja ele a peça mais importante que o Botafogo precise manter para a disputa do Brasileirão, campeonato onde parece ter como principal objetivo, fugir do rebaixamento.

Lembro-me que em 2015, quando o Vasco foi campeão, escrevi nessa página que não ser rebaixado no Brasileirão era grande negócio para o cruzmaltino. Parecia loucura dizer isso de um time recém-campeão, mas o fato é que o Vasco acabou caindo. Pois dessa vez, digo que a tendência é o Vasco retornar para a Primeira Divisão sem maiores sustos. Mas digo também que Jorginho passa longe de representar aquilo que penso sobre futebol, e que seu trabalho no Vasco não é dos melhores.

No entanto, em Terra de Muricy, quem tem Jorginho é rei!

domingo, maio 03, 2015

APÓS 12 ANOS, VASCO VOLTAR A GRITAR "É CAMPEÃO" NO RIO DE JANEIRO

Por Danilo Silveira

A espera acabou! Depois de 12 anos de seca, o Vasco pode enfim voltar a comemorar um título carioca. Depois de eliminar o incompetente Flamengo de Vanderlei Luxemburgo na semifinal, o time de São Januário desbancou o Botafogo (que jogava por dois empates) na grande final, vencendo as duas partidas.

O time do Vasco passa longe de ser um time brilhante, mas apresentou interessantes virtudes nos jogos decisivos da competição. Doriva conseguiu dar um padrão à equipe, começando por um sistema defensivo sólido, difícil de ser vazado. Contudo, não cabe dizer que o time jogue retrancado. Talvez seja o grande trunfo do comandante vascaíno: atacar com boa intensidade sem expor o time defensivamente.

O primeiro gol no Maracanã nesse domingo saiu justamente em um lance que o Vasco pressionou a saída de bola do Botafogo até rouba-la de Marcelo Mattos. Na sequência, Guiñazu serviu Rafael  Silva, que foi muito feliz em bela finalização de canhota. O primeiro tempo que tendia ao 0 x 0, portanto, terminou com vantagem vascaína. Como havia vencido o jogo de ida, o time da colina jogava pelo empate, ou seja, precisava o Botafogo de dois gols para ficar com o título.

Durante a segunda etapa o Botafogo até tentou aumentar a intensidade ofensiva, mas era muito difícil entrar na defesa vascaína. René Simões até lançou Diego Jardel na vaga do discreto Tomas, no entanto, não muito adiantou e a equipe seguiu sem criar muitas chances. E nas esporádicas oportunidades, Martin Silva dava conta do recado. Se já havia defendido bem um chute de Bill na primeira etapa, teve boa participação em cruzamento de Carleto da ponta direita que se transformou em finalização.

Analisando-se o contexto do duelo, era plausível acreditar que o Vasco terminaria os 180 minutos da final sem sofrer gols, assim como fez nos 180 minutos da semifinal. Mas, a final precisava de um retoque de emoção. Em uma das raras vezes em que conseguiu envolver a zaga adversária, o Botafogo empatou com Diego Jardel. O relógio marcava 29 minutos! Isto é, tinha mais de quinze minutos o Botafogo para fazer um gol e levar a decisão aos pênaltis.

Se o que se esperava era uma pressão louca do Botafogo em busca da virada, o que se viu em campo foi diferente. O Vasco conseguiu, com sabedoria, não se encolher, avançando a marcação e ainda tentando explorar a velocidade no contra golpe. O prêmio foi além da manutenção do resultado. Nos acréscimos, Gilberto chutou cruzado para dar a vitória ao campeão carioca de 2015.


O título vascaíno serve para dar ânimo extra para um time que está sendo montado para uma temporada que parece ser muito difícil. Que os vascaínos consigam “utilizar” essa conquista da melhor maneira possível: sabendo que o time é inferior a muitos times de Série A, mas sabendo também que o time tem boas chances de não passar sufoco na parte de baixo da tabela no Brasileirão. Título ou classificação para a Libertadores parece uma missão muito difícil, mas terminar o ano na Série A sem sustos e campeão estadual parece uma ideia bem interessante. Quanto ao Botafogo, cabe dizer que o time parece mais que pronto para encarar a Série B e voltar à elite do futebol nacional em 2016.

domingo, abril 06, 2014

61 FALTAS, 9 CARTÕES E UM ÁRBITRO PERDIDO DENTRO DE CAMPO.

Por Danilo Silveira

A atuação do árbitro Rodrigo Nunes de Sá no clássico de hoje entre Vasco e Flamengo foi uma vergonha para o estado do Rio de Janeiro e para o Brasil. Bisonha! Lamentável! Um absurdo o que esse cidadão fez no palco da final da próxima edição da Copa do Mundo. Em anos que acompanho futebol, acho que nunca vi um desempenho tão desastroso de um árbitro.  O espetáculo foi comprometido por conta de quem mais deveria passar despercebido em campo. Tudo começou quando ele deu um minuto de acréscimo no primeiro tempo. Deveria ter dado no mínimo uns 4, sendo que 6 não seria absurdo. Foram três atendimentos médicos a jogadores do Vasco.

Veio a segunda etapa e logo no início ele deu falta de Everton Costa em um jogador do Flamengo que vinha em velocidade para invadir a área. Falta que deve se discutir se foi para cartão amarelo ou vermelho, mas foi óbvio, evidente que o atacante vascaíno merecia ser punido com um cartão de alguma cor. Minutos depois, o mesmo Everton Costa cometeu uma falta normal, de jogo, e o árbitro resolveu expulsa-lo de campo com o segundo amarelo. Daí em diante, o valente (e violento) time vascaíno passou a abusar do direito de fazer cera, ajudado pelo árbitro, que perdido em campo, era conivente com o atraso na reposição de bola do time da Colina. Não foi incomum ver Rodrigo Nunes de Sá de costas para a bola, olhando para o lado contrário o qual se encontrava a jogada em disputa. Um verdadeiro show de horror proporcionado por esse cidadão, que deveria ficar algum tempo sem apitar esse esporte (talvez vôlei ou basquete seja a praia dele). Para complementar, 3 minutos de acréscimos na segunda etapa, que deveria ter no mínimo 7 (10 não seria absurdo).

Fora os lamentáveis incidentes oriundos do apito, tivemos um jogo de nível técnico baixo, com excesso de faltas e jogadas feias, que fogem daquilo que considero a prática do futebol em excelência. A lucidez do Douglas era nítida, o jogador que mais agregou tecnicamente ao espetáculo. A correria imposta por Negueba, Everton Costa, entre outros, foi válida, somatizando nos quesitos  vontade, entrega e disposição. Esses, totalmente válidos e necessários na prática desportiva. Mas faltou qualidade no futebol como essência, em jogadas bonitas, aplausíveis e encantadoras.

Resumindo, foram mais cartões (9!) que lançamentos bonitos, mais faltas (vendo pela arquibancada me pareceu que algumas das 61, segundo o scout do Globoesporte.com, o senhor do apito inventou) que tabelas envolventes. Por pouco Guinazu não acabou o jogo sem receber cartão amarelo, o que seria uma ironia do destino, quase como o Barcelona ganhar de 6 x 0 e o Messi não participar de nenhum gol.

Falei do talento de Douglas, mas também vale falar de Mugni. O argentino teve longe de fazer uma grande apresentação, mas seu toque de bola, sua maneira de conduzir a redonda e sua postura em campo me levam a crer que tem futuro e pode ser muito útil ao rubro-negro, carente de um camisa 10 a algum tempo.  Carente também de um primeiro volante de qualidade em 2014. O bom Amaral de 2013 deu lugar a um jogador atabalhoado, precipitado, que no primeiro tempo do jogo de hoje sofreu com as boas jogadas de Douglas.

Cabe ainda tecer altos elogios a Jayme de Almeida, o treinador que fez o melhor trabalho recentemente pelo Flamengo. Um futebol simples, feijão com arroz, atrelado a um jeito de falar simples e objetivo, em contraste com a arrogância e prepotência de alguns outros ditos professores sábios (não é, Luxemburgo?). Fez um Flamengo competitivo, forte, que muitas vezes joga mal (muito porque falta talento) e sofre com a escalação de muitos reservas (Elano, André Santos, Léo Moura e Hernane machucados). Outros tiveram a mesma chance que Jayme e pouco conseguiram acrescentar (não é mesmo, Dorival Júnior?). Futebol não se ganha no jeito de se vestir ou na forma rebuscada de falar (entendeu, Mano Menezes?). Muricy Ramalho passa longe de me agradar como técnico de futebol, mas uma vez falou uma frase interessante que ficou famosa: AQUI É TRABALHO! Jayme parece que entendeu bem! E o Flamengo é favorito ao título estadual em 2014. 

Que fique claro que não estou desmerecendo o time do Vasco, longe de ser encantador, mas que briga, luta, sua, se entrega. Aposentados com mais talentos que os titulares de hoje (valeu Felipe e Juninho) deram lugar a jogadores mais velozes, que conseguem somar mais ao time no aspecto físico (valeu Reginaldo e Everton Costa).


Por fim, que tenhamos um duelo melhor no próximo domingo (entenderam, Vasco e Flamengo?), com uma arbitragem melhor (entendeu, Rodrigo Nunes de Sá e FERJ).

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

INGRESSO COM PREÇO ABUSIVO = ESTÁDIO VAZIO: UMA SIMPLES MATEMÁTICA

Por Danilo Silveira

Foto tirada duante o 2º tempo de Flamengo x Madureira
Não pode o Flamengo jogar uma partida do Campeonato Carioca com 3.376 pessoas no estádio. Algo está errado, fora de sintonia. E o problema é de fácil constatação. O ingresso para um simples Flamengo x Madureira, em uma quarta-feira à noite, não pode custar abusivos R$ 60. Está fora do orçamento da maioria da população carioca, está fora da realidade em que vivemos no dia-dia.

Há vezes em que o baixo público é reflexo de uma fase ruim vivida por algum time, mas não é o caso. Tudo bem que não é de se esperar um público de 60 mil pessoas para um Flamengo x Madureira em uma quarta-feira à noite, mas 3.376 é muito pouca gente. Arrisco-me a dizer que muitos flamenguistas gostariam de estar no Maracanã em uma agradável quarta-feira à noite, para ver o seu time atuar, mas os fatores financeiros as impossibilitam. E os serviços prestados dentro do estádio acompanham os abusivos preços dos ingressos. Não pode um simples pacote da batata frita Ruffles ser vendido a R$ 7.

Dentro de campo os reservas do Flamengo não jogaram bem, mas conseguiram vencer o Madureira por 2 x 0, um gol contra e outro bonito gol de Negueba. Os seguidos triunfos em cima dos pequenos clubes do Rio de Janeiro não podem nem devem iludir o time, a comissão técnica e a torcida. A equipe do Flamengo não é ruim, mas passa longe de estar pronta. Precisa evoluir muito ainda para chegar nessa condição.

Elias faz muita falta. Ainda não foi encontrado alguém que o substitua à altura. Falta um camisa 10, Mugni e Carlos Eduardo ainda não deram conta do recado e Elano joga em outra posição, não se deve esperar que ele supra essa carência da equipe. O ponto alto é a defesa. Wallace e Samir estão muito bem e a zaga reserva (Chicão e Eraso) foi bem hoje.

No fim das contas, o que mais me impressionou não foi o jogo fraco entre Flamengo x Madureira, mas o preço dos ingressos e o público muito baixo: um reflexo do outro.

segunda-feira, maio 06, 2013

BOTAFOGO: FUTEBOL BOM, BONITO, ENVOLVENTE E CAMPEÃO

 
Por Danilo Silveira
Quando assisto futebol, tenho uma forte tendência de torcer par ao time que joga o futebol mais bonito, mais vistoso e que normalmente, em consequência desses adjetivos, trata-se da melhor equipe. Neste domingo, tive a felicidade de ver a melhor equipe vencer e ser campeã. Trata-se do Botafogo, um time leve, rápido, envolvente, comandado por Oswaldo de Oliveira e liderado pelo craque Seedorf, dentro das 4 linhas. Um time que, de tudo que assisti nesse Cariocão, foi o melhor. Em todos os quesitos. Na qualidade de futebol, no talento individual, na armação tática e por aí vai.
O Botafogo venceu os dois turnos, derrotando os seus três adversários grandes nesse trajeto. Bateu o Flamengo por 2 x 0 na semifinal da Guanabara, o Vasco por 1 x 0 na final e o Fluminense na final da Taça Rio, por 1 x 0. Reparem que nesses três jogos o Glorioso não tomou gol. O Botafogo é bom em todos os setores, inclusive na defesa, mas há um dos setores em que a equipe é mais do que boa, mais do que muito boa, é excelente, fantástica. Debaixo da trave. Jefferson é um dos maiores goleiros que eu já vi em solo nacional. Incrível. Um gigante. Hoje, na final contra o Fluminense, ele mais uma vez fez defesas incríveis, que ajudaram a garantir o título. Talvez a mais incrível delas em uma bola que Leandro Eusébio recebeu na esquerda da área e o arqueiro alvinegro se agigantou, executando uma saída de gol espetacular e tomando a bola do zagueiro tricolor. Zagueiro esse que integra um sistema defensivo deficiente da equipe comandada por Abel Braga. Deficiência escancarada para quem assiste aos jogos do Fluminense, mas talvez maquiada para aqueles que não assistem, mas tomam como base estatísticas de gols sofridos.

O que realmente importa hoje é que o Botafogo venceu e convenceu.  Não jogou tão bem na primeira etapa, achei o Fluminense superior. Mas, nos 45 minutos finais, o Glorioso esmagou o Tricolor e esteve perto de golear, apesar de ter vencido apenas por um gol de vantagem. Poderiam ser dois se Marcelo de Lima Henrique tivesse validado o gol de Dória, ao invés de assinalar pênalti no lance. Seedorf perdeu, explodindo a bola no travessão de Cavalieri. Chance desperdiçada que não fez falta nem apagou as grandes atuações do holandês ao longo da competição. Mais ainda: o Botafogo venceu com gol do contestado Rafael Marques. Teve dificuldades com a camisa alvinegra, mas evoluiu ao longo da competição, fez gols importantes e parece ter encontrado seu espaço. Quando o time funciona, a tendência é ser mais fácil para o jogador mostrar suas qualidades.

Para o Fluminense, o time que “consegue o impossível”, restou agora a Libertadores. Quarta-feira, a equipe de Abel Braga enfrenta o Emelec, em São Januário, e se quiser avançar terá que reverter um resultado adverso de 2 x 1, trazido do Equador. Acredito que o Fluminense consiga sim avançar às quartas-de-final. Atualmente, o mais difícil não é ver o Fluminense ganhar, é ver o Fluminense jogar bem. Bom mesmo é o Botafogo, que começou 2013 conseguindo fazer as duas coisas!


domingo, março 31, 2013

ANÁLISE DA MÁ FASE RUBRO-NEGRA

Por Danilo Silveira

A análise dos jogadores do elenco do Flamengo atualmente deve ser feita usando um conhecido e velho ditado: nem 8, nem 80. O time do Flamengo não é tão ruim como andam falando por aí, mas também não é o ideal e está atrás de grandes clubes brasileiros, como Corinthians, Atlético/MG e Grêmio, por exemplo.

O Flamengo tem bons valores, como o goleiro Felipe, Léo Moura, González, Íbson, entre outros. Mas, o real problema é a fase em que alguns desses atletas, entre outros, se encontram. Léo Moura não consegue mais ser bom e decisivo como foi outrora. Íbson já teve seu tempo bom com a própria camisa rubro-negra, hoje em dia até esboça lampejos de bom jogador, mas não consegue uma sequência. Dizem que Elias foi bem no Corinthians, mas ele não vem bem no Flamengo. Carlos Eduardo talvez tenha sido importante para o Grêmio, mas ainda não se encontrou no Flamengo. Obviamente, a atuação individual dos jogadores são muito atrapalhadas por uma falta de padrão tático, que se dá muito pelo trabalho ruim realizado pelo Dorival Júnior. Acredito que o próprio Dorival reconheça que seu trabalho no Flamengo não foi bom.

Além dos fatores acima citados, o Flamengo sofre em algumas posições por falta sim de talento. Principalmente no ataque. Hoje, o time da Gávea tem apenas um centroavante no elenco: Hernane. É ruim? Não, não parece ser mau jogador. Hernane tem feito gols importantes, participado bem de algumas jogadas, mas o que acontece, é que outras equipes brasileiras estão muito fortes, então em um quadro comparativo, o Hernane fica desfavorecido. Hernane parece ser bom, mas não tanto quanto Fred, Damião, Barcos, Jô, entre outros que atuam em solo nacional. Rafinha e Nixon ainda são incógnitas. O primeiro fez bons jogos, mas ainda é muito cedo para qualquer avaliação mais profunda. Já o segundo tem ido muito mal, enfrentando dificuldades, talvez pela pressão.

No resumo da obra, o Flamengo tem um time médio (mas que vem jgoando um futebol horrível), com bons valores, mas ao mesmo tempo carências. É um time que deve enfrentar muitas dificuldades no Brasileirão. Apesar disso, não acho que o Flamengo esteja com um time fraco que justifique tanto sofrimento com os times pequenos do Rio de Janeiro. Mais do que os resultados negativos, o time não tem conseguido jogar bem, não se encontra em campo. Não atribuo culpa alguma ao Jorginho. Pelo menos não por enquanto. Foi o nome escolhido pela diretoria, então, simpatize ou não, os torcedores rubro-negros precisam ter paciência como o novo treinador.

Quanto ao futuro, acredito que não seja dos melhores. Título esse ano é algo que o time não deve nem sentir o cheiro. Se não sentir o cheiro da Segundona já me parece bom negócio!

quarta-feira, março 13, 2013

NÃO PODES PERDER NEM EMPATAR COM NINGUÉM: BOTAFOGO CAMPEÃO NA TAÇA GUANABARA 2013

Por Eduardo Riviello, extraído de: http://www.jogadadefeito.blogspot.com.br/2013/03/nao-poder-perder-nem-empatar-com.html

Vasco e Botafogo coloriram o Engenhão de preto e branco numa linda tarde de domingo. Em campo, duas equipes que integravam - e continuarão integrando - o grupo A no Campeonato Estadual 2013. Por ter feito melhor campanha naquela fase, o Vasco jogava com a vantagem de poder empatar para ser campeão. Só que deu Botafogo. Foi a vitória do time que mais procurou atacar, que mais buscou o gol, que teve maior volume de jogo, que mostrou-se mais preparado técnica e taticamente para levantar a taça Guanabara 2013.

Talvez o destino fosse diferente se Carlos Alberto tivesse concluído na parte interna da rede um lance ainda nos primeiros minutos de jogo. Só que não. Talvez nem Carlos Alberto nem nenhum vascaíno, por mais pessimista que pudesse ser, poderia imaginar que aquela oportunidade de gol seria a maior do time em toda a partida. O Botafogo dominou territorialmente, se impôs. E o gol do título tardou, mas veio: aos trinta e cinco minutos do segundo tempo, uma jogada iniciada por Seedorf pela esquerda terminou com assistência de Bolívar (que recebeu cruzamento de Júlio César) para a finalização precisa de Lucas.

Perceberam como o Botafogo pressionava? A bola passou pelo maestro holandês e por três jogadores que teoricamente compõem a linha de defesa, envolvendo um zagueiro e ambos os laterais. O Alvinegro mostrou que a melhor maneira de se defender é atacando. Manteve a bola longe do goleiro Jéfferson e deu muito trabalho para o goleiro Alessandro. No final, o Vasco enfim tirou a máscara que o assemelhava a um clube pequeno e foi para cima. Faltava organização, é verdade, mas pelo menos havia coragem. Coragem que não era vista anteriormente, num time que chegou ao cúmulo de simular lesões (até Dedé o fez) e retardar toda e qualquer reposição de bola em jogo (que o diga o goleiro Alessandro).

Houve tempo para um gol anulado de Renato Silva (o vídeo abaixo não tira dúvida nenhuma, mas deixa a certeza de que foi um momento dos mais emocionantes no torneio). Houve tempo também para defesa de Jéfferson, em nova cobrança de falta de Fellipe Bastos. Muito pouco. Mesmo para alguém que "jogava pelo empate". Parabéns, Botafogo, merecidamente campeão na Taça Guanabara 2013.

domingo, março 03, 2013

BOTAFOGO VENCE FLA NO ENGENHÃO PELA PRIMEIRA VEZ E PEGA O VASCO NA FINAL DA TAÇA GUANABARA

Por Danilo Silveira


Depois de um duelo de dois tempos totalmente distintos, o Botafogo saiu vitorioso diante do Flamengo, credenciando-se assim para a disputa da final, contra o Vasco (que bateu o Fluminense no sábado), no próximo domingo. Vale lembrar que a vitória por 2 x 0 de hoje, onde os dois goleiros foram destaques, teve um sabor especial para os alvinegros, já que foi a primeira vez que o Glorioso derrotou o Flamengo no Engenhão. E semana que vem, novamente o time de Oswaldo de Oliveira poderá fazer história, já que nunca ergueu um troféu no Engenhão.

A primeira etapa foi toda dominada pelo Botafogo, que não demorou nem um minuto para abrir o placar. Em linda jogada, Júlio César trouxe da esquerda para o meio costurando por entre os marcadores rubro-negros, chutou no canto esquerdo de Felipe, que viu a bola tocar a trave antes de entrar. Vale ressaltar os dois esquemas totalmente distintos das duas equipes. O Botafogo usava quatro meias de armação (Fellype Gabriel, Andrezinho, Lodeiro e Seedorf), com Rafael Marques como atacante. Esquema esse que rendeu muita movimentação na primeira etapa, contando ainda com uma marcação avançada, que dificultava a saída de bola do Flamengo. Flamengo esse que atuava com três volantes (Ibson, Cáceres e Elias), que além de não darem conta de qualificar a saída de bola, não estavam conseguindo superar a velocidade do poder de frente alvinegro. Carlos Eduardo, aberto pela ponta esquerda, foi quase nulo, visivelmente fora de ritmo de jogo. Rafinha estava muito bem marcado pela direita e pouco criou, enquanto Hernane lutava bastante na frente, mas pouco conseguia. A superioridade do Botafogo não se refletiu em numerosas chances de gol, mas, em compensação, o Flamengo terminou a primeira etapa sem dar uma sequer finalização ao gol do mero expectador Jefferson.

Situação essa que se inverteu por completo na segunda etapa, quando o Flamengo foi superior. Dorival Júnior mexeu duplamente no intervalo, lançando Rodolfo na vaga de Carlos Eduardo (considerei boa mexida) e lançando Renato Abreu na vaga de Elias (não gostei dessa mexida. Por que não lançar o Cléber Santana ao invés do Renato? Por que não tirar o Ibson ou o Cáceres, ao invés do Elias?) Acabou que foi Renato Abreu responsável pelo primeiro arremate a gol, uma cabeçada bem defendida pelo goleiro Jefferson. Goleiro esse que foi um dos grandes responsáveis pela classificação alvinegra. A marcação avançada do Botafogo desapareceu, o Flamengo dominou territorialmente a parte ofensiva, mas não fez bom uso desse seu domínio. Bolas alçadas na área em sequência e poucas opções de jogadas ditavam o jogo rubro-negro. Em meio a isso, o Botafogo passou a tentar explorar os contra ataques. Ainda mais quando Cáceres saiu para a entrada de Gabriel e Vitinho entrou no lugar de Lodeiro. E o jovem alvinegro infernizou o sistema defensivo rubro-negro, com sua velocidade característica e bom domínio de bola. O Flamengo pressionava e na base da raça dava sinais que poderia empatar o jogo. A melhor chance poderia ter ocorrido após chute de Rodolfo, que Marcelo Mattos interceptou com o braço, mas o árbitro negou a penalidade, para mim, existente. Mas, o empate poderia também ter saído em cabeçada de Hernane, livre de marcação, mas Jefferson não só defendeu esse arremate, como usou o pé para defender o rebote, também executado por Hernane. O arqueiro alvinegro também defendeu muito bem um chute de Gabriel, de fora da área, no canto direito. Do outro lado, Felipe também trabalhava bem, como por exemplo, no lance onde defendeu um chute de Fellype Gabriel e o chute de Vitinho no rebote. Esse mesmo Felipe, nos acréscimos, foi para a área do Botafogo, tentar ajudar também na parte ofensiva, porém, o Botafogo quem se saiu beneficiado dessa história. Jefferson recolheu a bola, ligou o contra ataque de forma veloz e precisa e no fim das contas Vitinho chutou para o gol vazio, fazendo o segundo gol do finalista da Taça Guanabara.

 

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

CHUVA DE GOLS E DE ERROS NO ENGENHÃO COM VITÓRIA RUBRO-NEGRA

Por Danilo Silveira



Flamengo e Vasco fizeram um jogo movimentado nesta quinta-feira, no Engenhão. Os seis gols da partida (vitória de 4 x 2 para o Flamengo), talvez se expliquem pela grande quantidade de erros das duas defesas. Bola aérea na área do Flamengo era um Deus nos acuda, em contra partida, o Vasco deixava espaços gigantes em sua defesa e quando o Flamengo atacava em velocidade causava pânico nos torcedores vascaínos. A velocidade na troca de passes, com boa atuação de Elias, faziam do Flamengo o melhor time em campo e isso logo refletiu no placar, com a equipe de Dorival Júnior abrindo 2 x 0. Mas, logo em seguida o Vasco diminuiu, adivinha como: em jogada aérea e bonita cabeçada de Pedro Ken. Veio a segunda etapa e Dorival promoveu a entrada de Cléber Santana na vaga de Nixon, enquanto Gaúcho lançou Dakson no lugar do Jonh Cley. E não demorou muito para Cléber Santana ser notado em campo. Após boa jogada de Rafinha, ele acertou uma bomba de fora da área, marcando um golaço. Esse gol só não foi mais bonito do que o de que Rafinha anotou minutos depois, quando arrancou pelo meio, ganhou Dedé na corrida e completou na saída do goleiro vascaíno. Em festa, a nação rubro-negra começou a gritar olé  e a vitória parecia que seria fácil. Porém, Dakson acertou um bonito chute de fora da área para diminuir. Thomás não entrou bem na vaga de Rafinha e o Flamengo começou a ver o que parecia uma goleada se transformar em um jogo muito perigoso. Felipe apareceu de forma providencial para defender um chute cruzado da ponta esquerda, salvando o Flamengo. O Vasco começou a pressionar, o Flamengo perdeu força ofensiva e o final de jogo não foi lá dos mais tranquilos para a equipe rubro-negra. O jogo de ontem deu alguma esperança ao torcedor rubro-negro, que viu um time mais veloz em campo do que o habitual com Dorival Júnior. Um time mais objetivo, demonstrando mais qualidade, fazendo bonitos gols, porém, com graves erros na parte defensiva. Já o Vasco não foi bem, mostrou muitas fragilidades. A verdade é que hoje, analisando como time, o Botafogo está muito na frente de Vasco e Flamengo na briga pelo título estadual.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

BOTAFOGO 4 X 0 AUDAX - ANÁLISES DOS JOGADORES ALVINEGROS

Por Danilo Silveira


Jéfferson - Quando exigido, se saiu bem, exceto em uma saída errada do gol.

Gilberto - Tentou algumas investidas ao ataque, mas antes mesmo de se soltar em campo acabou se contundindo.

Jádson - Entrou na vaga de Gilberto e foi discreto. Não comprometeu, mas também não criou muito. Perdeu grande chance em belo passe de Seedorf.

Antônio Carlos - Quando exigido, mostrou segurança.

Bolívar - Não comprometeu na defesa e ainda apareceu no ataque para marcar um gol.

Márcio Azevedo - Rendeu abaixo do que o time rendeu. Mostrou dificuldades na parte defensiva e não conseguiu ir bem no ataque.

Marcelo Mattos - Foi muito bem, dando bastante consistência ao meio-campo com seu bom posicionamento.

Fellype Gabriel - Incansável em campo. Ajudou na marcação sob pressão, participou bastante das jogadas ofensivas do time e ainda fez um gol.

Lodeiro - O melhor em campo junto com Vitinho. Participou incansavelmente do jogo, fez um golaço e deu uma assistência para Fellype Gabriel.

Andrezinho - Não rendeu tanto quanto Fellype Gabriel e Lodeiro, mas fez uma boa partida.

Vitinho - Belíssima atuação do garoto alvinegro, o melhor em campo ao lado de Lodeiro. Incisivo, vertical e habilidoso, deu muito trabalho ao sistema defensivo do Audax. Deu o passe para o gol de Lodeiro, o primeiro do jogo e fez bela jogada que culminou no terceiro gol.

Seedorf - Entrou na vaga de Vitinho quando o jogo já estava 4 x 0. Foi a cereja do bolo. Um autêntico craque. Deixou Jádson an cara do gol em uma jogada e quase anotou um golaço em outra, onde seu chute passou perto, à direita do gol.

Bruno Mendes - Não foi brilhante, errou algumas jogadas, mas foi importante na parte tática, prendendo à marcação na frente e se movimentando bastante. Deixou sua marca, anotando o terceiro gol alvinegro.

Oswaldo de Oliveira - Pode ser muito criticado pela torcida, mas é de suma importância para o Botafogo. Seu time, escalado ofensivamente, com 5 homens de frente, adotou uma proposta de jogo muito interessante, jogando um bom futebol em Moça Bonita.

Audax - Sucumbiu à boa atuação da equipe alvinegra. Deixou muitos buracos na parte defensiva e foi sufocado pela equipe de Oswaldo de Oliveira. Teve como principal jogador o camisa 10, Nélio.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

FLA PRODUZ POUCO E EMPATA COM O MADUREIRA

Por Danilo Silveira

O Flamengo produziu pouco, mostrou um futebol de baixo nível e não conseguiu vencer o Madureira, em Cosnelheiro Galvão, na tarde desta quarta-feira. Carlos Eduardo pode acertar amanhã, João Paulo, Elias e Gabriel ainda não estrearam e ainda há rumores de que um atacante será anunciado. Provavelmente, essa última frase é o que deixa os torcedores esperançosos de ver um futuro melhor para o rubro-negro. Sinceramente, prevejo um primeiro semestre bem ruim para o time.

Flamengo demonstra alguma organização tática.

Com apenas duas modificações em relação ao time que venceu o Quissamã na estreia do Cariocão, o Flamengo passou longe de fazer uma boa atuação e tropeçou diante do Madureira, jogando em Conselheiro Galvão. Felipe Dias entrou na vaga do suspenso Ramon e González atuou no lugar de Frauches. O time até começou jogando direitinho, com Nixon aberto pela esquerda, Rafinha pela direita e Hernane centralizado. No meio-campo, Rodolfo era auxiliado na criação pelos dois volantes, Íbson e Cáceres. Em uma das raras chances de gol, Nixon apareceu na área, recebeu cruzamento da ponta direita de Rafinha e finalizou para fora. Por sinal, Rafinha fez uma boa partida, quase sempre aberto pela ponta direita. O Madureira, por sua vez, conseguiu algumas chegadas ao campo ofensivo na primeira etapa, mas pouco conseguiu ameaçar o gol do goleiro Felipe. O tempo foi passando e parecia que não teríamos gol na primeira etapa. Mas foi aí que a equipe do Flamengo chegou ao gol. Rodolfo deu um belo passe para Íbson, que apareceu na área adversária para chutar e abrir o marcador.

Erros, mais erros e empate do Madureira.

Veio a segunda etapa e logo aos três minutos Dorival Júnior lançou Adryan na vaga de Nixon. O fato é que o Flamengo não mais encontrou uma organização tática dentro de campo. O Madureira chegou ao empate em pênalti cometido por Felipe Dias em Derlei e convertido por Rodrigo. Os problemas de 2012 começaram a se repetir no Flamengo e o que se via em campo era um time mal arrumado, com jogadores apresentando dificuldades na parte técnica. Renato entrou na vaga de Felipe Dias e conseguiu dar alguma qualidade no passe, mas não o suficiente para o time conseguir criar chances claras de gol. Adryan errava quase tudo que tentava e o time não criava quase nada. Para piorar a situação, o Madureira passou a explorar a velocidade e encontrar buracos pelo meio-campo e por entre a defesa rubro-negra. O Tricolor Suburbano quase chegou à virada em chute de Derley, mas Felipe apareceu bem para defender. Os problemas de 2012 do Flamengo se evidenciaram ainda mais quando Dorival Junior, com o time empatando a partida, resolveu lançar Luiz Antônio, sacando Rodolfo. Lá estava o treinador rubro-negro optando pela entrada de mais um volante em detrimento a um meia (como gosta de volante o treinador rubro-negro!). Fim de papo em Conselheiro Galvão.

segunda-feira, maio 07, 2012

FLUMINENSE LARGA (MUITO) NA FRENTE EM DECISÃO ESTADUAL



Por Eduardo Riviello, extraído de www.jogadadefeito.blogspot.com

O Clássico Vovô, que marcou uma final de Campeonato Estadual pela última vez no ano 1971, retomou o protagonismo no Rio de Janeiro e teve sua partida de ida dominada pelo Fluminense. A vitória por 4a1 deu ao Tricolor das Laranjeiras a significativa vantagem de se tornar campeão mesmo em caso de derrota por dois gols de diferença no próximo domingo. Para o Botafogo reverter a situação, precisará golear o adversário por pelo menos quatro gols de margem - em caso de vitória por três gols, o título será decidido nos pênaltis.

Essa foi a primeira vez que o Fluminense venceu o Botafogo no estádio Engenhão. De quebra, o time comandado por Abel Braga ainda acabou com a invencibilidade do Alvinegro dirigido por Oswaldo de Oliveira - a partir de hoje, pode-se dizer que não há mais nenhum time invicto nas séries A e B brasileiras nesse ano de 2012.

O jogo

As coisas começaram bem para o Botafogo, que iniciou a partida buscando o ataque e não tardou para marcar 1a0: aos oito minutos, o camisa oito Renato pegou de primeira uma sobra de bola originada em cruzamento de Fellype Gabriel e mandou no canto direito. Belo gol para abrir a contagem na final estadual.

Mas o rendimento do Alvinegro de General Severiano foi caindo a ponto de ver-se em campo um time que sequer era sombra daquele que venceu o Vasco na final da Taça Rio. Um pouco pela postura do Fluminense e um tanto pelos erros do próprio Botafogo, que desperdiçava a posse de bola em lances que se complicavam sem qualquer cabimento.

O Tricolor ia chegando com mais freqüência ao ataque, descolando finalizações atrás de finalizações. Parou em Jéfferson, carimbou Antônio Carlos, chutou para fora. Mas, aos quarenta e três minutos, a insistência na busca pelo gol foi recompensada não com um gol qualquer, mas com uma pintura de Fred: após cruzamento de Thiago Neves, o camisa nove emendou uma bicicleta improvável, pegando na veia e mandando a redonda no canto direito. Golaço e 1a1 no placar.

A partida foi para o intervalo após um primeiro tempo onde o Flu era flagrantemente superior dentro das quatro linhas. As jogadas pela esquerda com Carlinhos criavam dificuldades à defesa botafoguense, que tinha o lateral-direito Lucas pendurado com cartão amarelo e bastante perdido no combate aos adversários que caíam pelo seu setor. Oswaldo manteve o mesmo time para a segunda etapa e o Botafogo quase desempatou aos seis minutos, quando Sebastián "El Loco" Abreu, mesmo agarrado por Leandro Euzébio em lance de pênalti não marcado, cabeceou parando em defesa de Diego Cavalieri.

Quem não tinha mais como manter Lucas em campo era o árbitro Luís Antônio Silva Santos: aos dez minutos, o camisa dois calçou Thiago Neves impedindo contra-ataque tricolor e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo corretamente expulso. Se naquele momento o Fluminense conquistava uma vantagem numérica no gramado, dois minutos depois passou a obter vantagem também no placar: Deco serviu Rafael Sóbis com belo passe e a jogada foi concluída com uma bela finalização do camisa vinte e três, no ângulo direito. Era a  virada do Fluminense.

Objetivo na construção de jogadas e sabendo explorar os espaços vazios, o Flu não demorou para marcar o terceiro gol: Thiago Neves passou para Sóbis e, após driblar Jéfferson, ele marcou seu segundo gol na partida. 3a1. O gol foi sucedido imediatamente pela parada técnica prevista em regulamento. Fellype Gabriel, deslocado para a lateral-direita, até saiu-se bem por ali. O Botafogo tentava compensar a desvantagem no número de jogadores na base do esforço e dedicação e a partida seguiu movimentada. Melhor para o Fluminense: com o jovem e veloz Marcos Júnior em campo, o Tricolor chegou ao quarto gol em bela jogada, envolvendo Deco, Rafael Sóbis, Fred e o jogador que entrara no segundo tempo, que não desperdiçou a oportunidade.

Os gritos de "olé" deram o tom antes do apito final e deixaram a impressão de que o título estadual de dois mil e doze, embora não definido, está pra lá de encaminhado. Agora, Fluminense e Botafogo voltam suas atenções para suas respectivas eliminatórias de oitavas-de-final: na quinta-feira, o Flu joga com o Internacional, pela Libertadores (0a0 na ida); na quarta-feira, o Botafogo encara o Vitória (1a1 na ida), pela Copa do Brasil. Ambos os jogos serão disputados no Engenhão.

domingo, março 18, 2012

FLA VENCE FRIBURGUENSE COM GOL DE KLÉBERSON


Por Danilo Silveira

Depois do atípico jogo contra o Olimpia, pela Taça Libertadores, onde vencia por 3 a 0 e acabou sofrendo 3 gols em 15 minutos, que lhe custaram os três pontos, o Flamengo retomava sua caminhada no Campeonato Carioca, diante do Friburguense, em Macaé. Joel Santana, que me parece um tanto perdido por conta da quantidade elevada de vezes que muda o esquema tático do seu time (na maioria das vezes sem sucesso), optou por jogar com três volantes. O técnico rubro-negro lançou Willians, que voltava de contusão, ao lado de Muralha e Luiz Antônio.

Três volantes e pouca inspiração

Escolha ou não do técnico rubro-negro, Willians foi, dos três volantes escalados, o que mais jogou avançado, atuando praticamente como um meia-de-ligação. Acontece que o Pitbull, como é chamado, não apresenta as características mais adequadas para exercer tal função. Sendo assim, o que vimos foi o argentino Botinelli com muita dificuldade para criar, estando sobrecarregado. Os garotos Thomás e Diego Maurício jogavam aberto, um em cada ponta. Desses dois, Diego foi melhor, aparecendo mais para o jogo. Mas foi em um lance de Thomás que o Fla chegou ao gol. O garoto apareceu na área pela direita e acabou tocado por cima, desequilibrando-se e indo ao chão. Pênalti assinalado. Botinelli, que pega muito bem na bola (minutos antes havia cobrado um escanteio na trave), partiu para a cobrança, mas bateu mal, entre o meio e o canto direito do goleiro Marcos, que acabou defendendo a penalidade. E no rebote da cobrança do argentino, Galhardo furou o chute, mas a bola chegou a Diego Maurício, que chutou para nova intervenção do arqueiro da equipe adversária. Na parte ofensiva, o Friburguense não conseguiu produzir muita coisa e o lance de maior perigo foi em um chute de fora da área, que Felipe teve dificuldades para espalmar.

Fla chega ao gol nos minutos finais

Este que vos escreve acredita que a escalação de Willians, jogando de maneira mias avançada, foi um equivoco cometido pelo técnico rubro-negro. Porém, Joel Santana não mexeu para a segunda etapa, voltando do intervalo, portanto, com a mesma equipe. E o Friburguense voltou mais incisivo, arriscando chutes de média distância, mas a melhor chance nos minutos iniciais da etapa final, foi em uma conclusão de Botinelli, que tocou a trave esquerda de Marcos, e no rebote, Diego Maurício acabou não conseguindo dominar nem concluir para o gol parcialmente vazio. E foi somente aos 15 minutos, quando dois terços do jogo já tinham se passado, que Joel resolveu mexer. Kléberson entrou na vaga de Willians e Paulo Sérgio (aquele mesmo que jogou no Flamengo há alguns anos) entrou na vaga de Thomás, que não apareceu tanto, mas mostrou qualidade. Aparentemente interessantes, as mexidas não surtiram o efeito positivo. Os dois jogadores não entraram bem na partida, aparecendo pouco para o jogo e os gritos de Negueba ecoavam nas arquibancadas. E Joel resolveu mexer pela última vez, tirando Botinelli, um dos melhores em campo, para a entrada de Negueba. Acontece que, se não errou tudo, Negueba errou quase tudo que fez. E foi das duas primeiras mexidas de Joel que veio o gol salvador. Paulo Sérgio deu bela enfiada para Kléberson, que chutou, a bola ainda tocou no goleiro antes de cruzar a linha final e concretizar o único gol do jogo. A bola ainda entrou no gol mais uma vez no jogo, após cabeçada de um jogador do Friburguense, mas o assistente assinalou corretamente o impedimento.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

FLU JOGA BEM, DERROTA O VASCO E É CAMPEÃO DA TAÇA GUANABARA

Por Danilo Silveira

Nos últimos dois anos, ver o Fluminense jogar mal era quase uma regra. Era raro ver o Tricolor jogar bem, apesar de ter conseguido ganhar muitos jogos. No último domingo, enfim, o Fluminense conseguiu fazer uma boa atuação. Com boa troca de passes, boas atuações dos homens de frente, a equipe comandada por Abel Braga conseguiu derrotar o Vasco por 3 a 1, resultado esse que deu ao time o título da Taça Guanabara, após 19 anos. O Vasco, por sua vez, fez uma partida bem razoável. Se no primeiro tempo a equipe de Cristóvão Borges mostrou alguma organização, na segunda etapa o time se abriu e deu muito espaço para o Fluminense contra atacar e o 3 a 1 acabou ficando barato.

A partida começou equilibrada, mas o meio-campo do Fluminense já dava sinais de estar melhor preparado. Enquanto Juninho quase não aparecia para o jogo, Thiago Neves e Deco se entendiam bem e Fred mostrava boa movimentação na frente. O destaque do Vasco foi Barbio, o melhor jogador da equipe, que caía pelas pontas tentando imprimir velocidade para cima dos jogadores do Fluminense. Mas, com Alecsandro pouco inspirado, assim como Diego Souza, o Vasco pouco conseguia produzir.

Porém, foi o time da colina que quase abriu o placar. Anderson falhou, a bola chegou até Diego Souza, que emendou um belo chute, que carimbou a trave de Diego Cavalieri. Logo em seguida, o Fluminense desceu para o ataque e W. Nem sofreu pênalti, que Fred converteu. E antes do apito final, Deco ampliou em um gol que gerou muita discussão. Da intermediária, o luso brasileiro chutou na direção do gol e a bola entrou. A discussão foi se o jogador errou o cruzamento e acabou dando sorte ou se ele realmente buscou o gol. Em minha opinião, Deco errou o cruzamento e acabou contando com a sorte, já que Fernando Prass falhou e não conseguiu chegar na bola, que era altamente defensável. O fato é que o gol levou o Fluminense para o intervalo com dois gols de vantagem. Vantagem essa que poderia ter sido de três gols, se Thiago Neves não tivesse perdido chance cara a cara com Fernando Prass nos minutos finais da primeira etapa.

Para o segundo tempo, o Vasco voltou mal. A equipe cruzmaltina corria atrás do empate, mas começou a ficar exposta ao contra ataque tricolor Os minutos se passaram e o Fluminense chegou ao terceiro gol. Uma pintura. Uma bela jogada pela direita, que começou com o lateral Bruno, passou pelos pés de Deco, Thiago neves e acabou em chute de Fred para o fundo das redes. Não demorou muito e Abel resolveu mexer. O time estava certinho, jogando bem, mas o treinador talvez não estivesse gostando. Abel lançou o volante Jean, abrindo mão de W. Nem. Nos minutos finais, o Vasco se lançou ao ataque, mas sem muita organização tática, chegando ao ponto do zagueiro Dedé jogar de atacante. O time cruzmaltino começou a tentar muitas bolas aéreas, até que Eduardo Costa fez de cabeça o gol de honra da equipe. Minutos depois, Dedé acabou acertando a trave em cabeçada e se essa bola entra, provavelmente teríamos um fim de jogo dramático.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

VASCO E FLUMINENSE VÃO DECIDIR TAÇA GUANABARA

Por Danilo Silveira

Vasco e Fluminense vão definir a Taça Guanabara! O Tricolor Carioca venceu o Botafogo, nos pênaltis, nesta quinta-feira, enquanto o time cruzmaltino derrotou, de virada, o Flamengo, por 2 a 1, na quarta-feira.

Analisando-se os dois jogos, cabe dizer que o duelo entre Flamengo e Vasco foi melhor. As duas equipes criaram boas chances de gol, correram e lutaram bastante e o jogo, que foi bastante equilibrado, acabou sendo decidido nos minutos finais, quando Diego Souza fez de cabeça o gol da virada vascaína. Portem, o lance do jogo que mais chamou atenção foi o gol perdido por Deivid, que a cerca de dois metros do gol, sem goleiro, conseguiu acertar a trave. Apesar da derrota, o Flamengo de Joel Santana já apresentou melhoras em relação ao time de Vanderlei Luxemburgo, enquanto o Vasco, mais uma vez contou com a boa atuação do zagueiro Dedé, que dá muita segurança à zaga vascaína.

O duelo entre Botafogo e Fluminense foi muito fraco. As duas equipes erraram muito, pouco produziram e os dois gols acabaram saindo em erros defensivos. Primeiro, jogadores do Fluminense pararam na jogada e Herrera apareceu livre pela direita, aparentemente na mesma linha, centrando para Elkeson, que empurrou para o gol vazio. Pouco depois, Márcio Azevedo acabou dando condição para Leandro Eusébio, que recebeu completamente livre na área e empatou o jogo. Com isso, a decisão foi para os pênaltis. Jean perdeu para o Flu, mas Lucas desperdiçou para o Botafogo e na última cobrança do duelo, Cavalieri pegou a batida de Loco Abreu, colocando o Flu na final.

A decisão de domingo não tem favorito, mas se eu tivesse que apostar, apostaria no Vasco.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

FLA DE JOEL APRESENTA MELHORAS E VENCE NOVA IGUAÇU NA REESTREIA DE VÁGNER LOVE

Por Danilo Silveira
Após dias se preparando e treinando, Vágner Love enfim reestreou com a camisa do Flamengo. Mesmo sem estar com muito ritmo de jogo, o artilheiro do amor mostrou muita movimentação na primeira etapa, inclusive participando diretamente do primeiro gol da equipe. No segundo jogo de Joel Santana na sua quinta passagem pelo Flamengo, uma vitória por 2 a 0. E se não
fez uma brilhante partida, o time do papai apresentou melhoras em relação ao
futebol que vinha apresentando.

Mais bem distribuído em campo, menos “torto” que em muitas partidas comandadas por Vanderlei Luxemburgo, o Flamengo não teve maiores dificuldades para bater o Nova Iguaçu. Deivid desencantou e Renato voltou a marcar em cobrança de falta. O problema foi novamente o sufoco que a equipe recebeu nos minutos finais da partida, quando já estava com dois gols de vantagem. Apesar disso, o time chegou ao sexto jogo sem sofrer gols e à marca de 573 minutos.
A temporada começa a avançar e a tendência é que o time de Joel Santana tenha mais dificuldades. Na quarta-feira, o desafio é contra o Lanús, fora de casa. Confesso que nunca vi o time jogar, mas tratando-se de time argentino em Libertadores, difícil pensar que o Flamengo encontre facilidades.

E no próximo sábado, de carnaval, o time da Gávea enfrenta o Resende, precisando vencer para se garantir nas semifinais da Taça Guanabara. Coincidentemente, a última vez que o Flamengo perdeu para um time “pequeno” no Campeonato Carioca, foi em 2008, justamente para o Resende e justamente no sábado de Carnaval. Naquela ocasião, a derrota tirou o Flamengo de Cuca da final da Taça Guanabara. Sinceramente, acho difícil que o filme se repita, mesmo tendo visto o Resende jogar apenas alguns minutos, contra o Botafogo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

PAZ!

Por Danilo Silveira

A relação entre a torcida do Botafogo e o time não foi das melhores nos últimos meses. De forte candidato ao título brasileiro de 2011, o time passou a ser o único grande do Rio de Janeiro a ficar fora da Libertadores. O bom trabalho de Caio Júnior durante grande parte do campeonato, acabou ofuscado pelos resultados ruins das últimas rodadas da competição e o treinador acabou caindo.

Depois de estrear vencendo no Cariocão 2012, o Glorioso acumulou três empates seguidos e a torcida já dava sinais de nervosismo. Porém, hoje veio a vitória para trazer um pouco de paz e tranqüilidade ao Botafogo. Com um bela atuação coletiva, o Glorioso fez 5 a 0 no Olaria. Elkeson, bastante criticado nos últimos meses, quebrou o jejum de mais de 20 jogos sem marcar, balançando as redes duas vezes. Loco Abreu também fez dois e Maicosuel fechou a conta. Não entrando no mérito da discussão em torno da qualidade técnica do time do Olaria, o fato é que o Botafogo deu à sua torcida, o que toda torcida quer: bom futebol e goleada.

Está certo que é muito pouco para o qualificado elenco do Glorioso, mas era de uma vitória dessas que o time estava precisando, para ganhar moral, confiança, e quem sabe, embalar de vez no Cariocão. Analisando de forma isenta a qualquer torcida por um clube, cabe dizer que para o futebol brasileiro, é interessante que o Botafogo retome aquele futebol do meio 2011, pois era bonito ver aquele time jogar.

sábado, fevereiro 04, 2012

NA REESTREIA DE TN, FLU APENAS EMPATA COM DUQUE DE CAXIAS

Por Danilo Silveira

Cinco horas da tarde (no horário de verão) em pleno no mês de fevereiro, no Rio de Janeiro, não deve ser a hora preferida dos jogadores para disputarem uma partida. Porém, foi esse o horário definido para a ocorrência de um grande número de jogos do Campeonato Carioca.

E foi nesse horário que o Fluminense enfrentou o Duque de Caxias nesse sábado, na reestréia de Thiago Neves. Aparentemente fora de ritmo de jogo, o meia não conseguiu fazer uma boa atuação e pouco ajudou ao tricolor, que empatou em 1 a 1.

Acredito que esse tropeço aumente a pressão do Fluminense para a estréia na Libertadores, na próxima terça, no Engenhão, diante do Arsenal. Isso porque foi o segundo jogo seguido que o time não conseguiu vencer um pequeno do futebol carioca.

Abaixo, a nota comentada de cada jogador do Fluminense:

Ricardo Berna – Sem Nota - Sem culpa no gol. Tirando isso, não foi quase exigido.

Souza – 4 – Oscilou entre bons e maus momentos. Quase abriu o placar em um chute que tocou no travessão. Perseguido há algum tempo pela torcida, saiu vaiado.

Fábio – 5,5 – É filho de Abel Braga. Entrou na vaga de Souza e foi jogar como volante, enquanto Jean foi para direita. Mostrou ter bastante qualidade no passe, mas teve pouco tempo para mostrar mais seu futebol.

Digão – 4 – Faz algum tempo que a zaga do Fluminense é desorganizada. Hoje, mais uma vez a zaga não se portou bem. Digão não fez excelente jogo, mas também não foi péssimo

Márcio Rozário – 4 – Mesma nota que seu companheiro de zaga. Não foi péssimo, mas não fez grande jogo.

Thiago Carleto – 8 - Na primeira etapa, ótima opção ofensiva. No segundo tempo, quando estava sumindo do jogo, apareceu para marcar um golaço de fora da área. O melhor jogador em campo.

Valencia – 5 – Falhou em um lance no primeiro tempo, mas no geral, não comprometeu na parte defensiva, mas pouco acrescentou na frente.

Jean – 5 – Foi bem discreto. Quando passou a jogar como lateral direito, tentou algumas investidas ao ataque.

Thiago Neves – 4,5 – Já era esperado que ele sentisse a falta de ritmo na sua reestréia pelo Fluminense. Nos 60 minutos que ficou em campo, buscou o jogo, mas pouco conseguiu produzir.

Lanzini – 4,5 – Entrou na vaga de Thiago Neves, lutou junto com o time em busca de gol da vitória, mas não conseguiu muita coisa.

Wellington Nem – 5,5 – correu bastante, mostrou muita disposição. Sofreu um pênalti ignorado pela arbitragem na primeira etapa, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Rafael Moura – 3 – O pior do Fluminense em campo. Apareceu muito pouco, não criou quase nada e não foi nem sombra daquele jogador decisivo no primeiro semestre de 2011.

Araújo – 5 – Jogou bem alguns minutos do primeiro tempo, mas depois não conseguiu apresentar um bom futebol.

Samuel – 5,5 – Entrou na vaga de Araújo, correu bastante, mostrou muita disposição e sofreu um pênalti não assinalado.

Abel Braga – 4,5 – O time reserva escalado pelo treinador tricolor conseguiu raros momentos de bom futebol. As substituições deram sangue novo à equipe, mas não foram suficientes para o Fluminense conseguir a vitória.

Duque de Caxias – A equipe mostrou-se frágil, porém, muito dedicada, principalmente na parte defensiva. Na frente, Gilcimar ficava isolado em busca de uma chance de gol, porém, foi Carlos Alberto que balançou as redes, em um bonito chute de fora da área.

domingo, janeiro 29, 2012

COM BOA ATUAÇÃO DE GOLEIROS, FLAMENGO E MACAÉ EMPATAM SEM GOLS

Por Danilo Silveira

Com time reservas em campo, o Flamengo chegou ao seu primeiro tropeço no Campeonato Carioca. Depois da boa estréia diante do Bonsucesso, o time da Gávea não passou de um empate sem gols diante do Macaé. Na última quarta-feira, no duelo em Potosí, o goleiro Felipe foi o melhor jogador do Flamengo. E ontem, em Macaé, mais uma vez, o Flamengo teve entre os postes o seu melhor jogador. Dessa vez, o goleiro reserva, Paulo Victor, que fez boas defesas, evitando o pior. Dentro das quatro linhas, o melhor jogador foi o argentino Botinelli, que mesmo sem fazer uma excelente partida, mostrou categoria e lucidez. Confira abaixo as notas dos jogadores do Flamengo.

Paulo Victor 9 – O melhor jogador do Flamengo em campo. Fez belas defesas, a mais bonita em uma cabeçada.

João Felipe 4,5 – Discreto, o lateral-direito rubro negro quase não apoiou.

João Victor – Sem nota – Entrou na vaga de João Felipe, que saiu machucado, e pouco apareceu.

Marllon 6 – Foi bem em seu segundo jogo no campeonato. Apresentou-se melhor que seu companheiro de zaga.

Gustavo 5 – Não foi péssimo, mas não fez uma grande apresentação. Mostrou-se lento em algumas oportunidades.

Magal 4 – Nos momentos em que apareceu, mais errou que acertou.

Maldonado 5 – Discreto, não comprometeu na marcação. 5,5

Luiz Antônio 5 – Foi menos participativo que no jogo contra o Potosí no meio de semana. Saiu no intervalo.

Muralha 4 – entrou na vaga de Luiz Antônio e não foi bem. Pouco acrescentou ao time e quando teve boa oportunidade, mais ou menos da altura da meia lua, chutou muito mal.

Camacho 6,5 – Depois de um primeiro tempo apagado, foi bem na segunda etapa. Mostrou ter um bom toque de bola e ser um jogador bem técnico.

Botinelli 7,5 – Se não fez um primeiro tempo brilhante, fez uma boa segunda etapa. Dos seus pés, saíam os melhores passes do time. Dá o toque de qualidade e lucidez no meio-campo. Nos minutos finais, quase faz um golaço de falta, mas o goleiro adversário defendeu.

Negueba 3,5 – Foi muito participativo, até sofreu algumas faltas em jogadas individuais, mas, resumindo, errou quase todas as jogadas que tentou.

Jael 3,5 – Isolado na frente, pouco apareceu. Na primeira etapa, quase fez uma gol em cobrança violenta de falta.

Lucas sem nota – Entrou na vaga de Jael no decorrer da segunda etapa.

Antônio Lopes Júnior 2 – Não foi bem. No meio da segunda etapa, esboçou tirar Botinelli, que vinha sendo o melhor em campo. A substituição acabou sendo cancelada pois o lateral direito João Felipe sentiu um problema e precisou sair de campo.

Macaé – O atacante Pipico deu muito trabalho ao sistema defensivo rubro-negro. Acertou a trave em belo chute de fora da área. O goleiro Luis Henrique foi muito bem, fazendo boas defesas. Na sgeunda etapa, evitou o gol rubro-negro defendendo chute cara a cara de Camacho. O nos minutos finais, defendeu cobrança de falta de Botinelli.

sábado, janeiro 21, 2012

COM DOIS DE JAEL, RESERVAS DO FLA GOLEIAM BONSUCESSO

Por Danilo Silveira

Acho que nem o torcedor mais fotimista do Flamengo esperava uma estréia tão boa da equipe no Cariocão. Não que o time reserva do Flamengo tenha feito uma excelente atuação, mas, mesmo assim, diante do Bonsucesso, que mostrou-se muito frágil, o time da Gávea conseguiu uma tranqüila vitória, por 4 a 0.

Os primeiros minutos do jogo não foram nada bons. O Flamengo não conseguia se organizar na parte ofensiva, e esbarrava em uma forte marcação do Bonsucesso, equipe que voltava à Primeira Divisão do Cariocão, depois de estar desde 1992 sem freqüentá-la. Falando em Bonsucesso, a equipe é dirigida pelo ex-zagueiro Wilson Gottardo. Por volta dos cinco minutos, Jael deu bom passe para Botinelli, na ponta esquerda; o argentino sofreu o toque de Eduardo Ratinho, dentro da área, e acabou caindo, mas o árbitro não marcou a infração, que aconteceu. Nesse lance, Eduardo Ratinho se machucou, e para seu lugar, entrou o também lateral-direito, Felipe. A primeira grande chance foi do Bonsucesso; Adriano Magrão aproveitou falha de Frauches e chutou da ponta esquerda, e a bola passou próximo do gol defendido por Paulo Victor. Os minutos se passavam e nada de bom acontecia. Até que pouco depois dos 20 minutos, Camacho roubou bola justamente de Felipe, que entrou nos minutos iniciais, avançou, entregou para Botinelli, que dominou adiantando a bola, mas conseguiu dar outro toque, tirando do goleiro e entregando para Jael empurrar para o gol vazio e abrir o placar. E poucos minutos depois, Jael recebeu na intermediária e arriscou para o gol, a bola desviou em um adversário, matando o goleiro e entrando no meio do gol. Ou seja, em pouco tempo, o Flamengo, que não fazia boa partida, conseguia adquirir uma boa vantagem. E foi assim, com dois gols na frente, que o Flamengo foi para o intervalo.

Sem alterações, o Flamengo voltou para o segundo tempo. O Bonsucesso voltou melhor do que acabou o primeiro tempo, marcando forte e tentando arriscar chutes de fora da área. Pelo lado rubro-negro, Botinelli era o melhor em campo. Apesar dos dois gols, Jael fazia uma péssima partida. O atacante recebia muitas bolas e, na maioria das vezes, ou ele fazia a opção errada na jogada, ou tentava fazer o certo, mas executava de maneira errada. Pela esquerda, Magal apoiava bastante, mas sem muita qualidade. Os minutos se passavam, até que as mudanças começaram a surgir no Flamengo. Durante o decorrer do segundo tempo, o técnico Júnior Lopes fez as três mexidas: entraram Thomás, Adryan e Digão, nas vagas de Lucas, que fez bom jogo, movimentando-se bastante, Camacho e João Felipe. E pouco antes de ser substituído, Camacho acertou bom chute de fora, marcando o terceiro. E antes do apagar das luzes, Magal cruzou da esquerda, e antes que a bola tocasse o solo, Adryan emendou de forma bonita, marcando o quarto e fechando o placar.