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quinta-feira, dezembro 03, 2015

PALMEIRAS JOGA MELHOR, REVERTE A VANTAGEM SANTISTA E CONQUISTA NOS PÊNALTI O TÍTULO DA COPA DO BRASIL

Por Danilo Silveira

Precisando reverter o placar de 1 x 0 negativo do jogo de ida, o Palmeiras foi  para cima do Santos. Foi superior do início ao fim, criou as melhores jogadas, buscou o ataque muito mais do que o seu adversário. Por falar nisso, o Santos decepcionou. Não conseguiu demonstrar durante o jogo a que veio, qual era a sua real proposta. Não defendia com muita qualidade e chegava ao ataque com raridade.

Apoiado por sua fanática torcida, o Palmeiras poderia ter aberto o placar ainda na primeira etapa, mas Gabriel Jesus chutou em cima de Vanderlei antes mesmo do primeiro minuto de jogo ser completado. O mesmo Vanderlei que minutos depois defendeu de forma brilhante uma boa cabeçada de Lucas Barrios. Em meio às chances palmeirenses, o Santos quase abriu o placar com Victor Ferraz, que chutou forte e viu a bola explodir no poste esquerdo de Prass, em uma das poucas chegadas perigosas do time da Vila.

O gol que veio a colocar o time que melhor jogava na frente do marcador veio só na etapa final, e em grande estilo. Barrios fez o pivô de forma brilhante, serviu Robinho, que não foi fominha e rolou para Dudu estufar as redes santistas e levar ao delírio a Arena Palmeiras. O mesmo Dudu que aos 39 da segunda etapa apareceu na área para completar uma bola vinda da esquerda e fazer o gol que parecia ser o do título.

Parecia! Os minutos que separavam o Palmeiras do título foram suficientes para o Santos conseguir um gol salvador, que sinceramente, não merecia pelo que havia feito durante todo o jogo. Ricardo Oliveira apareceu na área palmeirense e depois de uma jogada aérea, chutou para diminuir o marcador para o Santos na partida e empatar o placar agregado dos dois jogos. Era nas penalidades que tudo seria definido.
Quiseram os deuses do futebol que o time que mais jogou bola nesta quarta-feira erguesse a taça. Marquinhos Gabriel isolou, Prass defendeu a cobrança de Gustavo Henrique, e nem mesmo a defesa de Vanderlei no chute de Rafael Marques foi capaz de tirar o título do Palmeiras. No último lance, no último chute da Copa do Brasil 2015, Fernando Prass chutou forte para estufar as redes santistas e colocar o Palmeiras na próxima edição da Libertadores da América.


Gol esse que dá ao técnico Marcelo Oliveira o seu primeiro título de uma Copa do Brasil, depois de três vices-campeonatos. Aqui vai um parabéns especial a um dos melhores técnicos do Brasil na atualidade.

quinta-feira, novembro 27, 2014

GALO FORTE, VINGADOR E CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2014.

Por Danilo Silveira



Deu Galo!!! No jogo mais esperado nesse fim de ano em solo nacional, o Atlético/MG, com todos os méritos, derrotou o Cruzeiro por 1 x 0 e sagrou-se campeão da Copa do Brasil.

A vantagem de 2 x 0 do jogo de ida não foi suficientemente forte para frear o ímpeto ofensivo e fazer o Galo cair na armadilha da retranca. Jogou como se espera que jogue um clube da grandeza do Clube Atlético Mineiro. Um clube que teve a honra de ser dirigido entre 2011 e 2013 por Cuca, que montou uma máquina e colocou o Galo no topo da América. Um clube que acertou ao trazer Levir Culpi e ganhou como prêmio, não só o título da Copa do Brasil, mas o retorno de um futebol que chama atenção pela intensidade e pela vocação ofensiva.

Era o Galo o adversário ideal para usurpar do Cruzeiro a tríplice coroa. Dito e feito. Fato esse que não diminui o brilho e a capacidade desse time cruzeirense, comandado pelo excelente Marcelo Oliveira. Bicampeão brasileiro, o time joga o futebol que mais encanta no país. Raro de se ver em solo brasileiro uma equipe com tamanha qualidade quanto essa montada por Marcelo Oliveira.

O mando de campo cruzeirense no duelo final, apontava para uma carga de ingressos reduzida para o torcedor do Galo. A saída para aqueles atleticanos apaixonados, que queriam estar em um estádio para assistir à final, foi invadir o Independência. Mesmo que lá não houvesse bola rolando, lá havia o torcedor, gritando e empurrando o time. Por mais que não ouvisse os gritos de incentivo, era como se cada um dos 11 jogadores que vestiam preto e branco no gramado do Mineirão, sentissem a vibração e a pulsação vinda do Horto. Aquela história de colocar o coração na ponta da chuteira, sabe?

Feliz é o Estado de Minas Gerais, agraciado com Cruzeiro e Atlético/MG praticando aquilo que de melhor eu tenho visto no futebol brasileiro.

quinta-feira, outubro 30, 2014

QUANDO A SEDE POR VITÓRIAS SE SOBREPÕE A BELEZA DO JOGO PROPOSTO.

Por Danilo Silveira



Marca, Combate, Marca, Combate...quando tem a posse de bola a inspiração é muita pouca e sucumbe à correria. Corre, corre, corre, falta lucidez, falta toque de bola qualificado. Jogando em casa, três volantes são escalados. Futebol feio, pragmático, pouco admirável. Agora, possui uma vontade incrível, um empenho impressionante, o tal “sangue nos olhos” parece imperar nos onze que tem por incumbência vencer o oponente dentro das quatro linhas.

Os noventa minutos que separam o apito inicial e o apito final são de muito mais transpiração que inspiração. Se para alguns, o objetivo é fazer com que a inspiração ofensiva vença a marcação adversária, para Vanderlei Luxemburgo o objetivo é inverso: é fazer com que a sua marcação impeça que a inspiração adversária evolua dentro do gramado. O tal do “joga e deixa jogar” é substituído pelo “não deixo jogar e jogo na base da correria, não da inspiração”. Vence e convence a massa rubro-negra, carente de bom futebol apresentado pelos seus times recentes, que esse é o melhor método para se dirigir uma equipe de futebol.

Por lógica, deveria o Flamengo esbarrar, parar, nos melhores times do Brasil. Mas a lógica do futebol se diferencia da lógica das demais áreas da vida. E a lógica rubro-negra venceu Cruzeiro, Atlético/MG (duas vezes) e Internacional. O rubro-negro fanático, apaixonado, louco pelo seu time do coração, senta à frente da televisão ou nas cadeiras do Novo Maracanã, não para ver o time jogar bem, apresentar-se de forma brilhante; ele senta para ver o time ganhar, e mais nada. Se perder, sai reclamando da qualidade do time, se ganhar, sai comemorando, sem exercer qualquer comentário em relação à qualidade do futebol apresentado.

E a magia rubro-negra, espalhada por cada metro quadrado do Maracanã, é capaz de tornar o improvável, real. Um contra-ataque, onde há dois rubro-negros contra cinco alvinegros, transforma-se em penalidade máxima. Gabriel driblou dois adversários e foi derrubado pelo terceiro. Chicão estufou as redes: 2 x 0! E lá vai o Flamengo para Minas Gerais, carente por bom futebol, sedento pelo título. Carente de um treinador que preza pela beleza do futebol apresentado, mas que tem seu nome gritado pela massa, que pouco tem se importado com qualidade do futebol apresentado, se apegando ao resultado o qual o jogo acaba.

Quando se fala em futebol, em torcida, fica muito difícil separar a razão da emoção. E talvez seja mesmo melhor para o torcedor rubro-negro, deixar se levar pela emoção. Porque pela razão, fica muito difícil concordar com Vanderlei Luxemburgo à beira do campo, vestindo vermelho e preto. Fica difícil concordar que o Flamengo entre para um jogo no Maracanã com três volantes e termine esse mesmo jogo com quatro volantes, atuando igual um time pequeno, enquanto o adversário possui somente um volante entre os onze que em campo estão.

Talvez seja difícil analisar de forma fria quando se está no meio de uma competição. A sede pela vitória tem muitas vezes como resultado a não preocupação com a qualidade do jogo proposto. Isso eu já estou mais do que acostumado a ver. Aliás, não precisamos remeter a histórias muito antigas. Basta ver o desempenho da Seleção Brasileira na última Copa do Mundo. Os rostos pintados de verde e amarelo, as bandeiras tremulando país afora e o sentimento dito nacionalista, contrastavam com uma equipe bisonha dentro de campo, abaixo da linha do aceitável. O Mineirão veio a ser o placo que devolveu aos brasileiros a consciência de que aquele time estava muito, mas muito aquém do que se imaginava: SETE A UM! E que o trabalho estava sendo desenvolvido de uma maneira equivocada, contribuindo e compactuando para o retrocesso do futebol brasileiro.


O mesmo Mineirão onde o Flamengo enfrentará, na próxima quarta-feira, o Atlético/MG, buscando garantir vaga na final da Copa do Brasil.

quinta-feira, novembro 21, 2013

EM JOGO RUIM, FLAMENGO CONSEGUE BOM RESULTADO

Por Danilo Silveira


Atlético-PR e Flamengo fizeram um jogo de dois tempos bem distintos, no duelo de ida da final da Copa do Brasili. Nos 45 minutos iniciais, pouca inspiração e raras oportunidades de gols no Durival de Britto. Apesar disso, os dois gols da partida aconteceram nesse período. Marcelo acertou um forte chute de fora da área e abriu o placar para o Furacão. O Flamengo respondeu na mesma moeda. Amaral fez o seu primeiro gol pelo Rubro-Negro em um chutaço de fora da área. O departamento médico do Flamengo precisou trabalhar muito durante a etapa inicial. Primeiro, André Santos se machucou, deixando o gramado para a entrada de João Paulo. Depois, foi a vez de Chicão sentir a coxa e deixar o campo, dando a vaga para Samir.

Veio a segunda etapa e o jogo cresceu bastante em intensidade. Logo ao dois minutos, Luiz Alberto cabeceou após escanteio cobrado da direita e Felipe fez boa defesa. Marcelo era o nome de destaque do Furacão, imprimindo velocidade ao time. Já pelo lado rubro-negro, Hernane correu bastante, ajudou na marcação, mas não teve muitas chances de balançar as redes. Na oportunidade mais clara, ele chutou para fora após cruzamento de Léo Moura. Carlos Eduardo foi bem tecnicamente, mas fisicamente parece fora das ideais condições há algum tempo. O Furacão assustou em chutes de Marcelo e Everton, ambos defendidos por Felipe. O Flamengo teve muito perto de abrir o placar em cobrança de falta executada por Luiz Antônio, que acabou passando muito perto da trave esquerda de Weverton.

No fim das contas, o 1 x 1 foi um bom resultado para o Flamengo, que agora joga pelo 0 x 0 no segundo jogo, em pleno Maracanã. Vantagem que é boa, mas pequena. Aposto em um segundo jogo com fortes emoções e melhor jogado que esse primeiro, que deixou bastante a desejar.

quinta-feira, maio 10, 2012

QUATRO DIAS, DUAS DERROTAS E UM SEMESTRE COMPROMETIDO

Por Danilo Silveira



Mais uma vez, de novo, novamente, o Botafogo teve um dia daqueles que todos os torcedores do Glorioso provavelmente querem esquecer. Depois do acachapante 4 a 1 para o Fluminense no domingo, a equipe voltava as atenções para a Copa do Brasil, onde precisava de uma vitória simples, ou de um empate em 0 a 0 para avançar às quartas-de-final. O empate em 1 a 1 levava para os pênaltis e qualquer resultado diferente dos citados acima eliminava o Botafogo da competição e classificava o Vitória.

O jogo

Elkeson abre o placar para o Glorioso

O Botafogo começou o jogo com uma postura interessante, partindo para cima do Vitória. Maicosuel pela esquerda e Elkeson pela direita ditavam o ritmo do meio-campo. Felipe Menezes pelo meio não apareceu tanto e Loco Abreu ficava na frente, esperando uma oportunidade de gol. E ela apareceu após belo passe de Maicosuel e o uruguaio pegou de primeira, acertando as redes baianas, só que pelo lado externo do gol. E aos 21 minutos, veio o gol alvinegro. Após a bola viajar pelo alto e acertar a cabeça de um jogador do Vitória, Elkeson ganhou na corrida de Wellington Saci e, desequilibrado, tocou na saída do goleiro Douglas para abrir o marcador no Engenhão.

O Vitória pouco conseguiu produzir na primeira meia hora de jogo e o Botafogo ganhava consistência defensiva na boa atuação do zagueiro Brinner. Só que quando o intervalo se aproximava, os baianos começaram a criar oportunidades de gol. Após escanteio cobrado, Jefferson saiu mal e Lucas, em cima da linha, salvou de cabeça o que seria o empate do Vitória. E o goleiro alvinegro se redimiu da falha, minutos depois, quando salvou uma cabeçada de Geovanni, no canto direito. Só que aos 47, o goleiro alvinegro voltou a sair mal e Lucas voltou a cortar a bola em cima da linha, só que dessa vez utilizando as mãos. Pênalti assinalado, cartão vermelho para o lateral-direito alvinegro, que já tinha sido expulso domingo, no duelo com Fluminense. Só que Jefferson tratou de se redimir novamente, dessa vez defendendo a penalidade cobrada por Neto Baiano, no canto esquerdo. Está certo que o goleiro alvinegro estava à frente da linha do gol quando o atacante do Vitória bateu na bola, mas nada foi assinalado e o Botafogo foi em vantagem para o intervalo.

Botafogo se encolhe, Vitória aperta e vira o jogo

Para a segunda etapa, o treinador do Vitória, Ricardo Silva (o mesmo que dirigia o Vitória no vice-campeonato da Copa do Brasil em 2010), sacou Geovanni e lançou o atacante Dinei. Era sua segunda mexida, pois aos 32 da primeira etapa, o lateral direito Romário entrou na vaga de Leo, contundido. Oswaldo também voltou com o time diferente para a segunda etapa, lançando Gabriel na vaga de Felipe Menezes, provavelmente pensando em recompor a defesa por conta da expulsão de Lucas. E o Vitória voltou melhor para a segunda etapa. Logo aos 3, Pedro Ken bateu falta com perigo, obrigando Jefferson a defender no canto direito. E aos 11, na área alvinegra, Renato evitou a saída de bola pela linha final e a redonda sobrou para Marcelo Mattos, que bobeou, e Dinei rolou para trás, onde Pedro Ken apareceu para emendar e empatar o duelo. Nesse momento, o cenário ficou catastrófico para o Botafogo. O atual placar levava o confronto para os pênaltis, mas um gol do Vitória obrigaria o Alvinegro a fazer dois, e era o time baiano que estava melhor no jogo. Aos 16, Jefferson salvou o Botafogo, defendendo uma cabeçada a queima roupa de Dinei. Aos 20, Oswaldo resolveu mexer novamente, lançando Herrera na vaga do contestado Elkeson. Dois minutos mais tarde, pela ponta direita, Romário cruzou na cabeça de Tartá, que cabeceou e dessa vez Jefferson nada pôde fazer para evitar o segundo gol e a virada baiana em pleno Engenhão.

Pedro Ken é expulso, Bota pressiona, mas é eliminado da Copa do Brasil

Quase que instantaneamente, o Botafogo, precisando de dois gols, passou a sair para o ataque. Aos 31, Pedro Ken fez falta dura em Renato e foi expulso diretamente pelo árbitro Paulo César de Oliveira. Agora, as duas equipes estavam iguais numericamente no quesito jogadores em campo. E logo, Oswaldo tratou de lançar Vitor Júnior na vaga de Marcelo Mattos, deixando o time mais ofensivo. O Botafogo precisava de dois gols em cerca de quinze minutos para avançar às quartas-de-final da Copa do Brasil. Loco Abreu quase empatou a partida, mas um adversário tirou a bola em cima da linha. Nos minutos finais, o Botafogo tentou, lutou, correu, pressionou, mas não foi o suficiente para conseguir a classificação. Provavelmente, o torcedor do Botafogo deixou o Engenhão muito frustrado na noite de quarta-feira.

quinta-feira, março 22, 2012

SEM JOGAR BEM, GRÊMIO BATE RIVER PLATE/SE E AVANÇA NA COPA DO BRASIL

Por Danilo Silveira

Após a melancólica passagem pelo Flamengo, Vanderlei Luxemburgo assumiu o Grêmio. E hoje, resolvi ver a primeira partida do Tricolor Gaúcho comandado pelo treinador pentacampeão brasileiro. Diante do River Plate/SE, o Imortal não fez um grande jogo, teve dificuldades, principalmente na primeira etapa, mas acabou vencendo por 3 a 1 e conseguiu cumprir o objetivo de se classificar para a segunda fase da Copa do Brasil, depois de ter vencido o jogo de ida por 3 a 2 no Sergipe.

O jogo

A partida começou equilibrada. Aqueles que esperavam uma pressão gremista somada a uma retranca da equipe sergipana, se enganaram. O River Plate/SE começou o jogo de forma ousada, não se limitando a ficar apenas no campo defensivo. E aos 11 minutos, após cruzamento da esquerda e desvio no segundo pau para o meio, a bola encontrou Thiago papel, que conseguiu de costas, tocar para Lelê, que dividiu com o goleiro Victor, aproveitou o rebote e abriu a contagem para a equipe visitante no Olímpico. A atuação do Grêmio não era boa e o jogador que melhor aparecia para o jogo era Marcelo moreno. Aos 16, o atacante boliviano aproveitou cruzamento da direita, dominou no peito e emendou um voleio, mas a bola acabou indo no centro do gol, para tranqüila defesa do goleiro Pablo. Quatro minutos mais tarde, Moreno enfiou bola para o argentino bertoglio, que driblou o goleiro, mas antes de concluir a jogada viu um adversário chegar e dar um corte providencial na bola. Vale lembrar que o placar de momento ainda classificava o Grêmio. O River Plate/Se precisava de mais um gol, que quase saiu aos 27, quando Victor se enrolou em um chute de fora da área de Lelê, mas acabou conseguindo espalmar. E aos 34, Marcelo Moreno empatou a partida. O atacante recebeu um passe da direita e ficou debaixo da trave, sem goleiro, mas incrivelmente tropeçou na bola e viu um adversário chegar para brecar o seu chute, mas no rebote empurrou para as redes. Dois minutos mais tarde, as coisas se complicaram ainda mais para o time sergipano, que teve o atacante Lelê expulso, na minha visão equivocadamente. Apesar de ter dado um carrinho por trás, o jogador não demonstrou violência digna de expulsão, apenas de cartão amarelo.

Jogo vira ataque contra defesa

Com um homem a menos, o River Plate/SE perdeu força ofensiva e o Grêmio voltou melhor para a segunda etapa. A equipe de Luxemburgo passou a ficar mais no campo de ataque e era raro ver o time sergipano ultrapassar o meio campo tocando bola. Aos 12, Luxa resolveu lançar Leo Gago na vaga de Souza. Pouco depois, Marquinhos entrou na vaga de Marco Antônio. Rodando a bola de um lado para outro, o Grêmio enfrentava dificuldades para furar a marcação adversária. A equipe até arriscou chutes para o gol, mas a virada veio mesmo pelo alto. Após cruzamento da esquerda, Werley subiu e cabeceou para o fundo das redes, quando o relógio já marcava 34 minutos. E ainda deu tempo para Léo Gago bater falta, contar com desvio e ver a bola chegar no fundo das redes.

Resumindo, o Grêmio nem de longe fez uma boa partida, enfrentando dificuldades no primeiro tempo, quando viu um adversário arrojado buscando jogadas ofensivas. Já na segunda etapa, a equipe até teve o domínio territorial, mas apresentou dificuldades para penetrar na defesa adversária e poucas saídas para furar a retranca. Mesmo assim, conseguiu dois gols nos minutos finais, que garantiram, além da classificação, a vitória.

quinta-feira, março 08, 2012

MESSI E NEYMAR MARCAM GOLAÇOS E FLU BATE BOCA FORA DE CASA


Por Danilo Silveira

A quarta-feira foi agitada no mundo da bola. Foi dia de início de Copa do Brasil, jogos pela Libertadores e pela Champions League. Muitos golaços e muita emoção tomaram conta dos gramados. Vamos agora fazer um resumo do que aconteceu.

Mais um show do melhor jogador do mundo

No Camp Nou, Barcelona e Bayer Leverkusen entravam em campo para duelar no jogo de volta das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Na partida de ida, o time catalão havia vencido por 3 a 1, então poderia até perder por um gol o jogo de volta. E como já é normal, o time comandado por Pepe Guardiola foi para cima e não teve maiores dificuldades para encurralar o time alemão no campo defensivo. A goleada logo se desenhou, mas o que assustou mesmo foi a quantidade de gols marcadas pelo time, e quantos desses gols foram anotados por Leonel Messi. A vitória por 7 a 1, com cinco gols do melhor jogador do mundo, veio para alegrar mais uma vez aqueles que curtem assistir ao futebol denominado futebol arte. O argentino fez dois gols por cobertura, dois gols em chutes colocados e um gol após tabela com companheiro e falha do goleiro. Para completar, Tello, jogador da base do time, entrou e fez mais dois gols. Festa, show e classificação do Barcelona.

Em jogo fraco, Flu bate o Boca

Quatro anos após o inesquecível duelo pelas semifinais da Libertadores, Boca Juniors e Fluminense voltavam a se enfrentar. Com “La Bombonera” fervendo, as duas equipes travaram um duelo fraco, com lampejos de bom futebol. Limitado mas esforçado, o Boca tentava pressionar o Fluminense, que por sua vez, mais se defendeu do que atacou durante os 90 minutos. Os dois primeiros gols da partida nasceram em cobranças de falta. Deco colocou na área e Fred cabeceou para abrir o placar, ainda na primeira etapa. Na segunda etapa, Riquelme bateu falta na área, e na sobra, Somoza completou para as redes. W. Nem, até então sumido do jogo, apareceu para fazer bela jogada pela esquerda, cruzar na medida para Deco chegar batendo e fazer o gol que garantiu a vitória do Fluminense para cima de um Boca Juniors que mostrou muito mais vontade do que qualidade.

A velocidade do menino

Não vi o jogo, mas não dá para não citar o que Neymar fez na partida entre Santos e Inter. O jovem simplesmente fez os três gols do Peixe, na vitória por 3 a 1, sendo que dois deles em duas arrancadas velozes e fenomenais, para cima dos marcadores do Colorado. Se na Espanha Messi fez cinco, no Brasil Neymar fez três. Uma quarta-feira onde dois craques marcaram, juntos, oito gols. Que maravilha!

Chipre faz história

Quando acabou o jogo do Barcelona, lá fui eu mudar de canal para assistir a prorrogação de Apoel e Lyon. No tempo normal, o time do Chipre venceu por 1 a 0, devolvendo o resultado do jogo de ida. Na prorrogação, o Lyon pressionou, o Apoel explorou o contra ataque, mas nada de gols. Assim, a vaga nas quartas-de-final foi decidida nas penalidades. Os jogadores do Apoel converteram todas as cobranças, enquanto o Lyon desperdiçou duas, ambas defendidas pelo goleiro Chiotis, uma delas cobrada pelo brasileiro Michel Bastos.

quinta-feira, junho 09, 2011

UM TIME PEQUENO DÁ MAIS UM TÍTULO PARA UM CLUBE GRANDE


Por Danilo Silveira

OBS: A foto da matéria é uma homenagem à grande torcida do Vasco, que não foi respeitada hoje pelo que o time fez dentro de campo!

Ricardo Gomes desrespeitou a história do Vasco da Gama hoje. Colocou em campo uma equipe covarde, medrosa, destemperada e sem preparo para disputar uma final de Copa do Brasil.

Os torcedores do Vasco estão eufóricos, contentes, e precisam mesmo estar. Acabou-se hoje um jejum de 8 anos, mas isso não dá a Ricardo Gomes o direito de fazer o que ele fez. Encolheu o Vasco durante todo o segundo tempo, fez um grande clube jogar como time pequeno. Tirou Felipe e Diego Souza para colocar Bernardo e Jumar. Praticamente um crime contra o futebol bonito. Uma longa caminhada, dura e árdua, poderia ter um bonito final. Ele tinha feito o Vasco jogar bonito, jogar bem, mas foi só chegar a hora da verdade que ele sentiu a pressão. Será que um novo Muricy Ramalho está surgindo?

Eduardo Costa, Fernando Prass, Dedé, todos nervosos dentro de campo, me fizeram lembrar o Brasil do Dunga na Copa do Mundo de 2010. Deprimente. O Cortiba, por sua vez, se esforçou, mostoru limitações, mostrou ser um time razoável, e ao invés de trocar passes nos minutos finais, e tentar entrar na zaga do Vasco por baixo, se desesperou, começou a alçar bolas na área esperando um gol de cabeça, ou algo parecido. Mas lutou, se não pelas vias que eu considero interessantes, lutou bravamente, até o apito final. Enquanto isso, um Vasco "a lá Muricy", dava bicos para todos os lados, sem um pingo de vergonha. Mais uma vez o futebol coroou quem não merecia!

Me pergunto até agora por que Ricardo Gomes fez isso. Por que ser medroso justo no jogo decisivo? Por que ser covarde no último jogo? Ele poderia sair coroado, mas hoje sai por baixo. Sai que nem Muricy saiu em 2010, como um técnico medroso. Uma vergonha para aqueles que gostam do futebol. Queria eu poder fazer uma única pergunta para ele, e essa seria: por quê?

Hoje, os torcedores do Vasco não estão nem aí. É cultural em nosso país, o resultado ser analisado antes da atuação de uma equipe. Com isso, Ricardo Gomes hoje pode estar sendo exaltado. Queria eu um, apenas um, vascaíno que criticasse o comandante cruzmaltino.

O dicionário onde há palavras como retranca, Muricy Ramalho, Ricardo Gomes (do jogo de hoje) e futebol feio pouco me interessa. Os títulos por si só, nunca vão mudar a minha ideologia desse esporte, a forma de pensar bonito, o futebol vistoso e a arte esboçada dentro de quatro linhas. O Vasco é muito maior do que uma simples Copa do Brasil. O Vasco é um clube gigantesco, que tem uma torcida apaixonada, e não é um simples jogo que vai fazer isso mudar. O Vasco caiu para a Série B e voltou. Voltou nos braços da torcida, voltou na moral, voltou para ficar, porque é grande demais. Os torcedores vascaínos não merecem um time desse dentro das quatro linhas. Ricardo Gomes não honrou a camisa do Vasco.

Esse Ricardo Gomes de hoje não merece diriigir o Vasco da Gama!

quinta-feira, junho 02, 2011

ALECSANDRO USA CABEÇA E DEIXA VASCO EM VANTAGEM NA DECISÃO DA COPA DO BRASIL


O clima era realmente de final no Rio de Janeiro. Os vascaínos estavam empolgados e pareciam muito confiantes. Sem um título desde 2003 (tirando a Série B em 2009), a equipe cruzmaltina começava a disputar o título da Copa do Brasil contra O Coritiba. E o momento de maior emoção em São Januário aconteceu nos minutos iniciais da segunda etapa, quando Allan cruzou da direita e Alecsandro usou a cabeça para marcar o gol único da partida.

Jogo em ritmo bom na primeira etapa.

Desde o minuto inicial o Coxa se mostrou um adversário perigoso. Aos 10, Anderson Aquino recebeu livre na área, mas se atrapalhou e acabou travado. Se existe uma palavra que melhor expressa o duelo de ontem, é vontade. As duas equipes entraram em campo literalmente para uma final de campeonato. Aos 17, Bill arriscou pouco antes da marca da grande área e fez Fernando Prass trabalhar. O Vasco rondava a área coritibana com perigo, mas a equipe do técnico Marcelo Oliveira marcava bem, e a penetração estava complicada. Aos 20, Diego Souza recebeu aparentemente em impedimento, mas nada foi assinalado e depois foi possível ver que ele estava em condição legal; ele dominou, a marcação chegou, ele voltou a jogada e chutou para boa defesa de Edson Bastos. O primeiro tempo seguiu em bom ritmo, o relógio parecia passar rápido, e não demorou para o árbitro apitar decretando o intervalo. No placar, tudo zerado.

Gol de Alecsandro explode São Januário

O segundo tempo começou e não demorou muito para a torcida vascaína soltar o grito de gol. Aos 5 minutos, bola aberta na direita para Allan, que cruzou na medida para Alecsandro usar a cabeça, estufar as redes de Edson Bastos e explodir São Januário. O gol animou a equipe carioca, que vinha pra cima em busca de mais gols. Mas o Coxa não se desestabilizou e fazia boa partida. Bernardo de falta ainda teve boa chance de ampliar, mas a bola passou perto por cima do gol. E em um dos últimos lances do jogo, um chute cruzado da direita e Démerson completou à esquerda de Prass, e por pouco não levou o empate para Curitiba.

O jogo da próxima quarta-feira promete. Os dois últimos campeões da Série B disputam um importante título, que pode fazer o torcedor voltar de fato a sorrir.

quinta-feira, março 31, 2011

PRUDENTE DERROTA O GALO E LEVA VANTAGEM PARA MINAS.

Por Marcos Freitas

Definitivamente, a zebra rolou solta na rodada do meio de semana da Copa do Brasil. Jogando no interior paulista, em Presidente Prudente, o Galo foi derrotado pelo Grêmio local por 2 a 1, em partida válida pela 2ª fase da Copa do Brasil.

O jogo, que trazia o lanterna do Campeonato Paulista contra o tradicional Atlético Mineiro, mostrou que o Galo sentia falta dos três atacantes que deixaram o time recentemente (Obina, Diego Tardelli e Jobson). O Prudente, aproveitou ainda a incrível facilidade em penetrar pelas laterais, explorando os atacantes Juan e Eraldo. Em uma destas jogadas, logo no início da partida, Eraldo abriu o marcador para os paulistas, após falha de Rever.

Apesar do gol, o time do técnico Márcio Goiano, encurralava os atleticanos em seu próprio campo, e poderia ter ampliado o marcador, no chute do atacante Eraldo e na bola cruzada de Saldanha, que Juan não conseguiu completar.

Mas, quando o Galo teve a chance de empatar, não desperdiçou. Após lançamento do meio-campo, Magno Alves dominou a bola no peito e, de voleio, fez um lindo gol, sem chances de defesa para Márcio. No entanto, dois minutos depois, o Prudente recolocou a justiça no placar. Em bola cruzada na área, Juan, o melhor em campo até então, fez um bonito gol, deslocando o goleiro Renan Ribeiro: 2 a 1.

No segundo tempo, Dorival tentou reorganizar a equipe colocando o veloz Neto Berola. O Prudente, em compensação, após um ótimo primeiro tempo, cansou e limitou-se a assegurar a segunda partida em Sete Lagoas. Excetuando-se um chute de Neto Berola e uma tentativa de bicicleta do voluntarioso Toró, o Atlético pouco criou.

No final, o 2 a 1 foi justo e deixou a decisão da vaga em aberto

quinta-feira, março 17, 2011

RONALDINHO PARTICIPA DE TODOS OS GOLS E FLA ELIMINA FORTALEZA.


Por Danilo Silveira

O Flamengo não encantou, não fez uma bela partida, mas a consistência da equipe, atrelada ao talento dos jogadores, culminou na vitória da equipe por 3 x 0 sobre o Fortaleza. Com esse placar, a equipe da Gávea eliminou o jogo da volta e está nas oitavas da Copa do Brasil.

Castelão lotado, festa da torcida. A bola rolou e um empolgado Fortaleza veio pra cima. Logo aos 2 minutos, Bismarck arriscou de fora para excelente defesa de Felipe. O tempo foi se passando e o Rubro Negro não se encontrava em campo em um jogo muito faltoso. Até que aos 20, Ronaldinho lançou Thiago Neves na esquerda da área, o meia rubro negro ajeitou para trás para o canhoto Renato Abreu soltar uma bomba de direita e abrir a contagem. O jogo era equilibrado a essa altura, mas sem muitas chances de gol. O Fla marcava com muita aplicação, Thiago Neves se destacava pelo bom preparo físico. Pelo lado do Fortaleza, Luciano Henrique e Bismarck lutavam. Assim, o rubro negro carioca foi par ao intervalo à frente no marcador.

A segunda etapa começou com as equipes sem alterações. Em 5 minutos, o Fortaleza deu três chutes, dois defendidos facilmente por Felipe e um pra fora. Aos 9, Luxa tirou Egídio, que errou demais, para colocar Ronaldo Angelim, ídolo no Fortaleza, sempre muito aplaudido pela torcida local. Na equipe da casa, Léo Andrade cedeu lugar para Tatu. E aos 14, Ronaldinho recebeu na esquerda, cruzou para Thiago Neves, que tentou um voleio que acabou sendo um passe para wanderley escorar de cabeça para as redes e sair correndo comemorando o segundo gol rubro negro. Aos 20, Adriano Pimenta entrou na vaga de Luciano Henrique. O resultado nesse momento eliminava o jogo de volta e o Fortaleza corria em busca do seu primeiro gol no jogo. Só que o Flamengo mostrava-se consistente, firme. Luxa sacou Wanderley para entrada de Botinelli e pouco depois a última alteração dos donos da casa: Eduardo na vaga de Bismarck. Aos 38, Diego Maurício, o Droguibinha entrou no lugar de thiago Neves, que deveria estar exausto nessa hora, já que correu demais durante o jogo. E antes do apagar das luzes, Ronaldinho serviu o Droguibinha, que girou em cima da marcação e chutou para fechar a conta: Flamengo 3 x 0 Fortaleza.

Percebe-se que o Flamengo consegue vencer mesmo sem jogar tudo que pode. Uma equipe reformulada de 2010 para 2011, que tem tudo para brilhar muito esse ano, nos gramados do Brasil afora.