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quarta-feira, setembro 28, 2016

LEICESTER VENCE PORTO E MANTÉM OS 100% NA LIGA DOS CAMPEÕES

Por Danilo Silveira

Leicester e Porto se enfrentaram no King Power Stadium, na cidade de Leicester, na tarde desta terça-feira, em duelo válido pela Liga dos Campeões. Melhor para os donos da casa, que venceram por 1x0 e seguem 100% na competição, na liderança isolada do grupo G.

No entanto, os 90 minutos que levaram o Leicester a tal condição de líder, não foram dos melhores. Principalmente em se tratando de Liga dos Campeões, onde esse que vos escreve está acostumado a ver jogos de alto nível. 

A primeira boa chance foi do Porto, com André Silva, que recebeu lançamento longo, aproveitou a saída do goleiro Schmeichel e tentou finalizar por cobertura, mas sem sucesso. Talvez tenha sido o momento do jogo em que o Porto conseguiu pegar a defesa do Leicester mais desguarnecida. Outras chances do time português aconteceram, mas não foi por falta de homens de azul defendendo a baliza de Schmeichel.

Aos poucos, o Leicester foi se soltando em campo e ocupando mais o campo de ataque. No entanto, eram poucas as jogadas bem tramadas. O excesso de faltas na partida e a grande quantidade de bolas alçadas na área traduziam um duelo que não era dos mais bem jogados.

Sabe aquela história de que no meio do nada acaba aparecendo tudo? Pois é! Quando o jogo apresentava poucas alternativas ofensivas e haviam indícios de que a ausência de beleza perduraria, veio um dos lances mais belos da partidas. Mahrez recebeu uma virada de jogo na ponta direita, deu um belíssimo cruzamento para Slimani aparecer na pequena área e cabecear bem, vencendo Cassillas para abrir o marcador para o atual campeão inglês.

Se no meio de gigantes o Leicester conseguiu se virar bem na última edição do Campeonato Inglês, no meio de gigantes a equipe de Ranieri mostrou se virar também na Liga dos Campeões. O Porto tentava esboçar uma reação, tentava penetrar no campo de ataque, mas o sistema defensivo do Leicester mostrou estar muito bem, obrigado.

Na segunda etapa, o jogo melhorou em alguma coisa. Não que tenha ficado espetacular, mas ficou um pouco melhor de se assistir. O Porto tentava uma pressão cada vez maior, enquanto o Leicester parecia ter como missão não deixar que essa pressão se tornasse muito aguda, mas sem sofrer riscos!
. Leia-se priorizar o sistema defensivo e só sair para o ataque "na boa".  Como se a equipe soubesse exatamente aquilo que devia fazer para não deixar o Porto empatar e, quem sabe, ampliar o marcador, sendo a primeira das missões a mais importante

Nuno Espirito Santos colocou em campo Hector Herrera, que logo achou um bonito chute de fora da área, para bonita defesa de Schmeichel. Nuno Espírito Santo colocou em campo Jesús Corona, que numa sobra de disputa aérea, emendou de primeira, vendo a bola explodir na trave esquerda de Schmeichel. 

Nem mesmo as mexidas do técnico português, nem mesmo a pressão do Porto que aumentou nos minutos finais e nem mesmo os 4 minutos de acréscimos na segunda etapa foram suficientes para vazar a defesa do Leicester.

Longe de ser brilhante, mas longe de ser um time frágil. Esse é o Leicester, que conquistou a Inglaterra na última temporada e agora busca vôos mais altos.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

BARCELONA VENCE ARSENAL EM BELO JOGO DE FUTEBOL

Por Danilo Silveira

Arsenal e Barcelona fizeram na última terça-feira o que deles se esperam: um belo jogo de futebol. Foram agraciados com tal evento aqueles que estiveram presentes no estádio Emirates, assim como aqueles que, como este que vos escreve, assistiram na televisão.

Era o sistema defensivo dos Gunners dos mais consistentes dos últimos anos no clube, contra o melhor ataque do mundo na atualidade. Era a paciência do Barcelona para furar uma marcação que era executada de maneira espetacular contrastando com o poder do time londrino em contra atacar em velocidade de maneira constante no jogo. Era o chute de Chamberlain que The Stegen salvou sentado no chão contra o chute de Neymar que parou no gigante Peter Cech. Era um jogo de futebol...na mais pura essência.

E quando se fala em jogo de futebol se trabalha com sorte, azar, erros e acertos. Erro de Suárez ao desperdiçar uma cabeçada livre, de frente para o gol...acerto de Giroud, ao também de cabeça, fazer a bola rumar para as redes, mas acerto maior ainda de The Stegen, que fez essa mesma bola trilhar outro caminho frações de segundos antes da mesma cruzar a linha final.

 Azar do Arsenal em ver no seu adversário um trio MSN...N de Neymar, que puxou um contra-ataque ainda no canto de defesa, S de Suárez, com quem Neymar tabelou antes de arrancar pelo campo ofensivo em direção ao gol...M de Messi, o melhor jogador do mundo, que recebeu o passe de Neymar e teve a calma para dominar e estufar as redes londrinas. Sorte de quem assiste o futebol praticado por esse Barcelona.

Arsene Wenger, o fantástico treinador do Arsenal, disse antes do duelo algo parecido com “o Barcelona é perigoso mesmo quando está sendo dominado”. Pois é. O parágrafo acima descreve de forma breve o primeiro gol do jogo, que aconteceu pouco depois do relógio cruzar a marca dos 20 minutos do segundo tempo. O Arsenal parecia ter o controle territorial da jogada, parecia que retomaria a bola em questões de segundos...Mas no futebol, nem sempre o que parece que vai acontecer, acontece...O Barcelona foi fatal! O mesmo Barcelona que venceu Real Madrid, Bayern, Juventus...faltava o Arsenal. Não falta mais!


Ainda teve tempo para Messi cobrar um pênalti no canto contrário de Peter Cech, para fazer 2x0 e tornar a classificação do Arsenal ainda mais improvável. Se quis o destino que um desses dois times deixasse a competição nas oitavas-de-final, de forma tão precoce para o que ambos podem render, que para compensar ele nos agracie com mais um grande jogo de futebol na segunda metade do confronto, no Camp Nou. O futebol agradece.

quinta-feira, maio 07, 2015

MESSI FAZ UMA NOVA VÍTIMA DE SUA GENIALIDADE: JOSEPH GUARDIOLA!

Por Danilo Silveira


Não consegui assistir à partida entre Barcelona x Bayern de Munique desta quarta-feira em sua totalidade. Compromissos pessoais me impediram de realizar o compromisso mais importante do dia para um amante de futebol: justamente assistir às duas fantásticas equipes, dirigidas por Luis Enrique e Guardiola, duelarem no Camp Nou.

Vendo o confronto de maneira fracionada, utilizando para isso o recurso do Replay, cheguei a cerca de 80% do duelo assistido. Mais precisamente, assisti à meia hora inicial e os 15 minutos finais em tempo real, enquanto a meia hora inicial da segunda etapa foi assistida depois.

A desordem cronológica e ausência de visualização dos 15 minutos finais da primeira etapa tornam difíceis a este que vos falar redigir algo de qualidade elevada, coerente e com maior riqueza de detalhes. Mas um, e somente um detalhe fez possível que este texto fosse apresentado sem que se sinta falta de pontos mais minuciosos: Lionel Messi.

Acho que nem um futebol de mais alto níveldisputadona parte em que deixei de acompanhar o jogo me faria mudar de ideia: Messi foi Messi, Messi foi genial; o melhor do jogo, o dono da partida, o melhor do mundo.

Uma vez questionado sobre o segredo do seu Barcelona, Guardiola respondeu de maneira simples e objetiva, afirmando que o segredo era Lionel Messi. Talvez por isso, nem mesmo o gênio que treina o Bayern de Munique foi capaz de parar o seu ex-clube. Porque Messi é o segredo! E Messi muda conforme as alternativas paliativas encontradas para tentar decifra-lo.

Mais precisamente: Messi é indecifrável! E isso ficou nítido no segundo gol da equipe catalã. Os aspectos biomecânicos apontavam totalmente para um corte para a perna esquerda com finalização com a parte interna do pé canhoto, no canto direito de Neuer. Mas Messi muda conforme a necessidade. Driblou Boateng para o lado direito, finalizou com a perna direita, utilizando-se de uma bela cavadinha para encobrir a muralha nomeada Manuel Neuer . Boateng ficou no chão, estatelado, como se tivesse sofrido um golpe fatal de UFC.

O zagueiro alemão foi o retrato do Bayern no jogo desta quarta-feira. Parecia inteiro, firme, forte, mas caiu subitamente, quase que sem explicação, só, e somente só pela presença de Messi.  Se reerguer diante do estrago causado pelo argentino é tarefa das mais complicadas. Guardiola terá que “Guardiolizar” bastante se quiser levar a equipe de Munique à final.

A vantagem de 3 x 0 adquirida pelo Barça deve dar a ele mais do que os óbvios três gols de frente. A equipe catalã deve ganhar para o jogo da volta o contra-ataque, o espaço para jogar em velocidade. O Bayern terá que lutar contra o relógio, contra o Barcelona e contra Messi. Missão alemã que flerta com o impossível, mas que tange um pedaço mínimo do alcançável.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Talvez Guardiola nunca tenha provado a veracidade desse ditado tanto quanto hoje.

                                                                                                                       

quinta-feira, março 12, 2015

O FUTEBOL PRECISAVA DA CLASSIFICAÇÃO DO PSG: E ELA VEIO DAS PROFUNDEZAS DO IMPROVÁVEL!

Por Danilo Silveira


Uma novela escrita pelo dramaturgo mais competente de todos os tempos. Um filme dirigido pelo melhor cineasta de Hollywood. Assim foi o confronto entre Chelsea e PSG nesse 11 de março, que se faz inesquecível e eternizado na história da Liga dos Campeões da Europa. Como um sonho para Paris, um pesadelo para Londres. O dia em que a zaga brasileira do PSG fez ruir a muralha defensiva azul e jogou para longe o sonho do bi do Chelsea e do tri de José Mourinho.

O 0 x 0 classificava o time azul. A veracidade da sentença anterior torna superior ao óbvio que uma classificação do time de Paris passava necessariamente por balançar as redes de Courtoius: um monstro belga, denominado goleiro, que defende as traves do Chelsea. Se tal empreitada já, por si só, detém consigo uma dose considerável de dificuldade, imagine só como ela ficou após os 30 minutos do primeiro tempo. Foi exatamente com meia hora de jogo que Ibrahimovic deu carrinho com força excessiva em Oscar e recebeu de presente do senhor Bjorn Kuipers o cartão pintado da cor vermelha. Isso significava que por mais pelo menos uma hora, o PSG teria um homem a menos em campo. Só que mal sabiam os presentes no Stamford Bridge que o tempo seria bem maior.


E o PSG poderia ter perdido mais um jogador na primeira etapa, mas a cotovelada de David Luiz em Diego Costa passou impune. Um dos raros momentos de descontrole do PSG na partida. A força mental do time francês veio a ser o grande aliado ao longo da partida.

Um homem a mais vestindo azul dentro de campo significa dizer que o Chelsea exerceria uma pressão bem maior sobre o PSG em busca do primeiro gol. Certo? Errado! Para muitos, José Mourinho “joga com o regulamento debaixo do braço”. Para mim, tal frase só vem a esconder e maquiar tamanha deficiência que esse treinador tem em colocar o seu time para atacar o adversário, para buscar o gol. “Jogar com o regulamento debaixo do braço”, nesse caso, significa dizer que se o 0 x 0 está servindo para classificar o Chelsea, por que então se lançar ao ataque, se basta se defender com consistência? Talvez José Mourinho conheça essa lógica, mas ainda não tenha ouvido falar em uma máxima, também muito aplicada aos campos de futebol: “o medo de perder tira a vontade de vencer.”

Enquanto o Chelsea voltou para o segundo tempo demonstrando-se acomodado, preguiçoso, sem fazer muita questão de buscar a abertura do placar, o PSG voltou valente, corajoso, sem perder a sua consciência em sequer um instante. Os 90 minutos que o time francês tinha para fazer um gol pelo menos, se reduziram para 45, mas em momento algum isso parece ter trazido desespero, pânico ou afobação aos comandados de Laurent Blanc, mesmo com a ausência do sueco expulso ainda na primeira etapa. A fama, o Glamour e o status de craque circundam Zlatan Ibrahimovic, mas eu, sinceramente, sou mais fã do futebol do uruguaio Edison Cavani. E foi dos pés dele que veio uma chance incrível do placar ser aberto em Londres. O camisa 9 recebeu pela ponta esquerda, driblou Courtois e com um ângulo que não era dos mais favoráveis, carimbou a trave esquerda do Chelsea. Está certo que não havia passado nem metade do tempo da segunda etapa, mas provavelmente passou pela cabeça de Cavani, de Blanc, de Mourinho e de todos aqueles que assistiam à partida: “É bem provável que o PSG não tenha outra chance de gol tão clara nessa partida.”

Só que os comandados de Blanc eram valentes e estavas dotados de uma capacidade sobrenatural de entender aquilo que deveria ser feito dentro de campo. Como se o time atuasse na temperatura exata que o jogo estava pedindo dele. Quente o suficiente a ponto de marcar forte, mostrar-se atento na defesa e veloz no ataque quando possível. Frio  no sentido de saber exatamente que não podia/devia se lançar ao ataque e se expor defensivamente. O que Mourinho mais parecia querer era que o PSG se lançasse ao ataque abrindo buracos para o contra-ataque. Mas a tentadora armadilha montada não colou. E as limitações do Chelsea foram ficando evidentes. Jamais falo isso me referindo à qualidade técnica dos jogadores escalados. Esses não têm culpa. O principal culpado parecia ser o português que se encontrava em pé na área técnica.

Se Diego Costa tivesse feito um gol a cada confusão arrumada, certamente o Chelsea sairia de campo tendo goleado o adversário. A consciência do PSG contrastava com a falta de força mental do atacante do Chelsea, que parecia mais preocupado em brigar que jogar bola. Ainda na primeira etapa, Bjorn Kuipers teve a chance de expulsá-lo de campo após forte entrada em Thiago Silva, mas optou em fornecer-lhe somente o amarelo. E daí ao fim do jogo ainda teve outras chances de colocar para o chuveiro mais cedo o atacante brasileiro/espanhol. Mas não o fez.

E o gol que abriu o marcador em Londres teve participação importante justamente de Diego Costa. Um chute mal executado (leia-se uma bela de uma furada) do brasileiro/espanhol acabou servindo de assistência para Cahill chutar e estufar as redes de Sirigu. Stamford Bridge veio ao delírio. O relógio marcava 35 minutos. Se o 0 x 0 servia ao Chelsea, imagine o 1 x 0. Faltando dez minutos mais os acréscimos e com um homem a mais, era como se o gol fosse o golpe final e fatal atribuído ao PSG, certo? Mais uma vez errado. Se antes um gol do PSG daria ao time francês a classificação, agora um gol faria o jogo ir para prorrogação.

Inabalável emocionalmente, o PSG, mesmo com as circunstâncias momentâneas da partida, não se lançou todo ao ataque e manteve sua defesa bem protegida. Era como se estivesse escrito no céu de Paris que o gol viria em algum momento, de maneira natural, espontânea. E ele veio! Com requintes de ironia, crueldade, emoção e heroísmo. David Luiz, dispensado do Chelsea por Mourinho há quase dois anos, cabeceou com violência após escanteio cobrado da direta e os presentes em Stamford Bridge viram a bola explodir no travessão antes de vencer Courtois e ultrapassar a linha final. Nesse momento, caiu por terra a afirmação feita por ele antes do jogo, que não comemoraria um gol contra seu ex-clube. Em uma mistura de êxtase e amnésia, o zagueiro brasileiro saiu vibrando por ter anotado o gol que levava a partida para a prorrogação.


Do banco de reservas do Chelsea saiu Drogba. O homem que fez um dos gols mais importante da história do clube, decisivo para a conquista da Liga dos Campeões em 2012, adentrava o gramado para tentar salvar um Chelsea que talvez já estivesse classificado se não fosse a apatia e acomodação durante uma hora em que o time teve um a mais.

E o físico parece ter começado a pesar para o PSG na prorrogação. O Chelsea enfim parecia disposto a pressionar o time francês, balançar as redes e evitar uma disputa de penalidades. E logo aos cinco minutos veio o gol. Thiago Silva vacilou inexplicavelmente ao colocar a mão na bola em uma disputa pelo ar, dentro da área. Pênalti assinalado e convertido por Hazard.Qualquer que fosse o resultado final em Londres, a partida já seria histórica. Mas foi escrito no primeiro parágrafo que o duelo foi como uma novela escrita pelo mais competente dos dramaturgos ou como um filme dirigido pelo melhor cineasta de Hollywood, estão lembrados?

O ápice da emoção surgiu aos oito minutos da segunda etapa da prorrogação e veio a escancarar a beleza, a arte e os ensinamentos que se pode tirar desse atraente e fascinante esporte. Aqui ainda não foi dito que Thiago Silva jogava com uma lesão na face, que podia ser vista por conta de um grande inchaço na região. E foi superando o machucado no rosto, os 113 minutos já jogados e o peso momentâneo de ter feito o pênalti que estava dando a classificação ao Chelsea, que Thiago Silva foi no terceiro andar para completar de cabeça a cobrança de escanteio vinda da esquerda, encobrir Courtois, balançar as redes e eliminar José Mourinho e todo o pragmatismo e acomodação do time por ele dirigido da Liga dos Campeões. Cabe lembrar ainda que no lance anterior o mesmo Thiago Silva cabeceou e Courtois fez uma defesa daquelas de cinemas. Mas não houve goleiro capaz de impedir um desfecho que parecia já estar traçado antes mesmo do apito inicial


É como se o futebol precisasse da classificação do PSG. Mas tinha que ser assim: Dramática, emocionante, suada, brigada, beirando o inacreditável. E, acima de tudo, reflexiva!

Futebol é teoria, é prática, é ideologia, é suor, é sorte, é limite, é tática, é inteligência, é entendimento, é pensamento, é coerência, é coesão... é alma! E em todos esses quesitos o PSG foi superior ao seu oponente!

segunda-feira, maio 26, 2014

COM DOSES DE EMOÇÃO, REAL MADRID VENCE SUA DÉCIMA LIGA DOS CAMPEÕES

Por Danilo Silveira

Foi somente aos 48 da segunda etapa que o Real Madrid conseguiu vencer o praticamente intrasponível sistema defensivo do Atlético de Madrid. Sérgio Ramos, de cabeça, tirou o título que parecia nas maõs da equipe comandada por Diego Simeone. Equipe que, por sinal, deve ser muito elogiada. O time do Atlético é um time incrível, não é dos mais brilhantes nem pratica um futebol dos mais belos, mas é um time que sabe muito bem o que quer e tem total consciência daquilo que está fazendo dentro de campo. Depois de passar pelo Milan de Seedorf, Barcelona de Messi e Chelsea de Mourinho, chegou à final e encarou o qualificado Real Madrid de igual para igual. Real Madrid de um Cristiano Ronaldo que teve uma atuação muito, mas muito distante do que se espera de um melhor jogador do mundo. Real Madrid do veloz Gareth Bale, que incomoda muito, do motorzinho Di Maria e de um sumido Benzema.

Os 45 minutos iniciais foram mal jogados. Muitas entradas fortes, muita discussão em campo e poucas chances de gol. Antes dos dez minutos o Atlético sofreu uma baixa: Diego Costa, que era dúvida, não conseguiu permanecer em campo e deu lugar para Adrián López. A partida começou truncada, com poucas chances. O Real poderia ter aberto o placar quando Gareth Bale recebeu um presente do volante Tiago, que errou a saída de bola, entregando a redonda em seus pés, mas o galês acabou batendo para fora. E foi na bola aérea que o time de Diego Simeone abriu o placar: Cassillas errou feio, saiu do gol fora de tempo e Godín usou a cabeça não para estufar as redes, mas para colocar força suficiente para bola cruzar a linha antes de Cassillas afasta-la para longe. Vantagem enorme para o Atlético, já que fazer um gol na equipe de Simeone é das tarefas mais complicadas.

Veio a segunda etapa e quanto mais o relógio passava, mais parecia distante a ocorrência de algum gol. O Atlético não conseguia assustar na parte ofensiva, mas mantinha o duelo sob controle. Até que Ancelotti fez duas mexidas de uma só vez, lançando Isco e Marcelo, nas vagas de Khedira e Coentrão. As alterações surtiram efeito e o Real conseguiu ganhar mais presença ofensiva, enquanto o Atletico se acuou. O gol do Real, que parecia distante, passou a parecer bem mais perto. Mas, a valentia atleticana, somada a aplicação tática eram os dois maiores aliados do time de Simeone para manter o placar intacto. Só que Sérgio Ramos apareceu aos 48 para servir como um pesadelo para os atleticanos.

Veio a prorrogação e por conta das cirscunstâncias, o Real passou a estar mais perto do título. O Atlético se superou e aguentou até os 6 da etapa final, quando Di Maria, fez linda jogada pela esquerda, driblando Juanfran e chutando; Courtois defendeu, mas Bale apareceu e cabeceou para o gol vazio. Foi um duro golpe e a cicatriz deve ficar eternamente em cada jogador atleticano que participou da final. Marcelo ampliou e Criatiano Ronaldo, de pênalti, selou os 4 x 1.

Antes do apito final, Simeone e o zagueiro Varane se desentenderam, mas logo a confusão foi apartada, o árbitro apitou o fim do jogo e o Real comemorou seu décimo título de Liga dos Campeões.


Sinceramente, pelo jogo de hoje, para qualquer lado que fosse a taça seria de forma merecida.

quinta-feira, março 20, 2014

VAN PERSIE FAZ TRÊS E MANCHESTER UNITED ESTÁ VIVO NA LIGA DOS CAMPEÕES

Por Danilo Silveira

Se a atual edição da Champions League já estava empolgante, ela ganhou um atrativo a mais na última quarta-feira. O gigante Manchester United conseguiu sua vaguinha entre os oito melhores da Europa depois de vencer o Olympiakos por 3 x 0, revertendo assim a derrota por 2 x 0 no jogo de ida. E falar da vitória dos Red Devils passa diretamente pelo nome do holândes Van Persie, que marcou os três gols da partida.

O primeiro tempo foi eletrizante, teve de tudo um pouco. Dois gols de Van Persie, (um deles vindo após a marcação de um pênalti polêmico), um milagre de Gea (após defender uma difícil cabeçada ele teve capacidade de pegar um chute no rebote), a contusão de Valencia (após choque de cabeça com Leandro Salino, o equatoriano ficou com o olho inchado e mesmo assim prosseguiu no jogo), uma bela defesa de Roberto Jiménez (em cabeçada de Evra no canto esquerdo), uma cabeçada de Rooney no pé da trave direita (Roberto Jiménez ainda tocou na bola antes dela tocar a trav
e, mas não se i se seria gol caso o goleiro não tivesse intervido). Todos os fatos acima vieram somados a dois times que tiveram uma boa postura: O United chegava ao ataque sem desespero e o Olympiakos, mesmo com a vantagem do confronto, tentava explorar a velocidade em investidas ao campo ofensivo. Mas, tudo viria a ser diferente na segunda etapa...

Veio os derradeiros 45 minutos e Van Persie não demorou para ter nova aparição decisiva. Ele cobrou falta pegando o goleiro no contra pé e dando ao Manchester o gol que faltava para fazer a vitória ser suficiente para levar a equipe às quartas de final. Só que ainda tinha muito jogo pela frente. Infelizmente, o Manchester modificou sua postura, passou de um time que buscava o ataque a um time que mais se preocupava em defender que qualquer outra coisa. Valente, o time grego se lançou cada vez mais ao ataque, buscando o gol que lhe daria de volta o placar agregado positivo. Martelou, martelou, martelou, mas no fim das contas prevaleceu o bloqueio defensivo dos time inglês, que foi muito mais empolgante e corajoso na primeira etapa que na segunda.

Pela valentia e pela coragem, fica a tristeza pela eliminação do Olympiakos e fica a certeza que o Manchester United tem potencial e capacidade para enfrentar de igual para igual muitos gigantes do continente europeu. Que tenhámos nas quartas de final o Manchester do primeiro tempo: corajoso e ofensivo. ah, e com o talento de Giggs, que com todos os seus 40 anos ainda joga em alto nível.

quarta-feira, maio 01, 2013

O BARCELONA NOS ENSINA ATÉ COMO SE DEVE PERDER

Por Danilo Silveira


Depois de goleada sofrida por 4 x 0 na Allianz Arena, tinha o Barcelona a complicada missão de reverter tal placar no Camp Nou. Missão essa complicada justamente pelo fato do Bayern ter um timaço e mais complexa ainda pois Lionel Messi, o melhor jogador do mundo, estava machucado. E mesmo sem Messi e com 4 gols de adversidade, o Barcelona foi bem durante a primeira etapa. Foi fiel ao seu estilo de jogo, fato que desde já deve ser elogiado. Muito toque de bola, muita movimentação e velocidade. E foi assim que a equipe de Tito Vila Nova conseguiu ser superior ao time alemão durante os 45 minutos iniciais.

De se elogiar e admirar, além da postura do time espanhol era a solidariedade do time do Bayern de Munique, com Robben e Ribery, dois autênticos pontas, voltando até a defesa para ajudar na marcação, não perdendo fôlego para contra atacar.

Talvez se Messi estivesse em campo, o time espanhol saísse do primeiro tempo com um placar favorável, mas a equipe precisou se contentar com o 0 a 0. Se fazer 4 gols em noventa minutos era uma tarefa árdua, imagine cumpri-la em 45 minutos? E além de balançar 4 vezes as redes adversárias, tinha o time espanhol que ver sua meta não ser vasada. Tudo isso para levar o duelo à prorrogação.

E na segunda etapa, o Barcelona não só não conseguiu balançar as redes como viu um adversário arisco, qualificado e inteligente chegar ao gol em três oportunidades. A primeira em uma jogada espetacular de Robben, que cortou a marcação e chutou com maestria no canto direito de Valdés. O holandês foi o melhor jogador no duelo de 180 minutos.  Piqué contra e Muller foram os autores dos outros gols. O Bayern explorou de forma espetacular as fragilidades do Barcelona, durante todo o confronto. Pelo alto, por baixo, pelas pontas, a equipe alemã infernizou a zaga espanhola, desfalcada de Puyol e Mascherano, que fizeram muita, mas muita falta.

E perdendo por 1 gol, por 2 gols, por 7 gols de diferença, o Barcelona soube ser encantador. Soube perder. Soube ser fiel a um estilo de jogo que já lhe rendeu muitos títulos e o rótulo de melhor time do planeta. Soube perder com elegância. Jordi Alba se descontrolou no primeiro jogo dando uma bolada em Robben, e foi só. Foi o único episódio de destempero e descontrole.  Nenhum pontapé foi visto, nenhuma entrada violenta. Além disso, não se viu uma equipe descontrolada taticamente, não se viu chutões ou jogadores perdidos. O time catalão manteve seu estilo de toque de bola, tentando envolver a equipe alemã. Não conseguiu. Ao invés de envolver como está habituado, acabou sendo envolvido. Coisas do futebol.

O Bayern deu ao mundo uma lição de como vencer a melhor equipe do mundo por 7 gols de diferença, em 180 minutos. Mostrou ao mundo que não se precisa de um retranca, não é necessário jogar contra o Barcelona esperando uma única bola para fazer um único gol. Fez 7! E podia ter feito mais!

Por outro lado, o Barcelona mostrou ao mundo como se deve perder. Com elegância! Por mais tolo que se possa parecer, uma espécie de “Aprenda a perder com o Barcelona”. Sim, por que não? Um time que já nos mostrou como se joga bonito, já levantou taças dando aulas de futebol, inclusive, atropelando o Santos, do futebol brasileiro, pode nos ensinar ainda muita coisa.

Se o Barcelona ainda é o melhor time do mundo? Se o Bayern pode ser considerado hoje o melhor time do plante? Sinceramente, prefiro desfrutar da felicidade de existirem esses dois times no futebol mundial.

UM BORUSSIA ENCANTADOR, OBJETIVO E FINALISTA

Por Danilo Silveira


Era um jogo que caminhava para um final sem muitas emoções, com uma classificação bem tranquila para o Borussia Dortmund. Só que não...
Estamos tratando de futebol e quando se fala em futebol, a lógica muitas vezes não segue a lógica. O Borussia trouxe da Alemanha um 4 x 1 a favor. Uma baita de uma vantagem. Nos 15 minutos iniciais do jogo de volta, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid criou três boas chances de gol. Higuaín e Cristiano Ronaldo esbarraram em Weidenfeller e Ozil esbarrou na falta de pontaria. Depois disso, os alemães souberam controlar a pressão merengue. O tempo se passou e o Borussia levou um ótimo resultado para o intervalo: o 0 x 0. Melhor dizendo, o 4 x 1 que construiu em casa. Mas leva va também uma baixa: Mário Gotze, que saiu machucado durante a primeira etapa, dando lugar para Grosskreutz. Se em 90 minutos já era difícil para o Real Madrid reverter a situação, imagine você reverter o placar em 45 minutos.
Veio a segunda etapa e o Borussia começou muito melhor, criando boas oportunidades, como em chute do volante Gundogan, cara a cara com Diego López, que fez uma defesa sensacional. Bem à vontade em campo, a equipe alemã conseguia até então uma tranquila classificação. As coisas melhoraram ainda mais quando Mourinho lançou Benzema e Kaká nas vagas de Higuaín e Coentrão. As substituições, de caráter ofensivo, não surtiram efeito e o Real caiu de produção na partida.
E foi aos 37 minutos que Kaká deu boa enfiada de bola na direita para Ozil, que cruzou para Benzema abrir o marcador. Foi o empurrão que o Real Madrid e sua torcida precisavam. Na base do abafa a equipe de José Mourinho veio para cima e aos 42, Sérgio Ramos, dentro da área do Borussia, chutou para aumentar o placar. O que parecia impossível estava acontecendo. O jogo, prestes a acabar sem maiores emoções, tomou contornos de drama. Apoiado por sua torcida, o Real Madrid veio para cima.
O gol da classificação parecia muito perto, parecia que sairia. Só que não. Quiseram os deuses desse fascinante esporte, que o Borussia Dortmund participasse da final da Liga dos Campeões 2012/2013. Mais do que merecido para um time que joga um futebol ofensivo, objetivo, bonito, envolvente. E do outro lado vem um time que também joga um futebol bonito: Bayern  de Munique ou Barcelona. Acredito que venha o Bayern, que venceu o jogo de ida por 4 x 0. Temos todos os ingredientes para ter uma final de excelente nível técnico e tático.
A lição que podemos tirar do duelo entre Borussia Dortmund x Real Madrid é simples: o jogo só acaba quando termina. Tão óbvio, mas muitas vezes esnobado, esse ditado ficou mais uma vez em evidência. Frases do tipo “agora já era” “Ainda tem meia hora de jogo, mas já está decidido” “esse placar é irreversível no jogo de volta”, devem ser evitadas, afinal, quem não se lembra de um placar “irreversível” ser revertido? Hoje não foi, mas foi quase!
Vale ainda lembrar que nas quartas-de-final dessa mesma edição da Liga dos Campeões, o Borussia Dortmund superou o Málaga. Depois de empatar o jogo de ida em 0 x 0, a equipe alemã venceu a volta por 3 x 2. Perdia por 2 x 1 até os acréscimos, isto é, conseguiu virar o jogo com dois gols após os 45 minutos e o empate não lhe servia. Os torcedores do Borussia passaram até aqui nessa competição, fortes testes para cardíacos. E pode vir mais por aí!

 

terça-feira, abril 23, 2013

O BAYERN COLOCOU UM PÉ NA FINAL, NÃO OS DOIS!

Por Danilo Silveira


Podem acreditar! O Bayern de Munique goleou o Barcelona por 4 x 0, no jogo de ida da semifinal da Liga dos Campeões. Não só goleou, como jogou melhor, foi mais criativo, mais objetivo e mais brilhante. Brilhantismo que passou pela excelente atuação do holandês Arjen Robben, o melhor jogador em campo.

Queria eu poder passar o texto todo sem falar da arbitragem, mas tem de se destacar os erros cometidos. Alguns em lances difíceis, como no segundo gol do Bayern, onde Mario Gómez estava pouca coisa impedido ou então em um pênalti negado ao Bayern no início da partida, em lance complicado, onde um jogador do Barcelona empurrou um adversário na área. Mas, o erro capital aconteceu no terceiro gol do time alemão. Robben deu um drible sensacional em Alba e finalizou para as redes, mas Muller nitidamente impediu o deslocamento do lateral espanhol, cometendo falta. Lance esse que aconteceu em um momento em que o Barcelona jogava bem, buscando reverter o 2 x 0.

Visivelmente fora de condições por conta de uma contusão, Messi não conseguiu ser Messi e foi anulado pela ótima marcação alemã. Iniesta foi bem, Xavi foi bem, mas o Bayern foi espetacular. Neuer passou a maior parte do tempo como espectador, a marcação do time alemão impediu a criação de muitas chances de gol do time catalão.

No resumo da obra, o Bayern foi melhor, venceu, mereceu, convenceu e está com um pé na final. Mas, não os dois. Nunca duvidem nem subestimem o fantástico Barcelona.

quinta-feira, abril 11, 2013

BARCELONA SOFRE, MAS ELIMINA O PARIS SAINT GERMAN E ESTÁ NA SEMIFINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES

Por Danilo Silveira

Pedro fez o gol da vitória da equipe catalã

Além do empate sofrido nos acréscimos, o Barcelona saiu de Paris com um grande problema: a contusão de Messi. Oito dias não foram suficientes para a cura e o melhor jogador do mundo iniciou a partida de volta, diante do Paris Saint German, no banco de reservas. E Messi, a torcida presente no Camp Nou e tele espectadores mundo afora viram um primeiro tempo muito equilibrado, com o PSG marcando forte e atacando bastante, contando com boa atuação do brasileiro Lucas. O Barcelona não jogava mal, mas rendia bem abaixo do que rende nos seus melhores dias. Daniel Alves não estava em um dia bom e a pontaria da equipe não estava das melhores. Do banco de reservas, Messi assistia a tudo com expressão de quem está angustiado, louco para jogar. E era questão de tempo para o argentino entrar em cena.
Messi com expressão angustiada no banco de reservas

Veio a segunda etapa e não demorou muito para Pastore, em uma bonita finalização, colocar o time francês em vantagem. As câmeras da televisão filmaram Messi logo após o gol sofrido por sua equipe, e lá estava ele ajeitando o meião para ir para o jogo. Minutos depois, lá estava ele entrando em cena. E pouco depois de pisar dentro das 4 linhas, lá estava ele participando decisivamente da jogada que deu o gol da classificação do Barcelona. Messi se livrou da marcação na intermediária, tocou para Villa, que não conseguiu espaço para chutar e a bola chegou até Pedro, que bateu bonito, no canto esquerdo de Sirigu. Apesar da participação no lance do gol, Messi demonstrava com nitidez que não estava recuperado da lesão. Parece que sua entrada contribuiu também no ponto de vista psicológico em campo. O Barcelona melhorou e passou a dominar o Paris Saint German de uma forma até então não vista na partida. Os minutos se passaram e o Barcelona soube administrar bem o empate que servia para colocá-lo nas semifinais da Liga dos Campeões. Em alguns momentos, detectei até certa cera feita pelo time catalão. Nada muito acintoso, mas algo que repudio, principalmente tratando-se do Barcelona, o time que mais admiro no futebol mundial.

Ano passado, o Barcelona fez muito mais por merecer eliminar o Chelsea , do que fez esse ano para eliminar o Paris Saint German. No entano, ano passado o time catalão foi eliminado e nesse ano passou de fase. Esse ano, o Paris Saint German fez muito mais por merecer eliminar o Barça do que o Chelsea fez no ano passado. No entanto, o Chelsea foi campeão ano passado e o Paris Saint German está eliminado.

Nuances de um esporte fascinante!

quarta-feira, abril 03, 2013

PSG 2 X 2 BARCELONA - ANÁLISES

Por Danilo Silveira


E no jogo de ida das quartas-de-final da Liga dos Campeões, o Barcelona empatou em 2 x 2 com o PSG, no Parc dos Princeps, em Paris. Jogo esse em que o time catalão contou com Lionel Messi apenas 45 minutos, já que o argentino saiu machucado (fato raro) no intervalo. E mesmo com apenas um tempo em campo e muito bem marcado, Messi arrumou espaço para receber belíssima enfiada de bola de Daniel Alves, por elevação, para fazer 1 x 0. Também arrumou uma brecha entre a marcação para efetuar um chute que passou raspando a trave de Sirigu. E o primeiro tempo terminou 1 x 0.  O Barça foi para a segunda etapa com Fábregas na vaga de Messi. Uma queda de qualidade evidente, não por Fábregas ser mau jogador, mas por Messi ser o melhor de todos. Villa andava sumido no ataque e Sánches errou demais nos 45 minutos finais. Fatores esses que em conjunto contribuíram para o time espanhol realizar uma partida abaixo de seu costume.

Já o PSG, fez um primeiro tempo bastante interessante, marcando muito bem o Barcelona e saindo em velocidade, principalmente com Lucas pela ponta direita. Beckham atuou muito bem como volante na primeira etapa. Ibrahimovic é importante para a equipe, pois faz muitos gols decisivos, mas muitas das vezes atrapalha, com sua dificuldade de dar sequência às jogadas e suas repetidas entradas em impedimento. E foi em uma dessas vezes em impedimento que ele acabou fazendo o gol de empate. Falta cobrada na área, Thiago Silva cabeceou na trave e ele aproveitou a sobra para escorar para o gol, ajudado pelo bandeira, que não assinalou a irregularidade, que devia se dar por mais de um metro. Aliás, por falar em Thiago Silva, cabe ressaltar uma partida excelente que fez o zagueiro brasileiro. De tudo que assisto de futebol, o considero o melhor do mundo na posição.

Nos minutos finais da partida, Sánches recebeu na área, driblou o goleiro Sirigu, que errou o tempo da jogada e acabou acertando o chileno. Pênalti corretamente assinalado e Xavi tratou de colocar o Barça em vantagem. O time catalão ia conseguindo um resultado excelente. Com a vitória, a equipe poderia até perder por 1 x 0 no jogo de volta que conseguiria a classificação. Mas, no apagar das luzes, o volante Matuidi recebeu passe de Ibrahimovic, chutou de fora da área, a bola desviou em um marcador e atrapalhou o goleiro Valdés: 2 x 2. Mesmo com o gol do PSG no fim, o resultado me parece melhor para o Barcelona, que joga em casa pelo empate de 0 x 0 ou 1 x 1.

quarta-feira, março 13, 2013

O ESPETÁCULO AINDA ESTÁ EM CARTAZ! SAUDAÇÕES CATALÃES!

Por Danilo Silveira

Messi recebe a bola na intermediária, cercado por vários marcadores, e em um pequeno espaço territorial consegue chutar forte no canto direito de Abiatti. Essa jogada aconteceu aos 5 minutos de jogo e abriu caminho para o time do Barcelona não jogar, mas bailar em campo diante do Milan. A vantagem feita pelos italianos no jogo de ida (2x0 em San Siro) já havia reduzido para a metade por conta desse lance genial do carque argenti. E o melhor jogador do mundo tratou de zerar tal vanategm antes do intervalo, em chute quase do mesmo local, mas que saiu rasteiro, no outro canto do goleiro Abiatti.

Messi sendo decisivo, quase como chuva caindo molhada. E entre esses dois gols do craque, o Barcelona martelou, sufocou e encurralou o Milan, ao melhor estilo Barcelona. As estatísticas da ESPN após a primeira etapa apontavam que o time italiano tinha trocado 91 passes certos, enquanto o Barcelona havia trocado 364. Isso mesmo, o quádruplo! Se ano passado o Barcelona martelou, preesssionou e sufocou o Chelsea, mas não contou com a sorte, dessa vez ela bateu à porta. Quando o jogo estava 1 x 0, Nyang saiu na cara de Valdés e acabou acertando a trave direita, em uma das raras chances de gol dos italianos.

Veio a segunda etapa e Messi quase fez o terceiro, mas o chute dessa vez não saiu dos melhores e Abiatti defendeu. Porém, o goleiro nada pôde fazer quando Villa recebeu de Xavi e bateu colocado no canto direito. Era o gol que colocava o Barcelona com um resultado favorável. Pela terceira vez, o fantástico time catalão conseguia quebrar a retranca do Milan. Milan esse que com o resultado adverso, resolveu atacar. Deu alguns sustos, é verdade, Robinho entrou e deu algum trabalho, mas o Barcelona é fantástico e deu uma aula de como se joga futebol. Antes do apito final, Messi puxou um contra-ataque, tocou para Sanchés, que enfiou no meio para Alba concluir: 4 x 0!

Aqueles que previam o fim do futebol fantástico do Barcelona, vão precisar esperar pelo menos mais um pouco, pois o espetáculo ainda está em cartaz.

quarta-feira, novembro 21, 2012

JUVENTUS 3 x 0 CHELSEA! VELHA SENHORA COMPLICA VIDA DO ATUAL CAMPEÃO EUROPEU

Por Danilo Silveira


Em um dos jogos mais aguardados da quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, a Juventus conseguiu uma boa vitória diante do Chelsea, atual campeão do
torneio. Sonoros 3 x 0 em Turim, deixaram a Juve em segundo lugar do grupo, com nove pontos. O líder é o Shaktar Donetsk com 10 e o Chelsea está em terceiro com 7. Na última rodada, a equipe ucraniana, já classificada, recebe a Juventus, enquanto o Chelsea recebe o já eliminado Nordsland, da Dinamarca. Qualquer resultado diferente de vitória do Chelsea e derrota da Juventus, elimina os Blues da competição.

Superior, Juventus sai na frente.

Com apenas 3 minutos de jogo, o lateral Lichtsteiner apareceu pela direita da área e chutou para boa defesa de Cech, que ainda contou com a sorte, já que a bola ainda tocou na trave esquerda e não entrou. O Chelsea jogava com Ivanovic fixo na esquerda, quase como um terceiro zagueiro naquela função, mais dois zagueiros (Cahill e David Luiz), dois volantes (Mikel e Ramires), Azpilicueta como ala direito, Ashley Cole de lateral esquerdo e Oscar, Hazard e Mata na frente. Formação que não me encheu os olhos, acredito que Fernando Torres, que começou no banco, deveria ter iniciado a partida. A formação sobrecarregou o trio ofensivo e o time pouco conseguiu produzir pelos lados do campo. A melhor chance dos Blues na partida aconteceu aos 8 minutos, muito mais pelo talento de Oscar que pela parte coletiva. O meia brasileiro arrancou do campo defensivo, correu uma grande parte do gramado e serviu Hazard na ponta direita e Buffon apareceu bem para defender o chute do belga. Se não era brilhante, a Juventus era muito mais organizada em campo que seu adversário. Aos 14, Cech fez excelente defesa em chute de Marchisio, no canto esquerdo. A superioridade da Juventus dentro de campo pôde ser vista também no marcador somente a partir dos 37 minutos da primeira etapa, quando Pirlo chutou de fora da área, a bola desviou em Quagliarella e entrou. Um minuto depois, a Velha Senhora quase ampliou. Asamoah, que cumpriu bem sua função tática, jogando pela ponta esquerda, cruzou daquele canto, Asheley Cole e David Luiz dividiram com um jogador da Juve e a bola acabou tomando o rumo do gol, mas antes que ela cruzasse a linha final, Cole surgiu para evitar o pior para sua equipe. E o que poderia ter se tornado o 2 x 0, quase virou empate. No lance seguinte, Mata recebeu belo passe na área, mas não conseguiu dominar bem, nem chutar com força e Buffon pegou a bola com tranquilidade.

Juventus segue melhor e aplica 3 x 0.

A superioridade em campo da Juventus ficou ainda mais visível na segunda etapa. A equipe italiana jogava solta e tranquila em campo, contra um adversário que se mostrava frágil, sem poder de reação. E as chances foram sendo criadas. Cech, o melhor em campo pelo lado do Chelsea, defendeu um chute de Pirlo (que não sei se entraria) no canto esquerdo. Quagliarella recebeu pela ponta direita, livre de marcação e o goleiro dos Blues saiu bem, se agigantou e não permitiu que o jogador
italiano o driblasse. Aos 16 minutos, uma boa troca de passes envolvendo Vucinic, Asamoah e Vidal terminou com o chute do volante chileno nas redes do Chelsea. Era o merecido segundo gol da Velha Senhora na partida. Somente aí, o técnico do Chelsea, Roberto Di Matteo, resolveu colocar o time mais ofensivo, lançando Moses na vaga de Azpilicueta e pouco depois, Cáceres entrou na vaga de Lichtsteiner na Juventus. Vendo o adversário muito superior na partida, Di Matteo resolveu lançar o time ainda mais para o ataque aos 25, colocando Torres na vaga de Mikel. A pergunta que fica é: Por que resolver colocar o time ofensivo somente quando o placar lhe é desfavorável? O Chelsea passou a atacar mais, só que não conseguia fazer isso de maneira organizada. Giovinco e Pogba entraram na Juve, nas vagas de Vucinic e Quagliarella. E aos 45, Giovinco recebeu passe na frente, Cech saiu mal, quase até a intermediária e o atacante italiano chutou rasteiro para o gol vazio, fechando a conta.  A atuação do Chelsea hoje não condiz com a atuação que deve ter um campeão europeu. Um time sem poder ofensivo, oferecendo espaços na defesa, com os homens de frente
sobrecarregados. Talento o Chelsea tem, mas Roberto Di Matteo não o utilizou da melhor maneira possível. Derrota merecida, que pode custar a classificação à próxima
fase.

quarta-feira, outubro 03, 2012

COM TRANQUILIDADE, BARCELONA DERROTA O BENFICA NO ESTÁDIO DA LUZ

Por Danilo Silveira



Jogando um bom, eficiente e bonito futebol, o Barcelona foi até Lisboa e venceu o Benfica por 2 a 0, no estádio da Luz. Com o resultado, a equipe comandada por Tito Vila Nova segue 100% na Liga dos Campeões, com duas vitórias em dois jogos. Messi não marcou, mas não deixou de ser decisivo, dando as duas assistências para os gols.

Sánches coloca o barça em vantagem

Logo com dois minutos de jogo, o Benfica assustou com um chute de fora do brasileiro Bruno César, defendido com certa dificuldade pelo goleiro Valdés. A resposta do Barça veio aos 5 minutos, quando Messi tabelou com Alba pela esquerda e cruzou para Sánches, que se antecipou ao seu marcador e desviou para abrir o marcador. O Benfica tentava impedir que o Barça implementasse seu estilo de jogo, marcando forte e até conseguia equilibrar as ações. Aos 10, Lima recebeu na área e teve boa chance de empatar, mas Valdés novamente apareceu para impedir o gol. Aos poucos, o Barça tornava-se senhor do jogo, passando a dominar as ações dentro das 4 linhas. Messi quase ampliou aos 21, em chute rasteiro no canto esquerdo, mas o goleiro brasileiro Artur apareceu bem. Pouco depois, Sánches recebeu lançamento do campo defensivo, invadiu a área, mas acabou batendo por cima. Os minutos se passavam e o Barcelona tinha amplo domínio do jogo. Bem marcado, Messi tinha dificuldades de realizar suas arrancadas e jogadas geniais. Aos 38, o Barcelona deveria ter ficado com um jogador a menos. Pedro deu uma entrada para cartão amarelo em um adversário e como já havia recebido o amarelo por uma simulação minutos antes, deveria ter sido expulso. Mas, o árbitro não mandou o atacante para o chuveiro mais cedo.

Bem coletivamente, Barça amplia e vence

Veio a segunda etapa e Jorge Jesus, técnico do Benfica, lançou Carlos Martins na vaga de Bruno César. E logo com um minuto, o Barcelona quase ampliou, mas Sánches bateu para fora, ao receber livre na ponta esquerda. E aos 10 minutos, o melhor jogador do mundo serviu novamente de garçom. Messi, em meio a quatro jogadores do Benfica, conseguiu achar Fábregas livre na ponta esquerda e o espanhol bateu firme, no canto direito de Artur, para ampliar o marcador. Até o fim do jogo, Jorge Jesus mexeu mais duas vezes na equipe portuguesa, lançando Aimar e Nolito, sacando Enzo Pérez, Gaitán. Mas, o fato é que o Barcelona engoliu o Benfica na segunda etapa, em pleno estádio da Luz. Envolvente e rápida, a equipe de Tito Vila Nova praticamente não deixava que o Benfica tocasse na bola, mantendo a posse da redonda na casa dos 70% e terminando o jogo com 74% nesse quesito, contra 26% do adversário. E o show de bola do barça teve uma cena triste. Aos 31, Puyol pulou para tentar alcançar a bola com a cabeça e acabou caindo de mau jeito, com o braço fora do lugar. Rapidamente ele foi atendido e retirado de campo. Força para a recuperação do guerreiro da zaga do Barça! Antes do apito final, o barça também perdeu Busquets, expulso por uma agressão em um adversário. Os minutos se passaram e o Benfica não conseguiu esboçar nenhum tipo de reação relevante. O apito final veio para concretizar uma vitória tranqüila do melhor time do planeta. 

quarta-feira, setembro 19, 2012

EM JOGO FRACO TATICAMENTE, MAS EMOCIONANTE NOS MINUTOS FINAIS, REAL VIRA PARA CIMA DO CITY

Por Danilo Silveira


Dois times mal escalados, tendendo para o defensivismo e apresentando um futebol longe de ser envolvente. Foi assim que começou o duelo entre Real Madrid e Manchester City, na rodada de abertura da UEFA Champions League. Foi do meio da segunda etapa para o final que o jogo mudou completamente de figura e as redes passaram a ser balançadas em seqüência e o jogo cresceu em emoção. Após o apito final, o Real Madrid comemorou a vitória por 3 a 2, de virada.

Times mal escalados e jogo fraco na primeira etapa

O duelo começou e impressionava de fato os nomes que estavam no banco de reservas. No Real Madrid, Modric, Ozil e Kaká viam Khedira, Xabi Alonso e Essien, começarem o jogo na equipe titular. Já no City, Aguero contemplava a titularidade de Javi Garcia, Barry e Yayá Touré. Como já parecia estar no script, as duas equipes fizeram um primeiro tempo muito fraco. O que de fato funcionou foi a marcação avançada do time da casa, que encurralava o City, porém, com a bola nos pés, eram nítidas as deficiências apresentadas pelos madrilenhos. Criastiano Ronaldo foi quem criou as melhores oportunidades. Aos 7 minutos, ele cortou Kompany e bateu cruzado pela ponta esquerda da área e Hart apareceu para fazer boa intervenção. Aos 11, Cristiano , novamente pela ponta esquerda, arriscou, Higuaín desviou no meio do caminho e Joe Hart apareceu para fazer uma grande defesa. O Real até arriscava chutes de longa e média distância, até tinha o domínio territorial no campo ofensivo, mas produzia poucas jogadas coletivas mais bem elaboradas e mais parecia jogar na base da vontade que na boa armação tática. Aos 34, Nasri se machucou e Roberto Mancini, tendo Aguero no banco, preferiu colocar Kolarov em campo, tornando ainda mais complicadas as coisas para o seu time. 

Em final eletrizante, Real vira com gol de Cristiano Ronaldo

Veio a segunda etapa e nenhum dos técnicos mexeu. Parecia difícil acreditar que o jogo melhoraria, muito por conta da escalação e da armação tática adotada pelos treinadores de ambas as equipes. O fato é que o City voltou menos retrancado (seria quase impossível recuar mais), O Real voltou atacando com mais organização (seria difícil desorganizar mais) e o jogo melhorou um pouco (se piorasse os espectadores iam acabar dormindo). Aos 14, Marcelo arriscou de fora da área e a bola passou à esquerda, com perigo. O meio do segundo tempo foi se aproximando e os dois treinadores começaram a mexer em suas equipes. Roberto Mancini lançou Dzeko e tirou David Silva. Apesar de ter lançado mais um atacante, ele comprometia demais a criação de jogadas por estar tirando um dos melhores jogadores do time, que não fazia um bom jogo, acredito eu, muito por conta da parte tática deficiente implantada pelo treinador italiano. Já José Mourinho, lançou Ozil na vaga de Essien aos 19. Dá para dizer que a mexida foi boa, mas Mourinho não fez mais que o óbvio, pois atuar com três volantes, deixando Ozil, Modric e Kaká no banco é algo, para mim, inviável. Mancini parecia fazer de tudo para o seu time não atacar de forma organizada, mas mesmo assim, o City chegou ao gol. Yayá Tourré saiu jogando de trás do meio campo, tabelou, continuou avançando e tocou para Dzeko, que chutou na saída de Cassillas para abrir o placar. E minutos após o gol, Mourinho resolveu colcoar o time para frente: trocou Higuaín por Benzema e lançou Modric na vaga de Khedira. Naturalmente o Real melhorou na partida e os 20 minutos finais de jogo foram eletrizantes. Aos 29, Yayá Tourré recebeu no meio da área e teve a chance de ampliar, mas chutou à esquerda de Cassillas. Logo em seguida, Marcelo arriscou de fora da área, a bola desviou em Javi Garcia e entrou nas redes do City: 1 a 1. O Real se animou e partiu em busca da virada. Aos 34, Benzema chutou meio sem ângulo da ponta direita e o seguro goleiro Hart fez mais uma boa defesa. Aos 39, Kolarov cobrou falta da meia direita na área e a bola acabou passando por todo mundo e caindo no fundo das redes de Cassillas. Era o City de novo na frente e muito perto de conseguir um resultado heróico no Santiago Bernabéu. Mas, o que o jogo deixou a desejar no ponto de vista tático, foi compensado por doses fortes de emoção. Aos 41, Benzema recebeu na meia lua de Di Maria, girou e chutou no canto esquerdo de Hart, que por pouco não evitou o empate. Pela segunda vez, os donos da casa empatavam o duelo e agora tinham pouco tempo para conseguir uma virada. E ela por pouco não saiu na melhor jogada coletiva da partida. Em um contra ataque rápido da equipe madrilenha, a bola passou pelos pés de Modric, de Ozil, de Benzema e chegou até Cristiano Ronaldo, que bateu no canto direito, para nova defesa de Hart, o melhor jogador em campo. E quis o destino que o melhor jogador em campo falhasse em um momento decisivo. Aos 46, Cristiano Ronaldo chutou da ponta esquerda, no meio do gol e Hart acabou falhando. Foi a virada do Real Madrid em um jogaço do ponto de vista de emoção e um jogo abaixo da crítica do ponto de vista tático.


quinta-feira, agosto 30, 2012

AOS TRANCOS E BARRANCOS E NA RETRANCA, SPARTAK GARANTE VAGA NA FASE DE GRUPOS DA CHAMPIONS

Por Danilo Silveira


Quando sento para assistir a um jogo de um time que não conheço muito e também não conheço a treinador que o dirige, procuro sempre analisar a forma que o time atua e a filosofia implantada pelo treinador. Assim foi na última quarta-feira, quando me deparei com o jogo de volta de Fenerbahce e Spartak Moscou, realizado em Istambul, na Turquia, valendo vaga na fase de grupos da Champions League. Na partida de ida, em Moscou, 2 a 1 para o Spartak.

Jogando melhor, Spartak sai em vantagem

De cara, achei o time turco com bons valores individuais na parte ofensiva, isso porque o jogador da Sérvia Krasic e o holandês Kuyt integravam a equipe titular. A bola rolou e o Fenerbahce tomou dois duros golpes em menos de 15 minutos. Aos 5, Mc Geady cruzou rasteiro da direita, o brasileiro Ari se antecipou ao goleiro Gunok e chutou para as redes, abrindo o placar para o time visitante. Aos 13, Krasic caiu no campo sentindo dores e pedindo substituição. Ali, o Fenerbahce estava perdendo o seu ponta esquerda para o restante do jogo decisivo. Em seu lugar, entrou Stoch, que deu muito trabalho à defesa adversária, mas se mostrou afobado em alguns momentos. O fato é que o Spartak fazia uma partida melhor que o time turco. E assim foi durante o primeiro tempo todo. A equipe da casa não conseguia construir jogadas ofensivas mais bem elaboradas e o goleiro Dikan tomou pouquíssimos sustos. Mas, o segundo tempo seria totalmente diferente.

Fenerbahce até empata, mas esbarra na retranca russa

Veio a segunda etapa e foi nela que ficou nítido que o técnico da equipe russa, Unai Emery, não usou a filosofia de jogo que eu acredito mais apropriada. Logo aos 5 minutos, ele abriu mão do meia Ari, autor do gol e que foi uma boa opção ofensiva na primeira etapa, para colocar o volante brasileiro Rafael Carioca, ex-Vasco. Não que o time não possa jogar bem e de maneira ofensiva com mais um volante e menos um homem mais de criação, mas a saída de Ari coincidiu com a queda de produção do Spartak na parte ofensiva e crescimento do Fenerbahce no jogo. Como o jogo de ida tinha sido 2 a 1 para o Spartak, o time turco precisava de dois gols para levar o duelo para a prorrogação. Assim, a equipe foi para cima da retranca do time russo, em busca do primeiro, mas esbarrou mais de uma vez no goleiro Dikan. Aos 6 minutos, Topal arriscou de fora e ele deu um leve toque na bola, que ainda explodiu no travessão antes de  sair. Cinco minutos mais tarde, o Spartak teve uma das raras chances na segunda etapa. Suchy pegou sobra de bola aérea na área adversária, dominou no peito, limpou um marcador e carimbou a trave esquerda. Aos 12, entrou em cena o meia Alex, na equipe do Fenebace. O veterano brasileiro, que já atuou no Cruzeiro e no Palmeiras, entrou na vaga de Sahin, e por sinal, jogou bem o período em que esteve em campo. Aos 17, Dikan voltou a trabalhar, fazendo duas defesas seguidas.Aos 20, nova mexida no Spartak: saiu K. Kombarov, entrou Bilyaletdinov. E o gol que colocou fogo no jogo saiu aos 23; Alex cobrou escanteio da esquerda, Topuz cabeceou e o atacante Sow, também de cabeça, já dentro da pequena área, colocou para as redes. Se a proposta de jogo do Spartak já estava sendo mais se defender que atacar antes de tomar o gol, imaginem daqui em diante. A troca de atacantes feita pelo técnico (Emenike por Dzyuba) pouco mudou o panorama do jogo e o Fenerbahce continuou em cima. Aos 33, o brasileiro Cristian entrou na equipe turca, na vaga de Topuz. No minuto seguinte, o meio-campista De Zeeuw levou o segundo amarelo, sendo expulso e deixando o Spartak com um a menos. Para piorar a situação, a equipe russa já tinha feito as três alterações e Makeev sentia cãimbras constantes, caindo no campo de jogo por mais de uma vez pedindo atendimento médico.  Dikan apareceu mais duas vezes para defender, primeiramente um chute de Sow e depois uma finalização de Stoch. O árbitro deu 6 minutos de acréscimos e o Fenerbahce foi praticamente todo para o campo ofensivo. Aos 49, poderia ter saído o gol que levaria o jogo à prorrogação, mas Sow acabou se desequilibrando na hora de finalizar, já dentro da área adversária, e batendo mal. Assim, o jogo terminou com a classificação russa, mas fica a pergunta ao treinador da equipe: precisava de tanto sufoco, Unai Emery? 

quarta-feira, agosto 29, 2012

CAVADINHA DE MAICOSUEL FALHA E UDINESE É ELIMINADA NOS PÊNALTIS PELO BRAGA

Por Danilo Silveira



Depois de terem se encontrado na semana passada em Portugal, Udinese e Braga se enfrentavam agora na Itália, no duelo onde uma das equipes garantiria vaga na fase de grupo da Liga dos Campeões. O Braga jogou melhor, mas o 1 a 1 do jogo de ida se repetiu, as redes não foram balançadas na prorrogação e a decisão foi parar nos pênaltis. O meia Maicosuel, ex-Botafogo, hoje na Udinese, entrou no decorrer do jogo e protagonizou uma cena dolorosa aos torcedores da equipe italiana, ao bater sua penalidade com cavadinha, nas mãos do goleiro adversário. Foi a única cobrança que não teve o endereço do gol, e com isso, o Braga acabou avançando, eliminando os donos da casa.

A partida começou equilibrada e aos poucos foi se desenhando melhor para a equipe do Braga. Aos 8 minutos, Willians, volante ex-Flamengo que hoje defende a Udinese, falhou em uma saída de bola e na seqüência do lance o Braga teve perto de abrir o marcador, mas o goleiro Brkic acabou salvando a Udinese. Se salvou o time aos 8 minutos, aos 16 o goleiro quase complicou a vida da sua equipe ao sair mal após um escanteio cobrado da esquerda, mas Armero apareceu para afastar o perigo com a cabeça, jogando a bola novamente para escanteio. E foi também através da cabeça do ponta esquerda ex-Palmeiras que saiu o primeiro gol do jogo. Aos 24 minutos, Fabrini deu um belo passe encontrando Basta na ponta direita da área e o meio campista cruzou, achando Armero que, livre de marcação cabeceou para vencer o goleiro Beto: 1 a 0. Apesar de estar na frente, a Udinese não fazia um bom jogo, com o Braga melhor coletivamente. A equipe portuguesa, dirigida pelo técnico Jopsé Peseiro, apertava a saída de bola, complicando a vida da Udinese e principalmente a do volante Willians, que fez um primeiro tempo muito ruim, com muita dificuldade no quesito passe. Mesmo assim, foi o time italiano que chegou mais perto do gol nos minutos finais. Aos 40, após falta cobrada da ponta esquerda, um leve desvio na área e Beto fez boa defesa no canto esquerdo. Aos 43, um belo contra ataque da equipe italiana, contando com um acerto de passe de Willians e Armero apareceu livre pela esquerda da área, chutando para boa defesa de Beto.

Para a segunda etapa, o técnico do time italiano, Francesco Guidolin, tirou Willians, que, como já dito acima, foi muito mal, e lançou Badu. Acredito que o grande erro da Udinese na segunda etapa foi ter adotado uma postura extremamente defensiva, praticamente isolando Di Natale na frente. O Braga ganhou campo para jogar e passou a assustar constantemente o gol adversário, por sinal, muito bem defendido por Brkic, que passou a ser o melhor jogador da Udinese em campo. Aos 6, ele apareceu para defender um chute de fora da área, evitando o empate. Aos 12, a Udinese esteve muito perto do segundo gol, quando Armero apareceu livre de marcação pela ponta esquerda, mas acabou sendo responsável por uma cena inusitada, chutando a grama ao invés da bola e caindo no chão. Aos 14, o técnico do time português, José Peseiro, tirou Ruben Amorim e lançou Rúben Micael. O Braga seguiu melhor na partida e aos 22 o goleiro Brik defendeu outro chute de fora, rasteiro no canto direito. Aos 23, Francesco Guidolin resolveu fazer a sua segunda mexida no jogo, lançando Pasquale na vaga do argentino Pereyra. Pasquale até apareceu pela ponta esquerda, dando algum trabalho ao Braga, mas de fato, quem mais atacava na partida era o time português. O meia armador Mossoró passou a aparecer bem no meio campo da equipe lusitana, sendo um dos destaques. Os minutos se passavam e a Udinese conseguia segurar às duras penas o placar que estava lhe garantindo a classificação. Brkic fez sua defesa mais bonita no jogo em cobrança de falta de Hugo Viana, pulando para o canto esquerdo alto e defendendo de mão trocada, colocando para escanteio. No lance seguinte, Mossoró apareceu pela ponta esquerda da área e Brkic se agigantou para defender seu chute. Mas o meia brasileiro foi esperto, aproveitou que a bola não saiu e cruzou na medida para Rúben Maciel cabecear para o gol vazio. Era o gol de empate da equipe que mais fazia por onde estar vencendo a partida. Aos 35 minutos, entrou em cena um dos personagens principais do duelo: Maicosuel foi para o jogo na vaga de Fabrini. E aos 36, ele recebeu na intermediária e mesmo desequilibrado conseguiu tocar para Di Natale na ponta direita da área, mas foi marcado o impedimento no lance, de forma equivocada, já que o camisa 10 do time da casa encontrava-se na mesma linha de um adversário. A Udinese até mudou sua postura nos minutos finais, passou a atacar mais, porém, o destino do confronto era mesmo a prorrogação.

A Udinese já tinha feito as três alterações, enquanto o Braga só havia feito uma. Aos 3 minutos da prorrogação, José Peseiro promoveu uma troca de brasileiros: saiu Alan, entrou Paulo César. Aliás, cabe ressaltar que dos 11 titulares do Braga, 6 são brasileiros. Aos 7 minutos, o talento de Mossoró apareceu mais uma vez; o camisa 8 deu uma bela enfiada de bola para um companheiro, que recebeu na ponta esquerda, deu um toquinho por cima do goleiro e viu a bola passar pelo meio da área adversária, mas sem que um jogador do seu time aparecesse para empurrar para o gol vazio. Com um minuto do segundo tempo da prorrogação, José Peseiro mexeu pela última vez, tirando Mossoró de campo para colocar Éder, substituição que só se explica por um possível cansaço do camisa 8. O 1 a 1 persistiu e a decisão foi para os pênaltis.

Das dez cobranças, apenas uma não teve o endereço do gol. Maicosuel, o terceiro a bater para Udinese, incrivelmente  optou por dar uma cavadinha no meio do gol, mas o goleiro Beto não pulou para nenhum dos cantos e defendeu calma e tranqüilamente. Totalmente irresponsável, totalmente sem sentido o que fez o bom e habilidoso meio-campista brasileiro. Uma cena que comprometeu diretamente a temporada da Udinese e que pode comprometer sua estadia no clube. Analisando o jogo de hoje, pode-se dizer que o Braga foi o time que mais buscou o gol, mais atacou e mereceu a classificação.


quarta-feira, agosto 22, 2012

DE VIRADA, DÍNAMO KIEV DERROTA BORUSSIA MONCHENGLADBACH FORA DE CASA E FICA PERTO DA FASE DE GRUPOS DA LIGA DOS CAMPEÕES

Por Danilo Silveira



Ainda sem tantos holofotes, a Liga dos campeões 2012-2013 já começou. E durante esta semana estão sendo disputados os jogos de ida do último mata-mata dessa fase da competição. Os vencedores garantem vaga na fase de grupos do torneio. E nesta terça-feira, no Borussia-park, o Borussia Monchengladbach até saiu na frente do Dínamo Kiev, mas, no fim das contas, o time ucraniano virou o placar, venceu por 3 a 1 e está muito próximo da classificação.

Melhor, Borussia abre o placar, mas acaba levando a virada. 

A partida começou muito boa para os donos da casa. Com uma proposta ofensiva, o Borussia Monchengladbach, dirigido pelo treinador suíço L. Favre, foi dono da maior parte das ações ofensivas e levava maior perigo ao gol adversário. Com menos de cinco minutos, a equipe já tinha arriscado dois chutes, que passaram próximo da meta. Aos 6, Xhaka arriscou de fora da área e o goleiro Koval defendeu no centro do gol. E a atitude ofensiva da equipe da casa acabou sendo premiada aos 12 minutos. Pela ponta direita, o venezuelano Arango descolou um belo passe para Ring, do outro lado do campo. E o meio-campista do time da casa deu um belo come em um adversário e chutou rasteiro, no canto direito do goleiro, para abrir o marcador, para festa dos torcedores alemães. O Borussia fazia uma partida muito boa, dominando por completo o jogo. No time ucraniano, o atacante nigeriano Ideye aparecia isolado na frente, com muita dificuldades no meio da zaga do Borussia. Aos 24, o time da casa teve perto de ampliar o placar, em um boa jogada de Xhaka, que deu uma caneta em um marcador e arriscou de fora da área com perigo e a bola acabou passando à direita do gol. O Dínamo respondeu dois minutos mais tarde, em chute de fora de Garmash, que obrigou Ter Stegen a defender, espalmando para escanteio. E no rebote do escanteio, Mykhalyk emendou de fora da área, a bola ainda tocou em um adversário e foi para o fundo das redes: 1 a 1. E demorou menos de dez minutos para os visitantes chegarem à virada. Quem acompanhou a Eurocopa 2012 com bastante atenção, conhece os dois jogadores que participaram do gol. O ucraniano Garmash enfiou bola para o seu compatriota Yarmolenko, que pedalou para cima de um adversário pela ponta direita, cortou para o meio e bateu rasteiro no canto esquerdo do goleiro, marcando um bonito gol. Mesmo jogando melhor a maior parte do tempo, o Borussia ia para o intervalo atrás no marcador e com um problema, que ficaria mais nítido ainda na segunda etapa: seus dois atacantes, L. de Jong e De Camargo, não faziam boa partida.

Dinamo amplia vantagem e leva excelente resultado para Ucrânia.

A segunda etapa começou com menos intensidade. Os donos da casa não conseguiam criar chances de gol e o Dínamo administrava a partida, não demonstrando muita vontade de correr atrás de mais um gol. Aos 14 minutos, Arango chutou de fora da área e obrigou o goleiro Koval a fazer boa defesa. Aliás, o meio-campista venezuelano foi o melhor jogador em campo, sendo o principal armador de jogadas da equipe alemã. O meio-campo do Borussia até se portava bem, mas o ataque pouco funcionava. Aos 18, o técnico do time ucraniano, Y. Semin, resolveu mexer na equipe, sacando o croata Kranjcar e lançando Vukojevic. Cinco minutos mais tarde, foi a vez de L. Favre mexer. E ele trocou dois jogadores de uma só vez: saíram De Camargo e Ring, para as entradas de Hanke e Hermann. O Borussia tentava pressionar, mas não conseguia encontrar a organização tática apresentada na primeira meia hora de partida, onde a equipe viveu seu melhor momento no jogo. Cigerci entrou na vaga do volante Nordtveit aos 28 minutos, mas a mudança pouco alterou o panorama do jogo. No time visitante, o brasileiro Raffael entrou aos 27, na vaga de Ninkovic. No time da casa, o atacante L. de Jong pouco conseguia produzir no campo ofensivo e, pior que isso, acabou atrapalhando na parte defensiva. Aos 35, falta cobrada na área do Borussia, da ponta esquerda, e L. de Jong acabou cortando mal, jogando para dentro das próprias redes, marcando um gol contra. Era o terceiro tento do Dínamo, que mesmo longe de fazer um jogo brilhante, leva uma vantagem muito grande para a Ucrânia e, salvo um desastre, garantirá a classificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

quarta-feira, julho 04, 2012

JOGO 31: VIVA O FUTEBOL ARTE!!! COM DIREITO A GOLEADA SOBRE A ITÁLIA, ESPANHA É BICAMPEÃ DA EUROCOPA

Por Danilo Silveira




Desfilando seus craques, abusando do direito de fazer gol e de jogar bonito, a Espanha ampliou seu histórico de conquistas no dia primeiro de julho de 2012. Com uma atuação quase perfeita, a Fúria aplicou 4 a 0 na seleção italiana e sagrou-se, pela segunda vez consecutiva, campeã da Eurocopa. Lembrando que entre as duas conquistas, nada mais, nada menos, que um título de Copa do Mundo. A Itália não jogou mal, especialmente na primeira etapa, quando conseguiu atacar, equilibrar as ações e dificultar a vida espanhola. Só que a abundância do talento espanhol faz a diferença. Quando o jogo está equilibrado E parece que a Espanha vai ter muitas dificuldades para vencer, é comum aparecer uma troca de passes genial, uma enfiada de bola fantástica, um lance magnífico, que se transforma naturalmente em gol.


Fúria abre 2 a 0 na primeira etapa

A partida começou bem movimentada. Com menos de sete minutos, Pirlo já tinha arriscado uma finalização que passou à esquerda e Sérgio Ramos já havia concluído em gol duas vezes: em uma cobrança de falta e em uma cabeçadas, ambas pára fora. Aos 9 minutos, veio o esboço do gol espanhol. Em uma bonita jogada, Xavi tabelou com Fábregas e bateu da meia lua: para fora. Dois minutos mais tarde, Xavi tocou para Iniesta, que deu uma enfiada de bola sensacional, encontrando Fábregas na ponta direita. E o camisa 10 espanhol também fez uma jogada sensacional, cruzando na cabeça de David Silva, que finalizou no canto direito de Buffon: indefensável! A valente e guerreira Itália não fazia uma partida ruim. Após o gol espanhol, a equipe comandada por Cesare Prandelli assustou em algumas cobranças de escanteio na área espanhola e Cassillas precisou trabalhar. Aos 19, o zagueiro Chiellini, improvisado na lateral esquerda, assim como na semifinal diante da Alemanha, sentiu uma contusão e precisou deixar o campo para a entrada de Balzaretti. Aos 28, Cassano recebeu pela esquerda da área, cortou o lateral Arbeloa e chutou rasteiro para defesa segura de Cassillas. A Itália conseguia chegar à frente, conseguia equilibrar a posse de bola, mas a Espanha mostrava-se muito segura defensivamente e muito qualificada na parte ofensiva, nessa partida, com destaque para Cesc Fábregas, que fez um grande primeiro tempo. E aos 40 minutos, apareceu o talento de Xavi, que deu uma enfiada genial para Jordi Alba, que infiltrou no sistema defensivo italiano, saiu na cara de Buffon e chutou para fazer 2 a 0. Considerando-se a Eurocopa de 2008, a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa de 2012, a Espanha tinha, até antes do jogo contra a Itália, tomado apenas seis gols em 18 jogos, sendo que nenhum em confrontos de mata-mata. Números expressivos de um time fantástico, estatísticas impressionantes de uma equipe sensacional. Seria difícil acreditar que a Itália conseguiria fazer dois gols na segunda etapa para empatar o confronto.

Contusão de Thiago Motta deixa a Itália com um a menos

Para a segunda etapa, Cesare Prandelli lançou o atacante Di Natale na vaga de Cassano, que fez um bom primeiro tempo. Vale lembrar que o único gol sofrido pela Espanha nessa Eurocopa, foi marcado justamente por Di Natale, na estréia. E com menos de um minuto, o jogador da Udinese teve chance de diminuir, após receber cruzamento da esquerda de Abate, mas cabeceou por cima da meta. Mais clara ainda, foi a chance perdida pelo atacante aos 5 minutos. Dessa vez, ele recebeu na esquerda da área e chutou para boa defesa de Cassillas. Por sinal, que grande Eurocopa fez o goleiro espanhol! Com a difícil missão de fazer pelo menos dois gols em menos de 45 minutos, Cesare Prandelli poderia lançar no jogo o meia Diamanti, que entrou muito bem nas quartas de final e na semifinal, mas o comandante italiano preferiu colocar o volante Thiago Motta na vaga de Montolivo, aos 15 minutos. O que ele quis com essa substituição, realmente eu não sei, só sei que aconteceu tudo aquilo que o treinador não havia planejado. Apenas dois minutos após ter entrado, Thiago Motta se machucou sozinho e não teve condições para seguir no jogo. Com todas as três substituições já feitas, Prandelli viu seu time ficar com dez jogadores o restante do jogo. Pior que isso, viu seu time ser totalmente dominado pela Espanha. Desde a saída de Thiago Motta até o apito final, a Itália praticamente inexistiu no campo ofensivo. O jogo perdeu em emoção. Com dois gols de vantagem e o duelo amplamente dominado, a Espanha tocava a bola no campo ofensivo, demonstrando calma e qualidade, duas virtudes bem transparentes nesse time. Del Bosque foi mexendo aos poucos no time. Lançou Pedro na vaga de David Silva, Torres na vaga de Fábregas e Juan Mata na vaga de Iniesta. E a Espanha ainda fez o duelo virar goleada. Torres aproveitou um passe sensacional de Xavi e ampliou, se tornando um dos artilheiros da Euro, com três gols. 



Pouco antes do fim, Torres recebeu outra bola na frente e teve a chance de marcar mais um e se isolar na artilharia, mas ele não foi fominha e serviu Mata, que chutou para as redes e a Espanha fechou a Eurocopa com chave de ouro.

Literalmente ouro! O terceiro título da Espanha em cinco anos. Dezonove jogos, 32 gols marcados, apenas seis sofridos. Catorze vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. Números que por si só não dizem nada, mas atrelados a essa geração espanhola e ao futebol apresentado por ela, dizem muita coisa.

Em cerca de um mês, tivemos jogos fantásticos, equipes fantásticos e jogadores fantásticos em solo ucraniano e polonês. Um grande evento, que ultrapassa o plano esportivo. Um evento que moveu o mundo, encantou muito amantes de futebol. Temos seleções mais qualificadas que outras, é claro, mas no geral, as equipes apresentaram-se muito bem, cada uma em seu estilo. Muitos jogos bons, muita emoção e muito futebol de qualidade. Difícil encontrar "peladas", jogos feios e desinteressantes nessa edição da Eurocopa! Difícil dizer que a Eurcopa terminou. Mas, certamente, ficará eternizada na memória daqueles que a assistiram. Segue abaixo a seleção da Euro 2012:

Goleiro - Cassillas (Espanha)
Lateral direito - Arbeloa (Espanha)
Zagueiros - Sérgio Ramos (Espanha) e Pepe (Portugal)
Lateral esquerdo - Jordi Alba (Espanha)
Volantes - Pirlo (Itália) e Khedira (Alemanha)
Meias - Iniesta (Espanha) e Xavi (Espanha)
Atacantes - Cassano (Itália) e Cristiano Ronaldo (Portugal)

domingo, maio 20, 2012

VALENTE NOS MOMENTOS MIAS ADVERSOS, COM SORTE NOS MOMENTOS MAIS DECISIVOS, O IMORTAL CHELSEA CONQUISTA A EUROPA

Por Danilo Silveira


E depois de conseguir o complicado, quase impossível, feito de tirar o Barcelona da UEFA Champions League na semifinal, o Chelsea conseguiu ser campeão, em cima do poderoso Bayern de Munique, em plena Allianz Arena.

Não que o Bayern tenha a qualidade que tem o Barcelona, mas é um time excelente, focado na ofensividade e que tem grandes jogadores, com Arjen Robben e Ribery. A partida começou e a equipe de Munique foi fiel ao seu estilo de jogo, às suas características, e partiu para cima do Chelsea. A grande chance da primeira etapa foi com Robben, que pela ponta esquerda, se desvencilhou da marcação e bateu para boa defesa de Cech, que ainda viu a bola tocar na trave direita. O Chelsea, por sua vez, adotava uma proposta de jogo defensiva, com boa semelhança com a adotada contra o Barcelona, nos 180 minutos.

O gol do Bayern parecia questão de tempo, a superioridade da equipe alemã era grande, mas do outro lado, tínhamos um Chelsea totalmente aplicado e focado na proposta de não permitir que a bola ultrapassasse a linha final do competente goleiro Peter Cech. Nos minutos finais da primeira etapa, o Chelsea até que se soltou um pouco mais no jogo, mas a preocupação do time parecia muito mais em não sofrer gols do que fazer.

Veio a segunda etapa e o panorama do jogo pouco mudou. O holandês Arjen Robben continuou jogando muito bem, sendo para mim o melhor jogador em campo. O Bayern fazia uma partida coletiva muito boa, à altura do que eu esperava, haja vista jogos anteriores da equipe. Depois de abusar do direito de dar sorte diante do Barcelona, parecia improvável que o Chelsea conseguiria, mais uma vez, passar um jogo todo retrancado e evitar uma derrota. Mais os minutos passavam e a prorrogação estava cada vez mais próxima. Mas Muller, em uma bonita cabeçada para o chão, tratou de colocar o Bayern de Munique na frente, pouco antes dos 40 minutos, mas não sem antes ver a bola tocar o travessão para depois cruzar a linha final. Tudo indicava que seria o gol do título, o gol que faria os torcedores alemães comemorarem durante muitos e muitos dias uma conquista que viria a ser épica. Roberto Di Matteo, treinador do Chelsea, lançou, tardiamente, Fernando Torres, que tinha cerca de 5 minutos para tentar ajudar sua equipe a fazer um gol salvador. Hupp Heinecks, por sua vez, tirou Muller, até ali o autor do gol único, e lançou o zagueiro Van Buyten, provavelmente para auxiliar na marcação em um possível abafa do time inglês nos minutos finais.

Acontece que quiseram os deuses do futebol, que aqueles não fossem os minutos finais da UEFA Champions League 2011-2012. Drogba, após escanteio da direita, deu uma tjjolada de cabeça, e levou o jogo para a prorrogação. A bola ainda bateu em Neuer antes de entrar, mas não teria o menor cabimento culpar o grande goleiro alemão pelo gol sofrido. Também acho sem sentido culpar o técnico, por ter lançado um zagueiro no lugar de um atacante, faltando cinco minutos. Não caberia ao Bayern culpar ninguém, e sim entrar com personalidade na prorrogação.

E personalidade não falta para equipe do Bayern. A prorrogação começou, o Chelsea até iniciou melhor, tentando pressionar, com boa atuação de Fernando Torres, mas o time alemão logo equilibrou as ações e depois voltou a jogar melhor. Nesse cenário, surgiu um pênalti, cometido por Drogba. Mas uma vez, o Bayern chegava perto do gol do título. Se minutos antes o gol aconteceu, mas não acabou sendo o do título, agora a bola não cruzou a linha final, pois Peter Cech foi bem e defendeu a cobrança de Robben, que, sinceramente, não foi das melhores. Mas o Bayern seguiu jogando bola, partindo para cima e tentando o gol que o deixaria perto do título. Mas o aplicado Chelsea conseguiu levar o jogo para os pênaltis.

Três pênaltis batidos para cada lado e apenas um desperdiçado: Mata cobrou e Neuer pegou. O Bayern estava a duas conversões de penalidades para erguer a taça. Mas Cech pegou a cobrança de Olic e Schweinsteiger cobrou no pé da trave esquerda. Por fim, Drogba converteu, garantindo o primeiro título da UEFA Champions League da história do Chelsea.

O Chelsea, longe de ser brilhante, mas muito aplicado e demonstrando uma vontade sobrenatural de vencer, passou por Napoli, Benfica, Barcelona e Bayern de Munique, e pôde erguer o troféu de campeão da Europa. Assim foi o Chelsea, um time que abusou da sorte, que viu sua trave ser carimbada quatro vezes na semifinal e duas na final. Assim dói o Chelsea, um time que viu os melhores jogadores de Barcelona e Bayern desperdiçarem cobranças de pênalti decisivas. Assim foi o Chelsea, um time que, mesmo não sendo brilhante (longe disso), não se entregou na primeira queda, mesmo não jogando um futebol encantador, não sucumbiu aos times que mais encantavam e quando parecia que o título era impossível, não desistiu e se mostrou imortal!