Por Danilo Silveira
Brasil e Uruguai entraram no gramado do Mineirão para lutar por uma vaga na final da Copa das Confederações. Depois de noventa minutos com boas emoções, mas um futebol pouco vistoso, o Brasil credenciou-se para a disputa da final.
A primeira etapa como um todo foi muito ruim. Foi o exemplo de que posse de bola e bom futebol não necessariamente andam lado a lado. O Brasil manteve um percentual alto de posse de bola, mas com pouca criatividade. Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo trocavam passe com tranquilidade na intermediária defensiva, mas quando o time tentava avançar a se deparava com a marcação uruguaia, que começava a partir do meio-campo, ficava nítida a dificuldade brasileira. Logo nos minutos iniciais, David Luiz cometeu pênalti infantil em Lugano. Júlio César trabalhou bem, defendendo a cobrança de Forlán no canto esquerdo. Pouco depois, o mesmo Forlán assustou em chute de fora da área, mas a bola foi fora do alvo. Pelo lado brasileiro, destaca-se um chute para fora de Hulk e o gol, que saiu instantes antes do intervalo. Paulinho lançou Neymar, que chutou para defesa de Muslera, mas no rebote, Fred, mesmo chutando um pouco desajeitado, conseguiu abrir o marcador. Há de se destacar também a entrada criminosa de Luiz Gustavo, acertando a sola da chuteira na barriga de um uruguaio, não sendo expulso de campo (só recebeu cartão amarelo) por erro do árbitro da partida.
No início da segunda etapa, o Uruguai empatou. Perigo na área brasileira e Thiago Silva tentou sair tocando rasteiro para Marcelo, mas Cavani interceptou e chutou no canto direito de Júlio César. Por falar em Cavani, cabe ressaltar que ele foi o melhor jogador uruguaio em campo, ajudando demais na marcação pelo lado direito de defesa. A verdade é que na segunda etapa o jogo aumentou um pouco de intensidade. O Uruguai parecia mais corajoso em campo. Hulk assustou em cobrança de falta defendida por Muslera e Thiago Silva, que já havia falhado no gol uruguaio, foi cortar um cruzamento uruguaio da direita e deu um susto na torcida brasileira, já que a sua cabeçada passou bem próxima ao travessão de Júlio César. A maior evolução na equipe do Brasil se deu quando Bernard entrou na vaga de Hulk. O jovem, que joga no Atlético Mineiro, time que joga um futebol envolvente e é treinado por Cuca, o técnico adpeto do futebol bonito, deu uma movimentação boa para o ataque brasileiro. Logo, a equipe conseguiu criar duas chances de gol. Na primeira, Fred bateu mal, por cima. E na segunda, Neymar acabou finalizando fraco para fácil defesa de Muslera. Quando a prorrogação se aproximava, apareceu Paulinho para dar a classificação ao Brasil. Após escanteio cobrado da esquerda, ele apareceu no segundo pau para cabecear. Lembrei-me do gol de Paulinho pelo Corinthians, contra o Vasco, nas quartas-de-final da Libertadores. Um gol também de cabeça, nos minutos finais, que naquele caso, evitou que o confronto fosse para as penalidades. Cabe ainda destacar que nos acréscimos, Felipão tirou Neymar e colocou Dante em campo. Achei a substituição equivocada. Se o Uruguai consegue o empate, Felipão jogaria a prorrogação sem Neymar, que não fez uma bela partida, mas é o melhor jogador dessa seleção.
sexta-feira, junho 28, 2013
terça-feira, junho 25, 2013
JOGO 12 - URUGUAI GOLEIA TAITI E PEGA O BRASIL NA SEMIFINAL
Por Danilo Silveira
O Uruguai entrou em campo diante do Taiti, precisando de uma vitória por 8 gols de diferença, para garantir-se na semifinal da Copa das Confederações sem precisar depender do resultado de Nigéria x Espanha. Isso porque uma vitória nigeriana sobre os espanhóis somada a uma vitória do Uruguai diante do fraco Taiti, geraria um empate triplo no grupo, com Espanha, Nigéria e Uruguai com seis pontos. Uma vitória com tal elasticidade no placar em uma competição internacional, parece algo completamente inviável, só que não dessa vez. O Uruguai tinha como oponente o simpático Taiti, um time que tem um jogador profissional apenas, sendo os outros amadores. No fim das contas, o Uruguai conseguiu vencer por 8 x 0, mas um empate e até uma derrota (dependendo do número de gols) classificaria o Uruguai, já que a Nigéria perdeu para a Espanha.
O Uruguai entrou em campo diante do Taiti, precisando de uma vitória por 8 gols de diferença, para garantir-se na semifinal da Copa das Confederações sem precisar depender do resultado de Nigéria x Espanha. Isso porque uma vitória nigeriana sobre os espanhóis somada a uma vitória do Uruguai diante do fraco Taiti, geraria um empate triplo no grupo, com Espanha, Nigéria e Uruguai com seis pontos. Uma vitória com tal elasticidade no placar em uma competição internacional, parece algo completamente inviável, só que não dessa vez. O Uruguai tinha como oponente o simpático Taiti, um time que tem um jogador profissional apenas, sendo os outros amadores. No fim das contas, o Uruguai conseguiu vencer por 8 x 0, mas um empate e até uma derrota (dependendo do número de gols) classificaria o Uruguai, já que a Nigéria perdeu para a Espanha.
Abel Hernández foi um dos destaques com quatros gols.
Lodeiro fez um e também participou de boas jogadas. O lateral direito
Aguirregaray e o volante Gargano foram outros dois que participaram bem da
partida. Um momento interessante da partida foi quando o zagueiro Scotti
desperdiçou uma penalidade, defendida pelo goleiro Meriel, levando o torcedor ao
delírio na Arena Pernambuco.
O destaque do Taiti na Copa das Confederações foi o camisa 3
Vahirua, o único profissional do time, que demonstrou boa técnica com a bola
nos pés. Após o término do jogo contra o Uruguai, os jogadores do Taiti
apareceram segurando bandeiras do Brasil e exibindo um cartaz dizendo “Obrigado
Brasil”, em retribuição ao carinho conquistado pela Torcida Brasileira. Após a
coletiva de imprensa, o técnico Eddy Etaeta foi até cada um dos jornalistas para
cumprimenta-los.
A passagem da Seleção do Taiti no Brasil foi totalmente
inusitada. Um time frágil, amador, que conquistou rapidamente a torcida do
público, acredito eu, que apoiado justamente na lógica de “torcer para o mais
fraco”. Fraqueza essa que parecia ser vista pelo taitianos, não como algo ruim,
mas como normal e natural.
O Uruguai, mesmo sem ter jogado bom futebol na
primeira fase, segue vivo na competição. Agora, o adversário na
semifinal é o Brasil, em partida que acontece quarta-feira, no Mineirão. Não é
em 1950, não é em uma Copa do Mundo, não é uma final, não é no Maracanã, mas
quando se fala no Brasil x Uruguai da próxima quarta é impossível não lembrar
da final da Copa do mundo de 1950, quando os uruguaios “calaram” o Maracanã.JOGO 11 - ARROJADA E GUERREIRA, NIGÉRIA DÁ ADEUS COM DERROTA PARA A ESPANHA: 3 A 0
Por Danilo Silveira
Quando vejo a Espanha jogar a sensação que me passa é que estou vendo o que há de melhor entre as seleções de todo o mundo. Muitos falam sobre o fim da hegemonia da Fúria, sobre um possível desgaste desse grupo, bicampeão da Eurocopa e campeão da Copa do Mundo, mas os dias passam e cada vez mais a Espanha dá provas que está mais forte do que nunca. Diante da Nigéria, mais uma ótima atuação, coroada com uma vitória por 3 x 0 e a classificação em primeiro lugar do grupo.
O duelo foi bastante interessante na primeira etapa. A Nigéria não aceitou de forma passiva o domínio espanhol. A equipe comandada por Stephen Keshi tentava atacar e não deixar que a Espanha tivesse um domínio avassalador no quesito posse de bola. Só que a qualidade da Espanha é incrível. Iniesta teve uma atuação impecável e logo com um minuto de jogo, deu um elástico em um adversário e chutou para defesa de Enyeama. Pouco depois, ele tocou para Jordi Alba que fez bela jogada, costurando os marcadores nigerianos e chutando para abrir o marcador. A Nigéria conseguia atacar a Espanha mais do que outros adversários conseguiam, mas no geral não conseguiu dar muito trabalho a Valdés. Uma ótima chance veio quando Mikel recebeu na área, de frente para o gol, mas acabou finalizando em cima de Sérgio Ramos. A Espanha por sua vez, teve duas belas chances de ampliar, com Soldado, que acabou parando em Enyeama em ambas oportunidades.
Veio a segunda etapa e a Nigéria chegou muito perto de ampliar logo nos minutos iniciais. Musa cruzou da direita e a bola chegou até Ideye, que debaixo da trave, acabou furando. Os minutos foram se passando e a superioridade espanhola foi ficando cada vez mais visível. Cada vez mais a Nigéria tinha dificuldade de impedir que a Fúria aplicasse seu estilo de jogo bonito e envolvente. Fernando Torres entrou na vaga de Soldado e mostrou oportunismo ao marcar de cabeça, após cruzamento de Pedro. Villa também entrou no decorrer da segunda etapa e mostrou ótima visão de jogo nos minutos finais. Ele sofreu falta no campo de defesa e bateu rápido, lançando Jordi Alba de maneira genial. O lateral esquerdo espanhol saiu do campo defensivo, sem ver nenhum marcador de linha à sua linha e demonstrou calma para driblar Enyeama e empurrar para o gol vazio. Três a zero em mais uma ótima atuação espanhola.
A Nigéria foi corajosa e arrojada, mas não conseguiu evitar uma derrota que já era esperada. Contra a Espanha, a impressão que dá é que todos os adversários estão fadados à derrota. Na quarta-feira, é a vez da Itália tentar vencer a Espanha e chega à final da Copa das Confederações. Tarefa muito difícil da Azurra.
Veio a segunda etapa e a Nigéria chegou muito perto de ampliar logo nos minutos iniciais. Musa cruzou da direita e a bola chegou até Ideye, que debaixo da trave, acabou furando. Os minutos foram se passando e a superioridade espanhola foi ficando cada vez mais visível. Cada vez mais a Nigéria tinha dificuldade de impedir que a Fúria aplicasse seu estilo de jogo bonito e envolvente. Fernando Torres entrou na vaga de Soldado e mostrou oportunismo ao marcar de cabeça, após cruzamento de Pedro. Villa também entrou no decorrer da segunda etapa e mostrou ótima visão de jogo nos minutos finais. Ele sofreu falta no campo de defesa e bateu rápido, lançando Jordi Alba de maneira genial. O lateral esquerdo espanhol saiu do campo defensivo, sem ver nenhum marcador de linha à sua linha e demonstrou calma para driblar Enyeama e empurrar para o gol vazio. Três a zero em mais uma ótima atuação espanhola.
A Nigéria foi corajosa e arrojada, mas não conseguiu evitar uma derrota que já era esperada. Contra a Espanha, a impressão que dá é que todos os adversários estão fadados à derrota. Na quarta-feira, é a vez da Itália tentar vencer a Espanha e chega à final da Copa das Confederações. Tarefa muito difícil da Azurra.
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