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segunda-feira, agosto 22, 2016

QUE O OURO NÃO FAÇA O BRASILEIRO ESQUECER O QUÃO ATRASADO NOSSO PAÍS ENCONTRA-SE NO FUTEBOL

Por Danilo Silveira
 Confesso que durante os jogos olímpicos do Rio, o futebol não foi o esporte que mais acompanhei. Ainda assim, consegui ver um joguinho ou outro.

O que logo me chamou atenção foi o baixo nível da competição. Obviamente que se dá um desconto pois as equipes jogam com o time todo, ou quase todo, sub-23 (cada seleção pode levar até 3 jogadores acima desta idade). E se no Brasil já se faz um time forte sub-23, imagina quando um dos atletas acima de 23 anos é o Neymar?!

Só que o jogo de estreia mostrou que o Brasil estava longe, mas muito longe de apresentar o futebol que se era esperado de um time que conta com Gabriel Jesus, Neymar, entre outros. Um 0x0 contra uma África do Sul que mostrou-se para lá de frágil.

O Brasil seguiu o seu caminho, empatando com Iraque, vencendo a Dinamarca e a Colômbia, enquanto eu segui meu caminho, assistindo o basquete, o handebol, entre outros esportes, que mais me interessavam do que o futebol, que já assisto demais ao longo do ano. Parava de vez em quando para ver um pedacinho ou outro de algum jogo, e sinceramente, não vi muito coisa que me agradasse. Veio a semifinal e assisti alguns minutos da goleada do Brasil sobre Honduras, que se mostrou um oponente muito frágil.

Viria então a grande final.Viria então a Alemanha (logo a Alemanha). Em pleno no Maracanã, vestido de verde e amarelo. Impossível não relembrar 2014, impossível não pensar nos 7x1. Alguns brasileiros falavam em revanche, algo que me parece surreal, pois o cenário é completamente diferente, a competição é diferente, as equipes são diferentes. Dos 7x1 para cá, pouca coisa parece ter mudado, por sinal. O Brasil continua sem entender futebol e a Alemanha continua mostrando excelência nesse esporte.

Comecei a ver o duelo, e mesmo sabendo da discrepância que há entre a forma de enxergar futebol da Alemanha e do Brasil, o time verde e amarelo soava-me favorito. Parecendo ser um time de melhor qualidade, o Brasil tentava tomar a iniciativa do jogo diante de uma Alemanha, fria, gelada, esbanjando consciência daquilo que fazia dentro de campo. O Brasil parecia esbarrar na sua própria afobação. Aí veio o talento de Neymar, que em uma cobrança de falta espetacular, abriu o marcador.

Talvez pudesse ser o caminho aberto para uma goleada, ou algo do tipo. Mas, do outro lado estava a Alemanha, que em momento algum se desesperou, que não perdeu sua organização. Veio o segundo tempo e com ele, o empate alemão. Após cruzamento da direita, um bonito chute para as redes brasileiras. Um gol que lembrou em alguma coisa um dos sete sofridos pelo Brasil no fatídico 7x1.

Os minutos se passavam e cada vez mais ouvia-se um grande silêncio no Maracanã. Apreensão, medo, nervosismo. O futebol que o Brasil apresentava passava longe de ser o ideal, mas era bem superior do que nos acostumamos a ver com Dunga e Felipão. O time demonstrava organização, e parecia mais perto do segundo gol que a Alemanha. Mas além da defesa alemã, o Brasil precisava superar o próprio nervosismo e afobação, talvez o principal inimigo naquele momento. Nervosismo e afobação que poderia acarretar em mais que a própria não ocorrência do segundo gol brasileiro, mas na ocorrência do segundo gol alemão. Bem, no fim das contas, nem um nem outro. Nem os 30 minutos de prorrogação foram suficientes para que alguma das redes fosse novamente balançadas.

No resumo da obra, o Brasil foi ligeiramente superior a Alemanha. Foi o time que mais buscou o gol, mas não necessariamente o mais organizado. As cobranças de pênaltis escolheriam com quem ficaria o ouro, e a essa altura, estaria merecido para qualquer uma das duas seleções, analisando-se os 120 minutos anteriores.

Veio então a defesa de Wéverton, na única cobrança desperdiçada. Veio em seguida o encontro do chute de Neymar com as redes. Veio então o tão sonhado ouro para a seleção brasileira de futebol.

Ouro esse que veio de uma tamanha desorganização. Até alguns meses antes, Dunga seria o comandante da seleção nos jogos olímpicos, o que prova que o Brasil pouco evoluiu dos 7x1 para cá. Sorte daqueles que sonhavam com esse ouro, que apareceu Rogerio Micale no caminho. Se ele é bom ou mau técnico, sinceramente não tenho embasamento para dizer. Mas, pelo pouco que conheço do seu trabalho, parece se tratar de um técnico melhor que Dunga e Felipão, o que vamos combinar, não é tarefa tão difícil.

Esse ouro olímpico deveria servir para o Brasil começar a trilhar uma novo caminho para a sua seleção neste esporte, mas sinceramente, conhecendo as coisas por aqui, a tendência é piorar ainda mais. Vai ter gente achando que o Brasil voltou a ser o número um, que o Brasil está um grande maravilha no futebol e que daqui para frente é só alegria. Complicado! Até porque, estamos em sexto nas eliminatórias para a próxima Copa do Mundo (fora da zona de classificação). Além do mais, trocamos um pseudo-técnico (Dunga) por um técnico que tem seu estilo de jogo não muito condizente com o que deve-se esperar do futebol apresentado pela Seleção Brasileira, o tal do futebol-arte. Tite é melhor que Dunga, melhor que Felipão e melhor que Mano? Sim, óbvio! Mas isso não faz dele o técnico ideal para dirigir a Seleção Brasileira de futebol.

Que a mídia e a população cooperem, que não me venham com o discurso de "o campeão voltou", "O Brasil voltou a ser respeitado" "Vingamos o 7x1" "Assim que queremos ver nossa seleção daqui para frente.", pois esse tipo de discurso em nada ajuda, apenas atrapalha. Que tenhamos a consciência e o discernimento necessários para entender o futebol, para enxergar que estamos atrasados em quilômetros em relação a outros países. Entender que antes de pensar em não fazer feio mais uma vez na próxima Copa do Mundo, temos que melhorar muito para ganhar o direito de participar da próxima Copa do Mundo.

Caso contrário, esse ouro vai ser apenas um pontinho de alegria para a população no meio do caos.


terça-feira, junho 24, 2014

JOGO 36: QUANDO A ANDORINHA FAZ O CANÁRIO VOAR

Por Danilo Silveira


Diz o ditado que uma andorinha só não faz verão. Claro que ele não quer dizer ao pé da letra que apenas uma ave desse tipo não consegue fazer acontecer a estação mais quente do planeta Terra. Ele que dizer que em muitas situações de nossas vidas é mais fácil conquistar objetivos em conjunto que de forma solitária.

Nessa Copa do Mundo, a Seleção do Brasil tem conseguido contrariar esse ditado. A andorinha no referido trecho é Neymar. O camisa 10 da seleção tem tornado o futebol, que é para ser um esporte jogado altamente em conjunto, o mais individual possível. Vejam bem: não se trata de uma crítica e sim um elogio.

Neymar não age desse jeito por ser egoísta ou por não gostar da coletividade, mas sim por conta da falta de opções que o time lhe dá em campo. E isso passa diretamente por Luiz Felipe Scolari, o treinador dessa equipe. Felipão, como costuma ser chamado, tem se mostrado um desastre quando o assunto é tática. Dentre as 32 seleções participantes do Mundial fica difícil dizer uma pior que o Brasil na parte tática. Talvez não exista.

Contra o eliminado Camarões, que ainda não contou com Eto'o, Song e Ekotto, o Brasil precisou de doses de preocupação para vencer o duelo. Quando a seleção africana começava a impor seu domínio em campo, apareceu Neymar para completar cruzamento de Luiz Gustavo para as redes. Mas Camarões, mesmo sem chances de classificação, mostrava-se um time empenhado e disposto a atrapalhar o caminho brasileiro. Matip apareceu na área brasileira para diminuir o marcador aos 25. Vale lembrar que pouco antes a trave de Júlio César havia sido carimbada.

Se a andorinha tem dificuldades de fazer verão, Neymar tem facilidade para fazer gol. Aos 33 ele voltou a balançar as redes camaronesas em uma jogada que ele fez parecer simples: correu, limpou o marcador  e chutou. Assim, o Brasil foi para o intervalo em vantagem. Se não fosse Neymar, acho que dificilmente isso aconteceria.

Fred desencantou aos três minutos da segunda etapa, ampliando para o Brasil. O duelo ficou chato, sem graça. Neymar continuou correndo, tentando sua jogadas individuais em meio a um time carente de um esquema de jogo bem definido, carente de jogadas que demonstrem entrosamento dos jogadores, carente de um treinador que consiga implementar um estilo de jogo bonito, envolvente, que faça os amantes do futebol arte terem vontade de assistir, de saborear.

Antes do apito final, ainda deu tempo para Fernandinho, que havia entrado no intervalo, na vaga de Paulinho, deixar a sua marca. Em uma das raras jogadas bem trabalhadas em conjunto pela Seleção Brasileira, ele apareceu para finalizar de bico, vencendo o goleiro Itandje. Placar final: Brasil 4 x 1 Camarões.

A Seleção Brasileira é também conhecida por ser a seleção canarinho. Inclusive, uma música do passado que servia de incentivo, tinha um trecho que dizia "voa, canarinho, voa". Nesse papo que mistura futebol com aves, cabe dizer que a andorinha que anda fazendo o canário voar. Até quando sinceramente não sei. No próximo sábado, Brasil e Chile se enfrentam no Mineirão, em duelo válido pelas oitavas de final. Um jogo que promete!

quarta-feira, junho 18, 2014

JOGO 16: QUE SHOW, OCHOA!

Por Danilo Silveira


Em um movimentado jogo de futebol no Castelão, o México foi superior taticamente, mas foi o Brasil quem teve mais perto de abrir o marcador. Foi no chute de Paulinho, na 
cabeçada de Thiago Silva e em duas finalizações de Neymar que os comandados de Felipão chegaram perto de balançar as redes, mas em todas o goleiro Ochoa brilhou. Na 
mais bonita das defesas, o arqueiro mexicano voou no canto direito e impediu que uma cabeçada de Neymar entrasse. Defesa espetaular, maravilhosa, que não se vê todo 
dia.

Apesar do bom volume de chances criadas, faltou criatividade ao Brasil. Parecia ironia que a seleção de um país onde surge tanto talento sinta carência no setor de 
criação. Oscar é ruim? Neymar é ruim? Não! Parto da teoria que falta ao Brasil uma armação tática que possibilite que seus jogadores rendam o melhor que podem.

Não pode ser encarado como normal o Brasil, jogando em casa, com a qualidade que tem, ser dominado pelo México em boa parte da segunda etapa do jeito que foi. Falta ao Brasil 
entrosamento, faltam jogadas de ultrapassagens, faltam tabelas, faltam os laterais levarem a bola ao fundo para cruzar. Falta muita coisa.

O México cumpriu bem o seu papel. Marcou com excelência, sob pressão quando conseguiu, teve coragem e força para chegar ao ataque. Resumindo: encarou o Brasil de igual 
para igual, sendo superior em vários momentos.

É natural que se fale muito em conquistar o hexa, mas o Brasil tem que refletir por onde deseja trilhar para chegar a esse objetivo. Cantar o hino com empolgação e 
emoção e entrar em campo como se fosse o jogo da vida parece não ser suficiente. Parece ser preciso muito mais: uma tática eficiente, um time versátil, opções no banco 
que consigam de fato mudar um jogo e por aí vai. Sem isso, acho que nem o talento nato de Neymar, nem uma dupla de zaga excepcional e nem um elenco de muita qualidade serão 
capazes de trazer o tão sonhado sexto título.

sábado, junho 14, 2014

JOGO 1: É A TAL DA GLOBALIZAÇÃO: COM AJUDA JAPONESA, BRASIL VENCE CROÁCIA.

Por Danilo Silveira

Imagina o que é você trabalhar durante quatro anos visando a disputa de uma Copa do Mundo e no grande dia da estreia, no momento em que você vai apresentar o seu trabalho, vem um cidadão e estraga tudo. Pois foi isso que aconteceu com a seleção da Croácia, que jogou contra o Brasil neste dia 12 de junho de 2014. A estreia da Copa do Mundo foi machada por uma atuação vergonhosa, grotesca, do árbitro japonês Yuichi Nishimura. Um duelo com vários lances polêmicos em que todos as marcações foram a favor do Brasil.

Aos 10 minutos, após boa troca de passes da seleção croata e cruzamento da esquerda, Olic furou e na sequência Marcelo acabou cortando mal e marcando contra. O primeiro gol da Copa do Mundo de 2014 era então da Croácia, apesar de ter sido anotado por um brasileiro. Era nos pés de Neymar que o Brasil precisava se apoiar para conseguir uma virada, que parecia para lá de complicada. Aos 21, ele fez boa jogada pela direita e cruzou, a defesa afastou parcialmente, mas Oscar pegou o rebote e bateu bem, no canto direito, mas Pletikosa fez bela intervenção, evitando o empate. Aos 26, Neymar apareceu novamente, só que ao invés de usar as pernas, usou o braço esquerdo em uma dividida com Modric, acertando o pescoço do meio-campista do Real Madrid. Um cartão vermelho seria para lá de aceitável, mas o árbitro deu apenas o amarelo. Digamos que não foi um erro, mas o japonês poupou o jogador do Barcelona de ir para o chuveiro mais cedo. Ironicamente, dois minutos mais tarde Neymar usou novamente o lado esquerdo do corpo, só que dessa vez não foi o braço. Em um bonito chute de canhora, de fora da área, ele empatou o jogo. Imagina o que seria da Seleção Brasileira se o camisa 10 tivesse sido expulso.

Veio a segunda etapa e a Croácia começou melhor, trabalhando bem a bola no meio campo, enquanto o Brasil sofria o seu pior momento no jogo. Felipão lançou Hernanes e Bernard no jogo, sacando Paulinho e Hulk. Só que o que mudou drasticamente o andamento normal da partida não foi um jogador, e sim o árbitro. Fred recebeu na área, de costas para o gol, e ao ser encostado no braço por Lovren, desabou no gramado da Arena de São Paulo. E o japonês prestou um desserviço dos brabos ao futebol ao assinalar penalidade, comprometendo diretamente todo o andamento do grupo A da Copa do Mundo. Mais justo seria Neymar perder o pênalti, e por pouco isso não aconteceu: Pletikosa acertou o canto direito, tocou na bola, mas não o suficiente para evitar a virada brasileira (leia-se japonesa). E aos 37, mas um lance polêmico: cruzamento da esquerda, Olic e Júlio César disputaram no alto, o goleiro brasileiro caiu e na sequência apareceu um jogador vestindo uma camisa quadriculada para estufar as redes do time de amarelo. Só que um cidadão que portava consigo um apito anulou a jogada, marcando falta de Olic em Júlio César. Lance para lá de esquisito! Ramíres entrou na vaga de Neymar nos minutos finais e ainda teve tempo de roubar bola de Rakitic e servir Oscar, que chutou de bico para marcar o terceiro gol brasileiro. Diga-se de passagem que, em minha opinião, Ramíres cometeu falta no lance.

Resta alguma dúvida que o Brasil foi favorecido? Melhor fingir que pulamos do dia 11 para o dia 13 de Junho. Futebolisticamente falando, o dia 12 de junho foi vergonhoso para o futebol mundial. Tão vergonhoso quanto a atitude do Felipão na coletiva de imprensa, dizendo que viu o lance dez vezes e achou que Fred sofreu pênalti. Imagina na Copa? Não precisa imaginar não, está aí, é real!

segunda-feira, julho 01, 2013

JOGO 16 -"FALTOBOL" DE FELIPÃO "FUNCIONA", BRASIL VENCE A ESPANHA E CONQUISTA A COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013


Saio dessa Copa das Confederações com duas convicções. A primeira que a Seleção Brasileira de futebol tem atualmente uma geração de talento abundante, de jogadores excepcionais. Talento puro, mais que suficiente para a formação de um time encantador, que jogue um futebol bonito e envolvente, como há muito tempo não temos o prazer de ver quando se fala da camisa amarelinha. A segunda convicção que tirei da competição é que a Seleção Brasileira está sob comando da pessoa errada.

O estilo de jogo implementado por Felipão não condiz com aquilo que ele tem em mãos. Não condiz com o futebol tão pedido e almejado por grande parte da imprensa e da população brasileira.

Sabe aquela eterna discussão se os fins justificam ou não os meios? Pois bem, aplica-se direitinho na participação do Brasil na Copa das Confederações 2013. Quando se entra em uma competição, o que se almeja, o que se objetiva? O título. Por isso, digo que "se os fins justificam os meios", a Seleção Brasileira foi perfeita na Copa das Confederações 2013. Praticou o antijogo, abusou do excesso de faltas e...foi campeã. Na soma dos cinco jogos da competição, a Seleção Brasileira comandada por Felipão chegou a mais de 100 faltas, o que dá uma média de mais de 20 infrações por partida, número, em minha opinião, altamente excessivo, absurdo.

Ontem, contra a Espanha, as minhas duas convicções ficaram mais que evidentes. Fred foi um gigante, Neymar foi brilhante, a Seleção Brasileira como um todo, jogou muito bem, nos momentos em que quis jogar. Porque em grande parte da
partida, o Brasil teve como estratégia não deixar a Espanha jogar, impedindo o encantador Tic-tac de maneira faltosa, grossa, estúpida. Apesar das absurdas 26 faltas durante os 90 minutos (mais os acréscimos), sobrou tempo para o Brasil ser encantador. Sobrou tempo para Neymar "comer a bola" e, pelo menos parcialmente, calar os críticos. Nessa Copa das Confederações, o jovem, recém contratado pelo Barcelona, foi brilhante, excepcional e...faltoso. A última das características talvez por reflexo do
técnico o qual estava lhe comandando. Nem no tempo em que Neymar "jogava sozinho" no bagunçado e confuso Santos de Muricy Ramalho eu o via fazer tantas faltas como ele fez na Copa das Confederações 2013.

Claro, que não somente críticas merece Felipão. Ele teve a capacidade de melhorar a Seleção Brasileira, montar um sistema de marcação que, apesar de bater demais, é sólido. Ele teve a capacidade de dar á equipe algum padrão ofensivo. Felipão está indo melhor que seus dois antecessores, mas isso torna-se quase irrelevante se analisarmos que estamos vindo de uma passagem "lunática" e "louca" de Dunga pelo comando técnico da Seleção Brasileira, sucedida por uma passagem "péssima" de Mano Menezes. A verdade é que nos acostumamos a ver trabalhos muito ruins na Seleção Brasileira e quando se melhora um pouquinho, a impressão que passa é que estamos no patamar, no topo, no máximo o qual podemos chegar. Mera ilusão. A Seleção Brasileira de Futebol tem potencial para ir muito mais longe, para jogar muito, mais muito mais futebol do que vem jogando com Felipão. Ronaldinho Gaúcho, na fase em que se encontra, tem muito a oferecer para essa equipe e até agora, não vejo o menor sentido nele não ter sido convocado.

E a Espanha? A Espanha foi Espanha e segue demonstrando virtudes louváveis ao longo de sua trajetória na história do futebol. A atual campeã européia e campeã mundial, foi fiel àquilo que a levou a essas duas conquistas. Foi fiel ao estilo de jogo de toques de bola rápidos e precisos, com o objetivo de envolver a marcação adversária e assim ter maior facilidade para criar oportunidades de gol. Tentou em todos os jogos fazer isso, em alguns conseguiu, em outros não.


Contra o Brasil, teve dificuldade para cumprir tal missão. Mostrou-se cansada, esgotada fisicamente. Não precisa, nem deve servir de "desculpa" para a derrota. A Espanha não precisa disso, não precisa de desculpas, a gente é que precisa pedir desculpas para ela, por ter feito 26 faltas em uma partida de futebol. A Espanha soube vencer como Espanha, mas, muito mais que isso, ela soube perder como Espanha. Fosse outro time perdendo para o Brasil por 3 x 0, ao som de olê vindo das arquibancadas do Maracanã, seriam grandes as possibilidade da partida descambar para a violência, para entradas mais fortes, pontapés, confusões, empurra-empurra e por aí vai. Só que não! Era a Seleção Espanhola. Elegante quando ganha, elegante quando perde.

Acabo as minhas considerações com a seguinte frase: Se o Brasil bateu assim na Copa das Confederações, imagina na Copa do Mundo.


sexta-feira, junho 28, 2013

JOGO 13 - JÚLIO CÉSAR DEFENDE PÊNALTI, PAULINHO FAZ GOL SALAVADOR E MESMO SEM JOGAR BEM BRASIL VENCE URUGUAI E CHEGA À FINAL

Por Danilo Silveira

Brasil e Uruguai entraram no gramado do Mineirão para lutar por uma vaga na final da Copa das Confederações. Depois de noventa minutos com boas emoções, mas um futebol pouco vistoso, o Brasil credenciou-se para a disputa da final.

A primeira etapa como um todo foi muito ruim. Foi o exemplo de que posse de bola e bom futebol não necessariamente andam lado a lado. O Brasil manteve um percentual alto de posse de bola, mas com pouca criatividade. Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo trocavam passe com tranquilidade na intermediária defensiva, mas quando o time tentava avançar a se deparava com a marcação uruguaia, que começava a partir do meio-campo, ficava nítida a dificuldade brasileira. Logo nos minutos iniciais, David Luiz cometeu pênalti infantil em Lugano. Júlio César trabalhou bem, defendendo a cobrança de Forlán no canto esquerdo. Pouco depois, o mesmo Forlán assustou em chute de fora da área, mas a bola foi fora do alvo. Pelo lado brasileiro, destaca-se um chute para fora de Hulk e o gol, que saiu instantes antes do intervalo. Paulinho lançou Neymar, que chutou para defesa de Muslera, mas no rebote, Fred, mesmo chutando um pouco desajeitado, conseguiu abrir o marcador. Há de se destacar também a entrada criminosa de Luiz Gustavo, acertando a sola da chuteira na barriga de um uruguaio, não sendo expulso de campo (só recebeu cartão amarelo) por erro do árbitro da partida.

No início da segunda etapa, o Uruguai empatou. Perigo na área brasileira e Thiago Silva tentou sair tocando rasteiro para Marcelo, mas Cavani interceptou e chutou no canto direito de Júlio César.  Por falar em Cavani, cabe ressaltar que ele foi o melhor jogador uruguaio em campo, ajudando demais na marcação pelo lado direito de defesa.  A verdade é que na segunda etapa o jogo aumentou um pouco de intensidade. O Uruguai parecia mais corajoso em campo. Hulk assustou em cobrança de falta defendida por Muslera e Thiago Silva, que já havia falhado no gol uruguaio, foi cortar um cruzamento uruguaio da direita e deu um susto na torcida brasileira, já que a sua cabeçada passou bem próxima ao travessão de Júlio César. A maior evolução na equipe do Brasil se deu quando Bernard entrou na vaga de Hulk. O jovem, que joga no Atlético Mineiro, time que joga um futebol envolvente e é treinado por Cuca, o técnico adpeto do futebol bonito, deu uma movimentação boa para o ataque brasileiro. Logo, a equipe conseguiu criar duas chances de gol. Na primeira, Fred bateu mal, por cima. E na segunda, Neymar acabou finalizando fraco para fácil defesa de Muslera. Quando a prorrogação se aproximava, apareceu Paulinho para dar a classificação ao Brasil. Após escanteio cobrado da esquerda, ele apareceu no segundo pau para cabecear. Lembrei-me do gol de Paulinho pelo Corinthians, contra o Vasco, nas quartas-de-final da Libertadores. Um gol também de cabeça, nos minutos finais, que naquele caso, evitou que o confronto fosse para as penalidades. Cabe ainda destacar que nos acréscimos, Felipão tirou Neymar e colocou Dante em campo. Achei a substituição equivocada. Se o Uruguai consegue o empate, Felipão jogaria a prorrogação sem Neymar, que não fez uma bela partida, mas é o melhor jogador dessa seleção.

terça-feira, junho 25, 2013

JOGO 10 - EM JOGO DE SEIS GOLS, FRED FAZ DOIS E BRASIL VENCE A ITÁLIA

Por Danilo Silveira


Brasil e Itália fizeram em Salvador um jogo de baixo nível técnico, mas de boas emoções. Seis gols e vitória brasileira. Com o triunfo, o Brasil fugiu da temida Espanha na semifinal e enfrenta o uruguai. Sobrou para a Itália a missão de derrotar a Fúria, em duelo que vai marcar a reedição da final da Eurocopa de 2012.

Logo com um minuto de jogo, Hulk apareceu pela ponta esquerda e chutou para boa defesa de Buffon. Era o indício que teríamos um primeiro tempo bem movimentado, com muitas chances de gol. Alarme falso. O que se viu nos 45 minutos iniciais foi um jogo pegado, faltoso, com 4 cartões amarelo (David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo e Marchisio). Chances de gols mesmo, foram pouquíssimas, Júlio César foi praticamente um espectador. Há de se destacar também que os treinadores foram forçados a mexer em suas equipes, por conta de lesões. Montolivo e Abate deixaram o campo para as entradas de Giaccherini e Maggio, enquanto David Luiz, que quebrou o nariz no último jogo, dessa vez sentiu a coxa e deu lugar a Dante. E quando chegava a hora do árbitro do Uzbequistão, Ravshan Irmatov, apitar o fim da primeira etapa, veio o gol brasileiro. Candreva fez falta em Neymar pela esquerda de ataque. O próprio Neymar cobrou na área, Fred cabeceou para defesa de Buffon e no rebote Dante chutou para as redes. Detalhe que o zagueiro brasileiro encontrava-se em posição de impedimento na hora da cabeçada de Fred, portanto, o gol foi ilegal.

Na segunda etapa, o jogo continuou ruim no aspecto técnico, mas cresceu no quesito emoção. Giaccherini não demorou muito tempo para empatar a partida, depois de receber passe genial de Balotelli. E quando a coisa não anda das melhores no Brasil, tem se tornado constante a aparição de um dos melhores jogadores da competição até aqui: Neymar. O garoto tratou de recolocar o Brasil na frente em cobrança sensacional de falta, daquelas em que se acerta o chute no canto do goleiro, o pegando no contrapé. Fred, que até então não havia balançado as redes, tratou de balança-las, ao receber lançamento de Marcelo: 3 x 1. Para tirar do Brasil o primeiro lugar do grupo, a Itália precisa virar o jogo, o que parecia pouco provável. Com dois gols de vantagem, Felipão tirou Neymar e lançou Bernard. Pouco tempo depois, a Itália diminuiu em um gol recheado de polêmica. Jogada na área brasileira, Luiz Gustavo agarrou Balotelli e o árbitro começou a fazer o gesto para apontar a penalidade quando Chielini chutou para as redes. Para desespero dos brasileiros, o árbitro deu a lei da vantagem, validando o gol. A reclamação dos brasileiros era por um suposto apito do árbitro, indicando a marcação da penalidade, antes de Chiellini chutar para o gol. O fato é que o gol foi validado e a Itália chegou muito perto de empatar pouco depos, em cabeçada de Maggio, que explodiu no travessão. A Azurra veio para o ataque em busca do empate, mas acabou foi levando o quarto gol nos minutos finais. Bernard tocou para Marcelo, que arriscou para defesa de Buffon, mas no rebote Fred apareceu para empurrar para as redes.

Cada dia que passa a Espanha se torna mais favorita para vencer a Copa das Confederações, devido ao abismo que existe entre a qualidade do futebol apresentado pela
Fúria em relação ao futebol apresentado pelas demais equipes.

domingo, junho 16, 2013

JOGO 1 - NÃO FOI BRILHANTE, MAS FOI UM BOM COMEÇO PARA O BRASIL: 3 X 0 NO JAPÃO

Por Danilo Silveira
Logo aos 2 minutos, Neymar abriu o placar em belo chute


A Seleção Brasileira dirigida por Felipão me transmite mais confiança que as seleções dos dois técnicos antecessores. O que não quer dizer lá muita coisa, já que Dunga e Mano Menezes tiveram passagens muito ruins no comando técnico da seleção do país penta campeão mundial. E no último sábado, na estreia da Copa das Confederações, a Seleção Brasileira foi bem, começou com o pé direito. Não foi brilhante, não encantou, mas isso já era esperado dentro da realidade em que vive atualmente a Seleção Canarinho. Foi um time seguro, tranquilo, que soube aproveitar oportunidades.

O primeiro gol saiu logo aos 2 minutos, quando Fred ajeitou para Neymar, que fez um golaço de fora da área, acertando a bola de canela, fato esse que não tirou a beleza da plasticidade do gol. Golaço que deu calma para o Brasil manter a posse de bola a maior parte do tempo, anulando quase por completo o poder ofensivo japonês. Kagawa e Honda pouco conseguiam articular jogadas mais agudas na equipe japonesa. Está certo que a posse de bola do Brasil por muito tempo era improdutiva, isto é, não se transformava em chances de gol, mas o Brasil tinha o controle da partida. Durante o primeiro tempo da partida, pode-se destacar isolados chutes a gol do Japão, nenhum com alto grau de perigo e duas chances para a Seleção Brasileira. Em uma delas, uma inusitada jogada. Um japonês foi sair jogando e acabou atingindo Marcelo em uma “região complicada” digamos assim. O fato acabou gerando um contra-ataque para o Brasil e Neymar serviu Fred, que chutou para boa defesa de Kawashima. Na outra oportunidade, Hulk bateu forte de fora da área e acertou a rede pelo lado de fora. Mesmo sem fazer um grande primeiro tempo, o Brasil mostrou algum entrosamento, em jogadas pelas laterais (Hulk e Daniel Alves pela direita e Marcelo e Oscar pela esquerda).

Veio a segunda etapa e a Seleção Brasileira conseguiu, a exemplo da primeira etapa, um gol nos minutos iniciais. Daniel Alves cruzou da direita e Paulinho apareceu bem para finalizar, aproveitanr falha de Kawashima e ampliar o marcador. Maeda, atacante japonês que entrou na vaga de Kiyotake, assustou em chute de fora, defendido por Júlio César. Mas, o ataque japonês, no geral, pouco se alterou na segunda etapa, ou seja, perigo quase nenhum à meta defendida por Júlio César. Vendo sua equipe vencer por 2 x 0 e controlar o jogo com tranquilidade, Felipão começou a fazer as suas mexidas. Neymar sentiu um incômodo nas costas e acabou dando a vaga para Lucas, Hernanes entrou na vaga de Paulinho e Jô substituiu Fred. E antes do apito derradeiro, Oscar fez boa jogada e serviu Jô, que não desperdiçou: 3 x 0 para o Brasil.

Jô entrou na segunda etapa e fez o terceiro gol brasileiro

Está certo que estamos em outro momento, a seleção é composta por outros jogadores e tem outro treinador. Mas, comparando-se a estreia na Copa das Confederações 2013 contra o Japão, com a estreia na Copa do Mundo de 2010 (vitória de 2 x 1 contra a Coreia do Norte), percebemos uma atuação muito superior contra os japoneses.

terça-feira, março 26, 2013

BRASIL ENFRENTA DIFICULDADES E EMPATA COM A RÚSSIA

Por Danilo Silveira


Desavisados podem achar que o fato da Seleção Brasileira não ter vencido nenhum dos seus últimos três jogos é um fato curioso ou atípico. Pois a verdade é que hoje nem de longe o Brasil está entre as melhores seleções do mundo. Temos bons jogadores, mas que juntos não formam um bom time. Thiago Silva é um dos melhores zagueiros do mundo, Marcelo é excelente lateral-esquerdo, Oscar tem talento de sobra, Neymar é fora de série, Fred é um dos melhores finalizadores do futebol mundial e por aí vai! Mas, isso não é o suficiente. Tanto não é que com esses jogadores a Seleção Brasileira não vem jogando bem, seja com Mano Menezes, seja com Felipão.

Nesta segunda-feira, o resultado foi um empate com a Rússia. Talvez, anos atrás, isso fosse uma zebra, mas hoje, não passa nem perto disso. Perdemos para a Seleção Russa, que se apresentou muito bem na Eurocopa 2012 (apesar da eliminação na fase de grupos), que é líder do seu grupo nas Eliminatórias para a Copa e que deve estar no Brasil ano que vem, dando trabalho para muita gente. Empatamos com a Seleção Russa, que se não foi brilhante, foi eficiente na marcação, neutralizou os pontos fortes da Seleção Brasileira e atacou com muito mais perigo.

Passado o sufoco dos minutos iniciais, dominados pela Rússia, o Brasil até que não fez uma das suas piores partidas recentes. Mas a falta de criatividade é notável. Talentos como Oscar, Kaká e Neymar, não conseguiam superar a organizada e boa marcação russa. Chances de gol foram escassas. Na segunda etapa, o Brasil soube lhe dar com a própria inoperância ofensiva. Não houve desespero, não houve afobação. A Seleção Brasileira rodava a bola de um lado para outro, mas parecia não encontrar uma forma para penetrar por entre a zaga russa. Os chutes de fora até se tornaram alternativa, mas sem sucesso. A Rússia atacava bem menos que na primeira etapa, mas acabou chegando ao gol. Foi por aí que Felipão resolveu lançar Hulk na vaga de Oscar e o jogador do Zenit veio a ser o melhor jogador ofensivo da Seleção Brasileira. Pela ponta esquerda, ele dava muito trabalho à marcação russa. Por lá, se entendeu bem com Marcelo e aos 44 minutos, deu bela enfiada de bola para o lateral do Real Madrid cruzar para Fred empurrar para as redes.

Acredito que Felipão esteja satisfeito com Fred, que tende a ser titular absoluto nos próximos jogos. Acredito que Felipão não esteja muito satisfeito é com Neymar, que com a camisa amarelinha enfrenta muitas dificuldades. Talvez uma partida como opção no banco de reservas possa fazer muito bem para o talentoso garoto, que é sempre muito cobrado e muito pressionado pela imprensa.
 

sexta-feira, março 22, 2013

SEM BOM FUTEBOL, BRASIL E ITÁLIA EMPATAM EM 2 X 2

Por Danilo Silveira

Na verdade, nem Itália nem Brasil jogaram bem, no amistoso da última quinta-feira, realizado em Genebra, na Suiça. Na primeira etapa, um jogo muito equilibrado e o Brasil abriu um placar em um belo gol do centroavante Fred, que precisou de apenas um toque na bola na jogada para vencer o goleiro Buffon. Se Fred deixa a desejar na marcação e tem dificuldades para driblar e conseguir arrancadas, é um dos melhores finalizadores do mundo. Vale lembrar que antes do Brasil abrir o marcador, Júlio César apareceu bem para defender um chute pela ponta esquerda. E o 2 x 0 do Brasil saiu quando Neymar trouxe da direita para o meio e serviu Oscar, que teve tranquilidade e categoria para tirar o chute do alcance de Buffon.

A Itália voltou para a segunda etapa com duas mudanças: Cerci na vaga de Pirlo e El Shaarawi na vaga de Osvaldo. E a azurra retornou jogando melhor que o Brasil, chegando ao primeiro gol com De Rossi, que desviou após cobrança de escanteio da esquerda. Há quem diga que foi falha de Júlio César. Apesar de achar que ele poderia estar melhor colocado, eu isento a culpa do goleiro brasileiro. Discussão sobre falha ou não de goleiro foi algo que não ocorreu no segundo gol italiano. Balotelli acertou uma bomba, no canto esquerdo de Júlio César: indefensável! Balotelli teve mais duas chances no segundo tempo: em uma o chute foi bloqueado pelo sistema defensivo e na outra Júlio César fez boa defesa. A virada italiana, que no intervalo parecia improvável, parecia agora bem perto. Do meio para o fim do segundo tempo, o Brasil conseguiu melhorar em alguma coisa. Felipão começou a mexer no time e em minha opinião, não o fez da forma correta. Tirou Oscar e lançou Kaká, deixando Hulk em campo. Vale ressaltar que Hulk foi muito mal, errando demais e pouco acrescentarndo de positivoo para a equipe. Felipão ainda tirou Fred e lançou o estreante Diego Costa. O treinador brasileiro também trocou Filipe Luís por Marcelo e Hernanes por Luiz Gustavo. E quando resolveu tirar Hulk, ao invés de lançar um homem de frente, lançou o volante Jean.

Por sinal, por que o Ronaldinho Gaúcho não foi convocado? Se alguém souber, por favor me fale.

quinta-feira, setembro 20, 2012

EM UM DUELO FRACO, BRASIL JOGA MAL, MAS VENCE A ARGENTINA

Por Danilo Silveira



Há algum tempo, a Seleção Brasileira não desperta muito o interesse do povo brasileiro. Isso é notório. Notório também é que a seleção dirigida por Mano Menezes está em um patamar muito aquém de muitas seleções europeias, e se a Copa do Mundo fosse hoje, Neymar, Oscar, Hulk e companhia provavelmente não passariam de coadjuvantes. O problema passa longe de ser falta de talento, o que acontece é que Mano, que até escala bem, não consegue fazer sua seleção jogar em um padrão aceitável.

Nesta quarta-feira, Brasil e Argentina se enfrentaram em Goiânia, no Serra Dourada, pelo duelo de ida da Copa Rocca, torneio de dois jogos, onde as duas seleções só podem usar jogadores que atuam na Argentina ou no Brasil. Melhor para o Brasil, que pode usar Neymar, Lucas, Leandro Damião, Dedé, que são jogadores que integram a Seleção principal, além de outros com muita qualidade, mas que nem sempre são convocados, como Rever, Ralf e Luís Fabiano. Pior para a Argentina, que não pode usar Messi, Di Maria, Aguero, Tévez, Lavezzi e Higuaín.

Durante 90 minutos, tivemos um jogo muito ruim, com raras chances de gol, poucas jogadas bonitas e muito pouca inspiração. Tivemos uma Argentina para lá de defensiva (saudades do tempo em que Maradona era o técnico), contente com o empate e buscando muito pouco o gol. Do outro lado, tivemos um Brasil que até tentava buscar o gol, mas a falta de inspiração e de envolvimento à marcação adversária era tamanha que foram pouquíssimas jogadas que realmente levaram perigo ao gol de Ustari. A primeira delas veio aos 25 minutos, quando Paulinho, em posição irregular, cabeceou para empatar o jogo. Isso porque, minutos antes, o jogador do Corinthains, Martínez, apareceu para abrir o placar para os hermanos. A torcida brasileira procurou fazer festa e apoiar a equipe, que de fato fazia uma partida muito fraca.

Mas, a paciência do torcedor teve limite. No meio da segunda etapa, quando Mano Menezes lançou Wellington Nem na vaga de Lucas, vaias começaram a ser ouvidas, aliadas a gritos de Felipão. Chegava a ser triste ver uma Seleção Brasileira com tão pouca inspiração e uma Seleção Argentina tão retrancada, mas esse desenho não mudou até o apito final. Mas, antes que ele viesse, Desábato colocou a mão na bola na área e o árbitro assinalou pênalti. Neymar cobrou bem, converteu e deu a vitória de virada ao Brasil. Vitória essa que nada me deixa mais confiante em relação ao futuro da Seleção Brasileira. Pelo contrário! Parece que a cada atuação da Seleção de Mano Menezes, mais cresce minha desconfiança em relação a essa seleção. Exceto o jogo contra a fraca China, onde a Seleção passeou e venceu por 8 a 0. Dificilmente em uma Copa do Mundo ou uma Copa das Confederações, teremos adversários que se mostrem tão limitados como se mostrou a China. E provavelmente, teremos a maioria dos adversários melhores e mais bem arrumados que a Argentina para lá de capenga que o Brasil enfrentou hoje. Por sinal, um Brasil, a exemplo do seu maior rival, para lá de capenga!

quinta-feira, maio 31, 2012

EM NOITE DE APAGÃO, SELEÇÃO BRASILEIRA REACENDE CHAMA DA ESPERANÇA

Por Danilo Silveira



Era por volta das 21h, que estava eu sentado na minha poltrona, esperando a bola rolar para Brasil x EUA, fato esse que aconteceria cinco minutos mais tarde. De repente, ocorre um apagão e a energia do meu apartamento cai, assim como a do prédio, da rua e da rua ao lado. O jeito foi descer às pressas, à procura de um estabelecimento onde estivesse com energia e com a televisão ligada na transmissão do jogo. Não demorei a achar um barzinho, que não tinha muito movimento, nem muita gente em volta, mas estava passando o jogo. E lá vi Neymar fazer 1 a 0 de pênalti. Em seguida, lembrei-me que um amigo meu morava perto dali e liguei para ele, perguntando se lá havia energia. A resposta foi positiva e aos 16 minutos da primeira etapa, lá estava eu, acomodado, vendo perfeitamente o jogo.

Demorei algum tempo pensando, como a população não se identifica mais com a nossa seleção. Provavelmente, se tivéssemos um Boca x Fluminense pela Libertadores ou um Corinthians x Vasco, o fato da energia ter acabado em muitos prédios, faria aquele pequeno estabelecimento, naquele momento portando uma tevê ligada, estar lotado, entupido, intransitável. O fato é que não parecia uma noite de jogo do Brasil.

A verdade é que a Seleção Brasileira também não me empolga mais, também não desperta mais em mim aquele desejo, aquela torcida. Mas o fato é nesse jogo, o Brasil que se apresentou (pelo menos a partir dos 16 minutos, onde a energia me permitiu assistir) bem. Oscar foi bem, Neymar foi bem, Marcelo foi bem e o conjunto funcionou. O sistema defensivo apresentou falhas na bola aérea, mas a sorte e o goleiro Rafael ajudaram bastante. No placar final, 4 a 1 para o Brasil, com um de Neymar, um de Thiago Silva, um de Marcelo e um de Pato (é bom ver Pato voltar a jogar e fazer gol). Longe, bem longe de ser uma equipe parecida com a Espanha, Alemanha ou Argentina da Copa do Mundo de 2010, mas digamos, uma seleção aceitável. Gerações antigas, provavelmente lembram com saudosismo de Pelé, Garrincha, Jairzinho, entre outros. Já eu, lembro com saudosismo de Ronaldo e Rivaldo. Não sei se daqui a uns 20 anos, vamos nos lembrar, saudosamente, de Neymar, Ganso, Oscar e companhia.

Mas o fato é que é essa a turma que tem a missão de reconquistar a população brasileira, de fazer a torcida canarinha voltar a ter aquela vontade de torcer. Em 2006, a queixa era falta de vontade, em 2010, a queixa era falta de talento. Diante dos EUA, tivemos um time qualificado, demonstrando muita vontade. Um grande passo! Não sou nem um pouco fã do trabalho de Mano Menezes na seleção. Para mim, um técnico que teve um início promissor, mas enfiou os pés pelas mãos e se perdeu no comando. Um treinador que foi pressionado, questionado e seu emprego parecia estar em grande risco. Ao que parece, Mano conseguiu, digamos, um novo começo. Mais uma vez promissor. Mano, reacendeu a chama da esperança de vermos em campo, na Copa de 2014, uma seleção competitiva, qualificada, comprometida e digna. Resta saber se ele vai novamente trocar os pés pelas mãos. Esperemos que não!

sábado, outubro 08, 2011

SONÍFERO DE UMA SEXTA-FEIRA À NOITE

Por Danilo Silveira

Assistir os amistosos da seleção brasileira hoje em dia não é algo que dê muito prazer. Quando o duelo é contra renomadas seleções como Itália, França, Alemanha, Argentina, entre outras, ainda dá algum ânimo. Mas quando a nossa seleção enfrenta seleções com menos expressões, fica um fica realmente difícil de ver.

O pior não é somente assistir o jogo e sim saber que os principais jogadores do Brasil estão desfalcando seus clubes no Campeonato Brasileiro. E tem mais. É espantoso constatar que o Brasil enfrenta dificuldades na criação de jogadas e não apresenta um padrão de jogo sequer aceitável.

Os corajosos que ficaram a sexta-feira a noite em casa vendo o jogo entre Brasil e Costa Rica, foram agraciados com um show de lentidão e improdutividade na primeira etapa. E o problema não era a escalação. Ralf atuava quase como um terceiro zagueiro ao lado de Thiago Silva e David Luiz, com Fábio e Adriano como alas. Do meio para frente, Luis Gustavo, Ronaldinho, Lucas, Neymar e Fred. Mas faltava uma ligação, parecia faltar vontade. Aplicada, a Costa Rica adiantava a marcação e fazia coisa melhor que o Brasil quando detinha a posse de bola.

Para a segunda etapa, Mano Menezes lançou Hernanes e Oscar na vaga de Luis Gustavo e Lucas. E os dois foram melhores que seus titulares nesta partida. Oscar apareceu mais que Lucas para o jogo e Hernanes também foi mais participativo que o discreto, mas bom, Luis Gustavo. Nos primeiros minutos da segunda etapa, a Costa Rica resolveu explorar o lado esquerdo de ataque, dando trabalho à marcação brasileira por aquele setor. E Mano Menezes logo se viu obrigado a mexer novamente na equipe. Fábio, que estreava na lateral-esquerda da seleção, deu lugar a Daniel Alves. Neymar, muito marcado, pouco conseguia produzir e parece que aos poucos foi se estressando. Em dois lances quase seguidos, o jogador santista deixou o braço no rosto do adversário, mas só na segunda oportunidade que o árbitro da partida resolveu mostrar o cartão. Se fosse da cor vermelha não teria anda demais, mas ele optou por mostrar o amarelo. E aos 14, Neymar apareceu novamente, mas dessa vez para aproveitar que o goleiro costarriquenho saiu mal e completar o cruzamento de Daniel Alves da ponta direita. Aquele era o gol único da partida.

E o gol conteve os ânimos dos costarriquenhos e deu tranqüilidade para o Brasil. Mano fez mais substituições, tirando Neymar e Fred para as entradas de Hulk e Jonas e sacando Júlio César, machucado, para colocar Jefferson. O fato é que a seleção brasileira construiu muito pouco, mostrou pouca velocidade e raros lances de empolgação. Ronaldinho Gaúcho mais uma vez foi um dos melhores em campo, mostrando bastante vontade.

Mano Menezes está a mais de um ano na seleção brasileira, tem tido bastante amistosos para analisar e montar a seleção brasileira, teve a Copa América, mas parece que no somatório disso tudo, pouca coisa serviu para acrescentar ao futebol brasileiro.

quinta-feira, setembro 29, 2011

MANO MENEZES RESOLVEU FAZER O ÓBVIO E DEU CERTO

Por Danilo Silveira

Os fatos fazem as coisas parecerem tão simples, mas Mano Menezes consegue insistir e relutar contra eles. Está certo que o fato é algo indiscutível, algo que é absoluto. Então não posso dizer que é um fato que o Lucas joga mais bola que o Renato Abreu, pois alguém pode discordar e não tenho elementos que comprovem cientificamente essa tese. Então digo que aos meus olhos, isso é um fato. Nada contra o Renato Abreu, que tem suas qualidades, mas para desempenhar a função de criação de um meio-campo, Lucas é bem mais aconselhável. E Mano Menezes parece ter demorado para entender isso.

Há 15 dias o Brasil entrava em campo para duelar com a Argentina, com Ralf, Paulinho e Renato Abreu no meio-campo. Nesta quarta-feira, um quê de sensatez parece ter batido na cabeça do treinador da nossa querida Seleção Brasileira e ele lançou Lucas na vaga do nosso querido Renato Abreu. E aconteceu o natural, o óbvio. Lucas foi muito melhor que o jogador o qual substituía, deu muito mais velocidade e qualidade ao meio-campo do Brasil. E foi no ritmo da jovem promessa são paulina e com os gritos dos torcedores presentes ao Mangueirão que o time escalado por Mano foi para cima da Argentina. Por sinal, no time dos nossos hermanos, algumas mudanças, como Guinazu, Montillo e Viatri na equipe titular.

Mas havia um outro nome em campo, até aqui não citado, que roubou a cena. Trata-se de Cortês, lateral-esquerdo do Botafogo. E ele não chamou a atenção somente pela sua vasta cabeleira, mas sim pelo seu futebol. Aos 12 minutos ele achou Borges (substituto do contundido Leandro Damião), que achou Neymar que chutou para boa defesa do goleiro Orión, da Argentina. E a dupla Neymar-Cortês entendia-se bem pela ponta direita, mas faltava algo mais para seleção, que enfrentava dificuldade para penetrar por dentro da zaga Argentina, que executava uma marcação implacável. E foi aí que Lucas apelou para o talento, fazendo coisa que dificilmente Renato Abreu faria. O jovem arrancou pela ponta direita, trouxe para o meio fazendo fila e abriu na direita para Borges, que centrou deixando Neymar debaixo do poste, mas o craque santista acabou furando e deixando a bola passar.

Tive medo do treinador de seleção de verde e amarelo agora inventar de tirar o Lucas no intervalo, para colocar algum jogador de defesa, ou algo do gênero, mas ele deu prioridade ao futebol bem jogado, coisa que tem feito pouco constantemente. Dessa maneira, o Brasil voltou sem alterações para a segunda etapa, assim como a Argentina. Mais incisivo que no primeiro tempo, o time de Mano começou a apertar a Argentina, que marcava muito bem.Na parte defensiva, Réver fazia boa partida e Dedé nem tanto. Aos 7, o zagueiro do Vasco errou em uma saída de bola e a jogada de ataque dos hermanos terminou em chute de Fernández, muito bem defendido por Jefferson, que fazia sua primeira grande intervenção com a camisa da seleção principal. E essa bola defendida pelo goleiro alvinegro foi para escanteio. E desse escanteio nasceu o gol brasileiro. Bola afastada da área e Cortês teve a calma e tranqüilidade que se deve ter um jogador de seleção para puxar um contra ataque tocando para Borges, que entregou para Danilo que deu um passe excelente para Lucas. E mais uma vez o meio-campista do São Paulo fez algo que dificilmente Renato Abreu faria; ele arrancou pelo meio e finalizou com classe, na saída do goleiro Orión, para marcar o primeiro gol do Clássico das Américas. Nesse instante a torcida brasileira que encheu o estádio Mangueirão e fez uma linda festa comemorou muito. E o tento deu ânimo para seleção. Cortês se destacava pela ponta esquerda, provando que tem condições de vestir a camisa da seleção. Aos 14, o técnico Sabella tirou Canteros e colocou Bolatti em campo; 9 minutos mais tarde foi a vez de Mano Menezes tirar Lucas, o autor do gol, para lançar Diego Souza e pouco depois sacar Borges, com caimbra para a entrada do atacante do Fluminense Fred. Pouco aqui se falou do Ronaldinho Gaúcho, que teve uma atuação discreta, buscando jogo, mas criando poucas jogadas de perigo. E aos 29 minutos de jogo, o segundo gol brasileiro saiu dos pés do melhor jogador em campo. Cortês arrancou pela esquerda e entregou para Diego Souza, que bateu para o meio, Neymar tocou na bola, que bateu no zagueiro e acabou indo para o fundo das redes. Era o Brasil fazendo 2 a 0 no seu maior rival. E antes de encerrar os detalhes do jogo, cabe destacar mais duas belas defesas de Jefferson, que, para mim, já devia ter assumido a titularidade da seleção, quando esta conta também com jogadores que atuam fora do nosso país. Enfim, Mano Menezes conseguiu vencer uma seleção de maior tradição que EUA, Escócia, entre outras.

Escalar o Brasil da maneira que Mano Menezes escalou é, em minha opinião, o certo. Não se trata de ter mérito ou de ter tido uma grande sacada, Mano Menezes fez o mínimo que se espera de um treinador que dirige a Seleção Brasileira. Para completar, ele deveria pediu desculpas aos brasileiros, na televisão, em horário nobre, por ter escalado 15 dias atrás, Ralf, Paulinho e Renato Abreu, juntos, para compor o meio-campo do time que ele dirige.

quinta-feira, setembro 15, 2011

"RALF, PAULINHO E RENATO ABREU" 2

Por Danilo Silveira

63 minutos! Esse foi o tempo que os brasileiros assistiram o meio-campo da seleção de seu país ser formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Até que Mano Menezes resolveu lançar Oscar na vaga do meio-campista do Flamengo.

Nos minutos iniciais

de duelo entre Brasil e Argentina, realizado na cidade de Córdoba, um nome apareceu bastante: Boselli. O atacante argentino teve três chances de abrir o placar, e por pouco não o fez. Na mais aguda delas, após uma bela jogada de ultrapassagem pela ponta direita, nas costas do lateral brasileiro Kleber, veio o cruzamento rasteiro e ele chegou batendo à esquerda de Jefferson. Aos 25 minutos, porém, Boselli se machucou e deu lugar a outro atacante, Gigliotti, que tão foi tão bem. Como era de se esperar (pelo menos eu esperava), o meio-campo da Seleção Brasileira formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”, fez o time ficar sem criação. Neymar era a figura que mais aparecia, tentando a todo instante furar a dura marcação Argentina. Aliás, o hermanos mostravam ser um time limitado, porém, bem mais organizado que o Brasil. Durante 45 minutos, a equipe de Mano Menezes deu apenas uma finalização a gol. E ela se deu aos 12 minutos, graças ao talento de Neymar, que recebeu lançamento de Réver, do campo de defesa, dominou, passou por dois marcadores e da ponta esquerda bateu cruzado encontrando Leandro Damião, que quase dentro do gol finalizou, mas por azar viu a bola tocar no poste esquerdo do goleiro Orión, que já estava fora da jogada. Martinez ainda arriscou um chute de fora da área, que passou à esquerda de Jefferson e o primeiro tempo terminou sem maiores emoções.

E para a segunda etapa, Mano Menezes não abriu mão do trio “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Mas, mesmo assim, o Brasil melhorou (piorar seria difícil). Pelo menos a equipe de azul e amarelo conseguiu, aos poucos, ocupar mais o campo ofensivo. Porém, nada era criado. Ronaldinho e Neymar tentavam algumas jogadas de lucidez, enquanto “Ralf, Paulinho e Renato Abreu” não faziam nada que um jogador simples e burocrático não faria. Aos 13, o treinador Alejandro Sabella tirou Martinez e lançou Mouche em campo. E só no 63º minuto da partida, Mano Menezes resolveu mexer na equipe, tirando Renato Abreu e colocando Oscar em campo. De fato, o garoto Oscar não foi bem, mas pelo menos não tínhamos mais o meio-campo da Seleção Brasileira formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Aos 21 minutos, Ronaldinho cobrou uma falta no meio do gol, defendida facilmente por Orión. Isso nem seria lido aqui, pois foi irrelevante, mas tornou-se importante estatisticamente, já que tratava-se apenas segunda finalização a gol da Seleção Brasileira na partida. E a terceira veio na jogada mais linda do jogo. Pela direita, Leandro Damião deu uma bela lambreta em um jogador argentino, errou o cruzamento e por pouco não fez um golaço por cobertura, mas a bola tocou a trave direita do goleiro. Aos 35, Ronaldinho cobrou outra falta, mas dessa vez com perigo, obrigando o goleiro a fazer boa defesa. Mais um chute de Oscar por cima do gol e foi só. Em 90 minutos, o Brasil finalizou cinco vezes. Para quem gosta de estatística, uma a cada 18 minutos. Ainda deu tempo de ver Casemiro entrar na vaga de Paulinho, mas a surpresa mesmo ficou por conta da não entrada de Lucas na equipe. Durante 63 minutos, a jovem promessa são-paulina ficou contemplando o meio-campo da Seleção formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Nos outros 27 eu não sei o que ele ficou fazendo, mas acredito que dentro das quatro linhas estaria fazendo coisa melhor.

quarta-feira, setembro 14, 2011

"RALF, PAULINHO E RENATO ABREU"


Por Danilo Silveira
Hoje, o Brasil enfrenta a Argentina, em um duelo onde as duas equipes só podem colocar em campo jogadores que atuam em seus próprios países. Confesso que pouco sei da Argentina, porém, da Seleção Brasileira, infelizmente eu sei.
Digo infelizmente, pois não me identifico com a convocação feita pelo treinador Mano Menezes, muito menos com o time esboçado pelo mesmo, para ser o titular. Sempre muito educado, muito bem vestido e com um tom de voz elegante, Mano Menezes esboça serenidade e tranqüilidade em suas coletivas. Já no trabalho bruto...
Se seguir o que esboçou, Mano Menezes vai a campo com um meio-campo formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Quando assumiu a seleção, Mano adotou um discurso de renovação, falou em mudanças e até fez isso. Logo, ganhou uma grande quantidade de pessoas do seu lado, apoiando, incentivando. Porém, o tempo se passou e o treinador da nossa seleção jogou todo o seu discurso inicial na primeira lata de lixo que viu pela frente. Na verdade, isso aconteceu na Alemanha, quando o Brasil foi enfrentar a seleção daquele país em um amistoso. Ali, Mano colocou um meio-campo formado por Ralf, Ramires e Fernandinho.
Parece, de fato, que o treinador não entendeu o que é dirigir uma Seleção Brasileira. Nada contra o Ralf, o Paulinho, muito menos o Renato Abreu. Mas Thiago Neves, Oscar e Lucas, não podem ficar do banco de reservas contemplando um meio-campo com “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Elkeson, Maicosuel, Roger, Rivaldo, entre outros, não podem ficar no Brasil, contemplando o país ser defendido por um meio-campo formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Não é justo com a população brasileira. Não importa o que aconteça no jogo, se Mano Menezes entrar com esse meio-campo, estará indo contra as características do nosso futebol, contra a beleza do futebol, e pior que isso, contra tudo aquilo que ele havia defendido em outro momento.
Muitas vezes o erro acontece durante a partida, mas, triste é ver quando um erro acontece antes da partida, e justamente com a Seleção Brasileira. Aliás, essa seleção está banalizada há algum tempo no futebol. Muitos alegam que a safra não é boa, ou que não têm surgido talentos. Os defensores dessa teoria não devem assistir futebol com freqüência, ou, do contrário, pensam de uma forma totalmente oposta a minha. Ganso, Neymar, Oscar, Lucas, Casemiro, Dudu, Bruno Uvini, Rafael Galhardo. De que estamos falando, se não de grandes promessas? Claro que pode-se contestar um nome ou outro desses citados, mas, duvido que algum leitor desse texto não goste do futebol de nenhum desses jogadores.
O tal problema de safra ou ausência de novos talentos, servem apenas para maquiar aquilo que não é possível de se maquiar. Aquilo que salta aos olhos de todo mundo e só quem não quer não enxerga. Faça a seguinte reflexão: pare um minuto e pense que o meio-campo da Seleção Brasileira está sendo formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”. Eu fiz essa terapia e o resultado não foi bom. Cheguei à conclusão que a “Era Mano” não anda bem das pernas. Obviamente, não é pior que a “Era Dunga”, mas, do jeito que as coisas andam, sabe Deus para onde estamos caminhando.
Mas, numa terra onde Muricy Ramalho é considerado um técnico bom e chega a ser cogitado para assumir a seleção, fica evidente que uma vitória do Brasil em cima dos hermanos, fará as pessoas esquecerem que o meio-campo da seleção foi formado por “Ralf, Paulinho e Renato Abreu”.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Um raio-x da "Era Mano" após um ano de trabalho


Por Danilo Silveira

Mano Menezes chegou à Seleção Brasileira logo após a Copa do Mundo de 2010, para substituir Dunga. Tinha como missão, fazer uma renovação, utilizado as jovens promessas recém surgidas em nosso país.

A missão do novo comandante do futebol pentacampeão Mundial era árdua e difícil, já que a seleção anterior havia sido muito criticada por causa de maneira feia de atuar e ausência de alguns nomes. De cara, em sua primeira convocação, Mano levou Pato, Neymar e Ganso e o zagueiro David Luize conseguiu uma belíssima atuação contra os Estados Unidos, vencendo o amistoso por 2 a 0.

A melhora do esquema de jogo da estreia de Mano Menezes para a maioria dos jogos da Era Dunga era visível. Ali, a tendência era que o Brasil só melhorasse. Nomes como Lucas, Renato Augusto, Douglas, Jonas, Jadson foram aos poucos surgindo nas convocações do treinador, que foi montando sua base renovada, mas mantendo algumas peças da “Era Dunga”, como Lúcio, Daniel Alves e Robinho.

Nos jogos seguintes à vitória contra os EUA, triunfos contra Irã e Ucrânia e a “Era Mano” até ali não tinha sido vazada. Porém, a aprtir daí, as coisas começaram a complicar. Derrotas seguidas para Argentina e França, somadas a um péssimo desempenho contra os franceses, fizeram muita gente ficar desconfiada da seleção.

A Copa América se aproximava e o Brasil jogou mais três vezes ante do início da competição, vencendo a Escócia, empatando contra a Holanda e derrotando a Romênia, no jogo de despedida de Ronaldo. O fato é que o começo promissor de Mano Menezes já dava lugar à uma certa insegurança.

A Copa América foi o ponto baixo da “Era Mano” até aqui. Na fase de classificação, empate com Paraguai e Venezuela e vitória sobre o Equador, com raros momentos de bom futebol. Nas quartas-de-final, a equipe foi eliminada nos pênaltis para o Paraguai. Com a bola rolando, o Brasil dominou criou, mas não conseguia ter animar e encantar.

Agora, passado o fracasso na Copa América, o Brasil enfrentou a Alemanha, fora de casa. E a partida e o resultado não foram bons. Vendo a Alemanha com uma proposta de jogo de manter a posse de bola e tendo muitas dificuldades de sair para o jogo, o Brasil foi derrotado por 3 a 2.

Agora, Mano está muito pressionado por um resultado positivo. E o próximo confronto é justamente contra a Argentina, pela Copa Rocca, onde as duas seleções só poderão contar com jogadores que atuam dentro do país.

Os dois últimos técnicos da seleção, Parreira e Dunga, completaram o ciclo, dirigindo o país na Copa América, Copa das Confederações e Copa do Mundo. Para manter isso, Mano provavelmente precisará melhorar a equipe, pois muita gente já está querendo a troca de treinador.

sexta-feira, julho 15, 2011

JOGO 18: BRASIL FAZ BOM SEGUNDO TEMPO, VENCE EQUADOR E PEGA O PARAGUAI NAS QUARTAS



Por Danilo Silveira

Se a Argentina e o Uruguai venceram, o Brasil também venceu na terceira rodada da Copa América. Se a Copa América estava com poucos gols, aconteceu justamente o contrário na última rodada grupo B. Após o empate entre Venezuela e o Paraguai, o Brasil venceu o Equador por 4 a 2 , com direito a dois de Neymar, duas bolas defensáveis não defendidas por Júlio César e uma bela atuação de Maicon, que substituiu Daniel Alves.

Brasil cria pouco e Júlio César falha

Um chute de Neymar por cima da meta de Elizaga aos dois minutos de jogo. Foi basicamente o que o Brasil conseguiu nos 20 minutos iniciais. O Equador não se encolhia e jogava de igual para igual com os brasileiros.
Até que aos 21, André Santos deu um belíssimo cruzamento, preciso, na cabeça de Alexandre Pato, que colocou no fundo das redes equatorianas. Os minutos foram se passando e o Brasil quase ampliou com Robinho, que carimbou a trave de Elizaga ao receber um passe de Maicon da direita. E se a vitória por placar mínimo não foi ampliada ali, ela virou empate aos 44 minutos, quando Caicedo arriscou de fora, no meio do gol e Júlio César aceitou. Nesse momento, o Brasil passava para as quartas-de-final como o 2º melhor terceiro colocado e enfrentaria a Venezuela, líder do próprio grupo brasileiro. Mas, reviravoltas ainda aconteceriam.

Os melhores 45 minutos do Brasil na Copa América até aqui


Não demorou muito para o Brasil voltar à frente do marcador na segunda etapa. Logo aos 4 minutos, uma jogada de uma dupla que vem fazendo boa Copa América: Ramires e Ganso. O jogador do Chelsea tocou para o santista que deixou Neymar, seu companheiro de clube, na cara do gol para colocar o Brasil em vantagem novamente. A essa altura, o Brasil iria sortear com a Venezuela quem seria o primeiro do grupo. Aos 11, Pato teve nova chance de cabeça, dessa vez após cruzamento da direita, mas colocou por cima da meta. E aos 14, o Equador chegava ao empate em novo chute de Caicedo de fora da área, dessa vez um chute melhor que o primeiro, mas altamente defensável, porém, Júlio César não conseguiu evitar. Agora, o Brasil voltava a ficar com a terceira colocação do grupo, deixando a Venezuela em primeiro e o Paraguai em segundo. Se o goleiro brasileiro havia falhado, o mesmo aconteceu com o goleiro equatoriano dois minutos mais tarde. Boa troca de passes entre Ganso, Robinho e Neymar e este último arriscou para o gol, Elizaga bateu roupa e dois equatorianos mais Pato e Robinho chegaram para um dividida e a bola deve ter batido em todo mundo, sendo difícil saber quem tocou por último, mas o fato é que a redonda foi parar no gol equatoriano e lá estava o Brasil novamente em vantagem. Nesse momento, o Brasil era líder do grupo, pois tinha o mesmo saldo da Venezuela, mas passava em gols feitos. Na metade final do segundo tempo, o Brasil apresentou o seu melhor futebol até aqui na Copa América. Jogadas trabalhadas, boas trocas de passes e velocidade. Ganso era o maestro, Ramires controlava tudo que acontecia pela meiuca e Maicon aparecia constantemente e com qualidade pela direita. Em uma das suas descidas, ele cruzou para Neymar chutar e fazer o segundo gol dele e o terceiro do Brasil. No decorrer do jogo, o técnico equatoriano Reinaldo Rueda trocou Méndez, Reasco e Noboa por Mina, Achilier e Montaño, mas nada mudava o panorama do jogo e a seleção equatoriana pouco chegava ao ataque. Mano Menezes também fez mudanças, colocando Elias, Lucas e Fred nas vagas de Ganso, Neymar e Pato e o Brasil continuou a criar chances. Antes do final, Maicon tabelou com Fred pela direita e chutou, mas o goleiro Elizaga defendeu. Vale destacar que o lateral-direito, o melhor em campo, merecia o gol. Com a vitória por 4 a 2, a tabela de classificação aponta um reencontro de duelo de chave de grupos. No domingo, a Seleção Brasileira de Mano Menezes vai até a cidade de La Plata e mede forças com o Paraguai de Gerardo Martino. Enquanto isso, no mesmo dia, a Venezuela vai até San Juan, enfrenta o Chile, seleção que apresentou o melhor futebol na competição até aqui. Promessa de dois bons jogos.

sábado, julho 09, 2011

JOGO 11: O QUE É ISSO, MANO?


Por Danilo Silveira

Normalmente, as análises após um jogo têm foco naqueles que atuaram dentro das quatro linhas, porém, hoje cabe ressaltar alguém que estava fora dela. Trata-se de Mano Menezes. Uma das piores atuações de um treinador vista em 2011 por mim. Mano conseguiu fazer lambanças e mais lambanças na segunda etapa, mas foi premiado antes do apito final, quando viu Fred empatar a partida contra o Paraguai.

Brasil sofre pressão, mas melhora e abre o placar

Depois de ficar devendo na estréia, o Brasil entrava em campo pressionado para conseguir uma boa atuação. Mano Menezes alterou o time, sacando Robinho e colocando o meia Jadson, enquanto no Paraguai, Vera ganhou a vaga deixada por Barreto, que se machucou na estréia e Alcaráz voltava à equipe no lugar do lateral-direito Piris, com isso, Verón foi descolado da zaga para à esquerda. Logo com um minuto de jogo, Lucas Barrios recebeu pelo meio e serviu Roque Santa Cruz, que finalizou para fora quando a marcação chegava. Falando em marcação, o Paraguai realizava-a sob pressão, no campo de ataque do Brasil, com Estigarribia pela esquerda, Verón pela direita e os homens de meio impedindo a saída de bola da Seleção Brasileira. Essa foi a tônica do jogo até mais ou menos os 15 minutos. Apesar da superioridade paraguaia, a melhor chance foi do Brasil, quando Lúcio tocou para Ganso no meio, o jogador santista deu um só toque na bola entregando para Jadson, que também em um único toque deixou Pato na cara do gol; o atacante do Milan tentou driblar Villar e chutar, mas o goleiro paraguaio não foi vencido e conseguiu impedir o gol. Ramires começou a se destacar no meio-campo brasileiro, ajudando Daniel Alves na marcação de Estigarribia, que levava ampla vantagem sobre o lateral-direito do Barcelona. O Brasil equilibrou as ações e tão logo passou a jogar melhor que a Seleção Paraguaia. E o casamento feito por Mano, entre Jadson e Ganso no meio-campo brasileiro surtiu efeito aos 38, quando Ramires dividiu bola que nem um gigante, a redonda sobrou para Ganso, que rolou para Jadson dominar, avançar e chutar no canto direito de Villar, abrindo o marcador na cidade de Córdoba. Era nítida a subida de produção de Ganso em relação ao primeiro jogo; a entrada de Jadson deu sustentação na parte ofensiva do meio-campo. Indo para o intervalo na frente, o Brasil tinha tudo para voltar a campo tranqüilo e calmo, com os atacantes Neymar e Pato aparecendo mais para o jogo, mas foi aí que surgiu Mano Menezes.

Mano Menezes mexe mal, bagunça Brasil, que quase sai de campo derrotado

Na volta do intervalo, o comandante brasileiro inventou! De fato, literalmente! Se era hora de Jadson, autor do gol, deslanchar e se soltar na partida, Mano impediu isso, tirando o jogador do gramado. Lucas? Robinho? Fred? Nenhum desses era o substituto, e sim, Elano. Imediatamente o Brasil parou de criar e viu o Paraguai crescer na partida. Aos 9, pelo lado esquerdo, Estigarribia desceu, passou por Ramires e cruzou, Thiago Silva não cortou e a bola chegou limpa para Roque Santa Cruz, que livre, solto, aproveitou um buraco na zaga brasileira e tocou para empatar o jogo. Logo em seguida, Geraldo Martino lançou Valdéz na partida, sacando Lucas Barrios, que não repetiu o bom desempenho que teve na estréia. Pato passou a jogar aberto na direita, mas com um meia de ligação a menos, tudo tornava-se mais difícil no Brasil. Ganso se desdobrava para criar, Elano estava sumido e Ramires tentava chegar à frente. E aos 20, Ramires entregou para Ganso, que abriu na direita para Neymar, que em vez de finalizar firme, tentou avançar ou fazer sabe Deus o que com a bola e acabou desarmado. Dois minutos mais tarde, lançamento longo de Ortigoza buscando Rivero na ponta esquerda da área; Daniel Alves e Lúcio fechavam na marcação e a bola era inteira do lateral brasileiro, que acabou perdendo-a para o volante paraguaio, que tocou para o meio da área, achando Roque Santa Cruz, que entregou para Valdéz, que chutou, a bola pegou em Júlio César, rebateu no atacante e acabou entrando: era a virada paraguaia! Gol interessante para o futebol. Gol interessante para Mano Menezes refletir sobre a troca feita para a segunda etapa. Mas parece que o gol só fez a cabeça do treinador piorar e ele tirou Ramires, um dos melhores em campo, para colocar o meia do São Paulo Lucas. Acredito que tenha passado na cabeça do treinador tirar o Elano, mas ele tinha colocado o jogador há pouco. Talvez ele tenha tentado corrigir a primeira troca, mas acabou piorando as coisas. No Paraguai, o melhor em campo, Estigarribia, deu lugar a Martínez. Não demorou muito e aos 36, Mano tirou Neymar, que errou quase tudo que pôde, lançando Fred. Muito mais bem arrumado em campo, o Paraguai teve a chance de fazer o terceiro em contra-ataque com Vera pela esquerda, mas o jogador acabou errando o passe, ao tentar colocar Santa Cruz na cara do gol. Aos 39, enfim, Elano apareceu, em cobrança de falta perigosa, que Villar espalmou. Se o Brasil não merecia empatar pelo que apresentava em campo, quiseram os deuses do futebol a igualdade e Ganso achou Fred no meio da marcação para o atacante do Fluminense proteger com o corpo e bater de primeira, no canto direito de Villar para dar números finais ao jogo.

Pela segunda vez na história das Copas Américas (desde 1975, quando a Copa Sul-Americana mudou de nome), o Brasil não vence em nenhum de seus dois primeiros jogos. O que mais me assusta não é esse dado e sim a qualidade do futebol apresentado pelos brasileiros, e mais que isso, a atuação do técnico Mano Menezes. Hoje, quem torcia para o Brasil e via atentamente o jogo, deve ter agradecido pelas substituições serem limitadas no futebol, porque sabe Deus o que mais Mano Menezes ia inventar podendo mexer mais na equipe.

domingo, julho 03, 2011

JOGO 3:COM GANSO, NEYMAR E COMPANHIA, BRASIL SOFRE NA CRIAÇÃO E ESBARRA EM UMA ARRUMADA VENEZUELA

Por Danilo Silveira

As duas seleções com maior tradição da América do Sul estrearam na Copa América contra as duas com menos tradição. Na sexta-feira, dia 1º de julho, a Argentina tropeçou diante da Bolívia, no empate em 1 a 1, e hoje, foi a vez do Brasil esbarrar na retranca de uma organizada Venezuela e empatar sem gols. Após um bom primeiro tempo, a equipe de Mano Menezes foi muito mal na segunda etapa.

Brasil cria algumas chances, mas primeiro tempo acaba zerado

Com cerca de sete minutos de atraso, a bola rolou na cidade de La Plata. O Brasil começou bem, chegando à frente, tentando pressionar a Venezuela. No ataque, Neymar, Robinho e Pato apresentavam-se e circulavam muito, mas a defesa do Brasil estava meio estranha, cometendo algumas pequenas falhas, que não alteravam o andamento do jogo, mas demonstravam que a dupla Lúcio e Thiago Silva não estava nos melhores dias. Aos 26 minutos surgiu a primeira grande chance do Brasil, quando Daniel Alves tocou da direita, Pato ajeitou e carimbou o travessão do goleiro Vega. Logo em seguida, um fato curioso: um ca
chorro entrou no campo de jogo, deu uma breve passeada pela grama e depois saiu. Voltando ao futebol, apesar de ver um adversário recheado de talentos, a Venezuela não se limitava a defender-se e tentava chegar ao ataque. Em uma dessas chegadas, Thiago Silva fez falta em um adversário, mas a bola sobrou limpa para Rincón, que disparava rumo ao gol brasileiro, mas o árbitro preferiu marcar a falta, amarelar o zagueiro brasileiro, em vez de aplicar a lei da vantagem. Na segunda metade da primeira etapa, o Brasil criou suas melhores chances na partida. Primeiro, Ramires deu belo lançamento para Pato na direita, o atacante dominou de maneira belíssima e chutou cruzado para defesa do goleiro. Depois, em um rápido contra ataque, Neymar abriu para Robinho na esquerda, o atacante finalizou e Vizcarrondo tirou a bola usando o ombro, antes que a ela entrasse. A última chance veio aos 44, quando Ganso deu bela enfiada para Neymar, que finalizou colocado, mas muito mal, à esquerda do goleiro. Esse lance causou um mal-estar entre os jogadores em campo pois os venezuelanos reclamavam que havia um jogador da equipe caído e a bola deveria ter sido jogada para fora. Apesar de criar algumas oportunidades, o Brasil ia para o intervalo sem gols.

Chances desaparecem e Brasil tropeça

As duas seleções voltaram com o mesmo time para a segunda etapa. Se na primeira etapa o Brasil criou, na segunda aconteceu o contrário. A Venezuela voltou mais corajosa, explorando o lado esquerdo de ataque, marcando de maneira avançada e dificultando a saída de jogo da equipe verde-amarela. O homem da criação da equipe, Arango, aparecia em algumas jogadas, mas a coletividade aparecia mais, o toque de bola e a boa marcação. Mas a seleção venezuelana bem poderia ter ficado com um homem a menos, se árbitro tivesse expulsado de campo González, pro forte entrada em Neymar, mas ele preferiu dar somente o amarelo. Logo em seguida, Mano Menezes lançou Fred na vaga de Robinho, enquanto C. Farias lançou A.
Moreno na vaga de Rondón. No momento da saída de Robinho, ouvia-se vaias no estádio, resta saber a quem eram destinadas. Aos 30, Mano Menezes mexeu de maneira dupla, colocando Elano na vaga de Ramíres que machucou-se em dividida de bola e lançando Lucas na vaga do melhor do time, Alexandre Pato, mas que no segundo tempo deu uma sumida. Os minutos iam se passando, ainda deu tempo de C. Farias trocar Fedor e Gonzáles por Maldonado e Di Giorgi, mas gols e belas jogadas não foram vistas mais, até que o árbitro da partida soprou pela última vez. Em três jogos da Copa América, dois deles com placar final no mínimo curiosos, com Argentina e Brasil tropeçando.