
Por Danilo Silveira
Pois bem, o “se” é para ser lembrado, porém, não muda o resultado final das coisas. Portanto, lá está o Uruguai, com méritos, no lugar mais alto do pódio. Voltando ao “se”, “se” o técnico Geraldo Martino, do Paraguai não coloca Estigarribia (melhor jogador paraguaio na competição) e Lucas Barrios na reserva no jogo final, talvez teríamos outra final. Baseado nessa teoria, “se” o Uruguai não tem Suárez, talvez não estivesse com a faixa de campeão. Mas a equipe celeste contava com o atacante. Sorte a dela! O melhor jogador em campo na final. Um gol, uma assistência e uma vontade invejável.
Talvez “se” Brasil e Argentina tivessem técnicos mais competentes, poderíamos ter um outro jogo final. Mas, competente foi o técnico uruguaio. Oscar tabárez não fez nada encantador, nada de muito diferente, apenas foi simples. Não inventou! Mano Menezes inventou de tirar Ganso e Neymar no jogo contra o Paraguai, Sérgio batista inventou de barrar Di Maria e depois Tévez. A bola inventou de não entrar nas redes venezuelanas e o Chile foi eliminado. É muito “se” para um torneio só. E “se” essa grande quantidade de “se” se concretiza, teríamos outro torneio, o qual não posso falar, pois não aconteceu. Queria eu ter visto um Chile e Argentina ou um Colômbia e Brasil. Mas esses jogos ficam apenas na suposição, na base da especulação.
“Se” não existisse a Copa América, não veríamos Suárez, Messi, Ganso, entre outros, atuarem em solo argentino em 2011. Graças aos deuses do futebol existe a Copa América. Critricada por muitos, apreciada por outros, ela tem seus encantos, basta procura-los. Uma competição onde se tem o melhor do mundo em atuação e outras jovens promessas como Ganso, Neymar, Sanches, Guarín, entre outros, deve ser tratada com muito respeito. Respeito esse que por algumas vezes Mano Menezes não teve. Não respeitou a seleção pentacampeã Mundial, não respeitou um futebol bonito. Não sei se ele sabe disso! Se fez tudo conscientemente, é uma pena, mas talvez tenha sido vítima e não conseguiu enxergar aquilo que estava aos seus olhos. Enquanto isso, cabe aqui bater palmas a César Farias. A Venezuela soube jogar bola, soube pressionar adversários, soube vencer, soube encantar. Claro que não foi aquele encantar de uma seleção brasileira bem montada ou de um Barcelona, mas encantou do seu jeitinho, comendo pelas beiradas e não chegando à final por um bendito poste denominado trave. Trave essa que esteve no caminho chileno, no caminho brasileiro. Trave essa que não esteve no caminho uruguaio no jogo final. Trave essa que serve justamente para perguntarmos: E “se” essa bola tivesse entrado?
Vai aqui meu sincero parabéns ao URUGUAI!






mbia, Falcão García começou a se destacar, e muito. Aos 19, ele limpou jogada no meio e tocou para Guarín dar um passe genial para Armero, pela ponta esquerda, chutar cruzado, assustando Romero. A Argentina tinha uma espécie de meio-campo fantasma. Na criação, quase ninguém aparecia e ao mesmo tempo, defensivamente eram vistos buracos enormes, por onde jogadores adversários apareciam livres. Aos 21, novamente a dupla do Porto, Guarín e Falcão apareceu; o meia deu bela enfiada de bola para o atacante, que tinha tudo para abrir o placar, mas o goleiro argentino apareceu para fazer nova intervenção. Aos 27, Sergio batista resolveu colocar um centroavante, lançando Higuaín na vaga de um sumido Banega. Di Maria e Pastore eram peças que o treinador poderia utilizar, mas ele não quis iniciar o jogo com nenhum dos dois e nem coloca-los no decorrer da partida. Quase nada a se destacar até o fim. Somente aos 42, o técnico colombiano H. Gómez resolveu mexer, tirando Falcao para a entrada de Gutiérrez. E antes do apito final, ainda tirou Ramos e Dayro Moreno, para colocar Soto e Mosquera. No fim das contas, o 0 a 0 foi melhor para a Argentina que para Colômbia, devido o que as duas seleções apresentaram dentro de campo.


ido por Fernández. Dois minutos mais tarde, Guevara deu lançamento do campo de defesa para Guerrero que estava um pouco à frente do meio campo, na mesma linha dos dois últimos adversários antes do goleiro Muslera (percebe-se como estava exposta a zaga celeste). Ele avançou, driblou o arqueiro uruguaio e tocou para o fundo das redes para abrir o marcador. Era o Peru vencendo a quarta colocada da Copa do Mundo 2010. O Uruguai tinha dificuldades de criar e aos 41, veio uma chance na bola parada, quando Forlán cobrou falta da ponta esquerda, obrigando Fernández a fazer boa defesa. A resposta peruana veio em chute de Yotún, que passou à esquerda de Muslera. Quando tudo indicava que o Uruguai iria para o intervalo atrás no placar, Cáceres tocou para Lodeiro, que achou Suaréz livre na área. O atacante do Liverpool teve calma e tranqüilidade para tocar colocado, com a bola passando à esquerda do goleiro e indo para as redes.
o organizador do meio-campo. O Uruguai caiu de ritmo e via um adversário malhor na partida. O Peru levava perigo em alguns chutes a gol, mas não conseguia penetrar na vaga Uruguaia. Somente aos 33 minutos o técnico do Uruguai, Oscar Tabárez, resolveu mexer na sua equipe, tirando Cavani e Lodeiro para as entradas de Hérnandez e Rodríguez. Nos minutos finais, o clima do jogo esquentou, com alguns jogadores estressados em campo. Aos 44, o Peru teve a chance final, quando Vargas alçou na área e Guerrero cabeceou à direita do goleiro Muslera.