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quinta-feira, maio 19, 2011

PÊNALTI NO FIM DEIXA TUDO IGUAL EM SÃO JANUÁRIO.

Por Danilo Silveira

Vasco e Avaí pisaram no gramado de São Januário para dar início a disputa por uma vaga na final da Copa do Brasil, cujo campeão garante acesso à Taça Libertadores do ano seguinte. O Avaí levava uma bela vantagem até os acréscimos da partida, quando Diego Souza, em cobrança de pênalti, deixou tudo igual no marcador. Para mim, fica difícil apontar um favorito para a partida de volta.

Primeira etapa equilibrada.

Não demorou muito tempo para o Vasco corresponder em campo o apoio que o seu apaixonado torcedor dava das arquibancadas. Com apenas um minuto de partida, Éder Luis achou Alecsandro livre na área e o atacante não foi fominha, rolando a bola para Diego Souza, que chutou; a redonda passou por Renan que estava adiantado para tentar brecar a finalização, mas antes que ela ultrapassasse a linha final, Marcinho Guerreiro cortou, impedindo que o placar fosse aberto. O Vasco tentava pressionar e aos 10, um chute de fora da área, executado por Felipe, obrigou Renan a trabalhar. No minuto seguinte, a resposta do Avaí veio em um chute de Willian, que se não fosse travado por Anderson martins poderia inaugurar o placar. Aos 21, Alecsandro cruzou da esquerda, Anderson Martins completou de cabeça e a bola saiu à esquerda do gol de Renan, que apenas olhou a trajetória da redonda. O tempo foi passando e nada de gols. Aos 30, segundo dados da Rede Globo, o Vasco detinha 60% da posse de bola contra 40 da equipe Catarinense. Apesar de demonstrar muita vontade, a equipe Carioca não conseguia a calma e tranquilidade para levar mais perigo à zaga do Avaí. Por sua vez, a equipe do técnico Sillas não se encolhia e buscava incomodar o sistema defensivo do Gigante da colina.

Avaí abre o placar, mas Vasco empata nos acréscimos.

A segunda etapa começou e aos 8 minutos Felipe entregou para Diego Souza chutar pouco antes da meia lua; a bola não teve o endereço do gol, mas assustou. O jogo havia subido de produção e encontrava-se em um bom ritmo, lá e cá. Ricardo Gomes promoveu a entrada de Élton na vaga de Alecsandro, e aos 20, Diego Souza fez boa jogada pela direita e cruzou para o atacante, só que ele pegou muito mal na bola. Aos 22, a melhor chance do Avaí até então: cruzamento da direita e Willians cabeceou, mas Fernando Prass operou um milagre para evitar o gol. Aos 24, Éder Luis saiu para entrada de Bernardo. E o Vasco incomodava e quase abriu o placar quando Allan chutou pela direita, mas Renan defendeu, a bola foi afastada, mas o lateral vascaíno a recolheu e cruzou, até que a redonda encontrou Diego Souza, que chutou cruzado pra fora. Aos 35, veio o gol do Avaí: Acleyson abriu na esquerda para Julinho, o jogador limpou Allan e chutou cruzado para jogar uma ducha de água fria na torcida vascaína. Aos 38, Sillas tirou o perigoso Willian para colocar Maurício Alves. Atrás no marcador, o Vasco veio pra cima em busca do empate e o Avaí não se encolhia. Ainda aos 38 minutos, bola enfiada na frente para Ramon, Renan saiu, houve o choque e Ramom foi ao chão. Para mim, nada a marcar, já que o goleiro segue sua trajetória normalmente e sequer levanta a perna esquerda para tentar impedir a progressão do jogador do Vasco, que cai devido a um choque natural. Sillas lançou Gustavo na vaga de Marquinhos aos 40, a partida estava chegando ao seu final. E aos 46, Gustavo empurrou Élton na área, cometendo pênalti infantil. Muitos podem afirmar que o atacante vascaína força a queda, mas o importante nesse lance é que o jogador do Avaí faz a carga, cometendo a penalidade, convertida em seguida por Diego Souza. Tudo igual e a decisão da vaga fica pra próxima quarta na Ressacada. Sem favorito, mas aposto no Avaí!

quinta-feira, abril 28, 2011

XÔ ZEBRA!


Por Danilo Silveira

Depois de empatar em 1 x 1 com o Horizonte no Engenhão, o Flamengo foi até o Ceará para carimbar o passaporte para as quartas de final da Copa do Brasil. O 0 x 0 dava a vaga para o Horizonte, mas não demorou para o Flamengo abrir o placar e construir com tranquilidade a vitória por 3 x 0.

Fla desperdiça chances, mas vai pro intervalo na frente.

Quem esperava um Horizonte retrancado se surpreendeu. A equipe Cearense saiu pro jogo e atacava o Flamengo, que por sua vez, contava com a qualidade do seu meio campo para balançar as redes. Aos 7, Thiago Neves enfiou para Botinelli na frente, mas o Argentino chutou fraco e a bola passou à direita do gol do goleiro Alex. E no minuto seguinte, Rafael Galhardo, que substitui Léo Moura contundido, apareceu pela direita e cruzou só que a bola morreu no fundo das redes. O fato é que o goleiro ainda tocou na bola, mas fazendo que a trajetória da redonda fosse ainda mais na direção do gol, mas acredito que ela entraria mesmo sem o toque. Nesse momento da partida, o placar era favorável ao Rubro Negro, que apesar de apresentar algumas falhas defensivas, conseguia conter o ímpeto da equipe da casa. Aos 16, Renato chutou de fora da área e Alex espalmou. Aos 26, a equipe da casa assustou; Júnior Cearense alçou bola na área, ninguém tocou até Felipe evitar o que seria o gol de empate. O Fla poderia ter ido para o intervalo com um placar mais elástico; primeiro, Deivid recebeu pela esquerda e chutou cruzado para defesa de Alex, pouco depois, Wanderley chapelou o marcador pela direita e arriscou pro gol, para nova defesa de Alex, muito exigido na primeira etapa.

Mais gols e classificação sem sufoco.

Apesar do bom primeiro tempo, o placar ainda era perigoso, pois um gol da atrevida (no melhor sentido da palavra) equipe Cearense faria a partida ir para pênaltis. E aos 3 minutos da segunda etapa, o melhor jogador do Flamengo no ano até então apareceu; Thiago neves recebeu de Alvim, limpou a marcação e teve a calma e tranquilidade para rolar para Deivid, que teve o trabalho de chutar pro gol vazio. Logo em seguida, o técnico do Horizonte, Roberto Carlos, tirou Valter e colocou André Luis. Aos 13, Thiago Neves, o melhor em campo, quase ampliou em cobrança de falta que o goleiro espalmou. No Horizonte, nova mexida: saiu Isac, entrou Lúcio Maranhão. Pouco depois foi a vez de Luxa mexer, lançado Muralha na vaga de Wanderley,que mostrou muita disposição, como sempre vem acontecendo. E aos 27, Deivid teve a chance de fazer o segundo, mas cara a cara com goleiro bateu pra fora. Dois minutos depois, Hércules foi expulso na equipe Cearense. A essa altura a missão do Horizonte, de fazer três gols era quase impossível. E aos 35, veio o lance mais bonito do jogo; Willians arrancou pelo meio, driblou um marcador, deixou o goleiro pra trás e empurrou para o gol vazio para fechar a conta.

O time Rubro Negro vem sendo muito criticado. Eu, sou defensor desse grupo e acho que Luxa vem fazendo ótimo trabalho. Hoje, mais uma boa atuação da equipe, com destaque mais uma vez para Thiago Neves. De mansinho, o Fla já está nas quartas da Copa do Brasil e a um jogo de ser campeão Estadual.


quinta-feira, março 31, 2011

SANTA DERROTA TRICOLOR PAULISTA E LEVA VANTAGEM PARA A VOLTA


Por Marcos Freitas

Foi de emocionar. Diante de casa cheia (fato rotineiro para a torcida do Santa!), o Tricolor coral derrotou o Tricolor Paulista por 1 a 0 no Estádio Arruda para quase 60 mil torcedores.
Para contar a história da partida, teremos que narrar alguns fatos importantes: O Santa Cruz, apesar de líder do Campeonato Pernambucano, vive uma profunda crise, a maior de sua história. Afundado em dívidas, em três anos caiu da 1ª para a 4ª divisão do futebol brasileiro. Mesmo assim, a torcida mais apaixonada do Brasil, não abandonou o time e obteve a melhor média de público em 2010, com mais de 35 mil torcedores por jogo. O São Paulo, seis vezes campeão brasileiro, tricampeão da libertadores e mundial, está em festa com a chegada de Luis Fabiano e pelo centésimo de gol de Rogério Ceni.

Antes do jogo, homenagens para Rogério e Rivaldo, torcedor do time pernambucano. No início do jogo, o Santa mostrou que estava disposto a levar o jogo de volta para São Paulo. O lado esquerdo de ataque com o ala Renatinho e o atacante Landu trazia perigo a zaga do time do Morumbi. No entanto, as melhores chances vinham do São Paulo. Com Lucas bem marcado, era dos pés de Dagoberto que surgiam as melhores jogadas. Em uma delas, fez boa jogada pelo lado esquerdo e a bola sobrou para Rivaldo que, de voleio, chutou para boa defesa de Tiago Cardoso. Mas, em um jogo equilibrado, qualquer erro é fatal. E após jogada individual de Gilberto a bola resvalou em Rodrigo Souto e caprichosamente entrou no fundo do gol de Rogério. O Arruda veio abaixo.

No segundo tempo, Carpegiani tentou colocar mais ofensividade ao São Paulo, e o jogo virou ataque contra defesa. Dagoberto destacava-se pelas jogadas individuais e mostrou que deve ser o companheiro de ataque de Luis Fabiano. Por pelo menos duas vezes, obrigou o goleiro coral a fazer duas grandes defesas.

Com o apito final, uma explosão de alegria tomou conta dos sofridos corações dos torcedores do Santa Cruz. O time, que eliminou o Botafogo ano passado, busca repetir a façanha, mais complicada, nesta edição. Confiança, certamente é o que não falta a parte tricolor de Pernambuco.

quinta-feira, março 03, 2011

QUE SUFOCO HEIN, FOGÃO?!

Por Leandro Moraes - Twitter: leandromoraes26

Após perder o primeiro jogo em Aracaju por 1x0, o Botafogo entrou em campo disposto a resolver o jogo logo de cara. Sem Loco Abreu, machucado, Joel apostou na velocidade do garoto Caio. Mudança de estilo no time, acostumado com os “chuveirinhos” pro uruguaio.

Mas não foi nada fácil furar o bloqueio do time sergipano, que se portou bem dentro de campo. Apesar de defensivo, não foi retranqueiro e até buscou algumas saídas de contra ataques. Numa delas, levou perigo, logo aos 3 minutos. A tensão começou a tomar conta do time de General Severiano. Herrera era muito bem marcado, mas se irritava com o árbitro a cada lance. A saída era explorar a velocidade de Caio, que aos 22 minutos quase marcou num belíssimo chute de fora da área. A torcida acordou e dois minutos depois o time voltou a pressionar. Renato Cajá deu belo passe pra Herrera, que dominou e chutou de canhota, mas o goleiro Max fez excelente defesa com uma das mãos. Mesmo sem Loco Abreu, o Botafogo insistia nas bolas aéreas e quase marcou aos 34 minutos, quando o lateral Lucas (uma das mudanças de Joel) cruzou e Caio, bem marcado, cabeceou pra fora. Mesmo atacado, o River não se abateu. Jogou até com certa calma, mesmo com seus jogadores exagerando nas divididas. E aos 38 minutos teve a sua melhor chance com Bibi, que recebeu cruzamento de Pedrinho e cabeceou, pra grande defesa de Jefferson. Quando o primeiro parecia terminar 0x0, eis que surge uma falta da meia direita. Renato Cajá cobrou, o goleiro Max saiu muito mal, a bola desviou de Bebeto, quicou em cima da linha e Váldson tirou. Mas no entendimento do auxiliar, foi gol. O árbitro confirmou: Botafogo 1x0. O gol inflamou o time da casa, que quase ampliou no último lance do primeiro tempo. Lucas roubou bola na intermediária, chutou cruzado e Herrera, desequilibrado, finalizou por cima.

Disposto a resolver a parada na segunda etapa, o Botafogo voltou a mil por hora e quase ampliou com 40 segundos com Everton, que roubou a bola do zagueiro e de canhota, acertou a trave. Nada melhor como começar assim e pressionar o adversário. Dessa maneira, quase chegou ao gol aos 9 minutos, quando Herrera recebeu ótimo passe de Cajá, driblou um zagueiro e chutou pra fora, perdendo mais uma ótima chance. Com a necessidade de marcar mais um gol, Joel colocou o centroavante Alex e tirou o meia Everton. O time ficou com 3 atacantes e ganhou um centroavante pra poder jogar a bola pra área. E minutos depois, quase o garoto teve estrela: Caio cruzou, a bola passou por todo mundo, Alex ajeitou e finalizou no ângulo, só que por cima do gol. O tempo foi passando e a impaciência aumentando. O River não atacava, só esfriava o jogo e o Botafogo erroneamente insistia nas jogadas pelo meio. Joel tirou o claudicante Renato Cajá e apostou na juventude de Fabrício e o time só voltou a atacar aos 34 minutos: Caio (o melhor do Botafogo no jogo) cruzou, Alex cabeceou livre e Max fez uma defesa sensacional. A bola parecia não querer entrar. A última cartada de Joel foi trocar o lateral Márcio Azevedo por Alessandro, mas não tinha mais tempo. Fim de jogo: Botafogo 1x0 River e decisão por pênaltis no Engenhão!

Na segunda decisão por pênaltis em 10 dias, o Botafogo se deu bem: Venceu por 4x1 e eliminou o River Plate. Na segunda fase, a equipe carioca pega o Paraná Clube. Após o término, os jogadores foram saudar o técnico Joel Santana, ameaçado no cargo e que poderia sair caso a equipe fosse eliminada. Homenagem justíssima.