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domingo, fevereiro 13, 2011

ALÔ LONDRES!

Por Danilo Silveira

Com a vitória da Argentina sobre a Colômbia, o Brasil só estaria fora das olimpíadas se tomasse uma goleada histórica do Uruguai. E o que aconteceu foi justamente o contrário. Com jeito do futebol brasileiro, encantando, jogando bem, o Brasil aplicou sonoros 6 x 0 no Uruguai e garantiu o título do sul-americano Sub 20.

Não demorou muito para o Brasil impôr seu jogo e mostrar a que veio. Com Neymar aparecendo bem pro jogo, Lucas um pouco menos, mas ainda assim produzindo boas jogadas, a seleção de Ney Franco veio pra cima. Mas o gol demorou a sair, mas quando saiu, foi praticamente em dobro. Aos 40, Lucas abriu o placar e aos 41, o meia do São Paulo fez mais um. E aos 43, Adrián Luna foi expulso.

Com um homem a mais em campo, tudo indicava que o Brasil não teria grandes dificuldades para vencer, mas logo no início da segunda etapa, pênalti do zagueiro Saimon que foi expulso. A essa altura uma certa apreensão poderia bater no coração dos Brasileiros, mas Vecino tratou de bater por cima. E logo em seguida, Danilo apareceu pela direita e chutou para ampliar. Faltava os gols de Neymar para coroar a festa. E assim como Lucas, ele marcou em dobro. Aos 12 e aos 16, o menino da Vila fez o placar pular para 5 x 0. Um dos personagens principais do Brasil nesse Sul Americano, fechou a conta e carimbou oficialmente o passaporte do Brasil para Londres: aos 36, Lucas fez o último gol do torneio: Brasil 6 x 0 uruguai.

Essa seleção tme muito potencial, mas faltava uma atuação convincente de verdade, e foi hoje. Que elas se repitam em 2012, pra inglês ver!

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

LONDRES É LOGO ALI!

Por Danilo Silveira

O Brasil está muito próximo da classificação para as Olimpíadas de 2012, em Londres. Hoje, a equipe venceu o Equador pelo mesmo placar que o jogo anterior contra esse mesmo adversário: 1 x 0.

O gol brasileiro saiu logo aos 4 minutos: cobrança de falta da direita e Casemiro subiu para cabecear para as redes. Pouco depois, Diego Maurício, que substituía Neymar, recebeu cara a cara com o goleiro, bateu no canto esquerdo e a bola passou perto; chance incrível desperdiçada pelo jogador do Flamengo. O Brasil tentava sufocar. O Brasil tentava sufocar o Equador e Willian arriscou, o goleiro espalmou. Mas o Equador se mostrava um adversário perigoso e no lance seguinte, bola da direita pro meio, Gabriel saiu e o chute só não entrou porque jogadores do Brasil afastaram a bola que tinha o endereço do gol. Logo em seguida, Gaibor arriscou chute de fora e a redonda passou à esquerda com perigo. O jogo era bom, intenso e corrido, e aos 26, Lucas recebeu pela esquerda, saiu enfileirando os marcadores até chegar próximo ao gol e chutar para defesa de Jaramillo. No mesmo minuto, Diego Maurício recebeu bom passe e chutou cruzado para nova defesa do goleiro. Willian arriscou de fora, o goleiro deu rebote que Diego maurício colocou para as redes, mas foi assinalado impedimento. As chances apareciam, mas o Brasil não conseguia ampliar e o jogo foi para o intervalo com a diferença mínima no placar.

Para a segunda etapa, Vizuete colocou Caicedo e M. de Jesus nas vagas de De La Cruz e Cazares. O Equador melhorou e começou a se mostrar mais veloz. Aos 13, Lucas saiu driblando novamente e o goleiro fez nova defesa na conclusão do atacante do São Paulo. Ney Franco mexeu, tirando Willian para a entrada de Henrique. Aos 21, cruzamento da esquerda, o jogador equatoriano completou mas a bola pegou em cima de Romário. A resposta veio com Henrique em um chute cruzado da esquerda que passou próximo a meta do goleiro. Galhardo entrou na vaga de Danilo e pouco depois Alan Patrick na vaga de Diego Maurício. Os 15 minutos finais foram angustiantes para seleção Brasileira. O Equador veio pra cima e criou chances claras de empatar a partida. Penilla entrou na vaga de Ibarra. Aos 34, Montaño recebeu cara a cara com Gabriel e chutou mas o goleiro Brasileiro defendeu. Aos 36, após escanteio da esquerda, a bola sobrou no meio da área para M. de Jesus que incrivelmente chutou pra fora. Quando o apito final chegou, um alívio deve ter batido no coração de Ney Franco. Um jogo que poderia ter sido recheado de gols, não fosse a falta de pontaria das duas equipes, terminou com um golzinho apenas, que põe o Brasil muito perto das olimpíadas e tira as chances de classificação do Equador.

Um pouco antes dessa partida, o Uruguai venceu a Argentina e classificou-se para uma olimpíada após 84 anos. Agora os hermanos, para garantirem a classificação, precisam derrotar a Colômbia e torcer para uma derrota brasileira, e além disso, tirar gols de saldo nessa brincadeira toda. Ou seja, o Brasil está muito próximo de Londres.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

SEM CONVENCER, BRASIL SUPERA COLÔMBIA E LIDERA

Por Danilo Silveira

Nem de longe o Brasil fez uma boa atuação contra a Colômbia. Até agora, vejo pontos positivos e negativos na seleção de Ney Franco. mas o fato mais importante, é que o Brasil caminha a passos largos para garantir baga nas Olimpíadas de 2012, em londres. Nessa madrugada, mais uma vitória: 2 x 0.

Um começo melhor 0era impossível para a seleção canarinho: aos 2 minutos, escanteio cobrado curto e Alex Sandro cruzou na medida para Casemiro achar um espaço por entre a muvuca na área e cabecear para abrir o placar. O toque de bola no campo de ataque somado à qualidade dos jogadores Brasileiros me levava a crêr que a seleção de Ney Franco poderia ampliar logo o placar e vencer o jogo tranquilamente. Mero engano! Aos 15, Danilo recebeu um pisão quando puxava um contra ataque e o árbitro inexplicavelmente não deu nem amarelo Viáfara, autor da falta. O fato é que a Colômbia foi se soltando e aos 16 a primeira chegada com mais perigo: escanteio cobrado da direita e o zagueiro Franco pegou de primeira, mas a redonda saiu. Aos 20, Escobar recebeu pela direita e arriscou para defesa de Gabriel, que se tornou um, grande nome na partida. Três minutos mais tarde, o Brasil respondeu com Oscar, que arriscou de fora da área, colocando o goleiro Mosquera para trabalhar. Na sequência da jogada, escanteio cobrado da direita e o zagueiro Juan subiu livre para cabecear mas mandou por cima da meta colombiana. Nem de longe o Brasil fazia uma boa partida. Escalado ofensivamente, o Brasil tentava até prender a bola no campo de ataque, mas quando a Colômbia passava da linha do meio campo parecia um Deus nos acuda. Aos 26, Gabriel defendeu cobrança de falta e no rebote Ortega bateu por cima. O empate parecia questão de tempo. Aos 35, casemiro sentiu um mal estar e precisou ser substituído; Ney Franco tornou o time ainda mais ofensivo colocando Diego maurício. Na equipe colombiana, Cardona, autor de um gol no duelo entre essas mesmas seleções entrou na vaga de Miguel Julio. E a Colômbia continuou em busca do empate, mas a primeira etapa, mas pouco antes do apito decretando o intervalo, Diego Maurício recebeu pela direita e chutou forte para defesa de Mosquera. se não fossem os goleiros, as equipes poderiam ter ido para o vestiário com mais gols.

Talvez percebendo falhas no sistema defensivo, Ney Franco tirou Willian José e colocou Zé Eduardo em campo. Durante toda a narrativa da primeira etapa, não toquei nos nomes de Neymar e Lucas. Os garotos andaram sumidos do jogo e pouco acrescentaram ofensivamente para a equipe. A segunda etapa começou e o Brasil rodava a bola sem muita criatividade. Na Colômbia, Mendoza entrou na vaga de Calle. Os minutos se passaram e as chances não foram aparecendo. Durante o decorrer da partida, me perguntava onde estava Castillo, o Colombiano que infernizou o lado direito da defesa Brasileira na partida da primeira fase. Talvez por algum motivo que eu sinceramente desconheça, o técnico E. Lara deixou o jogador no banco de reservas. mas aos 19 ele foi pra campo na vaga de Ortega. Aos 25, Oscar roubou bola no meio e abriu para Neymar, que fez seu melhor lance no jogo naquele momento: o menino da Vila cortou a marcação de Franco com um bonito toque pra esquerda e chutou cruzado e a bola tocou an trave. Não era o dia do Brasil! A Colômbia vinha, o Brasil dava espaços e apresentava falhas na defesa. O tempo foi se passando e aos 44, Lucas enfiou bola para Diego Maurício na direita, o Drogbinha, como é chamado na Gávea, chutou forte e marcou um belo gol, selando uma vitória pouco (para não dizer nada) convincente da seleção Brasileira.

Com esse resultado, a seleção lidera isoladamente o hexagonal. O próximo confronto é contra a Argentina. Esperamos uma atuação bem melhor da seleção diante dos Hermanos.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

JOGO TENSO, ÁRBITRO FRACO, CHILE VIOLENTO E GOLEADA BRASILEIRA.

Por Danilo Silveira


O Brasil enfrentou pelo Mundial Sub-20, na estréia do Hexagonal, um adversário muito duro (leia-se violento, e que sabe jogar bola). Depois de uma primeira etapa equilibrada, o Brasil fez valer seu talento no segundo tempo e goleou o Chile por 5 x 1.

O primeiro gol do jogo nasceu em jogada individual de Lucas, que veio costurando por dentro da zaga até sofrer falta. Neymar cobrou alto no meio do gol, a bola tocou o travessão e entrou. Festa brasileira! Porém, logo após a saída de bola, o Chile empatou com Carrasco: 1 x 1. O jogo era equilibrado, mas o Chile começou a jogar melhor após o gol. Neymar tabelou com Willian e chutou pra fora. Essa foi a melhor chance brasileira. O Chile rspondeu em cobrança de falta de Pinaras, que carimboua trave direita de Gabriel. Pouco depois, Pinaras recebeu lançamento lateral, livre, dentro da área brasileira e finalizou para defesa de Gabriel. Com o sistema defensivo frágil, apresentado falhas, o primeiro tempo estava acabando para alívio brasileiro. Antes disso, Casemiro derrubou Gallegos na área, mas o árbitro não deu pênalti e mandou seguir a jogada. Então , o apito final veio.

Se os Chilenos soubessem o desastre que seria a segunda etapa, rezariam pro primeiro tempo não acabar nunca. Com 2 minutos, cruzamento da esquerda, o zagueiro Bruno escorou de cabeça e Neymar, de primeira, estufou as redes chilenas. Era o Barsil novamente na frente. O Chile qualificado e envolvente da primeira etapa parece ter ficado no vestiário. A equipe começou a apelar para faltas duras e agressões, tirando assim parte da beleza do espetáculo. Aos 4, Maganã pisou em Oscar de forma desleal e o árbitro tomou a pior decisão: deu amarelo ao chileno. Se ele não tivesse visto não teria que ter dado cartão, mas já que viu, o certo seria o vermelho. A impunidade do senhor do apito parece que serviu para o Chile continuar batendo. O Brasil era muito superior mas abusava das jogadas com muita firula, principalmente Neymar. O santista era caçado em campo, mas atarsava alguns contra ataques brasileiros se mostrando fominha. Aos 15, Opazo due lugar a Pablo Silva no Chile. Aos 18, o Brasil poderia ter ampliado: cruzamento da direita, a marcação cortou antes que a bola chegasse em Neymar e a redonda sobrou para Casemiro, sozinho, de frente pro gol, mas o volante do São paulo chutou para fora. No minuto seguinte, após cobrança de tiro de meta executada por Gabriel, Willian dividiu no alto e a bola caiu mais à frente para Lucas encobrir o goleiro com um lindo toque, marcando um golaço: 3 x 1 para o Brasil. Casanova deu lugar a Guerrero no Chile enquanto no Brasil, Danilo saiu machucado para a entrada de Galhardo. O jogo ficou tenso e o Chile abdicou de jogar bola para bater. Neymar estava caído no chão e o adversário passou esbarrando no jogador, Oscar levou um chute por trás. O árbitro só mostrava cartões da cor amarela, talvez tenha esquecido o vermelho em casa. Lucas siau para a entrada de Diego Maurício. E numa saída de bola errada do Chile a bola caiu nos pés de Neymar, que dessa vez não foi fominha e serviu Diego Maurício, que chutou para fazer o quarto. O “Drogbinha” (como Diego Maurício é chamado pro alguns torcedores do Flamengo) fez jgada individual pela direita e cruzou na medida para Willian cabecear e fechar a conta: Brasil 5 x 1 Chile.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

VALEU PELA VITÓRIA, NÃO PELO FUTEBOL.

Por Eduardo Riviello, extraído de http://jogadadefeito.blogspot.com/2011/01/valeu-pela-vitoria-nao-pelo-futebol.html#comment-form

A seleção brasileira sub-20 fechou sua participação no grupo B com uma vitória por 1a0 sobre o Equador, em partida onde a equipe comandada pelo técnico Ney Franco passou longe de apresentar um futebol convincente. Com a cabeça voltada para o hexagonal final - que terá início dia 31 de janeiro -, Ney optou por escalar o time com diversos reservas (foram nove no total) e com isso evitar suspensões disciplinares para a próxima partida.

O jogo (confira como foi a transmissão da partida em tempo real)

Liguei o televisor aos 18 minutos do primeiro tempo, desafiei o sono e fui assistir a partida entre Equador e Brasil. Aos 24 minutos, me senti premiado: com uma sensacional triangulação pela zona central, Oscar desmontou a marcação equatoriana com um toque de calcanhar e Henrique, que já havia participado da jogada anteriormente, apareceu para finalizar com um chute cruzado no canto esquerdo, fazendo 1a0 em grande estilo.

Oscar, dois minutos depois da assistência, abusou da habilidade: em lance próximo da linha lateral esquerda, o camisa 11 colocou a bola entre as pernas de Arroyo. Mais três minutos corridos no cronômetro e o árbitro argentino Diego Abal - que vestia camisa, calção e meiões vermelhos - incorporou o espírito do seu uniforme monocromático, expulsando o camisa 10 equatoriano Cazares.

Um belo gol brasileiro, jogadas de efeito e vantagem numérica dentro de campo induziam a pensar que a parada seria fácil e que o jogo se encaminharia para mais uma goleada tupiniquim. Engano. A partida foi para o intervalo e voltou dele com a seleção apresentando um futebol de pouco empenho para ampliar a diferença no placar. Lucas, que havia entrado em campo aos 8 minutos da etapa complementar, logo recebeu um cartão amarelo e acabou substituído aos 18 minutos, seguindo aquele raciocínio de preservar o elenco para a estréia no hexagonal.

Aos 28 minutos, Henrique recebeu sobra de bola pelo lado direito e, cara-a-cara com o goleiro, chutou firme e Jaramillo realizou grande defesa. Na marca de 30 minutos, resposta do Equador: Montaño chutou de fora da área, a bola teve leve desvio na marcação brasileira, encobriu o goleiro Aleksander e carimbou o travessão. Susto maior viria dois minutos depois quando o mesmo Montaño foi lançado, arrancou livre de marcação, driblou Aleksander, perdeu o ângulo, retornou com a bola dominada e chutou com força, para fora.

Após essas duas chances que iriam render o segundo empate concedido consecutivamente (o Brasil já havia permitido a igualdade à Bolívia na rodada passada), parece que os comandados de Ney Franco deram uma acordada no jogo. Aos 33 minutos, Diego Maurício, um dos jogadores mais apagados da seleção brasileira, arrancou pela esquerda e soltou chute cruzado, que passou não muito longe da trave esquerda. Dois minutos mais tarde, Willian José - que entrou no segundo tempo no lugar de Zé Eduardo -, deu chute forte de perto da meia-lua e mandou a bola pertinho da trave esquerda. A seleção equatoriana tentou estabelecer uma pressão e chegou a colocar a sufocar a defesa do Brasil aos 40 minutos, mas a última chance de gol foi brasileira: aos 47 minutos, Diego Maurício fez jogada individual pela esquerda, chutou rasteiro e Jaramillo rebateu. Impedido, Willian José cabeceou no travessão.

Creio que o time considerado titular por Ney Franco irá jogar muito mais do que isso no hexagonal que se aproxima. Digo isso porque confio no potencial desses jogadores e também porque trata-se de uma necessidade da equipe, pois com essa performance vista com o Equador, a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, estará em risco.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

MENINADA VENCE MAIS UMA.

Por Danilo Silveira.

Seleção sofre para abrir o placar, quase toma o empate, mas vence. Lucas foi o melhor em campo.

Não foi fácil! A seleção Brasileira Sub 20 passou momentos de sufoco, mas segurou a preesão colombiana e conseguiu sair de campo com a vitória por 3 x 1. Neymar não fez uma boa partida, mas fez um gol importante no fim, quando a Colômbia pressionava.

A equipe de Ney Franco, que não estava no banco de reservas graças a expulsão na última partida, começou a partida com um formação hiper ofensiva. Zé Eduardo e Henrique estavam suspensos e além disso, Oscar foi para o banco de reservas. Diego Maurício, Willian José e Fernando entraram na equipe. E aos poucos o Brasil foi marcando presença no campo de ataque. Aos 16, Lucas enfiou bola para Diego Maurício que foi derrubado por Cabezas, mas o árbitro da partida nada assinalou. Três minutos depois, Lucas apareceu pela direita e arriscou para defesa do goleiro Mosquera Marmolejo. A melhor chance do primeiro tempo aconteceu para os colombianos. Em cobrança de falta de Carmona, Gabriel se esticou para tocar na bola que ainda carimbou o travessão. A melhor oportunidade brasileira aconteceu aos 38 minutos, quando Lucas, melhor jogador em campo, enfiou bola para Diego Maurício, que finalizou por cima. Tudo zerado e a partida foi para o intervalo.

Brasil melhora e faz dois gols.

Na segunda etapa o Brasil voltou mais disposto ainda e apresentou um futebol muito bom no começo. Logo aos 3 minutos, Neymar entregou para Willian José que arriscou de longe e carimbou a trave esquerda de Marmolejo. Na sequência da jogada, Lucas, de calcanhar, deixou Casemiro de frente pro gol, mas o volante chutou pra fora. A Colômbia respondeu em chute de Cardona que passou à esquerda. Mas quem dominava a partida era a seleção canarinho. Aos 8, Neymar deu lindo passe de letra para Diego Maurício que finalizou à esquerda. O gol estava maduro e saiu no minuto seguinte. O time já estava ofensivo, mas imagine você, que o gol nasceu e terminou com a presença de volantes brasileiros. Fernando abriu para Diego Maurício que cruzou na medida para Casemiro meter a cabeça para abrir o marcador. Mesmo com Neymar em dia pouco inspirado, o Brasil jogava bem e lembrava o Santos 2010. Muita movimentação, velocidade e volantes que pouco comprometem na parte defensiva e até arriscam saídas para o ataque, principalmente Casemiro. E o segundo gol nasceu da direita, assim como o primeiro; Lucas roubou bola, driblou um marcador e tocou para Willian José empurrar pro gol vazio.

Colômbia cresce e Neymar aparece.

Tudo sob controle e o jogo caminha para uma goleada? Errado! Dois minutos após o gol, Castillo desceu pela esquerda e foi derrubado por Bruno: pênalti. Cardona cobrou no canto direito de Gabriel, que pulou, mas a bola passou por baixo do seu corpo. A Colômbia se animou. A essa altura, Mendoza já estava em campo na vaga de Julio e pouco depois Ortega entrou no lugar do autor do gol, Cardona. O lado direito da zaga brasileira estava enrolado, Bruno não estava bem e por lá a Colômbia criava suas melhores jogadas ofensivas, que saíam principalmente dos pés do rápido Castillo (o mesmo que sofreu a penalidade). A seleção brasileira viveu momentos de apuros. Allan Patrick entrou na vaga de Diego Maurício e pouco apareceu. Quem deu o ar da graça foi Neymar. Em um rápido contra ataque, ele recebeu de Willian José na esquerda, cortou o marcador e soltou a bomba para dar números finais ao jogo.

O Brasil mostrou mais velocidade que na partida de estréia contra o Paraguai. Achei esse time mais interessante. Vamos ver como Ney Franco arma a equipe daqui pra frente. O próximo confronto será domingo, contra a Bolívia.

terça-feira, janeiro 18, 2011

NEYMAR 4 X 2 PARAGUAI.

Por Danilo Silveira

Fiquei até um pouco atordoado sobre como escrever sobre essa partida. Sempre muito crítico com o jogador Neymar, precisei tirar o meu chapéu para o jovem ao final da partida. O melhor jogador em campo infernizando a zaga adversária, sofrendo muitas faltas e fazendo 4 gols.

A partida começou muito disputada, equilibrada, mas sem muitas chances. A única jogada realmente de perigo nos minutos iniciais foi quando Neymar cobrou falta da esquerda e Bruno cabeceou no travessão. O Paraguai começou a gostar do jogo e foi se soltando. O Brasil não fazia boa partida e enfrentava dificuldades com a marcação. O primeiro gol brasileiro nasceu de linda jogada individual de Casemiro, que entrou fazendo fila por dentro da defesa paraguaia, até ser derrubado pelo goleiro Mario Ovando; pênalti assinalado. Neymar cobrou rasteiro no meio do gol e o goleiro pulou para o canto esquerdo: 1 x 0 para o Brasil. E não demorou muito para sair o segundo. Lucas achou Neymar na frente sozinho, o atacante cortou a marcação de dois adversários e concluiu no canto direito de Ovando. A essa altura não dava pra dizer que o Brasil fazia uma grande apresentação coletiva. Os gols saíram de duas jogadas que demonstraram qualidade individual dos jogadores brasileiros. O Paraguai, que antes marcava bem, resolveu sair pro jogo, deixando espaços para o Brasil contra atacar. E os comandados de Ney Franco cresceram na partida. Neymar lançou Lucas, que na hora de concluir perdeu a bola para o Ovando, que saiu do gol para fazer boa intervenção. Depois Neymar cortou a marcação e chutou no meio do gol para fácil defesa do goleiro. A última chance da primeira etapa foi em falta bem cobrada por Lucas e defendida por Ovando no canto direito.

Ainda não era suficiente para eu dizer que Neymar fazia uma grande partida. Eu queria mais. A segunda etapa começou e com menos de 5 minutos Zé Eduardo conseguiu ser expulso ao levar dois cartões em duas faltas cometidas. E logo em seguida saiu o gol paraguaio. Cruzamento da esquerda e depois do desvio, Viera emendou para diminuir o marcador e colocar um tempero a mais na partida. Rapidamente, Ney Franco colocou Fernando na vaga de Oscar, que esteve sumido na partida. Não demorou muito e novamente o treinador brasileiro mexeu, tirando Danilo e colocando o jogador do Flamengo, Galhardo, em campo. Torres arriscou da meia lua e a bola passou a esquerda do gol de Gabriel. Provavelmente o Paraguai viu que tinha forças para empatar a partida e veio pra cima. Porém, depois de uma dividida no campo de ataque brasileiro, a bola sobrou para Neymar chutar para defesa do goleiro; mas a bola sobrou para ele empurrar de cabeça pro gol vazio. Exigente ou não, eu ainda relutava em dizer que Neymar não fazia uma partida excepcional. Até ali, ele tinha sido sim decisivo ao marcar três gols, mas eu queria mais. E o garoto parece ter lido minha mente.

O cronômetro já marcava tempo suficiente para os paraguaios entenderem que Neymar não podia ficar livre de marcação. Mas parece que eles não compreenderam. Galhardo, que entrou muito bem, roubou bola no campo defensivo e deu um lançamento primoroso para Neymar, livre de marcação, e foi aí que os paraguaios entenderam que além de não poder jogar desmarcado, o craque não pode ver um goleiro adiantado; o arqueiro paraguaio saiu atrás de Neymar que em um toque maestral, genial e excepcional, por cobertura, marcou o quarto gol brasileiro. O suficiente para eu me encantar com a partida do garoto e para os paraguaios entenderem que Neymar precisa ser marcado; parecem que eles resolveram compensar; Neymar passou a ser marcado por três jogadores em alguns lances. E ele começou aí a bagunçar a defesa. Desde o primeiro tempo ele recebeu muitas faltas, toda hora via-se o menino da vila caído no gramado. A partida começou a ficar tensa. Em uma jogada, Neymar caiu no chão, mas foi assinalada falta para o Paraguai; logo vários jogadores vieram tentar ä força, puxar a bola, que estava presa no colo do garoto. O árbitro nem esperou Neymar se levantar e deu cartão amarelo para ele. Tirando as genialidades de Neymar, cabe ressaltar dois lances: o gol do Paraguai, de Montenegro, que chutou para as redes ao driblar Gabriel, e também a expulsão do brasileiro Henrique, que já com amarelo cometeu falta dura em um adversário. Os paraguaios começaram a agredir o jogador brasileiro que estava caído no gramado. Lamentável! Ney Franco também foi expulso nessa confusão toda. Nada que pudesse tirar o foco da GRANDE partida de Neymar.

OBS: Em aulas de redação, aprendi que não é conveniente repetir palavras muitas vezes. Mas hoje não tive como citar poucas vezes o nome de Neymar.

Parabéns NEYMAR!