sábado, março 05, 2011

BREVE GIRO PELO CARIOCÃO.

Por Danilo Silveira

Os grandes do Rio de Janeiro começaram a Taça Rio com resultados parecidos os quais começaram a Taça Guanabara. Confira:


Se no primeiro turno o Rubro Negro da Gávea venceu o Voltaço por 2 x 0, hoje a equipe venceu de virada o Olaria por 3 x 1, com 2 gols de Thiago Neves e um de Ronaldinho Gaúcho.

Na estréia da Guanabara, o Botafogo venceu o Duque de Caxias e hoje a equipe também triunfou diante do Volta Redonda: 4 x 2.


No primeiro duelo no Cariocão, o Fluminense venceu o Bangu com gol de Fred. De lá pra cá, muita coisa ruim aconteceu pelas Laranjeiras. Fred se machucou novamente, a equipe foi eliminada na semifinal da Guanabara pelo Boavista e na Libertadores, uma derrota, dois empates e situação muito complicada. A vitória de hoje pra cima do Resende, por 2 x 1, pode servir como consolo para o torcedor ou como esperança de dias melhores.


O Vasco começou 2011 de maneira catastrófica, perdendo os quatro primeiros jogos do Cariocão. E ontem, na estréia da Taça Rio, novo tropeço: derrota por 3 x 1 para o Macaé.

quinta-feira, março 03, 2011

QUE SUFOCO HEIN, FOGÃO?!

Por Leandro Moraes - Twitter: leandromoraes26

Após perder o primeiro jogo em Aracaju por 1x0, o Botafogo entrou em campo disposto a resolver o jogo logo de cara. Sem Loco Abreu, machucado, Joel apostou na velocidade do garoto Caio. Mudança de estilo no time, acostumado com os “chuveirinhos” pro uruguaio.

Mas não foi nada fácil furar o bloqueio do time sergipano, que se portou bem dentro de campo. Apesar de defensivo, não foi retranqueiro e até buscou algumas saídas de contra ataques. Numa delas, levou perigo, logo aos 3 minutos. A tensão começou a tomar conta do time de General Severiano. Herrera era muito bem marcado, mas se irritava com o árbitro a cada lance. A saída era explorar a velocidade de Caio, que aos 22 minutos quase marcou num belíssimo chute de fora da área. A torcida acordou e dois minutos depois o time voltou a pressionar. Renato Cajá deu belo passe pra Herrera, que dominou e chutou de canhota, mas o goleiro Max fez excelente defesa com uma das mãos. Mesmo sem Loco Abreu, o Botafogo insistia nas bolas aéreas e quase marcou aos 34 minutos, quando o lateral Lucas (uma das mudanças de Joel) cruzou e Caio, bem marcado, cabeceou pra fora. Mesmo atacado, o River não se abateu. Jogou até com certa calma, mesmo com seus jogadores exagerando nas divididas. E aos 38 minutos teve a sua melhor chance com Bibi, que recebeu cruzamento de Pedrinho e cabeceou, pra grande defesa de Jefferson. Quando o primeiro parecia terminar 0x0, eis que surge uma falta da meia direita. Renato Cajá cobrou, o goleiro Max saiu muito mal, a bola desviou de Bebeto, quicou em cima da linha e Váldson tirou. Mas no entendimento do auxiliar, foi gol. O árbitro confirmou: Botafogo 1x0. O gol inflamou o time da casa, que quase ampliou no último lance do primeiro tempo. Lucas roubou bola na intermediária, chutou cruzado e Herrera, desequilibrado, finalizou por cima.

Disposto a resolver a parada na segunda etapa, o Botafogo voltou a mil por hora e quase ampliou com 40 segundos com Everton, que roubou a bola do zagueiro e de canhota, acertou a trave. Nada melhor como começar assim e pressionar o adversário. Dessa maneira, quase chegou ao gol aos 9 minutos, quando Herrera recebeu ótimo passe de Cajá, driblou um zagueiro e chutou pra fora, perdendo mais uma ótima chance. Com a necessidade de marcar mais um gol, Joel colocou o centroavante Alex e tirou o meia Everton. O time ficou com 3 atacantes e ganhou um centroavante pra poder jogar a bola pra área. E minutos depois, quase o garoto teve estrela: Caio cruzou, a bola passou por todo mundo, Alex ajeitou e finalizou no ângulo, só que por cima do gol. O tempo foi passando e a impaciência aumentando. O River não atacava, só esfriava o jogo e o Botafogo erroneamente insistia nas jogadas pelo meio. Joel tirou o claudicante Renato Cajá e apostou na juventude de Fabrício e o time só voltou a atacar aos 34 minutos: Caio (o melhor do Botafogo no jogo) cruzou, Alex cabeceou livre e Max fez uma defesa sensacional. A bola parecia não querer entrar. A última cartada de Joel foi trocar o lateral Márcio Azevedo por Alessandro, mas não tinha mais tempo. Fim de jogo: Botafogo 1x0 River e decisão por pênaltis no Engenhão!

Na segunda decisão por pênaltis em 10 dias, o Botafogo se deu bem: Venceu por 4x1 e eliminou o River Plate. Na segunda fase, a equipe carioca pega o Paraná Clube. Após o término, os jogadores foram saudar o técnico Joel Santana, ameaçado no cargo e que poderia sair caso a equipe fosse eliminada. Homenagem justíssima.

POUCO OUSADO, FLU SE COMPLICA AINDA MAIS.

Por Danilo Silveira

Jogando no está'dio Azteca, o Fluminense foi derrotado pelo América-MEX por 1 x 0 e viu sua situação se complicar e muito na LIbertadores.

A partida começou equilibrada, com América tentando chegar mas logo o Flu saiu mas pro jogo impedindo que a equipe mexicana dominasse a partida. Aos 14, Conca recebeu na direita, rolou pro lado e após um chute a bola desviou no adversário e sobrou apra Rafael Moura completar para defesa de Uchôa, mas já havia sido marcado impedimento do atacante. No minuto seguinte, Mariano arriscou pela direita para defesa do goleiro. O jogo era amarrado, pegado, com as duas equipes marcando muito. Nos minutos finais da primeira etapa, a equipe da casa começou a mostrar-se melhor na partida. Montenegro arriscou de muito longe aos 30 e a bola passou por cima. Antes do apito decretando o fim da primeira etapa, Oliveira tentou também de fora da área. Um chute passou muito perto e outro parou nas mãos de Ricardo Berna. Assim, a partida foi zerada para etapa final.

E a equipe de Muricy Ramalho voltou melhor, dominando as ações ofensivas. Sendo assim, o comandante tricolor poderia ter colocado mais um homem de criação, no caso Souza, já que estava com três zagueiros e dois volantes em campo. Mas, o treinador foi deixando o mesmo time em campo, até que aos 15, Valencia se machucou, era a chance de Muricy colocar Souza em campo e buscar a vitória dominando a partida. Só que ele preferiu colocar Edinho na vaga do volante contundido. Pouco antes, o técnico Reinoso, do América tinha trocado Pardo por Reyna. E aos 17, Reinoso colocou em campo o homem que faria o gol da vitória: D. Márquez. Para isso, tirou Layún. Aos 22, Reyna cruzou e Vuoso de cabeça teve chance de abrir o placar. Aos 24, Martínez entrou na vaga de Olivera. E no minuto seguinte saiu o gol do América. Montenegro deixou Márquez na cara do gol, em posição legal, o jogador tocou na saída de Berna para fazer o gol do jogo. Na minha visão, com um atraso tremendo Muricy mexeu na equipe, só que para piorar as coisas, mexeu mal: tirou Conca, isso mesmo que vocês lera, e colocou Araújo. Os meias de ligação da equipe inexistiam, ou forçando a barra, dá pra dizer que o Tartá jogava pelo meio. O fato é que pouco adiantou a entrada de Araújo, mas o Flu tentava ir pra cima, ao mesmo tempo, sofria pressão atrás. Berna foi garantindo a derrota por placar mínino e o máximo que a equipe de Muricy conseguiu foram dois chutes a gol de fora da área, executados por He-Man, que pararam no goleiro Uchôa. Aos 36 minutos, só aos 36 minutos, Muricy lançou Souza na vaga de Digão. Um resultado que foi a cara do Fluminense de Muricy. Só os resultados adversos parecem fazerem as pessoas enxergarem os problemas de uma equipe. Defeitos defensivos, falta de ofensividade, visualizadas por mim desde 2010, talvez só agora virão a tona.

Com o resultado, o Fluminense complicou-se na competição. Se vencer os próximos três jogos, classifica-se certamente. Mas um único tropeço, provavelmente será fatal.