Por Danilo Silveira
Depois de um momento turbulento, a paz parece voltar às Laranjeiras. Na noite da última quarta-feira, a equipe de Abel Braga foi até Uberlândia e venceu o Cruzeiro, por 2 a 1, chegando à sexta posição do Campeonato Brasileiro.
Se o Fluminense fez uma grande partida? Não. O Tricolor jogou bem o primeiro tempo, o início do segundo, mas depois, viu o Cruzeiro crescer e quase empatar. Falando em Cruzeiro, a equipe celeste não anda bem das pernas. Um time diferente daquele que fez um excelente primeiro semestre sob comando de cuca. Hoje, a equipe, dirigida por Emerson Ávila, esteve cheia de desfalques e mostrou-se totalmente dependente do argentino Montillo, que a cada dia que passa mostra ser um craque. A zona de rebaixamento começa a flertar com o Cruzeiro, que parece estar se empolgando com a idéia de frequenta-la.
Na primeira etapa, Fred fez um gol de pênalti, sofrido por ele mesmo. E pouco depois o artilheiro tricolor poderia ter cobrado outra penalidade, mas dessa vez o árbitro da partida ignorou. Arrojado, o Tricolor das Laranjeiras foi para cima, aproveitando-se da desorganização do Cruzeiro, que sofria para trocar três passes certos.
Na segunda etapa, um nome apareceu para mudar um pouco o panorama do jogo: Roger. O meia cruzeirense foi para o jogo e nitidamente deu um toque de qualidade ao time. Mas, foi o Fluminense quem chegou ao gol. Após um cruzamento da direita, Marquinho tocou para o fundo das redes. Atrás no placar, o cruzeiro veio para cima e diminuiu com um belo gol do argentino Montillo. Abel Braga resolveu fechar sua equipe, tirando Lanzini e Ciro para as entradas de Rafael Sóbis e Digão. O Cruzeiro tomou conta do campo ofensivo nos minutos finais, mas pouco foi criado. A dependência que o Cruzeiro tem de Montillo deve tirar cada dia mais o sono dos cruzeirenses, que devem até hoje ter bons sonhos com o time do primeiro semestre e fortes pesadelos com o atual futebol que a equipe vem apresentando
O fato é que o Fluminense venceu a terceira seguida e já encostou no pelotão da frente, inclusive passando o Palmeiras, que empatou fora de casa com o Atlético/PR. Não acredito que o Tricolor Carioca consiga muita coisa no Brasileirão, mas o fantasma do rebaixamento parece ter ficado bem distante. Diferentemente do Cruzeiro, que dos últimos três jogos perdeu dois e empatou um, sendo que as duas derrotas foram atuando em Minas Gerais, e agora, enfrenta o Santos fora de casa, e já deve pensar em conquistar pontos para terminar 2011 sem sustos.
Por Danilo Silveira
Até o jogo contra o Bahia, eu negava que o Flamengo estava em má fase. Para mim, tratava-se apenas de um período pequeno de falta de sorte, misturado com algumas atuações não convincentes, mas acreditava que nada de proporções grandes. Porém, após o jogo contra os baianos, no Engenhão, não vou titubear em falar que o Rubro-Negro está em péssima fase.
Uma atuação pavorosa. A equipe de Vanderlei Luxemburgo mais pareceu um bando dentro de campo e conseguiu tomar três gols em apenas 45 minutos. Dois deles de bola parada, aliás, fato que vem tornando-se corriqueiro na equipe carioca. Nem aquela vontade, marcante em times do Flamengo, pôde-se ver. Um time lento, apático, que foi presa fácil para um Bahia bastante organizado.
Botinelli inexistiu, Thiago Neves ainda está mal, Léo Moura não foi bem e acabou substituído por Fierro. Até Willians não foi bem. Júnior César e Renato foram os que salvaram e o goleiro Felipe pouco teve o que ajudar.
Mas a sorte continua a ajudar o Flamengo. Talvez sorte misturada com incompetência alheia. Corinthians, Vasco e companhia não conseguem distanciar-se muito na tabela e as chances são dadas ao Flamengo, que segue quatro pontos apenas atrás do líder Timão. Se abrir o olho, se melhorar, o Flamengo tem muitas chances de ser campeão brasileiro, mas, se continuar desse jeito, acho difícil e até a vaga na Libertadores fica ameaçada.
Por Danilo Silveira
A dança das cadeiras dos técnicos da Série A esteve a todo vapor durante esta semana. Primeiro, na quinta-feira, Renato Gaúcho deixou o Atlético/PR e na última sexta-feira, quase simultaneamente, Joel Santana e Renê Simões foram desligados de Cruzeiro e Bahia respectivamente.
Não é de hoje a política dos clubes de demitir técnicos “à torta e à direita”. Não é tão fácil um profissional começar e terminar um Brasileirão como treinador da mesma equipe. Sou contra essa política, mas, vivendo o futebol brasileiro constantemente, cabe a mim analisar cada caso.
Renato Gaúcho chegou ao Furacão para substituir Adilson Batista, que fazia péssima campanha no Brasileirão. O Atlético de Renato fez boas partidas, conseguiu resultados positivos e parecia estar no caminho certo. Mas, segundo informações dos grandes veículos, Renato não estava satisfeitos com algumas situações internas e acabou pedindo demissão após a derrota para o Atlético/MG. E o Furacão já tem um novo técnico, trata-se de Antônio Lopes, que fugiu do rebaixamento com a equipe em 2010.
Já Renê Simões, conseguiu fazer boas partidas no Bahia, mas a falta de resultados positivos, principalmente em casa, fizeram a torcida se revoltar e pressionar o treinador, que não resistiu ao empate com o lanterna América/MG. dentro de casa.
O caso de Joel Santana é mais complexo. Joel assumiu o cruzeiro após a saída de Cuca, que deixou um trabalho fantástico, um time bom e com esquema de jogo envolvente, mas que não havia vencido nas cinco primeiras rodadas do Brasileirão. Joel chegou e logo começou a vencer seguidas partidas e se aproximar dos líderes, porém, resultados ruins começaram a aparecer novamente. Mas o caso de Joel parece ir além dos resultados. O Cruzeiro, do Cuca Para o Joel, mudou da água para o vinho. A equipe que tanto encantou o país no primeiro semestre, sumiu, desapareceu. O estilo do “papai Joel” podia ser visto no Cruzeiro. Aquele joguinho feio, fechado, que pouco tem a acrescentar ao futebol. E quem mais sofreu com isso foi o Cruzeiro. Devem, nesse momento, os cruzeirenses estarem sentindo imensa falta de Cuca. E sendo bem sincero, acredito que Cuca também está sentindo falta do Cruzeiro.
Posso estar errado, mais daqui para o fim do campeonato, creio que muitas demissões de treinadores ainda acontecerão, mas não me arrisco a dizer quais. Falando e treinador, nunca é demais deixar mais uma mensagem de apoio:
FORÇA RICARDO GOMES!!!