quarta-feira, setembro 05, 2012

LÍDERES DA SÉRIE B, VITÓRIA E CRICIÚMA TERMINAM EMPATADOS APÓS UM BOM JOGO NO BARRADÃO

Por Danilo Silveira



Vitória e Criciúma fizeram na noite desta terça-feira um bom jogo de futebol no Barradão, em Salvador. Movimentado, corrido e, melhor que isso, com as duas equipes não se contentando com o empate e buscando o ataque, a vitória. No geral, podemos dizer que o Tigre foi melhor. No fim das contas, o duelo acabou 2 a 2, com todos os gols na primeira etapa. Um resultado que não foi ruim para nenhum dois lados e deixou as duas equipes nas respectivas posições que iniciaram a rodada: o Vitória é o líder e o Criciúma e o vice-líder.

Primeiro tempo de quatro gols.

Não demorou muito para as redes serem balançadas. Logo aos 5 minutos, Lucca recebeu lançamento na ponta direita, invadiu a área e cruzou rasteiro para Zé Carlos, que dentro da pequena área escorou para as redes do goleiro Deola. Uma ducha de água fria e tanto na torcida do Vitória, que compareceu em peso ao estádio. Atrás no marcador, os baianos foram para cima do arrumado Criciúma e cada vez mais passaram a figurar no campo ofensivo. A equipe levava perigo principalmente na bola aérea, como aos 16, quando William aproveitou o primeiro desvio de escanteio cobrado da direita e emendou para o gol, vendo seu chute passar perto, à esquerda de Michel Alves. Acredito que um dos pontos que deixou o jogo bem gostoso de se assistir é que as duas equipes jogavam com quatro homens ofensivos, dois meias e dois atacantes. O Vitória jogava com dois centroavantes de ofício, Willian e Élton. E os dois tiveram participação decisiva no gol de empate, aos 27. O meia Willie arriscou de fora da área, Michel Alves rebateu, Élton chutou no rebote para nova defesa do goleiro, mas no segundo rebote, lá estava William, para estufar as redes do Tigre. E o jogo passou a viver um momento eletrizante. Logo após o gol do time baiano, o Criciúma voltou a figurar à frente do marcador. O bom e rápido Lucca, melhor jogador em campo, roubou bola no campo ofensivo, avançou pela ponta esquerda e de fora da área acertou um belo chute, no canto esquerdo de Deola: 2 a 1. Detalhe que esse havia sido apenas o segundo chute a gol do time catarinense: os dois entraram. Lembra que eu disse que a bola alta estava levando perigo ao Criciúma? Pois bem, aos 38, após escanteio cobrado da esquerda, Élton cabeceou para empatar o jogo. Quatro gols nos 45 minutos iniciais e um excelente jogo no Barradão.

Jogo segue corrido e bem jogado.

A segunda etapa foi tão boa quanto a primeira, apesar de não termos tido nenhum gol. Aos poucos, o Cricipuma foi mostrando que havia voltado melhor para a segunda etapa. Mais organizado, o time dirigido por Paulo Comelli adiantou a marcação e deu muito trabalho ao Vitória. Aos 15 minutos, Carpegianni resolveu mexer duas vezes em uma tacada só no time baiano. Saíram Willie e Michel para as entradas de dois ex-Fluminense: Fernando Bob e Tartá. Aos 16, o Criciúma teve perto de fazer o terceiro, quando Kleber recebeu livre na frente, mas tentou encobrir Deola, que conseguiu defender sem maiores dificuldades. Três minutos mais tarde, Lucca fez bela jogada pela ponta direita, arriscou para o gol e viu a redonda sair à esquerda. Aos 23, Carpegianni queimou a última alteração, lançando Marquinhos, ex-Flamengo, na vaga de Pedro Ken. No minuto seguinte, o artilheiro da Série B, Zé Carlos, sentiu e pediu para ser substituído. Em seu lugar, entrou Gilmar. Pouco depois, Paulo Comelli lançou o meia Válber na vaga de Giovanni Augusto, que não fez uma boa partida. O jogo continuou em alta voltagem, com as duas equipes buscando o gol, frisando que o time catarinense estava mais arrumado em campo. Aos 38, Lucca, provavelmente por cansaço, deixou a partida para a entrada de Lins. E a grande chance do Vitória de empatar op jogo veio dos pés de jogadores que vieram do banco de reservas. Tartá fez boa jogada pelo meio, encontrou Marquinhos na ponta direita, mas o chute do meia atacante acabou parando em Michel Alves. Ainda temos bastante campeonato pela frente, mas me arrisco a dizer que em 2013, teremos Criciúma e Vitória na Primeira Divisão.

segunda-feira, setembro 03, 2012

EM JOGO DE QUATRO GOLS E TRÊS BOLAS NA TRAVE, ABEL MEXE MAL E FLU CEDE EMPATE AO FIGUEIRA

Por Danilo Silveira

Pode-se dizer que o Fluminense jogou no sábado, diante do Figueirense, 60 minutos de um futebol de time campeão. Dominou o time catarinense em pleno Orlando Scarpelli, criou muitas chances de gol e fez 2 a 0 na marcador. Porém, uma substituição de Abel Braga somada a um gol do Figueirense, mudou a história do jogo e o 2 a 2 acabou com um sabor bastante amargo para o time das Laranjeiras, que parece ter fôlego para lutar ponto a ponto pelo título da competição.

Flu é muito superior na primeira etapa.

O Fluminense entrou em campo com uma série de desfalques, dentre eles, Deco e Fred machucados e Thiago Neves suspenso. Foi aí que entrou em cena a força do elenco tricolor. Logo nos minutos iniciais, a equipe comandada por Abel Braga mostrou-se superior em campo e foi criando chances de gol. Aos 6, após falta cobrada da ponta direita, Samuel apareceu livre na área, mas acabou finalizando desajeitado, à direita do gol defendido por Wilson. Aos 12, após cruzamento da direita, Claudinei cortou mal de cabeça e a bola sobrou para Rafael Sóbis, que acabou finalizando à direita do gol. Aos 17, Carlinhos apareceu pela esquerda da área e acabou empurrado por um adversário, mas o árbitro negou a penalidade. O Figueirense atacava menos que o Fluminense, mas conseguia levar algum perigo. Aos 21, Túlio deu um belo passe de letra e por pouco Caio não conseguiu dominar na frente e ficar cara a cara com, Cavalieri. Aos 26 minutos, uma das jogadas mais bonitas do jogo. Uma bela troca de passes do Fluminense terminou com Carlinhos de frente para o goleiro Wilson, mas o lateral tricolor optou por não chutar e sim rolar para o lado em busca de um companheiro, mas ninguém alcançou. Quatro minutos mais tarde, Samuel invadiu a área pela direta, chutou cruzado e a bola beijou a trave direita. O Figueira respondeu em seguida e após cruzamento da esquerda, Jean cortou mal, contra o próprio patrimônio, mas deu sorte que a bola tocou na trave esquerda e não entrou. Duas bolas na trave em um curto espaço de tempo. O Figueira assustava em alguns chutes de média distância, mas o goleiro tricolor se mostrava muito seguro, encaixando quase todos os chutes.

Flu abre 2 a 0, mas Abel mexe mal e time leva o empate.

Veio a segunda etapa e o Fluminense continuou jogando bem e logo achou aquilo que estava faltando: o gol. E ele nasceu naquilo que o Fluminense tem de melhor: a bola parada. Logo com um minuto, escanteio cobrado da direita, Samuel desviou de cabeça e Digão apareceu livre no segundo pau e também de cabeça empurrou para as redes. E aos 7 minutos, Bruno apareceu pelo meio e deu belo passe para Rafael Sóbis chutar e ampliar: 2 a 0. Era o Fluminense fazendo uma partida digna de time que quer ser campeão, dominando o jogo amplamente e vencendo com autoridade. Queria a torcida que fosse assim até o fim, mas não seria. Aos 10 minutos, Márcio Goiano (técnico que levou o Figueira à Série A em 2010 e que fazia agora sua reestréia) promoveu a sua primeira mudança, tirando Claudinei e lançando Almir. Mas foi a mudança feita do outro lado, 11 minutos mais tarde, que deve ser mais comentada. Aos 22, Abel Braga, aniooversariante do dia, completando 60 anos resolveu mudar o esquema que estava dando certo, lançando o volante Diguinho e tirando Wellington Nem de campo. Coincidência ou não, logo em seguida, veio o empate do Figueira, em uma cabeçada de Aloísio após cruzamento da ponta direita. E foi a partir daí que se viu algo que não tem sido comum ultimamente: o Fluminense desarrumado. O Tricolor Carioca parou de atacar de forma organizada, começou a sofrer pressão do Figueira e o empate parecia questão de tempo. Ele teria vindo aos 33, quando após bate rebate na área, Aloísio empurrou para as redes, mas foi marcado o impedimento de forma equivocada. O jogo entrou na sua fase final e os técnicos mexeram mais na equipe. Abel lançou os jovens Mattheus Carvalho e Higor, nas vagas de Rafael Sóbis e Wagner, enquanto Márcio Goiano lançou Deretti na vaga de Caio. E aos 40, veio o castigo para a mudança de postura do Fluminense. João Paulo cobrou falta com perfeição, no canto esquerdo superior de Cavalieri, que nem pulou: 2 a 2. No entanto, as emoções do jogo ainda não tinham acabado. Aos 47, falta perigosa para o Fluminense, Jean cobrou bem e a bola carimbou o travessão, depois a trave esquerda, mas não entrou. Era a terceira vez na partida que um chute acabava tendo o endereço de uma das traves. No lance seguinte, Aloísio teve a chance de virar o jogo, ao aparecer pela ponta esquerda da aárea, mas o sistema defensivo tricolor apareceu para evitar o que seria um resultado péssimo para a equipe. Levando em consideração a bola jogada pelo Fluminense na primeira etapa e começo da segunda, o empate foi muito ruim.

sábado, setembro 01, 2012

COM DOSES FORTES DE EMOÇÃO, LIVERPOOL AVANÇA À FASE DE GRUPOS DA LIGA EUROPA



Por Danilo Silveira 


Na última quinta-feira, jogando em Anfield Road, o Liverpool passou por um grande susto, diante do Heart, da Escócia, no jogo que decidiu qual equipe seguiu rumo à fase de grupos da Liga Europa. Depois de vencer o duelo de ida na Escócia, por 1 a 0, os Reds sofreram em casa e o gol da classificação só saiu aos 43 do segundo tempo, dos pés do uruguaio Suárez.

Primeiro tempo sem muitas chances de gol

Aos 4 minutos de jogo, Paterson arriscou de fora da área e a bola passou à direita do goleiro Reina. Poderia ser um indício de que o time visitante não adotaria uma proposta defensiva. E acredito até que esse era o propósito, mas acontece que o time escocês mostrou-se muito limitado para conseguir jogar de igual para igual com o Liverpool. O time inglês, por sinal, nem de longe fazia uma boa partida. A primeira chegada com mais perigo aconteceu aos 14, quando Downing (improvisado na lateral-esquerda) fez boa jogada pela esquerda, cruzou no segundo pau, encontrando um companheiro que cabeceou para o meio, onde estava Suárez, que também usou a cabeça, mas não conseguiu achar o rumo do gol e a defesa afastou o perigo. O Heart mostrava-se um time bem arrumado, mas, como já dito, apresentava muitas limitações. A tendência do jogo parecia o Liverpool começar a ser superior de forma mais notável e logo abrir o placar. Aos 27, Gerrard fez uma linda jogada, passando por três marcadores, invadindo a área pela esquerda e chutando, para defesa do goleiro Mac Donald, com o braço esquerdo. Aos 33, Suárez fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro, encontrando Morgan, que empurrou para o gol vazio, mas foi marcada a saída de bola antes do cruzamento do uruguaio e o gol foi invalidado. Lance muito difícil! O jogo chegou zerado no intervalo e parecia difícil imaginar que o Heart pudesse de fato colocar em risco a classificação inglesa.

Segunda etapa de fortes emoções

Veio a segunda etapa e o Liverpool logo passou a jogar melhor. Não que o time fizesse uma boa partida, mas passou a criar um maior número de oportunidades de gol. Aos 5, Gerrard lançou Suárez na ponta esquerda, o uruguaio ajeitou para Shelvey, que bateu de fora, mas não conseguiu acertar o gol. Aos 61, o técnico do Liverpool, B. Rodgers mexeu pela primeira vez, lançando o jovem Sterling, na vaga de outro jovem: Adam Morgan. E o garoto entrou melhor que seu companheiro, caindo pela ponta direita, demonstrando ser habilidoso. Aos 18, Suárez recebeu uma ótima enfiada de bola na frente, driblou o goleiro para a direita, mas acabou perdendo ângulo para finalizar e a defesa chegou para brecar o arremate. O Heart marcava com qualidade, mas tinha dificuldades de sair para o campo ofensivo. Pode-se dizer que quanto mais o tempo passava e o Liverpool não balançava as redes, mais o jogo ficava perigoso, pois o time escocês dependia de uma bola para devolver o placar do jogo de ida. Aos 20, a primeira mexida no Heart: Sutton saiu para a entrada de Driver. O Liverpool continuou criando chances e o gol parecia maduro. Suárez, apesar de não fazer um grande jogo, dava trabalho ao sistema defensivo adversário. Aos 30, mais duas mexidas, uma em cada equipe. O técnico do time escocês, J. McGlynn, lançou Carrick na vaga de Novikovas, enquanto B. Rodgers lançou Borini na vaga de Henderson. E aos 39 minutos, o improvável aconteceu. Templeton pegou uma sobra de escanteio pela esquerda, passou por um marcador e, de fora da área, arriscou um chute fraco, aparentemente inofensivo. Só que o goleiro Reina se atrapalhou e cometeu uma grande lambança, não conseguindo defender e engolindo um frango daqueles brabos. Era o gol do Heart, que estava coroando um time esforçado e organizado e levando o jogo para a prorrogação. Festa da torcida do Heart, que comparecia a Anfield Road em um considerável número. O time escocês se animou no jogo e uma possível prorrogação começaria, aparentemente, melhor para o time visitante. Só que aos 42, Suárez recebeu no meio, arrancou, cortou Zaliukas e chutou entre Mac Donald e a trave direita, para empatar o jogo e colocar o Liverpool na fase de grupos da competição.