segunda-feira, maio 20, 2013

ATLÉTICO MINEIRO PERDE PARA O CRUZEIRO, MAS FATURA O BICAMPEONATO MINEIRO CONSECUTIVO

Por Danilo Silveira

Não lembro de ter visto em 2013, em solo nacional, um jogo melhor do que Cruzeiro 2 x 1 Atlético/MG, pela final do Campeonato Mineiro 2013. Um belo espetáculo, entre duas equipes que prometem para a sequência desse ano.

Depois dos 3 x 0 aplicados pelo Galo semana passada, ficou difícil imaginar que o Cruzeiro fosse conseguir chegar perto de empatar o confronto ou que a disputa pelo troféu ainda fosse ter algum tipo de grande emoção.
 
Achismos esses que ficaram apenas no plano hipotético, já que na prática o que se viu foi algo totalmente diferente. Um Cruzeiro aguerrido, organizado e disciplinado na primeira etapa conseguiu ser superior a um Atlético/MG que jogava bem, mas não tinha tanta facilidade para imprimir seu futebol bonito de costume. Muito por conta da excelente marcação feita pelos comandados de Marcelo Oliveira. Comandados esses que chegaram a 1 x 0 quando Dagoberto sofreu pênalti de Gilberto Silva e ele mesmo cobrou e converteu. Antes disso, Borges já tinha assustado em chute defendido por Victor e Bernard teve boa chance pela esquerda da área, mas acabou chutando mal. Ainda na primeira etapa, o Cruzeiro chegou ao segundo gol da mesma forma que chegou ao primeiro: pênalti convertido por Dagoberto. Dessa vez, após Richarlyson derrubar Borges dentro da área. Outra chance a ser citada do Atlético/MG na primeira etapa foi quando após boa jogada, Jô chutou, parando em Fábio, que fez boa atuação na partida. Os 3 x 0 do primeiro jogo tinham se tornado 3 x 2 em 45 minutos, sendo que o empate dava o título ao time que até então perdia, o Cruzeiro. Pois é, o time azul estava a um gol de ter o resultado que lhe era favorável. Sim, tínhamos fortes emoções na final do Campeonato Mineiro 2013.

Veio a segunda etapa e o Atlético/MG conseguiu ser o Atlético/MG que eu aprendi a admirar. Um time leve, solto, com pegada na marcação, muita velocidade e criação de inúmeras chances de gol. E o Cruzeiro sucumbiu a esse Atlético/MG. A equipe azul não mais conseguia atacar com a frequência dos 45 minutos iniciais, nem a marcação conseguia ser tão boa. O Galo poderia ter chegado ao empate em um chute de Jô ou em uma cabeçada de Réver, mas na primeira chance a bola tocou na trave e na segunda, Fábio salvou. Assim, o Cruzeiro seguia por um gol para chegar ao placar que lhe dava ao título. Interessante nisso tudo é a postura do time atleticano, bem ao estilo Cuca. Mesmo com um resultado favorável, a equipe atacava mais que o adversário e parecia estar mais perto do gol que o Cruzeiro. Gol esse que veio em uma jogada, em minha opinião, irregular. Egídio saiu jogando mal, Luan recolheu a redonda, avançou em direção ao gol e sofreu um empurrão do zagueiro Léo, fora da área. Apesar disso, Leandro Vuaden marcou a penalidade, convertida por Ronaldinho Gaúcho. Festa do Galo no Mineirão com mais cruzeirenses que atleticanos. Festa de um time pra lá de promissor.

A cena triste da decisão, foi uma confusão nos minutos finais, quando Luan foi expulso por dar uma entrada por trás em Dagoberto. Não vi maldade no lance, mais a expulsão foi correta. Jogadores de Cruzeiro e Atlético/MG discutiram por um tempo, mas logo a confusão cessou.

O novo Mineirão viu pela primeira vez um troféu ser erguido. E foi o Atlético/MG do Cuca. Um time leve, envolvente e encantador. Que sirva de alguma inspiração para a nossa seleção.

Vale ainda lembrar que o Atlético/MG agora é bicampeão mineiro consecutivo, já que venceu em 2012. E Cuca é tricampeão mineiro consecutivo, já que venceu 2011 (com o Cruzeiro, em cima do Atlético), 2012 e 2013. Outro fato a se comentar é que esse foi o primeiro título de Ronaldinho Gaúcho com a camisa atleticana.

quinta-feira, maio 16, 2013

O ESTADO DE SÃO PAULO DÁ ADEUS Á LIBERTADORES EM UMA SEMANA

Por Danilo Silveira

Um atrás do outro, no espaço de uma semana, os três times paulistas presentes nas oitavas-de-final da Libertadores deram adeus ao sonho de conquistar a América. Eliminações essas bem diferentes, cada uma com suas particularidades.

O São Paulo fez um duelo bem interessante com o Atlético Mineiro. A equipe de Ney Franco fez 25 minutos fantásticos no jogo de ida, no Morumbi.  Nesse tempo, fez 1 x 0 e poderia ter ampliado. Mas, o inesperado aconteceu. Lúcio, já com cartão amarelo, fez falta dura em Bernard, sendo expulso e complicando muito a vida do Tricolor Paulista. E o Galo, pra lá de forte, passou a dominar as ações e pacientemente conseguiu chegar à virada. Jogar no estádio Independência contra o Atlético é uma das tarefas mais complicadas atualmente no futebol brasileiro. E o São Paulo foi para lá precisando reverter o resultado que lhe era adverso. Não só não conseguiu como voltou para casa com uma amarga goleada de 4 x 1, com show de Ronaldinho, Jô e companhia.

Palmeiras e Tijuana fizeram dois jogos muito ruins. No duelo de ida o Tijuana foi bem melhor e o goleiro Bruno salvou, garantindo o 0 x 0. Na volta, esse mesmo Bruno tomou um frango daqueles incríveis, prejudicando demais sua equipe. Sem inspiração, com um futebol feio, o Palmeiras não conseguiu ser superior ao feio e violento time mexicano e perdeu por 2 x 1. Agora, o Tijuana enfrenta o Atlético Mineiro, tendendo a tomar uma goleada no Independência.



Corinthians e Boca Juniors reeditaram a final do ano passado. Dessa vez deu Boca. A equipe de Carlos Bianchi foi superior ao Timão no jogo de ida e trouxe para o Pacaembu a boa vantagem de 1 x 0. O Corinthians, que não jogou bem na Bombonera, sofreu um duro golpe no jogo de volta. Riquelme, com um belo chute de fora da área, fez 1 x 0 para os argentinos. Assim, para avançar, o Timão precisava fazer 3 gols e não sofrer mais nenhum. Fez apenas um, chegou perto de fazer o segundo, jogou bem na segunda etapa, mas o sonho do bi se foi. Linda, arrepiante a aplausível foi a atitude da torcida corintiana ao fim do jogo, cantando alto e forte, fazendo festa, mesmo como time eliminado. O reconhecimento de um bom trabalho, assim que deve ser.

segunda-feira, maio 06, 2013

BOTAFOGO: FUTEBOL BOM, BONITO, ENVOLVENTE E CAMPEÃO

 
Por Danilo Silveira
Quando assisto futebol, tenho uma forte tendência de torcer par ao time que joga o futebol mais bonito, mais vistoso e que normalmente, em consequência desses adjetivos, trata-se da melhor equipe. Neste domingo, tive a felicidade de ver a melhor equipe vencer e ser campeã. Trata-se do Botafogo, um time leve, rápido, envolvente, comandado por Oswaldo de Oliveira e liderado pelo craque Seedorf, dentro das 4 linhas. Um time que, de tudo que assisti nesse Cariocão, foi o melhor. Em todos os quesitos. Na qualidade de futebol, no talento individual, na armação tática e por aí vai.
O Botafogo venceu os dois turnos, derrotando os seus três adversários grandes nesse trajeto. Bateu o Flamengo por 2 x 0 na semifinal da Guanabara, o Vasco por 1 x 0 na final e o Fluminense na final da Taça Rio, por 1 x 0. Reparem que nesses três jogos o Glorioso não tomou gol. O Botafogo é bom em todos os setores, inclusive na defesa, mas há um dos setores em que a equipe é mais do que boa, mais do que muito boa, é excelente, fantástica. Debaixo da trave. Jefferson é um dos maiores goleiros que eu já vi em solo nacional. Incrível. Um gigante. Hoje, na final contra o Fluminense, ele mais uma vez fez defesas incríveis, que ajudaram a garantir o título. Talvez a mais incrível delas em uma bola que Leandro Eusébio recebeu na esquerda da área e o arqueiro alvinegro se agigantou, executando uma saída de gol espetacular e tomando a bola do zagueiro tricolor. Zagueiro esse que integra um sistema defensivo deficiente da equipe comandada por Abel Braga. Deficiência escancarada para quem assiste aos jogos do Fluminense, mas talvez maquiada para aqueles que não assistem, mas tomam como base estatísticas de gols sofridos.

O que realmente importa hoje é que o Botafogo venceu e convenceu.  Não jogou tão bem na primeira etapa, achei o Fluminense superior. Mas, nos 45 minutos finais, o Glorioso esmagou o Tricolor e esteve perto de golear, apesar de ter vencido apenas por um gol de vantagem. Poderiam ser dois se Marcelo de Lima Henrique tivesse validado o gol de Dória, ao invés de assinalar pênalti no lance. Seedorf perdeu, explodindo a bola no travessão de Cavalieri. Chance desperdiçada que não fez falta nem apagou as grandes atuações do holandês ao longo da competição. Mais ainda: o Botafogo venceu com gol do contestado Rafael Marques. Teve dificuldades com a camisa alvinegra, mas evoluiu ao longo da competição, fez gols importantes e parece ter encontrado seu espaço. Quando o time funciona, a tendência é ser mais fácil para o jogador mostrar suas qualidades.

Para o Fluminense, o time que “consegue o impossível”, restou agora a Libertadores. Quarta-feira, a equipe de Abel Braga enfrenta o Emelec, em São Januário, e se quiser avançar terá que reverter um resultado adverso de 2 x 1, trazido do Equador. Acredito que o Fluminense consiga sim avançar às quartas-de-final. Atualmente, o mais difícil não é ver o Fluminense ganhar, é ver o Fluminense jogar bem. Bom mesmo é o Botafogo, que começou 2013 conseguindo fazer as duas coisas!