Por Danilo Silveira
Coreia do Sul e Omã travaram um interessante duelo no Canberra Stadium, válido pelo grupo A da Copa da Ásia. Era a estreia das duas seleções na competição. Pela maior tradição no futebol, talvez pudesse se acreditar em uma vitória fácil dos coreanos. De fato, a vitória veio, mais facilidade não é bem a palavra que melhor traduz o que se viu nos 90 minutos.
Comandada pelo alemão Uli Stielike, que substituiu Myung-Bo-Hong após a Copa do Mundo de 2014, a Seleção Coreana iniciou o confronto tentando estabelecer uma pressão para cima da Seleção de Omã. E por pouco não abriu o placar nos minutos iniciais em duas oportunidades: Na primeira o goleiro Ali Al Habsi defendeu chute de média distância, no canto direito. Na segunda, o travessão acabou surgindo como empecilho. O domínio coreano foi cessando e Omã começou a se soltar em campo, arriscando com maior frequência algumas investidas ao ataque. E quando o panorama apontava para um primeiro tempo sem gols, Young-Cheol Cho apareceu de carrinho para aproveitar um rebote oferecido por Ali Al Habsi e estufar as redes de Omã: 1 x 0.
O gol antes do intervalo parece ter trazido tranquilidade aos coreanos para a segunda etapa. A equipe voltou dominando a partida, com um bom toque de bola no campo ofensivo. O segundo gol parecia questão de tempo. E teria ele saído se Ali Al Habse não tivesse aparecido de forma espetacular ao defender cabeçada a queima roupa. Apesar das limitações apresentadas, a Seleção de Omã, comandada pelo francês Paul le Guen, se defendia bravamente e o placar cismava em permanecer intacto. Um resultado que parecia estar sendo construído de maneira tranquila pelos coreanos, acabou se tornando um drama nos minutos finais. Omã se lançou ao ataque e conseguiu dar certo trabalho ao sistema defensivo adversário. O ápice do jogo acabou sendo nos acréscimos, quando após escanteio cobrado da direita, Emad Al Hosani apareceu no primeiro pau, cabeceou forte e obrigou Jin-Hyeon Kim a fazer uma defesa sensacional, rebatendo a bola, que caprichosamente ainda tocou o travessão coreano e não entrou.
Com doses fortes de emoção, a Coreia do Sul conseguiu largar com o pé direito na busca por um título que não vem desde 1960.
sábado, janeiro 10, 2015
domingo, janeiro 04, 2015
BARÇA CAI PARA REAL SOCIEDAD E PERDE CHANCE DE LIDERAR O ESPANHOL
Por Danilo Silveira
Por opção de Luis Enrique, Neymar e Messi iniciaram o jogo no banco de reservas. Talvez pelo fato dos dois terem recebido um período maior de recesso de final de ano. E nem mesmo a entrada dos dois craques na segunda etapa impediram a derrota do Barcelona para a Real Sociedad, por 1 x 0, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol. E o tropeço deve sim ser muito lamentado pelo time catalão. Era a chance da equipe assumir a ponta da tabela, já que o Real Madrid perdeu mais cedo para o Valencia, por 2 x 1.
O gol único do jogo saiu logo cedo, antes dos dois minutos. Alba cortou mal um cruzamento da direita e acabou estufando as próprias redes, marcando o seu segundo gol contra no campeonato. Tinha o Barcelona muito tempo para conseguir a virada e assumir a liderança da competição. Acontece que nessa empreitada o time catalão não conseguiu, em momento algum, jogar o seu melhor futebol. Mesmo com um meio-campo com os fantásticos Xavi e Iniesta, a equipe não conseguiu criar muito coisa. A Real Sociedad adotava uma postura recuada, arriscando poucas subidas ao ataque. E como se diz na gíria, “a marcação encaixou”. O Barça pouco criou e o intervalo chegou com vitória parcial do time da casa.
Veio a segunda etapa e Luis Enrique mandou para campo o seu maior trunfo: Lionel Messi. Só que assim como a equipe, o argentino não conseguiu realizar uma daquelas suas atuações com muito brilho. Neymar e Daniel Alves também entraram no decorrer da segunda etapa. A equipe ficou mais forte, melhorou em alguma coisa o nível do futebol em relação à primeira etapa. Xavi teve oportunidade de empatar, mas completou fraco um cruzamento da esquerda, nas mãos do goleiro Gerónimo Rulli. Suárez também teve boa chance, mas também parou no camisa 1, que saiu bem do gol e impediu que o atacante uruguaio o driblasse.
Não tenho dados estatísticos, mas acredito que faça muito tempo que Real Madrid e Barcelona tenham sido derrotados no mesmo dia, pelo Campeonato Espanhol. Fato raro, que oferece oportunidade aos adversários de encostarem na tabela de classificação.
Por opção de Luis Enrique, Neymar e Messi iniciaram o jogo no banco de reservas. Talvez pelo fato dos dois terem recebido um período maior de recesso de final de ano. E nem mesmo a entrada dos dois craques na segunda etapa impediram a derrota do Barcelona para a Real Sociedad, por 1 x 0, fora de casa, pelo Campeonato Espanhol. E o tropeço deve sim ser muito lamentado pelo time catalão. Era a chance da equipe assumir a ponta da tabela, já que o Real Madrid perdeu mais cedo para o Valencia, por 2 x 1.
O gol único do jogo saiu logo cedo, antes dos dois minutos. Alba cortou mal um cruzamento da direita e acabou estufando as próprias redes, marcando o seu segundo gol contra no campeonato. Tinha o Barcelona muito tempo para conseguir a virada e assumir a liderança da competição. Acontece que nessa empreitada o time catalão não conseguiu, em momento algum, jogar o seu melhor futebol. Mesmo com um meio-campo com os fantásticos Xavi e Iniesta, a equipe não conseguiu criar muito coisa. A Real Sociedad adotava uma postura recuada, arriscando poucas subidas ao ataque. E como se diz na gíria, “a marcação encaixou”. O Barça pouco criou e o intervalo chegou com vitória parcial do time da casa.
Veio a segunda etapa e Luis Enrique mandou para campo o seu maior trunfo: Lionel Messi. Só que assim como a equipe, o argentino não conseguiu realizar uma daquelas suas atuações com muito brilho. Neymar e Daniel Alves também entraram no decorrer da segunda etapa. A equipe ficou mais forte, melhorou em alguma coisa o nível do futebol em relação à primeira etapa. Xavi teve oportunidade de empatar, mas completou fraco um cruzamento da esquerda, nas mãos do goleiro Gerónimo Rulli. Suárez também teve boa chance, mas também parou no camisa 1, que saiu bem do gol e impediu que o atacante uruguaio o driblasse.
Não tenho dados estatísticos, mas acredito que faça muito tempo que Real Madrid e Barcelona tenham sido derrotados no mesmo dia, pelo Campeonato Espanhol. Fato raro, que oferece oportunidade aos adversários de encostarem na tabela de classificação.
quinta-feira, novembro 27, 2014
GALO FORTE, VINGADOR E CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2014.
Por Danilo Silveira
Deu Galo!!! No jogo mais esperado nesse fim de ano em solo
nacional, o Atlético/MG, com todos os méritos, derrotou o Cruzeiro por 1 x 0 e
sagrou-se campeão da Copa do Brasil.
A vantagem de 2 x 0 do jogo de ida não foi suficientemente
forte para frear o ímpeto ofensivo e fazer o Galo cair na armadilha da
retranca. Jogou como se espera que jogue um clube da grandeza do Clube Atlético
Mineiro. Um clube que teve a honra de ser dirigido entre 2011 e 2013 por Cuca,
que montou uma máquina e colocou o Galo no topo da América. Um clube que
acertou ao trazer Levir Culpi e ganhou como prêmio, não só o título da Copa do
Brasil, mas o retorno de um futebol que chama atenção pela intensidade e pela
vocação ofensiva.
Era o Galo o adversário ideal para usurpar do Cruzeiro a
tríplice coroa. Dito e feito. Fato esse que não diminui o brilho e a capacidade
desse time cruzeirense, comandado pelo excelente Marcelo Oliveira. Bicampeão
brasileiro, o time joga o futebol que mais encanta no país. Raro de se ver em
solo brasileiro uma equipe com tamanha qualidade quanto essa montada por
Marcelo Oliveira.
O mando de campo cruzeirense no duelo final, apontava para uma carga de
ingressos reduzida para o torcedor do Galo. A saída para aqueles atleticanos
apaixonados, que queriam estar em um estádio para assistir à final, foi invadir
o Independência. Mesmo que lá não houvesse bola rolando, lá havia o torcedor,
gritando e empurrando o time. Por mais que não ouvisse os gritos de incentivo,
era como se cada um dos 11 jogadores que vestiam preto e branco no gramado do Mineirão,
sentissem a vibração e a pulsação vinda do Horto. Aquela história de
colocar o coração na ponta da chuteira, sabe?
Feliz é o Estado de Minas Gerais, agraciado com Cruzeiro e
Atlético/MG praticando aquilo que de melhor eu tenho visto no futebol
brasileiro.
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