Atlético/PR domina, cria, mas 0 a 0 persiste
O Atlético/PR dominou praticamente toda a primeira etapa. Kléberson, Cléber Santana e Paulo Baier criavam jogadas pelo meio, enquanto Madson caía pela esquerda e o uruguaio Morro, qu
e fazia sua estréia, aparecia fazendo a função de centroavante. A equipe da casa contava com cantos de apoio vindos das arquibancadas e de algumas faltas alçadas na área, assim como escanteios. Mas, a jogada de maior perigo veio pelo chão, quando em lance trabalhado pela ponta esquerda, Madson rolou para Kléberson soltar a bomba para defesa do goleiro Felipe. O Avaí, por sua vez, chegava pouco, mas quando chegava levava perigo. Descida pela esquerda, bola rolada para trás e Cleverson bateu colocado para defesa bonita de Renan Rocha. Se Madson serviu Kléberson pela esquerda, o meio-campista Pentacampeão Mundial serviu o baixinho pela direita, só que Madson, de frente para o gol, chutou mal, pra fora, sendo que ainda podia rolar para o meio, onde Paulo Baier fechava. Aos 40, após escanteio da direita, o zagueiro da equipe catarinense Gustavo Bastos acertou um bonito voleio que Renan Rocha defendeu com alguma dificuldade.Furacão tenta encurralar Avaí, desperdiça grandes chances e partida termina empatada
A segunda etapa começou e logo Renato Gaúcho fez uma curiosa substituição, lançando o atacante Adaílton na vaga do lateral-esquerdo Marcelo Oliveira. Quem agora faria a lateral? Pois bem, Madson era o encarregado de fazer a função de lateral e ao mesmo tempo aparecer como um atacante. Talvez em resposta à mexida de Renato, Alexandre Gallo lançou Robinho na equipe catarinense, tirando Batista. Logo, Renato voltou a mexer, colocando Branquinho na vaga de Paulo Baier. O Avaí passou a explorar mais o lado direito de ataque, que por vezes ficava com um buraco. Enquanto isso, o Furacão tentava atacar em bloco, parando na marcação adversária na maioria das vezes. No Avaí, mexidas no meio-campo: saíram o sumido Pedro Ken e Cleverson para as entradas de Fabiano e Marquinhos Gabriel. O Atlético/PR criava algumas chances, como com Branquinho pela ponta direita, executando uma finalização defendida por Felipe. Na chance mais aguda, Kléberson apareceu na área para completar cruzamento rasteiro da direita e a bola passou muito perto do gol, saindo pelo lado esquerdo. Renato Gaúcho fez uma troca de gringos, lançando o argentino Nieto na vaga de Morro. Madson, o lateral-ponta, que foi o melhor em campo, fez fila pela ponta esquerda e finalizou na trave direita de Felipe.
De fato, não era o dia do Atlético/PR contar com a sorte, mas resta saber, qual será esse dia.


eu um só toque na bola entregando para Jadson, que também em um único toque deixou Pato na cara do gol; o atacante do Milan tentou driblar Villar e chutar, mas o goleiro paraguaio não foi vencido e conseguiu impedir o gol. Ramires começou a se destacar no meio-campo brasileiro, ajudando Daniel Alves na marcação de Estigarribia, que levava ampla vantagem sobre o lateral-direito do Barcelona. O Brasil equilibrou as ações e tão logo passou a jogar melhor que a Seleção Paraguaia. E o casamento feito por Mano, entre Jadson e Ganso no meio-campo brasileiro surtiu efeito aos 38, quando Ramires dividiu bola que nem um gigante, a redonda sobrou para Ganso, que rolou para Jadson dominar, avançar e chutar no canto direito de Villar, abrindo o marcador na cidade de Córdoba. Era nítida a subida de produção de Ganso em relação ao primeiro jogo; a entrada de Jadson deu sustentação na parte ofensiva do meio-campo. Indo para o intervalo na frente, o Brasil tinha tudo para voltar a campo tranqüilo e calmo, com os atacantes Neymar e Pato aparecendo mais para o jogo, mas foi aí que surgiu Mano Menezes.
Ganso se desdobrava para criar, Elano estava sumido e Ramires tentava chegar à frente. E aos 20, Ramires entregou para Ganso, que abriu na direita para Neymar, que em vez de finalizar firme, tentou avançar ou fazer sabe Deus o que com a bola e acabou desarmado. Dois minutos mais tarde, lançamento longo de Ortigoza buscando Rivero na ponta esquerda da área; Daniel Alves e Lúcio fechavam na marcação e a bola era inteira do lateral brasileiro, que acabou perdendo-a para o volante paraguaio, que tocou para o meio da área, achando Roque Santa Cruz, que entregou para Valdéz, que chutou, a bola pegou em Júlio César, rebateu no atacante e acabou entrando: era a virada paraguaia! Gol interessante para o futebol. Gol interessante para Mano Menezes refletir sobre a troca feita para a segunda etapa. Mas parece que o gol só fez a cabeça do treinador piorar e ele tirou Ramires, um dos melhores em campo, para colocar o meia do São Paulo Lucas. Acredito que tenha passado na cabeça do treinador tirar o Elano, mas ele tinha colocado o jogador há pouco. Talvez ele tenha tentado corrigir a primeira troca, mas acabou piorando as coisas. No Paraguai, o melhor em campo, Estigarribia, deu lugar a Martínez. Não demorou muito e aos 36, Mano tirou Neymar, que errou quase tudo que pôde, lançando Fred. Muito mais bem arrumado em campo, o Paraguai teve a chance de fazer o terceiro em contra-ataque com Vera pela esquerda, mas o jogador acabou errando o passe, ao tentar colocar Santa Cruz na cara do gol. Aos 39, enfim, Elano apareceu, em cobrança de falta perigosa, que Villar espalmou. Se o Brasil não merecia empatar pelo que apresentava em campo, quiseram os deuses do futebol a igualdade e Ganso achou Fred no meio da marcação para o atacante do Fluminense proteger com o corpo e bater de primeira, no canto direito de Villar para dar números finais ao jogo.