quinta-feira, fevereiro 20, 2014

INGRESSO COM PREÇO ABUSIVO = ESTÁDIO VAZIO: UMA SIMPLES MATEMÁTICA

Por Danilo Silveira

Foto tirada duante o 2º tempo de Flamengo x Madureira
Não pode o Flamengo jogar uma partida do Campeonato Carioca com 3.376 pessoas no estádio. Algo está errado, fora de sintonia. E o problema é de fácil constatação. O ingresso para um simples Flamengo x Madureira, em uma quarta-feira à noite, não pode custar abusivos R$ 60. Está fora do orçamento da maioria da população carioca, está fora da realidade em que vivemos no dia-dia.

Há vezes em que o baixo público é reflexo de uma fase ruim vivida por algum time, mas não é o caso. Tudo bem que não é de se esperar um público de 60 mil pessoas para um Flamengo x Madureira em uma quarta-feira à noite, mas 3.376 é muito pouca gente. Arrisco-me a dizer que muitos flamenguistas gostariam de estar no Maracanã em uma agradável quarta-feira à noite, para ver o seu time atuar, mas os fatores financeiros as impossibilitam. E os serviços prestados dentro do estádio acompanham os abusivos preços dos ingressos. Não pode um simples pacote da batata frita Ruffles ser vendido a R$ 7.

Dentro de campo os reservas do Flamengo não jogaram bem, mas conseguiram vencer o Madureira por 2 x 0, um gol contra e outro bonito gol de Negueba. Os seguidos triunfos em cima dos pequenos clubes do Rio de Janeiro não podem nem devem iludir o time, a comissão técnica e a torcida. A equipe do Flamengo não é ruim, mas passa longe de estar pronta. Precisa evoluir muito ainda para chegar nessa condição.

Elias faz muita falta. Ainda não foi encontrado alguém que o substitua à altura. Falta um camisa 10, Mugni e Carlos Eduardo ainda não deram conta do recado e Elano joga em outra posição, não se deve esperar que ele supra essa carência da equipe. O ponto alto é a defesa. Wallace e Samir estão muito bem e a zaga reserva (Chicão e Eraso) foi bem hoje.

No fim das contas, o que mais me impressionou não foi o jogo fraco entre Flamengo x Madureira, mas o preço dos ingressos e o público muito baixo: um reflexo do outro.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

ARSENAL E MANCHESTER UNITED EMPATAM SEM GOLS NO EMIRATES

Por Danilo Silveira

Arsenal e Manchester United fizeram um jogo de intensidade alta, muita marcação, mas poucas oportunidades de gol. No fim das contas, a partida terminou sem gols. Ruim para os dois. Os torcedores do Arsenal presentes no Emirates não viram o time retomar a ponta da tabela, enquanto os Red Devils seguem na sétima posição, fora da zona de classificação para competições europeias.


Foi logo com um minuto que o United teve a sua melhor chance no jogo. Arteta perdeu bola para Van Persie na intermediária e o atacante holandês saiu na cara do gol, mas acabou finalizando mal para defesa de Szczesny. O Arsenal foi superior ao longo da primeira etapa, mas esbarrava na forte marcação do time comandado por David Moyes. Com isso, as chances de gol foram escassas para a equipe londrina. Antes do término da primeira etapa, um lance que assustou: Rafael e Giroud se chocaram de cabeça e o lateral brasileiro levou a pior e acabou substituído por Ferdinand no intervalo.

Na segunda etapa o jogo melhorou consideravelmente. O Arsenal conseguiu envolver a defesa adversária de forma mais contundente e criou algumas chances de gol. Na jogada mais bonita dos Gunners, Cazorla tabelou com Ozil e chutou no canto direito de De Gea, que fez bela defesa. Em cabeçada de Koscielny o Arsenal chegou muito perto de abrir o marcador, só não o fez porque Valencia cortou de cabeça antes da bola cruzar a linha final. O Manchester, por sua vez, chegou muito perto de ficar em vantagem no marcador quando Rooney cruzou da direita encontrando Van Persie, que cabeceou bem, mas Szczesny e o travessão salvaram a equipe londrina.

Podemos dizer que o Arsenal buscou mais a vitória que o Manchester. A equipe de Arsene Wenger atacou mais e foi mais perigosa. O Manchester foi um time que marcou bem, povoou o meio-campo, mas foi pouco ousado.

terça-feira, dezembro 03, 2013

ATÉ MESES ATRÁS ERA UM CENÁRIO IMPROVÁVEL, QUE TANGIA O ABSURDO

Por Danilo Silveira

 
O desfecho do ano para os clubes do futebol carioca está para lá de improvável. Difícil acreditar que o Botafogo, envolvente, bonito e empolgante do primeiro semestre, perdeu tanta força e corre sérios riscos de ficar fora da próxima edição da Libertadores  da América. Um cenário que parecia caminhar para uma luta acirrada pelo título com o Cruzeiro transformou-se em um pesadelo para o torcedor alvinegro. Torcedor esse que lamenta muito a atual situação do time, com certa dose de mágoa do sofrido passado recente da equipe, a tal “dor do quase.”
Difícil também enxergar o Fluminense rebaixado. E está perto disso! Se a salvação vier terá contornos de milagre. Não me lembro de ter visto nenhum campeão brasileiro cair no ano seguinte. Está certo que o título brasileiro de 2012 maquiou algumas coisas (futebol fraco e benefícios com erros constantes de arbitragem), mas não imaginava no início desse ano que o Tricolor das Laranjeiras fosse flertar de forma tão intensa com a Série B.


E o que dizer do Flamengo? Dorival foi mal no início do ano, Jorginho o substituiu, chegou a acenar a possibilidade de melhora, mas logo foi demitido. Mano Menezes assumiu, melhorou o time em alguma coisa, mas não deu sequência ao seu promissor início. Pediu demissão e um time desacreditado foi assumido por Jayme de Almeida. Talvez o resultado mais expressivo que Mano tenha conseguido dirigindo o Flamengo tenha sido o 1 x 0 em cima do Cruzeiro, que somado à derrota por 2 x 1 no Mineirão, deu ao Rubro-Negro o direito de seguir na Copa do Brasil. E Jayme soube completar o serviço de maneira triunfal. O Flamengo “deu liga” e venceu a Copa do Brasil com todos os méritos, despachando Botafogo, Goiás e Atlético Paranaense. Acho que há três meses, nem no mais profundo sonho do mais otimista dos flamenguistas o time conseguiria essa vaga na Libertadores. Veio do céu, veio da arquibancada, veio do chute certeiro de Elias que eliminou o Cruzeiro, veio da fase incrível vivida por Hernane.

O fim de 2013 para o Vasco está sendo o menos surpreendente comparado ao dos seus três maiores rivais do Estado. Quando o ano começou, achei que o Vasco fosse encaixar, mas isso não aconteceu.  Gaúcho levou o time à final da Taça Guanabara e acabou derrotado para um superior Botafogo. O treinador não durou muito tempo no cargo, assumido por Autuori, que também não teve vida longa no clube. Recém-saído do Flamengo, Dorival Júnior pintou na Colina, mas não conseguiu dar uma distância boa entre Vasco e zona de rebaixamento. Caiu e Adilson Batista chegou para ser o “bombeiro”, para “apagar o incêndio”. O fato é que o time conseguiu bons resultados e chega na última rodada do Brasileirão com possibilidades de garantir a permanência na Primeira Divisão. Mas não depende só de si. São boas as chances do Gigante da Colina retornar para a Série B, onde esteve em 2009, quatro anos atrás. Duas quedas em curto espaço de tempo para um time tão expressivo no cenário do futebol brasileiro.