segunda-feira, maio 02, 2011

EM JOGO SONOLENTO, JUVENTUS VENCE LAZIO NO FIM E AINDA SONHA.

Por Danilo Silveira

O caneco do Campeonato Italiano está muito próximo de ir para o Milan. Depois da vitória de ontem, a equipe abriu 8 pontos de vantagem para a vice líder Inter de Milão, sendo que faltam apenas 3 rodadas. Interessante mesmo está a briga pela vaga na digamos "pré Champions League", que á dada ao quarto colocado. Hoje, a Lazio teve a chance de abrir 4 pontos na quarta colocação, mas a derrota em casa para o Juventus fez a equipe de Hernanes ficar apenas um ponto à frente dos adversários diretos Roma e Udinese, além do Juventus ter se aproximado.

Lazio domina, cria, mas não abre o placar.

Desde o início, quero deixar claro que o jogo de hoje foi muito fraco tecnicamente, as duas euqipes apresentaram um futebol sem graça e a partida foi um tanto quanto sonolenta. Nos dois minutos iniciais, a Lazio deu dois chutes a gol, um na mão de Buffon e outro, executado por Hernanes, à esquerda da meta. A equipe da casa dominava a partida e Lichtsteiner era uma boa opção de ataque pela direita e Hernanes e Ledesma tentavam envolver a Juventus pelo meio. Aos 26, Ledesma achou Brocchi no segundo pau, só que o Italiano cabeceou pra fora. Após 7 minutos, Flocari recebeu pela esquerda e chutou para defesa de Boffon. Talvez a única chance de destaque dos visitantes aconteceu aos 35, quando Del Piero lançou pra área, Lichtsteiner cortou mal e a bola sobrou para Matri, o atacante chutou e Muslera defendeu. Antes do apito final, Zárate cortou Chiellini, que foi mal na primeira etapa, e chutou cruzado pra fora.

Gol de Pepe no fim deixa disputa por vaga na "Pré Champions" empolgante.

Se a primeira etapa foi chata, a segunda foi pior. Aos 7, Lichtstiner cruzou da direita e Brocchi chegou batendo pra fora. Os minutos se passavam e nada de muito destaque acontecia. Aos 20, Flocari caminhava pra ficar frente a frente com Buffon e foi tocado por Chiellini; o árbitro poderia ter assinalado a penalidade, mas deixou a partida seguir. Trê sminutos mais tarde, Hernanes arriscou de fora da área e Boffon espalmou. Aos 25, substituições: Na Lazio, saiu Biava, entrou Scaloni, enquanto na Juve, saíram Matrie Motta, entraram Salihamidzic e Luca Toni. A partida cmainhava para um 0 x 0 chato, mas aos 80, Ledesma levou o segundo amarelo ao matar o contra ataque derrubando Felipe Mello ( na verdade até no Replay ficou difícil de ver se houve o toque). Pouco depois, E. Reja, técnico da Lazio, lançou Bresciano na vaga de Zárate. Aos 42 minutos veio o gol único da partida: cruzamento da direita, a bola chegou até Pepe, até então sumido do jogo; o Italiano dominou e chutou cruzado para carimbar mais três pontos para a Juventus. E. Reja ainda mexeu na Lazio, lançando Kozák na vaga de Brocchi, ams a vitória era mesmo da Juventus.

Na próxima rodada, a Lazio tem um confronto direto contra a Udinese, fora de casa, enquanto a Juventus recebe o Chievo, que está 7 pontos da zona de rebaixamento, e parece mesmo que vai terminar a competição na meiuca da tabela. Já a Roma, outra equipe que disputa a vaga na "pré Champions", recebe o líder e quase campeão, Milan

NOS PÊNALTIS E EM CIMA DO VASCO, FLA É CAMPEÃO ESTADUAL INVICTO.

Por Danilo Silveira

Vencer o Flamengo em decisões do Campeonato Estadual parece hoje em dia ser uma missão quase impossível. E ainda mais quando ela acontece nos pênaltis. Ontem, no Engenhão, o Vasco dominou o Flamengo, jogou melhor quase 90 minutos, mas o 0 x 0 persistiu. E nas penalidades, Felipe nem precisou brilhar, três cobranças para fora de jogadores vascaínos garantiram ao rubro negro o título invicto. De mansinho, sem encantar, ams mostrando muita disposição, o Rubro Negro de Ronaldinho Gaúcho, Luxemburgo, Thiago Neves e companhia vai tomando corpo.

Chances desperdiçadas para os dois lados.

A primeira etapa começou e o Vasco logo começou a dominar o Flamengo. A primeira grande chance nasceu pelo lado direito de ataque; bola na área, afastada pela marcação rubro negra e Éder Luis apareceu livre para pegar o rebote, só que finalizou muito mal, longe do gol de Felipe. O Vasco trocava passes no campo ofensivo e tentava chegar explorando o lado esquerdo de defesa do Flamengo, pois Rodrigo Alvim mais uma vez não vinha bem na marcação por aquele setor. Só que o Flamengo não se acuava e Ronaldinho Gaúcho mesmo sumido pode decidir o jogo em um lance; ele cobrou falta da esquerda na medida para Thiago Neves, que livre de marcação, cabeceou mal, à esquerda de Fernando Prass. Pouco depois, a jogada mais bonita do jogo; Ronaldinho tocou para Thiago Neves, que tocou para Deivid, que dominou e não foi fominha, rolando a bola para Botinelli chutar para defesa de Prass. Se penetrar na zaga rubro negra era complicado o Vasco tentava de longe, foram várias tentativas e a mais aguda aconteceu com Felipe, pela esquerda, que chutou cruzado e a bola passou perto do seu xará que defendia as traves rubro negras. Aos 43, mais uma boa chance perdida na partida; cruzamento da esquerda, Diego Souza, sozinho, cabeceou para defesa de Felipe.

Superioridade vascaína, mas nada de gols.

Na segunda etapa, o Gigante da Colina foi superior. Porém, as chances de gol pouco eram criadas. E antes do domínio vascaíno, Ronaldinho Gaúcho levou perigo ao gol de Pras; o meia cobrou falta e o goleiro vascaíno fez boa defesa, espalmando com as duas mãos. Se na semifinal contra o Flu a zaga rubro negra foi muito mal, ontem, David Braz e Wellinton faziam boa partida. Quando o relógio marcava 15 minutos, Luxa resolveu fazer uma troca de gringos, tirando Botinelli e colocando Fiero; o Argentino saiu irritado, chutando o banco de reservas. Aos 24, para mim até com certo atraso, Ricardo Gomes tirou Diego Souza e colocou Bernardo, que logo levou perigo. No minuto seguinte, Thiago Neves perdeu bola no meio e o ataque vascaíno terminou com chute do garoto, que Felipe defendeu no canto esquerdo. Aos 26, Ronaldinho Gaúcho, que pouco jogou de futebol, pisou em Anderson Martins, em lance aparentemente proposital, e poderia ter sido expulso de campo, mas passou impune. Aos 30, Luxemburgo tirou Deivid, que apresentou-se melhor que em partidas anteriores, para colocar Wanderley. Aos 34, contra ataque Rubro Negro pela esquerda e Renato chutou para defesa de Fernando Prass. Aos 37, Luxa tirou Galhardo e colocou Fernando. Os 90 minutos iam chegando ao fim e a decisão por pênaltis se aproximava. Ricardo Gomes tirou Éder Luis, que não foi bem, e colocou Élton. O leitor pode perceber que o Vasco não conseguia transformar o domínio da partida em chances de gol. Aos 45, Thiago Neves pegou rebote de escanteio de primeira e a bola passou à direita, assustando Prass. Nos acréscimos, Willians fez falta em Allan pela ponta direita e após o lance, discussão entre os dois jogadores, que acabaram recebendo o vermelho. Na cobrança, bola alçada na área e o árbitro assinalou falta para o Fla, será que foi o tal perigo de gol?

Incompetência Vascaína, festa Rubro Negra.

A essa altura o Vasco tinha a chance de quebrar dois tabus: Vencer o Flamengo em uma decisão após 23 anos e fazer o rival perder uma decisão por pênaltis, algo que não acontece há 7 anos.

Alecsandro foi o primeiro a cobrar e converteu; depois Renato Abreu empatou a série. Bernardo, que havia desperdiçado uma cobrança na semifinal contra o Olaria, partiu pra bola e isolou, mas para deixar os torcedores do Vasco ainda esperançosos, Fierro fez o mesmo, batendo nas nuvens. Faltavam três cobranças para cada lado e Felipe, o herói da semifinal, nem precisou aparecer naquele momento, pois Felipe Bastos e Élton desperdiçaram suas cobranças batendo pra fora. Fernando converteu e o último chute do campeonato Estadual do Rio de Janeiro saiu dos pés do melhor jogador da competição; Thiago neves bateu firme e garantiu o seu primeiro título coma camisa do Flamengo, que fez o Rubro Negro abrir dois canecos de diferença para o seu ex clube, o Fluminense.

Um bom campeonato Estadual da equipe do Flamengo. Mesmo sem ser brilhante em grande parte, o Bonde do Mengão sem Freio mostrou personalidade, mostrou ser carne de pescoço. Alguns reforços pontuais como um atacante, um zagueiro, um lateral esquerdo, podem pintar, mas esse time do Flamengo está apto a disputar qualquer título na temporada. Para os próximos jogos, acredito na evolução de Ronaldinho Gaúcho, e consequentemente, do futebol Rubro Negro. Já o Vasco, é uma equipe que melhorou ao longo da competição, se reforçou, trocou de técnico, mas não adquiriu a minha confiança, não vejo encaixe nessa equipe, que me parece pesada, precisando de um algo mais. Vamos ver se a vinda de fará o Vasco melhorar e o Trem Bala da Colina disparar de vez. Antes disso, tem a Copa do Brasil, e mesmo sem me agradar, esse time pode chegar e lutar forte pelo título. Em breve, aqui no Blog, a seleção do Campeonato Carioca.

sexta-feira, abril 29, 2011

APAGÃO, SOFRIMENTO E REDENÇÃO: É O FLUMINENSE MAIS VIVO DO QUE NUNCA.


Por Danilo Silveira

Depois de ressurgir das cinzas na fase de grupos da Taça Libertadores, começava o mata mata para o Tricolor das Laranjeiras. Após um apagão nos refletores do Engenhão, que atrasou a partida em quase uma hora, a torcida pôde comemorar a vitória da equipe por 3 x 1. Agora, o Tricolor vai para o Paraguai com uma boa vantagem.

Apagão e gol relâmpago.

Rafael Moura e Fred estavam prontos para dar o pontapé inicial quando de repente, cai a energia do estádio Olímpico João Havelange. Muita demora, o Flu até voltou para o vestiário e a partida demorou para recomeçar. No tempo de interrupção, a torcida apresentou ao público um grande mosaico, escrito "guerreiros", em homanagem à equipe, a qual chamam de "time de guerreiros". O Tricolor voltou a campo com uma mudança antes mesmo da bola rolar: o uniforme tradicional, tricolor, foi substituído pelo uniforme verde e grená,o mesmo utilizado no último jogo da competição, na Argentina. E mal rolou a bola a torcida comemorou; aos 3 minutos, escanteio cobrado da esquerda, Edinho desviou no primeiro pau e Rafael Moura apareceu livre no segundo psote, para cabecear e abrir o marcador para o Flu. Mas a tarefa de vencer o time Paraguaio não seria fácil, a equipe mostrava um bom padrão d ejogo, explorando a técnica de seus jogadores. As investidas pelas laterais eram frequentes e aos 16, bola nas costas de Mariano e um chute cruzado assustou Ricardo Berna. A partida seguiu em um bom ritmo, o Flu contava com o talento de Conca, que aparecia muito bem na partida, e antes do intervalo, um problema; Júlio César sentiu, e em seu lugar, entrou Fernando Bob.

Em poucos minutos, apagão tricolro e redenção.

Se antes do início da partida o apagão foi nos refletores, no começo da segunda etapa parece ter sido na equipe do Fluminense. O Libertad voltou muito melhor, encurralando o Flu no campo de defesa. O treinador interino, que por sinal está melhor que o seu antecessor, Muricy Ramalho, gritava desesperado à beira do campo. Aos 13, mudança na equipe Paraguaia: saiu Nuñes para a entrada de Maciel. E dois minutos mais tarde veio o gol de empate; bola alçada na área e Gamarra, livre de marcação, cabeceou para as redes. E de maneira instantânea, o Flu saiu pro jogo, e aos 18, Valencia completou cobrança de escanteio de cabeça, obrigando o goleiro adversário a realizar boa defesa. A torcida tricolor parece ter perdido a paciência com a equipe e algumas vaias podiam ser ouvidas. Aos 19 minutos, nova mexida no Libertad: saiu o atacante Pavlovich para a entrada de Orue. E 7 minutos mais tarde, Enderson Moreira tirou Fernando Bob, que entrou no fim da primeira entrada e colocou Araújo, mostrando ousadia. E o prêmio veio no minuto seguinte, quando Marquinho deu belo chute de fora da área e a bola entrou no canto direito de Vargas. Era o Tricolor novamente na frente. E no minuto seguinte, Conca apareceu pelo meio, foi derrubado, mas a bola sobrou na esquerda para Aaraújo, livre de marcação, só que equivocadamente o árbitro assinalou a falta ao invés de dar a lei da vantagem. Acontece que o Fluminense tem Conca, e dos pés do Argentino saiu uma cobrança perfeita, que entrou no canto direito do goleiro para festa da torcida. O tempo passou e antes do fim, cada técnico ainda realizou uma substituição: No Flu, Diogo na vaga de He-Man e no Libertad, Moreira no lugar de Rojas. E aos 48, falta perigosa pro Libertad e Berna fez boa defesa, garantindo a vantagem de dois gols para o Tricolor das Laranjeiras.

O Libertad se mostrou uma boa equipe, muito técnica. O Fluminense precisa entrar na partida de volta com o espírito de luta e de superação, porque a vantagem é boa, mas o fator casa pode ser um grande trunfo ao lado da equipe Paraguaia, que deve ir muito focada para esse duelo. Promessa de jogão!