segunda-feira, setembro 24, 2012

COM DOSES DE SOFRIMENTO, FLA VENCE ATLÉTICO/GO E ACABA COM SECA DE VITÓRIAS

Por Danilo Silveira

Depois de sete jogos, o Flamengo conseguiu reencontrar o caminhos das vitórias. Para variar, o time não jogou bem, mas saiu com os três pontos os quais precisava urgentemente. Diante do lanterna Atlético/GO, Dorival JR promoveu a estreia do meia Cléber Santana, mas, para isso, não abriu mão dos três volantes, que se tornaram constantes em seu time. Só que no caso do Flamengo, jogar com três volantes não é sinônimo de ter um sistema defensivo sólido. A fraqueza e os buracos encontrados na defesa rubro-negra se repetiram e o Atlético/GO abriu o placar no início do jogo, com gol de Joílson. Analisando o nome do estádio (Serra Dourada), pode-se dizer que o Flamengo jogava fora de casa, mas olhando-se para as arquibancadas, pode-se dizer que o Rubro-Negro carioca estava em casa, por ter a maioria da torcida a seu favor. E essa imensa torcida vibrou ainda na primeira etapa, quando Cléber Santana fez uma bela jogada, tabelou com Vágner Love e chutou para estufar as redes atleticanas. Gol de estreante, gol para aliviar um pouco os corações dos flamenguistas, que atualmente andam mais sofrendo que vibrando.

Veio a segunda etapa e Dorival continuou com sua proposta medrosa de jogar com três volantes. Liédson entrou na vaga de Adryan e somente por volta dos 15 minutos, Botinelli entrou na vaga de Cáceres. E o gol da vitória estava próximo. Cléber Santana tocou para Vágner Love na ponta esquerda, o artilheiro foi veloz e esperto para ganhar a bola do seu defensor e cruzar na medida para Liédson estufar as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Nos 20 minutos finais do jogo, o Flamengo dominou por completo as ações. O Atlético/GO parecia entregue em campo, sem poder de reação, dando espaços na defesa. O Flamengo poderia ter ampliado o placar por algumas vezes. Botinelli sofreu falta fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Vágner Love cobrou no canto direito e Márcio defendeu. Minutos depois, Wellington Silva fez bela jogada pela ponta direita da área e cruzou na medida para Vágner Love, que a dois metros do gol, sem goleiro, conseguiu acertar o travessão, entrando para a galeria do Inacreditável Futebol Clube. Na atual fase, tudo é sofrido para o Flamengo. E o fim da seca de vitórias também foi assim. A frase "quem não faz leva" pode ter começado a incomodar a cabeça dos rubro-negros nos minutos finais. E já nos acréscimos, Felipe apareceu para defender uma cabeçada e concretizar a vitória rubro-negra.

Quarta-feira, o Flamengo enfrenta o Atlético/MG, no Engenhão, em partida atrasada. Analisando a bola que as duas equipes tem jogado, afirmo que o time mineiro é favorito. Acredito em vitória do Galo, mas não seria uma zebra a vitória rubro-negra.

quinta-feira, setembro 20, 2012

EM UM DUELO FRACO, BRASIL JOGA MAL, MAS VENCE A ARGENTINA

Por Danilo Silveira



Há algum tempo, a Seleção Brasileira não desperta muito o interesse do povo brasileiro. Isso é notório. Notório também é que a seleção dirigida por Mano Menezes está em um patamar muito aquém de muitas seleções europeias, e se a Copa do Mundo fosse hoje, Neymar, Oscar, Hulk e companhia provavelmente não passariam de coadjuvantes. O problema passa longe de ser falta de talento, o que acontece é que Mano, que até escala bem, não consegue fazer sua seleção jogar em um padrão aceitável.

Nesta quarta-feira, Brasil e Argentina se enfrentaram em Goiânia, no Serra Dourada, pelo duelo de ida da Copa Rocca, torneio de dois jogos, onde as duas seleções só podem usar jogadores que atuam na Argentina ou no Brasil. Melhor para o Brasil, que pode usar Neymar, Lucas, Leandro Damião, Dedé, que são jogadores que integram a Seleção principal, além de outros com muita qualidade, mas que nem sempre são convocados, como Rever, Ralf e Luís Fabiano. Pior para a Argentina, que não pode usar Messi, Di Maria, Aguero, Tévez, Lavezzi e Higuaín.

Durante 90 minutos, tivemos um jogo muito ruim, com raras chances de gol, poucas jogadas bonitas e muito pouca inspiração. Tivemos uma Argentina para lá de defensiva (saudades do tempo em que Maradona era o técnico), contente com o empate e buscando muito pouco o gol. Do outro lado, tivemos um Brasil que até tentava buscar o gol, mas a falta de inspiração e de envolvimento à marcação adversária era tamanha que foram pouquíssimas jogadas que realmente levaram perigo ao gol de Ustari. A primeira delas veio aos 25 minutos, quando Paulinho, em posição irregular, cabeceou para empatar o jogo. Isso porque, minutos antes, o jogador do Corinthains, Martínez, apareceu para abrir o placar para os hermanos. A torcida brasileira procurou fazer festa e apoiar a equipe, que de fato fazia uma partida muito fraca.

Mas, a paciência do torcedor teve limite. No meio da segunda etapa, quando Mano Menezes lançou Wellington Nem na vaga de Lucas, vaias começaram a ser ouvidas, aliadas a gritos de Felipão. Chegava a ser triste ver uma Seleção Brasileira com tão pouca inspiração e uma Seleção Argentina tão retrancada, mas esse desenho não mudou até o apito final. Mas, antes que ele viesse, Desábato colocou a mão na bola na área e o árbitro assinalou pênalti. Neymar cobrou bem, converteu e deu a vitória de virada ao Brasil. Vitória essa que nada me deixa mais confiante em relação ao futuro da Seleção Brasileira. Pelo contrário! Parece que a cada atuação da Seleção de Mano Menezes, mais cresce minha desconfiança em relação a essa seleção. Exceto o jogo contra a fraca China, onde a Seleção passeou e venceu por 8 a 0. Dificilmente em uma Copa do Mundo ou uma Copa das Confederações, teremos adversários que se mostrem tão limitados como se mostrou a China. E provavelmente, teremos a maioria dos adversários melhores e mais bem arrumados que a Argentina para lá de capenga que o Brasil enfrentou hoje. Por sinal, um Brasil, a exemplo do seu maior rival, para lá de capenga!

quarta-feira, setembro 19, 2012

EM JOGO FRACO TATICAMENTE, MAS EMOCIONANTE NOS MINUTOS FINAIS, REAL VIRA PARA CIMA DO CITY

Por Danilo Silveira


Dois times mal escalados, tendendo para o defensivismo e apresentando um futebol longe de ser envolvente. Foi assim que começou o duelo entre Real Madrid e Manchester City, na rodada de abertura da UEFA Champions League. Foi do meio da segunda etapa para o final que o jogo mudou completamente de figura e as redes passaram a ser balançadas em seqüência e o jogo cresceu em emoção. Após o apito final, o Real Madrid comemorou a vitória por 3 a 2, de virada.

Times mal escalados e jogo fraco na primeira etapa

O duelo começou e impressionava de fato os nomes que estavam no banco de reservas. No Real Madrid, Modric, Ozil e Kaká viam Khedira, Xabi Alonso e Essien, começarem o jogo na equipe titular. Já no City, Aguero contemplava a titularidade de Javi Garcia, Barry e Yayá Touré. Como já parecia estar no script, as duas equipes fizeram um primeiro tempo muito fraco. O que de fato funcionou foi a marcação avançada do time da casa, que encurralava o City, porém, com a bola nos pés, eram nítidas as deficiências apresentadas pelos madrilenhos. Criastiano Ronaldo foi quem criou as melhores oportunidades. Aos 7 minutos, ele cortou Kompany e bateu cruzado pela ponta esquerda da área e Hart apareceu para fazer boa intervenção. Aos 11, Cristiano , novamente pela ponta esquerda, arriscou, Higuaín desviou no meio do caminho e Joe Hart apareceu para fazer uma grande defesa. O Real até arriscava chutes de longa e média distância, até tinha o domínio territorial no campo ofensivo, mas produzia poucas jogadas coletivas mais bem elaboradas e mais parecia jogar na base da vontade que na boa armação tática. Aos 34, Nasri se machucou e Roberto Mancini, tendo Aguero no banco, preferiu colocar Kolarov em campo, tornando ainda mais complicadas as coisas para o seu time. 

Em final eletrizante, Real vira com gol de Cristiano Ronaldo

Veio a segunda etapa e nenhum dos técnicos mexeu. Parecia difícil acreditar que o jogo melhoraria, muito por conta da escalação e da armação tática adotada pelos treinadores de ambas as equipes. O fato é que o City voltou menos retrancado (seria quase impossível recuar mais), O Real voltou atacando com mais organização (seria difícil desorganizar mais) e o jogo melhorou um pouco (se piorasse os espectadores iam acabar dormindo). Aos 14, Marcelo arriscou de fora da área e a bola passou à esquerda, com perigo. O meio do segundo tempo foi se aproximando e os dois treinadores começaram a mexer em suas equipes. Roberto Mancini lançou Dzeko e tirou David Silva. Apesar de ter lançado mais um atacante, ele comprometia demais a criação de jogadas por estar tirando um dos melhores jogadores do time, que não fazia um bom jogo, acredito eu, muito por conta da parte tática deficiente implantada pelo treinador italiano. Já José Mourinho, lançou Ozil na vaga de Essien aos 19. Dá para dizer que a mexida foi boa, mas Mourinho não fez mais que o óbvio, pois atuar com três volantes, deixando Ozil, Modric e Kaká no banco é algo, para mim, inviável. Mancini parecia fazer de tudo para o seu time não atacar de forma organizada, mas mesmo assim, o City chegou ao gol. Yayá Tourré saiu jogando de trás do meio campo, tabelou, continuou avançando e tocou para Dzeko, que chutou na saída de Cassillas para abrir o placar. E minutos após o gol, Mourinho resolveu colcoar o time para frente: trocou Higuaín por Benzema e lançou Modric na vaga de Khedira. Naturalmente o Real melhorou na partida e os 20 minutos finais de jogo foram eletrizantes. Aos 29, Yayá Tourré recebeu no meio da área e teve a chance de ampliar, mas chutou à esquerda de Cassillas. Logo em seguida, Marcelo arriscou de fora da área, a bola desviou em Javi Garcia e entrou nas redes do City: 1 a 1. O Real se animou e partiu em busca da virada. Aos 34, Benzema chutou meio sem ângulo da ponta direita e o seguro goleiro Hart fez mais uma boa defesa. Aos 39, Kolarov cobrou falta da meia direita na área e a bola acabou passando por todo mundo e caindo no fundo das redes de Cassillas. Era o City de novo na frente e muito perto de conseguir um resultado heróico no Santiago Bernabéu. Mas, o que o jogo deixou a desejar no ponto de vista tático, foi compensado por doses fortes de emoção. Aos 41, Benzema recebeu na meia lua de Di Maria, girou e chutou no canto esquerdo de Hart, que por pouco não evitou o empate. Pela segunda vez, os donos da casa empatavam o duelo e agora tinham pouco tempo para conseguir uma virada. E ela por pouco não saiu na melhor jogada coletiva da partida. Em um contra ataque rápido da equipe madrilenha, a bola passou pelos pés de Modric, de Ozil, de Benzema e chegou até Cristiano Ronaldo, que bateu no canto direito, para nova defesa de Hart, o melhor jogador em campo. E quis o destino que o melhor jogador em campo falhasse em um momento decisivo. Aos 46, Cristiano Ronaldo chutou da ponta esquerda, no meio do gol e Hart acabou falhando. Foi a virada do Real Madrid em um jogaço do ponto de vista de emoção e um jogo abaixo da crítica do ponto de vista tático.