Domingo, Maio 27, 2012

ÍBSON REESTREIA BEM, FLA APRESENTA MELHORAS, MAS CEDE EMPATE AO INTER NO SEGUNDO TEMPO

Por Danilo Silveira




Ontem, antes do jogo entre Flamengo e Inter, eu falei que o time carioca, por conta das atuações que vinha apresentando ao longo do ano e de toda bagunça aparente dentro do clube, merecia jogar em um Engenhão vazio, mas Íbson, o estreante da noite, merecia ser ovacionado em um estádio lotado.

Os espectadores que compareceram ao estádio olímpico João Havelange, viram algo que tem sido raro ultimamente: o Flamengo jogar bem. Se não durante os 90 minutos, durante uns 65, o time de Joel Santana fez uma boa exibição. Esse ano, o Rubro-Negro carioca já ganhou muito jogo, atuando mal, e dessa vez, ironicamente, a equipe correspondeu bem dentro de campo, mas não saiu com três pontos no bolso. Um duelo de seis gols, contra o desfalcado Inter, (mesmo sem alguns de seus principais jogadores o Inter mostrou-se mais arrumado que muito time do Brasileirão) terminou 3 a 3.

Na primeira etapa, o melhor em campo foi Íbson. Jogando mais avançado do que costuma, como um meia, ele foi bem (o que não significa que eu ache que ele deve atuar nessa posição o restante do campeonato). O camisa 7 rubro-negro organizou o meio-campo, mostrou muita disposição na marcação e ainda participou de um dos gols. Primeiro, Aírton, em uma espécie de meio-voleio, abriu o placar. Pouco depois, o Flamengo exerceu uma marcação pressão no Inter e Íbson acabou roubando a bola do zagueiro Índio e sofrendo o pênalti, que R10 cobrou no canto direito de Muriel. Por falar nisso, Ronaldinho mais uma vez teve uma atuação abaixo da crítica, e foi substituído debaixo de vaias na segunda etapa. Porém, muita coisa ainda aconteceu antes disso.

O Inter diminuiu com Gilberto, ainda nos 45 minutos iniciais. Veio o segundo tempo e veio o gol do artilheiro. Demonstrando o oportunismo característico dessa sua volta ao Flamengo, Vagner Love fez 3 a 1. A primeira vitória do Fla no Brasileirão parecia bem encaminhada, mas Fabrício e Dátolo, com belos chutes no canto esquerdo, empataram o jogo. Destaque para a falha de Ronaldinho no terceiro gol do Inter. Mais uma daquelas jogadas onde o craque vira de costas para o marcador, fica predendo e bola e acaba perdendo-a. Mais uma daquelas jogadas onde o craque arma um contra ataque para o adversário.

O empate momentâneo não apagava a boa atuação rubro-negra, e tínhamos no Engenhão um jogo aberto, com duas equipes buscando o ataque e com espaços para isso. Era a hora de Joel Santana colocar velocidade na equipe. Ao contrário disso, o técnico lançou o volante Amaral na vaga de Aírton, Renato Abreu na vaga de Luiz Antônio e Deivid na vaga de Ronaldinho, que saiu sob vaias.

A melhora no futebol apresentado pelo Flamengo foi considerável, mas a fase ainda tão ruim, que nem assim a vitória veio! E apesar de ter melhorado o desempenho, destaques negativos para Ronaldinho e para as substituições de Joel Santana.

Quinta-feira, Maio 24, 2012

DEFESA DE CÁSSIO E GOL DE PAULINHO AOS 43 DO SEGUNDO TEMPO COLOCAM O TIMÃO NA SEMIFINAL

Por Danilo Silveira


Durante toda a semana, eu falei que Corinthians x Vasco tinha grandes chances de ser um bom jogo, se alguma das equipes fizesse um gol cedo. Tal afirmativa, foi proferida pelo fato do 0 a 0 não dar a classificação a nenhum dos times, levando a disputa para os pênaltis, já que foi exatamente esse o placar do jogo de ida. Acreditava que se o gol cedo para um dos lados se concretizasse, passaríamos a ter uma partida muito aberta, com muitos contra ataques e muitas chances de gol. Mas, de fato, não saiu gol no Pacaembu no começo. Nem no meio! O tento decisivo veio aos 43 do segundo tempo, e foi de Paulinho, que, completamente sozinho, após cobrança de escanteio, subiu e cabeceou para as redes vascaínas.

 De fato também, não tivemos um jogo com muitas chances de gol. Tivemos foi um duelo bastante homogêneo durante os 90 minutos. Quase sempre no mesmo ritmo, na mesma cadência, com a mesma pegada, a mesma vontade. Um jogo que lembrou alguns duelos entre equipes européias. Se não foi um jogo daqueles com muitas chances, que tira o fôlego do narrador, foi uma partida muita tática, bem jogada. Difícil destacar o melhor jogador em campo. Talvez Paulinho, que apareceu bastante na frente, deu uma boa cabeçada na primeira etapa, para bela defesa de Fernando Prass e ainda com a cabeça, fez o heróico gol da classificação. E como esquecer Cássio? Não dá para não citar o goleiro do Timão como um dos heróis da classificação, por ter feito uma defesa espetacular por volta da metade do segundo tempo. Falta para o Timão na ponta direita, bola alçada na área e Prass afastou de soco; a bola chegou na intermediária, para o lateral Alessandro, que rebateu para frente, mas teve seu chute interceptado por Diego Souza. Até aí parece um lance normal e comum, mas o que tornou a jogada incrível foi o seu desfecho. Diego Souza retomou a bola, ainda no campo de defesa, cruzou a linha divisória, e incrivelmente, o sólido e consistente Corinthians não tinha nenhum jogador de linha no campo defensivo, e o meio-campista vascaíno avançou, avançou e avançou, até chutar rasteiro no canto esquerdo, e o goleiro corintiano, com um toque salvador, tranqüilizou o coração dos corintianos. Claro, que apenas momentaneamente, pois no lance seguinte, Nilton aproveitou cobrança de escanteio e carimbou o travessão de cabeça. Nesse momento, a torcida corintiana presente ao Pacaembu respirou aliviada. Tite, nesse momento também estava junto do bando de loucos. Expulso no início da segunda etapa, o técnico passou o restante do tempo assistindo a partida no meio da torcida. E aos 43 minutos da segunda etapa, quando a cabeçada de Paulinho cruzou a linha final, ele comemorou literalmente como torcedor, pulando e abraçando o primeiro cidadão que estava ao seu lado.

Resumindo, tivemos 180 minutos de um grande duelo, entre duas equipes pra lá de homogêneas. Isto é, equipes que não são dependentes de um ou dois jogadores, equipes difíceis de se destacar o craque, o cara, o decisivo. Talvez Dedé seja o nome mais perto desse patamar, e mesmo sem ele, o Vasco se postou bem defensivamente durante o confronto.

Se o Santos se classificar nesta quinta diante do Vélez, teremos Santos x Corinthians na semi, mas se os argentinos ganharem, o Timão enfrenta La U ou Libertad. O número de times vai diminuindo, e cada vez mais, cresce o tamanho do sonho da imensa torcida corintiana: vencer a América!!!

Quarta-feira, Maio 23, 2012

EM JOGO DE POUCAS CHANCES, CLÉBER SANTANA, DE PÊNALTI, GARANTE VITÓRIA DO AVAÍ SOBRE O AZULÃO

Por Danilo Silveira


Depois de três anos consecutivos na Primeira Divisão do Brasileirão, o Avaí volta a disputar a Série B. Após empatar fora de casa na primeira rodada, em 2 a 2, com o Boa, a equipe catarinense fez sua estréia em casa, na competição. E os torcedores presentes à Ressacada viram um duelo com poucas chances de gol, com o Avaí dominando o jogo quase todo e vencendo o São Caetano por 1 a 0, com gol de pênalti, convertido por Cléber Santana.

O jogo

Avaí é melhor, mas não cria praticamente nenhuma chance de gol

A partida começou equilibrada, com as duas equipes se estudando e tentando achar a melhor maneira de atuar. Conforme os minutos se passavam, o duelo ia se desenhando. O Avaí tentava exercer pressão no São Caetano, que tentava não se encolher. Na parte ofensiva, o Azulão tinha a presença do veterano Somália, que tentava dar trabalho ao sistema defensivo do Avaí, que apresentou algumas falhas. Mesmo assim, o máximo que o atacante do time paulista conseguiu foi uma cabeçada no centro do gol, para fácil defesa do goleiro Diego, ex-Flamengo. Pelo lado do time da casa, cabe destaque a atuação de Cléber Santana, o melhor jogador da primeira etapa. Praticamente todas as jogadas passavam pelo pé do jogador, que mostrou muita qualidade no toque de bola. O atacante Robinho também apareceu bastante, tentando algumas jogadas, mas sem muito sucesso.Os minutos se passaram e na segunda metade da etapa inicial, o São Caetano se encolheu e mais defendeu que atacou, mas apesar disso, não viu seu adversário criar nenhuma chance de maior perigo.

Cléber Santana marca de pênalti e dá vitória ao time que melhor atuou

O técnico do Avaí, Hemerson Maria, voltou para a segunda etapa com Diego Orlando na vaga de Aelson, enquanto Márcio Araújo não mexeu no São Caetano. E os 45 minutos finais começaram de maneira equilibrada. Nenhuma equipe conseguia exercer uma pressão no adversário e o 0 a 0 persistia. Aos 15 minutos, em uma falta cobrada em dois tempos pela ponta direita, Pirão, do Avaí, acertou a trave esquerda do goleiro Luis. Aliás, o volante da equipe da casa subiu de produção na segunda etapa, enquanto Cléber Santana voltou sumido. Mas o meio campista reapareceu aos 24 minutos para fazer o gol do jogo, cobrando pênalti. Penalidade essa que foi originada por uma falha de Wagner, que saiu jogando errado, e na seqüência, Gabriel trombou com Capixaba e o árbitro assinalou a infração. Minutos depois do gol, Hemerson Maria, que havia lançado Palinha na vaga de Robinho, aos 17, colocou Laércio em campo, na vaga de Felipe Alves, que buscou bastante o jogo. E o Azulão precisou ficar atrás no marcador para sair mais para o ataque. Aos 30, o goleiro Diego trabalhou, ao defender um chute da ponta esquerda. Vendo sua equipe em desvantagem, Márcio Araújo, que havia lançado Aílton na vaga de Marcelo Costa aos 20, mexeu duplamente aos 33, colocando Leandrão e Geovane, sacando Somália e Anselmo. Mas foi o Avaí quem seguiu mais equilibrado e mais bem postado em campo e assim, o Azulão não conseguiu exercer pressão nos minutos finais e saiu derrotado de campo.