quinta-feira, junho 22, 2017

EM JOGO DE ALTA INTENSIDADE, CAMARÕES E AUSTRÁLIA EMPATAM

Por Danilo Silveira

Pode ter faltado um pouco de qualidade técnica, mas sobrou disposição na cidade de São Petersburgo nesta quinta-feira. Camarões e Austrália protagonizaram em jogo bem corrido, de boa intensidade, com as duas equipes buscando o ataque quase o tempo todo. Apesar disso, não foi uma partida de tantas chances de gol assim. Faltava o ajuste no passe, a qualidade no drible, o algo a mais para transformar um campo ofensivo povoado em oportunidade de gol. 

Camarões saiu na frente nos acréscimos da primeira etapa. Um lançamento do campo defensivo parecia buscar Aboubakar, só que o camisa 10 não conseguiu alcançar a bola, mas Zambo Anguissa leu muito bem a jogada, saiu em disparada para a bola, chegando na frente de Degenek e dando um belo toque para encobrir o goleiro Matthew Ryan e estufar as redes.

A segunda etapa começou com a Austrália melhor. Os comandados de Ange Postecoglou conseguiam exercer uma pressão sobre os camaroneses em busca do empate. Só que aos 11 minutos foi Camarões quem quase chegou ao segundo gol. Bela jogada pela ponta direita e cruzamento para Aboubakar, que bateu rasteiro e viu a bola sair quase triscando a trave direita. Para Camarões, pior que não ampliar o marcador foi sofrer o empate três minutos mais tarde.  Aos 14, Gersbach foi derrubado por Mabouka pela esquerda da grande área. Penâlti assinalado e convertido por Milligan. Após o empate, a pressão australiana diminuiu e o jogo novamente começou a ficar "lá e cá" Só que por volta dos 30 minutos, a Austrália parece ter cansado fisicamente. Camarões passou a dominar as ações ofensivas, a girar a bola com maior qualidade. Talvez a seleção africana até merecesse os três pontos na partida por tido sido um pouco superior ao seu oponente, mas no final das contas, a partida acabou sem um vencedor.

Com uma derrota e um empate na competição, Camarões e Austrália ficaram em situação bem delicada na classificação do grupo B. N última rodada, os africanos pegam a Alemanha, enquanto a seleção da Oceania enfrentam o Chile. Para conseguir a classificação, só uma vitória, e possivelmente, por mais de um gol de diferença.

DE VIRADA E COM EMOÇÃO ATÉ O FIM, MÉXICO VENCE NOVA ZELÂNDIA

Por Danilo Silveira


Quem assistiu Rússia x Nova Zelândia e México x Portugal, em jogos válidos pela primeira rodada, provavelmente imaginou que o México conseguiria na rodada seguinte uma vitória tranquila diante da Nova Zelândia. De fato, o México venceu a Nova Zelândia, mas a palavra tranquilidade passou bem longe do dicionário mexicano nesta quarta-feira.

Se o evento é considerado um evento teste para o país sede, também parece ser um evento teste para o treinador da seleção mexicana, Juan Carlos Osório. Isso porque ele trocou oito jogadores da estreia para o duelo contra a Nova Zelândia. E o efeito no quesito qualidade de futebol apresentado foi muito ruim. O time bem estruturado, que se apresentou bem na estreia, deu lugar a um time pouco criativo, com muitas dificuldades de evoluir ofensivamente, e ainda, sofrendo na parte defensiva.

A proposta de explorar os flancos com Damm pela direita e Aquino pela esquerda parecia bem definida e os dois até imprimiam velocidades por esses setores, mas de forma geral faltava organização ao time. A Nova Zelândia, por sua vez, mostrou-se bem corajosa na primeira etapa. A equipeavançou a marcação, gerou desconforto à parte defensiva mexicana e conseguiu passar boa parte do tempo sem ser pressionada. E quanto mais perto chegava o intervalo, mais as coisas ficavam boas para os neo zelandeses e ruins para os mexicanos. Aos 32, Osorio perdeu o zagueiro Salcedo por lesão, tendo que gastar uma substituição: Hector Moreno foi para o jogo. Para piorar a situação mexicana, aos 41, falha na saída de bola e Wood abriu o marcador para a Nova Zelândia.

O segundo tempo começou da forma que era imaginado. O México veio para cima em busca do empate. Aquino parou no goleiro Marinovic, Giovani dos Santos chutou por cima. Em menos de dez minutos o México criou mais que na primeira etapa inteira. Só que a Nova Zelândia não abdicou de atacar. Aos 7, Wood teve ótima chance de ampliar, em falha de posicionamento do sistema defensivo mexicano, mas acabou falhando na hora de driblar o goleiro Talavera. Dois minutos mais tarde, o México chegou ao empate, em bela finalização de Jiménez.

O panorama do jogo se tornou interessante.Cabe destacar aqui que do intervalo para a segunda etapa, Osorio mexeu mais uma vez no time, lançando Alanis na vaga de Hector Herrera, ficando portanto, com somente mais uma mexida por fazer. Vela, Chicharito e Guardado estavam no banco de reservas, três boas opções ofensivas. Pois Osorio surpreendeu, lançando o zagueiro Rafa Márquez na vaga de Hector Moreno. Sim, Hector Moreno é o mesmo zagueiro que havia entrado na vaga do contundido Salcedo. Algum tipo de lesão poderia explicar a mexida, mas a princípio, não foi esse o critério.

Talvez o México não tenha feito tanto para merecer a virada, mas ela veio aos 26. Aquino, a melhor opção ofensiva do México no jogo, fez boa jogada pela esquerda e serviu Peralta, que chutou de primeira para o fundo das redes. Seria então o gol da tranquilidade? Nem tanto! O jogo ganhou contornos dramáticos no final. A Nova Zelândia se abriu em busca do empate. O México ganhou o contra-ataque, até chegou perto de ampliar, mas não o fez. Quando o apito final estava perto, veio um lance daqueles que não foi gol, mas todo mundo que assistiu o jogo acaba comentando. O camisa 14 da Nova Zelândia, Ryan Thomas, emendou um belíssimo chute, que acertou a divisão da trave esquerda com o travessão. O empate neo zelandês não veio por centímetros.

Uma atuação boa e outra ruim. Esse é o resumo da participação mexicana até aqui. O elenco parece ter material humano suficiente para conseguir jogar bem daqui para frente na competição. Já pelo lado da Nova Zelândia, podemos destacar que a atuação da equipe contra os mexicanos foi muito superior em relação à estreia contra a Rússia.




quarta-feira, junho 21, 2017

COM GOL DE CRISTIANO RONALDO, PORTUGAL BATE A RÚSSIA.

Por Danilo Silveira

Depois de empatar na estreia contra o México, Portugal conseguiu sua primeira vitória na Copa das Confederações, ao vencer a Rússia por 1x0, na tarde desta segunda-feira, em Moscou, com gol de Cristiano Ronaldo.

A partida começou com total domínio português. A equipe comandada por Fernando Santos demonstrava muito mais vocação ofensiva do que na estreia contra o México. A superioridade na atuação logo se deu também na parte numérica do placar. Aos 7 minutos, Raphael Guerreiro cruzou da esquerda e Cristiano Ronaldo apareceu no segundo pau, livre de marcação, para cabecear e abrir o marcador. Por sinal, Cristiano Ronaldo teve uma atuação muito boa na tarde de hoje. Foi muito mais participativo ao longo dos 90 minutos do que de costume. Flutuou pelos lados, jogou pelo meio, e confundiu bastante a marcação russa, que por sinal, não conseguiu atuar muito bem na primeira etapa. Portugal poderia ter aumentado o placar pelo volume de jogo apresentado. Quase conseguiu em belíssima jogada de Cristiano pela ponta direita, mas Akinfeev parou o chute efetuado pelo camisa 7 após belo drible em um marcador. Resumindo a primeira etapa: domínio absoluto português e vitória momentânea mais que merecida.

Só que a Rússia voltou com outra postura para a segunda etapa. O meio-campo já conseguia fazer a transição para o campo ofensivo com mais qualidade e com maior frequência. Portugal passou a contra-atacar com intensidade e o resultado disso tudo foi um jogo "lá e cá". O duelo ficou bem mais interessante de se assistir. Verdade seja dita, a Rússia não conseguiu criar quase chance nenhuma efetivamente, enquanto Portugal assustava e parecia muito mais perto de ampliar o marcador. Mas ver um dos times com vitória mínima no placar e o adversário rondando a área a todo instante dá uma emoção a mais ao confronto. No fim das contas, o segundo tempo movimentado acabou sem gols. A cabeçada de Cristiano logo aos 7 minutos de jogo
definiu o placar do duelo, colocando Portugal muito perto da classificação.

Na última rodada, a equipe enfrenta a Nova Zelândia, já eliminada. A Rússia, por sua vez, enfrenta o México. Se vencer se classifica, se perder está eliminada. Se empatar, só se classifica com uma derrota de Portugal para os neo zelandeses.