quinta-feira, janeiro 22, 2015

BARÇA VENCE ATLETICO E GARANTE VANTAGEM PARA O JOGO DA VOLTA.

Por Danilo Silveira

A rivalidade entre Atlético de Madrid e Barcelona ficou mais exposta na última temporada, onde as equipes disputaram as quartas de final da Champions League e o jogo que decidiu o título do Campeonato Espanhol, na rodada derradeira. Em ambos os duelos, o time madrilenho conseguiu resultados positivos e expressivos: avançou à semi do torneio continental e sagrou-se campeão nacional.


Nesta quarta-feira, as duas equipes iniciaram um novo duelo, dessa vez pelas quartas-de-final da Copa do Rei. E o primeiro dos dois jogos aconteceu no Camp Nou. Apoiado pela sua torcida, o Barcelona foi superior durante todos os 90 minutos, sendo coroado apenas nos minutos finais, quando Lionel Messi anotou o gol único do confronto.

Olhando para o começo do jogo, parecia que o Barcelona iria rapidamente abrir o placar. A equipe de Luis Enrique empurrava o adversário para o campo de defesa e mantinha a posse de bola, girando de um lado para o outro, buscando o melhor caminho para chegar à meta adversária. A primeira boa chance aconteceu em chute de média distância de Neymar, defendido no canto esquerdo pelo goleiro esloveno, Jan Oblak. Aos poucos, a equipe de Simeone foi conseguindo diminuir a intensidade de jogo imposta pelo Barcelona, amornando o confronto.

A posse de bola de 70% ao término da primeira etapa, talvez possa sugerir que o Barcelona tenha criado inúmeras chances de gol, mas não foi bem assim. Mas, se não conseguiu produzir muito no ataque, também não levou sufoco atrás. Fernando Torres e Griezmann não ofereceram quase nenhum perigo à defesa catalã, sendo Ter Stegen quase um espectador privilegiado à frente da meta do Barça.

Veio a segunda etapa e a partida continuou na mesma tônica. O Barcelona tinha a bola e o Atlético de Madrid mais se preocupava em defender do que atacar. Nem a entrada de Mandzukic na vaga de Torres melhorou o poder ofensivo da equipe. Acredito que tal postura do time madrilenho tenha sido adotada mais por imposição adversária do que propriamente por escolha. A equipe até tentava descer em velocidade, mas logo era contida pela marcação do time da casa. As duas linhas defensivas, com quatro homens cada, formada pelo Atlético de Madrid, por pouco não passaram intransponíveis no jogo. O gol saiu somente aos 39 minutos. Busquets foi derrubado dentro da área e o senhor José González assinalou a penalidade corretamente. Messi cobrou no canto esquerdo e Jan Oblak fez a defesa, mas no rebote, o argentino, camisa 10 e melhor jogador do mundo aproveitou para balançar as redes e dar á vitória e a vantagem para o jogo da volta à sua equipe.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

BAILE SAUDITA!

Por Danilo Silveira

Com uma atuação maiúscula, a Arábia Saudita conseguiu seus primeiros pontos na Copa da Ásia, ao derrotar por 4 x 1 a Coreia do Norte. Como as duas seleções haviam perdido na estreia, o duelo poderia ser encarado como sendo de vida ou morte, já que aquele que saísse derrotado, não mais dependeria das próprias pernas para seguir adiante na competição.

E o jogo começou com as duas equipes buscando o ataque. O número elevado de faltas no início fez com que a partida parasse bastante, contribuindo de forma negativa para a beleza do espetáculo. Logo aos 15 segundos, Il-Gwan Jong entrou de carrinho em Omar Hawsawi e levou cartão amarelo.

A primeira chegada ao ataque de maior destaque aconteceu pelo lado coreano. Hyon-Jin Sim arriscou de fora, obrigando Waleed Abdullah a fazer boa defesa no canto direito. No lance subsequente, o goleiro saudita novamente defendeu sua pátria de maneira positiva, dessa vez impedindo que uma cabeçada tomasse o rumo das redes. E o camisa um saudita foi cada vez mais aparecendo no jogo. Aos 10 minutos ele defendeu chute de Kwang-Ryong Pak, mas nada pôde fazer no rebote, aproveitado por Yong-Gi Ryang: 1 x 0 para a Coreia do Norte.

Até então, a atuação da Arábia Saudita não tinha nenhum ingrediente que a tornasse nem perto do brilhante. Nada que merecesse maiores comentários. No entanto, o time parece ter acordado com o gol sofrido. Naif Hazazi quase empatou em bonita cabeçada, que fez a bola passar a centímetros da trave esquerda de Myong-Guk Ri. O tempo foi avançando e os sauditas foram descobrindo que o jogo poderia fluir de maneira interessante pela ponta esquerda de ataque. Jogadores de verde passaram a atuar constantemente por essa faixa de campo. E foi por ali que nasceu o primeiro gol saudita. Por sinal, um belo gol. A bola passou pelos pés de Salem Al Dawsari, Mohammad Al Sahlawi e Nawaf Al Abid antes de chegar até Naif Hazazi, que dessa vez estufou as redes adversárias, se redimindo do pênalti perdido na estreia, contra a China.

E do gol em diante, a Arábia Saudita foi dona do jogo. Poderia ter virado o placar ainda na primeira etapa, em jogadaça de Nawaf Al Abid, que dominou no peito, de costas para o gol, girou o corpo com a bola no ar e emendou para boa defesa de Myong-Guk Ri.

A segunda etapa começou com a mesma tônica a qual terminou o primeiro tempo. Os comandados do romeno Cosmin Olăroiu povoavam o campo ofensivo, rodavam a bola com qualidade e envolviam completamente os coreanos. E aos poucos foi ficando nítido quem seria o cara do partida: Mohammad Al Sahlawi. Aos quatro minutos, ele recebeu cruzamento da direita e cabeceou por cima. No entanto, pagaria o gol perdido com juros e correção monetária. Logo em seguida, aos seis, ele apareceria na área para completar cruzamento da esquerda e virar o jogo. E dois minutos mais tarde, ele aproveitaria lambança de Song-Hyok Jang, que se atrapalhou em saída de bola, para completar ao gol vazio.

O autêntico camisa 10! Sempre presente nas jogadas ofensivas, dono da intermediária de ataque, mas também caindo pela ponta esquerda e invadindo a área. Sob o comando de Mohammad Al Sahlawi, a Arábia Saudita praticava um belo futebol em Melbourne. E o Hat-trick (três gols do mesmo jogador em um único jogo) poderia ter saído aos 25, mas ele errou uma conclusão cara a cara com o goleiro coreano. Está perdoado! Logo depois, deixou o campo para a entrada de Taisir Al Jassim.

E mesmo sem o seu camisa 10, a Arábia Saudita continuou o show. Salem Al Dawsari foi fazendo fila pela esquerda de ataque e finalizou de cavadinha, por cima do goleiro, acertando o travessão, e por pouco não anotando um golaço. Na sequência do lance, a bola acabou tocando na mão de Yon-Jick Lee, que estava com o braço estendido. O árbitro de Omã, Abdullah Al Hilali, assinalou o pênalti corretamente e expulsou o jogador coreano. Nawaf Al Abid perdeu a cobrança, mas fez o gol na sequência, de carrinho, depois da bola tocar no goleiro Myong-Guk Ri e nas duas traves. Talvez seja a sorte ajudando aqueles que contribuem com a beleza do espetáculo: 4 x 1.

Até onde vai a Arábia Saudita nessa edição da Copa da Ásia, só o tempo vai dizer. Mas o certo é que a atuação desta quarta-feira ficará eternizada na história do torneio. Com o resultado do outro jogo da chave (Uzbequistão 1 x 2 China), a Coreia do Norte está eliminada e enfrenta a já classificada China no domingo apenas para cumprir tabela. Já a Arábia Saudita decide sua classificação contra o Uzbequistão, também no domingo. Um empate coloca os sauditas nas quarta de final.

sábado, janeiro 10, 2015

COREIA DO SUL TOMA SUSTO, MAS DERROTA OMÃ NA ESTREIA

Por Danilo Silveira

Coreia do Sul e Omã travaram um interessante duelo no Canberra Stadium, válido pelo grupo A da Copa da Ásia. Era a estreia das duas seleções na competição. Pela maior tradição no futebol, talvez pudesse se acreditar em uma vitória fácil dos coreanos. De fato, a vitória veio, mais facilidade não é bem a palavra que melhor traduz o que se viu nos 90 minutos.


Comandada pelo alemão Uli Stielike, que substituiu Myung-Bo-Hong após a Copa do Mundo de 2014, a Seleção Coreana iniciou o confronto tentando estabelecer uma pressão para cima da Seleção de Omã. E por pouco não abriu o placar nos minutos iniciais em duas oportunidades: Na primeira o goleiro Ali Al Habsi defendeu chute de média distância, no canto direito. Na segunda, o travessão acabou surgindo como empecilho. O domínio coreano foi cessando e Omã começou a se soltar em campo, arriscando com maior frequência algumas investidas ao ataque. E quando o panorama apontava para um primeiro tempo sem gols, Young-Cheol Cho apareceu de carrinho para aproveitar um rebote oferecido por Ali Al Habsi e estufar as redes de Omã: 1 x 0.

O gol antes do intervalo parece ter trazido tranquilidade aos coreanos para a segunda etapa. A equipe voltou dominando a partida, com um bom toque de bola no campo ofensivo. O segundo gol parecia questão de tempo. E teria ele saído se Ali Al Habse não tivesse aparecido de forma espetacular ao defender cabeçada a queima roupa. Apesar das limitações apresentadas, a Seleção de Omã, comandada pelo francês Paul le Guen, se defendia bravamente e o placar cismava em permanecer intacto. Um resultado que parecia estar sendo construído de maneira tranquila pelos coreanos, acabou se tornando um drama nos minutos finais. Omã se lançou ao ataque e conseguiu dar certo trabalho ao sistema defensivo adversário. O ápice do jogo acabou sendo nos acréscimos, quando após escanteio cobrado da direita, Emad Al Hosani apareceu no primeiro pau, cabeceou forte e obrigou Jin-Hyeon Kim a fazer uma defesa sensacional, rebatendo a bola, que caprichosamente ainda tocou o travessão coreano e não entrou.

Com doses fortes de emoção, a Coreia do Sul conseguiu largar com o pé direito na busca por um título que não vem desde 1960.