sábado, setembro 13, 2014

EM BELO JOGO NO EMIRATES, ARSENAL E MANCHESTER CITY EMPATAM

Por Danilo Silveira

Arsenal e Manchester City fizeram o melhor jogo que eu assisti após a Copa do Mundo 2014. Pela quarta rodada do Campeonato Inglês, as duas equipes empataram em 2 x 2 no Emirates. Foi um dia que marcou estreias. Pelo lado do City, Frank Lampard fazia seu primeiro jogo depois de anos de serviços prestados ao Chelsea. Do outro lado, o atacante Welbeck, ex Manchester United, vestia pela primeira vez a camisa dos Gunners. E foi dos pés dele que veio a primeira grande oportunidade do Arsenal. No entanto, o chute que encobriu o goleiro Joe Hart, caprichosamente beijou a trave direita. Seria um merecido prêmio ao Arsenal, que fazia uma atuação muito convincente, focada no ataque.

Só que foi o City quem abriu o marcador, aos 27, em um lance onde contou com muita sorte. Em uma dividida no meio-campo entre Flamini e Aguero, a bola sobrou para Navas, aberto na ponta direita, livre de marcação. Ele avançou até cruzar para o próprio Aguero abrir o marcador. Apesar do brilhante primeiro tempo, o Arsenal ia para o intervalo atrás no marcador. Mas o tempo se encarregaria de premiar a boa atuação da equipe de Wenger.

E os dois gols da virada vieram com a mesma beleza com a qual o time londrino atuava. O primeiro em uma grande finalização de Wilshere, pela ponta direita da área. O segundo, aos 28 minutos, foi uma pintura mais bonita ainda. Alexis Sánches, que vem acumulando boas atuações no Arsenal, recebeu passe de cabeça e emendou de primeira, antes da bola tocar o solo, no canto esquerdo alto de Hart. Indefensável! É legal quando o futebol premia quem merece. O coletivo do Arsenal merecia a virada e Wilshere e Sánches foram dois dos melhores jogadores em campo.

O lance mais feio do confronto aconteceu aos 35 minutos, quando Debuchy se machucou sozinho e caiu agonizando de dor. Saiu na maca após longo atendimento, o que foi um indício que a contusão no tornozelo foi séria. Chambers entrou para substituir o lateral direito titular do Arsenal. E dois minutos depois foi a vez do futebol premiar o Manchester City, que apesar de não ter feito uma atuação tão vistosa como o Arsenal, mostrou força defensiva e não abdicou do ataque. Demichelis, de cabeça, empatou a partida. E o City cresceu nos minutos finais dando indícios de que teríamos uma revirada no marcador. Mas a trave por duas vezes, e o impedimento assinalado corretamente quando Nasri balançou as redes, evitaram.

Hoje, mais uma vez, tive reforçada a minha admiração pelo Campeonato Inglês, o que eu mais tenho gosto de assistir.


sábado, agosto 16, 2014

COM GOL NOS ACRÉSCIMOS, ARSENAL LARGA COM O PÉ DIREITO NO INGLÊS

Por Danilo Silveira


Diante de muitas expectativas, o Arsenal estreou na temporada 2014-2015. Três dias antes do jogo de ida contra o Besiktas, pela Pré Liga dos Campeões, os Gunners receberam o Crystal Palace, no Emirates.
Mudou a temporada, mas algumas coisas continuaram até aqui, intactas. O Arsenal conseguiu uma daquelas vitórias com a marca do Arsenal. Aquele jogo em que parece que a vitória não vem, mas no final das contas dá tudo certo.

Hangeland abriu o marcador para o Crystal Palace na primeira etapa, apesar do amplo domínio do Arsenal no jogo. E quando parecia que o time de Arsene Wenger iria para o intervalo perdendo, Koscielny foi lá e empatou a partida de cabeça, em posição duvidosa (me pareceu em impedimento).  Cabe destacar que quem cobrou a falta para o zagueiro empatar o jogo foi Alexis Sánchez. O chileno fazia sua estreia com a camisa do Arsenal. Não fez um grande jogo, errou muito, mas foi bem participativo, mostrando que pode ser uma boa válvula de escape para a equipe.

Veio a segunda etapa e o Arsenal rodava a bola, procurava espaços no campo ofensivo para penetrar na zaga adversária. Acontece que o Crystal Palace jogava muito fechado, dificultando a vida dos Gunners. Wenger começou a mexer na equipe. Primeiro trocou o lateral-esquerdo Gibbs por Monreal, da mesma posição. Depois, fez uma troca de centroavantes: Sanogo deu lugar a Giroud. As mexidas, no entanto, não acrescentaram muita coisa ao time, que continuou enfrentando muitas dificuldades para romper o bloqueio da equipe de Keith Millen.

Por fim, Wenger decidiu tornar o time mais ofensivo. Wilshere dava lugar a Chamberlain. O campo de ataque estava povoado, o Arsenal tinha a bola, mas parecia faltar profundidade. Os minutos foram se passando e o Crystal Palace não se abria. A equipe até tentava algumas investidas ao ataque, mas no geral a proposta era muito defensiva. Por sinal, cabe destacar que Chamakh, ex-Arsenal, atuava na equipe do Palace, mas não de centroavante. Com a camisa 29, o marroquino era o homem mais avançado do meio-campo.

Os 45 minutos estavam chegando ao fim e o árbitro Jonathan Moss indicou cinco minutos de acréscimos. Uma forte entrada de Puncheon em Monreal rendeu o segundo cartão amarelo e consequente expulsão do meio-campista do Crystal Palace. Era um fator positivo para o Arsenal. Teria a equipe de Wenger alguns minutos com um homem a mais. Instantes depois, aos 45, saiu o gol que trouxe a alegria ao Emirates. Debuchy chutou, Speroni deu rebote e Ramsey completou para as redes, dando ao Arsenal a primeira vitória na promissora temporada.


Talvez na história recente do Arsenal essa seja a temporada que inicia de forma mais promissora. O clube abriu os cofres, Wenger foi às compras! Trouxe Sánchez, Debuchy, Ospina e Chambers. E possivelmente ainda trará mais gente se a equipe passar pelo Besiktas e chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. O Arsenal dá indícios de que fará uma belíssima temporada. 

Por sinal, cabe destacar que a volta dos campeonato europeus deram uma bela animada no futebol. Estavam fazendo falta desde o término da Copa do Mundo.

NEWELLS ESBARRA NO GYMNASIA E NÃO CONSEGUE MANTER 100%

Por Danilo Silveira

Depois de vencer o Boca Juniors na Bombonera na estreia do Campeonato Argentino, o Newells Old Boys recebeu o Gimnasia no Coloso del Parque para tentar manter os 100%. No entanto, a equipe comandada por Gustavo Raggio criou poucas chances de gol e acabou empatando em 1 x 1.


O duelo começou e logo ficou nítido a proposta de ambas as equipes. O NOB valoriza a posse de bola enquanto o Gimnasia se posicionava todo atrás da linha da bola para tentar impedir que o adversário avançasse para dentro do seu campo. Acontece que a posse de bola do NOB não era aquela envolvente e ofensiva, que culmina na criação de chances de gol. Era sim aquela posse defensiva, passando constantemente entre os zagueiros. O time encontrava dificuldades para avançar e quando tentava acabava parando na marcação adversária.

O panorama da partida culminou em um duelo com raríssimas chances de gol. Cabe destacar que o Gimnasia mostrou-se muito faltoso na primeira parte do jogo. Aos 25 minutos, por exemplo, a equipe já havia feito oito infrações. O atacante Scocco, recém-repatriado pelo Newells, cabeceou à esquerda do gol defendido por Monetti após cruzamento da esquerda. Foi uma das raras oportunidades na primeira etapa. O mesmo Scocco protagonizou ainda na primeira etapa uma cena lamentável, ao cuspir na nuca de Barsottini, de forma totalmente antidesportiva. As câmeras mostraram os dois jogadores recebendo cartão amarelo. Provavelmente o árbitro não visualizou a cusparada e viu apenas algum tipo de desentendimento entre os dois atletas. Lamentável!

Veio a segunda etapa e o gol do Newells não demorou muito a sair. Aos dois minutos o garoto Tévez, de apenas 17 anos, cruzou da direita e Figueroa (que entrou na primeira etapa na vaga do contundido Villalba) cabeceou acertando a trave direita e no rebote Maxi Rodríguez chutou para estufar as redes. Era o gol que premiava uma equipe, que mesmo sem fazer uma partida brilhante, presava pela posse de bola e tentava o ataque.

Abria-se, portanto, um caminho muito promissor para o Newells dentro do jogo. Atrás no duelo, o Gimnasia provavelmente sairia mais para o ataque oferecendo espaços para o contra-ataque. Acontece que não demorou muito tempo para os visitantes empatarem o confronto. Aos 13, após cruzamento da direita, Barsottini executou forte cabeçada para colocar tudo igual no marcador. Por ironia, o mesmo jogador que levou a cusparada de Scocco. Talvez uma espécie de sanção aplicada pelos deuses do futebol à falta de fair-play do jogador do Newells. O Gimnasia, depois de conseguir empatar o jogo diante do River na estreia, conseguia o mesmo feito diante do Newells.

A partir desse momento, os visitantes passaram a ser melhor no confronto, sendo um time mais ofensivo do que havia sido durante todo o primeiro tempo. Demorou alguns minutos para o NOB voltar a dominar o jogo, manter a posse e estudar a melhor forma de chegar ao campo ofensivo e criar chances de gol. O tempo foi se passando e o gol parecia distante para ambos. Aos 45, o Gimnasia perdeu Quiroga, expulso em decorrência do segundo cartão amarelo. O Newells ganhava alguns minutos com um homem a mais para tentar chegar ao gol. No entanto, o 1 x 1 persistiu e ambas equipes seguem invictas no torneio.


O Gimnasia me pareceu um time que mesmo sem ser brilhante, vai ser daqueles que vai dar muito trabalho para gigantes. Aliás, já na estreia arrancou um ponto do atual campeão River Plate. Já o Newells pareceu um time bem arrumado, que ainda tem muito que evoluir e pode brigar forte pelo título.

PS: Cabe ainda destacar que Tatá Martino, novo técnico da Seleção Argentina, encontrava-se no estádio acompanhando a partida.