domingo, outubro 12, 2014

NA RAÇA, FLAMENGO DERROTA O LÍDER CRUZEIRO NO MARACANÃ

Por Danilo Silveira

Empurrado pelo seu torcedor e com uma atuação baseada na raça, o Flamengo conseguiu um belo resultado diante do poderoso e líder Cruzeiro, no Maracanã: 3 x 0. Não podemos dizer que o time de Vanderlei Luxemburgo teve uma atuação de gala, mas foi melhor do que em outros jogos recentes. 
Do outro lado, o Cruzeiro, mesmo levando em conta os desfalques de Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, deixou a desejar.

O primeiro tempo foi fraco, com as duas equipes pouco conseguindo criar na parte ofensiva. O único gol saiu em falha do zagueiro Dedé, que após cruzamento da direita, cortou mal, empurrando a bola para dentro das próprias redes. Fora o gol contra, a melhor chance foi cruzeirense, com Marcelo Moreno, que conseguiu errar o gol em cabeçada executada mais ou menos a dois metros do gol.

Veio a segunda etapa e o Cruzeiro voltou melhor, mais incisivo, pressionando, adiantando a marcação. E quando a equipe mineira estava em seu melhor momento no jogo, foi quando o Flamengo  decidiu o duelo. Canteros aproveitou falha dupla do zagueiro Manoel e do goleiro Fábio e chutou para o gol vazio. Pouco depois, Gabriel apareceu na área cruzeirense para completar cruzamento de Alecsandro e fechar  a conta.

Podemos dizer que o Flamengo jogou menos do que os 3 x 0 em cima do fantástico Cruzeiro sugerem. Mas, sem dúvida, uma vitória a ser muita comemorada; novamente a equipe consegue se afastar de maneira considerável do Z4. Para o Cruzeiro, o ônus da derrota pode ser minimizado, pois o São Paulo (vice líder até o início da rodada) também perdeu. O Inter venceu e assumiu a vice liderança novamente. Mesmo assim, o Cruzeiro ainda segue seis pontos na frente, faltando dez jogos para o término do campeonato.


Mesmo vivendo um período sem ser dos melhores em termos de resultados, acredito que o Cruzeiro vencerá o Brasileirão sem maiores sustos. Enquanto o Flamengo conseguirá não ser rebaixado sem maiores complicações. Porém, muita coisa deve ser revista na Gávea, para que em 2015 o Flamengo possa fazer um ano bem melhor. Para começar a revisão, digo que não manteria Vanderlei Luxemburgo, o atual treinador.  Para citar apenas um entre alguns motivos, digo que Luxemburgo, em 2011-2012,  para mim, foi o principal responsável pelo Flamengo não ter obtido resultados
melhores.

sábado, setembro 13, 2014

EM BELO JOGO NO EMIRATES, ARSENAL E MANCHESTER CITY EMPATAM

Por Danilo Silveira

Arsenal e Manchester City fizeram o melhor jogo que eu assisti após a Copa do Mundo 2014. Pela quarta rodada do Campeonato Inglês, as duas equipes empataram em 2 x 2 no Emirates. Foi um dia que marcou estreias. Pelo lado do City, Frank Lampard fazia seu primeiro jogo depois de anos de serviços prestados ao Chelsea. Do outro lado, o atacante Welbeck, ex Manchester United, vestia pela primeira vez a camisa dos Gunners. E foi dos pés dele que veio a primeira grande oportunidade do Arsenal. No entanto, o chute que encobriu o goleiro Joe Hart, caprichosamente beijou a trave direita. Seria um merecido prêmio ao Arsenal, que fazia uma atuação muito convincente, focada no ataque.

Só que foi o City quem abriu o marcador, aos 27, em um lance onde contou com muita sorte. Em uma dividida no meio-campo entre Flamini e Aguero, a bola sobrou para Navas, aberto na ponta direita, livre de marcação. Ele avançou até cruzar para o próprio Aguero abrir o marcador. Apesar do brilhante primeiro tempo, o Arsenal ia para o intervalo atrás no marcador. Mas o tempo se encarregaria de premiar a boa atuação da equipe de Wenger.

E os dois gols da virada vieram com a mesma beleza com a qual o time londrino atuava. O primeiro em uma grande finalização de Wilshere, pela ponta direita da área. O segundo, aos 28 minutos, foi uma pintura mais bonita ainda. Alexis Sánches, que vem acumulando boas atuações no Arsenal, recebeu passe de cabeça e emendou de primeira, antes da bola tocar o solo, no canto esquerdo alto de Hart. Indefensável! É legal quando o futebol premia quem merece. O coletivo do Arsenal merecia a virada e Wilshere e Sánches foram dois dos melhores jogadores em campo.

O lance mais feio do confronto aconteceu aos 35 minutos, quando Debuchy se machucou sozinho e caiu agonizando de dor. Saiu na maca após longo atendimento, o que foi um indício que a contusão no tornozelo foi séria. Chambers entrou para substituir o lateral direito titular do Arsenal. E dois minutos depois foi a vez do futebol premiar o Manchester City, que apesar de não ter feito uma atuação tão vistosa como o Arsenal, mostrou força defensiva e não abdicou do ataque. Demichelis, de cabeça, empatou a partida. E o City cresceu nos minutos finais dando indícios de que teríamos uma revirada no marcador. Mas a trave por duas vezes, e o impedimento assinalado corretamente quando Nasri balançou as redes, evitaram.

Hoje, mais uma vez, tive reforçada a minha admiração pelo Campeonato Inglês, o que eu mais tenho gosto de assistir.


sábado, agosto 16, 2014

COM GOL NOS ACRÉSCIMOS, ARSENAL LARGA COM O PÉ DIREITO NO INGLÊS

Por Danilo Silveira


Diante de muitas expectativas, o Arsenal estreou na temporada 2014-2015. Três dias antes do jogo de ida contra o Besiktas, pela Pré Liga dos Campeões, os Gunners receberam o Crystal Palace, no Emirates.
Mudou a temporada, mas algumas coisas continuaram até aqui, intactas. O Arsenal conseguiu uma daquelas vitórias com a marca do Arsenal. Aquele jogo em que parece que a vitória não vem, mas no final das contas dá tudo certo.

Hangeland abriu o marcador para o Crystal Palace na primeira etapa, apesar do amplo domínio do Arsenal no jogo. E quando parecia que o time de Arsene Wenger iria para o intervalo perdendo, Koscielny foi lá e empatou a partida de cabeça, em posição duvidosa (me pareceu em impedimento).  Cabe destacar que quem cobrou a falta para o zagueiro empatar o jogo foi Alexis Sánchez. O chileno fazia sua estreia com a camisa do Arsenal. Não fez um grande jogo, errou muito, mas foi bem participativo, mostrando que pode ser uma boa válvula de escape para a equipe.

Veio a segunda etapa e o Arsenal rodava a bola, procurava espaços no campo ofensivo para penetrar na zaga adversária. Acontece que o Crystal Palace jogava muito fechado, dificultando a vida dos Gunners. Wenger começou a mexer na equipe. Primeiro trocou o lateral-esquerdo Gibbs por Monreal, da mesma posição. Depois, fez uma troca de centroavantes: Sanogo deu lugar a Giroud. As mexidas, no entanto, não acrescentaram muita coisa ao time, que continuou enfrentando muitas dificuldades para romper o bloqueio da equipe de Keith Millen.

Por fim, Wenger decidiu tornar o time mais ofensivo. Wilshere dava lugar a Chamberlain. O campo de ataque estava povoado, o Arsenal tinha a bola, mas parecia faltar profundidade. Os minutos foram se passando e o Crystal Palace não se abria. A equipe até tentava algumas investidas ao ataque, mas no geral a proposta era muito defensiva. Por sinal, cabe destacar que Chamakh, ex-Arsenal, atuava na equipe do Palace, mas não de centroavante. Com a camisa 29, o marroquino era o homem mais avançado do meio-campo.

Os 45 minutos estavam chegando ao fim e o árbitro Jonathan Moss indicou cinco minutos de acréscimos. Uma forte entrada de Puncheon em Monreal rendeu o segundo cartão amarelo e consequente expulsão do meio-campista do Crystal Palace. Era um fator positivo para o Arsenal. Teria a equipe de Wenger alguns minutos com um homem a mais. Instantes depois, aos 45, saiu o gol que trouxe a alegria ao Emirates. Debuchy chutou, Speroni deu rebote e Ramsey completou para as redes, dando ao Arsenal a primeira vitória na promissora temporada.


Talvez na história recente do Arsenal essa seja a temporada que inicia de forma mais promissora. O clube abriu os cofres, Wenger foi às compras! Trouxe Sánchez, Debuchy, Ospina e Chambers. E possivelmente ainda trará mais gente se a equipe passar pelo Besiktas e chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. O Arsenal dá indícios de que fará uma belíssima temporada. 

Por sinal, cabe destacar que a volta dos campeonato europeus deram uma bela animada no futebol. Estavam fazendo falta desde o término da Copa do Mundo.