segunda-feira, junho 26, 2017

APÓS PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO, ALEMANHA ESBANJA TÉCNICA NA SEGUNDA ETAPA E VENCE CAMARÕES

Por Danilo Silveira

Alemanha e Camarões fizeram um interessante confronto na tarde deste domingo, em Sochi. A seleção africana precisava vencer por 2 gols de diferença para ter chance de avançar, enquanto os alemães avançariam até com derrota por um gol de diferença.

A bola rolou e Camarões partiu para c
ima, buscando essa improvável classificação. A Alemanha, por sua vez, apresentava a qualidade que lhe é corriqueira, e uma paciência e maturidade de jogo invejável, principalmente se lembrarmos que o time alemão é basicamente formado por jogadores jovens.

O fato é que o duelo se tornou bastante interessante de se assistir, e muito bem jogado. Camarões tentava explorar a velocidade de Bassogog pelas pontas, enquanto o time alemão evoluía em bloco, auxiliado por um meio-campo extremamente técnico. A melhor chance de gol do primeiro tempo veio nos minutos finais, quando Zambo Anguissa aproveitou cruzamento da direita e finalizou para ótima defesa de Ter Stegen. Se a bola tivesse entrado, o jogo ganharia demais em emoção.

Na segunda etapa, a Alemanha fez valer sua maior qualidade técnica, e de forma natural, construiu sua vitória. Aos dois minutos, Demirbay recebeu belíssimo passe de calcanhar de Draxler, e de fora da área acertou um lindo chute, no alto do canto esquerdo de Ondoa: 1x0. Camarões era valente, lutava muito, se lançava ao ataque e mostrava um interessante futebol, uma boa desenvoltura. Porém, logo a seleção africana sofreria um duro golpe. Mabouka foi expulso após cometer uma falta muito dura.  A Alemanha assumiu o controle do jogo por completo, e não demorou para ampliar, em cabeçada de Werner.

Mesmo com um a menos, Camarões conseguiu chegar a um merecido gol, de honra. Ngamaleu cruzou da direita para Aboubakar, que cabeceou de dentro da pequena área para estufar as redes. E ainda deu tempo para mais um gol alemão. Boa troca de passes pela direita, cruzamento para Werner, que bateu firme, para marcar seu segundo gol na partida.

A Alemanha enfrenta nas semifinais a seleção mexicana, que vem oscilando dentro da competição. O Mesmo com um time recheado de jovens, a seleção alemã é favorita. Enquanto isso, Camarões volta suas atenções para as eliminatórias para a Copa do Mundo. A situação é delicada. A equipe tem dois pontos no grupo A, enquanto a Nigéria tem seis, e apenas uma seleção se classifica por grupo. Não vejo a Nigéria jogar há muito tempo, então não posso fazer muitos prognósticos, mas tenho a dizer que Camarões mostrou um futebol bem interessante na Copa das Confederações, apesar de sair dela com um empate e duas derrotas.

domingo, junho 25, 2017

PORTUGAL GOLEIA ELIMINADA NOVA ZELÂNDIA E SE GARANTE NA SEMIFINAL

Por Danilo Silveira

Portugal fez seu melhor jogo até aqui na Copa das Confederações na tarde deste sábado, e goleou a Nova Zelândia, que já estava eliminada, por 4x0, no estádio Krestovskyi, em São Petersburgo.

Apesar do placar elástico ao término do jogo, pode-se destacar que os minutos iniciais não foram bom para a equipe portuguesa. A Nova Zelândia avançou a linha de marcação, entrando com vários homens no campo de ataque, atrapalhando a saída de bola adversária. Porém, por volta dos 20 minutos Portugal se ajustou em campo, passou a tomar conta do jogo e encurralar a Nova Zelândia. Cristiano Ronaldo levava perigo na bola aérea, e quase abriu o placar em cabeçada que explodiu no travessão de Marinovic. No entanto, não faltariam chances para Portugal balançar as redes. Danilo foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti, bem cobrado e convertido por Cristiano Ronaldo. Nesse momento, Portugal começava a encontrar seu melhor futebol na competição. Quaresma serviu Eliseu pela esquerda, o lateral cruzou rasteiro para Bernardo Silva empurrar para as redes: 2x0. O camisa 10 mal pôde comemorar o gol, pois após tocar para as redes, acabou pisando na perna do neozelandês Doyle e torceu o tornozelo. Ele até voltou para campo depois de ser atendido, mas acabou substituído no intervalo.

Na segunda etapa tivemos um duelo interessante de se assistir. A Nova Zelândia se abriu, foi para o ataque e deixou espaços para Portugal jogar. A partida entrou em um ritmo legal, com chances de gol em excesso. Na primeira delas de maior destaque, Wood apareceu no segundo pau para completar cruzamento da direita, mas Bruno Alves conseguiu cortar, evitando o gol da Nova Zelândia, que daria mais emoção ao jogo. Cristiano Ronaldo logo respondeu, em cabeçada defendida por Marinovic. Poucos minutos depois, Cristiano deixaria o campo para a entrada de Nani. Portugal não sentiu muito a saída do seu jogador mais talentoso e continuou jogando um bom futebol. Nos minutos finais, a equipe acabou chegando ao terceiro e ao quarto gol, com André Silva e Nani.

Portugal espera agora o seu adversário da semifinal. Provavelmente, Alemanha ou Chile. Sendo um desses dois, Portugal chega sem ser favorito, mas pode surpreender. Se conseguir jogar o futebol que jogou nesta partida contra a Nova Zelândia, temos tudo para ter um grande jogo de futebol.


sexta-feira, junho 23, 2017

EM JOGO DE BOM NÍVEL TÉCNICO, CHILE E ALEMANHA EMPATAM

Por Danilo Silveira


Duas equipes que jogam para frente e dão ótimo trato a bola quando a tem em posse. Assim resume-se Chile e Alemanha. O jogo entre os dois, na tarde da última quinta-feira, não teve lá tanta emoção assim, mas foi um confronto muito bem jogado.

O Chile abriu o placar logo cedo. Aos 5 minutos, falha na saída de bola alemã e Alexis Sánchez não perdoou, tabelando com Vidal e chutando para estufar as redes de Ter Stegen: 1x0. Com o gol, Sánchez passou a ser o maior artilheiro da história da seleção, com 38 gols, ultrapassando Marcelo Salas, que tem 37. O gol fez bem para a seleção sul-americana, que marcava no campo ofensivo, dificultando a saída de bola alemã. O placar por pouco não foi ampliado quando o chute de Eduardo Vargas explodiu no travessão. No entanto, a superioridade chilena durante a primeira etapa não foi suficiente para levar os chilenos para o vestiário em vantagem. Aos 40, Hector cruzou rasteiro da esquerda e Stindl chegou na frente de seu marcador para empurrar para o gol: 1x1

Veio a segunda etapa e o duelo seguiu bem jogado, com as duas equipes evitando chutões, priorizando o toque de bola. A partida alternou momentos de maior e menor intensidade. Talvez se fosse uma partida eliminatória, o duelo pudesse ter ganho em emoção. Quem sabe em uma final. As duas seleções, na opinião deste que vos escreve, são as melhores e mais legais de se ver jogar da competição.

É muito interessante comparar a situação distinta em que Chile e Alemanha vivem. Quem gosta e acompanha futebol, pode não saber a escalação completa do Chile, mas provavelmente vai saber citar 5 ou 6 jogadores da equipe titular. Isso porque a seleção vem trabalhando quase com os mesmos jogadores há bastante tempo. É o tal do trabalho a longo prazo e essa geração do Chile parece estar no auge.

 Já se tratando da Alemanha, pode ser que quem acompanhe futebol não saiba citar 5 ou 6 jogadores da equipe titular, pois os alemães vivem situação diferente. A geração de Khedira, Ozil, Muller, Neuer, Podolski, Kross, entre outros, ainda não acabou, mas parece estar em seu final. E essa Alemanha da Copa das Cinfederações é uma nova Alemanha. Goretzka, Brandt, Rudy, Hector, entre outros, podem daqui a algum tempo fazerem parte de uma consolidada geração. A Copa das Confederações pode ser o começo de uma nova história de sucesso da seleção alemã.

quinta-feira, junho 22, 2017

EM JOGO DE ALTA INTENSIDADE, CAMARÕES E AUSTRÁLIA EMPATAM

Por Danilo Silveira

Pode ter faltado um pouco de qualidade técnica, mas sobrou disposição na cidade de São Petersburgo nesta quinta-feira. Camarões e Austrália protagonizaram em jogo bem corrido, de boa intensidade, com as duas equipes buscando o ataque quase o tempo todo. Apesar disso, não foi uma partida de tantas chances de gol assim. Faltava o ajuste no passe, a qualidade no drible, o algo a mais para transformar um campo ofensivo povoado em oportunidade de gol. 

Camarões saiu na frente nos acréscimos da primeira etapa. Um lançamento do campo defensivo parecia buscar Aboubakar, só que o camisa 10 não conseguiu alcançar a bola, mas Zambo Anguissa leu muito bem a jogada, saiu em disparada para a bola, chegando na frente de Degenek e dando um belo toque para encobrir o goleiro Matthew Ryan e estufar as redes.

A segunda etapa começou com a Austrália melhor. Os comandados de Ange Postecoglou conseguiam exercer uma pressão sobre os camaroneses em busca do empate. Só que aos 11 minutos foi Camarões quem quase chegou ao segundo gol. Bela jogada pela ponta direita e cruzamento para Aboubakar, que bateu rasteiro e viu a bola sair quase triscando a trave direita. Para Camarões, pior que não ampliar o marcador foi sofrer o empate três minutos mais tarde.  Aos 14, Gersbach foi derrubado por Mabouka pela esquerda da grande área. Penâlti assinalado e convertido por Milligan. Após o empate, a pressão australiana diminuiu e o jogo novamente começou a ficar "lá e cá" Só que por volta dos 30 minutos, a Austrália parece ter cansado fisicamente. Camarões passou a dominar as ações ofensivas, a girar a bola com maior qualidade. Talvez a seleção africana até merecesse os três pontos na partida por tido sido um pouco superior ao seu oponente, mas no final das contas, a partida acabou sem um vencedor.

Com uma derrota e um empate na competição, Camarões e Austrália ficaram em situação bem delicada na classificação do grupo B. N última rodada, os africanos pegam a Alemanha, enquanto a seleção da Oceania enfrentam o Chile. Para conseguir a classificação, só uma vitória, e possivelmente, por mais de um gol de diferença.

DE VIRADA E COM EMOÇÃO ATÉ O FIM, MÉXICO VENCE NOVA ZELÂNDIA

Por Danilo Silveira


Quem assistiu Rússia x Nova Zelândia e México x Portugal, em jogos válidos pela primeira rodada, provavelmente imaginou que o México conseguiria na rodada seguinte uma vitória tranquila diante da Nova Zelândia. De fato, o México venceu a Nova Zelândia, mas a palavra tranquilidade passou bem longe do dicionário mexicano nesta quarta-feira.

Se o evento é considerado um evento teste para o país sede, também parece ser um evento teste para o treinador da seleção mexicana, Juan Carlos Osório. Isso porque ele trocou oito jogadores da estreia para o duelo contra a Nova Zelândia. E o efeito no quesito qualidade de futebol apresentado foi muito ruim. O time bem estruturado, que se apresentou bem na estreia, deu lugar a um time pouco criativo, com muitas dificuldades de evoluir ofensivamente, e ainda, sofrendo na parte defensiva.

A proposta de explorar os flancos com Damm pela direita e Aquino pela esquerda parecia bem definida e os dois até imprimiam velocidades por esses setores, mas de forma geral faltava organização ao time. A Nova Zelândia, por sua vez, mostrou-se bem corajosa na primeira etapa. A equipeavançou a marcação, gerou desconforto à parte defensiva mexicana e conseguiu passar boa parte do tempo sem ser pressionada. E quanto mais perto chegava o intervalo, mais as coisas ficavam boas para os neo zelandeses e ruins para os mexicanos. Aos 32, Osorio perdeu o zagueiro Salcedo por lesão, tendo que gastar uma substituição: Hector Moreno foi para o jogo. Para piorar a situação mexicana, aos 41, falha na saída de bola e Wood abriu o marcador para a Nova Zelândia.

O segundo tempo começou da forma que era imaginado. O México veio para cima em busca do empate. Aquino parou no goleiro Marinovic, Giovani dos Santos chutou por cima. Em menos de dez minutos o México criou mais que na primeira etapa inteira. Só que a Nova Zelândia não abdicou de atacar. Aos 7, Wood teve ótima chance de ampliar, em falha de posicionamento do sistema defensivo mexicano, mas acabou falhando na hora de driblar o goleiro Talavera. Dois minutos mais tarde, o México chegou ao empate, em bela finalização de Jiménez.

O panorama do jogo se tornou interessante.Cabe destacar aqui que do intervalo para a segunda etapa, Osorio mexeu mais uma vez no time, lançando Alanis na vaga de Hector Herrera, ficando portanto, com somente mais uma mexida por fazer. Vela, Chicharito e Guardado estavam no banco de reservas, três boas opções ofensivas. Pois Osorio surpreendeu, lançando o zagueiro Rafa Márquez na vaga de Hector Moreno. Sim, Hector Moreno é o mesmo zagueiro que havia entrado na vaga do contundido Salcedo. Algum tipo de lesão poderia explicar a mexida, mas a princípio, não foi esse o critério.

Talvez o México não tenha feito tanto para merecer a virada, mas ela veio aos 26. Aquino, a melhor opção ofensiva do México no jogo, fez boa jogada pela esquerda e serviu Peralta, que chutou de primeira para o fundo das redes. Seria então o gol da tranquilidade? Nem tanto! O jogo ganhou contornos dramáticos no final. A Nova Zelândia se abriu em busca do empate. O México ganhou o contra-ataque, até chegou perto de ampliar, mas não o fez. Quando o apito final estava perto, veio um lance daqueles que não foi gol, mas todo mundo que assistiu o jogo acaba comentando. O camisa 14 da Nova Zelândia, Ryan Thomas, emendou um belíssimo chute, que acertou a divisão da trave esquerda com o travessão. O empate neo zelandês não veio por centímetros.

Uma atuação boa e outra ruim. Esse é o resumo da participação mexicana até aqui. O elenco parece ter material humano suficiente para conseguir jogar bem daqui para frente na competição. Já pelo lado da Nova Zelândia, podemos destacar que a atuação da equipe contra os mexicanos foi muito superior em relação à estreia contra a Rússia.




quarta-feira, junho 21, 2017

COM GOL DE CRISTIANO RONALDO, PORTUGAL BATE A RÚSSIA.

Por Danilo Silveira

Depois de empatar na estreia contra o México, Portugal conseguiu sua primeira vitória na Copa das Confederações, ao vencer a Rússia por 1x0, na tarde desta segunda-feira, em Moscou, com gol de Cristiano Ronaldo.

A partida começou com total domínio português. A equipe comandada por Fernando Santos demonstrava muito mais vocação ofensiva do que na estreia contra o México. A superioridade na atuação logo se deu também na parte numérica do placar. Aos 7 minutos, Raphael Guerreiro cruzou da esquerda e Cristiano Ronaldo apareceu no segundo pau, livre de marcação, para cabecear e abrir o marcador. Por sinal, Cristiano Ronaldo teve uma atuação muito boa na tarde de hoje. Foi muito mais participativo ao longo dos 90 minutos do que de costume. Flutuou pelos lados, jogou pelo meio, e confundiu bastante a marcação russa, que por sinal, não conseguiu atuar muito bem na primeira etapa. Portugal poderia ter aumentado o placar pelo volume de jogo apresentado. Quase conseguiu em belíssima jogada de Cristiano pela ponta direita, mas Akinfeev parou o chute efetuado pelo camisa 7 após belo drible em um marcador. Resumindo a primeira etapa: domínio absoluto português e vitória momentânea mais que merecida.

Só que a Rússia voltou com outra postura para a segunda etapa. O meio-campo já conseguia fazer a transição para o campo ofensivo com mais qualidade e com maior frequência. Portugal passou a contra-atacar com intensidade e o resultado disso tudo foi um jogo "lá e cá". O duelo ficou bem mais interessante de se assistir. Verdade seja dita, a Rússia não conseguiu criar quase chance nenhuma efetivamente, enquanto Portugal assustava e parecia muito mais perto de ampliar o marcador. Mas ver um dos times com vitória mínima no placar e o adversário rondando a área a todo instante dá uma emoção a mais ao confronto. No fim das contas, o segundo tempo movimentado acabou sem gols. A cabeçada de Cristiano logo aos 7 minutos de jogo
definiu o placar do duelo, colocando Portugal muito perto da classificação.

Na última rodada, a equipe enfrenta a Nova Zelândia, já eliminada. A Rússia, por sua vez, enfrenta o México. Se vencer se classifica, se perder está eliminada. Se empatar, só se classifica com uma derrota de Portugal para os neo zelandeses.

segunda-feira, junho 19, 2017

UMA NOVA GERAÇÃO, COM A VELHA QUALIDADE

Por Danilo Silveira

Dia 13 de junho de 2010. Estava eu sentado no sofá, em frente a um televisor, assistindo a estreia de uma renovada Alemanha em uma Copa do Mundo. Não conhecia todos os jogadores. Fiquei impressionado com o time dos jovens Khedira, Ozil e Muller na vitória por 4x0 diante da Austrália.

Dia 19 de junho de 2017, 7 anos e 6 dias após o episódio do parágrafo anterior. Estou eu sentado no sofá, em frente a um televisor, assistindo a estreia de uma renovada Alemanha em uma Copa das Confederações. Não conheço todos os jogadores. Fico impressionado com o time dos jovens Goretzka, Brandt e Draxler na vitória por 3x2 diante da Austrália.

As semelhanças exibidas nos dois últimos parágrafos são muitas. Algumas, talvez sejam mera coincidência, como em ambas eu estar sentado no sofá e o adversário da Alemanha ser o mesmo. Já outras, nem tanto. Joachim Low sabe exatamente como fazer uma renovação. Mostrou isso depois da Copa de 2006, passando em 2010 e chegando à noite mágica do dia 13 de julho de 2014, no Maracanã. Agora está mostrando isso novamente, lançando um time extremamente jovem em uma Copa das Confederações. Acredito que não seja mera coincidência de duas gerações boas terem caído no colo de Joachim Low. Acredito no trabalho bem feito no futebol, coisa que anda escassa no futebol brasileiro.

Em alguns momentos do jogo desta segunda-feira, eu parecia estar assistindo à Alemanha de 2014. O cruzamento de Brandt para Stindi no primeiro gol do jogo, parecia um cruzamento de Lahm para um gol de Schweinsteiger. A forma de Draxler conduzir a bola em alguns momentos lembrava Mesut Ozil. E por aí vai. 

Mudam-se os personagens, mas fica uma identidade. É assim que tem que ser. Por melhor que seja uma geração, ela nunca será maior que a própria instituição a qual ela representa. E quando essa geração vai chegando ao fim, ela precisa deixar algo de positivo para a próxima. Lahm, Muller, Podolski, Klose, dentre outros, deixaram um legado impressionante. 



Que sirva de lição, que sirva de aprendizado. O 7x1 pode ter tido um quê de fatalidade, na parte numérica, de magnitude elevada. Mas o que aconteceu dentro de campo, no jogo propriamente dito, deixando de lado a parte numérica e atentando-se à parte tática e técnica do desporto, não tem nada de fatalidade. 

CHIILE SOFRE, MAS CONSEGUE BATER CAMARÕES NA ESTREIA

Por Danilo Silveira

Com o bom futebol apresentado nos últimos anos, fruto dos ótimos trabalhos de Marcelo Bielsa e Jorge Sampaoli, o Chile hoje encontra-se em outro patamar no futebol mundial. Muito espera-se da seleção sul-americana, em qualquer competição, seja de nível continental, seja de nível mundial. Assim, a equipe entrou na Copa das Confederações como uma das favoritas ao título.

Na estreia deste domingo, diante de Camarões, a equipe comandada por Juan Antonio Pizzi não teve uma atuação brilhante, alternou entre bons e maus momentos, mas produziu o suficiente para vencer a seleção africana por 2x0.

Talvez os 15 minutos do jogo tenham sido o momento o qual o Chile apresentou o melhor futebol. A equipe se lançou ao campo ofensivo, com muita desenvoltura no toque de bola, encurralando os camaroneses. Antes mesmo dos cinco minutos, Eduardo Vargas acertou a trave esquerda de Ondoa. Pouco depois, foi a vez de Fuenzalida quase abrir o marcador. O gol parecia ser questão de poucos minutos. Porém, o jogo mudaria um pouco de figura. Camarões conseguiu sair da zona de pressão, e começou a explorar contra-ataques, oriundos de falhas dos chilenos. Jhonny Herrera precisou trabalhar para defender chute de Aboubakar. No conjunto, o Chile ainda era superior, mas Camarões mostrava-se um adversário perigoso. No último lance da primeira etapa, Vargas recebeu na cara do gol, venceu o goleiro Ondoa e estufou as redes camaroneses. Quando os chilenos comemoravam, o árbitro sinalizou que estava verificando com os árbitros externos se havia irregularidade no lance. Foi detectado que Vargas estava impedido e o gol foi anulado, para irritação acentuada de Arturo Vidal.

Na segunda etapa, o Chile não conseguiu encontrar o bom futebol apresentado em alguns momentos do primeiro tempo. Os minutos se passavam na Otkrytiye arena e cada vez mais o time de Camarões se soltava no campo ofensivo e ficava à vontade dentro de campo. Talvez por isso, Pizzi tenha lançado Alexis Sánchez no jogo aos 12 minutos, na vaga de Puch. Com lesão no tornozelo, ele iniciou o jogo no banco de reservas, e alguns achavam ele não seria utilizado. Talvez se o Chile estivesse vencendo o jogo tranquilamente, ele não tivesse ido para campo. É verdade que nem a entrada de Sánchez, nem as entradas em sequência de Leonardo Valencia e Francisco Silva fizeram o Chile voltar a jogar bem. Em alguns momentos Camarões parecia mais perto do gol que a seleção sul-americana. Só que aos 35, veio o gol chileno. Talvez mais fruto do talento individual que de uma superioridade coletiva. Sánchez cruzou da esquerda na medida para Arturo Vidal cabecear com estilo, no canto esquerdo de Ondoa.

O gol fez muito bem ao Chile, que conseguiu retomar o domínio do jogo nos minutos finais. Nos acréscimos, Sánchez recebeu na frente, driblou o goleiro, chutou e a bola foi bloqueada por Mandjeck, mas na sobra, Eduardo Vargas estufou as redes.

A verdade é que o Chile oscilou muito dentro dos 90 minutos, o que é de certa forma normal em estreias. Qualidade o time tem, e acredito que pouca gente duvide disso. Parece que essa geração fantástica do Chile ainda tem muito futebol para mostrar em solo russo. Já pelo lado de Camarões, posso dizer que o time comandado pelo belga Hugo Broos me surpreendeu positivamente. Uma equipe bem estruturada em campo, que parece ter total consciência da sua proposta de jogo.

domingo, junho 18, 2017

MÉXICO ARRANCA EMPATE DE PORTUGAL NOS ACRÉSCIMOS


Por Danilo Silveira

Portugal e México estrearam na Copa das Confederações travando um interessante duelo na Arena Kazan. Os mexicanos se viram duas vezes atrás do marcador, mas conseguiram buscar o empate, que acabou sendo o resultado que melhor refletiu o que aconteceu nos 90 minutos.

Para começar a falar do jogo, é importante destacar que as duas equipes apresentaram estratégias bem diferentes. O México tentava povoar o campo ofensivo e evoluir o seu jogo com paciência, tentando envolver a seleção portuguesa, que por sua vez, tentava explorar o contra-ataque, principalmente com a velocidade de Cristiano Ronaldo, que dificilmente saía do campo ofensivo para ajudar na marcação. Estratégia de Fernando Santos: deixar Cristiano o mais perto possível do gol adversário.

Nos minutos iniciais, quase nenhuma chance de gol de maior destaque. A primeira delas aconteceu aos 19 minutos, para a seleção portuguesa. Podemos dizer que foram três finalizações dentro de um único ataque. Cristiano cobrou falta na barreira, no rebote carimbou o travessão e na sequência do lance, Nani cabeceou para as redes mexicanas. Nenhuma reclamação e o placar estava aberto na Arena Kazan, correto? Errado! Certo que não houve reclamação por parte dos mexicanos, mas o placar não estava aberto. O árbitro Nestór Pitana recebeu informações de árbitros externos (novidade da FIFA para a Copa das Confederações: três árbitros assistem ao jogo fora do campo, através de televisores, e auxiliam o árbitro principal em lances polêmicos) que o gol havia sido irregular. E realmente foi. No meio da jogada, Pepe foi flagrado em posição de impedimento. Sempre bom quando a tecnologia ajuda o esporte a seguir dentro da lógica da justiça.

Depois do gol anulado, passaram-se 15 minutos até que Portugal abrisse de fato o placar, com um gol legal e muito bonito, por sinal. Chutão vindo do campo defensivo português, Salcedo tentou cortar, mas errou o tempo da bola, que chegou até Cristiano Ronaldo. O camisa 7 arrancou, invadiu a área, mas se viu cercado por três marcadores. Em um toque genial, ele serviu Quaresma, que livre de marcação, driblou Ochoa e empurrou para o gol vazio. Se de um lado Salcedo errou e Portugal marcou, do outro Raphael Guerreiro também viria a errar e o México empataria. Cruzamento da esquerda, o lateral português cortou mal e Carlos Vela tocou para o meio da área, onde Chicharito Hernández deu um belo peixinho para deixar tudo igual.

A segunda etapa começou sem tantas emoções assim. O panorama do jogo seguiu basicamente o mesmo. O México tentava envolver a seleção portuguesa, que tentava escapar em contra-ataque, principalmente usando a dupla Quaresma e Cristiano Ronaldo. Conforme o término da partida foi se aproximando, Portugal foi evoluindo na partida. A entrada de Gelson Martins na vaga de Nani fez bem à equipe, que passou a reter a bola no campo ofensivo por mais tempo. Portugal parecia mais perto do gol, só que o México conta com um goleiro simplesmente espetacular. André Silva aproveitou cruzamento da esquerda e descolou uma excelente cabeçada, no canto direito de Ochoa, que fez uma defesaça e impediu que Portugal ficasse na frente do marcador novamente.

Só que aos 40, Ochoa nada pôde fazer. Gelson Martins cruzou rasteiro da direita, Herrera cortou mal e Cedric bateu cruzado para colocar novamente Portugal em vantagem. A essa altura, um empate do México era improvável. Romper a sólida defesa portuguesa não é das tarefas mais simples, não. Mas o improvável no futebol é um mero detalhe. Hector Moreno foi lá no alto para completar escanteio cobrado da esquerda e empatar o duelo, quando o relógio já havia ultrapassado a barreira dos 45.

No resumo da obra, cabe dizer que o estilo de jogo do México me agrada bem mais que o estilo de jogo apresentado por Portugal. Mas também há de se dizer que em alguns momentos os portugueses conseguiram ser mais perigosos que os mexicanos. Pelo que foi apresentado até aqui nessa grupo A, as chances da Nova Zelândia parecem bem reduzidas. Rússia, Portugal e México prometem um interessante duelo por duas vagas nas semifinais.

sábado, junho 17, 2017

COM TRANQUILIDADE, RÚSSIA VENCE A NOVA ZELÂNDIA NA ESTREIA DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES.

Por Danilo Silveira

O estádio Krestovskyi , na cidade de São Petersburgo, recebeu neste sábado, o primeiro jogo da Copa das Confederações 2017, evento teste para a Copa do Mundo do próximo ano. E os donos da casa, mesmo sem uma atuação brilhante, conseguiram vencer a limitada seleção da Nova Zelândia, por 2x0.

Os primeiros minutos de bola rolando na Copa das Confederações 2017, sugeriam que a Rússia teria muita facilidade em vencer, e em até golear, a Nova Zelândia. Teve bola na trave, teve bola sendo salva pouco antes de cruzar a linha final...tudo isso com poucos minutos jogados. Mas, aos poucos a Nova Zelândia foi conseguindo sair um pouco da zona de pressão. No entanto, a equipe mostrava um reportório de jogadas muito baixo. Era na base do chutão, tentando ganhar a dividida pelo alto, que os comandados de Anthony Hudson tentavam maior sorte. A Rússia apresentava muito mais desenvoltura, e muito mais qualidade com a bola nos pés, com destaque para o camisa 9 Smolov, na opinião desse que vos escreve, o melhor jogador em campo. E foi aos 30 minutos que a superioridade russa passou a aparecer também no placar. Erro na saída de bola da Nova Zelândia, boa troca de passes dos donos da casa e Glushakov tocou por cima do goleiro Marinovic; a bola beijou a trave esquerda e na volta bateu no zagueiro Boxall, que vinha de carrinho para tentar afastar o perigo e acabou fazendo o gol contra. Coincidência: na Copa do Mundo de 2014, o primeiro gol da competição também foi marcado contra; o lateral esquerdo brasileiro, Marcelo, abriu o placar para a Croácia na Arena Corinthians. No resumo da obra, a Rússia pressionou bastante nos minutos inicias da primeira, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo ate o fim do primeiro tempo, mas mesmo assim foi para os vestiários com um gol de vantagem.

Na segunda etapa o jogo apresentou-se, de certa forma, pouco interessante. A Rússia controlava o jogo, mas não parecia fazer tanto esforço para aumentar o placar, enquanto a Nova Zelândia esbarrava nas suas próprias limitações na busca pelo empate. O segundo e último gol da partida saiu de uma das jogadas mais bonitas do jogo. Smolov recebeu no meio-campo, deu bonito drible em seu marcador, avançou até a intermediária, abriu na esquerda para Samedov e invadiu a área para concluir o cruzamento rasteiro do camisa 19. Vale destacar aqui que a Rússia atua sem ter um centroavante fixo na frente. Os jogadores atuam trocando de posição e isso contribui para confundir a marcação adversária.

Apesar da falta de intensidade em alguns momentos, a estreia ficou de bom tamanho para a Rússia. A fragilidade da equipe neo zelandesa parece ter sido preponderante para os russos terem "tirado o pé do acelerador" em determinados momentos.  Portugal e México duelam amanhã pelo outro jogo do grupo.
Provavelmente, serão adversários que trarão muito mais dificuldade para a Rússia do que a Nova Zelândia trouxe nesse primeiro jogo.





quinta-feira, maio 18, 2017

DESCULPEM O TRANSTORNO, PRECISO FALAR DA LIBERTADORES!

Por Danilo Silveira

30 do segundo tempo. Dois jogos distintos, em dois países distintos, quatro times em questão...Ambos os jogos 1x0 e um dos times em questão só é eliminado da competição se os dois times que estão perdendo vencerem, ou seja, se duas viradas no placar ocorrerem em aproximadamente 20 minutos. Ocorrem as duas viradas! Um jogo termina 3x2, o outro 2x1. O tal time citado foi um dos que sofreu a virada e está eliminado da competição. 

O time eliminado é o Flamengo, o torneio é a Libertadores, o esporte é o futebol!

A relação recente na história entre o primeiro e o segundo não se explica...o terceiro se explica menos ainda. 

O pé esquerdo de Victor, o gol de cabeça de Washington, as defesas de Cevallos, o escorregão de Salgueiro, o dia em que Cabañas calou o Maracanã, o pé direito do Diego Souza, a ponta da luva da mão esquerda de Cássio, o apagão no Horto que precedeu o gol de Guilherme, as frases do Renato Gaúcho, o spray de pimenta que decidiu um confronto, o time de Verón calando o Mineirão, Tite no meio da Fiel com o jogo rolando. 

O futebol transcende a lógica. O futebol é apaixonante. Talvez ele só seja apaixonante porque transcende a lógica. Podemos ainda dizer que a Libertadores é o torneio que transcende a lógica ao quadrado.

Libertadores e futebol são palavras que unidas tornam o impossível mais do que provável, o irreal algo existente e o que é lógico pra lá de confuso. E no meio dessa confusão toda, pior para o Flamengo!



segunda-feira, maio 01, 2017

ZÉ RICARDO DESPONTA COMO UM DOS MELHORES TÉCNICOS DO BRASIL

Por Danilo Silveira

Fosse o futebol analisado pelo que o time produz e não pela quantidade de títulos e vitórias que a equipe possui, Zé Ricardo já teria status de gênio e esse Flamengo seria considerado um dos melhores da história. Talvez este que vos escreve tenha enlouquecido ou esteja passando por um surto! Não, não! Não é nada disso! Acompanho o Flamengo jogar há mais ou menos 15 anos e não me recordo de nenhum período onde o time tenha jogado um futebol tão bonito de se ver durante tanto tempo. Foram quatro meses com Luxemburgo, foram alguns jogos com Cristovão, foram mais alguns jogos com Jayme de Almeida, mas nada se compara ao Flamengo do Zé Ricardo. Belo, encantador, de encher os olhos.

Dizia eu em 2008 que Cuca era o melhor treinador do país. Digo eu em 2017 que Cuca é o melhor treinador do país. Em 2008 era loucura da minha cabeça, pois Cuca era um perdedor que na hora H "tremia". Em 2017 é algo discutível, por muitos aceito como verdade. Sabe o porquê disso tudo? Porque o brasileiro não vê futebol, na verdade o brasileiro gosta muito menos de futebol do que falam por aí. O brasileiro enxerga o resultado numérico da partida, muitas vezes abrindo mão de analisar os detalhes, as táticas e estratégias adotadas pelos treinadores e jogadores ao longo dos 90 minutos. Entre 2008 e 2017 Cuca venceu alguns estaduais, uma Libertadores e um campeonato brasileiro. Por isso hoje ele "mudou de patamar". Pra mim, o treinador muda de patamar pelo que o time apresenta, não pela quantidade de títulos que ele conquista. E no futebol, jogar bem e ganhar muitas vezes são inversamente proporcionais. Não é mesmo, José Mourinho? Não é mesmo, Arsene Wenger?

Até agora, os resultados numéricos do Flamengo são muito bons, mas ainda assim, são bem abaixo daquilo que o time produz dentro de campo. A vitória magra, por 1x0 sobre o Fluminense, de certa forma não reflete o que foi o jogo. O Flamengo jogou bola suficiente para aplicar uma goleada em seu rival. Assim como o Rubro-Negro da Gávea jogou melhor que seus adversários nas duas únicas derrotas no ano em jogos válidos (Universidad Católica e Atlético-PR).

Talvez a torcida rubro-negra ainda não tenha se dado conta de uma coisa: o esquema de jogo de Flamengo supera o talento individual. Isso significa que as boas atuações e o equilíbrio da equipe acontecem muito mais por conta do excepcional trabalho exercido por Zé Ricardo do que propriamente pelas peças que estão em campo. Não que o time seja ruim em talento individual, longe disso. Mas sem dúvida o jogador sobe muito de produção quando o treinador é bom. Pará, Rafael Vaz, Márcio Araújo são três exemplos de jogadores outrora tachados de jogadores ruins, que poderiam ir embora do Flamengo, que hoje são titulares e estão jogando bem. Destaque acentuado para Márcio Araújo, um dos melhores jogadores do time neste ano. 

Nesse panorama, Ederson, Diego e Conca estão sem condições de jogo (três meias que seriam titulares na maioria dos times do Brasil) e o Flamengo sente pouco a falta deles, porque mudam as peças, mas o esquema fica. O Flamengo joga bem com dois volantes, mas também joga bem com três volantes. O Flamengo rende com Trauco de lateral-esquerdo, mas o Flamengo rende com Trauco de ponta esquerda. Sai Rômulo, entra Mancuelo, o time continua jogando bem. É 80% mérito do Zé Ricardo. 

Na verdade, o Flamengo é detentor de uma estrutura tática fantástica, onde os jogadores circulam no campo em diferentes posições, sem comprometer a organização da equipe. Guerrero sai da área para o meio-campo, depois do meio-campo para a ponta esquerda. Rafael Vaz vira ponta-esquerda. Arão e Mancuello flutuam pelo meio-campo todo. Trauco sai da lateral para o meio-campo. Uma bagunça das mais bem organizadas.

Há treinadores tachados de ofensivos, outros tachados de defensivos. Muitas vezes, o time do treinador ofensivo é desequilibrado na defesa, sofrendo muitos gols, assim como o time do treinador defensivo tem dificuldade de criar chances de gol, muitas vezes jogando "por uma bola", O Flamengo do Zé Ricardo não possui nenhuma das deficiências citadas acima. O time cria chance de gol atrás de chance de gol, ao mesmo tempo que o time marca de maneira implacável, sendo uma difícil tarefa penetrar na defesa rubro-negra. Isso passa muito por dois aspectos que o time do Flamengo hoje faz com maestria. Transição defesa-ataque e transição ataque-defesa (muitos chamam de recomposição).

Se Zé Ricardo terá muitos títulos na carreira eu não sei. Se vai levar o Flamengo ao título estadual, ao título da Libertadores ou aos dois, também não sei. Só sei que fazia muito tempo que não via surgir um treinador tão qualificado em solo brasileiro. 
 

quinta-feira, abril 20, 2017

FLUMINENSE ACORDA NO SEGUNDO TEMPO, VENCE GOIÁS E SE CLASSIFICA NA COPA DO BRASIL

Por Danilo Silveira

Enxergo dois fatos como determinantes para o desenrolar do duelo entre Fluminense x Goiás: um no início do primeiro tempo, outro nos minutos iniciais da segunda etapa.

O pênalti perdido pelo equatoriano Sornoza, logo aos 8 minutos de jogo, parece ter afetado a qualidade do futebol apresentado pelo time do Fluminense até o intervalo. Muita posse de bola, pouca efetividade. Muitos homens no campo de ataque, poucas chances de gol criadas. Enquanto isso, o Goiás mantinha uma postura mais defensiva que ofensiva. A velha e costumeira tática de "se fechar e sair no contra-ataque". Se fechar até que o time conseguiu com qualidade, agora os contra-ataques foram escassos. Com tudo isso em questão, podemos dizer que os 45 minutos iniciais form ruins.

O gol de cabeça marcado por Henrique, após cruzamento de Calazans da esquerda, aos 13 minutos da etapa complementar, fez muito bem ao Fluminense. A equipe carioca, vendo agora o placar a seu favor (o jogo de ida foi 2x1 para o time goiano) se soltou na partida. O time engessado da primeira etapa deu lugar a uma equipe com muito mais desenvoltura. As ações começaram a acontecer com mais naturalidade, o jogo começou a fluir mais fácil e o 2x0 parecia perto. E realmente estava. Aos 16, Nogueira aproveitou escanteio cobrado da esquerda e cabeceou para as redes.

O Goiás sentiu o golpe. O time parecia mais preparado para não sofrer do que para marcar gols. Sofreu dois em cinco minutos e se viu obrigado a marcar um para levar para pênaltis, sem sofrer mais nenhum. Aos 25 minutos, as coisas se tornaram ainda mais difíceis. Tony perdeu a cabeça, agrediu Wellington Siva e acabou expulso.

Talvez seja um pouco incoerente, mas o Goiás parece ter melhorado com um a menos. Parece ter batido aquele pensamento "já está quase tudo perdido, vamos para o tudo ou nada". Assim, a equipe goiana se lançou ao ataque e começou a levar certo perigo, rondando a área do Fluminense. O time carioca, por sua vez, parece de certa forma ter se acomodado, diminuído o ritmo. Esse panorama não durou muito tempo. Aos 35, em contra-ataque que pegou a defesa goiana totalmente exposta, Pedro deu números finais ao jogo: 3x0. Festa nas arquibancadas do Maracanã e classificação assegurada para as oitavas de final da Copa do Brasil.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

FLAMENGO DESPERTA NO SEGUNDO TEMPO, TOMA SUSTO, MAS AVANÇA COM GOL IMPEDIDO NOS ACRÉSCIMOS.

Quem assistiu o duelo entre Flamengo x Cruzeiro, pela Copa São Paulo de Juniores, deve ter ficado com a impressão que na primeira etapa o time carioca saiu no lucro com o 0x0, mas que na etapa final, o time sofreu bem mais do que deveria para conseguir a classificação.

A partida começou corrida, movimentada. Aquela tal "fase de estudos" do início do jogo, onde as duas equipes jogam em ritmo mais cadenciado, observando a melhor maneira de atuar e o que o adversário pretende, não aconteceu muito em Osasco não. O Flamengo tentava evoluir sua equipe girando a bola, tentando cada vez mais encurralar o Cruzeiro, que por sua vez explorava os contra-ataques. Nesse panorama, o time mineiro acabou levando mais perigo. Primeiro, um belo chute de fora da área, que Gabriel Batista rebateu e a bola por pouco não foi para as redes, carimbando a trave esquerda. Minutos depois, nova chance cruzeirense e nova bola na trave. Investida pela direita, bola rolada para o meio e o zagueiro Dener cortou mal, e quase fez contra, acertando o poste direito. Resumindo, mesmo com o Flamengo mais presente no ataque, foi a Raposa quem mais chegou perto de abrir o marcador nos 45 minutos iniciais. O time carioca teve sua melhor chance pouco antes do apito final, quando Vinícius Júnior chutou, a bola passou pelo goleiro Jonathan, mas antes de cruzar a linha final, um homem de azul apareceu para espantar o perigo.

O segundo tempo começou de outra forma, com o Flamengo mais incisivo, tentando ser mais agudo e vertical, enquanto o Cruzeiro praticamente sumiu do campo de ataque. E o rubro-negro não tardou a abrir o placar. Moraes cruzou da esquerda, a bola chegou até Jean Lucas, que chutou rasteiro, contou com um desvio em um defensor e viu a bola entrar no cantinho esquerdo: 1x0. Logo em seguida, Vinícius Júnior desperdiçou bela chance, chutando em cima do goleiro, ao receber passe açucarado. O Flamengo evoluiu e o Cruzeiro se perdeu. Essa foi a consequência do gol do time comandado por Popoca. O 2x0 parecia próximo, enquanto o 1x1 cada vez mais distante. Só que nos minutos finais, o jogo repentinamente mudou de figura. O Cruzeiro passou a ocupar mais o campo ofensivo e chegar perto do gol, de Gabriel Batista, com destaque para as boas aparições de Rick Sena. Até que em um escanteio cobrado da esquerda, Tonhão cabeceou para as redes, empatando o marcador. Um gol que parecia levar o jogo para os pênaltis, já que o relógio marcava mais de 40. Apenas parecia! Aos 47, escanteio cobrado da direita, Dener desviou de cabeça e Vinícius Júnior, levemente impedido, finalizou para colocar o rubro-negro nas quartas de final da Copinha.

sexta-feira, janeiro 06, 2017

FLAMENGO MARCA NO ÚLTIMO LANCE DE CADA TEMPO E VENCE O SÃO BENTO

Na sua segunda partida na Copa SP de Juniores, o Flamengo não fez uma apresentação que se espera de um time que é atual campeão da competição.

Partida tem ritmo lento na primeira etapa

O jogo começou em ritmo muito lento. O Flamengo quando detinha a posse de bola não conseguia penetrar pelo campo ofensivo com qualidade, enquanto o São Bento se expunha muito pouco. Podemos definir que essa era a fase de estudos da partida. O problema é que nos 45 minutos iniciais o duelo saiu pouco desse panorama. Da metade para o final o Flamengo até conseguiu imprimir um ritmo mais forte,  Aos 29, Patrick foi derrubado na área e o árbitro assinalou penalidade máxima. O próprio Patrick bateu, mas acabou parando no goleiro Matheus, que fez bela defesa, no canto direito. Daí até o apito final da primeira etapa, o Flamengo conseguiu ser superior, mesmo sem ser brilhante. Até que no último lance da primeira etapa, o lateral esquerdo Michael cruzou para o lateral direito Kleber, que apareceu no segundo pau e cabeceou para abrir o marcador em São Caetano

Flamengo sofre empate, mas vence com gol no último minuto

Veio a segunda etapa e o jogo mudou de figura. O São Bento sem mostrou mais agressivo, partindo para o ataque em busca do empate. Talvez um pouco pela chuva e pelas condições do gramado, o duelo não era dos melhores. Muita correria, pouca criação. Até que aos 36, veio o prêmio para a mudança de postura do São Bento. Gabriel salvou o Flamengo em chute no canto esquerdo, mas na sequência da jogada, nada pôde fazer quando Luiz Gabriel recebeu cruzamento da direita e empurrou para as redes. Gol que fazia justiça ao jogo, penalizando o Flamengo, que pouco criou para conseguir a vitória. Só que a estrela rubro-negra brilhou. No último lance da partida, Vinicius Junior serviu Hugo Moura, que chutou para estufar as redes do São Bento, garantir a vitória e a classificação do Flamengo.

Se quiser ganhar novamente o título da Copinha, como em 2016, provavelmente o Flamengo vai precisar jogar muito mais bola do que jogou na noite desta sexta-feira.