quinta-feira, dezembro 27, 2012

EM JOGO DE SETE GOLS, CHICHARITO MARCA NOS ACRÉSCIMOS E GARANTE VITÓRIA DO MANCHESTER SOBRE O NEWCASLTE

Por Danilo Silveira


No fim do ano, o futebol para em países como Brasil, Espanha e Itália. Mas, na Inglaterra não. A terra da rainha tem como tradição ter jogos próximo ao natal e ao Ano Novo. E nesta quarta-feira, Manchester United e Newcastle fizeram um jogo pra lá de movimentado e cheio de gols no Old Trafford. Depois de estar atrás no placar por três vezes, os Red Devils conseguiram o gol da vitória quando o relógio apontava 90 minutos.

Newcastle vai para o intervalo em vantagem.

Logo aos 3 minutos da primeira etapa, Demba Ba aproveitou um erro em uma saída de bola do Manchester, arriscou de fora da área e De Gea defendeu, mas deu rebote, aproveitado por Perch: 1 x 0 para a equipe visitante. As chances de gol eram escassas e o Manchester enfrentava muitas dificuldades para penetrar na bem postada defesa do Newcastle. E a bola parada foi a opção que fez o time da casa chegar ao empate. Falta cobrada na área, após um bate rebate, Chicharito chutou, Krull conseguiu defender, mas no rebote Evans apareceu concluindo para o gol vazio. Era o empate do time de Manchester. Mas, demorou apenas três minutos para os visitantes se colocarem novamente à frente. E foi no lance mais polêmico do jogo. Simpson recebeu na ponta direita, chutou cruzado para o meio da área e Evans cortou o chute que ia na direção de Demba Ba e acabou marcando contra. Porém, o bandeira assinalou o impedimento do atacante do Newcastle, que mesmo sem tocar na bola,
participou do lance e realmente estava em posição irrelugar. Para mim, o bandeira acertou no lance. Só que o árbitro da partida, contrariando a marcação do seu auxiliar, validou o gol. Era novamente o Newcastle em vantagem. Vantagem essa que foi mantida até o intervalo e poderia ainda ter sido aumentada, se a falta cobrada por Marveaux tivesse entrado, ao invés de beijar o travessão de De Gea.

Jogo cresce em emoção e manchester vence com gol no fim.

O jogo cresceu na segunda etapa em todos os aspectos. Foram mais chances de gols, mais gols, mais emoção. Aos 3 minutos, Giggs, um dos destaques do jogo, cruzou da esquerda e Van Persie pegou mal de primeira. Aos 12, Evra chutou de fora da área, no canto esquerdo de Krull, que ainda tocou na bola, mas não impediu que ela entrasse. Lá estava o jogo empatado novamente. Alan Pardew resolveu mexer aos 19, lançando Obertan an vaga de Bigirimana. E a substituição teve um efeito positivo aos 22, quando Obertan apareceu pela esquerda, cruzou para Cisse, que pegou de primeira, anotando um belo gol em Old Trafford. Old Traffor esse que viu Van Persie empatar aos 25. O holandês chutou, seu conpatriota Krull rebateu e ele aproveitou o rebote para marcar. Detalhe que um minuto antes Alex Ferguson havia feito sua primeira alteração, lançando Cleverley na vaga de Scholes. Aos 26, Demba Ba deu lugar para Shola Ameobi, era a segunda mexida no time visitante. Após o gol, o Manchester melhorou muito na partida e começou a criar chances em sequência. Aos 27, Chicharito recebeu pela direita, driblou o goleiro, mas acabou perdendo ângulo e quando tocou
para trás, um jgoador do Newcastle apareceu para tirar. Aos 33, Van Persie recebeu passe por elevação na frente, chutou cruzado, mas a bola não encontrou o destino do gol. A última mexida do Newcastle aconteceu aos 34: Sammy Ameobi an vaga de Cisse. Logo em seguida, Chicharito aproveitou cruzamento da direita e cabeceou bonito, mas a bola passou à direita de Krull, muito perto E a equipe deAlan Pardew por muito pouco não se colocou novamente à frente no placar aos 39, em chute que bateu na trave direita de Krull. Chicharito, que perdeu duas boas oportunidades, acabou se saindo com herói da partida, ao receber passe na frente e chutar para as redes do Newcastle, garantindo a vitória ao líder Manchester United. Detalhe o relógio já anotava 45 minutos. Antes do apito final, Chicharito ainda deu lugar para Fletcher. O jogo ainda demorou mais do que devia para acabar, pois Anita recebeu uma entrada de Valencia e ficou caído um bom tempo, precisando sair de maca do campo. O jogo recomeçou e logo veio o apito final. Um bom jogo, de 7 gols e muita emoção.

O Manchester United já realizou metade dos seus jogos no Campeonato Inglês, conquistando 15 vitórias, 1 empate e 3 derrotas. Uma boa campanha em pontos, de um tiem
difícil de ser batido, que lidera a competição e deve lutar forte pelo título. Ja o Newcasltle, em seus 19 jogos, conseguiu 5 vitórias, 5 empates e 9 derrotas, estando apenas na décima quinta colocação. Acredito que se apresentar o mesmo futebol desta quarta, a equipe deve subir na tabela durante o returno.

terça-feira, dezembro 18, 2012

DA SEGUNDA DIVISÃO AO TÍTULO MUNDIAL EM QUATRO ANOS! PRAZER, ME CHAMO CORINTHIANS!

Por Danilo Silveira


E o tão esperado jogo do mês de dezembro no cenário do futebol, terminou com um final feliz para apaixonada torcida corintiana. Muito aplicado taticamente, jogando um bom futebol dentro daquilo que se propôs e contando com uma atuação de gala do goleiro Cássio, o Corinthians derrotou o Chelsea por 1 x 0, gol de Guerrero, sagrando-se campeão mundial.

Antes de qualquer consideração sobre a bola rolando, vale destacar uma festa inenarrável, arrepiante e emblemática, dada pela fiel torcida corintiana, que lotou o estádio de Yokohama, cantando e apoiando o time. O cântico "vamos...Corinthians, essa noite te quero ver ganhar" ecoava bonito nos ares do Japão e embalou o Timão na grande final.

Na primeira etapa, o Chelsea foi superior e o maior responsável pelo duelo ter ido para o intervalo sem gols, foi o goleiro Cássio. Em uma sobra de bola aérea, o zagueiro Cahill chutou e o paredão corintiano defendeu a queima-roupa. Depois, o goleiro fez uma defesa belíssima e com alto grau de dificuldade, em chute cruzado da ponta esquerda, efetuado por Moses. Mesmo sem ter criado muitas chances, o Corinthians conseguiu chegar ao ataque, não se limitou a defender e se não fez um primeiro tempo de igual para igual, foi perto disso.

Veio a segunda etapa e ali, o mundo ainda não sabia, mas cerca de 45 minutos separavam o Corinthians do título mais cobiçado por um clube Sul-americano. Minutos esses que tiveram como ponto chave, o gol. Paulinho arrancou do meio  para esquerda, a bola sobrou para Danilo, que cortou o marcador e chutou na direção do goleiro Cech que se agigantava no lance, mas a bola desviou no zagueiro Cahill, encobriu Cech e escolheu a cabeça de Guerrero como destino. O peruano não se apavorou com os três jogadores do Chelsea próximo da linha final do gol e cabeceou para o fundo das redes, carimbando seu nome na história de glórias do Timão. Era o gol do título. Era um indício que o Corinthians venceria, mas não era o apito final. Antes dele vir, Cássio ainda tratou de defender um chute de Torres cara a cara, salvando mais uma vez o Timão. O apito final veio e a festa estava completa.

Parabéns ao Corinthians, que se não é um time que encanta, que joga um futebol vistoso, é um time muito aplicado e raçudo. Vale destacar que em 2008 o Corinthians subiu da Segunda para a Primeira Divisão, em 2009 ganhou a Copa do Brasil e o Paulistão, em 2011 ganhou o Brasileirão e em 2012 venceu a Libertadores e o Mundial.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

AS DIFERENÇAS NAS TRAJETÓRIAS DE CORINTHIANS E CHELSEA ATÉ O MUNDIAL

Por Danilo Silveira

Se o Corinthians jogou mal contra o Al Ahly e suou para vencer, aconteceu justamente o contrário com o Chelsea, que jogou bem e bateu com certa tranquilidade o Monterrey na estreia do Mundial. Um gol de Mata no primeiro tempo e dois gols relâmpagos na segunda etapa, um de Torres e um contra, deram tranquilidade e calma ao time londrino, que ainda viu um Monterrey fazer seu gol de honra nos minutos finais. Placar final: 3 x 1!

O fato é que ao compararmos as trajetórias de Corinthians e Chelsea até o Mundial, nos deparamos com diferenças muito grandes. o Corinthians venceu a Libertadores invicto, sem levar um gol sequer no mata-mata, mostrando à América um time muito aplicado na marcação, um time que não é encantador e se destaca muito mais pelo coletivo que pelo individual. Já o Chelsea, venceu a Champions League em um daqueles acasos futebolísticos. Completamente dominado pelo Barcelona em 180 minutos de semifinal, os Blues contaram com uma sorte sobrenatural e com o São Cech debaixo das traves para chegar à final. Contra o Bayern, a equipe superou mais um domínio adversário em 120 minutos (jogo foi para a prorrogação) e o título veio nos pênaltis.

Agora que já fiz a retrospectiva das duas equipes, nos títulos que as credenciaram para ir ao Mundial, vem a grande diferença. O Corinthians se manteve quase o mesmo, tanto no ponto de vista da atuação coletiva dentro das quatro linhas, quanto na escalação, passando ainda na manutenção do técnico Tite. Já o Chelsea, mudou demais. Vieram as férias do meio do ano, os Blues contrataram dois meias de extrema qualidade, que hoje são titulares: Hazard e Oscar. Fernando Torres hoje é titular, na vaga de Drogba, que foi embora da equipe. O Chelsea retrancado, feio de se ver jogar, deu lugar a um Chelsea bem mais ofensivo, com muito mais qualidade. Oscar e Hazard chegaram para dar mais mobilidade ao time, mais leveza, um toque de bola mais rápido, mais envolvente. Apesar de ter um time mais leve em campo, o Chelsea por vezes nao conseguiu render, não conseguiu jogar bem e entrou em uma maré de resultados ruins, que culminaram na eliminação precoce da Liga dos
Campeões. Roberto Di Matteo foi demitido do comando técnico e Rafael Benítez assumiu um Chelsea em crise, que chegou ao Mundial pressionado.

Mesmo com a fase ruim recente, eu confio mais nesse Chelsea atual do que naquele campeão. Muito por conta de Oscar e Hazard, que jogam com auxílio ofensivo de Mata e Fernando Torres. O Chelsea abandonou o defensivismo e vai se reformulando com base na qualidade ofensiva. Se o Chelsea é favorito contra o Corinthians? É! Não é tão favorito quanto o Barcelona era contra o Santos e acredito que dificilmente veremos um passeio igual aquele de um ano atrás. Mas, acredito na vitória dos
Blues.

LUCAS, OBRIGADO POR TUDO E BOA SORTE!

Muito já se falou sobre a batalha de ontem no Morumbi, no duelo em que o São Paulo foi campeão, sem precisar jogar os 90 minutos, já que o jogo acabou no intervalo, por motivos ainda não concretos (Violência dos seguranças do São Paulo? Falta de esportividade dos argentinos?). Prefiro não me estender no assunto e para resumir, vou deixar registrada a frase do meu amigo Eduardo Riviello, dono do blog www.jogadadefeito.blogspot.com:

"Concluo que o Brasil e a América do Sul não merecem jogadores como Lucas. Menino de talento notável, negociado com o Paris Saint-Germain, desejo-lhe a sorte de encontrar pela frente técnicos de futebol que valorizem o seu encantador estilo de jogo, tal como fez e faz o Ney Franco. A sorte de sair dessa bagunça generalizada você já teve. Obrigado pela beleza de seu jogo e desculpe a nossa falha."

quarta-feira, dezembro 12, 2012

NO SUFOCO E NA CABEÇADA DE GUERRERO, TIMÃO DERROTA AL AHLY E VAI À FINAL

Por Danilo Silveira



Reconheço méritos nesse atual Corinthians, é um time forte, competitivo e bem arrumado em campo. Mas não trata-se de um time que encanta, é uma equipe que tem tendências defensivas, principalmente quando encontra-se em vantagem no marcador.

Hoje, na estreia do Mundial de Clubes, o Corinthians aumentou o seu histórico de jogos onde joga todo recuado quando está vencendo por 1 x 0. Foi assim contra o Santos na Vila Belmiro e no primeiro jogo da semifinal da Libertadores e assim contra o Fluminense no Engenhão, no Brasileirão 2012. É perigoso, arriscado, mas, mais uma vez a Fiel pôde comemorar um magrinho 1 x 0, que coloca o Timão na final, à espera de Chelsea ou Monterrey.

Até o gol, o corinthians dominou por completo a partida, mesmo sem fazer uma grande atuação. O Al AhLy entrou todo fechado e o Timão tinha a posse de bola na maior parte do tempo. Mas, ter a de bola nem sempre é bom, é preciso utiliza-la de forma proveitosa e o Corinthians não fazia isso. Os volantes, meias e atacante estavam com dificuldades para buscar o jogo e a pelota ficava rodando na primeira linha de quatro, entre os dois laterais e os dois zagueiros, configurando uma partida até certo
ponto chata de se assistir. As chances de gol praticamente inexistiram até os 28 minutos, quando Douglas cruzou da esquerda e Guerrero apareceu para dar uam bonita cabeçada, no canto direito do goleiro Sherif Ekramy: 1 x 0. Automaticamente, o Al Ahly mudou a postura, passou a atacar mais o Corinthians, que segurou bem até o intervalo a vantagem que tinha.

Começou a segunda etapa e o que se viu em campo foi o Al AhLy jogar melhor durante 45 minutos, dando muito trabalho a um Corinthians recuado, acuado e sem saída de contra ataque. O time egípcio, que mostrou bom toque de bola, tinha dificuldades de penetrar na zaga corintiana e acabava arriscando chutes de média distância. Aos 20 minutos, o sólido sistema defensivo corintiano falhou e Ahmed Fathy recebeu livre na área pela ponta direito e bateu na saída de Cássio e a sorte da Fiel corintiana foi que a bola tocou na rede, só que pelo lado externo. Tite tirou Douglas e pouco depois Guerrero, lançando Romarinho, depois Jorge Henrique, colocando um em cada lado, Roomarinho pela direita e Jorge henrique pela esquerda. O que a torcida poderia esperar era a velocidade na saída de contra ataque, mas isso não se desenhou. O que se viu foi um Corinthians fazendo cera, demosntrando estar louco para ouvir o apito final. E quando ele veio, acredito que o primeiro sentimento da imensa Fiel Corintiana e do técnico Tite foi o alívio.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

A IRRESPONSABILIDADE DE LUÍS FABIANO E O EMPATE DO SÃO PAULO NA BOMBONERA

Por Danilo Silveira


São Paulo joga melhor na primeira etapa, mas perde Fabuloso, expulso.

Os cinco minutos iniciais do jogo foram um indício de que o São Paulo adotaria uma postura ofensiva diante do Tigre/ARG, dentro da Bombonera, no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana. Foram duas boas chances criadas. Primeiro, Lucas tabelou com Luís Fabiano, invadiu a área e chutou fraco, apra tranquila defesa do goleiro Albil. Depois, Jádson apareceu pela meia esquerda, serviu o Fabuloso na área, que chutou para nova defesa de Albil. Luís Fabiano, atuante nas duas primeiras boas chegadas do São Paulo, foi o mesmo jogador que fez uma tremenda besteira aos 12 minutos. Uma discussão entre jogadores se estabeleceu em campo, o camisa 9 são-paulino levou um tapa no braço de Donatti e acabou tentando revidar, com um chute. O revide do centroavante não se concretizou, já que o chute não acertou a perna do adversário, mas foi o suficiente para Donatti cair no gramado e para o árbitro Antonio Arias colocar os dois para fora de campo com cartão vermelho. Estava feita a besteira. Foi imensa a irresponsabilidade do atacante são-paulino, que prejudicou sua equipe nesta partida e mais, no jogo da volta, semana que vem, no Morumbi, onde, suspenso, não poderá jogar. Mesmo sem seu centroavante em campo, o São Paulo conseguiu concretizar um ótimo primeiro tempo, com bastante posse de bola e muito mais volume de jogo que o Tigre. Aos 26 minutos, uma estatística mostrava seis finalizações do time paulista, contra nenhuma do adversário. Aos 29, outra estatística apontava o Tricolor Paulista com 63% de posse de bola contra 37% do Tigre. No fim das contas, apesar do amplo domínio na primeira etapa, o São Paulo deixou um pouco a desejar no quesito chances claras de gol criadas. Já o Tigre, mostrou-se um adversário limitado e sem força ofensiva e somente nos minutos finais  cheogu mais ao ataque.

Jogo cai de nível na segunda etapa.

Na segunda etapa, o jogo mudou radicalmente de figura. O Tigre passou a ocupar com mais frequência o campo ofensivo, o São Paulo se desorganizou e não conseguiu encontrar mais o bom futebol da primeira etapa. A partida caiu em nível técnico e as chances de gol foram poucas. Ney franco lançou Cícero na vaga de Jádson aos 15 minutos, mas o time não conseguiu apresentar melhoras significativas. A partida terminou 0 x 0 e vale lembrar que na decisão, não vale o gol fora de casa como critério de desempate. Melhor para o São Paulo. Agora, um empate com gols não dá o título ao Tigre, e sim, leva o jogo para a prorrogação.

Acredito em uma vitória tranquila do São paulo na próxima semana: 2 x 0.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

COM UM HOMEM A MAIS QUASE TODO O JOGO, NEWCASTLE VENCE WIGAN COM TRANQUILIDADE

Por Danilo Silveira

Pelo complemento da rodada 15 da Premier League, o Newcastle recebeu o Wigan, no St James Park, e venceu com certa facilidade, por 3 x 0. Não foi um duelo lá dos mais
interessantes e emocionantes. Com os três pontos conquistados, o Newcastle  pulou de 14 para 17 pontos, abrindo cinco pontos da zona do rebaixamento. Já o Wigan, permaneceu com 14, apenas dois pontos atrás da zona da degola.

Com um a mais, Newcastle faz 2 x 0 na primeira etapa.

Logo aos 2 minutos, Tioté arriscou com perigo de fora da área e o chute passou a direita do goleiro Ali Al Habsi. O Wigan respondeu também em chute de fora da área, defendido por goleiro holandês Krull. E aos 8 minutos, uma jogada que foi decisiva para a partida. Cissé invadiu a área, sem nenhum marcador à sua frente e acabou levando um tranco de Figueroa. Pênalti assinalado e cartão vermelho para o jogador do Wigan. Demba Ba cobrou no canto direito e abriu a contagem. Lá estava o Wigan com uma desvantagem tremenda: um gol atrás no marcador e um homem a menos dentro das 4 linhas. E não demorou muito para a equipe da casa ampliar. Aos 20, Santon arriscou de fora da área, Ali Al Habsi defendeu, mas deu rebote, aproveitado por Demba Ba, que empurrou para as redes, marcando o seu segundo gol no jogo. Com seu time com um a menos, Roberto Martínez, técnico do Wigan, resolveu mexer aos 21, sacando Jordi Gómez e lançando McArthur. O Wigan até tentava atacar, mas tinha muitas dificuldades e o Newcastle mandava na partida. O francês Marveauxteux esteve perto de ampliar o placar em um chute rasteiro de fora da área, mas Ali Al Habsi defendeu no canto esquerdo.

Newcastle amplia e vence com tranquilidade.

Para a segunda etapa, as duas equipes voltaram com alterações. Alan Pardew lançou Bigirimana, jogador nascido em Burundi, na vaga de Tioté no Newcastle, enquanto Roberto Martínez colocou Piscu na vaga de Galdwell no Wigan. E a equipe visitante voltou para a segunda etapa melhor do que terminou os 45 minutos iniciais, conseguindo estar mais presente no ataque. E aos 4 minutos, Alan Pardew precisou mexer novamente na equipe, com a contusão do lateral esquerdo Santon. Com isso, Ferguson foi para o jogo. Apesar de conseguir algumas investidas no ataque, a equipe do Wigan pouco conseguia ameaçar a meta defendida por Krull. O destaque da segunda etapa foi o meia francês Marveaux, da equipe do Newcastle, que fez boas jogadas. Aos 25 minutos, ele deu assistência para Bigirimana, que deu belo chute de fora da área, no canto direito de Ali Al Habsi, para ampliar o marcador. Aos 30, Ameobi entrou na vaga de Gutiérrez no Nescaslte e aos 37, o atacante Di Santo saiu na equipe do Wigan para a entrada de McManamam. Aos 42, Demba Ba se contundiu e teve que sair do jogo. Como o Newcastle já tinha feito as três alterações, terminou o jogo com 10 jogadores em campo. Nada que atrapalhasse a tranquila vitória da equipe.

domingo, dezembro 02, 2012

EM JOGO EMOCIONANTE, GALO VENCE CRUZEIRO E CONSEGUE VAGA DIRETA PARA FASE DE GRUPOS DA LIBERTADORES 2013

Por Danilo Silveira

Em um jogo emocionante, o Atlético/MG derrotou o Cruzeiro por 3 x 2 e ainda contou com o 0 x 0 entre Grêmio e Inter para comemorar o vice-campeonato brasileiro, que dá acesso direto à fase de grupos da Libertadores da América 2013.

Galo abre placar, R49 desperdiça pênalti e Cruzeiro empata.

O jogo começou duro, pegado, com muitas faltas. E logo aos 4 minutos, após cruzamento da direita, Bernard emendou um belo chute, indefensável, que entrou no canto esquerdo do goleiro Fábio. Aos 8 minutos, o Cruzeiro respondeu em contra ataque rápido, após passe errado de Guikherme no ataque, e Ceará acabou derrubado por Pierre, quando ia em direção à área. Alguns cruzeirense pediram o cartão vermelho, mas Paulo César de Oliveira deu apenas o amarelo ao volante atleticano. O jogo era corrido, mas o fato é que o Galo jogava um futebol abaixo daquele que apresentou em muitos outros jogos no Independência ao longo da competição. Por sinal, com a vitória de hoje, o Atlético/MG completou o campeonato todo invicto jogando em casa. Aos 20 minutos, o Cruzeiro assustou em descida pela esquerda e dessa vez Tinga aproveitou o cruzamento e chutou, acertando o poste esquerdo do goleiro Victor. O Galo insistia em ligações diretas buscando o atacante Jô, que jogava de costas para o gol, como um pivô, mas a jogada não estava dando um resultado positivo. Aos 28, apareceu o talento de Ronaldinho, que deu um belo drible em Tinga no meio-campo e abriu na
ponta direita para Guilherme, que acabou errando o alvo em sua conclusão. A atuação de Jô como pivô acabou dando certo aos 35 minutos, quando ele recebeu por baixo na área, girou em cima de Leandro Guerreiro e acabou derrubado pelo volante (no jogo de hoje zagueiro) cruzeirense. Ronaldinho cobrou a penalidade no canto esquerdo e Fábio defendeu sem dar rebote. E o castigo para o Galo foi ainda maior. Aos 46, Montillo cruzou da ponta direita, Martinuccio apareceu no meio da área para cabecear e estufar as redes atleticanas. E a partida foi empatada para o intervalo.

Cruzeiro vira, Galo revira e vai para fase de grupos da Libertadores.

O Cruzeiro voltou melhor para a segunda etapa, mais presente no campo ofensivo e acabou virando o jogo aos cinco minutos. O zagueiro Thiago Carvalho deu boa enfiada de bola para Everton, que contou com erro da marcação atleticana e apareceu livre na área, para tocar na saída de Victor. Apoiado pela massa atleticana (o jogo de hoje era com torcida única, do Atlético) o Galo partiu em busca da virada. Cuca mexeu aos 7, lançando Berola na vaga de Guilherme, que ouviu vaias e aplausos em sua saída de campo. E aos 8, Tinga e Leandro Donizete se desentenderam em uma disputa de bola, se agrediram e acabaram expulsos pelo árbitro. O jogo ficou aberto, as duas equipes ganharam espaços para atuar e o Cruzeiro passou a explorar os contra ataques. Aos 14, o Galo chegou ao gol na bola parada. Escanteio cobrado da direita, Leonardo Silva desviou e a bola chegou no segundo pau e antes que Ronaldinho tocasse na bola, o meio-campista Marcelo Oliveira cortou mal e a bola acabou entrando. Gol contra que estava dando o empate ao Galo. Mas, ainda não era o suficiente. Aos 21, em um contra golpe muito perigoso, Everton serviu Montillo que acabou batendo para fora. Jô teve duas chances em sequência de virar o jogo novamente, mas não conseguiu. Primeiro, ele recebeu ótimo passe De Bernard por elevação e deu um bonito peixinho, para ótima defesa de Fábio. Depois, ele recebeu na esquerda, de Ronaldinho, e chutou cruzado para nova defesa do goleiro cruzeirense. E a virada do Galo veio aos 28, quando Réver apareceu livre para cabecear após escanteio da esquerda. Era o gol que dava ao Atlético/MG a classificação direta para a fase de grupos da Libertadores, já que o Grêmio estava tropeçando no Inter, no Olímpico. Celso Roth resolveu mexer duplamente aos, lançando Souza e Welington Paulista nas vagas de Everton e Martinuccio, enquanto Cuca fechou a equipe, lançando Serginho na vaga de Ronaldinho Gaúcho. Pouco depois, Celso Roth mexeu novamente, tirando Montillo e colocando Elber. Anselmo Rramom levou o segundo amarelo, sendo expulso nos minutos finais, deixando o Cruzeiro com um a menos. E mesmo com noive jogdores em campo, o Cruzeiro assustou no fim, em lance que Leandro Guerreiro chutou e victor se agigantou, salvando o Galo. Nos acréscimos, Cuca lançou Triguinho na vaga de Richarlysson e o apito final, não demorou a vir. Nesse momento, o duelo entre Grêmio e Inter não havia acabado, mas logo veio a notícia que a partida terminou 0 x 0, para festa no Independência.

sábado, dezembro 01, 2012

COM BELO FUTEBOL, BARCELONA GOLEIA BILBAO DE BIELSA

Por Danilo Silveira


Para os amantes do futebol arte, este sábado foi um bom dia para se assistir o Campeonato Espanhol. O Barcelona, com sue estilo de jogo bonito, envolvente e espetacular, enfrentou o Athletic Bilbao, dirigido por Marcelo Bielsa, que sabe como dar um toque especial em um time de futebol, gosta da ofensividade, gosta do futebol arte. Ao final dos 90 minutos, uma goleada do Barcelona de 5 x 1. A equipe de Bielsa lutou, tentou jogar com a posse de bola, tentou atacar, mas sucumbiu ao Barcelona, o time mais impressionante do futebol atual.

Jogando muito bem, Barça faz 3 x 0.

A partida começou e como sempre é esperado, o Barcelona foi para o campo de ataque, começou a trocar passes e manter a posse de bola, tentando encurralar o adversário. Por sua vez, o Bilbao tentava impedir a criação de jogadas do Barça e quando tinha a bola nos pés, tentava chegar ao ataque trocando passes pelo chão. Até conseguiu em alguns momentos chegar ao ataque, trocar bons passes e valorizar a posse de bola. Mas, aos 21, o Barcelona abriu o placar. E foi de uma forma pouco habitual para a equipe catalã. Escanteio cobrado da esquerda, após disputa no alto, Fábregas chutou, Iraizoz defendeu, mas no rebote, Pique, livre de marcação, empurrou para o gol. E não demorou muito para o Barcelona ampliar, dessa vez fazendo jus às carcterísticas do time. Xavi deu uma enfiada de bola magistral para Messi, que deu uma cavadinha por cima de Iraizoz e Amorebieta chegou de carrinho para tentar evitar, mas acabou desviando para dentro do gol. Para mim, o gol foi de Messi e não contra. Com 2 x 0 no placar, o Barcelona jogava bem, solto, enquanto o Bilbao começou a ter mais dificuldades na partida, acredito que muito por conta da boa atuação do time catalão. Aos 44, Messi quase ampliou ao acertar o travessão de Iraizoz. Aos 45, veio o terceiro gol do Barcelona. Messi apareceu pela ponta direita, tocou para o meio, encontrando Fábregas, que deu belo passe para o brasiloeiro Adriano chutar para as redes do time basco. A primeira etapa chegou ao fim e enquanto o Barcelona fez três gols, o Bilbao não deu nenhuma finalização.

Bilbao até melhora, mas não evita goleada catalã.

Marcelo Bielsa lançou Llorente para a segunda etapa, sacando Aduriz. E o Barcelona continuou apresentando bom futebol e conseguiu ampliar aos 11, quando Iniesta deu belo para Fábregas, que da ponta direita, chutou vencendo Iraizoz. Somente aos 15 minutos, o Bilbao conseguiu sua primeira finalização, com Llorente, mas o chute não teve o alvo do gol. O fato é que o time basco melhorou na partida. Aos 18, Bielsa lançou Toquero na vaga de Suaseta. E aos 20 minutos Iturraspe deu um belo lançamento para Ibai Goómez, que apareceu por entre os jogadores do Barça e finalizou para diminuir o marcador. Com boa margem no marcador, Tito Vilanova fez três mexidas na equipe quase seguidas, lançando Montoya, Thiago Alcântara e Song, sacando Adriano, Iniesta e Busquets. Bielsa fez sua última mexida, lançando San José na vaga de Ramalho. E para fechar a conta, Messi ainda marcou mais um, chutando de perna direita, no canto esquerdo de Iraizoz: 5 x 1.

Um baile do Barcelona para cima do Athletic Bilbao do professor Bielsa! Vale lembrar que com os dois gols marcados, Messi chegou à incrível marca de 84 gols em 2012, ficando apenas um atrás do recorde, que é de Gerd Muller, que em 1972 marcou 85 gols.

quinta-feira, novembro 29, 2012

MALLORCA EMPATA COM LA CORUÑA E AVANÇA DE FASE NA COPA DO REI

Por Danilo Silveira

Lutando na parte debaixo da tabela no Campeonato Espanhol, Mallorca e Deportivo La Coruña se enfrentaram nesta quinta-feira em duelo válido pela Copa do Rei, em Palma de Mallorca. Em um jogo com poucas chances de gol e pouca emoção, o placar de 0 x 0 deu a classificação ao Malloca pelo gol marcado fora de casa, na partida de ida em La Coruña, quando as equipes empataram em 1 x 1.

Poucas chances de gol.

A bola rolou e o La Coruña esboçava ter como proposta manter a posse de bola, mas não conseguia avançar muito e ficava trocando passes longe do gol adversário. Os minutos se passaram e ficou desenhado um duelo equilibrado, mas sem muitas chances de gol. O mexicano Giovanni dos Santos, talvez o jogador mais famoso em campo, pouco conseguiu produzir para a equipe do Mallorca. O seu companheiro de equipe Alfaro era o jogador que melhor aparecia pelo meio-campo, ajudando na articulação de jogadas, dando qualidade ao toque de bola. Mas, as melhores chances aconteceram para o time visitante. O português Pizzi recebeu na área e chutou rasteiro no canto esquerdo do
goleiro Aouate, que fez boa defesa. Aos 24, o camisa 9 arriscou novamente um chute, dessa vez de fora da área, esbarrando novamente no goleiro do Mallorca. Pouca coisa aconteceu de bom e o jogo chegou ao intervalo sem maiores considerações a serem feitas.

Segundo tempo sem emoção.

Veio a segunda etapa e nada do jogo melhorar. O Mallorca piorou na partida, passou a atacar com menos qualidade, Alfaro não repetiu a boa atuação da primeira etapa e o La Coruña era melhor no jogo. Aos 13, o lateral esquerdo da equipe visitante, Pablo, arriscou de fora da área, mas a bola passou à esquerda de Aouate. Em seguida, Joaquín Caparrós mexeu duas vezes na equipe do Mallorca, sacando Marc Fernándes e Giovani dos Santos e promovendo as entradas de Cristeto e Víctor. As chances de gol quase não existiam na partida e o jogo ficou chato de vez. O técnico Oltra, do La Coruña, ainda mexeu três vezes na equipe, lançando Bruno Gama, o experiente Valerón e
Tiago Pinto, sacando Pizzi, André Santos (que não é o lateral esquerdo brasileiro, esse é meio-campista e português) e Juan Dominguéz. Em meio a isso, Joaquín Caparrós lançou Nsue na vaga de José Martí, em um segundo tempo que teve mais substituições que chances claras de gol. Perto do apito final, Bodipo recebeu na área e chutou, mas um adversário apareceu para interceptar o que poderia ser o gol da classificação do La Coruña.

Agora, o mallorca está na fase oitavas-de-final da competição, onde encara o Sevilla.

FIEL A UM ESTILO DE JOGO, SÃO PAULO AVANÇA À FINAL DA SUL-AMERICANA

Por Danilo Silveira


Jogando um futebol fino, com toque de bola refinado e muita movimentação, o São Paulo  conseguiu nesta quarta-feira a vaga para a final da Copa Sul-Americana. A equipe do técnico Ney Franco fez uma partida muito boa, dominou do início ao fim a faltosa equipe da Universidade Católica, do Chile, o que não significa que a classificação veio fácil e sem doses de emoção. O gol cismou em não sair, o goleiro Toselli agarrou muito, a equipe paulista pecou em algumas finalizações e o 0 x 0 persistiu até o apito final. Mas, com o empate em 1 x 1 no Chile, ele era suficiente para fazer a festa dos são paulinos no Morumbi. Por sinal, foi dia de casa cheia: mais de 50 mil presentes! O fato é que o São paulo representou bem o futebol brasileiro dentro de campo, jogou como deve-se jogar. Deve vir forte o São Paulo do Ney Franco para a final da competição e para o ano de 2013.

São Paulo cria bastante, mas não faz o gol.

A bola rolou e antes mesmo do primeiro minuto ser completado, Lucas apareceu pela direita e cruzou para Luís Fabiano, que finalizou para defesa do goleiro Toselli. Aos 2 minutos, o primeiro indício que o jogo seria tenso. Entrada forte de Peralta em Wellington, o que gerou a revolta do volante Denílson e um princípio de confusão. O resultado foi o cartão amarelo tanto para Denílson, quanto para Peralta. O São Paulo era muito melhor no jogo, buscava sempre atuar com a bola rasteira, com passes rápidos e muita movimentação. Lucas era o melhor em campo, com jogadas agudas, arrancadas para cima dos adversários. E ele sofreu com a marcação faltosa do adversário. Aliás, por grande parte do jogo o time chileno mostrou ter como virtude o jogo feio, faltoso, violento. O gol do São Paulo parecia maduro. Poderia ter saído quando Lucas serviu Jádson, que pela direita da área finalizou cruzado para fora, perdendo grande chance. Aos 28, Rogério Ceni cobrou uma das muitas faltas cometidas pela Católica e o goleiro Toselli foi obrigado a defender no canto esquerdo. Aos 41, mais uma chance perdida. Dessa vez Osvaldo recebeu pela esquerda, chutou, Toselli defendeu, o Fabuloso pegou o rebote e novamente o goleiro evitou o gol. O São Paulo criou mais que o suficiente para ir para o intervalo vencendo, mas esbarrou nas defesas de Toselli e até mesmo em algumas finalizações, que se não foram ruins, poderiam ter sido melhores.

Fiel ao estilo de jogo, São Paulo avança.

Veio a segunda etapa e o panorama do jogo continuou o mesmo. Chamava a atenção a qualidade com que Osvaldo aparecia para jogar pela ponta esquerda. Ele também foi vítima do time chileno, que não parava de fazer faltas. Aos 11 minutos da segunda etapa, a Católica já havia cometido 17 faltas. Aos 13, Osvaldo fez boa jogada pela esquerda, serviu Jádson na outra ponta, mas o camisa 10 errou na hora de finalizar. O técnico Martin Lasarte mexeu duas vezes em curto espaço de tempo, tirando dois
jogadores já com cartão amarelo. Aos 13, Meneses entrou na vaga de Peralta e aos 21, Silva deu lugar para Ovelar.  Mesmo com a Católica quase inoperante no ataque, o jogo passou a ficar perigoso para o São Paulo. Uma bola marota, como se diz na gíria, poderia acarretar no gol do time chileno, o que traria um enorme prejuízo ao time paulista. Somente aos 33, Ney Franco resolveu mexer, levando a torcida ao delírio, ao colocar Paulo Henrique Ganso na vaga de Jádson. E aos 34, Ganso poderia ter
aberto o placar, se Luís Fabiano, ao receber passe pela direita, tivesse rolado para o meio, mas o camisa 9 bateu para o gol, parando em nova defesa de Toselli. O interessante foi que, mesmo com o placar lhe favorecendo, o São Paulo não mudou sua forma de jogar nos minutos finais, não se retrancou, Ney Franco não fez nenhuma substituição de caráter defensivo. Levo isso muito em conta na hora de analisar a personalidade de um time. E nesse quesito, o São Paulo foi muito bem.

quarta-feira, novembro 28, 2012

MESMO EM CRISE, AINDA ACHO O CHELSEA FAVORITO EM UM POSSÍVEL DUELO COM CORINTHIANS

Por Danilo Silveira


Ás vésperas do Mundial de Clubes, o momento vivido peolo Chelsea não é dos melhores. Nesta quarta-feira, a equipe londrina chegou à marca de seis jogos sem vencer na Premier League, ao empatar em 0 x 0, com o Fulham, em Stamford Bridge, após uma atuação fraca. Pelo que parece, os torcedores estão para lá de insatisfeitos com a demissão de Roberto Di Matteo e contratação de Rafa Benítez para o cargo de treinador.

Pouca inspiração na primeira etapa.

Durante a primeira etapa, os Blues pouco criaram, assim como a equipe visitantes. Na verdade, tivemos um jogo muito ruim, bem abaixo do que eu costumo ver no Campeonato Inglês. A chance mais clara aconteceu aos 29 minutos, quando Oscar tocou apra Azpilicueta na ponta direita, o alteral cruzou para Fernando Torres, que dominou da direita e arrematou fraco, para tranquila defesa de Schwazer.

Jogo até melhora, mas equipes empatam sem gols.

Na segunda etapa, o jogo melhorou. A partida foi disputada de maneira mais intensa e as chances de gol, se não foram abundantes, pelo menos deram o ar da graça. Aos 9, em um contra ataque do Fulham, o grego Karagounis deu belo passe encontrando Rise na ponta esquerda, mas o jogador acabou finalizando mal. O Chelsea era bem mais presente no campo ofensivo, tentava pressionar, enquanto o Fulham encontrava espaços na parte ofensiva para contra atacar. Aos 29, Cech precisou trabalhar para defender um chute de fora, no canto direito. Aos 33, o Chelsea respondeu em voleio de Fernando Torres, que acabou interceptado por Hughes. Mesmo que o camisa 18 do Fulham não estivesse ali, acredito que a bola não teria o endereço do gol. E a partida acabou mesmo terminando sem gols. Falando nisso, cabe ressaltar que esse foi o terceiro jogo seguido que os Blues não balançaram as redes. Somando ainda o segundo tempo do jogo com o West Bromwich, o Chelsea chega à marca de mais de 300 minutos sem fazer um gol.

Previsões para o Mundial

Ao falar dessa crise que assombra os Blues, é quase impossível não pensar e falar no possível duelo entre Chelsea e Corinthians no Mundial de Clubes. Na minha opinião, mesmo se chegar em crise no Mundial, o Chelsea seria favorito nesse possível confronto diante do Timão. Pelojogadores que tem! Torres, oscar, Hazard, Matta, Ramíres, David Luiz, entre outros, são bons jogadores. Está certo que nem sempre o melhor time é aquele que tem os melhores jogadores, mas ter um material humano qualificado ajuda muito. Não que o Corinthians não tenha, mas no papel, vejo o Chelsea superior. Apesar de achar que os Blues são favoritos e vão vencer o Mundial, isso não significa que o Corinthians vá fazer feio. O que espero é o contrário disso. Acredito que o Timão vai fazer um bom mundial, vai fazer a final contra o Chelsea e vender caro o título.

segunda-feira, novembro 26, 2012

SEM JOGAR BEM, NAPOLI DERROTA O CAGLIARI FORA DE CASA E ASSUME A VICE LIDERANÇA

Por Danilo Silveira


Mesmo longe de apresentar um bom futebol, o Napoli conseguiu uma importante vitória fora de casa, nesta segunda-feira. O 1 x 0 para cima do Cagliari, fez a equipe de Nápoles pular da quarta para a segunda posição, chegando aos 30 pontos, dois a menos que a líder Juventus. Já o Cagliari, encontra-se na décima primeira colocação, cinco pontos à frente da zona de rebaixamento e sete pontos atrás da zona de classificação para a Liga Europa.

Uma bola na trave para cada lado e um primeiro tempo fraco.

De forma geral, o jogo foi muito ruim, com pouca emoção e raras jogadas bonitas. O Napoli sentiu muito a ausência de Cavani, seu principal artilheiro. Com pouca presença ofensiva, a equipe napolitana enfrentava muitas dificuldades para a criação de jogadas. Já o Cagliari, era mais presente no ataque, mas também não conseguiu dar muitos sustos ao goleiro De Sanctis. Aos 21 minutos, o Napoli quase abriu o placar com Insigne, que chutou colocado de fora da área, acertando a trave esquerda de Agazzi. Dez minutos mais tarde, Insigne teve nova chance, ao receber na ponta esquerda em contra ataque e dessa vez finalizou à direita do gol. Aos 35, o brasileiro Thiago Ribeiro, ex-Cruzeiro, hoje no Cagliari, recebeu pela ponta direita, chutou rasteiro e De Sanctis defendeu sem maiores problemas. Pouco depois, após escanteio cobrado da direita de ataque do Cagliari, Conti e Gamberini disputaram jogada pelo alto e a bola acabou triscando a trave esquerda. E antes do apito final, o goleiro De Sanctis deu um susto e tanto na torcida napolitana escorregando ao sair jogando e entregando a bola na intermediária para o brasileiro Danilo Avelar, que chutou encobrindo o goleiro, mas a bola acabou passando por cima da trave.

Mesmo sem jogar bem, Napoli consegue chegar à vitória.

Apesar do primeiro tempo fraco, nenhum dos técnicos mexeu para o início da segunda etapa. O Cagliari melhorou na partida e quase abriu o placar em duas oportunidades. Primeiro, aos 2 minutos, Conti cruzou da direita, Canavarro rebateu mal e acertou o travessão, quase marcando um gol contra. Aos 9, Naigolan pegou um rebote e arriscou à direita do gol. Aos 19, Walter Mazzarri resolveu mexer pela primeira vez no Napoli, lançando Mesto na vaga de Maggio. Três minutos mais tarde, ele colocou o chileno Eduardo Vargas, ex-La U, na vaga de Dzemaili. Para mim, só se explica a reserva de Vargas na equipe do Napoli se ele estiver em uma fase muito ruim, mas dentro de campo ele mostrou o contrário, atuando bem. Aos 24, ele quase abriu o placar ao aparecer no primeiro pau para compeltar cobrança de escanteio da esquerda, mas Pisano interceptou a finalização, antes que a bola entrasse. Aos 26, o Napoli fez o gol que lhe garantiu a vitória. Insigne tocou para Zuniga na área, o colombiano disputou a jogada com Ekdal e a bola sobrou para Hamsik, livre de marcação, chutar no canto esquerdo de Agazzi. Era o Napoli, mesmo sem merecer, sendo premiado. Aos 34 minutos, o técnico Ivo Pulga resolveu mexer pela primeira vez, lançando Ibarbo na vaga de Ekdal. Aos 38, Walter Mazzarri queimou sua última mexida, colocando Dossena na vaga de Insigne. E Pulga ainda mexeu mais duas vezes nos minutos finais, colocando Ceppelini e Dessena, nas vagas dos brasileiros Thiago Ribeiro e Nenê.  O Napoli conseguiu se segurar e por pouco ainda não ampliou o placar após tabela de Vargas com Hamsik, mas Agazzi saiu bem para defender o chute do chileno. É fato que o Napoli perdeu bastante com a saída de Lavezzi para essa temporada e com a perda de Cavani para esse jogo, mas, mesmo assim, acho que isso não justifica um futebol tão ruim apresentado pela equipe.

domingo, novembro 25, 2012

EM UM BOM JOGO DE FUTEBOL NO ENGENHÃO, ATLÉTICO/MG DERROTA BOTAFOGO

Por Danilo Silveira


Neste domingo, no Engenhão, Botafogo e Atlético/MG fizeram um bom jogo de futebol, a exemplo do que aconteceu no estádio Independência no primeiro turno. E coincidentemente, o resultado de hoje foi o mesmo do daquela ocasião: 3 x 2 para o time mineiro, que com isso, segue lutando pelo vice campeonato do Brasileirão, que dá uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores 2013.

Galo sai na frente, mas Bota consegue virada.

A primeira etapa começou com as duas equipes se estudando, tentando achar a melhor maneira de jogar. O Botafogo vinha com uma escalação muita ofensiva, Gabriel, Fellypoe Gabriel, Lodeiro, Andrezinho, Seedorf e Elkeson do meio para frente. Nos minutos iniciais, nenhuma grande chance foi criadas, até que aos 14 saiu o primeiro gol do jogo. Seedorf saiu jogando errado, o Atlético/MG trabalhou a bola até ela chegar em Jô, que acabou derrubado por Antônio Carlos, pouco antes da entrada da área. O Galo não tinha o seu principal batedor, que é Ronaldinho Gaúcho, que está contundido. Por sinal, na última partida, o jogador carimbou três cobranças de falta na trave do Atlético/GO. Mas, o Gaúcho não fez falta nesse momento, pois o Galo tinha Bernard, que cobrou com perfeição, no canto direito de Jéfferson, que nem pulou na bola. Um golaço! Pouco depois, o Galo teve chance de ampliar com Jô, que recebeu na área após jogada trabalhada pela ponta direita e chutou à esquerda do gol. Um fato interessante e perceptível era o duelo que acontecia por um dos lados do campo. Júnior César não desgrudava de Lodeiro, que jogava aberto por aquela ponta e o lateral Lucas era marcado por Escudero. E se a bola parada serviu para o Galo abrir o placar, serviu também para o Botafogo virar o jogo em poucos minutos. Aoos 27, Seedorf cobrou escanteio da direita e Antônio carlos apareceu para cabecear para as redes atleticanas. Aos 29, o lado da cobrança se inverteu, com Seedorf cobrando escanteio da esquerda, Antônio Carlos aparecendo no segundo pau, cabeceando para trás, onde Elkeson apareceu para chutar e virar a partida para o Alvinegro. O Galo ainda conseguiu balançar as redes antes do intervalo, com Escudero, mas o impedimento foi marcado e o gol acabou anulado. As maiores emoções estavam guardadas para a segunda
etapa.

Com dois gols no fim, Galo vira e vence o jogo.

O Atlético voltou melhor paraa segunda etapa, atacando mais, porém, o Botafogo também era perigoso. Elkeson poderia ter ampliado em uma bela jogada individual, onde ele arrancou pela ponta direita, deu um drible da vaca em seu marcador e chutou para defesa de Victor. O Galo respondeu em boa jogada de Bernard, que apareceu pelo meio, deu bom passe para Escudero, que acabou finalizando à esquerda de Jéfferson. Cuca resolveu mexer aos 12, tirando Guilherme, que já tiinha cartão amarelo e lançando Juninho, que começou atuando aberto na direita, sendo marcado por Márcio Azevedo. E aos 21 minutos, quando o Atlético/MG era melhor no jogo, veio um lance que
interferiu bastante no andamento da partida. Uma falta pela ponta esquerda de ataque do Galo foi cobrada curta, mas dois jogadores ficaram indecisos sobre quem pegaria a bola e Seedorf, esperto, tocou na frente e puxou o contra ataque alvinegro. A defesa estava toda aberta e Seedorf tinha metade do campo para correr acompanhado por dois marcadores no seu calcanhar. O holandês mostrou velocidade, foi até quase a área, até ser derrubado por Júnior César, que levou merecidamente o cartão vermelho no lance. Foi o suficiente para o Atlético/MG perder força ofensiva e o Botafogo passar a mandar no jogo. Cuca logo lançou Richarlyson na vaga de Escudero, recompondo a
lateral esquerda. O Botafogo chegou perto do terceiro gol em cobrança de falta de Seedorf e emue passou à esquerda e em jogada de Elkeson, mas a bicicleta do camisa 9 saiu falha. O Galo parece que foi achando a melhor forma para jogar com um a menos. Cuca mexeu novamente, lançando Serginho na vaga de Carlos César aos 29. A equipe mineira atacava menos que o adversário, mas quando fazia levava perigo. Oswaldo mexeu pela primeira vez aos 29, lançando Jádson na vaga de Marcio Azevedo, deslocando Fellype Gabriel para a lateral esquerda. Aos 38, Jô fez bela jogada pela direita, cruzou e após um desvio no meio de Juninho, Richarlysson apareceu livre no segundo pau para chutar e empatar. Era o início do pesadelo do Botafogo no jogo. Aos 42, Lucas recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo, deixando o Botafogo com 10 em campo. E o pesadelo alvinegro ficou completo aos 43, quando Serginho apareceu no segundo pau para receber uma bola alçada na área, tocou para o meio onde estava Réver, que dentro da pequena área, chutou para virar o jogo e dar a vitória ao Atlético/MG.

sábado, novembro 24, 2012

É FESTA, MEU REI! VITÓRIA EMPATA COM CEARÁ E RETORNA À ELITE DO FUTEBOL NACIONAL

Por Danilo Silveira


A Bahia hoje está pintada de vermelho e preto. Depois de dois anos, o Vitória/BA está de volta à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Depois de liderar a Série B por algumas rodadas, a equipe viveu uma maré de resultados ruins na reta final, que coincidiram com a revolta da torcida, que protestou de forma hostíl. Carpegiani saiu do comando técnico e PC Gusmão assumiu. Pelo que parece, a crise foi contornada e o Leão Baiano está de volta à elite.

Superior, Vitória vai em vantagem para o intervalo.

No jogo deste sábado, diante do Ceará, no Barradão, um empate dava o acesso ao Rubro-Negro Baiano. A partida começou em alta velocidade, com as duas equipes mostrando muita doisposição. Mais presente no ataque, o time baiano começou a criar oportunidades de gol em sequência. Aos 10, Dinei chutou de fora da área e o goleiro Dionantan rebateu. Aos 13, o mesmo Dinei recebeu na entrada da área, pela esquerda e chutou à direita do gol. William também teve oportunidade de abrir o placar, ao receber cruzamento da esquerda de Mansur, mas dominou mal e acabou chutando para fora. O Ceará conseguia poucas investidas ofensivas mais trabalhadas e praticamente não levou perigo ao gol defendido por Deola na primeira etapa. E aos 42, veio uma prêmio ao Vitória pela superioridade na partida. Willie deu bela enfiada de bola para William, que dessa vez não desperdiçou, chutando à esquerda de Dionantan e estufando as redes cearenses. Nesse momento, o Barradão quase veio abaixo, o acesso estava mais próximo, mas, emoções ainda viriam.

Ceará empata, mas a festa é do Rubro-Negro Baiano.

O Ceará voltou do intervalo com Eusébio na vaga de Vicente. A segunda etapa começou e as chances de gol diminuíram. O Vitória mantinha o jogo controlado, os minutos se passavam e o Ceará parecia sem forças para reagir. A situação melhorou ainda mais para o time baiano aos 18 minutos, quando Jailton fez falta dura em Willie e levou o segundo amarelo, sendo expulso do campo. Logo, o técnico Anderson Silva tirou o meia Magno e lançou Régis na partida, no time cearense. Aos 28, os baianos quase ampliáram com Willie, que recebeu passe da ponta esquerda e carimbou a trave direita do Ceará. Aos 34 minutos, uma ducha de água fria no torcedor do Vitória. Falta cobrada na área, a bola desviou em Victor Ramos e acabou entrando: era o empate do Ceará! A partir daí, foram 15 minutos de sofrimento para o torcedor. O São Caetano estava vencendo o Guarani e o Atlético/PR empatando com o Paraná. Esses resultados significavam que o Vitória não subiria caso perdesse o jogo. Os minutos se passaram e o apito final veio para alívio e felicidade no Barradão.

O Vitória voltou!

sexta-feira, novembro 23, 2012

EM BOM JOGO, LIVERPOOL E YOUNG BOYS EMPATAM EM ANFIELD ROAD

Por Danilo Silveira

Nem sempre os jogos mais aguardados pelo público e mais badalados pela grande mídia são os melhores. E os com menos destaque na mídia, às vezes surpreendem. É nesse segundo caso que se encontra o duelo desta quinta-feira entre Liverpool x Young Boys. Jogando em Anfield Road, em confronto válido pela Liga Europa, as duas equipes fizeram um bom jogo de futebol, que terminou empatado em 2 x 2.

Time suiço começa bem, mas Liverpool melhora e abre o placar.

Em 90 minutos, ficou nítido que as duas equipes apresentavam algo em comum no estilo de jogo. Tanto o time inglês quanto o suiço tiveram como iniciativa atuar com a bola no chão, com trocas qualificadas de passes, sem muitos chutões ou ligações diretas. A saída foi dada pelo Young Boys, que em questão de segundos estava na área do Liverpool, mas a finalização acabou indo para fora. E nos minutos iniciais, a equipe suiça conseguiu jogar até melhor que o Liverpool, mas as chances do time da casa não demorariam a aparecer. Aos 16, Shelvey enfiou bola para Joe Cole, na ponta direita e o inglês chutou cruzado, para fora. Aos 20, um lance inusitado. Bola na área defensiva do Young boys, Veskovac tentou sair jogando de calcanhar, perdeu bola para Assaid e acabou sentindo uma contusão na coxa, caindo no chão. Sorte a dele que o goleiro Wolfli conseguiu sair e evitar que Assaid conseguisse ficar com a bola e prosseguisse no lance Logo, Veskovac foi substituído por Ojala. O Liverpool seguiu criando chances. Shelvey apareceu novamente aos 25 no meio campo do Liverpool, dando um belíssimo passe de calcanhar para Henderson, que de cara para o gol, não
finalizou bem e Wolfli defendeu. Não é comum ver um jogador ser substituído ainda na primeira etapa, mas Brendan Rodgers resolveu mexer com 30 minutos. Gerrard entrou na vaga do ala direito Wisdom. O Liverpool era melhor na partida e conseguiu abrir o marcador aos 32, com um belo gol. Joe Cole tabelou com Suso pela direita, deu uma cavadinha na saída do goleiro, encontrando Shelvey, que usou a cabeça para empurrar para as redes. E por pouco os Reds não aumentaram aos 36, em uma sobra de escanteio, mas Nuzzolo apareceu perto da linha final para evitar.

Young Boys consegue chegar por duas vezes ao empate

Nos minutos iniciais da segunda etapa, o Young Boys viveu seu melhor momento na partida e conseguiu chegar ao gol de empate. Mas, antes disso, duas boas jogadas não terminaram com bola nas redes, aos 3 e aos 4 minutos, em chutes que não tiveram a direção do gol de Pepe Reina. Mas, aos 6, o sueco Farnerud lançou Bobadilla na ponta esquerda da grande área e o camisa 9 conseguiu um lindo domínio na coxa direita, somado a uma bomba cruzada de canhota. Um golaço! Brendan Rodgers, que poupava alguns de seus titulares, resolveu lançar Suárez aos 14 minutos, sacando Suso do time. Coincidência ao não, foi mais ou menos nesse período que o Liverpool voltou a jogar
bem, a ser superior no campo de jogo. O bom futebol apresentado pelo Young Boys, com boa troca de passes, parece que foi esquecido pelos jogadores. A equipe suiça tinha dificuldades para desenvolver seu jogo. E o Liverpool chegou ao gol aos 26, em mais uma jogada bonita, pelo chão. Suárez tocou para Gerrard, que serviu Joe cole, que chutou para vencer o goleiro Wolfli e colocar os Reds novamente em vantagem. Pouco depois, aos 29, Cole saiu de cmapo muito aplaudido, para a entrada do jovem Sterling. No Young Boys, aos 31, Frey entrou na vaga de Nuzzolo e Cinco minutos mais tarde, a última mexida no time suiço: Vitkieviez na vaga de Schneuwly. O time até
esboçava alguma reação, mas no geral, o Liverpool era melhor no campo de jogo. Mas, aos 42, aconteceu aquilo que parecia que não aconteceria: o empate do Young Boys. E ele saiu em uma bonita jogada, pelo chão, que terminou com Zverotic tabelando com Frey e chutando forte, de fora da área, para vencer Pepe Reina. O Liverpool jogou melhor a maior parte do tempo, mas o empate acabou se tornando um resultado interessante analisando o que as equipes apresentaram em campo. Premiou a ousadia e o estilo de jogo da equipe suiça. Não teve retranca, não teve defensivismo, o Young Boys foi um time que tentou jogar 90 minutos de igual para igual contra o Liverpool em Anfield Road.

quarta-feira, novembro 21, 2012

JUVENTUS 3 x 0 CHELSEA! VELHA SENHORA COMPLICA VIDA DO ATUAL CAMPEÃO EUROPEU

Por Danilo Silveira


Em um dos jogos mais aguardados da quinta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões, a Juventus conseguiu uma boa vitória diante do Chelsea, atual campeão do
torneio. Sonoros 3 x 0 em Turim, deixaram a Juve em segundo lugar do grupo, com nove pontos. O líder é o Shaktar Donetsk com 10 e o Chelsea está em terceiro com 7. Na última rodada, a equipe ucraniana, já classificada, recebe a Juventus, enquanto o Chelsea recebe o já eliminado Nordsland, da Dinamarca. Qualquer resultado diferente de vitória do Chelsea e derrota da Juventus, elimina os Blues da competição.

Superior, Juventus sai na frente.

Com apenas 3 minutos de jogo, o lateral Lichtsteiner apareceu pela direita da área e chutou para boa defesa de Cech, que ainda contou com a sorte, já que a bola ainda tocou na trave esquerda e não entrou. O Chelsea jogava com Ivanovic fixo na esquerda, quase como um terceiro zagueiro naquela função, mais dois zagueiros (Cahill e David Luiz), dois volantes (Mikel e Ramires), Azpilicueta como ala direito, Ashley Cole de lateral esquerdo e Oscar, Hazard e Mata na frente. Formação que não me encheu os olhos, acredito que Fernando Torres, que começou no banco, deveria ter iniciado a partida. A formação sobrecarregou o trio ofensivo e o time pouco conseguiu produzir pelos lados do campo. A melhor chance dos Blues na partida aconteceu aos 8 minutos, muito mais pelo talento de Oscar que pela parte coletiva. O meia brasileiro arrancou do campo defensivo, correu uma grande parte do gramado e serviu Hazard na ponta direita e Buffon apareceu bem para defender o chute do belga. Se não era brilhante, a Juventus era muito mais organizada em campo que seu adversário. Aos 14, Cech fez excelente defesa em chute de Marchisio, no canto esquerdo. A superioridade da Juventus dentro de campo pôde ser vista também no marcador somente a partir dos 37 minutos da primeira etapa, quando Pirlo chutou de fora da área, a bola desviou em Quagliarella e entrou. Um minuto depois, a Velha Senhora quase ampliou. Asamoah, que cumpriu bem sua função tática, jogando pela ponta esquerda, cruzou daquele canto, Asheley Cole e David Luiz dividiram com um jogador da Juve e a bola acabou tomando o rumo do gol, mas antes que ela cruzasse a linha final, Cole surgiu para evitar o pior para sua equipe. E o que poderia ter se tornado o 2 x 0, quase virou empate. No lance seguinte, Mata recebeu belo passe na área, mas não conseguiu dominar bem, nem chutar com força e Buffon pegou a bola com tranquilidade.

Juventus segue melhor e aplica 3 x 0.

A superioridade em campo da Juventus ficou ainda mais visível na segunda etapa. A equipe italiana jogava solta e tranquila em campo, contra um adversário que se mostrava frágil, sem poder de reação. E as chances foram sendo criadas. Cech, o melhor em campo pelo lado do Chelsea, defendeu um chute de Pirlo (que não sei se entraria) no canto esquerdo. Quagliarella recebeu pela ponta direita, livre de marcação e o goleiro dos Blues saiu bem, se agigantou e não permitiu que o jogador
italiano o driblasse. Aos 16 minutos, uma boa troca de passes envolvendo Vucinic, Asamoah e Vidal terminou com o chute do volante chileno nas redes do Chelsea. Era o merecido segundo gol da Velha Senhora na partida. Somente aí, o técnico do Chelsea, Roberto Di Matteo, resolveu colocar o time mais ofensivo, lançando Moses na vaga de Azpilicueta e pouco depois, Cáceres entrou na vaga de Lichtsteiner na Juventus. Vendo o adversário muito superior na partida, Di Matteo resolveu lançar o time ainda mais para o ataque aos 25, colocando Torres na vaga de Mikel. A pergunta que fica é: Por que resolver colocar o time ofensivo somente quando o placar lhe é desfavorável? O Chelsea passou a atacar mais, só que não conseguia fazer isso de maneira organizada. Giovinco e Pogba entraram na Juve, nas vagas de Vucinic e Quagliarella. E aos 45, Giovinco recebeu passe na frente, Cech saiu mal, quase até a intermediária e o atacante italiano chutou rasteiro para o gol vazio, fechando a conta.  A atuação do Chelsea hoje não condiz com a atuação que deve ter um campeão europeu. Um time sem poder ofensivo, oferecendo espaços na defesa, com os homens de frente
sobrecarregados. Talento o Chelsea tem, mas Roberto Di Matteo não o utilizou da melhor maneira possível. Derrota merecida, que pode custar a classificação à próxima
fase.

domingo, novembro 18, 2012

ARSENAL LEVA SUSTO, MAS CONSEGUE VIRADA E GOLEIA TOTTENHAM NO CLÁSSICO LONDRINO

Neste sábado, o Arsenal venceu o Tottenham  de virada no clássico londrino, por 5 x 2. Os Guenners viram a equipe de André Villas-Boas abrir o placar logo cedo, mas a expulsão de Adebayor dificultou a vida do Tottenham e o Arsenal chegou ao empate e logo à virada, jogando um envolvente futebol.


Adebayor abre o placar, mas é expulso e prejudica sua equipe.

O primeiro lance de maior destaque aconteceu aos 8 minutos de jogo e foi no campo de ataque do Tottenham. Um chute de fora da área parou no meio do caminho, Gallas pegou o rebote e chutou para as redes, mas foi marcado o impedimento no lance. Mas, no minuto seguinte, o Tottenham conseguiu balançar as redes e alterar o placar. Defoe aproveitou lançamento longo, ganhou na corrida pela ponta esquerda, chutou cruzado, Szczesny deu rebote e Adebayor, ex jogador do Arsenal, aproveitou e abriu o placar no Emirates. O Tottenham se animou e chegou perto de ampliar aos 12. Lennon recebeu na ponta direita, chutou cruzado e a bola passou perto. O autor do gol que dava a vitória momentânea ao Tottenham, prejudicou feio sua equipe aos 16 minutos. Adebayor cometeu falta violenta em Cazorla, próximo á linha divisória do meio campo e acabou corretamente expulso pelo árbitro Howard Webb. O Arsenal cresceu na partida, foi encaixando seu estilo de jogo e chegou ao empate aos 27. Walcott cruzou da direita e Mertesacker cabeceou para as redes. Na parte final da primeira etapa, os Gunners foram criando chances de gol, como aos 40 minutos, quando Llorris trabalhou bem para encaixar uma cabeçada do seu compatriota Giroud. Aos 41, Podolski chutou no canto esquerdo e dessa vez Llorris nada pôde fazer para evitar a virada do time da casa. E o Arsenal ainda ampliaria o placar no primeiro tempo. Cazorla arrancou pelo meio, sofreu falta, cambaleou mas seguiu em pé, levou a bola para esquerda e cruzou rasteiro para Giroud, que foi oportunista para chutar e dessa vez vencer Llorris.

Jogando bem, Arsenal faz 5 x 2.

Para a segunda etapa, André Villas-Boas voltou com duas mexidas: o meia Dempsey entrou na vaga de Naughton e Dawson entrou no lugar de Walker. Mas, o Tottenham não conseguiu demonstrar muita força ofensiva e o Arsenal jogava bem, solto em campo. Aos 14, Walcoott tocou para Podolski, que cruzou rasteiro da ponta esquerda para Cazorla, que empurrou para as redes para ampliar o marcador. Uma goleada se desenhava no Emirates: 4 x 1 para o Arsenal. Mas, a equipe dirigida por Arsene Wenger ainda levaria sustos na partida. Aos 25, Bale chutou de fora da área, acertou o canto direito de Szczesny e diminuiu o marcador para o Tottenham. Nesse momento, mais mexidas no jogo: Ramsey entrou na vaga de Wilshere no Arsenal e no Tottenham, o jovem Carroll entrou na vaga de Huddlestone. Pouco depois, Bale apareceu pela esquerda e chutou cruzado, mas a bola nem teve o endereço do gol, nem chegou para Defoe, que fechava no meio, desviar para as redes. Era o Tiottenham voltando a gostar do jogo. Os minutos se passaram e Wenger queimou suas duas últimas alterações, lançando André Santos e Chamberlain, nas vagas de Podolski e Giroud. E antes do apito final, Walcott ainda deixou sua marca, dando números finais ao jogo: 5 x 2. 

terça-feira, novembro 13, 2012

SEM SER BRILHANTE, FLUMINENSE É CAMPEÃO BRASILEIRO EM 2012

Por Danilo Silveira


As estatísticas apontam números incríveis para o Fluminense em 2012 no Campeonato Brasileiro. Apenas 3 derrotas em 35 jogos, 22 vitórias e 10 empates.  No campo, um time com grandes talentos, mas que é sub-aproveitado pelo técnico Abel Braga. Isso é, apesar dos números impressionantes, o Fluminense joga muito abaixo daquilo que pode, somando inúmeras vitórias jogando mal.

Muito se falou (e tem mesmo que se falar) sobre a arbitragem, pois foi ajudado por ela que o Tricolor das Laranjeiras conseguiu chegar aos 76 pontos em 35 partidas, que culminou no título antecipado. Provavelmente, se a arbitragem não tivesse ajudado tanto, o Fluminense não estaria nesse momento na condição de campeão brasileiro de 2012.

O fato é que o Fluminense conquistou dois títulos no ano de 2012: o carioca e o Brasileirão. Agora, vai em busca daquilo que lhe falta em 2013: um título da Libertadores. Em 2012, o Corinthians entrou para o seleto grupo de times que já conquistaram a América, ano que vem pode ser o Tricolor das Laranjeiras. E o clube tem um investimento pesado. A Unimed injeta muito dinheiro e o Fluminense parece não ter muitas dificuldades financeiras para contratar jogadores. Uma pena que Abel Braga não consiga aproveitar o talento que tem em mãos da melhor maneira possível.

Resumindo, o Fluminense de 2012 é um time frio, gelado, que não empolga e não encanta. Um time que não emociona, não apresenta um futebol vistoso, não joga bonito. Esse é o campeão brasileiro de 2012.

domingo, novembro 11, 2012

COM GRANDE ATUAÇÃO, BOTAFOGO DERROTA A PORTUGUESA NO ENGENHÃO


Por Danilo Silveira


O torcedor do Botafogo que foi ao Engenhão deve ter ficado orgulhoso da atuação que o seu time fez diante da Portuguesa, nesse sábado. A vitória por 3 x 0 poderia ter sido até maior diante da quantidade de oportunidades criadas pela equipe. Mesmo com a vitória, a equipe está bem distante de conseguir a classificação para a Libertadores 2013.

Botafogo abre o placar com seu artilheiro recente.

Não demorou muito para o Botafogo abrir o marcador no Engenhão. Logo aos 11 minutos, Fellype Gabriel tentou um passe para Andrezinho, a bola desviou na perna de um adversário e acabou sobrando para o o artilheiro recente do Botafogo. Bruno Mineiro teve a calma e tranqüilidade para chutar rasteiro no lado esquerdo do goleiro Dida: 1 x 0. Apesar de ter aberto rapidamente o placar, o Botafogo não enfrentou facilidades na primeira etapa. A Portuguesa demonstrou uma postura interessante, não se encolhendo e se mantendo por bom tempo no campo ofensivo. O problema é que a equipe demonstrava falta de qualidade no setor de meio-campo e o artilheiro Bruno Mineiro pouco conseguiu produzir em meio ao sistema defensivo alvinegro. A melhor chance obtida pelo atacante foi quando a defesa alvinegra falhou e a bola sobrou limpa, mas o chute acabou indo para fora da meta defendida por Jefferson. O Botafogo, por sua vez, estava com a marcação encaixada e conseguia subir ao ataque com qualidade. Mas, o melhor que o Glorioso tinha para apresentar ainda estava por vir.

Baile alvinegro na segunda etapa.

Veio a segunda etapa e a partir daí viu-se uma atuação exemplar da equipe comandada por Oswaldo de Oliveira. Antes do primeiro minuto ser concluído, Fellype Gabriel recebeu bom passe de Andrezinho pela ponta direita, chutou e a bola desviou em um adversário, passando por cima. No minuto seguinte, Bruno Mendes, que fez excelente partida, recebeu cruzamento da esquerda e chutou para as redes, mas foi marcado erradamente o impedimento no lance. A Portuguesa já não conseguia avançar ao ataque como fizera na primeira etapa e as chances do Botafogo foram aparecendo. Após escanteio da direita, Antônio Carlos chegou muito perto de ampliar ao cabecear no poste direito de Dida. Em uma chance mais clara ainda, Lodeiro apareceu pela ponta esquerda, chutou cruzado e a bola cruzou toda a extensão do gol da Lusa, com Dida vendido no lance e por muito pouco Bruno Mendes não alcançou e empurrou para as redes. As coisas se tornaram ainda mais difíceis para a Portuguesa quando Marcelo Cordeiro recebeu o segundo amarelo, sendo expulso de campo. A essa altura, Geninho já havia queimado uma alteração, tirando Bruno Mineiro para colocar o meia Diguinho, substituição essa que não entendi. O Botafogo, senhor das ações ofensivas da partida, ampliou na bola parada, aos 21. Renato cobrou falta na área e Fellype Gabriel desviou de cabeça para as redes. Com a Lusa sem reação e uma boa vantagem no placar, o Botafogo jogava solto, veloz, envolvente. As jogadas apareciam com facilidade e as chances de aumentar foram surgindo. Seedorf, voltando de contusão, entrou no jogo, para alegria da torcida. Mas foi dos pés de Andrezinho que nasceu uma das jogadas mais bonitas do jogo. Ele arrancou pelo meio, dando dois dribles da vaca em dois adversários diferentes e só foi parado ao sofrer pênalti de Dida. Ele mesmo cobrou, mas o arqueiro da Lusa conhecido por ser um ótimo pegador de pênaltis, defendeu a cobrança no canto esquerdo. O terceiro e último gol do jogo saiu aos 44, em chute cruzado de Vitor Júnior, que entrara no jogo três minutos antes.

segunda-feira, novembro 05, 2012

SUÁREZ FAZ GOLAÇO, MAS LIVERPOOL SÓ EMPATA COM NEWCASTLE EM 600º JOGO DE GERRARD

Por Danilo Silveira


Jogando em casa, o Liverpool não passou de um empate diante de Newcastle, apesar de ter jogado melhor quase todos os 90 minutos de partida. O Campeonato inglês está apenas começando, mas os Reds já estão vendo cada vez mais distante a possibilidade de título. Já são 13 pontos atrás do líder Manchester United.

Liverpool joga melhor, mas Newcastle abre o placar.

Ao som do tradicional “You will never walk alone”, a bola rolou no Anfield Road. Foi um momento especial para Steven Gerrard, que completava ali 600 partidas vestindo a camisa dos Reds. Os primeiros minutos foram de grande pressão da equipe da casa, que tinha Sterling como o homem mais participativo em campo. Apesar da pressão, nenhuma grande chance de gol foi criada. Quando o jogo atingiu a marca de 10 minutos, o Newcastle começou a equilibrar as ações. Aos 19, Suárez cobrou falta da ponta direita, com perigo, no canto esquerdo, mas a bola não teve o endereço do gol. Aos 21, nova jogada do uruguaio. Dessa vez, ele arrancou pela ponta direita e chutou para boa defesa do goleiro holandês Krull. Cinco minutos mais tarde, a primeira alteração na partida aconteceu. Perch, machucado, deu lugar para Simpson na equipe visitante. O Liverpool não fazia uma partida ruim, valorizava bem a posse de bola, mas tinha muitas dificuldades para penetrar na zaga adversária e criar chances de gol. Ir para o intervalo empatando, depois de jogar melhor o primeiro tempo, já era ruim para o Liverpool. Agora, imagine só ir para o intervalo perdendo o jogo? Pois bem, aos 43, Ben Arfa fez bela jogada pela ponta direita, cruzou encontrando no segundo pau o seu compatriota Cabaye, que emendou um chute cruzado para abrir o placar na cidade de Liverpool. Intervalo de jogo: Liverpool 0 a 1 Newcastle.

Suárez faz golaço e empata o jogo.

Veio a segunda etapa e logo com três minutos o Newcastle fez uma troca de atacantes: Demba Ba saiu, entrou Ameobi. O Liverpool corria em busca do empate, mas enfrentava muitas dificuldades. Suárez participava muito do jogo, incansável na parte ofensiva, brigando entre a defesa adversária. Aos 20, a primeira mexida no Liverpool: Shelvey na vaga de Suso. E aos 21, veio uma jogada belíssima, que terminou com o gol de empate do Liverpool. José Enrique, do campo defensivo, lançou Suárez, que conseguiu um belo domínio no peito, driblou o goleiro Krull e chutou para o fundo das redes. Um golaço! A partida recomeçou e Ferguson entrou na vaga de Cabaye no Newcastle. Aos 23, outra bela jogada de Suárez, que foi o melhor jogador em campo. O uruguaio deu um belo drible em Coloccini pela ponta direita e cruzou rasteiro para Shelvey, que se desequilibrou e acabou chutando fraco, perdendo ótima chance. Downing ainda entrou na vaga de Sahin no Liverpool, que corria em busca da virada, mas a partida terminou mesmo empatada. Vale destacar que o Liverpool atuou os minutos finais com um a mais, pois aos 38, Coloccini foi expulso de forma direta ao dar uma entrada muito forte em Suárez. Aos 48, o Liverpool ainda chegou muito perto da virada em uma jogada atípica. Falta batida, a bola explodiu em um jogador da barreira, quicou de forma estranha no chão e acabou tocando o travessão de Krull. 

segunda-feira, outubro 22, 2012

UM TÉCNICO DIFERENCIADO, UM GRANDE CRAQUE E UM TIME FANTÁSTICO

Por Danilo Silveira



E de técnicos como o Cuca que o Brasil precisa. E de jogadores como Ronaldinho Gaúcho que o Brasil precisa. E é de times como esse Atlético/MG que nosso país necessita.

Trata-se de dois profissionais diferenciados em suas atividades, que contribuem para que o Atlético/MG de 2012 seja um time diferenciado. Um time que joga um futebol incrível, vistoso, belo e admirável. Ontem, diante do Fluminense, o Galo deu uma verdadeira aula de futebol, um verdadeiro show. Talvez, a única ressalva a fazer seja nas finalizações, quesito onde o time mineiro não foi tão eficiente. Sorte do Fluminense. Se a equipe de Cuca estivesse com a pontaria melhor calibrada, os 3 a 2 poderiam ter se tornado uns 5, 6 ou 7 a 2.

Cuca disse após o jogo que os anos vão se passar e esse jogo vai continuar sendo lembrado. E realmente tem que ser. Não me lembro de ter visto em solo nacional, em jogos decisivos como esse, um time ser tão superior em relação ao outro. O placar apontou 3 x 2 para o Galo, em finalizações, foram 27 do time mineiro contra 4 do Fluminense. Dessas 27, 3 entraram no gol, três carimbaram na trave e algumas outras pararam em Diego Cavalieri, o melhor jogador do Fluminense em campo.

O gol da vitória veio somente aos 47 do segundo tempo, para coroar uma atuação fantástica. Se não viesse e o jogo terminasse 2 x 2, a aula futebolística estaria dada do mesmo jeito. O título da competição pode vir para o Atlético/MG ou não, mas esse time já está eternizado na memória de cada atleticano como um time especial. Pode-se ter elencos melhores no Brasil em termos de jogadores, mas não se tem um time que joga o futebol que o Atlético/MG joga. Nem perto disso!

Já chegou (na verdade já passou) da hora de Cuca assumir de uma vez por todas a Seleção Brasileira, assim como já passou da hora de Ronaldinho Gaúcho voltar a vestir a amarelinha. Os dois juntos, têm muito a oferecer para o futebol do nosso país.

Ontem, foi o dia do país se curvar ao Cuca, ao Ronaldinho e ao Atlético/MG. Se o jogo de ontem fosse um filme, poderíamos dizer que o diretor fez um final emocionante, fantástico e sensacional.

ROONEY MARCA UM GOL CONTRA, DOIS A FAVOR E UNITED VENCE STOKE

Por Danilo Silveira


Em um jogo de seis gols, o Manchester United bateu o Stoke City em Old Trafford. Wayne Rooney balançou as redes três vezes, sendo uma contra e duas a favor da sua equipe. Como o Chelsea também venceu na rodada, a diferença segue de 4 pontos do vice líder United para os Blues, que estão na liderança. Curiosamente, a próxima rodada acusa em duelo entre as duas equipes.

Rooney marca contra, mas ajuda United a virar ainda na primeira etapa.

Com dez minutos de jogo, o Manchester tomou um susto. Falta cobrada da ponta direita de ataque do Stoke, Rooney tentou afastar o perigo da área, mas acabou jogando para o fundo das próprias redes. E o gol fez muito bem ao Stoke, que parecia mais perto de ampliar o marcador do que de tomar o empate. De Gea trabalhou três vezes para evitar mais um gol da equipe visitante. Primeiro, ele evitou que um chute cruzado da ponta direita entrasse, depois, pegou uma cabeçada de Peter Crouch. E, aos 23 minutos, após bela trama, Walters chutou e o goleiro novamente trabalhou bem. Aos 26, Van Persie, que mostrou uma excelente movimentação no jogo, apareceu pela esquerda e cruzou na medida para Rooney cabecear, dessa vez para o lado certo, e empatar o jogo, se redimindo do erro que cometera pouco antes. E daí até o fim do primeiro tempo, foi a equipe da casa que chegou com mais perigo. Aos 39, Welbeck apareceu pela ponta esquerda, finalizou com estilo, encobrindo o goleiro Begovic, mas a bola tocou no travessão e não entrou. Aos 43, Rooney recebeu pelo meio, abriu na direita para Valencia, que cruzou para Van Persie, que virou a partida, levando o Manchester em vantagem para o intervalo.

Jogando bem, Manchester consolida vitória.

A equipe de Alex Ferguson voltou bem para o segundo tempo e ampliou logo no primeiro minuto. Rooney cruzou da direita e Welbeck apareceu na área para cabecear: 3 a 1. Senhor do jogo, dono das ações, o United via a partida controlada, com o Stoke não demonstrando poder de reação. Mas, o duelo ainda ganharia emoções. Aos 14, Kightly arrancou no meio-campo, passou por Ferdinand e Carrick e chutou no canto esquerdo de De Gea, que viu a bola tocar na trave esquerda antes de entrar: 3 x 2. Aos 19, Rooney foi oportunista e marcou o quarto gol da sua equipe. Após escanteio cobrado da direita e um bate rebate na área, ele chutou para as redes do Stoke. Daí para o fim do jogo, os dois técnicos mexeram em suas equipes, mas nada mudou muito o panorama do jogo. O Stoke continuou sem conseguir assustar muito e o United seguiu com a partida controlada. No Stoke, o técnico Tony Pulis colocou Ethetrington, Owen e Palacios, nas vagas de Walters, Kightly e Whitehead, enquanto no United, Ferguson lançou Anderson, Nani e Chicharito, nas vagas de Scholes, Valencia e Welbeck.

domingo, outubro 14, 2012

GOLEIROS SE DESTACAM E FLAMENGO E CRUZEIRO EMPATAM NO ENGENHÃO

Por Danilo Silveira



Neste sábado chuvoso no Rio de Janeiro, Flamengo e Cruzeiro fizeram um duelo corrido, movimentado, com os dois goleiros se destacando e ajudando suas equipes a não saírem derrotadas do Engenhão. O empate em 1 a 1 acabou refletindo fielmente o que aconteceu dentro das quatro linhas durante 90 minutos.

Fla começa melhor, mas cede empate e cai de produção

Mesmo que distante, o fantasma do rebaixamento ainda assombra a Gávea. Buscando três pontos para melhorar sua condição na tabela, o Flamengo começou o jogo pressionando a equipe comandada por Celso Roth. A primeira chance destacável aconteceu em uma cabeçada de Renato Santos após escanteio cobrado da direita, mas a bola não teve o endereço do gol. Mas, as redes cruzeirenses não demoraram a ser estufadas. Aos 10 minutos, Ramon cruzou da esquerda, Vágner Love ajeitou meio sem jeito com o braço, o árbitro nada assinalou e Liédson completou para as redes: 1 a 0 para o Rubro-Negro com um gol irregular. Os donos da casa faziam uma boa partida, dominando um Cruzeiro que não se encontrava em campo. Mas, aos 18 minutos, veio o fato que transformou a partida. Contra ataque cruzeirense, Martinuccio recebeu na esquerda e cruzou para Everton, que por conta de uma falha defensiva grotesca do Flamengo, estava livre para cabecear e empatar. O gol fez muito bem para os mineiros e mal aos cariocas, que caíram de rendimento no jogo. Aos 31, a virada poderia ter acontecido, mas Felipe apareceu para salvar duas vezes chutes do argentino Montillo, de frente para o gol. Aos 38, novo contra ataque cruzeirense e após cruzamento da direita, Martinuccio cabeceou mal, perdendo a chance de colocar seu time em vantagem. Antes do término da primeira etapa, o Flamengo acabou perdendo Léo Moura, que saiu contundido para a entrada de Adryan.

Equipes criam chances, mas placar segue inalterado até o fim

E a substituição forçada de Dorival Júnior acabou melhorando o Flamengo. Adryan pela esquerda e Welington Silva pela direita eram boas opções de ataque para o time carioca. Aos 2 minutos, Adryan ajeitou para Ramon, que bateu de fora, mas sem o endereço do gol. Aos 8, Celso Roth mexeu pela primeira vez, tirando o sumido Willian Magrão e promovendo a entrada de Charles. Os minutos foram se passando e o jogo foi ficando corrido, aberto, com boas chances de gol. Aos 17, novamente um contra ataque cruzeirense levou perigo. Anselmo Ramon ganhou de Renato Santos no meio, abriu na direita para Montillo, que bateu de primeira e novamente parou no goleiro Felipe. A resposta rubro negra veio de forma instantânea. Cléber Santana deu bela enfiada de bola para Vágner Love na ponta esquerda da área, mas o atacante bateu rasteiro, cruzado e fraco, para boa defesa de Fábio. Aos 20, o árbitro deixou de assinalar uma infração para o Flamengo. Bola na área do Cruzeiro e Ceará atrasou de letra para Fábio, que utilizou as mãos, quando não poderia. Os dois técnicos continuaram com suas mexidas, procurando armas para vencer o jogo. Dorival lançou Luiz Antônio e Wellington Bruno, nas vagas de Aírton e Íbson, enquanto Celso Roth colocou Diego Renan na vaga de Everton. E o Flamengo balançou as redes novamente aos 38, mas o árbitro anulou o gol de forma equivocada. Escanteio cobrado da esquerda, após o desvio, Liédson, em posição legal, empurrou para as redes, mas o impedimento foi assinalado. Vamos fazer de conta que o árbitro compensou o gol irregular do Flamengo que tinha sido validado na primeira etapa. E os minutos finais do jogo foram de pressão do Flamengo. O lance que levou mais perigo ocorreu aos 47, quando Wellington Bruno tabelou com Liédson e chutou forte de longe, para boa defesa de Fábio.

Com o empate, o Cruzeiro encontra-se em uma posição confortável na tabela em termos de rebaixamento e com pouquíssimas chances de chegar à Libertadores. Já o Flamengo, segue com o alerta ligado, mas com uma boa margem da temida zona do rebaixamento.

segunda-feira, outubro 08, 2012

BARCELONA (MESSI) 2 X 2 (CRISTIANO RONALDO) REAL MADRID

Por Danilo Silveira

Barcelona e Real Madrid fizeram um clássico movimentado no Camp Nou, neste domingo. E após o apito final, concretizou-se um empate em 2 x 2, com dois gols de Messi para os catalães e dois gols de Cristiano Ronaldo para o time merengue.


Cristiano Ronaldo e Messi marcam

A partida começou equilibrada, com o Barcelona tendo dificuldades para implementar o seu estilo de jogo de posse de bola. Aos 18 minutos, o Real assustou, quando Sérgio Ramos apareceu para cabecear após escanteio da direita e a bola passou perto, à esquerda do goleiro Valdés. O Barcelona respondeu dois minutos mais tarde, quando Iniesta bateu de fora, por cima do gol. E aos 22, veio o gol do Real. Benzema serviu Cristiano Ronaldo na ponta esquerda e o português chutou forte para abrir o marcador. E a equipe comandada por José Mourinho quase ampliou logo em seguida, aos 22, quando Benzema recebeu na área e carimbou a trave esquerda de Valdés. Aos 27, Tito Vilanova precisou mexer na equipe, sacando Daniel Alves, machucado, e lançando Montoya. Messi, que não se destacava na partida, foi decisivo aos 30 minutos. Pedro cruzou da direita e após um bate rebate na área, o argentino chutou para empatar a partida. A primeira etapa não teve mais grandes chances de gol e foi empatada para o intervalo.

Messi vira o jogo com golaço de falta, mas Cristiano Ronaldo empata.

Na segunda etapa, o Barça conseguiu jogar melhor, desenvolvendo com mais facilidade o seu estilo de jogo.  O gol da virada saiu aos 15 minutos, em uma cobrança magnífica de falta de Messi. Logo depois, Mourinho lançou Higuaín na vaga de Benzema e Vilanova colocou Sánches na vaga de Fábregas. E aos 20, Ozil deu bela enfiada de bola, deixando Cristiano Ronaldo livre, na cara do gol e o português chutou no canto esquerdo para empatar novamente a partida. Mourinho ainda colocou Kaká e Essein no jogo, sacando Ozil e Di Maria. Nos minutos finais do jogo, as melhores chances foram criadas pelo Barcelona. Aos 42, uma belíssima troca de passes da equipe da casa terminou com um belo chute de Montoya, de média distância, que acabou tocando o travessão de Cassillas. Aos 47, Pedro chutou perigosamente, à direita de Cassillas. Assim, o clássico terminou empatado, com dois gols de Cristiano Ronaldo e dois gols de Messi.


quarta-feira, outubro 03, 2012

COM TRANQUILIDADE, BARCELONA DERROTA O BENFICA NO ESTÁDIO DA LUZ

Por Danilo Silveira



Jogando um bom, eficiente e bonito futebol, o Barcelona foi até Lisboa e venceu o Benfica por 2 a 0, no estádio da Luz. Com o resultado, a equipe comandada por Tito Vila Nova segue 100% na Liga dos Campeões, com duas vitórias em dois jogos. Messi não marcou, mas não deixou de ser decisivo, dando as duas assistências para os gols.

Sánches coloca o barça em vantagem

Logo com dois minutos de jogo, o Benfica assustou com um chute de fora do brasileiro Bruno César, defendido com certa dificuldade pelo goleiro Valdés. A resposta do Barça veio aos 5 minutos, quando Messi tabelou com Alba pela esquerda e cruzou para Sánches, que se antecipou ao seu marcador e desviou para abrir o marcador. O Benfica tentava impedir que o Barça implementasse seu estilo de jogo, marcando forte e até conseguia equilibrar as ações. Aos 10, Lima recebeu na área e teve boa chance de empatar, mas Valdés novamente apareceu para impedir o gol. Aos poucos, o Barça tornava-se senhor do jogo, passando a dominar as ações dentro das 4 linhas. Messi quase ampliou aos 21, em chute rasteiro no canto esquerdo, mas o goleiro brasileiro Artur apareceu bem. Pouco depois, Sánches recebeu lançamento do campo defensivo, invadiu a área, mas acabou batendo por cima. Os minutos se passavam e o Barcelona tinha amplo domínio do jogo. Bem marcado, Messi tinha dificuldades de realizar suas arrancadas e jogadas geniais. Aos 38, o Barcelona deveria ter ficado com um jogador a menos. Pedro deu uma entrada para cartão amarelo em um adversário e como já havia recebido o amarelo por uma simulação minutos antes, deveria ter sido expulso. Mas, o árbitro não mandou o atacante para o chuveiro mais cedo.

Bem coletivamente, Barça amplia e vence

Veio a segunda etapa e Jorge Jesus, técnico do Benfica, lançou Carlos Martins na vaga de Bruno César. E logo com um minuto, o Barcelona quase ampliou, mas Sánches bateu para fora, ao receber livre na ponta esquerda. E aos 10 minutos, o melhor jogador do mundo serviu novamente de garçom. Messi, em meio a quatro jogadores do Benfica, conseguiu achar Fábregas livre na ponta esquerda e o espanhol bateu firme, no canto direito de Artur, para ampliar o marcador. Até o fim do jogo, Jorge Jesus mexeu mais duas vezes na equipe portuguesa, lançando Aimar e Nolito, sacando Enzo Pérez, Gaitán. Mas, o fato é que o Barcelona engoliu o Benfica na segunda etapa, em pleno estádio da Luz. Envolvente e rápida, a equipe de Tito Vila Nova praticamente não deixava que o Benfica tocasse na bola, mantendo a posse da redonda na casa dos 70% e terminando o jogo com 74% nesse quesito, contra 26% do adversário. E o show de bola do barça teve uma cena triste. Aos 31, Puyol pulou para tentar alcançar a bola com a cabeça e acabou caindo de mau jeito, com o braço fora do lugar. Rapidamente ele foi atendido e retirado de campo. Força para a recuperação do guerreiro da zaga do Barça! Antes do apito final, o barça também perdeu Busquets, expulso por uma agressão em um adversário. Os minutos se passaram e o Benfica não conseguiu esboçar nenhum tipo de reação relevante. O apito final veio para concretizar uma vitória tranqüila do melhor time do planeta. 

segunda-feira, setembro 24, 2012

COM DOSES DE SOFRIMENTO, FLA VENCE ATLÉTICO/GO E ACABA COM SECA DE VITÓRIAS

Por Danilo Silveira

Depois de sete jogos, o Flamengo conseguiu reencontrar o caminhos das vitórias. Para variar, o time não jogou bem, mas saiu com os três pontos os quais precisava urgentemente. Diante do lanterna Atlético/GO, Dorival JR promoveu a estreia do meia Cléber Santana, mas, para isso, não abriu mão dos três volantes, que se tornaram constantes em seu time. Só que no caso do Flamengo, jogar com três volantes não é sinônimo de ter um sistema defensivo sólido. A fraqueza e os buracos encontrados na defesa rubro-negra se repetiram e o Atlético/GO abriu o placar no início do jogo, com gol de Joílson. Analisando o nome do estádio (Serra Dourada), pode-se dizer que o Flamengo jogava fora de casa, mas olhando-se para as arquibancadas, pode-se dizer que o Rubro-Negro carioca estava em casa, por ter a maioria da torcida a seu favor. E essa imensa torcida vibrou ainda na primeira etapa, quando Cléber Santana fez uma bela jogada, tabelou com Vágner Love e chutou para estufar as redes atleticanas. Gol de estreante, gol para aliviar um pouco os corações dos flamenguistas, que atualmente andam mais sofrendo que vibrando.

Veio a segunda etapa e Dorival continuou com sua proposta medrosa de jogar com três volantes. Liédson entrou na vaga de Adryan e somente por volta dos 15 minutos, Botinelli entrou na vaga de Cáceres. E o gol da vitória estava próximo. Cléber Santana tocou para Vágner Love na ponta esquerda, o artilheiro foi veloz e esperto para ganhar a bola do seu defensor e cruzar na medida para Liédson estufar as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa rubro-negra. Nos 20 minutos finais do jogo, o Flamengo dominou por completo as ações. O Atlético/GO parecia entregue em campo, sem poder de reação, dando espaços na defesa. O Flamengo poderia ter ampliado o placar por algumas vezes. Botinelli sofreu falta fora da área, mas o árbitro marcou pênalti. Vágner Love cobrou no canto direito e Márcio defendeu. Minutos depois, Wellington Silva fez bela jogada pela ponta direita da área e cruzou na medida para Vágner Love, que a dois metros do gol, sem goleiro, conseguiu acertar o travessão, entrando para a galeria do Inacreditável Futebol Clube. Na atual fase, tudo é sofrido para o Flamengo. E o fim da seca de vitórias também foi assim. A frase "quem não faz leva" pode ter começado a incomodar a cabeça dos rubro-negros nos minutos finais. E já nos acréscimos, Felipe apareceu para defender uma cabeçada e concretizar a vitória rubro-negra.

Quarta-feira, o Flamengo enfrenta o Atlético/MG, no Engenhão, em partida atrasada. Analisando a bola que as duas equipes tem jogado, afirmo que o time mineiro é favorito. Acredito em vitória do Galo, mas não seria uma zebra a vitória rubro-negra.

quinta-feira, setembro 20, 2012

EM UM DUELO FRACO, BRASIL JOGA MAL, MAS VENCE A ARGENTINA

Por Danilo Silveira



Há algum tempo, a Seleção Brasileira não desperta muito o interesse do povo brasileiro. Isso é notório. Notório também é que a seleção dirigida por Mano Menezes está em um patamar muito aquém de muitas seleções europeias, e se a Copa do Mundo fosse hoje, Neymar, Oscar, Hulk e companhia provavelmente não passariam de coadjuvantes. O problema passa longe de ser falta de talento, o que acontece é que Mano, que até escala bem, não consegue fazer sua seleção jogar em um padrão aceitável.

Nesta quarta-feira, Brasil e Argentina se enfrentaram em Goiânia, no Serra Dourada, pelo duelo de ida da Copa Rocca, torneio de dois jogos, onde as duas seleções só podem usar jogadores que atuam na Argentina ou no Brasil. Melhor para o Brasil, que pode usar Neymar, Lucas, Leandro Damião, Dedé, que são jogadores que integram a Seleção principal, além de outros com muita qualidade, mas que nem sempre são convocados, como Rever, Ralf e Luís Fabiano. Pior para a Argentina, que não pode usar Messi, Di Maria, Aguero, Tévez, Lavezzi e Higuaín.

Durante 90 minutos, tivemos um jogo muito ruim, com raras chances de gol, poucas jogadas bonitas e muito pouca inspiração. Tivemos uma Argentina para lá de defensiva (saudades do tempo em que Maradona era o técnico), contente com o empate e buscando muito pouco o gol. Do outro lado, tivemos um Brasil que até tentava buscar o gol, mas a falta de inspiração e de envolvimento à marcação adversária era tamanha que foram pouquíssimas jogadas que realmente levaram perigo ao gol de Ustari. A primeira delas veio aos 25 minutos, quando Paulinho, em posição irregular, cabeceou para empatar o jogo. Isso porque, minutos antes, o jogador do Corinthains, Martínez, apareceu para abrir o placar para os hermanos. A torcida brasileira procurou fazer festa e apoiar a equipe, que de fato fazia uma partida muito fraca.

Mas, a paciência do torcedor teve limite. No meio da segunda etapa, quando Mano Menezes lançou Wellington Nem na vaga de Lucas, vaias começaram a ser ouvidas, aliadas a gritos de Felipão. Chegava a ser triste ver uma Seleção Brasileira com tão pouca inspiração e uma Seleção Argentina tão retrancada, mas esse desenho não mudou até o apito final. Mas, antes que ele viesse, Desábato colocou a mão na bola na área e o árbitro assinalou pênalti. Neymar cobrou bem, converteu e deu a vitória de virada ao Brasil. Vitória essa que nada me deixa mais confiante em relação ao futuro da Seleção Brasileira. Pelo contrário! Parece que a cada atuação da Seleção de Mano Menezes, mais cresce minha desconfiança em relação a essa seleção. Exceto o jogo contra a fraca China, onde a Seleção passeou e venceu por 8 a 0. Dificilmente em uma Copa do Mundo ou uma Copa das Confederações, teremos adversários que se mostrem tão limitados como se mostrou a China. E provavelmente, teremos a maioria dos adversários melhores e mais bem arrumados que a Argentina para lá de capenga que o Brasil enfrentou hoje. Por sinal, um Brasil, a exemplo do seu maior rival, para lá de capenga!