terça-feira, dezembro 03, 2013

ATÉ MESES ATRÁS ERA UM CENÁRIO IMPROVÁVEL, QUE TANGIA O ABSURDO

Por Danilo Silveira

 
O desfecho do ano para os clubes do futebol carioca está para lá de improvável. Difícil acreditar que o Botafogo, envolvente, bonito e empolgante do primeiro semestre, perdeu tanta força e corre sérios riscos de ficar fora da próxima edição da Libertadores  da América. Um cenário que parecia caminhar para uma luta acirrada pelo título com o Cruzeiro transformou-se em um pesadelo para o torcedor alvinegro. Torcedor esse que lamenta muito a atual situação do time, com certa dose de mágoa do sofrido passado recente da equipe, a tal “dor do quase.”
Difícil também enxergar o Fluminense rebaixado. E está perto disso! Se a salvação vier terá contornos de milagre. Não me lembro de ter visto nenhum campeão brasileiro cair no ano seguinte. Está certo que o título brasileiro de 2012 maquiou algumas coisas (futebol fraco e benefícios com erros constantes de arbitragem), mas não imaginava no início desse ano que o Tricolor das Laranjeiras fosse flertar de forma tão intensa com a Série B.


E o que dizer do Flamengo? Dorival foi mal no início do ano, Jorginho o substituiu, chegou a acenar a possibilidade de melhora, mas logo foi demitido. Mano Menezes assumiu, melhorou o time em alguma coisa, mas não deu sequência ao seu promissor início. Pediu demissão e um time desacreditado foi assumido por Jayme de Almeida. Talvez o resultado mais expressivo que Mano tenha conseguido dirigindo o Flamengo tenha sido o 1 x 0 em cima do Cruzeiro, que somado à derrota por 2 x 1 no Mineirão, deu ao Rubro-Negro o direito de seguir na Copa do Brasil. E Jayme soube completar o serviço de maneira triunfal. O Flamengo “deu liga” e venceu a Copa do Brasil com todos os méritos, despachando Botafogo, Goiás e Atlético Paranaense. Acho que há três meses, nem no mais profundo sonho do mais otimista dos flamenguistas o time conseguiria essa vaga na Libertadores. Veio do céu, veio da arquibancada, veio do chute certeiro de Elias que eliminou o Cruzeiro, veio da fase incrível vivida por Hernane.

O fim de 2013 para o Vasco está sendo o menos surpreendente comparado ao dos seus três maiores rivais do Estado. Quando o ano começou, achei que o Vasco fosse encaixar, mas isso não aconteceu.  Gaúcho levou o time à final da Taça Guanabara e acabou derrotado para um superior Botafogo. O treinador não durou muito tempo no cargo, assumido por Autuori, que também não teve vida longa no clube. Recém-saído do Flamengo, Dorival Júnior pintou na Colina, mas não conseguiu dar uma distância boa entre Vasco e zona de rebaixamento. Caiu e Adilson Batista chegou para ser o “bombeiro”, para “apagar o incêndio”. O fato é que o time conseguiu bons resultados e chega na última rodada do Brasileirão com possibilidades de garantir a permanência na Primeira Divisão. Mas não depende só de si. São boas as chances do Gigante da Colina retornar para a Série B, onde esteve em 2009, quatro anos atrás. Duas quedas em curto espaço de tempo para um time tão expressivo no cenário do futebol brasileiro.

quinta-feira, novembro 21, 2013

EM JOGO RUIM, FLAMENGO CONSEGUE BOM RESULTADO

Por Danilo Silveira


Atlético-PR e Flamengo fizeram um jogo de dois tempos bem distintos, no duelo de ida da final da Copa do Brasili. Nos 45 minutos iniciais, pouca inspiração e raras oportunidades de gols no Durival de Britto. Apesar disso, os dois gols da partida aconteceram nesse período. Marcelo acertou um forte chute de fora da área e abriu o placar para o Furacão. O Flamengo respondeu na mesma moeda. Amaral fez o seu primeiro gol pelo Rubro-Negro em um chutaço de fora da área. O departamento médico do Flamengo precisou trabalhar muito durante a etapa inicial. Primeiro, André Santos se machucou, deixando o gramado para a entrada de João Paulo. Depois, foi a vez de Chicão sentir a coxa e deixar o campo, dando a vaga para Samir.

Veio a segunda etapa e o jogo cresceu bastante em intensidade. Logo ao dois minutos, Luiz Alberto cabeceou após escanteio cobrado da direita e Felipe fez boa defesa. Marcelo era o nome de destaque do Furacão, imprimindo velocidade ao time. Já pelo lado rubro-negro, Hernane correu bastante, ajudou na marcação, mas não teve muitas chances de balançar as redes. Na oportunidade mais clara, ele chutou para fora após cruzamento de Léo Moura. Carlos Eduardo foi bem tecnicamente, mas fisicamente parece fora das ideais condições há algum tempo. O Furacão assustou em chutes de Marcelo e Everton, ambos defendidos por Felipe. O Flamengo teve muito perto de abrir o placar em cobrança de falta executada por Luiz Antônio, que acabou passando muito perto da trave esquerda de Weverton.

No fim das contas, o 1 x 1 foi um bom resultado para o Flamengo, que agora joga pelo 0 x 0 no segundo jogo, em pleno Maracanã. Vantagem que é boa, mas pequena. Aposto em um segundo jogo com fortes emoções e melhor jogado que esse primeiro, que deixou bastante a desejar.

segunda-feira, novembro 11, 2013

CRUZEIRO DESPACHA O GRÊMIO E PÕE A MÃO NO TÍTULO

Por Danilo Silveira

A diferença de filosofia entre Cruzeiro e Grêmio ficou nítida ao longo da competição. Pelo menos nos jogos em que eu assisti. E no duelo de ontem, ela ficou evidenciada. O time azul celeste foi um time envolvente, que pratica o futebol ofensivo, enquanto o Grêmio foi um time defensivo, sem muita inspiração, buscando pouco o ataque. O resultado disso tudo foi uma vitória por 3 x 0 do Cruzeiro, que praticamente confirmou o título brasileiro. Ele só não está garantido pois o Atlético-PR venceu o São Paulo e ainda pode alcança-lo. Mesmo assim, o clima no Mineirão foi de título após a partida, com jogadores e torcida fazendo a festa.

Existe uma famosa frase que diz que "Um grande time começa por um grande goleiro". Ela se torna verdadeira no caso do Cruzeiro. Fábio é excelente e ontem foi fundamental. O Cruzeiro atacou muito mais que o Grêmio, mas quando o time gaúcho chegava ao ataque, chegava com perigo. Barcos carimbou a trave uma vez e em outras oportunidades Fábio fechou o gol. Lembra que comentei que o Grêmio foi um time defensivo? Vale lembrar que, coincidência ou não, a equipe gaúcha não faz um gol a mais de 500 minutos. Se até outro dia, Renato Gaúcho lutava pelo título, hoje ele corre sério risco de não classificar o Grêmio para a Libertadores.

Faltam cinco rodadas e o Brasileirão entra em sua fase mais emocionante. O cruzeirense não deve sofrer maiores sustos e carimbar a faixa de campeão em breve. Já o gremista deve sofrer bastante na torcida por uma vaga na Libertadores. Mas, a briga mais acirrada é a da parte de baixo da tabela. O Náutico já caiu, mas as outras três vagas estão abertas. Os torcedores sofrem ponto a ponto, jogo a jogo e a indecisão sobre qual divisão o time do coração vai disputar em 2014 pode, para muitos, deve perdurar até o dia 8 de dezembro, quando será realizada a última rodada da competição

segunda-feira, novembro 04, 2013

NO APAGAR DAS LUZES, FLA DERROTA O FLU

Por Danilo Silveira


Em um jogo de nível técnico baixo, o mistão do Flamengo venceu o Fluminense e praticamente acabou com a possibilidade de frequentar a Segunda Divisão em 2014. Em contra partida, a derrota deixou o Fluminense na incômoda décima sexta posição, empatado em pontos com o Vasco, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. A possibilidade de rebaixamento é bem considerável!

Sobre os 90 minutos, boas chances para os dois lados, mas no geral, uma partida mal jogada. Pelo lado rubro-negro, destaca-se a boa atuação do goleiro Paulo Victor e do zagueiro Wallace, enquanto pelo lado tricolor, Biro Biro fez um bom primeiro tempo e Leandro Eusébio mostrou uma segurança raramente vista. Se na primeira etapa já tivemos um jogo aberto, nos 45 minutos finais essa característica se tornou ainda mais visível. As duas equipes buscavam o ataque, o que não significa que faziam isso com qualidade. O empate que persistia era bom para o Flamengo e ruim para o Fluminense. Três pontos nesse domingo significariam ao Fluminense um passo gigante para permanecer na elite em 2014.

E o gol tricolor teve perto de sair. A bola rondava a área, passava perto do gol, batia na rede pelo lado de fora, parava em Paulo Victor...mas faltava algo. Ou alguém! Fred faz muita falta! Discute-se a condição física dele ao longo da sua trajetória no Fluminense, mas sua eficiência é notória. No Flamengo, também faltava algo. Mais precisamente, alguns jogadores titulares. Léo Moura e André Santos fizeram muita falta, Paulinho também. Chicão e Elias nem tanto. A zaga se portou bem sem um de seus titulares e Elias não vive grande fase.

Se o empate já era ruim para o Fluminense, imagine a derrota? Pois ela veio no apagar das luzes, quando Gum cortou mal cruzamento da direita e jogou para dentro das próprias redes. A imensa maioria de torcedores rubro-negros presentes no Maracanã saiu contente e feliz, enquanto a minoria de tricolores deve ter saído preocupada, muito preocupada. A indecisão sobre a permanência da equipe na Primeira Divisão deve estar tirando o sono de muito tricolor. E a
indecisão sobre quem será o técnico da equipe na próxima rodada também.

quinta-feira, outubro 24, 2013

UM NOITE DE (PROFUNDAS) REFLEXÕES NO MARACANÃ

Por Danilo Silveira


Se alguém, durante o primeiro semestre de 2013, dissesse que o Flamengo iria eliminar o Botafogo da Copa do Brasil, no segundo semestre, com uma vitória por 4 x 0, com direito a uma atuação excelente, infinitamente superior ao seu adversário, provavelmente seria tachado de maluco. Isso porque naquela circunstância, o Alvinegro de Oswaldo de Oliveira jogava um futebol envolvente, bonito, que estava dando resultado, como o título do Cariocão, com direito ao título dos dois turnos. Enquanto isso, o Flamengo de Dorival Júnior/Jorginho e um pouco depois Mano Menezes era um time infinitamente inferior ao seu rival.

O Brasileirão andou e as coisas mudaram. A entrada de Jayme de Almeida no Flamengo culminou com uma vertiginosa melhoria na forma de atuar da equipe e as perdas de Fellype Gabriel, Andrezinho e, principalmente Vitinho, enfraqueceram o Botafogo. A noite desta quarta-feira no Maracanã evidenciou como no futebol as coisas mudam muito de pressa.

O outrora forte candidato ao título brasileiro de 2013 foi massacrado por um time, até outro dia, forte candidato ao rebaixamento nesse mesmo campeonato. Seedorf caiu de produção e dá sinais nítidos de cansaço, Por que? Tem relação com a maratona de jogos, tão criticada pelos jogadores? E Mano Menezes? Por que não acertou o time do Flamengo? Deficiência do ex-treinador da Seleção Brasileira? Má vontade dos jogadores? E a venda de alguns jogadores no meio da temporada? Valeu a pena para o Botafogo? Não é certeza que o Botafogo estaria jogando melhor se ainda contasse com Fellype Gabriel, Andrezinho e Vitinho, mas acredito que as chances seriam bem maiores.

O futebol é um esporte que tem uma dose do “inexplicável”. Difícil entender por que o Chelsea eliminou o Barcelona em 2012 da Liga dos Campeões. Complicado explicar como a Seleção Brasileira fez 3 x 0 na Espanha na Copa das Confederações. Também é difícil explicar o 4 x 0 do Flamengo no Botafogo. Mas, seria pouco dizer que foi porque um time teve uma queda e o outro uma evolução. Isso me parece evidente. O x da questão é: Por que essa queda? Por que essa evolução? São reflexões importantes de serem feitas, para a melhoria do futebol brasileiro. Alguns botafoguenses culpam o Oswaldo de Oliveira, mas ele era o técnico na fase boa da equipe. Pode ele ter a sua parcela de culpa? Sim! Mas acho que não se pode depositar 100% da decepção nas costas dele. Como não se pode depositar 100% da melhoria do Flamengo nas costas do Jayme. Mas seria injusto não cita-lo ao comentar tal evolução.

Já passou da hora de tentarmos entender o futebol não apenas pelo resultado matemático final, isto é, quantos gols a equipe fez ou com quantos pontos ela terminou o campeonato. Claro que as vitórias e os pontos levam a equipe ao título. O time que faz mais pontos é o campeão e eles são adquiridos através de vitórias, logo, o mais importante é vencer. A frase anterior tem sim um sentido, mas analisa-la pura e simplesmente pode nos levar a equívocos, a juízos de valores mal feitos, a distorções.

No resumo da obra, tudo que o Botafogo fez de bom em grande parte de 2013 não pode ser jogado fora, assim como tudo de ruim que o Flamengo apresentou em boa parte do ano não pode ser esquecido. São fatores que precisam ser levados em conta para o planejamento de 2014. Reconhecer os erros, apontar os acertos e propor melhorias pode ser visto com um dos primeiros passos para um futuro de sucesso.

segunda-feira, outubro 14, 2013

NO HORTO, GALO DERROTA O LÍDER CRUZEIRO

Por Danilo Silveira

Atlético-MG e Cruzeiro fizeram um clássico muito interessante nesse domingo. Tratava-se do encontro das duas equipes que mais me chamaram atenção pela boa qualidade do futebol apresentado em 2013. O Galo de Cuca preparando-se para o Mundial, enquanto o time celeste de Marcelo Oliveira busca concretizar um título que parece inevitável.

E deu Galo! No horto, derrotado apenas uma vez desde reinauguração, o Galo é quase imbatível. Tomou a iniciativa do jogo, mas teve dificuldades de criar. A marcação de ambas as equipes era muito bem feita, a do Atlético-MG mais adiantada, o que parece ter interferência direta no fato do Cruzeiro não ter finalizado uma bola sequer ao gol de Giovanni no primeiro tempo. Aliás, se não me engano, o Galo finalizou apenas uma com Fernandinho, defendida por Fábio. O escasso número de finalizações não evidencia um primeiro tempo ruim.

Os mais de 50 passes errados pelo Galo no jogo podem sugerir uma atuação ruim na parte técnica, mas não analiso dessa forma. Talvez a forte marcação cruzeirense tenha sido o principal fator para essa estatística. Mas o Galo foi o Galo forte e vingador de 2012 e 2013, jogando em uma intensidade formidável e atacando mais que o adversário. Sem Victor, Giovanni dá conta do recado. Ele salvou o time no início da segunda etapa, em chute de Ricardo Goulart. Se não tem Bernard, o Galo tem Fernandinho, que infernizou a defesa adversária, aparecendo em todos os lugares do campo ofensivo. Sua luta foi premiada com um golaço nos minutos finais. Um drible espetacular em Bruno Rodrigo e uma finalização encobrindo Fábio, que foi um dos grandes responsáveis pela manutenção do 0 x 0 até então. No apagar das luzes, deu Galo! Festa no horto!
No resumo da obra, tudo na mais perfeita paz com o Atlético-MG. Uma queda após o título da Liberttadores e a retomada logo depois. O padrão de jogo foi mantido, a intensidade também. Deve chegar forte no Mundial esse Galo. Ganhar é outra história! É missão quase impossível, mas quem vai duvidar do time que superou o insuperável na Libertadores?

Quanto ao Cruzeiro, o título brasileiro deve vir de forma natural, tranquila, sem maiores emoções. Faltam 10 jogos e são 10 pontos de diferença para Grêmio e Botafogo. Parece-me mais que suficiente para o grande time de Marcelo Oliveira ser campeão com folga.

PS: O futebol brasileiro está sendo dominado pelo estado de Minas Gerais em 2013!

domingo, setembro 22, 2013

ACREDITO QUE A SAÍDA DE MANO MENEZES É BENÉFICA PARA O FLAMENGO

Por Danilo Silveira


No primeiro jogo após a saída de Mano Menezes, o Flamengo não saiu do 0 x 0 com o Náutico, na Arena Pernambuco. Dos dez pontos que a equipe nordestina soma na competição, quatro foram em cima do Flamengo. É provável que o Rubro-Negro venha a ser o único time a não vencer o Timbu no Brasileirão. No turno, derrota por 1 x 0.

A saída de Mano Menezes me parece benéfica para o Flamengo. Não sei ao certo quanto ganhava, mas acredito que um salário altíssimo. E Mano não estava conseguindo ser um bom treinador, não estava fazendo um bom trabalho. Um começo promissor se transformou em um meio confuso e irregular, com um fim muito ruim. Dizem que falta talento ao time do Flamengo e quando comento essa frase, gosto de dividir em duas respostas. Falta talento para se fazer um time do nível do Atlético/MG, Corinthians e Cruzeiro, por exemplo. No entanto, há outras equipes na competição que estão melhores posicionadas na tabela que o Flamengo, jogam um futebol melhor e que não necessariamente possuem um elenco do porte do Galo ou do Cruzeiro. Será que o Atlético-PR tem tantos jogadores bons assim que o Flamengo gostaria de ter no elenco? Será que o Elias e o André Santos não poderiam ser titulares no Furacão? Será que as peças do Goiás são tão melhores que as do Flamengo? Será que o Luiz Antônio, o Hernane e o Carlos Eduardo não poderiam ser úteis ao elenco goiano? Indagações, apenas indagações!

Voltando ao jogo deste domingo, durante a primeira etapa o Flamengo foi bem. Criou boas oportunidades, dominou a maior parte do tempo, mas faltou o gol. No chute de André Santos, Gideão salvou em cima da linha e em boa jogada de Paulinho, o goleiro novamente trabalhou. Foi em um chute de Martinez que se deu a melhor chance do Náutico, que parou em Paulo Victor.

Veio a segunda etapa e o Timbu melhorou, conseguindo sair um pouco da pressão rubro-negra. Porém, foi nos minutos iniciais que o Fla teve uma das suas melhores oportunidades, em chute de Elias, defendido por Gideão no canto esquerdo. Jayme de Almeida, que dirige interinamente o Flamengo, na minha visão, mexeu mal, sacanado Carlos Eduardo, que fez um primeiro tempo médio, para promover a entrada de Gabriel, que foi mal. O time perdeu organização, velocidade e força ofensiva. O 0 x 0 persistia, o tempo parecia passar depressa para o Flamengo, que precisava muito somar três pontos para ver mais distante o fantasma do rebaixamento. Para o Náutico, o empate também era ruim, mas acredito que os próprios jogadores e dirigentes do clube sabem que evitar a disputa da Série B em 2014 é um milagre que tange o impossível.

Nos acréscimos, Marcelo Moreno apareceu na área completando escanteio da direita e teve seu cabeceio defendido por Gideão, mas no rebote, Elias teve muito, mas muito perto de fazer o gol salvador, quase em cima da linha, mas conseguiu bater por cima. Elias, justo ele, um dos melhores jogadores do time, entrando para a categoria do Inacreditável Futebol Clube. Depois desse lance, só mesmo duas palavras para o encerramento do texto: QUE FASE!

terça-feira, setembro 10, 2013

MINAS DE OURO

Por Danilo Silveira

O ano de 2013 está sendo espetacular para os dois gigantes do estado de Minas Gerias. Com um timaço e comandado por um grande treinador, o Atlético/MG conquistou o bi campeonato mineiro e conseguiu o inédito e tão sonhado título da Libertadores da América, demonstrando durante a competição diversas virtudes, como superação, raça e futebol bonito.

Já o Cruzeiro, conquistou o simbólico título do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Por si só, vale pouca coisa, mas o time vem jogando bem, se mostrado sólido e desponta como o grande favorito a levantar o caneco em dezembro.

A boa fase do futebol mineiro passa pela formação de grandes equipes. O Atlético Mineiro campeão da Libertadores foi montado desde 2011, quando Cuca assumiu o comando técnico. Já o time celeste, foi montado mais recentemente, no começo desse ano, por Marcelo Oliveira, que vem se firmando como um dos melhores técnicos desse país.

Claro que é muito cedo para prever isso, mais já me veio a cabeça o seguinte: Imagina um Atlético Mineiro x Cruzeiro em um mata-mata na Libertadores 2014?

sexta-feira, agosto 30, 2013

MESSI PERDE PÊNALTI, MAS BARÇA CONQUISTA SUPERCOPA DA ESPANHA

Por Danilo Silveira

O Barcelona conseguiu na última quarta-feira o título da Supercopa da Espanha, ao empatar em 0 x 0 com o Atlético de Madrid, no Camp Nou. O 1 x 1 fora de casa na ida garantiu mais um caneco ao Barça.

Mas, o fato é que o time catalão passou longe de ser aquele time bonito e envolvente que nos acostumamos a ver. Neymar, que entrou como titular, errou mais do que acertou e Messi não conseguiu brilhar como de costume, inclusive perdeu um pênalti nos minutos finais. O Atlético de Madrid fez uma partida taticamente muito interessante. A primeira linha de marcação da equipe comandada por Simeone tinha quatro homens, a segunda cinco e lá na frente apenas David Villa. A estratégia usada pela equipe foi a saída rápida em contra-ataque. Falando em velocidade, o melhor jogador em campo foi o atacante brasileiro Diego Costa, que correu demais, ajudou muito na marcação e apareceu bem na parte ofensiva. Fechando a segunda linha de marcação pela direita, ele teve papel importante para impedir a criação de jogadas do Barça. Em uma das poucas chances do Barcelona na primeira etapa, Busquets deu bela enfiada para Messi, que acabou bloqueado pela marcação antes de conseguir a finalização. Já o Atlético de Madrid, chegou com muito perigo e Valdés fez uma defesa excepcional em chute de Arda Turan. Mesmo com a posse de bola alta, o Barcelona não conseguiu criar muitas chances de gol durante a primeira parte do jogo.
Na segunda etapa, o duelo continuou parecido com o que foi visto na primeira. Como precisava do gol para ficar com o título, o Atlético de Madrid tentava agredir mais, mas não se descuidava na marcação, que foi executada de maneira muito boa durante praticamente todo o jogo. Cabe ainda ressaltar que nos 45 minutos finais o duelo ficou quente, nervoso. Em uma confusão de brasileiros, Felipe Luís acabou expulso por agredir Daniel Alves. E quando chegávamos perto dos 45, o árbitro assinalou uma penalidade máxima para o Barcelona. E na melhor chance do jogo, Messi acabou chutando no travessão. No resumo da obra, o Barcelona não foi o Barcelona encantador que costuma ser e o Atlético de Madrid, mesmo não apresentando um futebol de muito ofensivo, mostrou uma consistência defensiva impressionante e apresentou uma boa dupla de ataque, com David Villa e Diego Costa.

terça-feira, agosto 20, 2013

BELO CARTÃO DE VISITAS DE MANUEL PELLEGRINI

Por Danilo Silveira


 
De técnico novo, o Manchester City fez uma estreia de gala no Campeonato Inglês 2013/2014, dentro de casa, no Etihad Stadium. Com o chileno Manuel Pellegrini à beira do campo, a equipe conseguiu uma bela vitória, por goleada, em cima do Newcastle: 4 x 0.
Se o time perdeu recentemente Tévez e Balotelli, ganhou com as chegadas do atacante Jesús Navas, vindo do Sevilla, e do volante Fernandinho, que chegou de terras ucranianas, onde defendia os Shakhtar. Os dois foram titulares e se encaixaram bem ao esquema, aparentemente muito bem montado pelo novo treinador.
O atacante bósnio, Edin Dzeko, foi o melhor jogador em campo. Dos quatro gols, não fez nenhum, mas participou diretamente de dois, além de ter atuado bem tanto dentro, quanto fora da área. Logo nos minutos iniciais, o City foi para cima do Newcastle e criou duas boas chances, parando no goleiro holandês Krull. Em uma delas, ele fez ótima defesa em chute de Aguero dentro da área. O Newcastle chegou em chute de longe de Ben Arfa, que não teve o endereço do gol. Na terceira oportunidade do City, Krull nada pôde fazer. Dzeko fez boa jogada pela esquerda, cruzou e após rebatida para o meio, David Silva cabeceou para as redes. Foi o gol que deu calma e tranquilidade ao City, que era muito pouco ameaçado na defesa. Hart era praticamente um espectador privilegiado da partida. E quando Gouffran conseguiu chutar para as redes do goleiro inglês, o impedimento já havia sido marcado de maneira correta. Tudo parecia conspirar contra o Newcastle. O técnico Alan Pradew perdeu o argentino Gutiérrez, que saiu contundido, dando lugar a Anita.
Algo de se impressionar e aplaudir era o preparo físico da equipe comandada por Manuel Pellegrini. O fôlego e a vontade dos jogadores era algo invejável que complicava a saída de bola do time adversário. E o segundo gol do City veio novamente com ótima participação de Dzeko. Em um contra-ataque fulminante, o atacante bósnio tocou de calcanhar para Aguero, que venceu Krull e ampliou. As coisas, que já estavam difíceis para o Newcastle, pioraram ainda mais antes do intervalo, quando o árbitro expulsou Taylor, entendendo que o jogador agrediu Aguero. Se com número igual de jogadores já estava complicado, imagine com um a menos.
Veio a segunda etapa e o Manchester City continuou absoluto em campo. O terceiro gol veio em cobrança de falta muito bem executada pelo volante marfinense Yayá Touré. Com o elástico placar a seu favor, Pellegrini foi mexendo na equipe. Lançou Nasri (excelente jogador!) na vaga de Aguero, depois Javi Garcia na vaga de Kompany, machucado. Por último, ele colocou Negredo na vaga de David Silva. Em meio às duas últimas substituições, Nasri fez o quarto gol, quando ganhou da marcação na corrida e finalizou para as redes. O cartão de visitas do Manchester City foi dos melhores. Vem forte a equipe de Manuel Pellegrini para a temporada.

segunda-feira, agosto 19, 2013

NOVA TEMPORADA E A VELHA MANIA DE DAR SHOW.

Por Danilo Silveira

Entra temporada, sai temporada e o Barcelona não perde o encanto. Entra técnico, sai técnico e o Barcelona segue dando seu show particular, fiel a um estilo que já o fez erguer muitas taças. Está certo que há momentos em que o estilo implementado não gera resultados positivos (vide Barcelona x Bayern), mas a fidelidade a tal estilo e a “insistência” nele se faz fantástica.
Neste final de semana, iniciou-se o Campeonato Espanhol da nova temporada e, com isso, Gerardo Martino iniciou, digamos, “para valer” seu trabalho no Barcelona. E foi bem, muito bem. Uma goleada maiúscula, por 7 x 0, em cima do Levante, no Camp Nou, com direito a dois gols de Messi.
O jogo mais pareceu um treino de ataque contra defesa. Demorou algum tempo para eu perceber que o goleiro Valdés usava uma blusa azul.  Essa altura, (não recordo com exatidão) o jogo já devia estar três ou quatro a zero para o time catalão. Como o time do Barcelona alterna muito as posições (sem perder a organização, vale lembrar), fica muitas vezes difícil definir se um jogador é volante, meia, ponta ou centroavante, mas o fato é que se pôde perceber um Messi atuando mais para o meio, na posição de um meia clássico. Mas Messi é completo, versátil e seus atributos beiram a perfeição. Foi camisa dez ao dar uma enfiada genial para o gol de Pedro. Foi volante ao desarmar um adversário com qualidade no início da jogada do gol de Daniel Alves. E foi centroavante quando apareceu na grande área para finalizar para as redes um passe da ponta esquerda.
Pelo que parece, os críticos do estilo de jogo do Barça vão precisar “atura-lo” mais uma temporada. Vale ainda lembrar que durante o primeiro tempo todo (seis dos sete gols do Barça foram marcados na primeira etapa) Iniesta e Neymar (os dois entraram no decorrer da segunda etapa, Neymar fazendo sua estreia em jogos não amistosos) assistiram ao show do banco de reservas. Feliz dos dois, acostumados com a titularidade, que tiveram a chance de ficar um pouco de fora, apreciando um show, um baile. Feliz do banco de reservas, que contou com ilustres visitas. Feliz do futebol, que tem o Barcelona.

domingo, agosto 18, 2013

FLAMENGO E SÃO PAULO FAZEM JOGO MOVIMENTADO, MAS SEM GOLS.

Por Danilo Silveira

Flamengo e São Paulo fizeram um bom jogo no Mané Garrincha, de duas etapas totalmente distintas. Na primeira, o Flamengo foi superior, jogou bem durante boa parte e esteve mais perto do gol do que o time são paulino. Já nos 45 minutos finais, a equipe comandada por Paulo Autuori foi melhor, inclusive criando mais chances do que o time rubro-negro havia criado nos 45 minutos iniciais.
Flamengo é melhor durante a primeira etapa.
Logo nos minutos iniciais, o Flamengo mostrou-se melhor dentro de campo. A equipe de Mano Menezes figurava mais na parte ofensiva, mas tinha dificuldades para criar contundentes chances de gol. O time esteve perto de abrir o placar quando André Santos cruzou da esquerda, mas Nixon não conseguiu alcançar no segundo pau, por poucos centímetros. Mas, a melhor chance rubro-negra aconteceu em cabeçada de Nixon no canto esquerdo, que Rogério Ceni salvou. Nos minutos finais do primeiro tempo, o São Paulo equilibrou a partida e chegou até a balançar as redes, mas o árbitro assinalou corretamente a mão de Aloísio, que levou cartão amarelo no lance.
Felipe pega pênalti e salva o Fla.
No início da segunda etapa, Mano Menezes tirou Nixon, que mostrou disposição e velocidade na primeira etapa, para colocar Paulinho na equipe, enquanto Paulo Autuori lançava Lucas Evangelista na vaga de Osvaldo. Mas, as substituições que mudaram de fato o jogo vieram em sequência, uma para cada lado. Enquanto Mano lançava Marcelo Moreno e tirava João Paulo, passando a jogar com dois centroavantes e colocando André Santos na lateral esquerda, Paulo Autuori tirava Aloísio para colocar Ademilson. E pouco tempo depois, Ademilson recebeu justamente nas costas de André Santos, pela ponta direita, mas parou em boa saída de Felipe. A mexida de Mano Menezes teve um efeito negativo, o Flamengo perdeu o meio-campo e a bola passou a não chegar com frequência e qualidade nos dois centroavantes. Já Ademilson, deu velocidade e qualidade à parte ofensiva do Tricolor. Em uma grande jogada, ele driblou Chicão, saindo na cara de Felipe, mas acabou finalizando para fora. E quando o relógio já marcava mais de quarenta minutos, o Tricolor Paulista teve um pênalti à seu favor. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou a infração em um choque na área entre Luiz Antônio e Lucas Evangelista. Rogério Ceni, que havia perdido os dois últimos pênaltis cobrados, não bateu dessa vez. Jádson cobrou no canto esquerdo e Felipe salvou o Rubro-Negro.
No geral, o São Paulo fez um bom jogo e se mantiver esse nível de atuação, muito provavelmente não ficará por muito tempo na incômoda zona de rebaixamento. Já o Flamengo, viveu altos e baixos durante 90 minutos. Um time que melhorou com a chegada de Mano Menezes, vai ganhando forma e hoje já é difícil de ser batido. Já são cinco jogos sem perder. As oscilações são comuns e devem permanecer por muito tempo, mas hoje o torcedor rubro-negro já não deve estar perdendo tanto o sono com a possibilidade de disputar a segunda divisão nacional em 2014.

sexta-feira, agosto 09, 2013

MESMO LONGE DO IDEAL, VASCO PARECE MAIS SEGURO

Por Danilo Silveira


Na coletiva de imprensa após o empate em 1 x 1 entre Vasco e Ponte Preta, Dorival Júnior foi questionado se a sua equipe não teria tentado “administrar” (leia ter recuado e abdicado quase integralmente do ataque) o jogo muito cedo. Prontamente, ele disse que não, defendendo a tese de que o Vasco teria continuado a atacar a Ponte Preta. Porém, acredito que ficou visível que a postura do time vascaíno mudou após André, de cabeça, abrir o marcador, nos minutos iniciais da segunda etapa. Quanto mais o relógio andava, mais parecia crescer a vontade do Vasco de se defender mais do que atacar. O gol de empate do time de Campinas parecia questão de tempo. E foi! Saiu em jogada de bola parada, quando o perigoso William, que já tinha acertado a trave no primeiro tempo, apareceu na área para estufar as redes de Diogo Silva. Castigo merecido para um Vasco que parece mais confiável hoje em relação à dois, três meses atrás.
Pedro Ken fez um bom primeiro tempo, Yotún, se não foi brilhante, foi pelo menos bem na lateral-esquerda. Juninho Pernambucano não teve uma atuação genial nem decisiva (vale lembrar que perdeu um pênalti na primeira etapa), mas sua estadia em campo é benéfica, dando segurança ao time. A bola fica mais redonda quando está em seus pés! André mostrou boa movimentação e foi oportunista. Éder Luís não é mais aquele jogador que a torcida do Vasco aprendeu a gostar e admirar, mas nesse jogo teve mais perto de ser esse jogador que em outras ocasiões. Já mostrou mais velocidade, especificamente em bela puxada de contra-ataque na segunda etapa, que por pouco não terminou com gol de André. Nei não foi bem e tem contra ele a torcida, que parece preferir Fagner, que entrou na segunda etapa, trazendo melhorias à equipe.

Há meses atrás, o futuro do Vasco parecia sombrio e nebuloso, hoje, já nem tanto. Mesmo longe do ideal, o Vasco já exala uma segurança inexistente até outro dia. Conseguir o título do Brasileirão parece perto de uma missão impossível, conseguir uma vaga na próxima Libertadores parece ousadia demais. Porém, o mais importante para o Vasco é que fazendo previsões para o futuro, considerando o apresentado no presente, a zona de rebaixamento parece bem mais distante do que outrora.

quinta-feira, agosto 08, 2013

BOM SERIA SE O MAIOR DOS PROBLEMAS FOSSE O GOL DO LAURO

 
Por Danilo Silveira
Mais de quarenta e cinco minutos do segundo tempo passados, o Flamengo com um a mais em campo e em uma jogada de escanteio, o goleiro da Portuguesa, Lauro, faz de cabeça o gol de empate, tirando dois valiosos pontos do time rubro-negro. Talvez o impacto desse gol fosse menor se as perspectivas do Flamengo no ano fossem outras. Se tudo correr dentro do esperado, o Flamengo não vai ser campeão brasileiro nem vai para a Libertadores do próximo ano. Vai sim é disputar sua permanência na primeira divisão ponto a ponto com os concorrentes da parte de baixo da tabela. Não é pessimismo, tão menos torcer contra, é sim um preço que o clube está pagando pelo passado recente. Basta voltar um pouco no tempo para perceber isso.
Dia 6 de dezembro de 2009, maracanã lotado, em festa. Dezessete anos depois, o Flamengo voltava a conquistar o título do Campeonato Brasileiro, sob comando do técnico Andrade, com um time com grandes talentos como Adriano, Petckovic e Bruno, mas que apresentava grandes limitações.
A volta de Vagner Love em 2011 dava ao torcedor grandes esperanças e a Libertadores era um sonho possível. Mas, dentro de campo a equipe não apresentava o futebol dos melhores e mesmo ainda vivo na Libertadores, Andrade não suportou e foi demitido do cargo de treinador. Veio Rogério Lourenço e com ele a eliminação do torneio continental. Depois, veio Silas e a campanha no Brasileiro era tão desastrosa a ponto da palavra rebaixamento pairar sobre a Gávea, menos de um ano após o título da mesma competição. Com a missão de escapar da Série B, Vanderlei Luxemburgo foi contratado. Começou bem, cumpriu a missão de fazer a equipe permanecer na Primeira Divisão. No ano seguinte, Thiago Neves e Ronaldinho foram contratados e empurraram o time para o título estadual. Veio o Brasileiro e o título parecia altamente palpável. Só que no meio da competição, Luxemburgo perdeu a mão e começou a cometer erros atrás de erros. O time perdeu o padrão e a vaga na Libertadores parece ter caído do céu.
Para 2012, o Fla perdeu Thiago Neves para o Flu e começou a Libertadores sem maiores reforços. Porém, o maior de todos os problemas naquele momento era Luxemburgo, que começou com a mania de escalar o time de maneira defensiva. No jogo de estreia na Pré-Libertadores, o meio-campo era formado por Aírton, Luiz Antônio, Willians e Renato, com o talentoso meia-armador Bottinelli no banco de reservas. O defensivismo se tornou marca registrada do treinador, que  acabou demitido antes mesmo do início da fase de grupos da Libertadores. Há rumores de que foi preponderante a relação ruim entre ele e Ronaldinho Gaúcho. Falando no gaúcho (mineiro), não demorou muito para ele sair pela porta dos fundos, Ele forçou a recisão do contrato alegando não receber salários. Em meio a isso, Joel Santana substituía Luxemburgo e tentava melhorar uma equipe sem padrão. Foi prejudicado pela ausência de um tempo maior para treinamentos, já que a pré-temporada tinha sido realizada por Luxemburgo. O fato é que Joel foi muito mal e não demorou muito para ser eliminado da Libertadores (ainda na fase de grupos) e ser demitido. Do meio do ano em diante, o Flamengo apresentou algumas melhoras com Dorival Júnior, mas era muito difícil acreditar que jovens promissores como Adryan, Matheus, Luiz Antônio e Nixon estivessem prontos para aguentar o tranco. Mais uma vez a palavra rebaixamento era muito mais escutada do que título e mais uma vez o fim da competição fora das quatro últimas posições foi comemorado. Era a hora de rever tudo, olhar para trás e analisar todos os erros cometidos. Patrícia Amorim perdeu as eleições e Antônio Bandeira de Melo assumiu o cargo de Presidente do clube.
Para muitos, a esperança de uma nova era no clube. Como primeiro passo, o Presidente manteve Dorival Júnior, que fez sua pré-temporada sem muitos reforços de peso. Passaram cerca de três meses e lá estava Dorival sendo demitido, sob alegação de redução de custos. Será que não viram isso antes da Pré-temporada? Lá estava Jorginho assumindo um time que não tinha sido montado por ele. Mais uma vez o Flamengo dava para um treinador a oportunidade de fazer a pré-temporada e o demitia praticamente em seguida. De 2011 para 2012, foi com Vanderlei Luxemburgo e de 2012 para 2013, foi com Dorival Júnior. Jorginho teve vida curta no Flamengo. Em meio a um cenário de erros organizacionais da direção do clube, ele não conseguiu ter regularidade. O time até fez boas partidas, mas fazia outras terríveis. Foi demitido e pouco depois veio Mano Menezes para o cargo de treinador. Mano começou bem, mas não faz milagre. Carrega em suas costas um piano, onde as teclas são os erros dos três anos anteriores e o som que se ouve é de críticas da apaixonada torcida, que se acostumou a ver a falta de planejamento imperar. Mano está tendo um difícil trabalho e olha que está apenas começando. As perspectivas não são das melhores e pelo que parece, a torcida rubro-negra ainda vai sofrer muito com os erros do passado.
Tite, campeão da Libertadores e campeão mundial com o Corinthians, está no clube há cerca de dois anos e meio.
Cuca, vice-campeão brasileiro e campeão da Libertadores com o Atlético Mineiro, está há mais de dois anos no clube.
São dados que por si só podem representar pouco, já que ser campeão não significa que o trabalho foi bem feito pelo treinador, assim como não significa que um time não possa ter uma boa sequência com trocas sucessivas de treinadores. Mas, os dois casos acima são de dois treinadores que estão fazendo dois bons trabalhos, com equipes organizadas e entrosadas, que jogam junto há algum tempo.
Flamengo
2010 – Andrade, Rogério Lourenço, Silas e Vanderlei Luxemburgo
2011 – Vanderlei Luxemburgo
2012 – Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana e Dorival Júnior
2013 – Dorival Júnior, Jorginho e Mano Menezes.
Oito treinadores em menos de quatro anos. Em 2010, 2012 e 2013, o Flamengo teve nas mãos de pelo menos três técnicos. Em quatro anos, apenas Vanderlei Luxemburgo conseguiu começar e terminar o ano, que foi em 2011.
Desse histórico recente, pode-se concluir que há grandes possibilidades das contratações dos treinadores estarem sendo feitas de maneira equivocada ou as demissões desses treinadores estarem feitas de maneira errada.
Por fim, o gol do Lauro é o pior dos problemas?

terça-feira, julho 30, 2013

ELIAS MARCA NO FIM, TIRA O FLA DA ZONA DE REBAIXAMENTO E O BOTAFOGO DA LIDERANÇA

Por Danilo Silveira

Superior, Botafogo abre o placar.


Flamengo e Botafogo fizeram no último domingo, um clássico de dois tempos completamente diferentes. Na volta das duas equipes ao Maracanã, o resultado final foi o empate em 1 x 1. Nos 45 minutos iniciais o Botafogo foi muito superior, tendo grande atuação, comandada por Seedorf, que deu cobrou falta para Rafael Marques fazer 1 x 0 e em outra cobrança carimbou a trave de Felipe.  Além disso, o Botafogo criou outras oportunidades, como em contra-ataque rápido que terminou com chute para fora de Lodeiro. O fato é que o time alvinegro poderia ter ido para o intervalo com uma diferença de 3 ou 4 gols, que refletiria melhor o que foi a partida do que “apenas” 1 x 0. Para se ter uma ideia, aos 30 minutos de partida, o Glorioso havia finalizado 7 vezes, contra nenhuma de equipe comandado por Mano Menezes.

 
Superior, Flamengo empata nos acréscimos.

Para a segunda etapa, Mano Menezes lançou Luiz Antônio e Adryan, sacando Diego Silva e Gabriel. E o time melhorou. Acredito que não só por conta da atuação dos jogadores que entraram, mas de uma evolução tática do time inteiro e da mudança drástica de postura do time alvinegro. A equipe de Oswaldo de Oliveira parece ter esquecido no vestiário o futebol que apresentara na primeira etapa. E o Flamengo criava chances atrás de chances, com Adryan carimbando duas vezes a trave e Elias balançando duas vezes as redes de Jefferson, as duas com o gol sendo anulado pelo árbitro, com auxílio do bandeirinha. Uma delas, de forma correta, a outra em posição extremamente duvidosa. Em meio à superioridade do Flamengo, Oswaldo de Oliveira tirou Vitinho para a entrada de Renato, recuando a equipe. Mano lançou Hernane na vaga de Carlos Eduardo e por pouco o artilheiro do time no ano não empatou em bela dominada no peito e chute forte à esquerda do gol de Jefferson.  Próximo do apito final, Oswaldo lançou Lima na vaga de Lodeiro e Antônio Carlos no lugar de Gabriel. O fato é que o Botafogo, ao longo de todo o segundo tempo, pareceu estar cansado. A postura defensiva parecia um misto de superioridade física do Flamengo com “recuar, pois estamos vencendo”. Seja qual for a explicação, o fato é que a superioridade rubro-negra foi recompensada aos 49, quando Elias balançou as redes pela terceira vez, a primeira com o gol validado. Gol esse que impediu que o Botafogo assumisse novamente a liderança e tirou o Flamengo da zona de rebaixamento, empurrando para lá o Fluminense, atual campeão brasileiro.

quinta-feira, julho 25, 2013

COM FINAL FELIZ!

Por Danilo Silveira


 
O sim e o não tiveram inúmeras vezes separados por mínimos detalhes na campanha do Atlético Mineiro na Libertadores 2013. O choro se tornou riso por causa de um pé milagroso de Victor nos acréscimos da segunda etapa. A tristeza virou felicidade quando Guilherme acertou um belo chute de fora da área aos 50 minutos.  No cenário das possibilidades da final contra o Olimpia, a única certeza que se tinha é que a campanha do Galo já se fazia histórica, única e emblemática, independente do resultado.

E no fim das contas, deu tudo certo para o clube mineiro, que hoje pode gritar que é campeão da Taça Libertadores da América. Entre o apito inicial no Mineirão e o pênalti do Olimpia que explodiu no travessão decretando o título do Galo, aconteceu muita coisa. Uma marcação muito boa exercida pelo pelo time paraguaio, um Atlético Mineiro, se não brilhante, aguerrido, bem arrumado e determinado. Em um dos raros momentos de falha da defesa paraguaia, Jô aproveitou e fez 1 x 0, com 1 minutos da segunda etapa. Quarenta minutos depois, a cabeçada de Leonardo Silva teve o endereço das redes, para enlouquecer o atleticano mais são de todos.

Veio a prorrogação e mesmo com um homem a mais, o Galo não conseguiu chegar ao gol. Vieram as penalidades. Veio Victor para defender uma cobrança, veio o travessão para bloquear outra e levar Cuca a se jogar no gramado, desabado, perplexo, em êxtase, como se não acreditasse que tinha ali, naquele momento, conquistado a América. Muitos duvidaram, ironizaram e torceram contra, mas nada conseguiu se sobrepor ao belo trabalho exercido pelo treinador. Trabalho esse que não precisava do título para ser reconhecido como bom, mas com o título tudo fica mais bonito.

 
E o que podemos falar de Ronaldinho? Simplesmente decisivo. Teve seu auge na competição no meio e caiu de produção nos jogos finais, mas nada que tire dele o status de um dos jogadores mais importantes dessa conquista. E o que dizer de Victor? Três pênaltis defendidos ao longo da campanha, todos cruciais, decisivos. E o gol do Luan contra o Tijuana, nos acréscimos? E o gol de Guilherme contra o Newells Old Boys, aos 50 minutos?

O roteiro da campanha do Atlético Mineiro na Libertadores 2013 foi como um filme de ação, com contornos de drama. Heróis! Vilões! Clímax! Medo! Pânico! Incerteza! Suspense! Todos os ingredientes necessários para um grande filme. Filme esse, que terminou com um final feliz para o Clube Atlético Mineiro.



domingo, julho 14, 2013

EM NOITE DE FORTES EMOÇÕES, VICTOR MANTÉM VIVO O SONHO ATLETICANO DE CONQUISTAR A AMÉRICA

Por Danilo Silveira


Nem o torcedor mais frio presente no Caldeirão do Horto na noite da última quarta-feira deve ter passado “imune” à partida e ao clima de êxtase que vivia, que pulsava, o Estádio Independência. Um dos desfechos mais incríveis que já vi no futebol, levando em conta tudo aquilo que representava o duelo para o Clube Atlético Mineiro. Um time carente de títulos, uma torcida apaixonada e um sonho vivo. Sim, o Atlético Mineiro conseguiu passar o Newells Old Boys e está na final da Libertadores 2013.

Um gol de Bernard aos 4 minutos do primeiro tempo e outro de Guilherme aos 50 da segunda etapa levaram a partida para os pênaltis, onde mais uma vez, brilhou a estrela e a competência do goleiro Victor, que pegou a última cobrança, de Maxi Rodríguez, levando ao delírio o caldeirão do horto.

Entre os dois gols atleticanos, muita coisa aconteceu. O Galo fez um ótimo primeiro tempo, criando boas oportunidades de gol, com Bernard e Josué, ambas parando no goleiro Guzmán. O Newells, por sua vez, atacou menos que o Atlético, mas tentava não se retrancar e não aceitar um domínio territorial do adversário. De chances mesmo, a equipe argentina teve poucas na primeira etapa. Em uma dividida com Diego Tardelli, o goleiro Guzmán machucou o rosto e precisou receber tratamento em campo, ficando a partida quase dez minutos interrompida, Quando o árbitro apitou o reinício do jogo, o goleiro estava com a cabeça enfaixada e com curativo no nariz.

Veio a segunda etapa e o Newells melhorou, conseguindo diminuir o ímpeto e a força atleticana. Os minutos se passavam e o gol do Galo não saía. Nas arquibancadas, desde a primeira etapa, as câmeras flagravam expressões das mais diversas nos torcedores: choro, apreensão, fé, de tudo um pouco. Até que aos 32 minutos, a partida novamente foi paralisada por um longo período. Dessa vez, por conta de uma queda de energia. Mais de dez minutos com o duelo interrompido para testar o coração dos atleticanos e dos torcedores do Newells. Cuca, que pouco antes do apagão lançou Luan na vaga de Pierre, mexeu mais duas vezes quando o jogo retornou, colocando Guilherme e Alecsandro, nas vagas de Bernard e Tardelli. E veio dos pés de Guilherme o alívio parcial. Após rebatida de Mateo, o ex-cruzeirense acertou bonito chute, no canto esquerdo do goleiro, fazendo o tão esperado 2 x 0. Quando disse que o alívio era parcial é porque minutos depois, lá estava a partida nas penalidades, um novo momento de apreensão.

Jô e Richarlyson bateram para fora e contaram com a ajuda de Casco e Cruzado, que também erraram o alvo. Na última cobrança do Galo, Ronaldinho apareceu para converter com segurança. Maxi Rodriguez, que fez boa partida, caminhava para cobrar a quinta cobrança do Newells Old Boys. Precisava fazer para empatar e levar a disputa para a série alternadas. Só que o final seria trágico para ele e épico para os atleticanos. Victor, o mesmo que defendeu o pênalti histórico de Riascos, contra o Tijuana, mais uma vez apareceu. Se naquela oportunidade no canto direito, dessa vez no canto esquerdo, para defender a cobrança do argentino e colocar o Atlético Mineiro na final, fazendo o técnico Cuca desabar de emoção no gramado e enchendo d´água os olhos do renomado Ronaldinho Gaúcho, campeão de Copa do Mundo e campeão de Liga dos Campões.
Agora, a final é contra o tradicional Olimpia, tricampeão da competição. Os dois jogos da equipe paraguaia contra o Fluminense me fazem crer que o Galo é mais time. Nunca esteve tão próximo o encontro entre Guardiola e Cuca, o melhor técnico do mundo e o melhor técnico do Brasil.

segunda-feira, julho 01, 2013

JOGO 16 -"FALTOBOL" DE FELIPÃO "FUNCIONA", BRASIL VENCE A ESPANHA E CONQUISTA A COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2013


Saio dessa Copa das Confederações com duas convicções. A primeira que a Seleção Brasileira de futebol tem atualmente uma geração de talento abundante, de jogadores excepcionais. Talento puro, mais que suficiente para a formação de um time encantador, que jogue um futebol bonito e envolvente, como há muito tempo não temos o prazer de ver quando se fala da camisa amarelinha. A segunda convicção que tirei da competição é que a Seleção Brasileira está sob comando da pessoa errada.

O estilo de jogo implementado por Felipão não condiz com aquilo que ele tem em mãos. Não condiz com o futebol tão pedido e almejado por grande parte da imprensa e da população brasileira.

Sabe aquela eterna discussão se os fins justificam ou não os meios? Pois bem, aplica-se direitinho na participação do Brasil na Copa das Confederações 2013. Quando se entra em uma competição, o que se almeja, o que se objetiva? O título. Por isso, digo que "se os fins justificam os meios", a Seleção Brasileira foi perfeita na Copa das Confederações 2013. Praticou o antijogo, abusou do excesso de faltas e...foi campeã. Na soma dos cinco jogos da competição, a Seleção Brasileira comandada por Felipão chegou a mais de 100 faltas, o que dá uma média de mais de 20 infrações por partida, número, em minha opinião, altamente excessivo, absurdo.

Ontem, contra a Espanha, as minhas duas convicções ficaram mais que evidentes. Fred foi um gigante, Neymar foi brilhante, a Seleção Brasileira como um todo, jogou muito bem, nos momentos em que quis jogar. Porque em grande parte da
partida, o Brasil teve como estratégia não deixar a Espanha jogar, impedindo o encantador Tic-tac de maneira faltosa, grossa, estúpida. Apesar das absurdas 26 faltas durante os 90 minutos (mais os acréscimos), sobrou tempo para o Brasil ser encantador. Sobrou tempo para Neymar "comer a bola" e, pelo menos parcialmente, calar os críticos. Nessa Copa das Confederações, o jovem, recém contratado pelo Barcelona, foi brilhante, excepcional e...faltoso. A última das características talvez por reflexo do
técnico o qual estava lhe comandando. Nem no tempo em que Neymar "jogava sozinho" no bagunçado e confuso Santos de Muricy Ramalho eu o via fazer tantas faltas como ele fez na Copa das Confederações 2013.

Claro, que não somente críticas merece Felipão. Ele teve a capacidade de melhorar a Seleção Brasileira, montar um sistema de marcação que, apesar de bater demais, é sólido. Ele teve a capacidade de dar á equipe algum padrão ofensivo. Felipão está indo melhor que seus dois antecessores, mas isso torna-se quase irrelevante se analisarmos que estamos vindo de uma passagem "lunática" e "louca" de Dunga pelo comando técnico da Seleção Brasileira, sucedida por uma passagem "péssima" de Mano Menezes. A verdade é que nos acostumamos a ver trabalhos muito ruins na Seleção Brasileira e quando se melhora um pouquinho, a impressão que passa é que estamos no patamar, no topo, no máximo o qual podemos chegar. Mera ilusão. A Seleção Brasileira de Futebol tem potencial para ir muito mais longe, para jogar muito, mais muito mais futebol do que vem jogando com Felipão. Ronaldinho Gaúcho, na fase em que se encontra, tem muito a oferecer para essa equipe e até agora, não vejo o menor sentido nele não ter sido convocado.

E a Espanha? A Espanha foi Espanha e segue demonstrando virtudes louváveis ao longo de sua trajetória na história do futebol. A atual campeã européia e campeã mundial, foi fiel àquilo que a levou a essas duas conquistas. Foi fiel ao estilo de jogo de toques de bola rápidos e precisos, com o objetivo de envolver a marcação adversária e assim ter maior facilidade para criar oportunidades de gol. Tentou em todos os jogos fazer isso, em alguns conseguiu, em outros não.


Contra o Brasil, teve dificuldade para cumprir tal missão. Mostrou-se cansada, esgotada fisicamente. Não precisa, nem deve servir de "desculpa" para a derrota. A Espanha não precisa disso, não precisa de desculpas, a gente é que precisa pedir desculpas para ela, por ter feito 26 faltas em uma partida de futebol. A Espanha soube vencer como Espanha, mas, muito mais que isso, ela soube perder como Espanha. Fosse outro time perdendo para o Brasil por 3 x 0, ao som de olê vindo das arquibancadas do Maracanã, seriam grandes as possibilidade da partida descambar para a violência, para entradas mais fortes, pontapés, confusões, empurra-empurra e por aí vai. Só que não! Era a Seleção Espanhola. Elegante quando ganha, elegante quando perde.

Acabo as minhas considerações com a seguinte frase: Se o Brasil bateu assim na Copa das Confederações, imagina na Copa do Mundo.


JOGO 15 - ITÁLIA X URUGUAI

Em breve, texto sobre a partida.

JOGO 14 - ESPANHA VENCE ITÁLIA NOS PÊNALTIS E ENFRENTA O BRASIL NA FINAL

Por Danilo Silveira

Eu esperava uma vitória tranquila e fácil da Espanha para cima da Itália, mas não foi isso que se viu na partida disputada em Fortaleza. O que se viu foi uma Espanha com dificuldades, esbarrando em uma Itália guerreira, que conseguiu o empate no tempo normal e na prorrogação, levando a partida para as penalidades e só então ser derrota.

Nos minutos iniciais, a Itália criou boas oportunidade, como por exemplo em jogada que Maggio apareceu pela direita, recebendo lançamento por trás do sistema defensivo espanhol e cabeceando para boa defesa de Cassillas. A Espanha, fiel ao seu estilo, criava pouco. Torres teve uma boa oportunidade, mas finalizou para fora.

Veio a segunda etapa e cada vez mais as equipes aparentavam um cansaço físico muito grande. O tempo se passava e nada do gol espanhol sair. Quem estava se saindo bem nisso tudo era a Itália, que conseguia segurar o empate diante da melhor seleção do mundo.

Uma bola na trave para cada lado na prorrogação

Veio então a prorrogação e logo nos minutos iniciais a Itália chegou com muito perigo. Após cruzamento da direita, Giaccherini soltou uma bomba, que explodiu na trave direita de Cassillas. A Espanha respondeu alguns minutos depois, de uma forma não muito habitual: o chute de fora. Xavi Arriscou e Buffon rebateu de maneira estranha, vendo a bola tocar na sua trave esquerda.

Cobranças bem executadas e classificação espanhola

Ao todo, tivemos 14 cobranças de pênaltis, 13 convertidas e apenas uma desperdiçada. Bonucci acabou sendo o vilão italiano, que isolou sua cobrança, já nas alternadas. Navas veio em seguida e converteu, colocando a Espanha na final, para enfrentar o Brasil, em pleno Maracanã. Duelo que tem a Espanha como favorita!


sexta-feira, junho 28, 2013

JOGO 13 - JÚLIO CÉSAR DEFENDE PÊNALTI, PAULINHO FAZ GOL SALAVADOR E MESMO SEM JOGAR BEM BRASIL VENCE URUGUAI E CHEGA À FINAL

Por Danilo Silveira

Brasil e Uruguai entraram no gramado do Mineirão para lutar por uma vaga na final da Copa das Confederações. Depois de noventa minutos com boas emoções, mas um futebol pouco vistoso, o Brasil credenciou-se para a disputa da final.

A primeira etapa como um todo foi muito ruim. Foi o exemplo de que posse de bola e bom futebol não necessariamente andam lado a lado. O Brasil manteve um percentual alto de posse de bola, mas com pouca criatividade. Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo trocavam passe com tranquilidade na intermediária defensiva, mas quando o time tentava avançar a se deparava com a marcação uruguaia, que começava a partir do meio-campo, ficava nítida a dificuldade brasileira. Logo nos minutos iniciais, David Luiz cometeu pênalti infantil em Lugano. Júlio César trabalhou bem, defendendo a cobrança de Forlán no canto esquerdo. Pouco depois, o mesmo Forlán assustou em chute de fora da área, mas a bola foi fora do alvo. Pelo lado brasileiro, destaca-se um chute para fora de Hulk e o gol, que saiu instantes antes do intervalo. Paulinho lançou Neymar, que chutou para defesa de Muslera, mas no rebote, Fred, mesmo chutando um pouco desajeitado, conseguiu abrir o marcador. Há de se destacar também a entrada criminosa de Luiz Gustavo, acertando a sola da chuteira na barriga de um uruguaio, não sendo expulso de campo (só recebeu cartão amarelo) por erro do árbitro da partida.

No início da segunda etapa, o Uruguai empatou. Perigo na área brasileira e Thiago Silva tentou sair tocando rasteiro para Marcelo, mas Cavani interceptou e chutou no canto direito de Júlio César.  Por falar em Cavani, cabe ressaltar que ele foi o melhor jogador uruguaio em campo, ajudando demais na marcação pelo lado direito de defesa.  A verdade é que na segunda etapa o jogo aumentou um pouco de intensidade. O Uruguai parecia mais corajoso em campo. Hulk assustou em cobrança de falta defendida por Muslera e Thiago Silva, que já havia falhado no gol uruguaio, foi cortar um cruzamento uruguaio da direita e deu um susto na torcida brasileira, já que a sua cabeçada passou bem próxima ao travessão de Júlio César. A maior evolução na equipe do Brasil se deu quando Bernard entrou na vaga de Hulk. O jovem, que joga no Atlético Mineiro, time que joga um futebol envolvente e é treinado por Cuca, o técnico adpeto do futebol bonito, deu uma movimentação boa para o ataque brasileiro. Logo, a equipe conseguiu criar duas chances de gol. Na primeira, Fred bateu mal, por cima. E na segunda, Neymar acabou finalizando fraco para fácil defesa de Muslera. Quando a prorrogação se aproximava, apareceu Paulinho para dar a classificação ao Brasil. Após escanteio cobrado da esquerda, ele apareceu no segundo pau para cabecear. Lembrei-me do gol de Paulinho pelo Corinthians, contra o Vasco, nas quartas-de-final da Libertadores. Um gol também de cabeça, nos minutos finais, que naquele caso, evitou que o confronto fosse para as penalidades. Cabe ainda destacar que nos acréscimos, Felipão tirou Neymar e colocou Dante em campo. Achei a substituição equivocada. Se o Uruguai consegue o empate, Felipão jogaria a prorrogação sem Neymar, que não fez uma bela partida, mas é o melhor jogador dessa seleção.

terça-feira, junho 25, 2013

JOGO 12 - URUGUAI GOLEIA TAITI E PEGA O BRASIL NA SEMIFINAL

Por Danilo Silveira


O Uruguai entrou em campo diante do Taiti, precisando de uma vitória por 8 gols de diferença, para garantir-se na semifinal da Copa das Confederações sem precisar depender do resultado de Nigéria x Espanha. Isso porque uma vitória nigeriana sobre os espanhóis somada a uma vitória do Uruguai diante do fraco Taiti, geraria um empate triplo no grupo, com Espanha, Nigéria e Uruguai com seis pontos. Uma vitória com tal elasticidade no placar em uma competição internacional, parece algo completamente inviável, só que não dessa vez. O Uruguai tinha como oponente o simpático Taiti, um time que tem um jogador profissional apenas, sendo os outros amadores. No fim das contas, o Uruguai conseguiu vencer por 8 x 0, mas um empate e até uma derrota (dependendo do número de gols) classificaria o Uruguai, já que a Nigéria perdeu para a Espanha.

Abel Hernández foi um dos destaques com quatros gols. Lodeiro fez um e também participou de boas jogadas. O lateral direito Aguirregaray e o volante Gargano foram outros dois que participaram bem da partida. Um momento interessante da partida foi quando o zagueiro Scotti desperdiçou uma penalidade, defendida pelo goleiro Meriel, levando o torcedor ao delírio na Arena Pernambuco.

O destaque do Taiti na Copa das Confederações foi o camisa 3 Vahirua, o único profissional do time, que demonstrou boa técnica com a bola nos pés. Após o término do jogo contra o Uruguai, os jogadores do Taiti apareceram segurando bandeiras do Brasil e exibindo um cartaz dizendo “Obrigado Brasil”, em retribuição ao carinho conquistado pela Torcida Brasileira. Após a coletiva de imprensa, o técnico Eddy Etaeta foi até cada um dos jornalistas para cumprimenta-los.

A passagem da Seleção do Taiti no Brasil foi totalmente inusitada. Um time frágil, amador, que conquistou rapidamente a torcida do público, acredito eu, que apoiado justamente na lógica de “torcer para o mais fraco”. Fraqueza essa que parecia ser vista pelo taitianos, não como algo ruim, mas como normal e natural.

O Uruguai, mesmo sem ter jogado bom futebol na primeira fase, segue vivo na competição. Agora, o adversário na semifinal é o Brasil, em partida que acontece quarta-feira, no Mineirão. Não é em 1950, não é em uma Copa do Mundo, não é uma final, não é no Maracanã, mas quando se fala no Brasil x Uruguai da próxima quarta é impossível não lembrar da final da Copa do mundo de 1950, quando os uruguaios “calaram” o Maracanã.

JOGO 11 - ARROJADA E GUERREIRA, NIGÉRIA DÁ ADEUS COM DERROTA PARA A ESPANHA: 3 A 0

Por Danilo Silveira

Quando vejo a Espanha jogar a sensação que me passa é que estou vendo o que há de melhor entre as seleções de todo o mundo. Muitos falam sobre o fim da hegemonia da Fúria, sobre um possível desgaste desse grupo, bicampeão da Eurocopa e campeão da Copa do Mundo, mas os dias passam e cada vez mais a Espanha dá provas que está mais forte do que nunca. Diante da Nigéria, mais uma ótima atuação, coroada com uma vitória por 3 x 0 e a classificação em primeiro lugar do grupo.

O duelo foi bastante interessante na primeira etapa. A Nigéria não aceitou de forma passiva o domínio espanhol. A equipe comandada por Stephen Keshi tentava atacar e não deixar que a Espanha tivesse um domínio avassalador no quesito posse de bola. Só que a qualidade da Espanha é incrível. Iniesta teve uma atuação impecável e logo com um minuto de jogo,  deu um elástico em um adversário e chutou para defesa de Enyeama. Pouco depois, ele tocou para Jordi Alba que fez bela jogada, costurando os marcadores nigerianos e chutando para abrir o marcador. A Nigéria conseguia atacar a Espanha mais do que outros adversários conseguiam, mas no geral não conseguiu dar muito trabalho a Valdés. Uma ótima chance veio quando Mikel recebeu na área, de frente para o gol, mas acabou finalizando em cima de Sérgio Ramos. A Espanha por sua vez, teve duas belas chances de ampliar, com Soldado, que acabou parando em Enyeama em ambas oportunidades.

Veio a segunda etapa e a Nigéria chegou muito perto de ampliar logo nos minutos iniciais. Musa cruzou da direita e a bola chegou até Ideye, que debaixo da trave, acabou furando. Os minutos foram se passando e a superioridade espanhola foi ficando cada vez mais visível. Cada vez mais a Nigéria tinha dificuldade de impedir que a Fúria aplicasse seu estilo de jogo bonito e envolvente. Fernando Torres entrou na vaga de Soldado e mostrou oportunismo ao marcar de cabeça, após cruzamento de Pedro. Villa também entrou no decorrer da segunda etapa e mostrou ótima visão de jogo nos minutos finais. Ele sofreu falta no campo de defesa e bateu rápido, lançando Jordi Alba de maneira genial. O lateral esquerdo espanhol saiu do campo defensivo, sem ver nenhum marcador de linha à sua linha e demonstrou calma para driblar Enyeama e empurrar para o gol vazio. Três a zero em mais uma ótima atuação espanhola.

A Nigéria foi corajosa e arrojada, mas não conseguiu evitar uma derrota que já era esperada.  Contra a Espanha, a impressão que dá é que todos os adversários estão fadados à derrota. Na quarta-feira, é a vez da Itália tentar vencer a Espanha e chega à final da Copa das Confederações. Tarefa muito difícil da Azurra.

JOGO 10 - EM JOGO DE SEIS GOLS, FRED FAZ DOIS E BRASIL VENCE A ITÁLIA

Por Danilo Silveira


Brasil e Itália fizeram em Salvador um jogo de baixo nível técnico, mas de boas emoções. Seis gols e vitória brasileira. Com o triunfo, o Brasil fugiu da temida Espanha na semifinal e enfrenta o uruguai. Sobrou para a Itália a missão de derrotar a Fúria, em duelo que vai marcar a reedição da final da Eurocopa de 2012.

Logo com um minuto de jogo, Hulk apareceu pela ponta esquerda e chutou para boa defesa de Buffon. Era o indício que teríamos um primeiro tempo bem movimentado, com muitas chances de gol. Alarme falso. O que se viu nos 45 minutos iniciais foi um jogo pegado, faltoso, com 4 cartões amarelo (David Luiz, Neymar, Luiz Gustavo e Marchisio). Chances de gols mesmo, foram pouquíssimas, Júlio César foi praticamente um espectador. Há de se destacar também que os treinadores foram forçados a mexer em suas equipes, por conta de lesões. Montolivo e Abate deixaram o campo para as entradas de Giaccherini e Maggio, enquanto David Luiz, que quebrou o nariz no último jogo, dessa vez sentiu a coxa e deu lugar a Dante. E quando chegava a hora do árbitro do Uzbequistão, Ravshan Irmatov, apitar o fim da primeira etapa, veio o gol brasileiro. Candreva fez falta em Neymar pela esquerda de ataque. O próprio Neymar cobrou na área, Fred cabeceou para defesa de Buffon e no rebote Dante chutou para as redes. Detalhe que o zagueiro brasileiro encontrava-se em posição de impedimento na hora da cabeçada de Fred, portanto, o gol foi ilegal.

Na segunda etapa, o jogo continuou ruim no aspecto técnico, mas cresceu no quesito emoção. Giaccherini não demorou muito tempo para empatar a partida, depois de receber passe genial de Balotelli. E quando a coisa não anda das melhores no Brasil, tem se tornado constante a aparição de um dos melhores jogadores da competição até aqui: Neymar. O garoto tratou de recolocar o Brasil na frente em cobrança sensacional de falta, daquelas em que se acerta o chute no canto do goleiro, o pegando no contrapé. Fred, que até então não havia balançado as redes, tratou de balança-las, ao receber lançamento de Marcelo: 3 x 1. Para tirar do Brasil o primeiro lugar do grupo, a Itália precisa virar o jogo, o que parecia pouco provável. Com dois gols de vantagem, Felipão tirou Neymar e lançou Bernard. Pouco tempo depois, a Itália diminuiu em um gol recheado de polêmica. Jogada na área brasileira, Luiz Gustavo agarrou Balotelli e o árbitro começou a fazer o gesto para apontar a penalidade quando Chielini chutou para as redes. Para desespero dos brasileiros, o árbitro deu a lei da vantagem, validando o gol. A reclamação dos brasileiros era por um suposto apito do árbitro, indicando a marcação da penalidade, antes de Chiellini chutar para o gol. O fato é que o gol foi validado e a Itália chegou muito perto de empatar pouco depos, em cabeçada de Maggio, que explodiu no travessão. A Azurra veio para o ataque em busca do empate, mas acabou foi levando o quarto gol nos minutos finais. Bernard tocou para Marcelo, que arriscou para defesa de Buffon, mas no rebote Fred apareceu para empurrar para as redes.

Cada dia que passa a Espanha se torna mais favorita para vencer a Copa das Confederações, devido ao abismo que existe entre a qualidade do futebol apresentado pela
Fúria em relação ao futebol apresentado pelas demais equipes.

segunda-feira, junho 24, 2013

JOGO 9 - EM DUELO DE ELIMINADOS, CHICHARITO FAZ DOIS E MÉXICO DERROTA JAPÃO

Por Danilo Silveira

Já eliminados, com duas derrotas cada, México e Japão duelaram em Belo Horizonte em um jogo fadado a ter poucas emoções. Apesar disso, as duas equipes não fizeram um duelo dos piores. A partida foi corrida, bem disputada e terminou com vitória do México, que jogou melhor durante a maior parte do tempo.

O Japão vinha de uma partida emocionante, um révés de 4 x 3 para a Itália, que o eliminou da competição, mas deixou uma boa impressão dos asiáticos, que jogaram um futebol de alta qualidade. Diante do México, nos minutos iniciais, a equipe comandada por Alberto Zaccheroni esboçou um pouco desse bom futebol, mas nada que se possa equiparar com a bela atuação diante dos italianos. Kagawa esteve perto de abrir o marcador, mas parou em Ochoa, goleiro que estava substituindo o titular Corona. Aos poucos, o México passou a ser melhor em campo. Guardado era o jogador de maior destaque, dando trabalho pelo lado esquerdo do campo. Mas, foi aparecendo pelo meio que ele levou perigo, ao cabecear um cruzamento da esquerda e acertar a trave direita e Kawashima.

Um dos grandes méritos do México foi conseguir, se não neutralizar, reduzir bastante o toque de bola rápido da Seleção japonesa. No mais, sobrou espaço para Giovani dos Santos ter uma boa atuação, assim como Guardado. Sobrou espaço também para Chicharito ser decisivo. Os gols saíram já na segunda etapa. Primeiro, o atacante aproveitou cruzamento da esquerda, se antecipou a Kawashima e cabeceou para fazer 1 x 0. Pouco depois, escanteio cobrado da direita, Mier desviou e lá estava Chicharito no segundo pau para usar novamente a cabeça e ampliar. Nos minutos finais, o Japão partiu ao ataque em busca de um empate. A tarefa se tornou menos complicada aos 40, quando Kagawa deu belíssimo passe por elevação, encontrando Endo na ponta direita, que por sua vez tocou para o meio, onde Okazaki empurrou para o gol. Embalado pela torcida presente no Mineirão, o Japão buscava o empate, que lhe daria o primeiro e único ponto na Copa das Confederações. Aos 45, Chicharito teve a oportunidade de fazer seu terceiro gol, mas acabou desperdiçando uma penalidade, defendida por Kawashima. No rebote, outra chance para o atacante, mas dessa vez o travessão foi o vilão. O erro de Chicharito não tirou os três pontos da equipe mexicana, que não foi brilhante durante a Copa das Confederações, mas mostrou bons valores. Já o Japão, deu sinais de que pode dar muito, mas muito trabalho na Copa do Mundo de 2014

domingo, junho 23, 2013

JOGO 8 - EM JOGO DE POUCAS EMOÇÕES, URUGUAI VENCE NIGÉRIA E FICA PERTO DA CLASSIFICAÇÃO

Por Danilo Silveira


Depois de perder na estreia para a Espanha, o Uruguai não podia ser derrotado pela Nigéria, na Arena Pernambuco, senão daria adeus às possibilidades de classificação para as semifinais da Copa das Confederações. A Nigéria, que vinha de goleada por 6 x 1 em cima do Taiti na estreia, buscava três pontos para avançar antecipadamente às semifinais. Esses ingredientes tornavam o jogo com um caráter totalmente decisivo. Apesar disso, o duelo foi pouco empolgante e sem muitas emoções.
Jogando um futebol nada vistoso e pouco atrativo, o Uruguai venceu por 2 x 1 e tem imensas chances de avançar, enquanto a Nigéria está em situação muito complicada.

O Uruguai começou melhor na partida e abriu aos 18 minutos, com o zagueiro Lugano, que aproveitou cruzamento rasteiro de Forlán, para empurrar para as redes. Aos poucos a Nigéria foi se soltando em campo e conseguindo equilibrar as ações. A melhora dos africanos se transformou em gol (muito bonito, por sinal) aos 36 minutos. Ideye tocou para Mikel, que deu um bonito corte no seu marcador e chutou, vencendo Muslera e estufando as redes uruguaias.

Veio a segunda etapa e aos 5 minutos funcionou o famoso trio ofensivo do uruguai, muito falado na Copa do Mundo de 2010. Contra-ataque rápido, Suárez tocou para Cavani que abriu na ponta esquerda para Forlán, que acertou um chutaço, vencendo Enyeama e marcando um belo gol. Gol esse que foi suficiente para o uruguai adotar na maioria dos 40 minutos restantes, uma postura extremamente defensiva. Cabe ressaltar que Arévalo fez boa partida, dando grande sustentação à defesa. Enquanto isso, Lugano não foi bem, mostrando-se estabanado e grosso. Por sinal, o uruguai adotava um esquema com três zagueiros. Lugano e Godín eram os dois de origem na posição e
Cáceres fechava o trio, atuando pelo lado esquerdo de defesa. O ferrolho uruguaio dificultava muito as ações da Nigéria, que pouco criava ofensivamente. O jogo se tornou chato e sem emoção. O Uruguai contra-atacava esporadicamente, como em jogada que Forlán deu excelente lançamento para Cavani, que chutou muito mal, errando a direção do gol. Os minutos se passavam e pouca coisa destacável acontecia. Lugano acabou recebendo cartão amarelo e desfalcará a Seleção Celeste.
no jogo decisivo contra o Taiti.

Em um resumo rápido do grupo, a Espanha tem 6 pontos e 11 de saldo, a Nigéria tem 3 pontos e 4 de saldo e o uruguai tem 3 pontos e 0 de saldo. No plano teórico, o Uruguai leva vantagem em relação à Nigéria na última rodada, pois pega o fraco Taiti, enquanto a Nigéria pega a Espanha. Para ultrapassar a Espanha, a Nigéria precisa vence-la por 4 gols de diferença, igualando assim o número de pontos e ultrapassando no saldo de gols. Se os africanos vencerem por menos de quatro gols, vão precisar torcer para o Uruguai não vencer o Taiti por uma vantagem que suficiente para ultrapassa-la no saldo de gols. Cabe ressaltar, portanto, que a tarefa da Nigéria é das
mais complicadas.

sábado, junho 22, 2013

JOGO 7 - GOLEADA JÁ ESPERADA: ESPANHA 10 X 0 TAITI

Por Danilo Silveira

A melhor Seleção do Mundo enfrentou ontem, no Maracanã, a pior seleção que está participando da Copa das Confederações. A Seleção Espanhola e do Taiti fizeram um jogo até certo ponto sem graça e sem emoção, devido à diferença técnica gritante entre elas.

Espanhóis comemoram um dos seus dez gols
Da equipe titular da Espanha, apenas Sérgio Ramos iniciou a partida contra o Taiti. Tão fantástica é a Seleção Espanhola que entre os reservas tínhamos nomes como David Villa, Fernando Torres, David Silva e Mata. Qualidade de sobra! Logo aos 4 minutos, Torres abriu o marcador após jogada pela ponta esquerda. O Taiti até conseguiu evitar que a Espanha balançasse as redes por algum tempo, já que o segundo gol saiu somente aos 31 minutos. Daí em diante, a porteira se abriu, como se diz na gíria. Era gol a toda hora, todos marcados pela mesma equipe. Nas arquibancadas, a torcida era para o Taiti, que pouco conseguia atacar e incomodar o time espanhol. Reina era quase um expectador.

No fim das contas, Torres marcou quatro gols (e ainda desperdiçou um pênalti, carimbando o travessão do goleiro Roche, que comemorou muito), Villa fez três, David Silva dois e Mata um. Goleada digamos incontestável da Seleção Espanhola, por 10 x 0. Está certo que o Taiti, devido à sua fragilidade, não serve como parâmetro para saber se uma Seleção está ou não em alto nível. A Espanha é fantástica e favorita para conquistar o título da Copa das Confederações não por ter aplicado 10 x 0 no Taiti, mas por tudo aquilo que fez nos últimos anos no futebol mundial. No domingo, a Fúria enfrenta a Nigéria e um empate a coloca na primeira colocação do grupo. No outro grupo, Itália e Brasil duelam no sábado, para saber quem será o primeiro colocado. É um fato que a Espanha vai enfrentar nas semifinais a Itália ou o Brasil. Contra qualquer um dos dois, o favoritismo da Espanha é gigantesco.

Vibração do goleiro Roche, do Taiti

sexta-feira, junho 21, 2013

JOGO 6 - JAPÃO FAZ TRÊS GOLS, ACERTA A TRAVE TRÊS VEZES, MAS PERDE PARA ITÁLIA EM JOGO EMOCIONANTE

Por Danilo Silveira

Acredito que o italiano mais pessimista não esperava uma atuação tão ruim da Seleção Italiana. Acredito que o japonês mais pessimista não esperava uma falta de sorte tão grande. As duas frases acima evidenciam o que aconteceu na última quarta-feira, na Arena Pernambuco. Um domínio sobrenatural da Seleção Japonesa contrastou com uma Seleção Italiana fria, apática, mas oportunista. Características essas que no âmbito prático fizeram os amantes de futebol assistirem a um jogo emocionante, que terminou com uma vitória Italiana.

Com poucos minutos passados da partida, pôde-se perceber que o Japão estava em noite inspirada, principalmente o camisa 10 Kagawa, o melhor em campo. Maeda teve chance de abrir o marcador, mas acabou cabeceando em cima de Buffon. O Japão dominava o jogo teritorialmente, deixando a tetracampeã mundial acuada, pequena. Aos 19 minutos, De Sciglio recuou mal para Buffon, que acabou cometendo pênalti em Okazaki e recebendo cartão amarelo. Honda foi para a cobrança e acertou o canto esquerdo de Buffon para abrir o marcador. Já era mais do que hora da Itália acordar, só que não. O Japão era dono do jogo, absoluto dentro das 4 linhas. Aos 30, Cesare Prandelli resolveu mexer na equipe. Aquilani, reserva na estreia, mas titular contra o Japão, deixava o gramado para a entrada de Giovinco. Aos 32, veio o segundo gol  do Japão, recheado de polêmica. Próximo à meia lua, Konno deu um chute que se tornou um passe para Kagawa, que em posição legal ganhou dos seus adversários e chutou para as redes. O problema é que Okazaki estava próximo ao lance, em posição de impedimento e, para mim, participando da jogada, mesmo que indiretamente. Por isso, acredito que o gol foi irregular. Contudo, o placar refletia o que estava acontecendo em Recife. Aos gritos de Olé vindo das arquibancadas, o Japão colocava a Itália na roda, com um futebol bonito, envolvente e produtivo. Aos 39 minutos, o maestro italiano Pirlo, que não esteve em seus dias mais inspirados, assustou em cobrança de falta, que passou por cima. No minuto seguinte, ele cobrou escanteio da direita e De Rossi apareceu para cabecear e diminuir o marcador. Antes do apito final, Giaccherini acertou a trave e por pouco não empatou a partida. Dominada por quase todo o tempo, a Itália assustou no fim da primeira etapa. 

Veio a segunda etapa e logo aos 4 minutos, Yoshida falhou pela direita da defesa, perdendo a bola para Giaccherini, que cruzou e contou com a ajuda de Uchida, que desviou para as redes, marcando contra. Aos 5, Giovinco apareceu na área, chutou e a bola bateu na mão de Hasebe, para mim, de forma totalmente involuntária, mas o árbitro argentino Diego Abal assinalou pênalti, convertido por Balotelli. Era a incrível virda italiana. Para quem acha que as emoções terminavam por aí, digo que elas apenas começavam. Quem achou que o Japão perderia forças após sofrer uma virada "espírita" da Itália, enganou-se. A seleção asiática voltou rapidamente ao seu estilo de jogo, veloz e envolvente. A Itália voltou a ficar acuada e a emoção do duelo crescia cada vez mais. Aos 22 minutos, Prandelli lançou Marchisio na vaga de Giaccherini e logo em sequência, Endo cobrou falta da direita e Okazaki usou a cabeça para empatar a partida. Vale lembrar que o Japão não poderia perder o jogo se quisesse seguir vivo na competição. Com o jogo empatado em 3 x 3 o que se via em campo era o Japão exercendo uma pressão de intensidade elevada na equipe italiana. Aos 27, Balotelli recebeu na área e acabou derrubado por Yoshida. Para mim, pênalti não assinalado pelo árbitro, que errava mais uma vez. Aos 36, o domínio japonês poderia ter se transformado em gol, se a sorte tivesse ajudado um pouco: Okazaki chutou, a bola pegou na trave esquerda de Buffon e voltou para Kagawa, que cabeceou com o goleiro italiano caído no chão, mas acabou acertando o travessão. Não culpo o camisa 10 japonês pelo gol perdido, apesar de Buffon estar caído, a bola voltou de forma muito veloz em sua direção. Aos 40, veio o gol fatal. Marchisio recebeu livre pela direita e tocou para o meio, onde estava Giovinco, que chutou para o gol vazio: 4 x 3 para a Itália. Valente, guerreiro e encantador, o Japão continuava atacando, buscando o empate. Aos 42, Okazaki chegou perto de empatar, mas novamente tinha um travessão pelo caminho, e na sobra, Yoshida empurrou para as redes, mas o gol foi corretamente anulado, já que ele estava em posição de impedimento.

Quando falo em justiça no futebol, levo em consideração a atuação do árbitro, analisando se houve algum erro grave, que interferiu diretamente na partida, tornando esse resultado injusto. Para mim, um gol mal validado para o Japão, um pênalti mal marcado para a Itália e um pênalti negado à Itália. Juntando esses três lances, podemos dizer que o Japão foi favorecido. Nada que me faça desconfiar da honestidade do árbitro. Quando falo em merecimento, aí sim levo em conta o que as duas equipes produziram e mostraram dentro das 4 linhas durante os 90 minutos. Sendo assim, não posso deixar de registrar que o Japão merecia a vitória. Fez por onde consegui-la, mas o futebol não obedece regras e não segue lógicas. O futebol não deve ser entendido, deve ser apreciado!

Cai, em pé, a Seleção Japonesa!