quinta-feira, junho 28, 2012

JOGO 30: BAILOTELLI ITALIANO PARA CIMA DA ALEMANHA

Por Danilo Silveira





Se dez dias atrás, tivesse a Croácia empatado o jogo diante da Espanha nos minutos finais, a Itália estaria eliminada da Eurocopa. Se isso estivesse se tornado um fato, o mundo não teria conhecido a verdadeira Itália dessa Eurocopa. A Azurra leve, envolvente, bonita, consistente e encantadora. Foi essa Itália que entrou em campo nesta sexta-feira, na cidade de Varsóvia, para se impor diante da poderosa Alemanha, jogar melhor, dominar a maioria do tempo e vencer.  O sonho de muitos apaixonados podia ser assistir a mais uma final de Eurocopa entre Espanha e Alemanha, mas digo, meus caros, que a Itália não deixou a desejar na fase mata-mata e chega muito forte para essa decisão e pode representar muito bem aquilo que chamamos de futebol bonito. Tudo isso, sob o comando de Pirlo, que vem fazendo uma Eurocopa maravilhosa.

Brilha a estrela de Balotelli

Não demorou mais do que cinco minutos para a Alemanha chegar muito perto de abrir o placar. Após escanteio cobrado da esquerda, Hummels apareceu na área italiana, livre de marcação, aproveitou a saída errada de Buffon e chutou para o gol, mas Pirlo apareceu antes da marca final para tirar com a coxa. O jogo era bom, a Alemanha tentava pressionar, mas a Itália não se encolhia e buscava espaços no campo ofensivo. Aos 11 minutos, a  Alemanha teve perto de abrir o placar novamente. Boateng cruzou rasteiro da direita, Buffon rebateu, a bola tocou em Barzagli e por pouco não entrou. No lance seguinte, Kross arriscou de fora de área e Buffon fez boa defesa. Apesar de termos somente chances alemães até então, a Itália também se mostrava perigosa Aos 16, Montolivo arriscou de fora da área e Neuer caiu no canto direito para defender. Pouco depois, o goleiro alemão se jogou no canto contrário, dessa vez para defender chute de Cassano. Aos 21 minutos, apareceu o talento daquele que é o dono do meio-campo italiano, atuando tanto de maneira recuada, como de maneira avançada, fazendo as duas funções com muita qualidade. Trata-se de Andrea Pirlo! Ele apareceu no meio-campo, deu um lançamento primoroso, de 39 metros, encontrando o zagueiro Chiellini, que se aventurava pela ponta esquerda. E o camisa 3 italiano demonstrou qualidade ao tocar para Cassano, que deu um giro perfeito em cima de Hummels e um cruzamento mais perfeito ainda para Balotelli, que apareceu por trás de Badstuber para cabecear e estufar as redes alemães: Itália 1 a 0! Vale lembrar que Cassano, autor da primorosa assistência, fazia um bom primeiro tempo. A Alemanha tentava arriscar chutes de média distância, mas sem muito sucesso. Vale lembrar também, que contra a Grécia a equipe de Joachim Low teve um belo aproveitamento nesse quesito. Aos 26, Mario Gómes ajeitou para Ozil, que bateu rasteiro, no canto direito, para boa defesa de Buffon. Três minutos mais tarde, Kross arriscou com curva, mas a bola não teve o endereço do gol. A Alemanha não fazia uma partida ruim, tentava pressionar e levava perigo ao gol italiano. Buffon ainda precisou trabalhar mais uma vez, minutos depois, para defender chute de Khedira, no canto direito. Mas realmente, quem mais brilhou na primeira etapa não foi nenhum jogador alemão. Contestado e polêmico, Balotelli ganhou mais uma denominação aos 34 minutos: artilheiro da Eurocopa! Ele recebeu belo lançamento de Montolivo, aproveitou a falha do posicionamento do sistema defensivo alemão, avançou, e da meia-lua, soltou uma bomba, a 90 quilômetros por hora, para quase furar as redes defendidas por Manuel Neuer. Era o terceiro gol do camisa 9, que agora se juntava a outros jogadores na artilharia da competição. Com dois gols de vantagem, a Itália demonstrava-se solta, leve e tranqüila em campo, diante da temida Alemanha.


Itália joga bem, toma susto no fim, mas consegue a classificação

Joachim Low resolveu mexer na sua equipe para a segunda etapa. E foram duas mudanças de uma vez só. Klose e Reus entraram nas vagas de Mario Gómes e Podolski. Vale lembrar que em relação ao time da estréia, a Alemanha iniciou o jogo com apenas uma mudança. Kross na vaga de Muller, que continuava no banco de reservas. E a Alemanha conseguiu estabelecer uma pressão na Itália nos minutos iniciais da segunda etapa. Aos 2 minutos, Reus fez boa jogada individual pela direita, mas acabou chutando fraco para defesa de Buffon. Aos 3, Lahm recebeu de Kross, dentro da área italiana, mas bateu por cima. Aos 11 minutos, Cesare Prandelli resolveu mexer, tirando Cassano, que fazia bom jogo, para a entrada de Diamanti, que substituiu o seu companheiro à alutra. Em dia inspirado, Balotelli tentou fazer o seu terceiro gol aos 14, mas o seu chute pela ponta direita da área acabou saindo. A Alemanha seguia pressionando a Itália e aos 16, Reus bateu falta com perigo, obrigando Buffon a fazer boa defesa, antes da bola tocar no travessão. Aos 17, Prandelli mexeu novamente, lançando Thiago Motta na vaga de Montolivo. No papel, o time italiano ficaria mais defensivo, mas, o que aconteceu foi o contrário, a Itália melhorou na partida. Em decorrência da substituição ou por mera coincidência, a Azurra melhorou sua marcação no meio-campo e a pressão alemã diminuiu. Pouco depois da metade do tempo, os treinadores resolveram mexer pela última vez. Aos 24, Balotelli, um dos heróis italianos, deixou o campo para a entrada de Di Natale, enquanto o ponta direita Muller entrava na Alemanha, na vaga do lateral Boateng. A Alemanha tentava pressionar, mas a Itália era mais organizada, mostrando consistência e rápida saída de contra ataque. E a Alemanha se abriu, dando muito campo para os italianos, que começaram a criar chances atrás de chances. Marchisio teve oportunidade de ampliar, mas bateu para fora, Di Natale teve uma chance claríssima, ao receber livre pela direita, mas acabou finalizando para fora. E quando Balzaretti enfim balançou as redes alemães na segunda etapa, o impedimento foi marcado corretamente. A Alemanha parecia sem forças para reagir, os minutos estavam esgotando-se e a classificação italiana estava cada vez mais perto. Mas, o jogo ainda pegaria fogo, tomando contornos fortes de emoção. Aos 44, Hummels apareceu na área italiana, chutou, a bola bateu em Bonucci e depois Buffon conseguiu defender. Aos 45, o árbitro assinalou pênalti, por conta de um toque de mão de Balzaretti. Ozil cobrou no canto esquerdo de Buffon e diminuiu. A Alemanha tinha agora poucos minutos para tentar empatar no abafa. E o goleiro Neuer simplesmente resolveu abandonar o gol e virar jogador de linha. O arqueiro alemão, vestindo seu uniforme laranja, transitava pelo meio-campo, pela defesa, pelo ataque e demonstrava que a menor preocupação nesse momento era defender a sua meta. Apesar da iniciativa do grande goleiro alemão, do abafa da ótima equipe comandada por Joachim Low, era dia de uma merecida festa italiana. Festa de um time que jogou um futebol digno de finalista da difícil e complicada Eurocopa!

JOGO 29: EM DUELO EQUILIBRADO, ESPANHA VENCE PORTUGAL NOS PÊNALTIS E CHEGA À FINAL

Por Danilo Silveira



E a Espanha está na final da Eurocopa pela segunda vez seguida. Mas não conseguiu isso sem antes triunfar em um duelo pra lá de complicado, diante de Portugal. As duas seleções travaram um confronto muito equilibrado, pegado e tenso. Se a Eurocopa tem por características ter um número baixo de faltas, esse duelo teve o oposto, com mais de 41 infrações após os 90 minutos. Se a Espanha tem por característica encurralar e dominar seus adversários, dessa vez isso não aconteceu. Portugal conseguiu adiantar a marcação, forçar a Espanha ao erro, dificultando a saída de bola. A consistência defensiva espanhola somada à boa aplicação tática portuguesa, fez com que aparecessem poucas chances de gol. E o placar não foi alterado durante 120 minutos. Então, foi nas penalidades que a Espanha manteve vivíssimo o sonho de ser a primeira seleção a conquistar duas vezes seguidas o título da Eurocopa.

Ofensivo, Portugal dificulta vida espanhola



Logo quando a bola rolou em Donetsk, Portugal mostrou uma postura bastante ofensiva, agredindo a Espanha. Com um minuto, Miguel Veloso cobrou escanteio fechado da direita e provavelmente a bola não entraria, mas Cassillas preferiu não arriscar e colocou a mão na bola para não correr maiores riscos. Anular o ímpeto ofensivo espanhol é difícil e não pode-se dizer que Portugal conseguiu, mas pode-se dizer que a equipe do técnico Paulo Bento diminuiu os espaços para o time de Vicent Del Bosque trabalhar a bola na frente. Aos 8 minutos, a Espanha teve uma bela chance na partida. Após boa troca de passes, Negredo tocou para Arbeloa, que da entrada da área bateu por cima. E o duelo começou a apresentar características diferentes das habituais. A Espanha tinha dificuldades para dominar o adversário, errava passes além do normal e o duelo era truncado, com um número de faltas muito alto para o padrão da Eurocopa. Muito se fala da capacidade ofensiva do time espanhol, mas cabe ressaltar que se trata também de um time muito aplicado defensivamente, com um poder de marcação invejável. Assim, Portugal tinha dificuldades para criar. Somando-se a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa 2012, a Espanha fez 12 jogos, sendo que dois foram para prorrogação, e tomou apenas três gols. Aos 28 minutos, viu-se algo que não é tão comum de se ver quando a bola está com domínio espanhol. Se quase sempre joga pelo chão, dessa vez a Espanha trabalhou com um lançamento longo, que encontrou Negredo na ponta direita da área. O atacante, titular nessa partida, deixando Torres e Fábregas no banco, tocou para Xavi na meia-lua e o camisa 6 abriu na esquerda para Iniesta, que acabou batendo por cima. Até aqui, não falei de Cristiano Ronaldo, mas não por ele estar sumido e sim porque abordei mais uma visão geral do jogo, sem citar muitos nomes. O camisa 7 de Portugal buscava incessantemente o jogo e aos 31 minutos, por pouco não abriu o placar, em um chute rasteiro de fora, que passou à esquerda de Cassillas. Nani e Hugo Almeida também participavam bem do jogo, ajudando Portugal na proposta adotada, de marcar muito no campo ofensivo, tentando forçar a Espanha ao erro. Aos 40 minutos, Cristiano tocou para Raul Meireles, mas quando foi receber de volta na frente, foi derrubado por Sérgio Ramos, pouco depois da linha de meio-campo: amarelo para o zagueiro espanhol.

Jogo segue com a mesma tônica


Veio a segunda etapa e a Espanha continuou com dificuldades para encontrar seu bom futebol. Aos 8 minutos, Del Bosque lançou Fábregas, na vaga de Negredo. E o jogador do Barcelona substituiu bem seu companheiro, aparecendo bem no meio-campo. E não demorou muito para Del Bosque mexer de novo, lançando Navas na vaga de David Silva. Enquanto Del Bosque tentava melhorar sua equipe, do lado protuguês Hugo Almeida mostrava-se muito perigoso, com boa presença. Ele tentou por três vezes arrematar na direção do gol de Cassillas, mas suas três finalizações acabaram não tomando o rumo das redes. Aos 18, Fábregas fez boa jogada pela ponta esquerda, e quando rumava para invadir a área acabou derrubado por João pereira. Cartão amarelo para o lateral direito português. Falando em lateral, Jorbi Alba fazia uma grande partida pelo lado esquerdo, apoiando como um ponta e demonstrando qualidade no quesito marcação. Aos 35, Paulo bento mexeu, sacando Hugo Almeida para a entrada de Nélson Oliveira, substituição essa que eu não faria, a não ser por falta de condição física de Hugo Almeida, o que não aprece ter sido o caso. Mesmo quando estava pressionada no campo defensivo, a Espanha não abria mão do seu estilo de jogo e tentava sair jogando, era raro ver chutões. E aos 41 minutos, uma improvável substituição no time espanhol. Del Bosque tirou, nada mais, nada menos, que Xavi, um dos homens mais importantes do time, para a entrada de Pedro. Substituição essa que surtiu um efeito positivo e Pedro deu trabalho jogando aberto pela ponta esquerda. Aos 44 minutos, Cristiano Ronaldo teve grande oportunidade de reduzir as chances de se ter uma prorrogação e colocar Portugal muito perto da grande final. Ele apareceu na área espanhola pela ponta esquerda, recebeu de Raul Meireles, mas na hora de finalizar, acabou batendo muito mal.

Espanha joga melhor na prorrogação

E na meia hora de prorrogação, foi onde a Espanha conseguiu melhor implementar o seu estilo de jogo. Portugal parece ter cansado, depois de correr e marcar muito nos 90 minutos. Aos 13 minutos da primeira etapa da prorrogação, a Espanha criou uma grande chance. Pedro deu dois lençóis em um adversário pela esquerda, tocou para Jordi Alba, que cruzou para Iniesta completar, para boa defesa de Rui Patrício. Com a Espanha melhor, Paulo Bento lançou Custódio na vaga de Miguel Veloso para a segunda etapa da prorrogação. Aos 5 minutos, pela ponta direita, Navas chutou e Rui patrício novamente precisou trabalhar. O gol espanhol parecia maduro e a decisão ir para as penalidades, a essa altura, parecia bom negócio para a seleção lusitana. Paulo Bento mexeu novamente antes do apito final, colocando Varela na vaga de Raul Meireles. E no fim das contas, a primeira vaga na final seria mesmo decidida em cobrança de pênaltis.

Defesa de Cassillas e travessão colocam Espanha na final


Xabi Alonso foi o primeiro a bater e acabou vendo sua cobrança ser defendida por Rui Patrício, no canto esquerdo. Só que logo em seguida, Cassillas pegou a batida de João Moutinho. Iniesta converteu, Pepe converteu, Pique converteu e Nani converteu. Tudo estava empatado e cada equipe tinha que cobrar mais duas vezes, para se encerrar a série de cinco cobranças. Sérgio Ramos abusou da coragem e bateu com cavadinha, no meio do gol, para colocar os espanhóis em vantagem. Em seguida, Bruno Alves foi para a cobrança e a bola explodiu no travessão espanhol. Com isso, se a cobrança de Fábregas entrasse, a Espanha estaria na final. E assim foi feito, mas para dar um pouco mais de emoção, a bola tocou na trave direita antes de rumar para as redes.

A Espanha jogou contra França e contra Portugal, abaixo do que se espera da atual campeã do mundo a da Europa. Mas, ainda assim, é um time sensacional, que tem um esquema de jogo maravilhoso e tem plenas condições de conseguir ser bicampeão da Europa de maneira seguida, fato esse que seria inédito no futebol. O adversário sai do confronto entre Alemanha e Itália. Por sinal, por ter ganhado a Copa do Mundo, a Espanha já está na Copa das Confederações de 2013, portanto, quem sair vencedor de Alemanha x Itália, garante vaga na competição do próximo ano, a ser disputada no Brasil.

Portugal deve sair de cabeça erguida da Eurocopa, principalmente pelas duas grandes atuações que teve na fase de mata-mata. Nas quartas de final, dominou amplamente e venceu a República Tcheca. Na semifinal, jogou de igual para igual com a atual campeã da Europa e do Mundo. Um time que pode dar muito trabalho na Copa do Mundo de 2014.

quarta-feira, junho 27, 2012

JOGO 28: ITÁLIA VENCE INGLATERRA NOS PÊNALTIS - BOM PARA QUEM GOSTA DO FUTEBOL OFENSIVO

Por Danilo Silveira

Muitas vezes, de onde menos se espera uma coisa boa, mais se aparece um resultado positivo. Essa frase pode ser aplicada ao duelo do último domingo, entre Itália e Inglaterra. A seleção da terra da rainha apresentou um futebol fraco durante a fase de grupos, enquanto a Azurra não foi mais do que mediana. E mesmo com esses antecedentes, as duas seleções protagonizaram um grande jogo de futebol. A Itália fez uma belíssima partida, sendo superior durante quase todos os 120 minutos, já que a partida foi para a prorrogação e, posteriormente para os pênaltis. Já a Inglaterra, apresentou um futebol bem aquém do que se espera de uma seleção com tanto talento individual.


Começo eletrizante e domínio italiano

A partida começou de maneira eletrizante. Logo que a bola rolou a Itália partiu para cima da Inglaterra e por pouco não abriu o marcador aos 2 minutos, em um belo chute com curva, efetuado por De Rossi e que explodiu na trave direita do goleiro Hart. A Inglaterra respondeu em seguida em chute de Johnson, que Buffon defendeu, mostrando estar com os reflexos bem apurados. Por sinal, o lateral direito da Inglaterra começou a partida muito bem, dando muito trabalho à marcação italiana. Mais ou menos dos 5 aos 15 minutos, foi a Inglaterra quem jogou melhor, aparecendo mais no campo ofensivo e dando trabalho para o sistema defensivo italiano. Porém, foi somente esses dez minutos que os ingleses conseguiram ser superiores. Daí em diante, a Azurra sobrou dentro das 4 linhas. Montolivo, reserva no começo da Eurocopa, fez um belo primeiro tempo, sendo o melhor em campo nesse período. Pirlo também foi bem. Aos 24, ele deu um belo lançamento, deixando Balotelli na cara do gol, mas quando o atacante tentou encobrir o goleiro Hart que saía do gol, apareceu o zagueiro Terry para cortar o chute. Aos 31, o camisa 9 italiano teve outra oportunidade, ao receber belo passe de Montolivo, mas acabou executando um voleio que saiu fraco, para 
tranqüila defesa de Hart. Apesar das chances desperdiçadas, Balotelli não fazia um jogo ruim, mostrando muita presença na frente e dando trabalho à defesa inglesa. Quem não fez um bom primeiro tempo foi Cassano, apesar de aparecer bastante para o jogo. A Inglaterra assustou aos 31, quando Welbeck tabelou com Rooney, mas acabou chutando para fora. Mas a superioridade da Itália era visível e a equipe comandada por Cesare Prandeli continuou criando chances. Aos 37, Cassano bateu de fora da área e Hart defendeu em dois tempos. Aos 41, uma bonita jogada italiana foi construída com a precisão de Pirlo, a inteligência de Cassano e a presença de área de Balotelli. Pirlo lançou Cassano na ponta direita da área, o camisa 10 deu uma bela ajeitada de cabeça para o meio e Balotelli, chegando junto com a marcação, acabou finalizando para fora. Apesar da superioridade italiana, o placar chegava zerado ao intervalo.

Mesma tônica: Itália segue melhor, placar continua zerado


O jogo voltou do intervalo com o mesmo panorama da maioria da primeira etapa. A Itália pressionando e a inglaterra se defendendo. Se aos dois minutos da etapa inicial, De Rossi acertou um belo chute na trave, aos dois do segundo tempo ele teve uma chance bem mais clara, mas acabou desperdiçando. Pirlo cobrou escanteio da esquerda, Hart afastou momentaneamente o perigo, mas Marchisio cabeceou para o meio da área e a bola sobrou para De Rossi, que, livre de marcação, bateu à esquerda do gol. Aos 5, Hart defendeu um chute de longe e o rebote sobrou dentro da área para Balotelli, que chutou para nova defesa de Hart, e no segundo rebote, Montolivo bateu por cima. A Itália sobrava em campo, mas o placar insistia em permanecer zerado. Aos 15, Roy Hugdson resolveu mexer duplamente no seu time, sacanado Welbeck e Milner, para as entrada de Carroll e Walcott. As mexidas não surtiram muito efeito, pois a Inglaterra chegava de fato ao ataque muito pouco. Aos 19 minutos, os ingleses conseguiram ser perigosos, quando após cruzamento da direita, Abate cortou mal e a bola sobrou para Young, que chutou à direita do gol. Cesare Prandelli só mexeu na sua equipe aos 27, lançando Diamanti na vaga de Cassano. Por sinal, o 
meia-atacante entrou muito bem e foi um dos melhores jogadores no tempo que ficou em campo. Outro que fez um excelente jogo foi Pirlo, que apresentava uma precisão em passes e lançamentos para lá de invejável. É ele quem organiza a saída de bola do meio-campo italiano e tem feito isso como poucos no futebol. Antes do apito final da segunda etapa, o técnico italiano lançou Nocerino na vaga de De Rossi.

Itália pressiona na prorrogação, mas decisão vai para os pênaltis

Se já jogou de maneira encolhida durante todo o segundo tempo, na prorrogação a Inglaterra se fechou mais ainda. Os homens de frente praticamente sumiram do campo ofensivo e o que se viu foi um ataque contra defesa. Aos 4 minutos, Roy Hugdson fez sua última mexida, tirando Parker para lançar Henderson. Na Itália, Diamanti e Pirlo eram os jogadores que melhor atuavam. Pirlo mais recuado, fazia o jogo fluir e Diamanti tinha entrado para, como diz a gíria, "tacar fogo na partida". Aos 10, ele aparentemente tentou um cruzamento da ponta direita, mas a bola passou por todo mundo e acabou tocando na trave direita de Hart, assustando a seleção inglesa. A Azurra envolvia a Inglaterra, trabalhando muito bem a bola no campo ofensivo, sem demonstrar nenhum cansaço. A impressão é que para os italianos, o jogo ainda estava no início e eles tinham fôlego para continuar jogando por mais muito tempo. Aos 9 minutos da segunda etapa, Diamanti recebeu na ponta direita, driblou um marcador e cruzou para Nocerino, que empurrou para as redes. Impedimento corretamente assinalado e o gol italiano foi anulado. A partida estava indo para as penalidades.

Cavadinha de Pirlo e defesa de Buffon

Nas primeiras cobranças, Balotelli e Gerrard fizeram, depois, Montolivo perdeu para a Itália e Rooney colocou os ingleses ma frente. Sou a favor de pênalti cobrado forte, sem essa história de cavadinha e Pirlo foi completamente ao contrário. Sob forte responsabilidade, ele teve calma e categoria para dar uma bela cavadinha no meio do gol, com Hart caindo para a direita. Em seguida, Young carimbou o travessão. Nocerino fez, A. Cole bateu e Buffon pegou. A classificão italiana foi concretizada quando Diamanti converteu sua penalidade.

Provavelmente, aqueles que torcem por um futebol ofensivo, vibraram com a classificação italiana, que tem pela frente a Alemanha, em um duelo que promete.

domingo, junho 24, 2012

JOGO 27: XABI ALONSO MARCA DUAS VEZES E ESPANHA DERROTA A FRANÇA

Por Danilo Silveira





Neste sábado, em Donetsk, a Espanha venceu a França, por 2 a 0, com dois gols de Xabi Alonso e está na semifinal da Eurocopa. A Fúria jogou o primeiro tempo como costuma sempre fazer, mantendo maior posse de bola, trocando passes com qualidade no ataque e marcando sob pressão. A França praticamente não atacou na primeira etapa. Já nos 45 minutos finais, o duelo mudou um pouco de figura. O domínio espanhol já não foi tão grande e a França conseguiu figurar bem mais no campo ofensivo. A Espanha jogou um futebol, digamos, menos bonito que o de costume na segunda etapa, mas mostrou uma grande solidez defensiva e um sistema de marcação muito poderoso.

Muito superior, Espanha sai na frente

Logo com 5 minutos de jogo Fábregas recebeu pela ponta direita da aérea e foi derrubado por Clichy, mas o árbitro italiano Nicola Rizzoli não marcou a penalidade e deixou o jogo seguir. A Espanha dominava as ações da partida no campo ofensivo, com a paciência e tranqüilidade que lhe é peculiar. E quando mistura-se a qualidade espanhola com a posse de bola no campo ofensivo por muito tempo, a tendência é que as redes sejam balançadas. Assim foi feito aos 18 minutos, quando Iniesta deu belo passe para o lateral esquerdo Jordi Alba, que foi ao fundo e efetuou um cruzamento perfeito, na cabeça de Xabi Alonso, que fechava por trás do sistema defensivo francês: 1 a 0. Cabe ainda destacar que o técnico francês, Laurent Blanc, abriu mão de colocar entre os titulares, Samir Nasri, um dos melhores jogadores do time, improvisando o lateral Debuchy no meio-campo e colocando Réveillere na lateral. Vale ressaltar que constam informações de que o ambiente no elenco francês ficou muito conturbado após a derrota para a Suécia, inclusive, com uma briga entre o meia Bem Arfa e o técnico Blanc. Voltando para o jogo em si, a França só conseguiu assustar de fato aos 31 minutos, quando Cabaye cobrou falta no canto direito de Cassillas, que não se jogou no chão, apenas se esticou para fazer uma difícil defesa. Dona do jogo, a Espanha não criou uma enxurrada de chances, como por exemplo, contra a Irlanda, mas dominava amplamente a partida e apresentava o bom futebol de costume.

França volta mas corajosa, mas sucumbe à consistência espanhola



A França voltou para a segunda etapa sem mudar jogadores, mas logo pôde-se perceber uma mudança de postura. Muito mais aguda e incisiva, a campeã mundial de 1998 conseguiu equilibrar as ações e jogar de igual para igual contra a Espanha. Por sua vez, a Fúria apresentava um sistema de marcação muito elogiável. Quando não conseguia impedir a saída de bola do time francês, os espanhóis recuavam a sua primeira linha de marcação, dificultando que a França avançasse muito além da intermediária. Ribery era o jogador que mais lutava no time francês e aos 14 minutos,ele conseguiu cruzar da esquerda, encontrou Debuchy na área, mas o camisa 2 acabou cabeceando por cima do gol de Cassillas. A Espanha respondeu com o talento de Xavi. O camisa 8 deu uma bela enfiada de bola para Fábregas, mas o goleiro Llorris foi ágil para sair bem do gol e roubar a bola do pé do espanhol. Aos 18, o jogo entrou em uma fase de substituições em seqüência. Del Bosque lançou Pedro na vaga de Silva e Blanc fez duas mexidas, lançando Nasri e Ménez, nas vagas de Malouda e Debuchy.  Pouco depois, Del Bosque fez mais uma substituição, lançando Torres na vaga de Fábregas. Dos jogadores que entraram no decorrer do jogo, Pedro foi o que melhor se apresentou, sendo uma boa opção de ataque para o time espanhol pela ponta esquerda. Os minutos se passavam, a França até chegava no ataque, mas esbarrava na forte marcação espanhola. A Fúria, por sua vez, não ficava tanto com a bola quando de costume. Quando tinha a redonda nos pés, a tratava com carinho e qualidade e quando a via nos pés dos adversários, marcava com muita intensidade. O final do jogo se aproximava e os técnicos partiram para suas últimas alterações: Blanc fez uma Mexida ofensiva, lançando Giroud na vaga de M´Vila, enquanto Del Bosque lançou Cazorla na vaga de Iniesta. De certa forma, pode-se dizer que a Espanha sentou em cima da vantagem que tinha e não apresentava aquele estilo de jogo envolvente. No entanto, aumentou o marcador aos 44 minutos. Pedro recebeu passe de Cazorla na ponta esquerda da área, driblou um marcador, mas acabou derrubado por um adversário que chegava por trás: pênalti assinalado. Xabu Alonso cobrou de forma precisa, no canto direito de Llorris para fazer seu segundo gol na partida: 2 a 0.

Agora, teremos o interessante duelo entre Espanha x Portugal nas semifinais. A Espanha é favorita e tem o melhor conjunto do mundo. Já Portugal, tem Cristiano Ronaldo, que vem de dois jogos muito bons. Na copa do Mundo de 2010, Portugal perdeu por 1 a 0, com gol de David Villa, nas oitavas de final. E agora?/Será que teremos uma revanche ou será que novamente a Fúria despachará a seleção lusitana? cenas dos próximos capítulos!

sábado, junho 23, 2012

JOGO 26: IMPONENTE, ALEMANHA MOSTRA SUAS VIRTUDES E APLICA 4 A 2 NA GRÉCIA

Por Danilo Silveira


A Alemanha fez nesta sexta-feira, na cidade de Gdansk, na Polôlnia sua melhor apresentação até aqui na Eurocopa 2012. Um time leve, qualificado, que dominou a Grécia do início ao fim, venceu por 4 a 2 e está na semifinal da competição européia.

Alemanha entra com ataque modificado e joga bem

Para a surpresa, o técnico Joachim Low mexeu em todo o ataque alemão para o duelo contra a Grécia. Reus, Schurrle e Klose entraram nas vagas de Muller, Podolski e Mario Gómes. E logo que a bola rolou a Alemanha partiu para cima da Grécia, se impondo dentro das quatro linhas. Aos 3 minutos, Khedira bateu de fora e no rebote do goleiro Sifakis, Klose empurrou para as redes, mas o impedimento foi corretamente assinalado. Não demorou para se perceber que a Grécia jogava de maneira retrancada. E a Alemanha mostrou ser dotada de uma das melhores virtudes para um duelo contra uma equipes nesses moldes: paciência. A equipe de Joachim explorava o campo ofensivo, rodava a bola, procurava espaços com alta tranquilidade. Reus fazia boa partida pela ponta direita, e por ali também aparecia Ozil. Aos 23, o jogador de Real Madrid ficou na cara do gol, mas acabou não batendo bem, para defesa de Sifakis. Pouco depois, pelo mesmo lado, Reus apareceu, bateu cruzado e Klose por pouco não desviou para as redes. A Grécia chegava ao ataque esporadicamente e Neuer mais parecia um espectador. O ponta esquerda Samaras até tentava ir para o campo ofensivo, mas sua principal função acabava mesmo sendo ajudar na marcação. E a Grécia ainda contava com o desfalque do experiente Karagounis no meio-campo. O tempo foi se passando e o ímpeto ofensivo e a paciência alemã foram premiados aos 38, quando Lahm bateu com curva, um chute até defensável, mas Sifakis não conseguiu evitar que a bola entrasse: 1 a 0 para os alemães. Ainda na primeira etapa, aos 46, Schurrle bateu de fora e a bola acertou a rede de Sifakis, mas pelo lado externo.



Grécia até empata, mas vê Alemanha arrasadora chegar à semifinal


O técnico Fernando Santos voltou com duas mexidas para a segunda etapa: Fotakis e Gekas nas vaga de Tzavelas e Ninis. E a Grécia voltou tentando se aventurar mais no campo ofensivo. E em uma das investidas, veio o empate. Aos 10, Salpingidis desceu pela direita, cruzou e Samaras apareceu para empurrar para as redes alemães. Nesse momento, o placar não refletia o que estava acontecendo dentro das 4 linhas. Muito melhor no jogo, a Alemanha via do outro lado uma Grécia aplicada e oportunista. Mas, nesse momento a Alemanha mostrou as suas virtudes para colocar uma boa vantagem no marcador. Primeiramente, a chegada dos volantes à frente com qualidade. Khedira aproveitou cruzamento da direita, deu um belíssimo chute de primeira, estufando as redes gregas e desempatando o jogo aos 16.

Logo após o gol, Joachim Low lançou Muller na vaga de Schurrle. E logo em seguida, a Alemanha mostrou mais uma virtude: a experiência e oportunismo de Klose. Aos 23, após cruzamento da ponta direita, o camisa 11 antecipou-se ao goleiro Sifakis e cabeceou para fazer o 3 a 1. Fernando Santos mexeu novamente aos 27, lançando Liberopoulos na vaga de Makos. Mas o dia era mesmo alemão. Aos 28, Klose recebeu pela esquerda, chutou, Sifakis defendeu, mas deu rebote, que Reus aproveitou bem, chutando forte para fazer o quarto gol alemão. Com três gols de desvantagem, a Grécia até tentava sair, mas a Alemanha continuava mostrando suas virtudes, continuava pacientemente trocando passes, vendo o tempo passar e a vaga na semifinal se aproximar. Joachim Low continuou fazendo substituições, lançando Gotze e Mario Gómes, sacando Reus e Klose. A Grécia ainda conseguiu diminuir aos 42, em um lance polêmico. Um cruzamento da esquerda acabou tocando na mão de Boateng e o árbitro assinalou pênalti. Para mim, não houve intenção, não houve a infração. Sapingidis bateu no canto esquerdo de Neuer, marcando o segundo gol grego no jogo.

Muitos dizem que a Grécia é um time retrancado. Em alguns momentos sim, mas acredito que muito mais por imposição dos adversários e limitação, do que por vontade própria. Trata-se de um time com forte esquema defensivo e bastante oportunista na parte ofensiva. Foi dessa forma que a equipe de Fernando Santos tirou a Rússia da competição e conseguiu ver o placar empatado por cerca de 45 minutos diante da Alemanha. Alemanha acha que cresceu dentro da competição, que se impôs no primeiro jogo do mata-mata e que se chega à semifinal como favorita, seja contra a Itália, seja contra a Inglaterra

JOGO 25: PORTUGAL JOGA MELHOR, DERROTA REPÚBLICA TCHECA COM GOL DE CRISTIANO RONALDO E ESTÁ NA SEMI

Por Danilo Silveira


No jogo que abriu as quartas de final da Eurocopa, Portugal venceu a República Tcheca, na cidade de Varsóvia, por 1 a 0, com gol de Cristiano Ronaldo. Os portugueses não começaram a partida tão bem e duelo foi equilibrado no início. Mas, durante toda a segunda etapa, a equipe do técnico Paulo Bento foi melhor, se impôs e merecidamente está na semifinal da competição.

Primeiro tempo sem muitas chances de gol

A partida começou bem equilibrada, com as duas equipes tentando encontrar a melhor forma de jogar. Rosicky, recuperando-se de lesão, estava no banco de reservas e Jiracek era o destaque do time tcheco. Já Portugal, contava com Cristiano Ronaldo, que vinha de grande atuação diante da Holanda. Aos 17 minutos, os tchecos tiveram perto de abrir o marcador. Darida cruzou da direita, Baros se antecipou à marcação e por muito pouco não conseguiu desviar a bola. Por volta dos 25 minutos, o jogo ficou um pouco mais quente e Nani e Raul Meireles receberam cartões amarelos em menos de dois minutos. Cristiano Ronaldo se movimentava bastante, mas ainda não estava tendo uma atuação de destaque. Aos 32 minutos, o camisa 7 português fez uma bonita jogada. Ao receber bola de costas para o gol, ele deu uma bicicleta, mas acabou jogando a bola à esquerda do gol de Peter Cech. Dois minutos mais tarde, ele bateu uma falta de longe e a bola saiu à direita do goleiro tcheco. Portugal e Cristiano Ronaldo cresciam na partida conforme os minutos se passavam. Aos 38, Paulo Bento precisou mexer na sua equipe: Postiga sentiu a coxa direita e deu lugar para Hugo Almeida, que até então não tinha atuado em nenhum jogo desta edição da Eurocopa. Aos 45 minutos, pouco antes do intervalo, Cristiano Ronaldo fez a jogada mais bonita da primeira etapa: ele recebeu lançamento na área, dominou no peito, girou em cima de um marcador e finalizou na trave esquerda.

Superior, Portugal vence com gol de Cristiano Ronaldo

Na segunda etapa, a República Tcheca recuou demais jogando retrancada durante quase todos os 45 minutos. Portugal melhorou na partida e começou a criar oportunidades em sequência. Com menos de um minuto, Raul Meireles cruzou da esquerda e Hugo Almeida cabeceou para fora. Aos 3 minutos, Cristiano Ronaldo bateu falta de longe, carimbando novamente a trave esquerda de Peter Cech. Contra a Holanda, ele também carimbou duas vezes a trave de Stekelenburg. O meio-campista Jiracek era o melhor jogador da República Tcheca em campo. Ele, que demonstrou ao longo da competição características ofensivas, se destacou na marcação, sendo um gigante nesse quesito e ainda tentando lutar na parte ofensiva. Mas, a marcação portuguesa encurralava a República Tcheca no campo defensivo. Aos 12, Nani arriscou de fora e Peter Cech defendeu. Logo em seguida, Hugo Almeida aproveitou cruzamento da direita de Nani e cabeceou para o fundo das redes, mas o impedimento foi corretamente assinalado. Aos 14, Pilar arrancou pela ponta esquerda, deixou um marcador pelo caminho, driblou Pepe, foi ao fundo e cruzou, mas o perigo foi afastado. Pode-se pensar que o lance deveria ter despertado o ímpeto ofensivo da República Tcheca, mas isso não aconteceu. Portugal seguiu melhor na partida, pressionando bastante. Aos 15 minutos, Michal Bilek mexeu pela primeira vez, sacando Dadira e lançando Rezek. Cristiano Ronaldo parou de aparecer tanto durante alguns minutos e outros jogadores portugueses criaram chances. Aos 18, João Moutinho arriscou de fora e Peter Cech salvou com a mão esquerda. Aos 29, Raul Meireles, que vinha participando bastante do jogo, tocou na direita da área para Nani, que bateu para fora. Por sinal, o ponta direita do Manchester United fez um bom jogo. O tempo passava e a prorrogação se aproximava. Mas, aos 34 minutos, o melhor jogador de Portugal na partida apareceu para desempatar o duelo. João Moutinho cruzou da direita e Cristiano Ronaldo apareceu para cabecear, vencer o monstro Peter Cech e fazer o gol da classificação portuguesa.


Mesmo atrás no marcador, a República Tcheca não conseguia sair para o jogo e Portugal manteve a mesma postura. Paulo Bento lançou Custódio e Rolando nas vagas de Nani e Raul Meireles, substituições essas sem muita lógica, que provavelmente o treinador não faria se o placar estivesse 0 a 0. Em meio a isso, Bilek lançou Pekhart na vaga de Hubschman. Mas, de nada adiantou.

Cristiano Ronaldo evoluiu bastante no decorrer da Eurocopa, assim como sua seleção, que espera agora o vencedor de Espanha x  França. Qualquer um dos dois, é um difícil adversário, mas, acredito que a atual campeã da Europa e do mundo, a Espanha, é mais difícil. Inclusive, foi a Fúria que tirou Portugal da copa do Mundo de 2010, nas oitavas de final, vencendo por 1 a 0, gol de David Villa, que não está participando da Euro por contusão.

quinta-feira, junho 21, 2012

CORINTHIANS E SANTOS REFLETIRAM A TRISTE REALIDADE EM QUE SE ENCONTRA O FUTEBOL BRASILEIRO

Por Danilo Silveira




Faz algum tempo que defendo a tese que o Brasil precisa reaprender a jogar futebol, no sentido menos figurado da frase mesmo. Hoje, os campeonatos disputados na Europa são infinitamente melhores do que os disputados no Brasil. Muito por conta da qualidade técnica dos jogadores, é verdade. Mas, muito também pela forma como os técnicos conseguem armar as suas equipes e por conta de como o jogador lá fora entende e enxerga o futebol melhor que os daqui. E esses últimos dois quesitos, não necessariamente passam pela qualidade técnica do jogador. Ontem, tivemos pela semifinal da Taça Libertadores, um duelo de brasileiros, para definir qual clube representaria nosso país na final do torneio sul-americano. De um lado, o atual campeão brasileiro com um dos times mais aplicados taticamente do país. Do outro, o atual campeão da Libertadores, dirigido pelo técnico mais vitorioso dos últimos anos no nosso futebol e que possui o melhor jogador do país. E não pode (não deve) um jogo com tais ingredientes, ser disputado da maneira que foi.

Dois times que durante 90 minutos não apresentaram praticamente nada de interessante. Não pode um jogo de futebol ter quase 50 faltas. Em território europeu, quando o número nesse quesito chega a 25, é alto. Imaginem 50!? Não pode um jogo tão decisivo ser disputado em um nível técnico tão baixo. Mas, é mais ou menos por aí que anda o futebol brasileiro. Talento não falta, tanto na nossa seleção brasileira, como no duelo entre Corinthians e Santos. O que de fato está faltando é o entendimento para a prática futebolística. Quem está assistindo a Eurocopa e assistiu ontem ao duelo brasileiro, pode pensar que são dois esportes diferentes. A regra é a mesma, mas os princípios (a forma de se jogar) são muito diferentes e os finais (a qualidade do jogo após 90 minutos) também são completamente distintos.

O Corinthians mereceu a classificação. Dentro do que foi apresentado durante 180 minutos, a equipe do Parque São Jorge conseguiu ser menos pior do que o Santos. Mais por incompetência do Alvinegro Praiano do que por própria competência. O Corinthians fez um ótimo primeiro tempo no jogo de ida, inclusive, com um golaço de Émerson e praticamente mais nada. O Santos fez um gol em 180 minutos e praticamente mais nada. Mais ou menos assim que se resume como foi  a semifinal brasileira da Taça Libertadores da América. Pelo caminho do Corinthians, Boca ou Universidad do Chile na final. Um caminho árduo, duro, difícil e pedregoso. Quem passar do duelo Chile x Argentina é favorito!

CONSIDERAÇÕES DA TERCEIRA RODADA DA EUROCOPA

Por Danilo Silveira


A terceira rodada da Eurocopa teve fortes doses de emoção. Agora, já estão decididas as oito seleções que vão estar nas quartas de final e os respectivos confrontos:

República Tcheca x Portugal
Alemanha x Grécia
Espanha x França
Inglaterra x Itália

Aí vão os meus pitacos:

classificam-se para as semifinais Portugal, Grécia, Espanha e Itália

Abaixo, a eleição dos melhores da rodada

Gol mais bonito: Ibrahimovic

Um belo voleio, onde o atacante sueco tirou todo o corpo do chão apara acertar o canto direito de Llorris e abrir o placar.

Melhor jogo: Espanha 1 a 1 Croácia

O primeiro tempo foi fraco, mas o segundo tempo foi uma beleza, com emoção até o apito final

Melhor jogador: Cristiano Ronaldo

Enfim, o jogador do real Madrid conseguiu uma grande atuação, coroada com dois gols na vitória de Portugal sobre a Holanda.

Melhor seleção a se apresentar: Suécia


Mesmo já eliminada, a equipe de Ibrahimovic jogou muito bem e derrotou a França por 2 a 0

Seleção da rodada:


Goleiro: Stekelenburg (HOL)
Lateral-direiro: Bender (ALE)
Zageiros: Mellberg (SUÉ) e Schildenfeld (CRO)
Meio-campistas: Khedira (ALE), Modric (CRO)
Ponta-esquerda: Konoplyanka (UCR)
Atacantes: Samaras (GRÉ), Cristiano Ronaldo (POR) e Ibrahimovic (SUÉ)

JOGO 24: MESMO JÁ ELIMINADA, SUÉCIA VENCE E COLOCA FRANÇA NO CAMINHO DA ESPANHA

Por Danilo Silveira


Nem parecia que a Suécia já estava eliminada da Eurocopa. Depois de perder as duas primeiras partidas e darem adeus ao sonho da classificação para as quartas de final, os suecos mostraram muita disposição, vontade e derrotaram a França, nesta terça-feira, em Kiev, pelo grupo D. Apesar da derrota, os franceses avançaram na segunda colocação e agora enfrentam a poderosa Espanha nas quartas de final

Primeiro tempo sem muitas chances de gol

Logo no início do jogo a Suécia chegou duas vezes à frente, em duas cabeçadas, uma para fora e uma defendida com tranquilidade pelo goleiro Llorris. Aos 7 minutos, a França criou boa oportunidade com Ribery, chutando cruzado pela ponta esquerda, para defesa de Isaksson. Dois minutos mais tarde, a Suécia teve a chance mais clara do primeiro tempo. Mexes disputou bola com Toivonen, mas falhou, errando o tempo da bola e o atacante sueco saiu na cara do gol, driblou Lloris pela ponta direita, mas perdeu ângulo e não conseguiu acertar o gol, carimbando seu chute na trave esquerda. A partir daí, a Suécia pouco apareceu no ataque até o intervalo. A França adiantou a marcação, pressionando a saída de bola, mas a seleção sueca não se desesperava, não abusava dos chutões e mesmo pressionada, tentava ao máximo manter a posse da bola. Ribery fazia uma boa partida, sendo o jogador mais participativo da França. O lateral direito Debuchy também se apresentava bem no apoio. Quem não foi bem no jogo foi o meia Nasri, que não conseguiu apresentar o seu bom futebol. Aos 34, Ben Arfa chutou de fora da área, mas a bola passou por cima do gol. Aos 44, Ribery chutou, mas o zagueiro Mellberg conseguiu desviar o arremate. Por sinal, o defensor sueco foi um dos melhores em campo, liderando a defesa da sua seleção.

Suécia melhora e vence o jogo


Para a segunda etapa, a Suécia voltou com mexida: Wilhelmsson na vaga de Bajrami. E por sinal, o camisa 21 entrou muito bem, colocando fogo na partida e melhorando a seleção sueca. Mas, a primeira boa chance surgiu para a França. Benzema recebeu na ponta esquerda, cortou Granqvist e bateu cruzado, para fora. E aos 8 minutos, um dos lances mais bonitos até aqui na Eurocopa. Ibrahimovic recebeu cruzamento da direita, tirou todo o corpo do chão e emendou um belíssimo voleio, da entrada da área, no canto direito de Llorris, que nada pôde fazer para evitar a pintura de gol do atacante sueco. O fato é que o gol fez bem a Suécia, que melhorou bastante no jogo, passando a atacar mais a França, sendo inclusive mais perigosa que o adversário. Aos 11 minutos, Ibra apareceu pela ponta esquerda, próximo à linha lateral, deu um belíssimo passe por elevação, encontrando dentro da área francesa, Wilhelmsson, que bateu para boa defesa de Llorris. Logo em seguida, Mellberg apareceu na área francesa, finalizou após cruzamento da esquerda e o goleiro francês novamente impediu que a Suécia ampliasse o placar. Com o adversário criando boas oportunidades de gol em sequência, Laurent Blanc mexeu na sua equipe aos 15 minutos: saiu Ben Arfa, entrou Malouda. Sem conseguir criar muitas jogadas coletivas, a França tentava buscar o empate em chutes de fora. Aos 18, Nasri bateu colocado, mas a bola saiu à direita, aos 25, M´Vila chutou na direção do gol e Isaksson precisou trabalhar. Nasri, que foi mal na primeira etapa, deixou o campo aos 31 para a entrada de Menéz. No minuto seguinte, foi a vez da Suécia mexer e foram duas trocas de uma vez: saíram  Toivonen  e Svensson para as entradas de Wernbloom e Holmén. Blanc resolveu mexer pela última vez aos 37, lançando Giroud na vaga de M´Vila. E no primeiro lance, o camisa 9 francês apareceu na área sueca e cabeceou, mas a bola não tomou o rumo do gol. A vitória da Inglaterra no outro duelo estava colocando a França na segunda colocação, justamente no caminho da poderosa Espanha nas quartas de final. Aos 46 minutos, a Suécia ainda chegou ao segundo gol. Holmén aproveitou cruzamento da direita, chutou e acertou o travessão de Llorris, mas na sobra, Larsson emendou para as redes.

No geral, a Suécia teve momentos bons e ruins na Eurocopa. Se não fez uma estreia boa diante da Ucrânia, fez um bom segundo tempo diante da Inglaterra. E contra a França, se não conseguiu agredir muito na primeira etapa, criou bastante e fez dois gols no segundo tempo. Agora, a seleção comandada por Erik Hamrén deve se concentrar nas eliminatórias para a Copa do Mundo, com o objetivo de visitar o Brasil em 2014. Já a França, foi muito bem no jogo de estreia diante da Inglaterra. Diante da Ucrânia, não foi brilhante, mas soube se impor e contra a Suécia não foi bem. Agora, a missão é muito complicada: derrotar a Espanha e ir para as semifinais. Impossível não é, mas é bem difícil!


quarta-feira, junho 20, 2012

JOGO 23: EM DIA DE ERRO DA ARBITRAGEM E GOL DE ROONEY, INGLATERRA VENCE UCRÂNIA E ESTÁ NAS QUARTAS

Por Danilo Silveira



Com um gol de Rooney, a Inglaterra venceu a Ucrânia por 1 a 0 na Arena Donbass, em Donetsk, se classificando em primeiro lugar no grupo D e enfrenta agora a Itália nas quartas de final. Já a Ucrânia, se despediu da competição com uma vitória, duas derrotas e uma equipe bem arrumada, que joga um bom futebol. O duelo foi marcado por um lance onde a arbitragem errou duas vezes.


Ucrânia joga melhor, mas primeiro tempo termina empatado

Precisando da vitória, a Ucrânia começou o jogo exercendo uma forte pressão diante da Inglaterra. A equipe comandada por Oleg Blokhin valorizava a posse de bola, chegando constantemente ao campo ofensivo e quando não tinha a redonda nos pés, avançava a marcação. Aos 6 minutos, Garmach arriscou de fora da área e a bola passou por cima da meta de Hart. Aos poucos, foi aparecendo o grande nome da primeira etapa: Konoplianka. O camisa 19, que já tinha feito um grande jogo na estreia, dava um trabalho monstruoso à marcação inglesa, atuando pela ponta esquerda. Aos 17 minutos, ele trouxe a bola para o meio e arriscou para o gol e seu chute acabou carimbando o zagueiro Terry. Tenho a impressão que se o defensor inglês não fizesse essa intervenção, a bola acabaria entrando no gol de Joe Hart. A Inglaterra apresentava muitas dificuldades para conter o ímpeto ofensivo da equipe ucraniana. Aos 21, Gusev recebeu pela ponta direita e arriscou, mas a bola passou por cima. As estatísticas de finalizações a gol da Inglaterra refletem com fidelidade como foi a equipe de Roy Hudgson ofensivamente na primeira metade do primeiro tempo. A primeira finalização inglesa só veio ocorrer aos 27 minutos, quando Rooney apareceu no segundo pau, por trás da marcação, aproveitou cruzamento da direita, mas acabou cabeceando muito mal, à esquerda do gol de Piatov. Dois minutos mais tarde, a Ucrânia criou uma bela jogada, de pé em pé, que terminou com Yarmolenko aparecendo pela direita e batendo cruzado para defesa de Hart. A inglaterra até conseguiu equilibrar as ações nos minutos finais da primeira etapa e não recebeu tanta pressão da Ucrânia.

Gol inglês e lance polêmico

E a segunda etapa não poderia ter começado melhor para a inglaterra. Gerrard apareceu pela ponta direita, deu um belíssimo drible da vaca em Yarmolenko, cruzou fechado, o goleiro Piatov falhou, não conseguindo afastar o perigo e a bola chegou no segundo pau, para Rooney, quase dentro do gol, ter o trabalho de cabecear para o fundo das redes ucranianas: 1 a 0 para a Inglaterra. O gol não fez bem a Ucrânia, que não conseguiu mais apresentar o bom futebol da primeira etapa. Porém, demonstrou valentia e coragem, partindo para cima da Inglaterra, mesmo sem apresentar tanta organização. Aos 15 minutos, Milevskiy estava impedido após cruzamento da esquerda, mas o árbito não assinalou e ele acabou cabeceando por cima do gol de Hart, desperdiçando uma chance de ouro. E aos 16 minutos, um lance muito complicado, onde a arbitragem errou duas vezes.



Um jogador ucraniano recebeu lançamento longo em posição irregular não assinalada, tocou para Devic que chutou na saída de Hart, viu a bola tocar no goleiro e rumar para o gol. O zagueiro Terry, se atirou na bola quando ela estava quase ultrapassando a linha e chutou para longe, porém, quando ele toca na bola, ela já tinha ultrapassado totalmente a linha, mas por tão pouco que ficou até difícil visualizar. Tão difícil a ponto do árbitro adicional que fica ao lado da trave não assinalar o gol, assim como o árbitro da partida, Viktor Kassai, da Húngria. Primeiramente, pode-se pensar que a ucrânia foi prejudicada, mas se lembrarmos do começo da jogada, chegaremos à conclusão que o jogo era para ter sido paralisado por conta do impedimento. Após esse lance, fica impossível não lembrar do duelo entre Inglaterra e Alemanha, na Copa do Mundo de 2010, onde Lampard marcou um gol para os ingleses, mas o árbitro não validou, entendendo que a bola não tinha entrado totalmente. Só que naquela ocasião, a bola havia entrado muito mais do que o lance deste jogo. Volto a dizer: está na hora de se colocar mecanismos não humanos para tomar decisões em lances polêmicos. Seria desumano culpar o árbitro em um lance desse, haja visto, que até pelo Replay fica difícil ter e real certeza que a bola entrou totalmente.

Valentia ucraniana, vitória inglesa

A partida seguiu e os ingleses quase ampliaram aos 22, quando A. Cole pegou uma sobra de bola na ponta esquerda e chutou para boa defesa de Piatov. Logo em seguida os dois técnicos mexeram.  Na Inglaterra, Walcott entrou na vaga de Milner e na Ucrânia, Devic saiu para a entrada de Shevchenko, que participava da sua última competição como jogador de futebol. Nesse momento, a Arena Donbass foi a loucura. A Ucrânia precisava de dois gols para se classificar. Mesmo apresentando um futebol pior do que o da primeira etapa, a equipe de Oleg Blokhin era valente. Aos 27, Konoplyanka arriscou um chute venenoso de fora da área e Hart defendeu com muita dificuldade. Butko e Nazarenko vieram par ao jogo, nas vagas de Milevskiy e Gramach. No outro jogo da chave, a França estava perdendo para a Suécia, e com isso, a Inglaterra estava passando em primeiro lugar. Os minutos foram se passando, lentamente para a Inglaterra, e de forma veloz para a Ucrânia. Roy Hogdson lançou Carrol e Chamberlain nos minutos finais, nas vagas de Welbeck e Rooney. Substituições essa que pareceram muito mais para ganhar tempo do que para gerar alguma mudança na equipe.

A Ucrânia sai da Eurocopa tendo feito um bom papel, se apresentado de forma digna, com uma equipe muito bem arrumada. Acredito que é uma seleção que vai lutar forte para estar no Brasil em 2014. Já a Inglaterra, segue em frente na competição e enfrenta agora a Itália.

terça-feira, junho 19, 2012

JOGO 22: EM JOGO DE BAIXO NÍVEL TÉCNICO, ITÁLIA VENCE IRLANDA E SE CLASSIFICA

Por Danilo Silveira



Itália e Irlanda fizeram nesta segunda feira, o pior jogo, até aqui, da Eurocopa 2012. No estádio Miejski, na cidade polonesa Poznan, tivemos um duelo de baixo nível técnico e o que salvou foi o golaço de Balotelli, que ajudou a Itália a vencer por 2 a 0 e se classificar para as quartas-de-final.

Itália joga mal, mas vai para o intervalo em vantagem

A Itália foi para campo com quatro alterações em relação ao último jogo. Os dois alas, Maggio e Giaccherini, deram lugar para Abate e Balzaretti. Na zaga, Barzagli substituiu Bonucci e no ataque, Di Natale ganhou a vaga de Balotelli. Além disso, houve uma mudança de esquema tático. De Rossi passou da zaga para o meio e a Itália passou de um 3-5-2 para um 4-4-2. Com menos de um minuto, Di Natale cruzou da direita e de Rossi emendou de primeira, com a bola passando à direita do gol de Given. Muita gente poderia esperar que a eliminada Irlanda começasse o duelo toda fechada no campo defensivo, mas isso de fato não aconteceu. A equipe dirigida pelo italiano Giovanni Trapattoni adiantou a marcação e fez um duelo de igual para igual contra a tetracampeã mundial. A mudança de esquema parece que não fez bem à Itália, que não se encontrava em campo. Cassano e Di Natale pouco apareciam no jogo e os italianos não conseguiam levar perigo ao gol de Given. Mas, na segunda metade do primeiro tempo, esses dois atacantes passaram a aparecer mais e a Itália, se não passou a jogar bem, pelo menos melhorou no jogo. Aos 30, Balzaretti foi ao fundo pela esquerda, cruzou para trás, encontrando Di Natale, que girou e bateu em cima de St. Ledger. Os italianos pediram pênalti, mas a bola toca no peito do defensor irlandês. Três minutos mais tarde, Di Natale apareceu pela direita em velocidade, driblou Given, mas perdeu ângulo para concluir em gol e acabou batendo para o meio da área, onde havia um jogador irlandês para afastar o perigo. Logo em seguida, Cassano arriscou de fora da área, um chute aparentemente fácil para o goleiro, mas Given se enrolou e acabou botando para escanteio. Escanteio esse que foi cobrado por Pirlo, no primeiro pau, onde estava Cassano, para cabecear, ver a bola tocar no goleiro Given e ser cortada por Duff. Na hora, os espectadores até podem ter ficado em dúvida, mas vendo o replay, foi possível constatar que o jogador irlandês corta a bola quando ela já ultrapassou totalmente a linha e o gol foi corretamente validado pelo árbitro turco Cuneyt Cakir. Mesmo longe de jogar bem, a Itália foi para o intervalo em vantagem. No outro jogo da chave, Espanha e croácia empatavam em 0 a 0. Com isso, estávamos chegando a um empate triplo no grupo. e nesse caso, o regulamento aponta que deve-se desconsiderar os resultados dos jogos que envolvem a outra seleção do grupo, que não esteja envolvida no empate.. Isto é, descartariam-se as vitórias de Itália, Croácia e Espanha sobre a Irlanda. Como Espanha e Croácia estavam empatando sem gols e a Itália empatou em 1 a 1 com essas duas seleções, a Azurra estava passando em primeiro, graças ao maior número de gols marcados.

Equipes apresentam péssimo futebol, mas Balotelli anota um belo gol

A Itália voltou melhor para a segunda etapa. Aos 3 minutos, Balzaretti foi ao fundo e cruzou para Cassano, que bateu na direção do gol, mas seu arremate foi interceptado por Dunne. Pouco depois, Di Natale recebeu pela direita, lançou De Rossi no meio e o camisa 16 bateu colocado, mas para fora do gol. Aos 8, a Itália construiu uma boa jogada coletiva. Cassano tocou para Thiago Motta, recebeu de volta de calcanhar, achou Di Natale na ponta esquerda e Given precisou trabalhar para defender o chute do centroavante italiano. Aos 10, Cesare Prandelli foi obrigado a mexer na sua equipe: machucado, Chiellini deixou o campo para a entrada de Bonucci. Sete minutos mais tarde, o treinador italiano mexeu por opção, e por sinal, uma opção difícil de entender: saiu Cassano, que vinha bem no jogo, para a entrada de Diamanti. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Trapatonni mexer na Irlanda, sacando Mc geady, para lançar Shane Long. E o jogo entrou em um período péssimo. Faltas para todos os lados, o jogo toda hora era interrompido e nenhuma das equipes apresentava um futebol bom. Ingredientes esses que têm sido raros nessa Eurocopa. Aos 29, Di Natale saiu para a entrada de Balotelli e logo em seguida, Walters entrou na vaga de Doyle, na Irlanda. A Itália foi recuando na partida e o jogo ficou muito perigoso para a seleçao tetracampeã mundial. Aos 33, Buffon precisou trabalhar para defender uma forte cobrança de falta de Andrews, no meio do gol. Aos 40 minutos, Trapattoni fez sua última mexida: saiu Robbie Keane, entrou Cox. E veio a informação de que a Espanha abria o placar diante da Cróacia, o que colocava os italianos em segundo lugar no grupo. Aos 42 minutos, Andrews recebeu o segundo amarelo, sendo expulso de campo. Com um a mais, a Itália chegou ao segundo gol. Escanteio batido da direita, Balotelli deu uma belíssima meia bicicleta e estufou as redes de Given. Um belo gol! Mas, apesar disso, a festa italiana ainda não estava completa. Teríamos maiores emoções. Isso porque, se a Croácia empatasse no outro jogo, voltaríamos a ter um empate triplo, só que com as três tendo empatado em 1 a 1 entre si. Com isso, a decisão do grupo ficaria no saldo de gols que cada seleção fez na Irlanda. A Croácia venceu por 3 a 1, a Espanha por 4 a 0 e o 2 a 0 da Itália tiraria a Azurra por conta do número de gols marcados. Sendo assim, tivemos alguns minutos de alta tensão. A Itália partiu em busca do terceiro gol, que não saiu. Mas, a Croácia também não balançou as redes espanholas e a Itália está classificada para as quartas-de-final


JOGO 21: EM SEGUNDO TEMPO EMOCIONANTE, ESPANHA CONSEGUE GOL NO FIM, AVANÇA EM PRIMEIRO E ELIMINA CROÁCIA

Por Danilo Silveira



Espanha e Croácia se enfrentaram nesta segunda-feira, na cidade de Gdansk, em um duelo de dois tempos completamente diferentes. Na primeira etapa o jogo foi chato, sem maiores emoções. Já nos 45 minutos finais, a partida cresceu, tanto no aspecto técnico, quanto no aspecto da emoção. Tivemos belos 45 minutos e a Espanha, com um gol no fim, garantiu a primeira colocação do grupo. Já a Croácia, perdeu a segunda vaga para os italianos.

Espanha e Croácia fazem primeiro tempo ruim

A partida começou e a Croácia conseguiu fazer uma coisa interessante: avançar a marcação, não cedendo campo para a Espanha. Com isso, a Fúria, que vestia um uniforme com camisa azul, diferente do tradicional, até conseguiu manter a posse de bola, mas tinha dificuldades de chegar perto do gol defendido por Pletikoza. Aos 11, a primeira boa chance espanhola. Iniesta tabelou com David Silva, mas quando chegou na cara do goleiro finalizou fraco e o camisa 1 croata defendeu sem maiores dificuldades. Aos 22, Pletikosa trabalhou de novo, mas desta vez teve um pouco mais de dificuldades para defender o chute de Fernando Torres pela direita da área. Dois minutos mais tarde, a Croácia respondeu em chute de Pranjic, da ponta esquerda, defendido por Cassillas. Aos 26 minutos, Sérgio Ramos tirou a bola de Mandzukic, que atacava pela ponta direita. Na hora ficou a dúvida se houve falta e se o lance foi dentro ou fora da área. Para mim, houve a penalidade, não apontada pelo árbitro alemão Wolfgang Stark. E no mais, não houve muita coisa interessante até o apito que finalizou a primeira etapa. De fato, as maiores emoções estavam guardadas para o segundo tempo. No outro jogo da chave, a Itália estava vencendo a Irlanda, por 1 a 0. Esse resultado estava gerando um empate triplo no grupo e a Itália estava levando vantagem nos gols marcados sobre Espanha e Croácia. Isso porque a Itália tinha empatado em 1 a 1 seus jogos contra Espanha e Croácia e a regra manda que quando ocorra um empate triplo, seja desconsiderado os jogos envolvendo outra seleção do grupo. Espanha e Croácia estavam rigorosamente empatadas, e aí sim, o saldo de gols em cima da Irlanda seria determinante e a Espanha vencia nesse quesito. Portanto, o 0 a 0 estava eliminando os croatas.

Jogo cresce e toma contornos de drama

Nesse interessante cenário, a segunda etapa começou. A Croácia conseguiu sair mais para o jogo e a Espanha não fazia uma boa partida defensivamente, principalmente Pique, que quase sempre é seguro e preciso, mas hoje não fez um boa atuação. Aos 13 minutos, por muito pouco a Croácia não ficou na frente do marcador. Modric, o melhor jogador em campo, dono das melhores jogadas croatas, cruzou da direita e Rakitic apareceu por trás da defesa para cabecear, obrigando Cassillas a fazer uma belíssima defesa. Aos 14 minutos, Del Bosque resolveu mexer, sacando Fernando Torres e lançando Jesús Navas. Cinco minutos mais tarde, foi a vez de Slaven Bilic substituir e ele resolveu fazer duas trocas de uma vez: saíram Pranjic e Vida, para as entradas de Perisic e Jelavic. Tínhamos em campo uma Croácia aguerrida, valente, que estava fazendo um duelo igual diante da Espanha, contando com boa atuação do sistema defensivo.Cada vez mais a Croácia se mostrava perigosa e bastava um gol para colocar a atual campeã da Europa e do mundo, precocemente fora da competição. Aos 23, Perisic aproveitou cruzamento da direita, pegou de primeira, mas mandou para longe.

Gol de Navas classifica Espanha em primeiro lugar

Aos 28, Del Bosque resolveu mexer novamente: lançou Fábregas na vaga de David Silva. A Espanha enfrentava muitas dificuldades na forte marcação croata, que por vezes levava a Fúria ao erro de passe. Aos 33, um contra ataque croata terminou em nova defesa de Cassillas, após novo chute de Perisic, que dessa vez apareceu pela direita da área. Vale lembrar que apesar da Croácia ter sido mais perigosa durante boa parte da segunda etapa, a Espanha em momento algum recuou ou se acomodou com o empate, que lhe era favorável. Quanto mais o tempo passava, mais a Croácia se lançava ao ataque. Aos 35, Bilic lançou o atacante Eduardo da silva, na vaga de Vukojevic. E nos minutos finais do jogo, foi a Espanha que passou a ser mais perigosa. Aos 38, Fábregas serviu Iniesta na ponta esquerda e Pletikosa precisou trabalhar para defender o chute do camisa 6. Logo em seguida, o arqueiro croata trabalhou novamente, agora para defender chute de Jesús Navas. E aos 42, a Espanha fez um belíssimo gol, com a marca registrada dessa equipe. Fábregas serviu Iniesta por elevação e o camisa 6, com um toque, tirou o goleiro da jogada e serviu Navas, que ficou com o gol aberto para abrir o marcador. Logo após o gol, Del Bosque tirou Fábregas e lançou Negredo. A vitória fazia a Espanha pular do segundo para o primeiro lugar do grupo. Mas, a Croácia continuava precisando de um gol para avançar. Espanha x Itália e Croácia x Itália terminaram 1  a 1 e caso Espanha x Croácia também terminasse 1 a 1, o saldo de gols diante da Irlanda definiria o grupo. A Itália fez o segundo gol e venceu por 2 a 0, a Espanha venceu por 4 a 0 e a Croácia por 3 a 1, portanto, o saldo de gols classificaria a Espanha em primeiro e o maior número de gols marcados levaria a Croácia para as quartas de final em segundo lugar. Porém, o gol croata não saiu, simplificando a matemática, mas tirando da Eurocopa um time que mostrou muita personalidade e valentia, fazendo um jogo de igual para igual diante da melhor seleção do mundo.

segunda-feira, junho 18, 2012

JOGO 20: ALEMANHA VENCE DINAMARCA E É A ÚNICA SELEÇÃO AINDA 100% NA EUROCOPA

Por Danilo Silveira


A fase de grupos da Eurocopa 2012 nem chegou ao fim, mas já podemos dizer que a Alemanha é a única seleção que vai terminar 100%, já que todas as outras seleções já perderam pontos. Neste domingo, na arena Lviv, a equipe comandada por Joachim Low fez a sua melhor atuação na competição até aqui e venceu a Dinamarca pelo placar de 2 a 1, passando em primeiro do grupo e tendo a Grécia pela frente nas quartas de final.

Alemanha é superior, mas primeiro tempo termina empatado

A Alemanha começou melhor a partida. Logo com um minuto, Khedira cruzou da esquerda, a bola chegou no segundo pau, Muller dominou no peito e bateu por cima do gol defendido por Andersen. E o camisa 13 da Alemanha teve uma chance mais clara aos 4 minutos. Podolski cruzou da esquerda, a bola descaiu na área e encontrou Muller sozinho, que pegou de primeira, mas o chute não saiu dos melhores e o goleiro dinamarquês fez a defesa. A Dinamarca tentava não se retrancar, mas tinha muitas dificuldades para chegar ao campo ofensivo e lá se manter por muito tempo. A superioridade alemã foi traduzida em gol aos 18 minutos. Bender recebeu cobrança de lateral pela ponta direita da área, cruzou rasteiro e Podolski emendou de primeira para abrir o marcador. Mas, a resposta dinamarquesa veio cinco minutos mais tarde. Escanteio cobrado da direita, Bendtner apareceu no segundo pau, cabeceou para o meio da área, onde estava Krohn Dehli, que também de cabeça, estufou as redes de Manuel Neuer.


A Alemanha não deu nenhuma demonstração de ter sentido o gol de forma negativa. Pelo contrário, após o gol sofrido, a Alemanha continuou adotando o estilo de jogo da primeira metade do tempo, valorizando a posse de bola no campo ofensivo e buscando brechas por entre a defesa dinamarquesa. Ozil e Khedira faziam boa partida, comandando o meio campo alemão. Aos 40, Khedira tabelou com Mario Gómes, Kvist até interceptou, mas cortou mal a bola, que sobrou para Khedira, na ponta direita da área, mas o camisa 6 alemão acabou finalizando à esquerda do gol de Andersen.

Bender desempata e garante os 100% da Alemanha

No outro jogo da chave, Portugal e Holanda empatavam em 1 a 1, e com isso, a Dinamarca precisava vencer a Alemanha para avançar de fase. E logo aos 5 minutos da segunda etapa, uma grande chance criada, em uma bela jogada. Simon Poulsen desceu pela ponta esquerda, rolou para trás e após ajeitada de um companheiro, a bola sobrou limpa para Jakob Poulsen, que chutou de frente para o gol, mas viu a bola caprichosamente resvalar no pé da trave direita e sair. A Alemanha continuava melhor no jogo, mas o cenário era muito perigoso. Caso saísse um gol de Portugal e um gol dinamarquês, teríamos um empate triplo no grupo e pelos gols marcados, a Alemanha daria adeus à Eurocopa. Aos 18 minutos, Joachim Low resolveu fazer sua primeira mexida, lançando o atacante Schurrle na vaga de Podolski, o autor do gol. Vale ainda destacar que esse foi o centésimo jogo de Podolski com a camisa da Alemanha. E após três minutos em campo, Schurrle quase desempatou a partida. Ele apareceu na ponta esquerda da área, recebeu bela enfiada de bola de Khedira, bateu rasteiro e cruzado, de primeira, mas Andersen fez uma bela defesa com a mão esquerda. A Dinamarca atacava menos que a Alemanha, mas era perigosa. Um chute de fora de Zimling parecia que ia para fora, e pelo visto, Neuer pensou em deixar a bola passar, mas preferiu não arriscar e defendeu de maneira esquisita. Bendtner recebeu um lançamento na área, mas não conseguiu finalizar direito e vendo o replay do lance, foi possível constatar que Badstuber puxou sua camisa, mas a penalidade foi negada pelo árbitro espanhol Carlos Velasco. Mario Gómes saiu para a entrada de Klose aos 28 e aos 32, a primeira mexida na representação dinamarquesa: saiu Zimling, entrou Christian Poulsen. E aos 34, a Alemanha fez um gol com a cara dessa Alemanha. Contra ataque rápido, enfiada de bola para Klose, que acabou deixando a bola passar, mas a redonda sobrou para o lateral direito Bender, que finalizou no canto direito de Andersen e fez o gol para acalmar o coração dos alemães. Detalhe que Bender é reserva da equipe alemã e estava em campo na vaga de Boateng, suspenso. Dois minutos após o gol sofrido, Morten Olsen lançou Mikkelsen, sacando Jakob Poulsen. Enquanto isso, Joachim Low fazia uma substituição de caráter mais defensivo, lançando Kross na vaga de Muller. Os minutos se passaram, não se teve mais nenhuma chance clara de gol e a Alemanha pôde comemorar a vitória, os 100% e a classificação.

A Dinamarca sai da Eurocopa como terceira colocada do grupo da morte, tendo feito uma boa competição, dando muito trabalho a todos os adversários. Na estréia, venceu a Holanda, no segundo jogo tomou o gol da derrota somente depois do 40 minutos do segundo tempo e diante da Alemanha, somente após os 30 da segunda etapa. Pode-se dizer que a Dinamarca esteve perto da classificação.

JOGO 19: SOB COMANDO DE CRISTIANO RONALDO, PORTUGAL VENCE E ELIMINA HOLANDA DA EUROCOPA 2012

Por Danilo Silveira


A Holanda, vice-campeã do mundo em 2010, deu adeus à Eurocopa neste domingo. Com uma atuação muita fraca diante de Portugal, na cidade de Kharkiv, a Laranja foi derrotada, por 2 a 1 e saiu da competição sem ter feito sequer um ponto. Já os portugueses, com a vitória, classificaram-se em segundo lugar do grupo e enfrentam a República Tcheca nas quartas de final.

Holanda começa bem, mas se perde

Com Vlaar na vaga de Heitinga, Van Der Vaart na vaga de Van Bommel e Huntelaar na vaga de Afellay, a Holanda partiu para cima de Portugal, tendo a difícil missão de vencer por dois gols de diferença e ainda torcer por uma vitória alemã diante da Dinamarca. E o começo foi dos sonhos para a equipe comandada por Bert Van Marwijk. Aos 10 minutos, Robben apareceu pela ponta direita, tocou para Van Der Vaart, que acertou um belo chute colocado, no canto direito do goleiro Neuer, para abrir o marcador. Pouco depois, a Alemanha abriu o placar diante dos dinamarqueses e a Holanda passou a precisar "apenas" de mais um gol para avançar de fase. Mas, em meio a esse cenário, Portugal adiantou a marcação, passou a pressionar a saída de bola, dificultando a vida holandesa. E ainda em meio a isso tudo, Cristiano Ronaldo começou a despontar como grande nome do jogo. Aos 15, ele arrancou pela esquerda, cortou o zagueiro Vlaar, invadiu a área e carimbou a trave direita do goleiro Stekelenburg. Em seguida, Portugal voltou a assustar, quando Postiga, de frente para o gol, mas desajeitado, chutou mal e Stekelenburg defendeu. A instabilidade defensiva da Holanda era visível e Portugal não parava de criar oportunidades. Raul Meireles apareceu pela direita da área, aos 17, mas chutou para fora. Se Cristiano Ronaldo despontava como grande nome na partida, o mesmo acontecia com Stekelenburg. Aos 22 minutos, o camisa 7 da equipe portuguesa cabeceou a queima roupa e o goleiro holandês fez uma bela defesa. Mas, 5 minutos mais tarde, Cristiano recebeu passe de João Pereira, ficou cara a cara com Stekelenburg, que dessa vez, nada pode fazer, a não ser ver a bola entrar no seu canto esquerdo: 1 a 1. A Holanda não acordou para o jogo e Portugal continuou melhor. Aos 32, Cristiano arriscou um chute forte de fora da área e mesmo com a bola indo no meio do gol, levou perigo a Stekelenburg, que conseguiu defender. Dois minutos mais tarde, Cristiano aproveitou escanteio da direita e concluiu de cabeça, à esquerda do gol. Em meio à grande quantidade de chances portuguesas, a Dinamarca chegou ao gol de empate contra a Alemanha. O intervalo chegou em boa hora para a Holanda, desarrumada em campo.

Cristiano Ronaldo marca mais, classifica Portugal e elimina Holanda

Para a segunda etapa, as duas equipes voltaram sem substituições. Logo aos 5 minutos, o lateral esquerdo Willems, da Holanda, deu uma forte rendeu em João Moutinho, estabelecendo um princípio de confusão, que logo cessou. O lance rendeu o cartão da cor amarela ao camisa 15 da Laranja. A Holanda parecia nervosa em campo, aos 10 minutos, com o jogo parado, Sneijder foi pegar a bola para bater uma falta e empurrou João Pereira. Aos 14, Portugal teria chegado ao segundo gol se o auxiliar não tivesse marcado impedimento de Hélder Postiga, que realmente estava em posição irregular. Aos 18 minutos, o técnico Paulo bento mexeu pela primeira vez na sua equipe, tirando Postiga e lançando Nélson Oliveira, mesma substituição que tinha feito nas duas primeiras rodadas. Dois minutos mais tarde, Cristiano Ronaldo arrancou pela esquerda, serviu Coentrão, que bateu da entrada da área para boa defesa de Stekelenburg. Van Marwijk fez sua única mexida no jogo aos 21, lançando Afellay na vaga de Willems. Paulo bento mexeu pela segunda vez aos 25, lançando Custódio na vaga de Raul Meireles. Portugal seguia melhor e aos 26, Cristiano teve ótima visão de jogo e deixou Nani na cara do gol, mas Stekelenburg apareceu para salvar a Holanda mais uma vez. Aos 28, em um belíssimo contra ataque, Portugal chegou enfim ao segundo gol, novamente marcado pro Cristiano Ronaldo, que recebeu na ponta esquerda, deu belo come em Van Der Wiel e bateu no canto direito de Stekelenburg.


Por falar no goleiro holandês, provavelmente se ele não estivesse em um dia inspirado, a Holanda sairia de campo goleada. E a trave também colaborou para que isso não acontecesse, já que Cristiano Ronaldo ainda carimbou sua segunda bola no poste do goleiro holandês. A Alemanha fez o segundo gol na Dinamarca, ajudando a Holanda, mas a situação da seleção laranja era complicadíssima. Perdido em campo, o time precisava de três gols para avançar. De fato, não conseguiu nenhum, mas nos minutos finais, a Holanda ainda conseguiu forças para assustar o goleiro Manuel Neuer. Aos 37, Van Der Vaart carimbou a trave direita alemã, aos 40, Huntelaar pegou uma sobra de bola, emendou de primeira e viu seu chute sair à direita. E aos 42, Van Persie saiu na cara de Neuer, mas acabou finalizando mal. Chances essas que não apagam a péssima partida da seleção laranja. Antes do apito, Paulo Bento fez sua última alteração, lançando Rolando na vaga de Nani. O apito final não demorou a vir, decretando a classificação portuguesa e eliminação da vice-campeã do mundo.

A Holanda começou e acabou a Eurocopa 2012 da mesma forma, no ponto de vista do resultado: perdendo. Mas, na estreia, a equipe fez uma bela partida diante da Dinamarca apesar do revés. Já diante de Portugal, a derrota veio atrelada a uma péssima atuação e pode-se dizer que a equipe deu sorte para sair de campo perdendo por apenas um gol de diferença. Já Portugal, segue em frente e caso repita a boa atuação que teve diante dos holandeses, tem grandes chances de superar a República Tcheca e chegar à semifinal.

JOGO 18: RÚSSIA RECEBE PRESENTE DE GREGO E DÁ ADEUS À EUROCOPA

Por Danilo Silveira



E o futebol segue aprontando suas peças. Não é que a Grécia venceu neste sábado, em Varsóvia, a Rússia, pelo placar de 1 a 0, conseguindo sua classificação para as quartas de final da Eurocopa. E de quebra, mandou os russos de volta para casa mais cedo. A Rússia, time que apresentou o melhor futebol no grupo A nos dois primeiros jogos, sucumbiu à retranca e à aplicação tática da Grécia, que até então, era o time que pior tinha se apresentado no grupo. Não que os russos tenham feito um jogo muito ruim, mas foi pior do que os dois primeiros e não que a Grécia tenha feito uma partida brilhante, mas foi melhor que as duas primeiras.

Karagounis coloca gregos em vantagem nos acréscimos da primeira etapa

O jogo começou e quem esperava uma Grécia fechada, enganou-se. Logo aos 4 minutos, Karagounis bateu escanteio da direita, Katsouranis apareceu no primeiro pau, desviou com o pé e obrigou Malafeev a trabalhar. O jogo era equilibrado, com as duas equipes buscando atacar, proporcionando aos espectadores um bom duelo. Aos 9, após cruzamento da direita, Arshavin finalizou com a sola do pé e Sifakis defendeu no meio do gol. Três minutos mais tarde, Dzagoev arriscou de fora e a bola passou à esquerda do gol, com perigo. Por volta dos 20 minutos, a Rússia passou a jogar melhor e dominar as ações ofensivas. Por volta dos 25, já se podia dizer que a Grécia tinha virado uma verdadeira retranca. E assim foi até o fim da primeira etapa. A Rússia tinha dificuldades para criar e os gregos praticamente não apareciam no campo ofensivo. Destaque para o atacante Samaras, que quando a Grécia atacava era ponta esquerda e quando a Grécia defendia, era quase um lateral, sendo o melhor jogador da equipe no quesito marcação. Apesar de não fazer um grande jogo, a Rússia tinha a seu favor o empate e a Grécia parecia muito longe do gol. Mas, aos 47 minutos, o improvável aconteceu. A Grécia cobrou um lateral pela ponta direita, pouco depois da linha que divide o meio-campo, a marcação russa falhou e a bola chegou até Karagounis, que invadiu a área e chutou cruzado para inaugurar o marcador.

Rússia não supera ferrolho grego e está fora da Eurocopa

O gol de Karagounis estava classificando a Grécia, mas também a Rússia, porque Polônia e República Tcheca empatavam no outro jogo da chave. Qualquer gol que saísse no outro jogo obrigaria a Rússia a empatar o seu duelo. Dick Advocaat lançou para a segunda etapa Pavliuchenko, na vaga de Kerhakov. E a Rússia começou tentando exercer uma pressão na equipe grega. A dificuldade de penetrar no sistema defensivo fazia com que os russos arriscassem chutes de fora da área, mas a pontaria não estava das melhores. E foi a Grécia que começou a chegar com mais perigo. Aos 13, Torosidis apareceu pela ponta direita, cruzou rasteiro e Gekas por pouco não teve a chance de finalizar debaixo da trave, mas Anyukov apareceu antes para afastar o perigo. Aos 15, Karagounis fez fila na defesa russa, entrou na área e foi ao chão. O árbitro não só deixou de marcar a penalidade como deu cartão amarelo para o camisa 10 grego, tirando-o do jogo das quartas de final. Para mim, não houve o pênalti, mas também não houve simulação, isto é, teve o choque, mas não caracterizou a infração. O fato é que Karagounis passou um bom tempo reclamando. Aos 18, o técnico Fernando Santos tirou o atacante Gekas para lançar o lateral Holebas, que atuou pelo lado esquerdo. Assim, Samaras, que continuava a fazer uma grande partida, passou a jogar mais avançado. Pouco depois, outra mexida: saiu Karagounis, entrou Makos. Aos 23 minutos, a Grécia teve muito perto de fazer o segundo gol. Zhirkov fez falta em Salpingidis, pouco antes dá linha da área. Tzavelas foi para bola e em uma cobrança magistral, carimbou a trave esquerda, quase na junção com o travessão e Malafeev apenas olhou e rezou para que a bola não entrasse. Por volta dos 25 minutos, a Rússia tomou um gol sem ver a bola entrar na sua meta. Isso porque no outro jogo da chave, a República Tcheca abria o marcador e isso significava que a Rússia precisaria do empatar para se classificar. Aos 26, Pogrebnyak entrou na vaga de Glushakov e aos 35, Izmailov entrou na vaga do lateral Anyukev. Nesse meio tempo, aos 29, Denisov arriscou de fora e o goleiro defendeu no canto esquerdo o chute rasteiro. A última mexida na Grécia aconteceu aos 37: Salpingidis por Ninis. A Rússia apresentava muita gente no campo ofensivo, mas faltava organização. Aos 38, veio a chance mais clara e os deuses gregos atuaram e impediram que as redes fossem balançadas. Arshavin cruzou dá direita e Dzagoev cabeceou, vendo seu arremate passar à direita, tirando tinta do poste. Os minutos se passaram, os jogadores russos aparentavam nervosismo e não conseguiam organização para criação de jogadas de perigo. Até que veio o apito final, que decretou a Rússia fora da Eurocopa 2012.


Parabéns à valentia grega, à classificação da República Tcheca. Mas, foi triste ver a Rússia eliminada. Agora, fica a torcida para os russos estarem no Brasil em 2014.

JOGO 17: REPÚBLICA TCHECA VENCE POLÔNIA COM GOL DE JIRACEK E AVANÇA ÀS QUARTAS

Por Danilo Silveira

Jogando no estádio Miejski, na cidade de Breslávia, a Polônia deu adeus ao sonho de se classificar para as quartas de final da Eurocopa. Depois de um bom primeiro tempo, a equipe se perdeu em campo e viu a República Tcheca vencer e conseguir a classificação.


Polônia cria mais, porém, primeiro tempo termina sem gols


A partida começou a todo vapor. Em menos de três minutos, tivemos uma boa chance para cada lado. Primeiro, Dudka, após uma sobra de bola aérea, deu uma belíssima bicicleta, assustando o goleiro Peter Cech, que viu a bola passar à esquerda do gol. A resposta da República Tcheca veio quando Gebre Selassie cruzou rasteiro da direita, achou Pilar de frente para o gol, mas ao tentar pegar de primeira, ele acabou furando o chute. E essa foi a melhor chance dos tchecos na primeira etapa. Já a Polônia, pressinou bastante e criou muitas chances. Aos 5, Obraniak cobrou falta da ponta direita e a bola passou perto, atingindo o lado esquerdo da rede, pelo lado de fora. Quatro minutos mais tarde, a República Tcheca falhou em uma saída de bola e Lewandoswski invadiu a área pela esquerda, driblou Gebre Selassie, mas, meio desequilibrado, bateu para fora, de perna esquerda. Aos 14, Polansk recebeu pela direita e bateu por cima. Peter Cech, vendo a Polônia criar muitas chances, precisou trabalhar aos 21, para defender chute de camisa Boenisch, no canto direito. A partir daí, a República Tcheca conseguiu controlar o jogo, colocando a bola no chão, trocando passes de forma organizada. A pressão polonesa cessou, mas o duelo continuou em um bom ritmo. O goleiro Tyton trabalhou ao defender chutes de média distância, mas nenhum levou grande perigo. Enquanto o intervalo chegava em Breslávia, no outro jogo da chave, na cidade de Varsóvia, a Grécia abria o placar diante da Rússia.

Jiracek marca o gol da classificação tcheca

Se com empate no outro jogo, a República Tcheca estava se classificando junto com a Rússia, com a vitória grega, tchecos e poloneses estavam dando adeus à Eurocopa. Coincidência ou não, a República Tcheca voltou para a segunda etapa mais agressiva, buscando mais o ataque. A Polônia, por sua vez, parou no jogo. As chances de gol sumiram e Peter Cech teve vida calma na segunda etapa. Aos 10 minutos, o técnico polonês, Franciszek Smuda, resolveu mexer pela primeira vez, sacando Polansk para colocar Grosicki. Aos 19, a República Tcheca assustou. Após cobrança de falta de esquerda, Sivok apareceu na área e cabeceou para boa defesa de Tyton. Sete minutos mais tarde, o goleiro polonês não conseguiu evitar que suas redes fossem balançadas. A República Tcheca puxou um rápido contra ataque, Baros deu bela assistência para Jiracek, que teve calma e tranqüilidade para cortar Wasilewski e chutar para inaugurar o marcador. 


Com o gol, os tchecos estavam pulando da terceira posição para a primeira, e conseguindo a classificação, eliminando a Rússia. Nesse momento, a Polônia precisava de dois gols para garantir a sua vaga e mesmo assim, não conseguia assustar o gol de Peter Cech. Os minutos foram se passando, a tensão foi aumentando e chegava perto do momento de decisão dos classificados. As entrada de Mierzejewski e Brozec, nas vagas de Murawski e Obraniak não surtiram maiores efeitos na seleção polonesa. A República Tcheca só mexeu pela primeira vez aos 39: saiu Jiracek, o autor do gol, para a entrada de Rajtoral. Aos 40, Wasilewski teve uma bela chances, mas desperdiçou de cabeça, jogando por cima da meta. Nesse momento, se a Polônia fizesse dois gols, se classificaria junto com a Grécia, mas se fizesse apenas um, classificaria a Rússia. E nos minutos finais, Michal Bilek fez mais duas alterações, sacando Pilar e Baros, para as entradas de Rezek e Pekhart. Vale lembrar que Rússia e Polônia tem uma grande rivalidade que transcende o campo futebolístico. E aos 48, um chute polonês venceu o goleiro Peter Cech, mas um tcheco apareceu para antes da marca final para evitar o gol que eliminaria a sua seleção. Resumindo, por questão de detalhes, a Polônia não colocou a sua rival Rússia, na fase quartas de final da Eurocopa.

São essas histórias que fazem do futebol um esporte belíssimo. Por vezes, acho o futebol cruel, acho cruel ver times que são melhores serem eliminados, times que encantam, que jogam um futebol bonito e envolvente, serem eliminados para times mais fracos. Considero triste ver a Rússia eliminada na primeira fase, foi a seleção que apresentou o melhor futebol. Mas, ao mesmo tempo que penso no quão cruel o futebol é com alguns times, penso o quanto ele encanta, diverte e emociona.