quarta-feira, junho 18, 2014

JOGO 16: QUE SHOW, OCHOA!

Por Danilo Silveira


Em um movimentado jogo de futebol no Castelão, o México foi superior taticamente, mas foi o Brasil quem teve mais perto de abrir o marcador. Foi no chute de Paulinho, na 
cabeçada de Thiago Silva e em duas finalizações de Neymar que os comandados de Felipão chegaram perto de balançar as redes, mas em todas o goleiro Ochoa brilhou. Na 
mais bonita das defesas, o arqueiro mexicano voou no canto direito e impediu que uma cabeçada de Neymar entrasse. Defesa espetaular, maravilhosa, que não se vê todo 
dia.

Apesar do bom volume de chances criadas, faltou criatividade ao Brasil. Parecia ironia que a seleção de um país onde surge tanto talento sinta carência no setor de 
criação. Oscar é ruim? Neymar é ruim? Não! Parto da teoria que falta ao Brasil uma armação tática que possibilite que seus jogadores rendam o melhor que podem.

Não pode ser encarado como normal o Brasil, jogando em casa, com a qualidade que tem, ser dominado pelo México em boa parte da segunda etapa do jeito que foi. Falta ao Brasil 
entrosamento, faltam jogadas de ultrapassagens, faltam tabelas, faltam os laterais levarem a bola ao fundo para cruzar. Falta muita coisa.

O México cumpriu bem o seu papel. Marcou com excelência, sob pressão quando conseguiu, teve coragem e força para chegar ao ataque. Resumindo: encarou o Brasil de igual 
para igual, sendo superior em vários momentos.

É natural que se fale muito em conquistar o hexa, mas o Brasil tem que refletir por onde deseja trilhar para chegar a esse objetivo. Cantar o hino com empolgação e 
emoção e entrar em campo como se fosse o jogo da vida parece não ser suficiente. Parece ser preciso muito mais: uma tática eficiente, um time versátil, opções no banco 
que consigam de fato mudar um jogo e por aí vai. Sem isso, acho que nem o talento nato de Neymar, nem uma dupla de zaga excepcional e nem um elenco de muita qualidade serão 
capazes de trazer o tão sonhado sexto título.

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