quinta-feira, junho 19, 2014

JOGO 19: OBRIGADO, ESPANHA...O CHILE PEDE PASSAGEM

Por Danilo Silveira



A Espanha, atual campeã do Mundo e bi campeã europeia, está eliminada da Copa do Mundo. Depois de perder para a Holanda na estreia, caiu para o bem armado Chile de Jorge Sampaoli, em pleno Maracanã: 2 x 0.

A Fúria mostrou lampejos de bom futebol, mas apresentou também falhas que foram determinantes para as duas derrotas. Iniesta foi o grande destaque e foi capaz de mostrar a sua genialidade em terras (leia-se gramados) Brasileiras. Cassillas falhou muito. Diego Costa não foi bem. Xavi foi barrado de um jogo para outro. Parece ser o fim de um ciclo, de uma geração. Geração fantástica, que fica eternizada na memória daqueles que gostam do futebol arte. Esses mesmos jogadores, que nesta quarta deram adeus precoce à Copa, mostraram ao mundo um jeito fantástico de se praticar esse esporte. Deve ser a última Copa de Xavi, Fernando Torres, Cassillas, Xabi Alonso, David Villa, Pique.

Os sucessores desses terão muito trabalho para chegar onde eles chegaram. Existe um legado fantástico, maravilhoso. Duas euros e uma Copa do Mundo não é para qualquer um. E mais que isso: um futebol encantador. Seus sucessores terão mais que a missão de conquistar títulos, mas a missão de fazer perdurar por mais alguns anos um estilo de jogo encantador. É muito mais que o simples fato de ganhar ou perder: é manter um conceito, um ideal.

A Espanha ainda entra em campo uma vez nessa Copa, para enfrentar a Austrália, apenas para cumprir tabela. Acredito que será uma espécie de último adeus. Adeus de um grupo que não mais deve entrar em campo para jogar junto vestindo a camisa da uma pátria, que não mais deve encantar o mundo com um futebol de posse de bola qualificada, envolvente, imponente. Mesmo não mais em campo, esses espanhóis estarão para sempre eternizados na memória de seu povo e daqueles que o admiraram. Segue abaixo uma homenagem, Cassillas levantando o troféu da última Copa do Mundo:


O Chile segue. Segue forte e combativo. Quatro anos atrás, Bielsa mostrou ao mundo um Chile fantástico, leve, envolvente, focado na ofensividade. Mas tomou de 4 x 0 do Brasil nas oitavas, não sustentou defensivamente. Esse de Sampaoli parece que vai mais longe. Enfrenta a Holanda para disputar o primeiro lugar do grupo, sem que o time laranja seja favorito. 50% x 50%. Depois disso vêm as oitavas e parece que o time chileno veio mais que preparado para ultrapassar essa barreira, que lhe foi o limite nas suas duas últimas participações em Copas (1998 e 2010). Em ambas, foi eliminado pelo Brasil e por ironia, pode ser a seleção de Felipão a adversária nas oitavas. Acho que eliminar o Brasil, jogando no Brasil, vingaria as duas últimas eliminações. E os chilenos parecem dispostos e competentes para cumprir essa missão, caso lhes seja imposta.




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