sábado, junho 14, 2014

JOGO 3: PASMEM, SENHORAS E SENHORES: HOLANDA 5 X 1 ESPANHA

Por Danilo Silveira




O futebol é surpreendente. Essa frase, mais que batida, foi mais uma vez explícita nesta sexta-feira. Acho que nenhum cidadão, seja de qual for a nacionalidade, colocou como palpite para o duelo entre Espanha e Holanda, 5 x 1 para a equipe laranja. Pois, pasmem! Em terras baianas, a Holanda aplicou 5 x 1 na poderosa Espanha, campeã das duas últimas Eurocopas e da última Copa do Mundo (superando a  própria Holanda na final.)

Pasmem mais ainda! A Espanha fez um primeiro tempo excelente, comandada por Iniesta, que teve atuação ótima. A primeira grande chance do jogo foi de Sneijder, que parou em Cassillas, aos sete minutos. Mas não demorou muito para a Fúria ter o domínio do jogo. Diego Costa como referência era muito acionado (e vaiado pela torcida local, por conta de ter aberto mão de jogar pela Seleção Brasileira para vestir a camisa da Espanha) e teve duas boas chances, em uma ele acabou se atrapalhando e na outra bateu para fora. Na terceira bola que ele recebeu em boas condições na área, tentou driblar Vlaar, mas acabou não acertando a bola. Após dar o drible, o atacante espanhol tocou na perna do zagueiro holandês e caiu. Pênalti assinalado, para mim, de forma equivocada. Xabi Alonso bateu e colocou em vantagem a equipe que melhor atuava em campo. E a bela atuação de Iniesta foi coroada com uma bela assistência para David Silva, que tentou encobrir Cillessen, que conseguiu evitar o segundo gol.  E antes da chegada do intervalo, a Espanha foi castigada por conta de uma pintura, anotada por Van Persie. Blind apareceu na ponta esquerda, na altura do meio campo e deu lançamento longo para o atacante, na entrada da área. O mais natural seria ele dominar e sair cara a cara com Cassillas, só que em um lance genial, ele emendou um peixinho, encobrindo o goleiro e anotando o gol mais bonito da Copa até agora.


Veio a segunda etapa a Espanha parece ter esquecido seu belo futebol no vestiário da Fonte Nova. A Holanda sobrou, bailou, deu um show, brincou de jogar futebol. Arjen Robben é um monstro e foi brilhante, perfeito. Em um de seus lances geniais, dominou a bola com extrema categoria, deu drible desconcertante em Piqué e chutou para vencer Cassillas e virar o placar. Janmaat abriu na direita para o canhoto Van Persie usar a perna de direita e explodir o travessão espanhol, não ampliando por pouco. E o retrato da atuação ruim da Espanha foi Cassillas, que saiu mal em cobrança de falta e contribuiu para o terceiro gol holandês, anotado por Vrij. Só que a pior das falhas do goleiro do Real Madrid aconteceu minutos depois, quando ele recebeu recuo de bola de Sérgio Ramos, acabou se atrapalhando e perdendo a bola para Van Persie. Era o quarto gol holandês. E o quinto foi antológico. Arjen Robben, nos minutos finais da segunda etapa, conseguiu uma arrancada digna de Usain Bolt, ultrapassando Sérgio Ramos, driblando Cassillas e estufando as redes espanholas. Lindo! Épico! Indescritível!


A Laranja mecânica foi mecânica! Só não foi laranja porque não vestia seu uniforme principal. Trajava blusa e short da cor azul. Azul da cor do céu. E hoje, o céu foi o limite para seleção comandada por Van Gaal.

PS: não subestimem a força da Espanha! Ela ainda deve ir longe nessa copa!

JOGO 2: MÉXICO SUPERA ERRO DE ARBITRAGEM E VENCE CAMARÕES

Por Danilo Silveira


No segundo jogo da Copa do Mundo, o México foi superior e derrotou a seleção de Camarões por 1 x 0, debaixo de muita chuva na Arena das Dunas, em Natal. Infelizmente, a partida foi, assim como a estreia, marcada por uma arbitragem muito ruim.

Logo aos 11 minutos, Giovanni dos Santos recebeu cruzamento da direita e executou bela finalização, de primeira, estufando as redes camaronesas. Muito difícil para o olho humano dizer se o jogador do Villarreal estava ou não avançado, portanto está desculpado o bandeirinha, caso ele estivesse em condição de jogo. O México era superior, demonstrando ter um meio campo bastante técnico e atacando mais que Camarões. Só que em uma das primeiras investidas, os Leões Africanos por pouco não foram fatais. Ekoto fez bela jogada pela esquerda, deu um drible da vaca no seu marcador e cruzou rasteiro para Eto´o, que pegou de primeira e por pouco a bola não entrou, passando à direita de Uchôa. A superioridade mexicana deveria ter se transformado em vantagem no placar aos 29 minutos, se não fosse um erro de arbitragem. Escanteio, cobrado da esquerda e após o desvio, Giovanni dos Santos apareceu no segundo pau para estufar as redes, mas novamente foi assinalado impedimento. Não é nem necessário se discutir se ele estava ou não em posição adiantada, já que quem desviou a bola foi um jogador adversário, impossibilitando o impedimento. Erro grave da arbitragem. E sem gols, a partida chegou ao intervalo.

Logo aos 2 minutos da segunda etapa, Peralta teve bela chance de abrir o marcador, ao receber passe de Giovanni dos Santos, mas Itandje fez boa defesa. A arbitragem voltou a aparecer de forma negativa aos 4 minutos, quando Song deu um entrada muito forte em Giovanni dos Santos e não recebeu sequer cartão amarelo. O futebol muitos vezes é traiçoeiro com quem está jogando melhor. Seria o México vítima dessa situação se uma traiçoeira cobrança de falta tivesse entrado, depois de desviar na barreira e matar o goleiro Ochoa, que tirou com os olhos a bola, que por pouco não entrou no canto direito. E o lance que fez justiça ao jogo aconteceu aos 15 minutos. Peralta  lançou para Giovanni dos Santos, que chutou para boa defesa de Itandje, mas no rebote, o mesmo Peralta apareceu para estufar as redes camaronesas. Chicharito, que começou no banco por opção do técnico Miguel Herrera, adentrou nas quatro linhas aos 27 minutos, substituindo Peralta.. Um dos momentos de maior emoção do jogo aconteceu aos 44 minutos da segunda etapa, quando o curto espaço de tempo que separou a cabeçada de Moukandj e as mãos de Ochoa,deve ter sido uma eternidade para os mexicanos, que por pouco não viram a vitória escapar. Vitória, diga-se de passagem, mais do que justa.

JOGO 1: É A TAL DA GLOBALIZAÇÃO: COM AJUDA JAPONESA, BRASIL VENCE CROÁCIA.

Por Danilo Silveira

Imagina o que é você trabalhar durante quatro anos visando a disputa de uma Copa do Mundo e no grande dia da estreia, no momento em que você vai apresentar o seu trabalho, vem um cidadão e estraga tudo. Pois foi isso que aconteceu com a seleção da Croácia, que jogou contra o Brasil neste dia 12 de junho de 2014. A estreia da Copa do Mundo foi machada por uma atuação vergonhosa, grotesca, do árbitro japonês Yuichi Nishimura. Um duelo com vários lances polêmicos em que todos as marcações foram a favor do Brasil.

Aos 10 minutos, após boa troca de passes da seleção croata e cruzamento da esquerda, Olic furou e na sequência Marcelo acabou cortando mal e marcando contra. O primeiro gol da Copa do Mundo de 2014 era então da Croácia, apesar de ter sido anotado por um brasileiro. Era nos pés de Neymar que o Brasil precisava se apoiar para conseguir uma virada, que parecia para lá de complicada. Aos 21, ele fez boa jogada pela direita e cruzou, a defesa afastou parcialmente, mas Oscar pegou o rebote e bateu bem, no canto direito, mas Pletikosa fez bela intervenção, evitando o empate. Aos 26, Neymar apareceu novamente, só que ao invés de usar as pernas, usou o braço esquerdo em uma dividida com Modric, acertando o pescoço do meio-campista do Real Madrid. Um cartão vermelho seria para lá de aceitável, mas o árbitro deu apenas o amarelo. Digamos que não foi um erro, mas o japonês poupou o jogador do Barcelona de ir para o chuveiro mais cedo. Ironicamente, dois minutos mais tarde Neymar usou novamente o lado esquerdo do corpo, só que dessa vez não foi o braço. Em um bonito chute de canhora, de fora da área, ele empatou o jogo. Imagina o que seria da Seleção Brasileira se o camisa 10 tivesse sido expulso.

Veio a segunda etapa e a Croácia começou melhor, trabalhando bem a bola no meio campo, enquanto o Brasil sofria o seu pior momento no jogo. Felipão lançou Hernanes e Bernard no jogo, sacando Paulinho e Hulk. Só que o que mudou drasticamente o andamento normal da partida não foi um jogador, e sim o árbitro. Fred recebeu na área, de costas para o gol, e ao ser encostado no braço por Lovren, desabou no gramado da Arena de São Paulo. E o japonês prestou um desserviço dos brabos ao futebol ao assinalar penalidade, comprometendo diretamente todo o andamento do grupo A da Copa do Mundo. Mais justo seria Neymar perder o pênalti, e por pouco isso não aconteceu: Pletikosa acertou o canto direito, tocou na bola, mas não o suficiente para evitar a virada brasileira (leia-se japonesa). E aos 37, mas um lance polêmico: cruzamento da esquerda, Olic e Júlio César disputaram no alto, o goleiro brasileiro caiu e na sequência apareceu um jogador vestindo uma camisa quadriculada para estufar as redes do time de amarelo. Só que um cidadão que portava consigo um apito anulou a jogada, marcando falta de Olic em Júlio César. Lance para lá de esquisito! Ramíres entrou na vaga de Neymar nos minutos finais e ainda teve tempo de roubar bola de Rakitic e servir Oscar, que chutou de bico para marcar o terceiro gol brasileiro. Diga-se de passagem que, em minha opinião, Ramíres cometeu falta no lance.

Resta alguma dúvida que o Brasil foi favorecido? Melhor fingir que pulamos do dia 11 para o dia 13 de Junho. Futebolisticamente falando, o dia 12 de junho foi vergonhoso para o futebol mundial. Tão vergonhoso quanto a atitude do Felipão na coletiva de imprensa, dizendo que viu o lance dez vezes e achou que Fred sofreu pênalti. Imagina na Copa? Não precisa imaginar não, está aí, é real!